História Seus Olhos Não Demonstram Amor - Capítulo 3


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Categorias Princesinha Sofia
Personagens Bailleywck, Cedric, o Feiticeiro, Personagens Originais, Princesa Amber, Princesa Sofia, Príncipe James, Rainha Miranda, Rei Roland II
Tags Disney, Enchancia, Feiticeiro, Magia, Noivado
Visualizações 20
Palavras 1.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, mais um capítulo saindo no forno.
Muito obrigada Nekozawa-nya e MalduSilva pelos comentários, vocês são ótimas!
Perdão qualquer erro gramatical. Todos serão corrigidos o mais breve possível.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Levou um tempo para que a criada trouxesse refresco a eles, e quando veio estava acompanhada pelos seus senhores e o casal de feiticeiros. Winifred apertou as mãos do marido encantada com visão de Irene abraçada ao filho.

Então tudo estava indo certo, como planejado. E pelo visto, as coisas fluíam com rapidez. Sequer imaginava que o filho se daria tão bem com a jovem moça, uma vez que ambos não se conheciam e o casamento só era arranjado porque ambos os pais se conheciam, e o barão entendia se o certo a se fazer, afinal Goodwin salvara seu pai e casar a filha mais nova com o filho dele era uma abundante demonstração de agradecimento.

Todavia, o barão tinha o mesmo pensamento que Winifred, havia imaginado que a filha não ia gostar do pretendente, pois não o tinha conhecido antes daquele dia, e ele tinha a compleição mais velha do que a própria idade. Porém, a educação que Irene levará lhe ensinará que as mulheres da nobreza não escolhiam a quem amar, só tinham que obedecer a seus pais e maridos.

— Aqui seu refresco, senhorita Irene. — disse a criada, estendendo a bandeja para que os dois pegassem o copo.

Irene lhe agradeceu e largou o braço de Cedric, para o alívio do mesmo.

— Vejo que estão se dando muito bem. — comentou a baronesa, com um largo sorriso. — Será que agora não seria um bom momento para o mestre fazer o retrato?

A sugestão pareceu uma ótima ideia para todos, exceto Cedric, que desprezava a ideia. Já bastava o quadro que ganhara dos pais e, obrigatoriamente, teria levaria ao castelo. Agora teria outro, no qual sua imagem estaria estampada.

— Chame o mestre, por favor. — pediu o barão à criada.

Assim que a criada saiu, Irene pôs-se de pé num salto, ansiosa e curiosa para saber sobre a pequena reunião.

— O noivado foi oficializado? — Indagou. Apertava as mãos, nervosa.

— Claro que sim, menina. — respondeu Winifred. — E o casamento já está marcado.

— já? — espantou Cedric. — Por que tão rápido?

— Não se preocupe com isso, Cedric.— disse o pai. — Será depois que se acomodar no castelo, então levará um tempo.

— Seu pai nos disse que logo será feiticeiro real no castelo, então acharmos melhor que após se acomodar, o casamento ocorreria com mais calma. — Explicou o barão. — Além de que, nos querermos que os nossos filhos mais velhos estejam aqui.

Cedric aquiesceu e suspirou aliviado, ao menos teria um bom tempo de sobra e faria o possível para adiar o casamento. Nunca desejou se casar, mas os pais aproveitaram o boato que o barão desejava casar a filha mais nova e ofereceram o filho como pretendente. Não desejava aquilo, mas o barão era alguém importante e parente do rei, então não tinha como recusar. Além de que o pai passaria a repudiá-lo.

Não sabia o que fazer, mas não queria casar.

O pintor veio às pressas com cavalete e quadro na mão. Levou um tempo para arrumá-lo, pois procurava um ótimo lugar tivesse contraste com o jardim e os noivos.

— Aqui é um ótimo lugar. — disse ele, por fim. — será bom que faça uma pose, sim? Senhorita Irene pode ficar sentada no banco mesmo, mas o senhor Cedric terá que ficar de pé atrás dela. Isso, ótimo! Agora coloque a mão no ombro dela.

— Isso é necessário? — Perguntou ele, visivelmente incomodado.

— É claro. Quero retrata esse momento feliz de amor.

Contrariado, Cedric pôs a mão no ombro dela e sentiu quando a mesma estremeceu e deu um riso contido. Ele revirou os olhos. Não havia amor ali, e de modo algum haveria. E só de olhar percebia que Irene era uma mulher excêntrica.

O mestre desenhava primeiro o esboço com pequenos pedaços de carvão, enquanto os noivos faziam o melhor para permanecerem na pose sem receberem reclamações do pintor e dos pais.

