História Stronger Than a Brand - Capítulo 22


Escrita por: , agustdark e jinbriela

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Jikook, Namjin, Romance, Taekook, Vhope, Vkook, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 1.710
Palavras 3.750
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


LEIAM AS NOTAS INICIAIS;


Oii StrongerBabys! O que tenho pra falar é importante... À partir desse cap nós vamos começar a atualizar de duas em duas semanas, pois nossos caps prontos acabaram e ao mesmo tempo em que estamos escrevendo, estamos postando, e por causa de algumas coisas fica difícil atualizar toda semana... Não desistam de nós ❤

Sobre o capítulo, essa é a segunda parte do cio do Tae, estejam com o coraçãozinho preparado... Espero que gostem ❤❤ ~Gabi


~Boa leitura.

Capítulo 22 - Suffering


                                    "Sofrimento"           

Depois que Namjoon voltou para casa, voltei a ficar sozinho na frente do chalé e pensei em muitas coisas. Uma possível gravidez de Taehyung foi uma dessas, um filhotinho meu e de Taehyung, uma criança linda que seria igualzinha ao ômega. 

Mesmo que fosse muito cedo para pensar nisso, eu via como algo inevitável, nunca pensei que fosse desejar com tanto afinco formar uma família, mas até isso Taehyung conseguiu mudar. 

 

Jin POV. 

 

5° dia de cio 

Eu estava em minha casa preparando o café da manhã para Jimin e Yoongi, mas ao mesmo tempo estava muito distraído com tudo, esses últimos dias têm sido muito tensos com o cio do Taehyung e o fato de termos descoberto que ele é um ômega piorou as coisas, e muito. 

A matilha parece ter virado de cabeça para baixo e é como se o mundo estivesse girando em volta daquele tal acontecimento, mas não consigo nem imaginar a catástrofe que seria se eu não tivesse preparado a essência de Lótus, já que até mesmo alguns ômegas ficaram afetados. O engraçado é que eu não me sinto culpado de não ter dado ouvidos a Namjoon, eu já estava metido naquilo e fazer ou deixar de fazer não mudaria o meu destino, se é pelas pessoas que amo, não penso nem ao menos duas vezes. 

E por falar em Namjoon, eu e ele não nos falamos já faz 4 dias e quando nos vemos nenhuma palavra é proferida por nenhum dos lados, até mesmo quando são coisas relacionadas a matilha, procuramos e pesquisamos tudo em silêncio. Eu estou decidido a resolver essa situação, pois está me deixando triste e distraído. 

- JIN! - Levei um susto enorme com o grito que Jimin deu.

- Ai, meu Deus! - Me apressei em desligar o fogão, pois o leite estava completamente derramado - Como isso aconteceu? - Perguntei para mim mesmo.

- Ah, você ainda se pergunta como isso aconteceu, hyung? Eu cheguei aqui, você estava olhando para o nada e o leite estava virando! - Olhei para Jimin e concordei, mas por dentro me sentindo um idiota, isso estava me afetando mais do que eu imaginava.

- Você está bem, hyung? Está muito distraído de uns dias pra cá.

- Bem, isso tudo com o Tae me afeta um pouco, ele faz bastante falta e ouvir seus gritos quebra meu coração - em partes eu não estava mentido, ter o Taehyung conosco era uma alegria só, não consigo ouvir o sofrimento do meu bebê, mas meus problemas com Namjoon eu posso resolver.

-Isso está deixando todos nós afetados, principalmente o Jeongguk. Espero que isso acabe logo, já fazem cinco dias - ele disse com pesar.

Que o Jeongguk era o que mais estava sofrendo por causa do cio do Tae, era um fato inegável, e por eles serem companheiros piora ainda mais a situação, porque é como se estivessem marcados, só que muito mais forte.

- Eu também espero Jiminie… - proferi poucas palavras, porque eu não contava tanto com isso, se estivesse realmente acabando, as coisas já estariam se normalizando. Os gritos de Taehyung que escutei pela manhã provam totalmente o contrário das nossas esperanças.

