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História Sorriso Falso (Bakudeku) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Helouuuu!!! Eu sei, eu sei. MIL PERDÕES PELO ATRASO! E bem, eu realmente não tenho muitas desculpas por causa da quarentena, foi realmente trava na criatividade ,_, mas aqui estou eu e farei o possível para não demorar tanto no próximo huehuehuehuehue! Espero que gostem 💜💙💜💙

⚠️ VÍRUS PERIGOSO! ⚠️

Sério galera, fiquem em casa ok. Quarentena NÃO é férias! Fiquem em casa, lendo fic, vendo filme, falando pelo zap. Mas fiquem em casa, o negócio tá realmente difícil, então tomem cuidado pois já temos mais de 11 mil mortos! Não quero assustar ninguém, apenas quero mantê-los avisados ok. Se cuidem, lavem bem as mãos E OLHA O ÁLCOOL EM GEL EM! TÔ DE OLHO 👀

Capítulo 3 - Medo


Bakugou havia saído de casa cedo, cedo até demais... Eram cerca das 6:15h e a primeira aula só começaria às 7:00h. Mas não pôde evitar, além de não conseguir dormir direito durante a noite, não conseguiu dormir mais um pouco quando acordou às 6:00h. Tudo por causa de um certo esverdeado. Sim, Izuku estava enchendo sua cabeça, mas não podia deixar de se preocupar, afinal, eram amigos desde sempre. Pensar que algo estava acontecendo com ele lhe incomodava bastante, não só isso como toda sua família. Midoriya e sua mãe foram de grande importância para ele quando era mais novo, foram aqueles dois que lhe ajudaram a superar o divórcio de seus pais quando tinha 6 anos, Midoriya principalmente. 

O esverdeado fazia questão de perguntar como ele estava todos os santos dias. Isso não o incomodava, na verdade era o contrário. Amava aquela família como sua própria. Até que recebeu a notícia de que Midoriya iria se mudar. Na época ele tinha 11 e Midoriya tinha 10. Eles tinham que se mudar pois o trabalho da Sra.Inko — Mãe de Midoriya — não estava gerando lucro o suficiente, então ela recebeu a proposta de se tornar cozinheira em uma casa de um grande empresário. Aquilo foi um choque, não só para Bakugou como para o próprio Izuku. Mas era impossível evitar o inevitável, então Midoriya realmente se mudou, e claro que aquilo gerou várias lágrimas, principalmente do esverdeado, Bakugou na verdade só chorou quando estava no quarto, mas mesmo assim aquilo o impactou bastante. Mesmo assim eles mantiveram contato por cerca de 5 meses, por cartas, telefones, etc. Mas um dia ele simplesmente, parou. Sem mais cartas, sem mais telefonemas, mensagens ou qualquer outra coisa, absolutamente nada. Bakugou obviamente roía as unhas em preocupação e nervosismo, nenhuma notícia havia chegado, nada mais. Durante meses e meses ele tentou e tentou, até que um dia ele simplesmente desistiu, então para não pensar o pior, colocou na sua cabeça que por causa do trabalho, eles esqueceram-se dele, ou algo do tipo, e aquilo doeu, mas menso assim ele seguiu em frente.

Porém, depois de mais de 6 anos sem se verem, Izuku apareceu na mesma escola em que ele estudava, sem mais e sem menos, ele simplesmente veio. Óbvio que Bakugou tentou falar com ele, mas sem sucesso em todas as tentativas, e aquilo o deixou furioso, então decidiu de vez esquecer o esverdeado, Izuku simplesmente se tornou um empecilho para ele. Mas... aquele sorriso ainda o incomodava. Havia mais ou menos um ano que Midoriya havia chegado, mas ele nunca havia soltado um sorriso verdadeiro sequer. O loiro, querendo ou não, o conhecia bem demais para saber que aquele sorriso não era verdadeiro, era um bem falso. Mas oque ele podia fazer? Por isso simplesmente deixou para lá. Bem, até agora. 

Talvez ele realmente tinha sido um animal por todo esse tempo, por que nunca pensou na possibilidade de algo ter acontecido? Algo sério? Bem, agora mais do que nunca, queria descobrir.

Apressou o passo até a escola. Sim, sabia que tinha tempo de sobra, mas a ansiedade de ver o garoto de cabelos verdes era maior que sua paciência de andar calmamente. Bem maior.

* * * 

Assim que chegou em frente a escola, reparou que não havia tantas pessoas ainda, como o esperado. A expressão irritada se sempre lhe trazia algum olhares sobre si, mas pouco ligava, nunca se importou e não seria agora que iria ligar. Mas uma coisa que todos não podiam negar, era a beleza que ele tinha. Para alguém de 17 anos, Bakugou tinha um porte físico de dar inveja, seus cabelos eram loiros claros sempre espetados, oque lhe dava um ar de badboy mais ainda, além de seus olhos vermelhos que gritavam "perigo" de uma forma bem sexy. E por esses e vários outros motivos que Katsuki já havia namorado várias vezes, além de que ele obviamente não era mais virgem.