— Cedric! — ralhou Winifred. — Tirar essa cara fechada e coloca um sorriso. Este o momento mais feliz da sua vida e você fica assim, igual um infeliz.

Cedric bufou, porém forçou um sorriso para que a mãe ficasse quieta. Realmente não estava feliz, e nem era o momento mais feliz da vida dele. Ninguém havia perguntado a ele se queria se casar, apenas o jogaram na “cela” e o enfeitaram.

Cedric observava seus pais e os pais de sua noiva conversarem animadamente do outro lado. O pintor pedirá que eles se afastassem para não incomodá-los, mas mesmo assim conseguia ouvir um pouco das conversas deles.

— Daqui duas semanas Irene terá que ir visitá-los. Vocês não se incomodarão com a estadia dela, não é? — Perguntou o barão. — É uma tradição dos noivos se visitarem mutuamente até se casarem. Como Irene ira casar com seu filho, ela terá que passar alguns dias com vocês.

— Não se incomode com isso, vossa graça. — disse Goodwin. — Temos conhecimento dessa tradição e já esperávamos por isso. Na verdade, Winifred está empolgada com isso.

A mulher rechonchuda deu uma risada.

— Irene será tratada como uma filha querida. — Disse ela. — Será ótimo que Cedric tenha uma noiva, já que ele não tem amigos.

O barão e a baronesa riram.

— Eu ainda estou muito surpreso, trabalhei para vários reis como feiticeiro real e agora, o meu filho, será parente do rei por casamento. — disse Goodwin em tom sonhador. Sentia um leve orgulho do filho.

— Nem tanto, meu caro amigo. — começou a baronesa. — o tetravô do meu marido e o mesmo do rei de Enchancia, isso nos torna primo de 7° grau dele. Vocês sabem, essas coisas de árvore genealógica são tão confusa.— explicou ela. — Mas, de qualquer forma, sou filha do rei de Muska. Portanto, Irene é neta de um rei. Entretanto, devem saber que Enchancia e Muska não tem uma relação favorável há um bom tempo. Papai não gostou nada do meu casamento, fiquei anos sem poder pisar em Muska. É claro que agora posso visitá-lo e visita meus irmãos, mas alguns títulos são me negado, principalmente por causa da relação dos dois reinos.

Cedric olhou para Irene abaixo, sentada com as mãos no colo e com um sorriso afável no rosto. Ela era neta de um rei, não o de Enchancia pelo que perceberá, mas de outro, então a mãe dela era uma princesa real e, com toda certeza, ela também era.

Então estava noivo da mulher que era neta de um rei e prima de outro. Havia algo melhor? Para Cedric só a coroa do rei.

Após um tempo, o pintor se espreguiçou e deu um suspiro, satisfeito.

— Pronto, pronto, terminei o esboço. — anunciou o mestre, contente — Quando ele estiver pintado e emoldurado trago para possam ver.

— Ó, que maravilha! — comemorou Winifred. — Deixe-me ver como ficou, por favor.

O pintor jogou um pano branco por cima, cobrindo-o. O barão riu.

— Dificilmente o mestre deixa ver suas obras antes de termina lá. — disse ele. — Mas garanto que ele é um ótimo pintor, seus traços são tão realistas, encantadores e minuciosos.

— Obrigada pelos elogios, sua graça. — agradeceu, fazendo uma mesura.

A baronesa insistiu que todos fossem para a sala de música, onde um grupo de músicos os esperavam e, assim, pudessem ter uma conversa agradável até o banquete da noite. Enquanto os casais conversavam com o pintor, Irene e Cedric permanências sentados, mas em total silêncio.

— É bem cansativo posa para esses retratos, não acha? — perguntou Irene.

Irene conjecturou que Cedric não iria lhe responder, já que o mesmo sequer a olhava e quando a respondia era com tons monótonos. Contudo, foi surpreendida quando ele ergueu-se do e lhe estendeu o braço.

— Podemos passear um pouco?— perguntou ele. —Gostaria de conhecer tudo aqui.

Irene o fitou espantada e aquiesceu veemência com um sorriso largo de orelha a orelha.

— É claro! — ela entrelaçou o dele, o apertando. — Você poderia me contar um pouco sobre sua família e você, o que acha?

Ele suspirou e revirou os olhos.

— Ótima ideia…


Notas Finais


Inventei o reino de Muska inspirado na Russia Imperia. A palavra "Muska" vem de Mamochka que significa mãezinha em russo. Ao decorrer da história mais coisas serão explicadas, e talvez até o reino de Muska apareça - se tudo ocorrer conforme planejado.
Espero que tenham gostado
Criticas construtivas e sugestões são bem-vindas
Beijos!


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