História Silly Fights - Capítulo 3


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Categorias Durarara!!
Personagens Izaya Orihara, Shinra Kishitani, Shizuo Heiwajima
Tags Raijin Days, Raira, Shizaya, Short Fic, Three-shot
Visualizações 22
Palavras 2.816
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Estou voltando aqui triste, esse é o último capítulo dessa fic, estou bem feliz com o feedback, fico surpresa que o fandom de Durarara sempre resurge das cinzas, eu me incluo nisso. Queria agradecer a todos os favoritos e comentários, você me ajudaram muito <3
E não se preocupem, tenho várias fics shizaya planejadas, em breve devo começar a postar a primeira!
Sobre o capítulo de hoje, eu achei que ficou um amorzinho, coisa difícil pra mim, sempre escrevo shizaya amor-ódio, violência e xingamentos, gostei de variar para um lado um pouco mais fofo.

Capítulo 3 - Muito complicado


Silly Fights

 

Capítulo 3 – Muito complicado

 

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Narrador POV’s on

 

 Na manhã seguinte, Izaya acordou com dor de cabeça, e lá estava o motivo da dor, parado no portão do colégio, lhe encarando. Izaya se aproximou hesitante, não conseguiu o olhar nos olhos, se amaldiçoou por isso. Estava agindo como um idiota. – Concluiu Izaya.

— Que raro, o Shizu-chan me esperando na porta, está com saudades? – Izaya provocou, não ia se deixar abalar.

Seja lá qual fosse o sentimento que fazia seu coração acelerar, não ficaria esperando parado até descobrir. Sentimentos eram idiotas: Dizia isso sempre a si mesmo, com a desculpa de que ele era superior a essas futilidades humanas.

— Sua autoestima é invejável, mas você não é o centro do universo. – Rebateu o loiro, irritando-se, mas sentiu seu rosto aquecer quando viu Izaya desviar o olhar com um sorriso diferente nos lábios.

Era a primeira vez que o via sorrindo de verdade... Um sorriso que Shizuo não considerou irritante.

— Que bom que está agindo normal de novo, eu prefiro você irritante assim. – Disse o moreno passando direto pelo Heiwajima, que estava sem reação, o vendo se distanciar.

O que é isso agora? Dizendo essas coisas embaraçosas e saindo. – Shizuo pensou.

— Ei, Shizuo! Bom dia! – a voz animada de Shinra soou.

Logo Shinra e Kadota alcançaram o loiro, se cumprimentando normalmente, até darem falta de alguém.

— Izaya não chegou? – Kadota perguntou enquanto andavam para dentro do prédio.

— Chegou e foi na frente. – Disse Shizuo, desconversando. Sua resposta e sua expressão sem-graça fez Shinra estreitar os olhos para o loiro, percebendo algo de errado.

 Eles estavam agindo estranho um com o outro, mas aquilo estava ficando difícil de entender. Uma ideia lhe cruzou a mente.

— Shizuo, desculpa me intrometer, mas... Aconteceu alguma coisa com vocês, ontem enquanto estavam sozinhos? – Shinra perguntou, deixando até Kadota curioso.

— C-claro que não! O que poderia ter acontecido?! – Shizuo saiu andando rapidamente, praticamente fugindo.

— Que suspeito. – Kadota disse pensativo.

— Sim... Será que... Não, deixa. – Disse Shinra se interrompendo.

— Será que o que? – Kadota perguntou confuso.

E Shinra não respondeu, deixando Kadota morrendo de curiosidade por horas. No intervalo, subiram para o telhado, onde os quatro de sentaram para comer.

— Ué, Izaya, cadê seus acompanhamentos? – Shinra indagou, encarando o bento dele, que consistia em arroz e vegetais, deixando um grande espaço vazio.

— Não tive tempo, acordei tarde, então só trouxe isso. – Izaya disse, simples.

— Toma. – Shizuo disse, fazendo Izaya olhar para o lado vendo o loiro lhe apontar um pedaço de frango em seus hashis.

