História Tentando conquistar Min Yoonji - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags +18 Pelo Yaoi, Drama, Fem!yoongi, Gender Bender, Harem, Harém Inverso, Jimin, Jin, Jungkook, Min Yoongi, Min Yoonji, Namjoon, Rap Monster, Romance, Seokjin, Sope, Suga, Sugamon, Taegi, Taehyung, Taekook, Vkook, Yoonjin, Yoonkook, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 122
Palavras 3.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção Adolescente, Harem, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AAAAAAA, perdoem esta pessoa por demorar tanto para postar!
Eu realmente tentei escrever antes, mas meu humor estava meio instável ultimamente (HSUAHSUA), o que fez com que eu decidisse adiar a escrita deste capítulo para que eu não interferisse no que eu já tinha planejado (sim, eu já tinha o capítulo de hoje planejado há três meses, alguém me bate).
Muito obrigada por não desistirem de mim, sinceramente, muito obrigada mesmo! Muito obrigada às mil visualizações, a todos os favoritos amorzinhos e a todos os comentários que me fazem não desistir.
Muito obrigada e este capítulo é para todos vocês que permanecem com a Yoonji (e com uma ficwriter temperamental demais)! Muito obrigada mesmo, de coração!

Capítulo 6 - Chapter 5 - Destruction


Fanfic / Fanfiction Tentando conquistar Min Yoonji - Capítulo 6 - Chapter 5 - Destruction

Quando seu pai anunciara sua nova escola, o primeiro pensamento da morena foi que seu pai finalmente havia decidido desistir dela, o que, na concepção da pequena, nada faria tanto sentido quanto aquilo, afinal, Yoonji também desistira dela mesma inúmeras vezes. O folheto que seu progenitor lhe estendera era sobre um internato de riquinhos, afastado da civilização, pelo que a garota havia lido, e um desgosto completo.

Reparou no pequeno asterisco, localizado na parte inferior da capa do folheto, contendo um breve, porém firme, aviso: Não aceitamos matrículas durante o período letivo. Definitivamente, uma escola de pessoas ricas e provavelmente soberbas, do tipo que Yoonji agradavelmente passaria longe para não ter de se estressar. Ela apenas apontou para as letrinhas minúsculas, e seu pai colocou os óculos para conseguir ler.

— Ora essa — Ele riu, removendo os óculos depois de ler. — Você acha que não ajeitei isso? Sua genialidade não vem do nada, filha.

Yoonji não acreditava tanto na afirmação do pai. Este parecia não ter mesmo desistido da garota, o que era estupidez completa, e ainda arriscou matriculá-la em uma das mais bem faladas escolas de seu estado. A morena não conseguia enxergar a “genialidade” a qual seu pai tanto usava para se gabar. Havia apenas força de vontade em continuar tentando fazer com que sua filha não desse tantos problemas. Pobre e esperançoso pai.

A morena se lembrava do argumento que seu pai usou a favor do Infernato, e recordava de sua reação ao ouvir o que ele tinha para dizer.

— Você vai se enturmar lá, eu sei disso — Yoonji não revirou os olhos por respeito ao pai. — Além do mais, eu fiquei sabendo que uma vez ao mês, é organizada uma excursão pela cidade com cada turma, em dias diferentes, para que os estudantes possam usar do tempo livre para reabastecerem-se, fosse de porcarias comestíveis ou produtos de higiene. Você vai adorar.

Espremida entre aqueles dois garotos no banco de trás do ônibus escolar, Yoonji teve a absoluta certeza de que não podia estar mais certa como naquele dia em que seu pai expôs aquele argumento, o qual serviu para uma crise de riso da garota que perdurou por alguns minutos.

O Infernato parecia um lugar horrível o suficiente, com toda aquela fiscalização, as regras imbecis e as crianças mimadas. Contudo, nada era pior do que “viajar” até a cidade servindo de “muro” entre dois ex-namorados — pelo que ela e Jimin haviam descoberto outro dia. Yoonji não sabia de quem foi a ideia de colocar no meio de Jeon Jungkook e Kim Taehyung, mas quando ela descobrisse e se fosse o maldito do Park Jimin, ela se vingaria.

