História Sendler Squad - Capítulo 1


Escrita por: e KillerOfDrakons

Visualizações 25
Palavras 3.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Orange, Romance e Novela, Sci-Fi, Steampunk, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa história é baseada em um universo que eu já havia criado, e foi adaptada para as personagens presentes. Ao longo do tempo, tudo que no começo parecer confuso será explicado dentro da história. Espero que gostem!

Capítulo 1 - O Olho da Morte



O suor abundante que escorria por todo seu rosto fazia seus olhos arderem, ainda assim, com agilidade, saltou sobre um pequeno muro de pedra bruta e marrom, tomando impulso e escorregando de joelhos para a frente, sentindo o solo acidentado rebater suas joelheiras metálicas com pequenas pedrinhas que faziam seu corpo inteiro vibrar. Levantou-se já virando de frente para o caminho de onde veio, em uma das mãos uma pistola de plasma e a outra com a palma aberta emanando luz. Ao sinal de que ganhara certa distância, voltou a correr sem olhar para trás.


-Uma, duas, três colunas de ossos. Vire à esquerda. Sorria para a morte.


A voz de Sasha repetia continuamente, aos sussurros, dentro de sua mente. Ela obedecia. Por puro instinto, tateou seu peito buscando sentir o volume da estatueta de Alexa no bolso de sua jaqueta, sem parar de correr. Sim, continuava ali, como estivera nas últimas vezes que ela havia conferido, nos últimos dez minutos. Virou a esquerda depois da terceira coluna, já haviam poucos ossos para indicar o caminho, mas continuou em frente sem saber muito bem quais instruções vinham depois dessas. Precisou frear bruscamente ao avistar a passagem, e deslizou sobre seus pés, erguendo no ar bastante poeira avermelhada. A placa já estava tão deteriorada que mal podia ser vista acima daquela passagem de poucos metros de altura, mas ainda assim, lá estava ela, com seus dizeres proféticos.


                                                                                   Arrete! C'est ici lempire de la mort


As pálpebras se estreitaram imediatamente sobre seus olhos verdes e capciosos. O som de uma pequena pedra se rompendo sob um pé de bota. Companhia desagradável chegando. Escondeu-se nas sombras, como se fosse parte delas, silenciosa como a morte que lhe cercava. Espreitava, aguardando o momento certo, que logo chegou. Ele passou desavisado pela sua frente, como ela sabia que faria, sequer atentou para aquela pequena passagem na parede onde ela esperava para apertar o gatilho, e o tiro foi certeiro e silencioso, em cima da orelha direita, fazendo o capacete de sua armadura estilhaçar em milhares de micropartículas cintilantes, e um buraco gigantesco se abrir em sua cabeça. Ela sorriu um meio sorriso e retornou da escuridão, vasculhando com o pé os pertences do inimigo. 


-Cada dia mais inúteis. - Sussurrou decepcionada em não encontrar nada, seguindo em frente, se esgueirando pelo buraco até a saída, pois havia pouco tempo agora. 


Saiu pelo bueiro conhecido, e o escondeu quando saiu. Abriu bem a mão esquerda e da palma dela o radar reconheceu o ambiente. Limpo, disse a voz robótica de sua prótese, mostrando um holograma da área e marcando o destino que deveria seguir. Assim que seu sinal foi reconhecido no radar da base, o rádio em seu implante neural zuniu suavemente, liberando em seguida sua comunicação, e a voz de sua superior sussurrou em seu ouvido.


-Boudicca Jauregui, bem vinda de volta. Fico feliz que tenha corrido tudo bem. Você tem o tótem? 


Ela revirou os olhos, mas sorriu em seguida. Estava feliz em saber que Sasha havia sobrevivido à emboscada, afinal. Era um saque extremamente arriscado.


