História Teclas de Piano - Sope - Yoonseok - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Min Yoongi (Suga), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Deficiência Visual, Hoseok, Jisoo, Jungkook!kid, Jungkookcriança, Musica, Música Clássica, Nayeon!criança, Nayeon!kid, Piano, Shortfic, Sope, Soyeon, Yoongi, Yoongi!cego, Yoongi!deficiente, Yoongipianista, Yoonseok
Visualizações 43
Palavras 2.682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor



・ .           .                 ✦
Hello
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Boa leitura •.
•. •

Capítulo 3 - Ré



Segunda-feira, de novo. Me sento na cama sentindo o meu corpo protestar contra isso, minhas pernas não respondem o comando: "levantar". Faço grunhidos estranhos enquanto me espreguiço e desligo o despertador.

Com pouca força de vontade, ando até o banheiro. A imagem que aparece no espelho é horrenda; meu cabelo está todo bagunçado, estou com a camisa branca um pouco amassada e tenho uma careta no rosto; Me sinto um lixo. Porém, a situação piora quando sinto o forte odor que sai pela minha boca, pareço um ogro. Então, escovo os dentes e entro para o banho para me limpar e me deixar apresentável.

[...]

Minha mãe já tinha saído para ir trabalhar, mas me deixou um café da manhã maravilhoso; pão de queijo, café, uma maçã e uma laranja. Adoro quando minha Omma inventa de fazer comidas típicas de outros países; as comidas Brasileiras e irlandesas são as minhas favoritas.

Me lembro da primeira vez que comi Feijoada. A receita é composta por feijão preto e carne de porco, e a maioria dos nativos brasileiros gosta de come-la acompanhada do arroz, couve e laranja. Me recordo de repetir a refeição três vezes, aquilo era realmente magnífico.

Quando acabei meu café da manhã, peguei meus cadernos com as partituras e minha flauta, e fui para o ponto esperar o ônibus. Este não demorou muito, o que é bom, assim fico livre até a aula começar e posso andar pelo campus com meus amigos.

Quando o ônibus para e me deixa na porta da Universidade, imediatamente recebo um abraço de alguém que conheço muito bem, Lalisa Manoban. Uma das minhas melhores amigas. Ela é tailandesa, mas se mudou para Busan, afim de fazer faculdade de dança e conseguir ser coreógrafa de algum grupo de Kpop.

Kpop é algo que Lisa ama. Ela fica o dia inteiro escutando músicas de grupos diversos e sempre quer conhecer mais outros, fora que ela adora gravar as coreografias e ler as fanfics dos shipps dos grupos utts. No momento, posso escutar seu fone em último volume tocando Baam do momoland.

— Chegamos juntos Hobi! — Ela fala animada quando me solta do abraço. — Já é a segunda vez no mês que isso acontece!

— Oi, bebês! — Sana chegou por trás de Lalisa e a abraçou, mas seu olhar e sorriso eram focados em mim.

Sana era um amorzinho. Sempre querendo ajudar e sempre mantém o bem estar do outro acima do seu; o que é um pouco preocupante, mas nós procuramos sempre a dar suporte à ela também.

— Que isso? Todo mundo marcou de chegar no mesmo horário? — Sehun apareceu do nada e me abraçou de lado. — Falta meia hora, dá pra irmos em um barzinho, uh? O que acham?

— São 6:27 agora, Sehun! — Lalisa exclamou enquanto Sana ria descontroladamente — Você precisa fazer terapia, seu cachaceiro!

— Que insulto gratuito! — colocou a mão no peito fingindo mágoa — E você também é! Devo lhe lembra do dia do cabrito?

— NÃO! — Lalisa gritou constrangida — Nem pense em falar do dia do cabrito!

— Tudo bem, tudo bem. Qual das duas vai querer carona? — Ele falou se virando para que as meninas subissem em suas costas. Porém, em vez das meninas pularem, eu pulei primeiro.

Ganhei inúmeros xingamentos e reclamações de dor nas costas depois disso.

[...]

— Sua mãe conseguiu o emprego, não é Hope? — Sana me perguntou enquanto eu terminava meu croissant e cappuccino.