Cochichos para lá e cochichos para cá, porém o loiro ignorava todos, mesmo sabendo que a maioria eram elogios. Saiam completamente de seus pensamentos quando seus olhos avistaram a cabeleira verde de Izuku. Ele estava sentado no banco perto da quadra, a mochila estava em seu colo e por isso ele adotava uma postura relaxada, onde seu rosto estava meio afundado na mochila. Pensou se deveria ir falar com ele logo no início do dia, mas como na viu nenhum empecilho, decidiu ir.

Midoriya parecia distraído com alguma coisa, pois só notou a presença do loiro quando o mesmo sentou ao lado dele.

— B-Bakugou? — A voz saiu baixa e meio hesitante. — Bom dia...

— Bom dia pra você também, Deku. — Viu os olhos de Izuku brilharem levemente ao ouvir o apelido de infância.

— Tsc... Você realmente não esqueceu do meu apelido, não é? — Disse baixinho. Mesmo sabendo que não deveria, Izuku não podia evitar sentir saudades de conversar com Bakugou.

— Mas é claro que não seu imbecil! — Disse explosivo, como sempre. Incrivelmente, Deku não recuou pelo seu tom de voz, ao em vez disso, deu um sorriso de lado, bem de levinho. Bakugou sentiu seu coração falhar uma batida. Era pequeno, sim, bem pequeno, mas era sincero...

— Você não mudou nada, não é mesmo, Kacchan? — Brincou baixinho. O loiro viu o menor apertar mais a mochila contra o corpo. Como em um gesto defensivo. 

— Mas você mudou bastante... — Disse o loiro, cauteloso — tentando no caso — carinho, com cuidado com as palavras. — Oque aconteceu com você? Tipo, você simplesmente sumiu e... eu fiquei tão procupado. — Disse a última parte quase em um sussurro, demonstrando todos os seus sentimentos. Izuku arregalou de leve os olhos ao ouvir aquilo.

Não podia! Sabia que não podia, mas aquilo o machucava tanto... Izuku sabia que deveria continuar longe, deveria se afastar cada vez mais, assim como vez durante esse um ano que se reencontraram. Mas não consiguia, pelo menos, não mais. Tantas coisas que já havia passado, não sabia se conseguiria suportar por muito mais tempo, mas... só de ouvir a voz de Bakugou, aquilo já lhe acalmava. Mas por outro lado, o corroía mais ainda. Oque devia fazer? Deveria mesmo se afastar? Grande parte de seu ser dizia que sim. Mas uma pequena parte... uma pequena parte gritava por ajuda, gritava para finalmente parar de dar aqueles sorrisos, quando sua vontade era de chorar até o amanhecer. Apertou mais a mochila.

— E-Eu preciso ir, então... — O mais novo logo se levantou e começou a sair, porém foi interrompido pelo aperto de leve que Katsuki deu em seu pulso.

As duas esmeraldas cintilantes finalmente se encontraram com os carmesins. A mistura de cores e uma troca de sentimentos que aconteceu naquele exato momento era tão bela que poderia ser pecado ser presenciado por seres humanos. 

— Por favor, fique aqui e me fale oque aconteceu, Deku... — Os olhos súplicantes de Bakugou em busca de uma resposta realmente tocaram o coração frágil e machucado de Midoriya.

— E-Eu...

Medo. Aquela era a palavra que dominava o ser do esverdeado. Queria tanto, mais tanto se jogar de cabeça no abraço do loiro e colocar tudo pra fora, soltar todas as mágoas, os medos, as escolhas... tudo. Mas tinha medo do que poderia acontecer, não com ele, mas com Bakugou... e se acontecesse com ele o mesmo que com sua mãe! Não não não! Não queria nem mesmo se lembrar daquele dia, foi tão... tão... 

— Me desculpa! — A voz do menor se elevou, e em um puxão, ele conseguiu se libertar do aperto de Bakugou. Ele correu, não sabia pra onde, mas correu. Dava graças a Deus que a escola U.A era muito grande. Quando viu que já estava longe do olhar, não só de Bakugou, mas como também de outras pessoas, se permitiu chorar. Encostou as costas na parede e foi deslizando até o chão, abraçando os próprios joelhos. 

Tinha tanto, tanto medo. Não podia deixar aquilo acontece de novo, não podia deixar oque aconteceu com sua mãe acontecer com Eri, nem com Bakugou e nem com ninguém. Por isso essa era a melhor escolha, se afastar...


Notas Finais


Helouuuu novamente! Então, gostaram? Espero que sim hehehe. Bem, esse capítulo foi mais narrativo mesmo, o próximo terá mais falas, prometo! Palavra de escoteiro! Mistura nunca fui escoteira ;-; mas é isso e até o próximo!!! Comentem oque vcs acharam e se querem mais 💜💙💜💙

⚠️ FIQUEM EM CASO PELA MOR DE MOR DE SANTO CU! ⚠️

Amo vcs! -3-💜


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