- Vou acordar o Yoongi, ele não pode ficar se dando ao luxo de dormir até tarde enquanto eu estou acordado - Jimin disse fazendo um bico muito fofo, ele estava muito manhoso ultimamente, isso me preocupava.

- Certo, acorde ele. Vou limpar essa bagunça e preparar um café para o Jeongguk, ele deve estar com fome. Desculpe por não ter feito seu café, Jimin.

- Está tudo bem, hyung. Eu estou me sentindo mal já faz uns dias, não venho tendo muito apetite - isso com certeza estava muito estranho.

- Você está bem, Jimin?

- Estou hyung, deve ser apenas um mal-estar – disse, já subindo as escadas.

- Okay, então nos falamos depois, Jiminie - Cconcordei, mesmo tendo minhas dúvidas sobre esse “mal-estar”.

- Caso o cio do Tae acabe quando você estiver por perto, venha correndo me avisar, estou com muitas saudades dele – Eu sorri com isso e acenei com a cabeça positivamente.

Vi Jimin desaparecer nas escadas e o que me restou foi aquele fogão completamente sujo, se tinha algo que eu detestava, era ver as coisas sujas, preciso limpar.

Fiz tudo rapidamente, o quanto antes eu fizesse, eu poderia levar o café da manhã para Jeongguk e depois ir na casa grande conversar com Namjoon. Limpei aquilo que foi causado pela minha distração e preparei um lanche, que era simples, mas isso traria forças para Jeongguk, já que estava totalmente desprovido delas.

Com tudo já terminado, saí de casa e segui direto para o caminho que levava até o chalé onde o Tae estava. De alguma forma me sentia aliviado, Jeongguk estava lá para “cuidar” dele.

 

  *Stronger Than a Brand*

 

Eu estava próximo de chegar ao chalé, mas parei a alguns metros antes de Jeongguk – que estava encostado na porta – me ver.

Fiquei admirando a cena na minha frente. Jeongguk “conversava” com Taehyung, que estava do outro lado – os gritos que escutei de manhã haviam parado, provavelmente por causa da exaustão do Tae –, a voz dele estava tão mansa e ao mesmo tempo tão sofrida que não pude deixar de ficar com os olhos marejados.

“Meu amor, você está bem?” O alfa perguntou, mesmo sabendo que não seria respondido.

“Tenho esperanças de que isso acabe logo, não vejo a hora de te ter em meus braços novamente, te beijar e dizer o quanto você me faz falta.” Aquilo parecia muito dramático a outros olhos, mas ninguém tem noção do que Jeongguk realmente estava passando.

“Tem algo, que ainda não te contei, amor… Nós somos companheiros e isso quer dizer que nossas almas estão ligadas para sempre, Namjoon hyung que me disse. De algum modo eu sempre tive essa sensação, sempre fomos feitos um para o outro.”

O quê?

Porque Namjoon contou isso a ele? É uma coisa séria, ele deveria ter esperado para contarmos isso aos dois, como companheiros, eles deveriam saber sobre isso juntos! Mas vou manter a calma, o motivo pelo qual ele contou só pode ter sido algo relacionado ao cio, e agora eu tinha uma mera noção do que era.

- É, deve ser isso mesmo - falei baixo, para mim mesmo, mas que já foi o suficiente para chamar a atenção do alfa, que estava concentrado proferindo tais palavras para quem amava.

- Jin hyung? - Se virou em minha direção e me olhou confuso. - Há quanto tempo estava aqui?

- Há algum tempo… Não quis atrapalhar você, desculpe.

- Tudo bem, eu estou fazendo muito isso ultimamente, me acalma, e de algum modo acalma o Tae também, mesmo ele não estando “consciente” disso, sinto que ele me ouve, apesar de tudo - disse meio distante.