-Positivo. A caminho. - A Boudicca respondeu à Sasha em seu característico tom solene e frio, já retirando a capa que cobria a moto escondida nas ruínas do que um dia fora uma simpática casinha parisiense. Ao seu redor, uma Paris devastada exalava fuligens da guerra, cheiro de urina e som de bombardeios distantes. Subiu na moto e guiou até a base, sentindo o vento em seus cabelos, sem capacete, batucando com os dedos no guidão. Quando se aproximou, viu de longe a doma translúcida de tom azulado que protegia e escondia a base temporária, duas guardas se aproximaram quando reduziu a velocidade, mais para apreciarem sua passagem do que realmente para verificar sua integridade, mas nunca se poderia saber. Tentariam lhe segurar ali o máximo que pudessem.


-Boudicca Jauregui se apresentando para recolhimento. - Disse em tom entediado, e até chegou a bocejar. Ela sabia que, enquanto lhe passava o scanner, a guarda iria tirar algum proveito. Elas sempre tentavam.


-Boudicca, bem vinda de volta, poderia me dizer quem é sua Artemísia e qual o seu pelotão? - A loira segurava um escudo em uma das mãos, mas já estava com a guarda tão baixa que, caso Lauren fosse um inimigo, certamente já teria lhe acertado um tiro na costela. Na outra mão a mulher movia o scanner de cima pra baixo, e mais perto de seu corpo do que precisaria. Ela sequer havia descido da moto, então a guarda estava praticamente subindo lá junto. A colega tentava disfarçar, mas ria discretamente. 


-Você sabe a resposta para essas perguntas. - Olhou a guarda nos olhos, fixamente, profundamente. A mulher umedeceu o lábio inferior com a língua. E provavelmente outras coisas também. -Mas se é realmente necessário, vamos lá. - E revirou novamente os olhos, daquele jeito tão dela. -Boudicca Lauren Jauregui, da Artemísia Sasha Fierce, Valquíria Madonna. Pelotão especial Sendler, de resgate direto e auxiliado, alquimista de combate... - Jauregui dizia tudo como se fosse uma gravação, até essa parte, quando lentamente abriu um meio sorriso cínico. -...E musa do calendário do exército, mas disso, bebê, você já sabe não é?


O tom grave de sua voz fazia a guarda tremer. Ela se afastou dois passos, e murmurou um tímido autorizada, com um sorrisinho no rosto. 
-Então, será que poderia assinar meu calendário, Boudicca? - E a mulher simplesmente tirou um dos calendários em minuatura de dentro da armadura e lhe entregou junto com uma caneta de laser. Lauren riu baixinho, negando com a cabeça.


-O trabalhador militar merece esses pequenos momentos de distração, Amazona. - E apontou para a guarda com a caneta antes de assinar seu nome e dar uma piscadinha. Lauren entrou na base e dirigiu até o prédio central, aproveitando pra dar uma breve olhada na tenda médica, que como esperava, estava bem lotada. 


-Desgraçados. - Murmurou entredentes, estacionando a moto preta e dourada na frente da única construção de pedra naquela base, o que há muito fora uma robusta delegacia de polícia e agora era a central daquela junta de guerra temporária. Subiu os degraus de pedra cuidadosamente, estando vários deles deteriorados pelo tempo, e cruzou a imensa porta de madeira - ou sua moldura, já que a porta em si não estava mais ali. Ganhou o saguão de entrada, que era uma imensidão de pedra, mato e gente. Um imenso buraco no teto do lado direito - provavelmente feito pelos estilhaços de uma bomba séculos atrás - permitia que a iluminação solar acariciasse o lugar, e uma frondosa árvore se erguia pela escadaria de mármore em pedaços, saindo pelo buraco no teto e enfrentando a fúria do tempo. Trepadeiras se arriscavam indômitas sobre as paredes de pedra, misturando-se aos destroços dos antigos, mas o local havia sido limpo e os entulhos retirados, então ainda servia como uma boa base de qualquer maneira. Lauren caminhava cautelosamente, observando as expressões nos rostos ali presentes, tentando ler algum sinal de como as coisas andaram em sua ausência de semanas. Uma voz lhe sobressaltou, e virou-se assustada na direção de onde ela vinha, mas sem demonstrar isso.