Tínhamos decidido passar em uma lanchonete e dividir a compra de um lanche. No total foram dois croissants - um para mim e outro para Sana- ,um rocambole salgado para SeHun, um rocambole de chocolate para Lalisa e sete bolinhos de Burberry- que Sehun quase comeu sozinho. De bebida foram, três cappuccinos e um suco de manga para SeHun.

Nos sentamos no " nosso" lugar no campus. Debaixo de um Flamboyant enorme e que gera muita sombra. É bem gostosinho de ficar, longe da movimentação de alguns prédios agitados, como o de arquitetura, história e direito. Onde os alunos vivem perambulando pelos corredores afim de trocar de sala rápido, pegar livros que faltam ou que acabaram de ser recomendados pelos professores.

— Uhum! — Engoli a comida e me lembrei que precisava contar algumas mini fofoquinhas. — Menina, Nem te conto!

— Lá vem a Tia Hobi, a Tia fofoqueira! — dei um tapa em Sehun vendo todos rirem. Eu juro que não sou fofoqueiro, mas tem coisas que eu não consigo aguentar, preciso falar com alguém!

— Não conto mais também! — Falei cruzando os braços e eles, curiosos do jeito que são, começaram a implorar pelas informações. — Tudo bem! Olha, minha mãe é a nova cozinheira da família Min!

— É só isso? — Lisa falou desapontada — Já sabemos que ela foi contratada.

— Mas é a casa do Maestro Min! — eles ficam parados com cara de surpresa. Sana coloca até a mão na boca. — E a casa é bizarra. Não tem foto nenhuma da família, em nenhum lugar, eles são extremamente formais o tempo todo e tem um cachorro!

— Calma, calma. Eles têm um cachorro? Gente, que pesado... — SeHun Debochou e eu novamente dei um tapa nele.

— A questão não é essa! — Quem se pronunciou foi Lalisa — Você estava na casa do fantasma da ópera?

— Para de chama-lo assim, o nome dele é Yoongi.— Eles reviraram os olhos. Não posso evitar, odeio apelidos que não tenham a autorização da vítima para serem usados. — o coitado sofre nas mãos do pai. O Senhor Min deixou ele sem comer ontem, o dia todo, por não ter atingido a "perfeição" na música.

Eles ficaram me encarando, tentando absorver a informação. Observei a expressão de cada um; SeHun tinha as sobrancelhas arqueadas e a boca entreaberta, Lalisa olhava para Sana, as duas com o rosto surpreso.

— Caraí, que maldade. — SeHun falou colocando um bolinho, que compramos na lanchonete aqui perto, na boca. — Comer é vida, cara.

— Isso é sério, Sehun. O cara deixou o filho sem comer por um dia inteiro! — reforcei e ele deu de ombros.

— Eu já imaginava que a família do Maestro era maluca. Ele é estranho pra caramba. Ano passado, ele invadiu a aula de HLMP¹ para pedir uma régua, e ele nem estava em horário de aula. Ele voltou com a régua quebrada. — Fiquei estático. — O cara é muito estranho.

— Todos temos que concordar... — Lalisa também pegou um bolinho de Burberry. — Ele é sinistro.

— Ele deve passar por dificuldades. — Sana defendeu. Sempre tentando compreender os dois lados da história. — Vai que ele teve uma infância difícil?

— Ah, Claro que ele teve. — Lisa Debochou. E eu e os meninos quase Rimos. — Provávelmente, ele teve um trauma muito, Muito, Muito, muito, muito grande pra ser quem ele é hoje.

— Para de gracinha, Lisa. Algum parente próximo dele pode ter morrido, ou ele pôde ter sofrido um acidente... não sabemos o que ele viveu ou presenciou. Então não podemos julga-lo. — Sana falou quase chorando pela possibilidade do Maestro ter tido dificuldades como aquelas. Como um bom amigo, me sentei ao seu lado puxando seu corpo para o meu. Ela se deitou em meu peito e ali ficamos.

Sana e eu somos amigos a bastante tempo. Desde o ensino médio para ser mais exato. Sei que ela já perdeu a mãe para um acidente de avião, isso contribuiu para ela ser ainda mais sensível do que é. Eu a considero como uma irmãzinha. Quero sempre cuidar dela.