O último banco do ônibus era carregado de uma esfera de bagunça e diversão. A morena ouvira algumas garotas reclamando que não poderiam se sentar com suas panelinhas ali por culpa da “menina nova”. Bem, Yoonji pensou, ou elas eram burras ou só idiotas mesmo, afinal de contas, não haveria como alguém magra e consideravelmente baixinha quanto a morena ocupar os cinco lugares da última fileira do ônibus.

Dessa vez, contudo, ouviu muitos garotos resmungando para lá e para cá, pois tiveram seus lugares “roubados”. Porém, da parte deles, ela não via mais mau humor nenhum, já que eles riam mesmo estando longe de seus respectivos grupinhos de convivência. O barulho de pacotes de salgadinho e o mastigar de biscoitos recheados contribuíam para que o ônibus adquirisse mais ainda a aparência de ônibus de excursão.

Ainda assim, Yoonji sabia que não havia ninguém mais insatisfeito do que ela. Além do casal (ou não mais casal, Yoonji não sabia e não ligava), em um dos outros dois lugares restantes estava o famosinho Seokjin, o que a fez gritar internamente, e também em sua mente ela distribuía tabefes nele. Felizmente, na outra ponta, não havia ninguém que a morena conhecesse.

O bom da excursão, até aquele momento, era sair do Infernato. E, é claro, a distribuição de alunos nos ônibus. Havia mais de um de cada ano do ensino médio. Para incentivar a interação entre outros alunos, as diferentes turmas foram misturadas e colocadas em diferentes ônibus. O que significava, em outras palavras, que Yoonji não teria de aturar Park Jimin, nem Jung Hoseok.

— Que viagem mais demorada! — reclamou Seokjin. Yoonji não conseguia vê-lo, já que ao seu lado direito estava Jeon Jungkook, todo musculoso. Ela nunca agradeceu tanto por ele estar perto dela, pois, com ele, não precisava se irritar com o rosto de Seokjin além da voz do mesmo.

— Pare de reclamar — ordenou ela, cruzando os braços. Sentia-se um pouco enjoada com o balançar do ônibus e gostaria de poder dormir, mas nunca iria fazer algo do tipo ali, no meio daqueles indivíduos.

— O que você considera como “viagem”? — perguntou Kim Taehyung virando a página do seu exemplar de Guerra e Paz. Yoonji não podia nem ao menos olhar a capa do livro sem sentir seu estômago revirar e a cabeça doer. Era admirável que ele pudesse ler tão calmamente com o ônibus em movimento e várias pessoas conversando à sua volta.

— Ora, o que mais seria? — revidou Seokjin. — Se eu tivesse ido com o meu manager, não demoraria tanto e seria bem mais confortável do que ficar espremido.

Yoonji revirou os olhos.

— E por que você não foi? — Ela questionou. — Seria bem mais agradável para nós também se você tivesse ido com seu manager. Aliás, faça isso na volta, tudo bem?

— Como você é malvada! — resmungou Seokjin. — Aliás, eu não sei porque eu sou obrigado a ir. Vivo em turnê, conheço bem mais do que esse buraco.

— Fique quieto — mandou Jungkook, tirando seus fones de ouvido pretos pela primeira vez em toda a viagem. — Nós já estamos chegando. Se tiver reclamações, fale com os professores. Não somos obrigados.

A morena se surpreendeu com a atitude do garoto. Ele geralmente não perdia a paciência tão fácil assim, talvez a existência de Seokjin realmente estressava todo mundo. Ou era apenas um reflexo da briga entre Jungkook e Taehyung, Yoonji não saberia dizer.

O ônibus parou antes que Seokjin se recuperasse da cortada.

A manada estudantil não hesitou em correr para fora do automóvel. Todos com os uniformes, inclusive Seokjin, davam a Yoonji uma falsa sensação de pertencimento. Ou uma real sensação de pânico? Ela foi a última a descer do ônibus, não queria correr e nem se prestaria a esse papel. Quando chegou ao chão, todos os estudantes estavam enfileirados. Ela mordeu os lábios de vergonha e deu o seu melhor olhar de “socorro” para os transeuntes que passavam pelo pátio do enorme shopping que “visitariam”. Ninguém deu atenção para a enorme quantidade de adolescentes que estava ali, o que a deixou aliviada e frustrada ao mesmo tempo.