-Boudicca Jauregui! Que bom revê-la! A Artemísia está lhe aguardando na sala do conselho. 


Reconheceu a assistente de Sasha, a nova, de quem não gostava muito porque tinha a voz muito estridente, e a acompanhou após concordar com a cabeça. Nos corredores, diversas pessoas lhe cumprimentavam com a cabeça também, ou lhe ofereciam sorrisos, e ela retribuía como podia, de verdade, mas isso não era grande coisa. Quando finalmente entrou na grandiosa sala do conselho, a mesma estava vazia, e a imensa mesa triangular de obsidiana no centro também estava, exceto pelas mãos de Sasha, que repousavam sobre ela com a suavidade e elegância que lhe descrevia tão bem. Quando notou a presença de Lauren, Sasha ergueu a cabeça suavemente, recebendo-a com aquele sorriso que poderia acabar com a guerra ali mesmo, se ela pedisse com jeitinho. Sem trocarem palavras, se encararam por alguns segundos, Lauren séria, Sasha sorrindo, até que ambas caminharam uma na direção da outra e se entregaram a um abraço forte, que durou um minuto inteiro. Quando finalmente se separaram, Sasha segurou o rosto da pupila entre as palmas das mãos e Lauren revirou os olhos pela milésima vez.


-Você. - Deu um beijo estalado na testa -Nunca me decepciona, Laurenzinha. Nunca. - Seu tom de voz migrou de orgulhoso para ansioso, quase eufórico. -Você pegou? Trouxe ela com você? - Ergueu as sobrancelhas abrindo um largo sorriso de ideia brilhante. -Me deixa ver? - Perguntava como uma criança sob a árvore de natal, e Lauren riu, porque era óbvio que lhe deixaria ver, e mesmo que não deixasse, ela veria do mesmo jeito. 


-Claro. Vem, vamos sentar e eu te mostro. - Lauren respeitosamente apoiou a mão na cintura de Sasha e a guiou até a mesa. A mulher realmente precisava daquilo, afinal. Não era uma missão pra lhe manter à salvo. Ótimo. Assim que sentaram, Lauren fez que ia tirar o objeto da jaqueta, mas parou no meio do caminho e ergueu o dedo indicador. -Mas antes... - Já começava a rir travessamente quando Sasha ergueu uma das sobrancelhas, com um sorriso desafiador que conhecia muito bem. -Eu quero que você prometa que vai me deixar ir na emboscada de amanhã com meu pelotão. - Foi a vez de Sasha revirar os olhos.


A mulher de pele negra, que trajava um vestido com cores de galáxia e levava na cabeça um alto turbante da mesma cor, levantou-se novamente da cadeira onde acabara de sentar. Silenciosamente, caminhou pela sala segurando o próprio pulso atrás das costas. Seu sorriso se foi, mas sua expressão permaneceu serena como sempre. 


-Nós já não falamos sobre isso, Lauren? Eu não posso levar você para a linha de frente comigo. Eu preciso de você na defesa do fronte! Você deve partir hoje mesmo para a fortaleza da Perfeição e mantê-la de pé até o meu retorno. Você irá comandar suas irmãs em meu lugar, enquanto eu estiver ausente. Este é seu lugar e seu papel. - O tom de Sasha era inquestionável.


-Eu discordo disso. Acredito que eu seria muito mais útil na linha de frente com você. Eu sou uma ótima alquimista, Artemísia! - Lauren estava frustrada, emburrada, e suas sobrancelhas escuras demonstravam isso muito bem.


-Eu também sou uma ótima alquimista, e sou sua mentora, e por isso eu sei o que é melhor para este pelotão e pra você. Acredite, eu jamais questionaria suas habilidades como alquimista, e é justamente por causa delas que eu preciso de você onde você estará, de acordo?
Lauren não estava de acordo, mas concordou com a cabeça pois não havia outra opção. Retirou então a pequena estatueta do bolso interno de sua inseparável jaqueta de couro.