— Tá legal. Você é fofa, o maestro deve ter seus motivos, não é da minha conta a dieta extrema do fantasminha da ópera. Só sei que preciso ir para a aula. — Lisa pegou sua bolsa e saiu correndo.

Lisa e eu namoramos, até eu perceber que gosto apenas de homens, isso durou exatamente três semanas. Ela aceitou numa boa, mas eu sei que esse tipo de contato que tenho com Sana a machuca. Tento não fazer isso, mas não posso evitar de cuidar da minha irmãzinha de consideração. Já conversei com ela uma ou duas vezes. Ela sempre aceita e fala que já entendeu que sou gay, mas que seus sentimentos não foram apagados, e que ela não pode evitar, mas vai ficar bem.

— Já são 7:16, faz 16 minutos que minha aula de canto começou... falou pra vocês! — SeHun também saiu correndo.

— Eu acho que também vou indo... obrigado pelo apoio Hobi! — Sana se levanta, eu a acompanho e ganho um beijinho na bochecha. — Você é um amorzinho.

— Você que é, meu bem! Tchau — Nos separamos. Pego o último bolinho do pacote e me dirijo para o prédio da minha próxima aula, que conscientemente é orquestra.

Ando calmamente pelo campus, mas escuto um latido. Isso me deixa curioso, nunca tinha visto um cachorro no campus. Olho ao redor e me deparo com o Golden retriever dos Min. Ele estava sentado olhando para mim, e abanava o rabinho peludo estericamente.

— Olha! Você! O que está fazendo aqui, amigão? — Pergunto acariciando seus pelos quase dourados. — Tá perdido?

Óbvio que não recebi uma resposta, mas eu pude perceber o olhar dele ser lançado para meu bolinho. Como um retardado, perguntei "Você quer? Uh? É, você quer?" Ele se agitou mais e eu quis colocar uma coisa em prática.

Sempre gostei de animais, domésticos ou não. Então sempre via filmes, documentários e programas voltados para esse tipo de assunto. Então, como vi em um programa, me levantei e levantei o dedo indicador e falei "senta", o cachorro obedeceu meu comando, comprovando assim, a enorme inteligência dos Golden retriever. Também confirmou a teoria de que a família Min gastou uma fortuna com o cachorro para treina-lo.

— Gente, que cachorro esperto! Você é muito esperto, uh! — Dei o bolinho para ele e Acariciei seu pelo. Este comeu o bolinho todo em menos de um minuto.

Com o fucinho todo sujo, ele me olhou e lambeu minhas mãos. Sorri achando aquele animal muito fofo. Mas o que ele estaria fazendo aqui?

Olhei no relógio, já era 7:22. Eu tinha perdido quase meia hora da aula. Eu precisava correr. Iria avisar o Maestro de quê vi seu cachorro do lado de fora do prédio e pedir mil desculpas pelo atraso.

Assim que vi a porta da minha sala, respirei fundo e bati. Entrei assim que permitido, a sala toda olhava para mim de maneira quase sufocante.

— Está atrasado, Senhor Jung. — O maestro foi o primeiro a se pronunciar, como previsto.

— Desculpe, Senhor, mas é que eu encontrei seu cachorro no portão deste prédio. — Justifiquei. Assim como o resto da turma, me assustei pelo som da tecla Ré, uma oitava abaixo, soar na sala.

— Desculpe... — O pianista falou baixo assim que o som se esvaiu. Seu pai caminhou até ele e colocou a mão em seu ombro.

— Está tudo bem, Yoongi. — Voltou sua atenção para mim. — É normal nosso cachorro correr atrás do carro e nos esperar pela manhã inteira, não precisa se preocupar, Senhor Jung. Agora vamos voltar para a aula, uh?

— Sim, senhor Min. — A sala respondeu em uníssono.

[...]

Hoje, a classe de arranjo foi dispensada mais cedo, já que a professora não passava bem. Ela está gravida de cinco meses e teve que correr para o hospital, porque que passou mal durante as aulas do turno da manhã.

Passei pelo mesmo portão e pude perceber o cachorro dos Min ali, sentado e esperando seu dono sair. Não resisti e me abaixei para fazer carinho no animal, que recebeu de bom grado. Porém, não pude fazer companhia a ele por muito tempo. Tinha que correr para passar na lanchonete e ir para o ponto pegar o ônibus.