 Izaya corou com a audácia de Shizuo, sem pensar, dando um tapa no hashis, fazendo o pedaço de frango voar para longe. Izaya engoliu em seco, nervoso com o olhar mortal que foi direcionado a ele. Não demorou para estar segurando os braços de Shizuo, que insistia em querer enforcá-lo.

— Foi culpa sua que fica agindo que nem um protozoário idiota! – Izaya reclamava irritado.

— Eu estava sendo legal! Não se preocupe que da próxima vez enfio a sua cara na comida para você pegar sozinho! – Rosnou Shizuo.

— Nós devíamos deixar? Seu plano não era para impedir eles de se matarem?– Kadota perguntou ao garoto ao seu lado que olhava a discussão intrigado.

— Dessa vez não é uma briga real... É algo que eu nunca vi. – ele comentou pensativo.

 Pela primeira vez, Shinra notou que eles não estavam realmente tentando se matar, parecia mais um jeito de se defender... Defender de que? Os dois pareciam só... Constrangidos?

— Ah, você me irrita! Pode, por favor, respirara mais baixo? – Izaya indagou irritado.

— Está te incomodando? Se eu fizer assim, é irritante também? –Shizuo provocou respirando alto como se tive tendo uma crise de asma.

— Vocês dois estão querendo confusão com o diretor, não é? – Shinra ameaçou depois de cinco minutos os ouvindo brigar, sem conseguir entender aquele clima estranho.

 Os dois pararam. Terminaram de comer se ignorando e voltaram para as salas com o sinal. As últimas aulas passaram devagar, Shizuo estava com dor de cabeça. Agradeceu mentalmente por sua última aula ser de estudos livres. Se esgueirou para fora da sala sem Shinra perceber.

 Subiu os lances de escada de volta para o telhado, sentindo o vento forte quando abriu a porta e passou por ela. Respirou aliviado aproveitando aquela paz para se deitar no chão, confortável o suficiente para cochilar.

 Odiava o fato de estar pensando em Izaya naquele instante, mas era exatamente o que fazia. Ainda não conseguia entender aquela reação estranha dele, esperava que ele ficasse irritado por ter sido atingido pelo plano, e não com vergonha ao ponto de Shizuo achar fofo. Era Izaya! Como alguma coisa feita por ele podia ser considerada fofa? Aquilo estava deixando Shizuo irritado consigo mesmo por ter pensado isso. E mais irritado ainda por ter gostado da visão que teve do rosto corado de Izaya, que já não parecia um completo filho da puta, parecia só um garoto normal, que tinha... Um coração e tudo mais que o loiro duvidava que Izaya pudesse possuir.

 Shizuo já estava com a testa franzida, encarando o céu como se quisesse espancá-lo. Odiava como não conseguia parar de pensar na pulga idiota. Havia sentido o perigo desde a primeira vez que o viu, algo nele o atingia de uma forma que não gostaria de admitir... Então achou que era lógico mantê-lo distante, mas é claro que ele não colaborava, mesmo com todas as agressões e a força absurda, Izaya não tinha medo dele. Izaya era realmente um problema na sua vida, já que não sabia o que ele podia fazer, e tinha medo que, se ele chegasse muito perto pudesse descobrir o motivo de querer afastá-lo.

 Seus instintos gritavam perigo ao vê-lo, mas Shizuo não tinha medo dele, era só raiva pela insistência em persegui-lo, então por que precisava manter distância? Não conseguia descobrir, mas sentia que se soubesse, sua vida não poderia ser a mesma.

Shinra podia ter razão em especular que era tudo tensão sexual reprimida? Shizuo corou só de pensar na possibilidade. Lembrou de quando se aproximou do rosto dele para lhe roubar o pocky, era só para deixá-lo nervoso, mas naqueles milésimos de segundo, notou o quanto os lábios dele pareciam macios. No momento, parecia só uma observação, mas depois da reação dele, ficou tentado a fazer aquilo de novo, e talvez... Descobrir.

Tsk. É irritante que até em pensamento seria obrigado a lidar com Izaya.