-Aqui, o maldito tótem que passei semanas procurando. Espero que ele valha tanto pra você quanto as suas convicções. - Disse rebelde, mas Sasha não pareceu se aborrecer nadinha com isso, muito pelo contrário. Estendeu a mão na direção da jovem aprendiz, e cuidadosamente recebeu a peça, desenrolando-a devagarinho das ataduras antigas que a protegiam. De dentro dos tecidos pútridos, a pequena estatueta preta que deveria ter no máximo uns quinze centímetros surgiu, brilhante como se tivesse acabado de ser polida. As duas viram quando uma onda de energia escura percorreu a peça da cabeça aos pés. -Wow! - Lauren levantou-se da cadeira quase em um pulo. -Quanta energia tem acumulada nessa coisa?


Sasha sorriu e deu de ombros, daquele jeito de quem sempre tem razão. 


-O suficiente. - Respondeu de modo singelo. 


Jauregui já se preparava pra ir embora, considerando que seus argumentos eram sempre inúteis quando se tratava das decisões de sua superior, mas Sasha a deteve. 


-Nossa reunião ainda não terminou, querida. Tenho novidades pra você. - Aquele tom. Lauren conhecia aquele tom muito bem. Um sutil cinismo misturado com cautela, que Sasha geralmente usava antes de dar alguma ordem que iria lhe contrariar. 


-Por que eu sinto que a surpresa não vai ser boa? - A resposta da Boudicca veio daquele jeito entediado tão comum à ela. 


-Bem, quando eu disse que seria uma novidade, não quis dizer que seria exatamente uma surpresa de aniversário, você entende? Veja bem, em minha posição, embora eu me importe com sua vontade, o que realmente me importo, muito... - Sasha falava gesticulando mais do que o necessário, ligeiramente nervosa, conhecendo muito bem o gênio da aprendiz, enquanto caminhava de costas até a porta da sala, mas não a mesma porta por onde Lauren entrara, outra, que sabia dar para a sala de espera. -...eu não posso realmente considerar todas as suas exigências sempre, porque bem, as vezes a guerra exige que atitudes sejam tomadas... Só um momento querida... - E Sasha colocou a cabeça pra dentro da sala de espera, falando baixinho com alguém. Lauren já havia erguido uma das sobrancelhas e estava com cara de poucos amigos. -...então! Bem, então... 


Uma jovem com traços latinos e cara de boa moça cruzou a porta e adentrou a sala do conselho. Era de baixa estatura, e trajava vestes típicas das curadoras, que eram longos vestidos brancos até os pés, cintos de couro com diversas medicações, objetos estranhos e instrumentos pendurados, e essa médica de guerra em específico tinha em suas costas uma aljava, mas Lauren não via nenhum arco. Sasha mostrou a jovem com as duas mãos, palmas viradas pro teto, uma mão ao lado da outra, e um sorriso sem vergonha na cara.


-Tá-dã! Boudicca Jauregui, quero que conheça Fu-Hao Cabello! - Sasha sorriu ciente de que Lauren lhe olhava de modo fulminante, e a prova disso era que a prótese em sua mão esquerda já estava vermelha, tamanho o superaquecimento de seu canhão de lava, mas a Artemísia não se intimidou, era a chefe de tudo, afinal. Fazia o que quisesse, então continuou. -Fu-Hao... - Dizia dirigindo-se à Cabello -Esta é minha imediata, meu braço direito, Boudicca Lauren Jauregui. Eu a treinei pessoalmente na arte da alquimia de combate, que consiste em usar as fórmulas milenares para converter os químicos em combustível para nossas armas. Além disso, Lauren é também uma das mais condecoradas membros do orgulhoso pelotão Sendler, o pelotão de resgate de nossos itens e de nossas Amazonas! - Sasha gesticulava animadamente pela sala, enquanto Lauren encarava a mocinha com ódio. A outra, coitada, parecia lhe pedir piedade com os olhos. -Mais de duas mil Amazonas lhe devem suas vidas atualmente, e sua lista também abrange armas, suprimentos, cargas, veículos, e agora... - E segurou a estatueta com o braço bem estendido, bem na frente de seus olhos. -...a estatueta de Alexa, a deusa da morte dos antigos. E também o receptáculo de uma das maiores cápsulas de energia quântica do mundo: o Olho da Morte. - Sasha tinha sobrancelhas raivosas e um sorriso maligno quando disse isso, algo incomum em seu rosto, que Lauren vira poucas vezes. Jauregui e Cabello abandonaram seus sentimentos de ódio e insegurança imediatamente ao ouvirem essas palavras. Quem não abandonaria? A menção da maior fonte de energia já descoberta no planeta deixaria qualquer uma fora dos eixos.