O professor representante de outra sala dava a eles instruções detalhadas do que eles podiam ou não fazer. Yoonji, como era esperado, ignorou completamente até a parte que a interessava: o horário em que todos iriam embora. Cinco da tarde nunca pareceu tão distante quanto naquele dia, pois passava das nove horas da manhã. Ela não fazia ideia do que seria forçada a fazer com aquele grupo de pessoas, e no seu íntimo, nem queria saber.

Maior foi sua surpresa ao vê-los se dispersando sem a presença do professor representante. Yoonji, Taehyung e Jungkook ficaram para trás. Taehyung porque estava lendo em pé, sob sol escaldante, Jungkook porque esperava o outro começar a andar, e Yoonji por não ter ouvido o que eles deveriam fazer.

— Você não vai? — Jungkook falou, guardando seus fones na mochila.

Ela piscou os olhos, confusa.

— Como assim?

— É o nosso tempo livre e longe de supervisão. Por que não foi aproveitar ainda? — Jungkook parecia realmente curioso sobre o comportamento da pequena. — Só não esqueça do local de encontro.

Yoonji sentiu a verdadeira paz chegar e agraciá-la. Praticamente um dia inteiro livre do Infernato, dos seus deveres e de seus colegas. Era a melhor coisa que podia pedir naquele instante. Não gostava de shoppings, mas “a ocasião faz o ladrão”. Provavelmente assistiria a filmes o dia todo, e torcia, no fundo, para não ter de encontrar nenhum de seus colegas.

Ela deixou o casal, ou ex-casal, era confuso, para trás e andou a passos largos para o shopping. A porta automática se abriu e ela foi recebida com o gélido ar e com uma multidão de pessoas. Eram nove da manhã e, ainda assim, muitos estavam ali.

No entanto, a morena tentou não dar tanta atenção a esse fato, apenas começou a circular entre aqueles humanos à procura do cinema. Era difícil desviar de tantos deles, mas Yoonji tinha experiência com desviar de pessoas, e foi se esgueirando até pegar um elevador, onde clicou no botão do último andar, pois era provavelmente onde haveria as salas de cinema.

A porta do elevador se abriu e Yoonji praticamente pulou para fora, esbarrando em alguém.

— Desculpe — murmurou ela, sem olhar para a pessoa.

— Yoonji! — exclamou o ruivo. Yoonji não podia acreditar no que os seus ouvidos, e logo em seguida, os seus olhos haviam ouvido e visto. Jung Hoseok, com seu típico sorriso branquinho, parecia exaurir felicidade.

“Ah, não”, pensou a garota. Havia falhado em seu plano assim que saiu do elevador, só podia ser culpa de seu azar interminável. Agradecera pelo fato de Hoseok não estar em seu ônibus, e agora simplesmente o ruivo surgia como se estivesse o tempo todo com ela. Ele segurava um milk-shake em uma das mãos, e aguardava pela fala da morena. Yoonji suspirou.

— O que você está fazendo aqui? — perguntou. — Achei que seriam dias diferentes de excursão.

Hoseok riu, jogando a cabeça para trás e bagunçando seus cabelos lisos e macios.

— Não, não, nós só vamos a lugares diferentes, mas o dia é o mesmo. Provavelmente o seu motorista ou o nosso confundiu o lugar. — respondeu ele, animado.

A porta do elevador se abriu de novo e Hoseok segurou a mão de Yoonji com a sua mão livre, afastando-a do fluxo de pessoas que surgiu devido à abertura do elevador. Ele observou o grupo passar, mas os olhos de Yoonji focavam nas mãos dos dois.

A quantidade de transeuntes diminuiu consideravelmente e Hoseok suspirou.

— Hoje está muito agitado. — confirmou o Capitão Óbvio.

Yoonji esperou que ele se tocasse, mas o ruivo parecia ter se esquecido completamente de estar segurando a mão da morena. Ele tomou um pouco do milk-shake e se virou para ela, sorrindo.

— O que pensa que está fazendo? — Yoonji parecia estar mais irritada do que o normal. Hoseok se deu conta do que estava acontecendo e soltou a mão dela, envergonhado.

— Desculpe! — pediu ele. Havia sinceridade em seus olhos, diferentemente da experiência do clube de leitura. — Eu fiquei com receio de que alguém te empurraria.