- Isso é lindo Jeongguk, você é quem o Taehyung mais precisa, não importa se está perto dele, ou com uma porta separando vocês, literalmente nesse caso - minha última frase fez com que o alfa desse um pequeno riso, e isso me instigou a dar também.-Eu trouxe pra você - estendi a bandeja com os alimentos. - É simples, mas vai renovar suas forças. Coma. Isso não é um pedido, é uma ordem, Jeon.

- Eu sei que se eu recusasse você insistiria até eu dizer que sim, então não adianta discordar - falou com “pesar”, mas de um jeito humorado, então pegou a bandeja e começou a comer.

- Você me conhece bem - falei sorrindo.

Fiquei do seu lado enquanto ele comia, estávamos sentados nos poucos degraus de escada que tinham no chalé, tudo em um completo silêncio, mas sem ser algo incômodo.

- Jin? - Me chamou assim que terminou de comer.

- Hum?

- Quando você preparou a essência da flor de Lótus, que voz era aquela que falou com você? - eu estava temendo que ele perguntasse isso, mas o que me era estranho foi que o alfa ouviu a voz do ancestral; naquele momento eu estava com muitas coisas na cabeça para pensar nisso, mas agora isso me intriga.

- Foi de um ancestral de Lótus, minha avó me contava muitas histórias sobre sua matilha e o grande poder de amor que ela tinha - expliquei tudo sobre isso, sobre as flores que minha avó havia trazido para Lúpus, sobre o amor que pertencia a matilha e o poder que as flores tinham, de cura e de variadas sensações, tudo por causa do amor de Lótus. Expliquei também que o sangue de minha vó, que corria em minhas veias, me permitia conversar com os ancestrais de Lótus, só não me era consentido falar com a própria. Apenas omiti o fato sobre a minha dívida e meu destino, isso era algo que deveria ser posto a mesa em um outro momento e com calma.

Jeongguk me olhava atenciosamente e não desviava sua atenção da minha explicação, quando criança ele adorava as histórias que Jungyeol contava, e o brilho que vi nos seus olhos foi sempre o mesmo.

- Entendo, hyung, o amor do povo dessa matilha era realmente muito forte - disse admirado.

- Minha avó dizia que o amor dessa matilha era o responsável por todas as coisas boas que aconteciam lá - expliquei por fim, passar para outras pessoas aquilo que minha avó me contava quando ainda era viva, além de ver as suas expressões de curiosidade, era gratificante.

- Bem, agora tenho que ir, Jeon. Vou até sua casa, preciso conversar com Namjoon. Se eu não lembrasse, ficaríamos o dia todo aqui, conversando sobre as histórias passadas - Rimos juntos. - Cuide do meu bebê e, se acontecer algo, não pense duas vezes em pedir ajuda.

- Pode deixar, hyung.

Acenei e dei um pequeno sorriso, peguei a bandeja sobre a escada e dei meia volta, indo em direção a casa grande.

Em questão de alguns minutos vi a residência e não demorei em bater na porta, escutando um “entre” sendo proferido por trás da mesma. Vi Namjoon sentado em uma poltrona, distraído, como sempre.

- Oi - falei em um tom baixo, o alfa apenas ficou me encarando em silêncio e isso me deixava mais nervoso ainda. - Namjoon, nós precisamos conversar… sobre aquele dia.

- Jin, eu quero pedir desculpas por tentar te impedir, mas foi impossível meu coração não se apertar - sentei no sofá a sua frente e me surpreendi com o fato dele ter me pedido desculpas, até o momento eu era o único que deveria me desculpar, ele parecia bem mais nervoso que eu.

- Eu agi de forma rude com você, Nam, mas não consigo imaginar como as coisas seriam piores se eu não tivesse feito nada, me desculpe - abaixei a cabeça, me sentindo envergonhado pela situação.