 Recusou-se a acreditar que a última coisa que pensou antes de fechar os olhos foi o rosto de Izaya, sorrindo, exatamente como naquela manhã. Sabia que não dormiria, mas se manteve ali, aproveitando a paz para relaxar.

 

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 Izaya POV’s on

 

 Eu estava tentando me concentrar na matéria, quando vi, pelo vidro da porta, Shizuo passar caminhando sozinho. Ignorei a vontade estranha de ir atrás dele, voltando a copiar. Minha concentração durou por quinze segundos e logo minha mente foi tomada por aquele monstro idiota e as suas atitudes imprevisíveis... Era como se ele quisesse me enlouquecer. E estava conseguindo. Me levantei com a desculpa de ir ao banheiro e deixei a sala.

Meu coração estava na mão, minhas mãos suaram. Por que estou nervoso de vê-lo? Uma coisa tão simples e idiota... E ainda assim, sentia como se fosse explodir. Não faz o menor sentido ficar nervoso para ver o Shizu-chan. Não é como se eu tivesse esses sentimentos fúteis como... Amor.

 Claro que não! Seria estranho. Essa palavra me dá calafrios.

 Comecei a subir os lances de escadas, me concentrando em me acalmar e em manter minha pose de sempre, que era tão automática, mas que agora, era tão difícil. Eu só preciso provocá-lo como sempre, ele vai se irritar e vai ser divertido, como sempre. Estava começando a me irritar comigo mesmo por estar tão desesperado pela atenção do idiota do Shizu-chan. Não era como se eu precisasse vê-lo ou algo do tipo.

 Eu devia estar com o juízo afetado, era a falta das nossas perseguições pela escola ou por Ikebukuro, era isso. Era a falta da adrenalina que estava me desesperando. Adrenalina... Tive essa sensação quando fiquei sozinho com ele ontem, principalmente quando pensei que ele fosse me beijar. Não que eu quisesse que ele tivesse o feito, mas era inevitável ficar ansioso com aquilo, não é? Espera... É isso.

 Minha vingança estava decidida, e com certeza o irritaria muito. Subi as escadas correndo dessa vez, ansioso para ver a reação dele. Era só pela vingança, claro. Não era curiosidade, nem pensar.

Abri a porta, passando por ela já sentindo o vento em minha pele. Fechei-a e me virei, notando o Shizu-chan deitado com os braços atrás da cabeça, parecendo adormecido, o cabelo dele balançava com o vento, mas não parecia incomodá-lo. Me aproximei em silêncio, podia sentir meu coração acelerando a cada passo. Ele tinha o rosto relaxado, em uma paz invejável. Então ele tem essa expressão também.

 Me ajoelhei no chão, engoli em seco. A ansiedade parecia querer me matar, mas agora eu já estava ali, certo?

 De alguma forma, vê-lo ali me fazia querer sorrir. Não! Essa expressão não combina com ele, a de raiva é mais divertida. Suspirei. Era pela vingança, pelo bem do meu divertimento de quando ele acordasse pronto para me matar, nós correríamos por todo telhado, sem que ninguém soubesse desse desvio de comportamento, talvez eu levasse um soco ou dois... Mas seria divertido também, eu riria dele como das outras vezes, quanto mais irritado, melhor. Se é assim que ele me dá atenção, por mim tudo bem. Posso viver com isso tranquilamente, eu só não quero perder isso... Essa ligação.

 Eu odiava admitir, mas o Shizu-chan era o único que me fazia sentir como se eu estivesse vivo. Os outros eram interessantes, eu podia me divertir controlando eles, usando suas fraquezas sem que eles notassem, mas eles são descartáveis, principalmente quando começam a me entediar com suas vidas desinteressantes, aí era só achar outro. Mas não era mais o suficiente, eu precisava do Shizu-chan, ele cooperando ou não.