Lauren caminhou até Sasha ignorando completamente a presença da curandeira. 


-Então, você está me dizendo Sasha, que isso que eu fui buscar... - E apontou para o objeto na mão da Artemísia. -Essa coisinha maldita... é o Olho da Morte? Aquele Olho da Morte?


Sasha deu de ombros novamente com simplicidade, como se momentos antes não tivesse feito todo um discurso triunfal e motivador.
-Sim, digamos que de certo modo é, sim, uma pequena quantidade dele, mas o suficiente para abastecer a Fortaleza da Perfeição por algum tempo. E as nossas armas. Graças à você, Lauren. - Sorriu satisfeita, ignorando a expressão ainda confusa e contrariada da Boudicca. Virou-se então nos calcanhares de frente para Cabello. -E quanto à você, minha jovem médica, eu não lhe garanti que a sua realocação seria gloriosa? Espero que esteja satisfeita com sua nova superior, Boudicca, Lauren Jauregui. 


E sem mais nenhuma palavra, escapuliu pela salinha de espera, deixando as duas pra trás a sós. Lauren boquiaberta, Cabello com um sorriso tímido. A curandeira então ousou caminhar até a outra e estender-lhe a mão amigavelmente.


-Olá, Boudicca. É um prazer conhecê-la. Me chamo Camila, a propósito. Camila Cabello. Vai ser uma honra servir ao seu lado! 
Mas Lauren não lhe deu a mão de volta, no lugar disso caminhou até sua frente lenta e ameçadoramente. À medida que se aproximava, Camila parecia entender que seu aperto de mão não iria mesmo ser retribuído, e baixava a mão lentamente, cada vez mais fechando os olhos, como se estivesse prestes a apanhar. Lauren parou de avançar apenas quando seus narizes estavam a centímetros de se tocar, e disse entredentes -Superior? Eu já tenho todas as Fu-Hao das quais preciso. Eu não pedi por você. Meu pelotão tem as mulheres mais bravas de todo o exército, e não preciso de uma garotinha assustada atrapalhando meu serviço. 


Camila engoliu ar, pois sua boca estava seca demais para produzir saliva, e se encolheu ligeiramente quando ouviu as últimas palavras.


-A Artemísia lhe colocou sob meu comando? Ok, eu não posso evitar. Mas você vai precisar se esforçar muito, mas muito mesmo, pra eu começar a acreditar que você merece um lugar no meu pelotão, você entendeu, Fu-Hao? Lauren ergueu uma das sobrancelhas em desafio extremamente agressivo.


Camila concordou com a cabeça, trêmula. Sentia vontade de enfrentá-la, dizer que merecia. Queria dizer que foi a primeira da turma de curandeiras, que tinha experiência de campo, mas a voz simplesmente não saía.


-Eu quero ouvir. Você. Entendeu. Fu-Hao? - O tom era baixo, rouco, mas muito intimidador.


-Entendi Boudicca. Eu vou dar o meu melhor. - A voz finalmente veio, insegura, mas firme.


-O seu melhor ainda não é o melhor, Fu-Hao. Mas vai ser, vai ser... 


Jauregui deixou a sala, e uma Camila respirando ofegante pra trás.

 


Notas Finais


É isso, espero que tenham curtido, não sei ainda com qual frequência irei atualizar, mas pretendo fazer isso o mais breve possível, enquanto a história está quentinha na minha cabeça.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...