- Não, não se desculpe Jin, eu fui egoísta e pensei apenas no que eu estava sentindo - chegou mais perto de mim e olhou fixamente em meus olhos, eu pude ver que ele estava realmente se sentindo culpado. - Mas eu não quero te perder, mesmo que não possamos ficar juntos, nós precisamos achar uma solução, eu sei que a morte não é seu destino, eu sinto isso Jin!

- Vamos esquecer disso, tudo bem? Finja que nada aconteceu e viva o agora, eu não quero que fique pensando naquilo - levei uma de minhas mãos ao seu rosto e lá a deixei. Eu sabia que não teria como esquecer, conhecendo Namjoon, ele apenas iria esquecer quando tudo se resolvesse, mas mesmo assim concordou – com um aceno de cabeça – o que eu havia pedido.

- Tem outra coisa que precisamos conversar - falei.

- O quê?

- Por que contou ao Jeongguk que ele e Taehyung são companheiros? - O alfa me encarou surpreso pela pergunta feita.

- Como soube que eu contei?

- Hoje de manhã, quando fui levar o café para o Jeongguk, ele estava falando para o Tae algumas coisas em frente a porta do chalé e mencionou isso.

- Ah, olha Jin, eu sei que isso era algo muito sério e que deveríamos ter tido calma antes de falar qualquer coisa, mas se eu não falasse, não teria como impedir o Jeongguk de passar o cio com ele, e isso poderia ter trazido consequências que o Taehyung não se agradaria depois - e era exatamente o que eu tinha pensado, isso poderia ser algo sério, porém mais sério ainda seria se Nam não tivesse falado nada.

- Tudo bem, eu já estava desconfiando que fosse isso e- - fui interrompido pelo som de algo rangendo, me virei para trás e vi que era a porta que estava aberta; mas eu não tinha deixado ela aberta. - Que estranho... - falei confuso e me levantei indo até a porta, no lado de fora eu pude ver alguém correndo em direção a floresta. Com o pouco de visibilidade que eu tinha, consegui enxergar que quem estava correndo era o Hoseok.

Mas…

O Hoseok…

Correndo para a floresta.

Mas por que ele estaria correndo para a floresta?

- O que foi, Jin? - Namjoon me perguntou, o que me tirou do meu transe.

- Eu vi o Hoseok correndo em direção a floresta.

- Porque ele estaria correndo em- - parou de falar e pareceu ficar pensando por alguns segundos - Jin, acho que o Hoseok ouviu a nossa conversa.

- Qual?

- Sobre Jeongguk e Taehyung. Ele ouviu que os dois são companheiros de alma.

 

*Stronger Than a Brand*

 

Jeongguk POV.

 

Já faziam cinco dias que o cio do Tae começou e hoje eu tinha esperança de que acabasse. Taehyung parou de gritar e eu não me sentia mais tão fraco, acho que o café da manhã que Jin hyung me trouxe também colaborou para isso.

Enquanto eu estava aqui, encostado na porta do chalé, a única coisa que me acalmava era falar com Tae, não importa se ele estivesse ouvindo ou não, a questão é que isso me fazia esquecer de todos os meus problemas.

Eu estava tão concentrado, com a orelha praticamente colada na porta, tentando ouvir pelo menos a respiração do Tae – mesmo sabendo que isso seria algo meio impossível –, que não percebi ninguém chegando. Os acontecimentos seguintes foram sem reação nenhuma por parte minha.

Fui puxado pelo colarinho da camisa e tacado no chão como se fosse lixo, olhei pra cima e me surpreendi ao ver Hoseok me encarando ofegante e com os olhos totalmente negros, o que significava naquele momento a pura raiva, eu só não entendia o porquê disso.

- Hoseok, o qu... AHH! - fui cortado por um soco seguido de um chute que o alfa deu em minha barriga. A dor que eu senti foi tão grande que todas as forças que eu tinha adquirido até agora foram embora. Eu nem ao menos consegui me levantar. - Por f-favor...