O que mais irritava Yoonji era a tranquilidade que ele lidava com a situação, como se não fosse nada demais. Bem, não era realmente muita coisa, mas ainda assim, tinha importância.

Ela balançou a cabeça para si mesma. Fazia sentido. Ele devia ter tido muitas namoradas por conta da sua maneira extrovertida. Para ele, devia mesmo ser algo muito natural andar de mãos dadas com alguém.

— Não tem importância — declarou ela, por fim.

Hoseok deu um meio sorriso e abriu a boca. Yoonji esperou pelas palavras que não vieram até alguém chamar o ruivo.

— Eu preciso ir, temos que nos misturar hoje — riu ele, acenando para Yoonji com as duas mãos e se afastando da garota.

Por algum desconhecido motivo, ela pensou em pará-lo. Esticou o braço o suficiente para segurar seu blazer, porém a sua confusão e o seu receio a impediram. A morena se sentia mal, mal o suficiente para impedir-se, mal por desconhecer o motivo do frio em sua barriga, e o sentimento de tristeza em seu peito quando via o garoto excêntrico partir.

Talvez estivesse doente. Ultimamente não estava dormindo muito, o que era deveras estranho considerando quem ela era. Sentia-se aflita quando Hoseok passava por ela, e ficava mais estressada que o normal se alguém interrompia a conversa entre os dois. O pior era quando o ruivo se afastava, deixando-a sozinha e com aquela dor insuportável no peito.

Era isso, só podia estar gripada. Assentiu para si mesma e procurou a bilheteria, cambaleando após a confirmação de sua doença. Podia quase sentir o nariz se avermelhando, ouvir o som irritante dos espirros seguidos, a febre não tão alta, o cansaço ainda maior e a falta de vontade até de jogar. Perguntou-se onde havia uma farmácia naquele shopping gigantesco, pensando se haveria uma forma de impedir aquela gripe insuportável ir embora antes mesmo de chegar com força. Assim, quem sabe, não sentiria aquela dor no peito irritante.

A bilheteria estava aberta. Não havia tantas pessoas quanto o pessimismo de Yoonji a fez imaginar. Ainda assim, a morena ficou em pé por longos e intermináveis minutos até ser chamada. Comprou três ingressos para três filmes diferentes e correu — aliás, sejamos sinceros, caminhou não tão lentamente assim — para a fila da pipoca. Não almoçaria naquele dia. Passaria a manhã e a tarde inteiras se deliciando do salgado daquelas bolinhas brancas.

Sentou-se em uma das poltronas espaçosas e macias quando chegou a hora do primeiro filme e aconchegou-se. Não sabia exatamente quantos meses faziam desde a última vez em que fora ao cinema, mas o filme escolhido já tinha sido lançado há algumas semanas e era por isso que poucas pessoas entraram depois dela. A morena não se irritava em assistir a filmes sozinha, costumava fazer absolutamente tudo sozinha, não sabia como as relações humanas funcionavam bem o suficiente para manter laços de amizade. Perguntava-se como era sentir isso, porém abandonava o pensamento logo em seguida.

A manhã e a tarde passaram tão rápido que Yoonji nem notou que eram seis horas quando saiu da última sessão. Sua cabeça girava com tantas estórias emocionantes, e bagunçadamente ela tentava ordenar as partes dos enredos que mais gostara. Suas mãos estavam cobertas de sal, o que fez a morena se locomover até o banheiro mais próximo, lavando-as calmamente. Não precisava mais passar na farmácia, concluiu, seus remédios foram aqueles filmes.

Secando as mãos magras e pálidas, a morena se deu conta do que havia esquecido de fazer: ir até o ponto de encontro. Jogou o papel no lixo e correu — sim, ela correu — para pegar o elevador. Apertou o botão várias vezes, até as portas de metal se abrirem e ela entrar desesperada. O estacionamento do subsolo parecia até o País das Maravilhas, do tanto que demorou para que Yoonji chegasse lá. Daria vontade na Alice.

Ela percorreu por parte do pátio sem fôlego algum, mas não viu nenhum ônibus excêntrico e vergonhoso. Yoonji respirou ofegante por um tempo enquanto andava até uma viga de ferro, escorando-se lá e deixando o pânico correr por suas veias. A morena sentia falta de ar. O Infernato era ruim, só que ser esquecida era pior ainda.

