História Terra em Chamas - Capítulo 5


Escrita por:

Visualizações 7
Palavras 639
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Seinen, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


York é uma das cidades mais conhecidas e importantes da Inglaterra antiga, serviu de lar para GRANDIOSOS acontecimentos históricos na luta entre os Ingleses Cristãos e os Nórdicos Pagãos. É a cidade que em 866 é conquistada por Ivar, o Sem-Ossos.

Capítulo 5 - Aliados da Nortúmbria


Fanfic / Fanfiction Terra em Chamas - Capítulo 5 - Aliados da Nortúmbria

Aliados da Nortúmbria
 

O padre Athos insistiu que eu fosse batizado de novo, explicou que se eu morresse, precisariam saber qual meu novo nome quando alcançasse o céu, eu deveria chegar com o nome de Finan, não Osbert. Eu protestei, mas minha mãe Gytha queria isso e meu pai preferia vê-la satisfeita que furiosa. Portanto, naquele dia fui levado a força para a igreja, e colocado em pé dentro de um barril com água gelada. Athos, o padre e escrivão de minha família, derramava água sobre minha cabeça e me lembro do frio.

 

- Receba vosso servo, Finan – disse ele, em tom lúdico – na sagrada companhia dos santos e nas fileiras entre os anjos mais luminosos.

 

E eu esperava que os santos e anjos estivessem mais aquecidos do que eu estava naquele dia, e depois do batismo Gytha chorou por mim, mas não entendi direito o porquê. Ela teria feito melhor se chorasse pela morte de meu irmão, mas eu não disse isso.

 

Descobrimos o que havia acontecido com ele, os três navios dinamarqueses tinham atracado ao Leste da Nortúmbria, onde havia uma pequena aldeia de pescadores e suas famílias. Essas pessoas, corretas, haviam fugido para o interior, mas um amontoado delas permaneceu e vigiou a aldeia da floresta, em terreno mais alto. Disseram que meu irmão havia chegado ao anoitecer e visto os vikings incendiando as casas. Os invasores eram chamados de vikings quando faziam ataques e pilhagens, mas de dinamarqueses ou pagãos quando eram comerciantes, e aqueles homens tinham queimado, estuprado e saqueado, por isso foram considerados vikings. Pareciam haver muito pouco deles na aldeia, - a maioria estava nos navios – e meu irmão decidiu ir até as cabanas e matar aqueles poucos. Mas, claro, era uma armadilha. Os dinamarqueses tinham visto seu cavalo e seus homens chegarem, escondido a tripulação de um dos navios na aldeia, e aqueles quarenta homens chegaram por trás do grupo de meu irmão e simplesmente mataram todos. Meu pai afirmou que a morte do filho mais velho deve ter sido rápida, o que servia de consolo, mas claro, não foi uma morte rápida. Porque meu irmão viveu o bastante para os dinamarqueses descobrirem quem ele era, caso contrário, por que teriam trazido sua cabeça de volta a Lindisfarne? Os pescadores disseram que tentaram alertar meu irmão, mas duvido disso. Os homens dizem essas coisas para não serem culpados dos desastres idiotas que poderiam ter evitado, mas tenha sido meu irmão alertado ou não, morreu, e os dinamarqueses tinham mais 13 boas espadas, 13 bons cavalos, uma cota de malha incrivelmente brilhante e um elmo pertencente a nossa família.

 

Mas não foi o fim. Uma rápida visita de três navios não era um grande acontecimento, porém uma semana depois da morte do meu irmão ouvimos dizer que uma grande frota dinamarquesa havia entrado nos rios para capturar York. Tinham conseguido essa vitória no Dia de Todos os Santos, o que fez Gytha chorar, porque isso sugeria que Deus havia provavelmente nos abandonado, mas também havia boas notícias, porque aparentemente o rei Ælle, tinha feito uma aliança com seu rival, ele e Richard – outro lorde, - concordaram em deixar de lado a rivalidade, juntar forças e tomar York de volta.

 

Isso parece simples, mas claro que demorou. Mensageiros cavalgaram, conselheiros confundiram, padres rezaram, e somente no Natal o rei Ælle e uma segunda rival, Mlla selaram a paz com juramentos e então convocaram os homens de meu pai, mas claro que não marchamos no inverno. Os dinamarqueses estavam em York e nós os deixamos lá até o início da primavera, quando chegaram notícias de que o exército da Nortúmbria deveria se reunir em volta da cidade e, para meu prazer, meu pai decretou que marcharíamos ao Sul em companhia.

 

Nós, saxões do Norte, iríamos juntar nossas forças e lutar contra os vikings!

 

[...]


Notas Finais


Mlla - Uma das poucas lorde mulher naquela época, mais para uma "condessa".
Aelle - Figura histórica importante, retratada na ficção de vários modos.
Richard - Ficcional, mas com forte influência em Egberto.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...