- CALA A BOCA! POR QUE TINHA QUE SER VOCÊ? PORQUE VOCÊ? - me sentia atordoado, eu não estava entendendo nada - ME RESPONDE!

O que se seguiu foram chutes e mais chutes sobre minha barriga e costelas, eu nem sabia como ainda conseguia me manter consciente, talvez fosse apenas mais algum sonho querendo me pregar uma peça, mas não era.

Hoseok me pôs de pé com as duas mãos em meu pescoço. Ele estava me enforcando. As últimas coisas que vagaram minha mente, antes de apagar completamente, foram os gritos do Tae, que voltaram mais fortes e sofridos. O pouco que consegui ver foi Namjoon correndo até nós em sua forma de lobo.

 

6° dia de cio

 

- Gukkie?

- Tae?

- Jeongguk, aonde você está? Eu estou com medo.

- Tae, eu não te vejo.

- Tae? Meu amor, me responde! Taehyung? Por favor, fala comigo!

- Taehyung não está mais aqui agora, ele nunca esteve. Ele nunca será seu.

 

- Taehyung, não! - acordei ofegante e assustado, não entendendo o que estava acontecendo.

Eu estava em meu quarto e pequenos flashes do que aconteceu na noite passada invadiram minha mente. Hoseok me batendo, Namjoon aparecendo e eu desmaiando logo em seguida, mas para mim a lembrança mais clara é Taehyung voltando a gritar. Eu deveria ter sido forte por ele.

E aqueles sonhos que vinham se tornando cada vez mais frequentes? Desde o primeiro sonho, são sempre sonhos diferentes, mas relacionados a mesma coisa: Taehyung se afastando de mim.

Eu não poderia ficar tão nervoso com apenas um sonho, mas eles me causavam sensações ruins. E aquele não era o momento para pensar nisso, eu deveria me apressar para ir até o chalé, eu estava sentindo a dor do Tae e ouvindo os seus gritos.

Levantei e fui direto tomar um banho que mesmo sendo quente, não me deixou mais relaxado. Quando terminei, vesti uma roupa simples e calcei um tênis.

Assim que me pus à descer as escadas, encontrei Namjoon na cozinha, ele estava tomando café.

- Oi, hyung - o alfa se virou em minha direção, no momento em que ouviu minha voz.

- Jeongguk, você se sente bem?

- Eu me sinto péssimo, não entendi o porquê de tudo aquilo acontecer - confessei.

- O Hoseok perdeu o controle, fraco como você está, ele poderia ter te matado, eu tive que separar ele de você.

- Obrigado, hyung, mas eu só queria entender porque ele fez isso…

- O lobo dele estava com ciúmes - por um momento, fiquei surpreso com isso. - Ele ouviu eu e Jin conversando sobre você e Taehyung serem companheiros e se descontrolou - eu sabia que Hoseok não seria capaz disso estando consciente.

- Eu não sei o que falar e nem o que pensar agora. Só quero ir até o chalé e cuidar do Taehyung.

- Não vá, Jeongguk, você precisa descansar.

- Mas eu tenho que ir, Namjoon, não posso ficar aqui enquanto ele está lá sofrendo tanto, eu nem sei porque o cio dele ainda não acabou - nesse ponto eu já estava sentindo pequenas lágrimas se formando no canto dos meus olhos, aquilo era demais para eu aguentar, foi incontrolável.

- Você precisa se acalmar, eu mandei dois guerreiros para vigiarem o chalé, fique aqui e descanse.

- M-mas porque, N-namjoon? Por que isso a-ainda não acabou? - Eu já não controlava mais minhas lágrimas, não queria me sentir um bebê chorão na frente do meu próprio irmão. Fui obrigado a puxar uma cadeira, me sentar e apoiar o rosto sobre as minhas mãos.