— Ah, você é da Bangtan — disse alguém.

Yoonji virou a cabeça à procura do dono da voz e se deparou com um rapaz alto, de jeito largado e cabelos divididos. Ele usava o uniforme do Infernato e segurava um discman, com fones horrorosamente grandes e da cor verde. Não sabia se a cor era para combinar com o cabelo dele ou algo do tipo, e nem queria saber.

— Oi — murmurou ela. Sentia-se aliviada por encontrar outra pessoa do Infernato. Era incrível como Yoonji se sentia indefesa naquele instante. As pessoas que ela havia evitado tinham retribuído o gesto. Foi bom saber que não estava completamente sozinha.

Ela observou o rapaz com mais calma. Ele deu alguns passos em sua direção, mas fez questão de ficar afastado dela em uma distância considerável. Não parecia com aqueles riquinhos, e apesar de ter essência de nerd, não era tão evidente quanto Kim Taehyung.

— Eu acho que eu já vi você na B-13. Se bem que eu faltei muitas aulas nos últimos tempos, então posso estar muito enganado. — O rapaz alto era bom de conversa. A morena espremeu os olhinhos para tentar se lembrar se já tinha visto alguém parecido com ele ou não, nada vinha à mente.

— Não tenho o costume de prestar atenção nos outros, desculpe. — Yoonji estava sendo sincera. — Desculpe. Mas estou na B-13 também.

O rapaz riu.

— Você é engraçada. Eu também não prestaria atenção nos outros, mas a minha curiosidade não permite que eu faça isso. — Ele sorriu pela primeira vez. Yoonji riu também, o nervosismo diminuindo por conta das palavras do rapaz. — Ah, a propósito, eu me chamo Kim Namjoon.

Yoonji sabia que ouviu aquele nome em algum lugar, mas não conseguiu lembrar-se de onde.

— Eu me chamo Min Yoonji — teve vontade de perguntar se Kim Namjoon não era de outra escola, pois ele não a irritava só de existir. — O que você está ouvindo?

Namjoon olhou para o discman e deu um sorriso amarelo.

— Eu estava ouvindo uma seleção de flashback, só que eu acabei quebrando o discman. — Ele mostrou a ela o estrago feito no pequeno aparelho. — Por algum motivo, as coisas vivem quebrando perto de mim.

Yoonji deu alguns passos para trás.

— Talvez eu deva me afastar de você — sugeriu ela, rindo.

— Ei! — reclamou o garoto, rindo também.

A morena e o seu novo companheiro de abandono em conjunto conversaram sobre vários assuntos. Ele conhecia um pouco de Overwatch, ainda que não costumasse jogar. Havia faltado a muitas aulas por estar compondo músicas para um sujeito “desagradável mas nem tanto assim”. Estudava no Infernato por um tempinho e esteve responsável por um dos ônibus do dia, já que no caso dele, não havia nenhum presidente de classe, e de acordo com os seus colegas, Namjoon possuía um “instinto de liderança”, ainda que ele discordasse um pouco.

— Afinal, se eu fosse um líder tão bom assim, não teriam me esquecido — ele riu.

— Talvez quiseram impedir que a sua presença fizesse um dos pneus furar. — ela devolveu, divertindo-se.

O que mais chamava a atenção da garota era no estado confortável em que ficava perto dele. Como se ambos tivessem se conhecido há muito, e tivessem sido amigos desde sempre. Ela não achava a sensação ruim.

Os dois foram interrompidos quando um Jungkook muito cansado apareceu no estacionamento.

— O que vocês dois estão fazendo aí? — gritou ele. — Estamos esperando vocês desde as cinco lá no estacionamento de cima.

Os colegas se entreolharam e riram, causando a ira de Jungkook.

No final das contas, ninguém havia sido esquecido. Os dois foram escoltados por Jeon até o espaço onde dois ônibus estavam, e, após a longa bronca, foram dispensados.

— Obrigado por perder tempo conversando comigo, nanica — disse Namjoon, acenando para Yoonji enquanto se afastava para entrar em seu ônibus.

— Só tente não destruir nada — gritou ela, entrando em seu ônibus e fechando a porta.

Talvez, só talvez, pudesse finalmente ter começado a criar um laço improvável com alguém que detestava o Infernato tanto quanto ela, e que era tão diferente igual a garota. 



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