 Eu odeio a imprevisibilidade dele, e eu amo a imprevisibilidade dele, e é exatamente disso que eu preciso, tentar controlar o incontrolável... Isso sim é divertido. Sorri levando a mão aos fios loiros bagunçados, era macio. Ah, de novo isso... Esse frio na barriga.

 Eu já estou aqui, então, só preciso beijá-lo e me preparar para correr. Ah, que saudade disso.

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Narrador POV’s on

 

 O Garoto de óculos já havia olhado em todos os lugares, mas não havia sinal de Shizuo, estava começando a se preocupar, mas admitia que a curiosidade era mais forte, afinal, ele estava agindo estranho desde cedo, e Shinra odiava a curiosidade que não teria resposta. Ele precisava saber, só pelo fato de que ele queria saber.

Estava em um corredor, parado, com dúvida de onde procurar, quando Kadota apareceu no corredor, parecendo estar com o mesmo problema. Os dois se olharam e sorriram se aproximando.

— O que está fazendo andando por ai? – Kadota perguntou.

— Shizuo saiu da sala de repente, então decidi procurar ele. – Disse o Kishitani.

— Sério? Izaya saiu da sala agora a pouco, eu achei estranho então vim ver. – Disse Kadota.

— Se Izaya foi atrás de Shizuo... Devem estar no telhado, Izaya sempre vai lá para observar as pessoas, e Shizuo dorme lá em aulas vagas. É isso! Como eu esqueci do telhado? – Shinra disse, animado, puxando Kadota para as escadas para o telhado.

 

 Correram até lá atentos aos corredores, se um professor os apanhasse, jamais descobririam. Ao ver a porta, se entreolharam, abrindo uma fresta, podiam ver as duas silhuetas não muito distantes.

— Vamos nos esconder. – Shinra sussurrou.

Os dois se esconderam atrás das paredes que rodeavam a porta onde estavam, espiando cuidadosamente. Viam o moreno de joelhos em frente a Shizuo, que estava deitado confortavelmente, parecia dormir. Até ai, acharam estranho, mas era Izaya, ele fazia coisa estranhas, talvez, ver Shizuo dormir fosse uma delas. E de repente, estava ficando mais estranho. Izaya estava curvado na direção ao rosto de Shizuo, muito próximo. Shinra engoliu em seco, pensando se aquilo era a prova da sua teoria.

 O rosto de Izaya muito vermelho, podia sentir a respiração de Shizuo em seu rosto, e por um momento, pensou em desistir, mas uma parte dele queria muito beijá-lo, pelo menos uma vez. Já havia parado de dizer a si mesmo que era só pela vingança pelo constrangimento do dia anterior, não dava mais para fingir que não tinha interesse em descobrir como seria. Respirou fundo e rompeu a distância, sentindo o macio dos lábios dele aos seus, àquela altura, seus olhos sequer estavam abertos. Seu coração parecia prestes a explodir, temia que o som pudesse ser alto suficiente para acordá-lo.

Estava se afastando quando sentiu dedos em sua nuca lhe impedindo, estremeceu, achou que aquele era o momento em que teria que correr da fúria de Shizuo, mas ao abrir os olhos, se viu encarando os orbes quase dourados, que estavam... Calmos?!  O loiro lhe encarava sério, mas não parecia irritado, longe disso, seus olhos brilhavam. Shizuo se sentou, fazendo Izaya recuar e sentar-se sob seus próprios pés, tão em choque, que nem tentou se mover. Shizuo o olhou e se aproximou do rosto corado, sentindo as maçãs de seu rosto aquecerem. Sem dizer mais nada forçou-o a se aproximar, o segurando pela nuca.

— Sh-Shizu... Chan? – Izaya murmurou pouco antes de seus lábios serem pressionados pelos dele.

Naquele instante, Izaya jurou que era um sonho. Não tinha a menor chance daquilo ser real, certo?

  Shizuo moveu seus lábios contra os dele, sentindo a maciez, confirmando sua dúvida. Izaya acompanhou seus movimentos, hesitante. Sentiu a língua quente contra seus lábios e os entreabriu sentindo-a invadir sua boca, juntou-se ao ritmo calmo e cauteloso dele, aproveitando cada segundo daquele contato. Sentia seu corpo quente, suas mãos suavam, assim como as de Shizuo.

