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História Sunshine - Sycaro (inacabada) - Capítulo 18


Escrita por:


Notas do Autor


Vish


[Sa foto tem nd a ver, só quis mostrar pq tá com a blusa do Saiko



Isso ae né, namorado que é namorado compartilha as mesmas roupas fih]

Capítulo 18 - No lies. No secrets


Fanfic / Fanfiction Sunshine - Sycaro (inacabada) - Capítulo 18 - No lies. No secrets

Os negócios nunca foram tão bem, mas estava atolado de trabalho, e preocupação. Tinha visitado a mãe no hospital mais cedo, foi o que fez ele ficar ainda mais preocupado.


— as vezes, queria apenas viver feliz, com o Ycaro — sorriu bobo, ao brincar com a caneta de um lado para o outro 


Sentia o garoto meuo estranho, parecia lhe evitar, e estava mais distante que o normal. Jogou a cabeça para tras, olhando o teto branco, afrouxou a gravata que lhe enforcava, e girou a cadeira, parando de frente para a janela


Observava senhoras, senhores, casais e famílias. Foi o que mais lhe chamou a atenção, a família. Era algo incomum, um casal de dois homossexuais com uma garotinha saltitante, que parecia muito feliz


Ele suspirou, colocando a mão na janela, e se perguntando como deve ser ter uma família de verdade. Sem forçar, sem troca de favores, sem ganância e sem pessoas se machucando por sua causa. Ele tinha um grande medo de machucar aquele por que havia se apaixonado, Ycaro. Era capaz de fazer qualquer coisa por ele e por sua mãe


— eu só queria ser normal — bateu a cabeça no vidro, até escutar o celular vibrar


Se virou, denovo para a mesa, e pegou o celular dela, vendo que era seu pai. Fechou os olhos, respirando fundo. Era só o lhe faltava 


— Pronto.


— Rodrigo? Quero conversar com você — sua voz soava sério, como de costume, este nunca demonstrou amor paterno, mas Saiko nunca reclamou ou sentiu falta disso 


— estou trabalhando, é importante?


— te ligaria se não fosse? — suspirou, a arrogância do pai, o deixava nervoso e frustrado 


— tanto faz, depois eu vou na sede. Eu tenho uma empresa para direcionar, agora com licença. — desligou, abaixando a cabeça entre os braços 


Pegou o telefone para a secretária, e ligou para ela, batendo os dedos em uma pilha de papéis, e olhando os segundos passarem no notebook


— sim, Saiko?


— vou sair, quero que esteja no comando até eu voltar, junto com Cellbit. E não taca' fogo na embreza, céus — a garota riu forçado


— há, há, pode deixar capitão


Desligou rindo de Isa. As vezes, sentia que só ela o entendia




Este tocou a campainha do pai, que foi atendida por um empregada ruiva, que continha um sorriso fraco, que o mesmo devolveu leve 


— Boa tarde Rosa, onde está meu pai? — ela deu espaço para ele entrar, e o mesmo assim fez, olhando para os lados.


— estou bem aqui — a voz soou grave e rouca, do alto da escada, o homem desceu as escadas com um semblante sério, e ignorante — pode se retirar, Rosa


— c-claro senhor — ela abaixou a cabeça, parecia ter medo, e saiu indo para algum cômodo da casa 


— o que é? 


— isso são modos de um Ximenes — ele levantou o olhar, ainda era mais alto que Rodrigo, mas não tanto, foi arrogante como de costume


Saiko bufou, desviando o olhar irritado.


— só me diz, o que você quer, estava no escritório, me tirou de lá, e quero saber o que quer. Feliz? — ironizou, e o homem mais velho começou a rir deboxando 


— você é um irresponsável, Rodrigo 


— o qu- 


Louis deu um tapa estalado no rosto de Rodrigo, fazendo com que a pele palida se torne rosada. O moreno franziu as sobrancelhas irritado, com a mão no rosto 


— mas que diabos deu em você?


— deveria ter pensado antes de fazer um filho! — o garoto arregalou os olhos, confuso


— um filho? Está ficando gaga cedo demais, Louis 


— ainda sou seu pai, me respeite — encarou Rodrigo, que continha um sorriso sacana no rosto


— me responda essa baboseira de "filho" —  perguntou, e Louis levantou as sobrancelhas surpreso, e sorriu 


— parece que o garoto anda te escondendo coisas, ou melhor um filho — Rodrigo franziu as sobrancelhas, levemente irritado 


— está blefando 


— tire suas próprias conclusões, Rodrigo — entregou o papel com o exame do check in de Ycaro, passado os olhos rapidamente, e arfando 


— i-isso não é possível — rosnou, e o mais velho apenas riu cruelmente


— pergunte para o garoto 


— me diz, o que você quer de mim, me diz!!?? — grita contra ele, e o mais velho estala o pescoço


— se afaste do loirinho, e de um fim em sua cria. Continuando o casamento com Francielle e tendo um filho com ela, sem machar nosso nome


— ou...?