Com muito custo deixei o cachorro lá. Indo para a lanchonete, que - graças a Deus - estava vazia, e me dirigi ao balcão. A menina que estava atendendo anotou os pedidos rapidamente e em menos de cinco minutos eu já estava com um salgado aleatório e uma bebida em mãos.

Peguei um ônibus e em menos de vinte minutos, eu já estava em frente aos portões da residência enorme dos Min's. Entrei pelos fundo como minha mãe tinha me alertado para fazer e encontrei ela colocando o almoço na mesa.

— Oi, Omma! — Fui até ela e dei um beijinho em seus cabelos negros. — Precisa de ajuda?

— Oi, Hobi! Não, pode deixar eu já chamei a Jisoo para vir almoçar, o senhor Min ainda está no trabalho, então...Ah, Vai querer comer também? — Ela fala rápido. Isso acontece, normalmente, quando ela está feliz.

— Não obrigado, comi um salgado vindo pra cá. — Me sentei em uma das cadeiras de madeira escura com estofado branco e azul marinho. — Cadeira de rico é confortável, não é?

— Saia já daí! — Ela ordenou raivosa, me fazendo automaticamente atender seu pedido. — Nós somos empregados aqui, não podemos desfrutar do luxo deles!

— Quero que saiba que vocês não são vistos como empregados, agora vocês fazem parte da nossa família. — A Senhora Min entrou de pijama na sala. — E eu adoraria sua companhia nesse almoço, Soyeon.

— C-claro Jisoo, será uma honra! — Minha Omma fica animada com o convite e senta à mesa.

— Hoseok, você poderia levar a comida de meu filho no quarto dele? E se possível, o faça companhia, odeio quando meu bebê se isola. — Assenti e a perguntei onde era o quarto dele. — Ah, fica de frente para o meu. Por favor, bata antes de entrar, mas não espere ele autorizar, ok?

— Ok — Que complicadinho esse menino, ein?

Guardei meus pensamentos para mim e me dirigi a cozinha para buscar uma bandeja. Peguei um prato, servi a comida assim como servi o suco em um copo, e, bancando o equilibrista, cheguei ao segundo andar.

Fui até a porta de Yoongi e bati três vezes. Assim como Jisoo havia falado, não esperei o mesmo responder e entrei. Era um quarto luxuoso, sem nenhum quadro ou pintura, diferente do corredor, mas tinha um tapete felpudo cinza, as paredes eram brancas assim como a roupa de cama. Era tudo extremamente bem organizado e não havia mais cores pela pouca decoração.

O filho dos Min estava de pijama sobre a cama; um pijama cinza e sem graça, mas parecia quentinho e confortável. Ele estava encolhido, e com um de seus travesseiros sobre o rosto.

— Vai ficar sufocado, uh? — Brinquei. Ele tirou o travesseiro do rosto e lançou seu olhar em minha direção.

— O seu nome é Jung, não é? — Ele perguntou com a voz tremida. Parecia estar se forçando a falar.

— Jung Hoseok, sou da sua sala na aula de concerto. Você toca muito bem! — Elogiei me sentindo um pouco incomodado por seu olhar profundo e sem brilho.

— Onde está minha Omma? — Ignorando o elogio, ele apenas faz a pergunta.

— Está almoçando, ela me pediu para trazer o seu almoço... — Por fim, ele retirou algo debaixo do travesseiro em que sua cabeça estava deitada.

Não pude ver o que era, mas resolvi ficar quieto e silencioso. Afinal, sou apenas o filho da cozinheira preciso fazer o que mandam e nada mais. Ele se sentou na cama, calçou seu chinelo e ficou de pé. Ao que ele ficou de pé, percebi que o objeto retirado de debaixo do travesseiro, era um bastão guia para deficiente visual.

Batendo a ponta daquilo em alguns móveis, ele conseguiu chegar a minha frente. Olhando para um ponto fixo, ele estendeu a mão em minha direção. — P-prazer, sou Min Yoongi...


Apertei sua mão, em cumprimento. Mas eu estava totalmente em choque. O filho do Maestro, o fantasma da ópera, o pianista, Min Yoongi é  cego.



Notas Finais


¹ Abreviação de História e Linguagem da música popular.

Até o próximo 🧡


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