Izaya não costumava se importar com a importância que seus humanos davam ao primeiro beijo, mas naquele instante, ficou feliz por ser Shizuo ali.

 Separaram-se lentamente, respirando profundamente, se encararam, os dois em choque. Aquilo foi bom. Como era possível?

Shizuo rangeu os dentes, franzindo o cenho, inconformado. Ele havia gostado de beijar Izaya. Repito, Izaya. Izaya desviou o olhar, se sentia da mesma forma, incrédulo. Ainda não entendia como ainda não havia apanhado, mas não estava reclamando, havia se sentido tão eufórico como quando se perseguiam por aí, então, por ele estava tudo bem repetir isso.

— Droga. – Foi tudo que Izaya ouviu antes de sentir a boca de Shizuo colada a sua.

 E ali estava Izaya, retribuindo o beijo. Shizuo estava irritado consigo mesmo, mas se recusava a parar. Empurrou Izaya para o chão, ficando por cima dele, seu empurrão teve mais violência do que havia planejado, mas ao ver um sorriso de canto dele, confirmou que Izaya era realmente um masoquista louco. Voltou a selar seus lábios, seus lábios se moviam mais afoitos e Izaya correspondia da mesma forma, suas línguas brigavam por espaço com uma urgência assustadora. Izaya lhe arranhava a nuca com força, com certeza era proposital. Shizuo prendeu o lábio inferior do Orihara entre seus dentes, ouvindo um suspiro, seguido pelo gosto de sangue, que os dois pareceram aproveitar.

 Afastaram-se contragosto, sentindo falta do ar. As respirações eram pesadas como se houvessem corrido metade da escola. Izaya sorriu vendo Shizuo o encarando com um misto de interesse e raiva.

— Você não estava dormindo, estava? – Izaya perguntou.

— Não, estava esperando para saber o que você ia fazer. – admitiu sorrindo provocante.

— Droga, Shizu-chan... Não era isso que eu estava esperando. – Reclamou Izaya sentindo seu rosto quente.

— Esperava que eu te batesse? Posso fazer isso agora se quiser. – Ele ameaçou.

— Não, estou bem. – Disse o moreno, divertindo-se com a expressão nova que Shizuo exibia.

 Se perguntava se tinha outras de onde essa veio. Talvez tivesse que beijar ele de novo para saber.

— Só para deixar claro, isso não vai acontecer de novo. – Disse Shizuo levantando-se.

Izaya riu, vendo o olhar homicida em sua direção.

— É claro, seria terrível ter que repetir isso com você. – Disse o Orihara correndo para a porta, desviando de um soco de Shizuo.

O loiro rumou atrás dele. Só recebia uma advertência se fosse dentro da escola, então ia garantir de arrastar Izaya até lá à força.

— Mas que merda foi essa? – Kadota comentou, em choque, quando os passos se afastaram até não poder ouvi-los.

— Pelo jeito, eu estava certo. – Shinra constatou, impressionado.

— Acha mesmo que não vão continuar com isso? – Kadota perguntou.

— Eles vão voltar ao normal, vão brigar, vão se irritar, se perseguir... Mas não vão conseguir esquecer isso, provavelmente vai acontecer de novo. Provavelmente quando estiverem com toda a raiva acumulada, é assim que eles funcionam, e eles sabem disso. – Concluiu Shinra arrumando seus óculos.

 Eles voltaram ao normal em seguida, ou seja, as brigas voltaram. Mas os dois sabiam que depois daquele instante, não poderiam voltar completamente ao normal. Aconteceria de novo... E eles mal podiam esperar.   

 


Notas Finais


Enfim, fico muito feliz por terem lido até aqui! Me digam o que acharam, estou curiosa.
Espero ver vocês em breve na nova fic shizaya, dessa vez não tão curta <3
Obrigada de novo por tirarem um tempinho para ler minha fic!


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