— caso contrário Rodrigo, sua mãe vai pagar o preço — arregalou os olhos, e o maior começou a gargalhar, se virando subindo as escadas denovo 


— você é um monstro — sussurou a si mesmo, se virando, sendo acompanhado pela empregada que tentava andar rápido, já que era baixinha 


— querido, querido?! — tentou chamá-lo, e eles virou. Era a Rosa, quase na idade de Louis, e cuidou a vida inteira de Rodrigo, dando amor a ele, junto com a mãe 


Rosa era a amante de sua mãe, por isso que o homem a castigou, fazendo ela trabalhar como empregada. Um casamento arranjado por seu avô, foi a dela com ele, já que a mulher estava apaixonada pela ruiva. E Louis descobriu, fazendo a garota ter mas ódio do próprio marido


Além que nunca deu atenção para o único e próprio filho, não demonstrava amor. Nem parecia ser seu pai, foi assim que o emocional de Rodrigo foi destruído. 


Para ele, sua família era Rosa e Helena. Suas duas mães


Saiko até poderia desistir dos negócios da empresa, da família Ximenes, do casamento com Skii e começar a vida novamente. Se não fosse pelo fato de a família de Skigles serem donos do hospital em que a mãe dele estava, e se não continuasse com o matrimônio, ela morreria. Estava em coma, e só os aparelhos deixava-a viva



— sim, Rosa? — tentou sorrir, mas estava se segurando para não chorar


— não desista dele, assim como eu nunca desisti de sua mãe — ela pegou em sua mão, com um sorriso fraco, e os olhos azuis brilhando 



Jogava UNO com Daike, já que estava entediado. E perdeu todas


— você é muito ruim


— eu sei


— sério, você é péssimo cara — o mais velho riu, e Ycaro bufou


— vai se fuder — jogou as cartas, e Daike as recolheu gargalhando da cara dele


Escutaram a porta abrir, e o dono dos passos de manifestar, era Rodrigo, com uma certa cara de enterro e raiva


— pode descansar, Daike — o homem assentiu, acenando para Ycaro e saindo do apartamento


O loiro se levantou do chão, e sorriu sem graça. Mas não foi retribuído 


— vou te dar uma chance. Tem alguma coisa para me contar? — engoliu secoz e Rodrigo o olhou feio e sério 


— d-do que você tá falando?


— Ycaro...


— você tá me assustando, Saiko — ela se virou, caminhando até o quarto, e Rodrigo o seguiu. O loiro se sentou na cama de casal, enrolando uma mecha de cabelo nos dedos


— Ycaro, só responde.


— n-não...


Rodrigo soltou um ar de decepção, e Ycaro estremeceu. Desviando o olhar para o chão 


Saiko entrega o papel para o Ycaro, irritado. E o loiro pega com medo


— ainda acha que não tem nada para me contar? — o menor suspirou, com o olhar desapontado do miupe sobre ele


— E-Eu posso explicar...


— não, escondeu de mim, e mentiu. Como acha que eu me sinto, traído! 


— Saiko...


— tem a empresa, tem minha esposa louca que tentou te matar, tem meu pai insensível, tem minha mãe correndo perigo, e a única pessoa que é meu porto seguro não confia em mim — ele se move de um lado para o outro, nervoso e frustrado, respirando rápido e esfregando os olhos por baixo das lentes


— Saiko, deixa eu falar! — Ycaro começou a chorarz e Saiko suspirou desviando o olhar


— diz.


— como eu podia contar, se eu mesmo estava confuso. Está tudo acontecendo a mil! E ainda recebendo a notícia que eu vou ter um filho, estou tentando me controlar, tentando aceitar, e tentando não surtar, porque a qualquer momento eu surto Saiko, Eu surto!!  — gritou, soluçando engasgado em lágrimas, Saiko fechou os olhos respirando fundo


— seria menos um peso, se tivesse me contado — disse, levantando o queixo de Ycaro, passado a mão em suas bochechas com lágrimas


— eu sei, mas estava com muito medo


— do que loirinho? — agachou, ficando um pouco mais baixo que o loiro, que estava sentado na cama, que fungou 


— de sua reação. Você mesmo disse no hospital, que era a última coisa que faltava ter um filho agora — Saiko tentou sorrir, mas a única coisa que fez foi ficar em silêncio 


Apesar de não ter sido bem isso o que disse, mas não quis contra dizer


— escute com muita atenção, Ycaro — disse, olhando nos olhos encharcados de Carlos, que estremecia e soluçava — Eu. Amo. Você. E nada me faria mais feliz, que uma família com você, escutou bem?


— s-sim — assentiu fraco, e Rodrigo deu um meio-sorriso rápido 


— ótimo, agora vamos prometer algo 


— hm?


— sem mentiras. Sem segredos. — colou sua testa na do loiro, fechando os olhos


— aceito.





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