História Só mais um trago - Capítulo 3


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Poesias, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 3 - Vindice


 

Os olhos esverdeados de Max me fitavam intensamente, me deixando constrangida.  
Era desesperador saber o quanto ele podia me atingir...apenas com um simples olhar.
Me levantei da cama indo em direção a minha estante de livros, passei o olhar em todas as prateleiras vendo o pó acumulado em meus preciosos. Eu não lia aqueles livros há meses, estava muito ocupada com o trabalho, que ironicamente era escrever um livro. Ainda tinha de me preocupar com ser que parasitou minha casa....Max. 
Ele era minha prioridade naquele momento.
Por mais repugnante que fosse esse pensamento era um fato incontestável, eu e Max tínhamos um assunto pendente.

"Não tenho te visto no beco ultimamente..." ele disse despedaçando o silêncio.

"Hm...ando ocupada" disse começando a tirar os livros da prateleira com a intenção de arruma-los.

"Anda ocupada, ou o cão de guarda te impede?" Disse carregando hostilidade em suas palavras, que claramente eram direcionadas a Jackson.

"Eu não sou um retardada viciada em cigarros como você..." disse me virando em sua direção. "Eu apenas fumo ocasionalmente..." suspirei voltando para meus livros ainda empoeirados.

"Você deveria 'ocasionalmente' aparecer lá" disse falhando miseravelmente em me convencer. 

"Quando esse seu papo afiado acabar me avise." Disse passando a mão sobre a capa de um livro que estava já estava surrado devido ao meu descuido.

Max suspirou derrotado, se remexendo desconfortável na cama fazendo com que as molas guinchassem diversas vezes. 
Quando acabou de dar seu showzinho voltou a suspirar, mas desta vez parecia se prepara para dizer algo realmente útil. 
  Esperei pacientemente enquanto continuava a arrumava.

"Elize eu vou ser direto..." disse com certo carinho em sua voz fazendo meu coração disparar, tinha medo do rumo que aquela conversa estava tomando.

 Ainda estava de costas quando ouvi Max levantar da cama. Em passos rápidos chegou até mim, passou os braços pela minha cintura e apoiou o queixo em meu ombro aproximado seus lábios da minha orelha. Sentia sua respiração quente e fulminante bater contra meu pescoço, me causando leves arrepios pelo corpo.
Me repreendi mentalmente, lembrando das atrocidades cometidas por aquele que fazia meu coração bater de maneira descompassada. 
Sentia uma confusão de sentimentos, nojo, tristeza, medo e uma estranha nostalgia.       
Não conseguia me mover, não podia afastá-lo..uma parte de mim não queria afastá-lo.
    Senti seu piercing roçar na ponta da minha orelha, ele estava dizendo algo, mas não ouvia nada, apenas um zumbido incessante, junto a um desespero descomunal. 
Havia apenas duas escolhas.
Deixar o pequeno jogo sádico de Max se prolongar.
Ou gritar em desespero por ajuda.
Ambos feririam meu orgulho de forma letal, pouco importava qual escolheria.

As palavras de Jackson subitamente ecoaram pela minha mente, me fazendo por instinto gritar em um tom estridente. 
   5 segundos... foi o tempo exato para Jackson aparecer e tirar Max de perto de mim.
Eu contei cada milésimo de segundo, temendo que ele nunca viesse. 
Temendo que fosse tarde de mais....

Me mantinha na mesma posição ainda paralisada, aos poucos o zumbido cessou me permitindo ouvir Jackson socar Max. 
Quando recobrei os sentidos me virei para olhar a cena.
  Me arrependi...
Jackson tinha os punhos machucados e um corte no canto de seus lábios, agarrava Max pela camisa quase tirando o mesmo do chão, já Max estava certamente mais ferido...havia marcas de soco por todo seu rosto, seus lábios estavam tomados por sangue. 
Tentei correr para separa-los mas minhas pernas estavam bambas, juntei os restos miseráveis da minha força para alcançá-los, me coloquei entre ele jogando os em direções opostas.
Ambos ficaram atônitos, me dando tempo suficiente para acertar um soco certeiro no queixo de Max e um tapa no rosto de Jackson que certamente deixaria marcas. 

"Seu gancho de direita melhorou bastante..." disse Max massageando o maxilar.

"Tive algumas referências ao longo do nosso 'namoro' " disse enfatizando o péssimo relacionamento que tivemos.

Ele abaixou a cabeça concordando, passou os dedos pelos lábios soltando um pequeno resmungo de dor ao ir de encontro com seu piercing.

"Entendi... a cadela aprendeu a latir" disse ácido e sarcástico.

Jackson ameaçou a avançar, mas segurei  seu braço com força impedindo-o de continuar fazendo Max de saco de pancadas. Agarrei Max pela gola do casaco, olhando no fundo do verde dos seus olhos... 
Mantive meu olhar fixo intimidando o mesmo.

"Você sabe onde a porta fica..." disse o soltando fazendo-o cair no chão.

Ele tinha um olhar vazio e opaco, acabara de ver a antiga imagem que tinha de mim ruir de ante de seus olhos. Estava atônito.
Jackson que já estava sem paciência levantou o ruivo a força e o empurrou em direção à porta. 
Assim que ouvi a porta do apartamento bater, libertei aos poucos as lágrimas.
Deixei que tratassem grossas linhas úmidas em minha pálida pele, relaxei meu corpo fazendo-o ir de encontro ao meu tapete felpudo e cinzento. As lágrimas se formavam mais espessas atrapalhando minha visão, sentia os olhos arderem e a respiração ficar descompassar, enchi meus pulmões de ar, gritei, gritei, gritei e gritei de novo. A agonia era palpável em meus gritos, era de certa forma mórbido o som deles. 
Parei e me afundei no tapete deixando o mesmo úmido com o resto das minhas lágrimas.  
   Ouvi leves batida na porta...era Jackson. Ele não esperou minha resposta apenas entrou em passos lentos em meu ninho de desespero, com uma feição amigável e acolhedora.
Levantei meu tronco lentamente, sentindo ainda algumas finas lágrima escorrerem, meus olhos azuis agora acompanhados de uma vermelhidão repentina o fitavam implorando por seus braços ao redor de meu corpo. 
  Ele atendeu meu pedido. Sentou-se a minha frente, abriu os braços esperando que me colocasse ente eles, não pude resistir, praticamente desmoronei em seu peito, sendo sustentada por seus braços fortes que me acolheram de imediato.
Devo admitir...que um das qualidades que sempre admirei em Jackson é sua bondade... Mesmo depois de ter lhe dar um tapa, ele estava lá....pouco se ferrando para seu lábio ferido ou hematomas que adquiriu na briga com Max. Ele estava lá cuidado de mim, como sempre. 
Me expressar através das palavras era o que eu fazia pra viver, mas naquele momento era a última coisa que conseguiria fazer. Então retribui o abraço, pensando na única palavra que queria poder pronunciar...

'Obrigada...'


Notas Finais


Obrigada por ler.


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