- Não temos explicações para isso, Jeongguk, o cio comprido dele é algo muito raro, ou algo que não se vê mais, por isso precisamos buscar mais informações sobre a matilha do Taehyung. O fato dele estar sofrendo é pelo próprio cio que está durando mais dias do que deveria - eu não estava vendo, mas o tom de sua voz demonstrava o pesar que estava sentindo.

- Eu acho que se o Tae passar mais um dia sofrendo, eu não vou poder ficar de braços cruzados - falei abafado por estar com as mãos cobrindo completamente meu rosto.

Poderia ser até loucura o que eu estava falando, mas amar alguém requer sacrifícios.

- Você sabe que não pode, Jeongguk, o Tae não te perdoaria por fazer algo sem o consentimento dele - eu sabia que ele estava certo e por isso fiquei em silêncio, agora poucas lágrimas desciam pelo meu rosto.

Em determinado momento, senti braços me acolhendo, eu sabia que era Namjoon, por isso não deixei de ficar surpreso. Mas ser abraçado pela primeira vez em anos pelo meu irmão, e ainda naquela situação, me fez bem.

 

  *Stronger Than a Brand*

 

7° dia de cio

 

Hoje eu acordei cedo, por não ter conseguido dormir a noite toda. Tudo que Taehyung sentia, eu também sentia, só não tão forte quanto o ômega.

Saí de casa antes mesmo de Hoseok, que era o primeiro a sair sempre. Isso, vendo por um lado, era bom, eu precisava de um tempo para conseguir falar com o alfa, depois do que aconteceu. Mesmo sabendo que ele não fez aquilo por pura vontade própria.

Próximo ao chalé, vi que não havia ninguém vigiando e isso me desesperou um pouco, ainda mais com os gemidos altos que Tae estava dando. Qualquer pessoa fora da matilha seria curiosa o bastante para vir até aqui se escutasse.

Isso foi o que me fez andar mais rápido, e quando cheguei até a porta, me sentei no chão e fiquei encostado à mesma.

- Amor, eu estou aqui. Por favor pare de gritar, eu não consigo mais sentir o seu sofrimento - o que eu mais queria era abrir aquela porta e fazer a dor do ômega parar. Mas eu sabia que não podia, como o hyung já me disse: isso traria consequências.

Eu fiquei falando com o Tae, mas a cada grito do mesmo eu perdia cada vez mais minhas forças, me sentia indisposto até mesmo para proferir qualquer outra palavra.

Quando eu estava quase apagando pelas dores, ouvi um barulho vindo de perto, ali mesmo, na floresta. Isso fez com que eu me levantasse – com muita dificuldade – e ficasse à espreita.

Ouvi um rosnado e eu sabia o que aquilo significava: eu teria que proteger Taehyung agora, custe o que custar, não importava mais se eu estava sem forças, achá-las seria necessário.

Um lobo de pelos marrons apareceu em minha visão. Não conseguia identificar de qual matilha ele era, estava atordoado demais para isso.

A sua aproximação fez com que eu me transformasse e ficasse em posição de ataque.

“O que você quer aqui?” dei um rosnado.

“Eu quero o que está dentro dessa casa. Esse ômega de cheiro viciante” aquilo foi capaz de aumentar minha raiva.

“Saia daqui”

“Acho que é você quem vai sair daqui”

Não me contive e fui para cima do lobo, mas o mesmo foi rápido e deu uma mordida em uma de minhas patas, o que me fez gemer de dor.

Os gritos de Taehyung pioraram a minha situação, mas me levantei antes que o lobo chegasse até a porta do chalé. Dessa vez pulei em cima do lobo e mordi seu pescoço com todas as minhas forças, que foi o bastante para ele fugir e sumir de minhas vistas.

Quando eu não escutava mais os gritos do ômega, voltei novamente a minha forma humana e me deitei na madeira fria dali. Sorri aliviado e assim eu finalmente soube que o cio de Taehyung havia acabado.


Notas Finais


Não se esqueçam do nosso combinado sobre as atualizações.

Espero que tenham gostado ❤❤~Gabi


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