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História The best part of us (Camren) - Capítulo 15


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Notas do Autor


Olá pessoas lindas! Como tá essa quarentena em? Lavem as mãos!
Simbó

Capítulo 15 - Pagando parte 1


POV CAMILA


— Camilinha... você por aqui? Será o destino? — reviro os olhos.

— O que você quer Justin? — guardo os livros no armário o fechando com força.

— Tenho notado você muito estressada ultimamente — ele se aproxima galante — posso te ajudar a relaxar... — Nem morta!

— Deve ser porque você não me deixa em paz! — abro espaço saindo dali esbarrando nele.

Justin corre até me acompanhar, céus! Ele não cansa? — Espera aí! Não precisa ficar assim ta legal? — paro de andar e o encaro.

— Eu já falei que não quero sair com você Justin, chega! — seu sorriso se desfaz.

—É tem razão, chega! Você é muito metida, se acha de mais, não sei porque ainda tentei dar uma chance a você. — ele fala com desdém.

— Chance a mim? É você quem fica correndo atrás, se toca! — viro as costas pra ir embora, mas ele me segura.

— Olha aqui garota, acha mesmo que eu me interessaria por uma garota cheia de querer que nem você? Aliás, deveria era me agradecer por te dar uma chance já que você nunca sai com alguém.

Incrível como ele não aceita um NÃO! Nunca lhe dei liberdade e mesmo assim insistia em ter algo comigo e como não consegue coloca a culpa em mim e não nele. Típico de macho escroto! Diz que sou cheia de querer e o que ele quer? Uma garota que não fale, que não opine? Que seja passiva para o mundo? Me polpe!

Eu vejo meninas se sentirem mal com o corpo, com o cabelo, com tudo! Falam como devo me vestir, como devo me portar, como devo falar, meninas brincam de serem boas mães e boas donas de casa, meninos brincam de serem heróis, de serem fortes fisicamente, enquanto nós temos que ser mentalmente, porque a sociedade não nos dá descanso. E em meio ao discurso de que devemos nos amar sinto que falta isso pra eles, porque eles não aceitam a rejeição e colocam a culpa em nós como agora.

Justin me persegue desde que mudei de sala e mesmo deixando claro que não quero nada ele insiste e sua ótima cabeça ao em vez de pensar “nossa tô incomodando ela melhor parar" não faz o quê? Diz que eu sou metida por não querer ele. Fazendo alimentar em sua cabeça que se uma garota não quer é porque ela é louca e não porque tem seus motivos.

Francamente!

— Acorda! O fato de você não me ver com alguém não significa que eu não tenha uma pessoa! — ele aperta mais meu braço. — Justin, tá me machucando!

— Solta ela! — Aí, graças a Deus!

Ele me larga — Estamos apenas conversando não é Camila? — Escroto do caralho!

— Na verdade não! — olho para o homem mais velho ao meu lado. — Ele estava me machucando senhor Tavares e não estou mais aguentando as perseguições dele. — Justin me fuzila com os olhos, mas não me intimido.

— Posso ver. Acompanhe-me senhor Carter, vamos ter uma longa conversa em minha sala. — senhor Tavares é nosso diretor e a julgar pela cara de Justin boa coisa não vai ser.

Bem feito!

— Camz? O que houve? — sua carinha de preocupação da vontade de morde-la!

— Justin, foi isso que houve — vejo Sua expressão mudar e fechar as mãos com força. — Ei... não precisa ficar assim está bem? Senhor Tavares vai dá um jeito nele. — tento acalma-la.

— Eu não deveria ter deixado você sozinha — pego sua mão entrelaçando nossos dedos — me desculpa.

— Não precisa se desculpar meu amor, você tinha que terminar a atividade. — A professora passou um exercício e quem terminasse podia sair da sala, eu terminei antes e vim guardar os livros e Lauren terminou depois.

— Mesmo assim, eu deveria está aqui com você! Ele te machucou? — seus olhos param em meu braço que está vermelho.

— Ele começou a falar que sou metida, que eu deveria agradecer por ele dá em cima de mim, ficou alterado e apertou meu braço. Mas eu já ia chuta-lo bem nos ovos se o diretor não tivesse chegado.

— Eu que vou chutar ele até virar pó! — sorrio de sua fala.

— Eu sei que vai — beijo sua bochecha e seguimos até o pátio.

Hoje sexta feira, não acredito que meu pai chega no domingo, suspiro derrotada, só de lembrar que esse pode ser meu último dia nessa escola me aperta o peito, mas nada me doeria mais do que ficar longe dela e de Hanna, além de vero e acreditem se quiser de Lucy também.

Por falar em Hanna vejo ela saindo apressada da escola, estranho...

— Talvez o tal cara ligou pra ela. — Lauren também percebeu sua pressa.

— É... Talvez.

Hanna entra em um carro de vidros escuros, tento ver quem está dirigindo, mas não consigo, está muito longe. Vamos ter uma conversinha depois dona Hanna, ah se vamos.


POV HANNA


Mesmo não devendo, não tendo motivos e muito menos consciência, me pego pensando nela. Sei que não deveria, mas não consigo evitar. Droga! E ainda por cima nem falou comigo!

Então pra quê pediu meu número porra?!

Peço a professora pra ir no banheiro e saio da sala, passo pela porta e fico um tempo me olhando no espelho, ainda sinto dores nos arranhões, vagabunda!

Sinto o celular vibrar em meu bolso e mesmo tentando não querer que seja ela no fundo eu torso pra que seja. Olho a tela e... número desconhecido, será? Ela é mesmo tão corajosa a esse ponto?

Número desconhecido: Olá Hanna, estou livre hoje à tarde e gostaria de começar a quitar meu débito com você, se estiver afim me passa seu endereço que te encontro.

Número desconhecido: Ah, e quem tá falando sou eu... Maia.

É ela! Não acredito! Me olho no espelho e me pego sorrindo, sério isso? Sorrindo? Não mesmo Hanna! Você tem que sentir raiva dela, olha só o que ela fez com você!

Começo a digitar.

Eu: Olha só quem resolveu aparecer.

Cara de pau: Sentiu saudades?

Reviro os olhos, abusada!

Eu: Óbvio que não, só perguntei porque preciso de um óculos novo e você me deve um!

Cara de pau: Já disse que vou começar a quitar minha dívida, mas pra isso preciso do seu endereço. Vai me dar ou não?

Nossa que apressada. Mando o endereço da escola e espero sua resposta.

Cara de pau: hmmm que coincidência estou bem perto daí...

Eu: Estarei livre em 20min.

Cara de pau: Vou estar esperando.

Volto pra sala de aula e apenas termino a questão que faltava do exercício. Arrumo minhas coisas, olho pra banca onde Camila senta, mas ela não está lá, deve ter acabado antes de mim, então olho pra o lugar onde Lauren fica e também está vazio, reviro os olhos, devem estar se comendo.

Deixo tudo pronto e quando faltam 5min entrego a folha pra professora saindo da sala em seguida. Pego meu celular e tem outra mensagem.

Cara de pau: Estou em um carro vermelho, é o único dessa cor aqui na frente.

Por um momento pensei em desistir, e se ela estivesse Armando com as amigas pra descontarem?

Eu: Não vai me sequestrar ne? Nem tá Armando nada! Porque se estiver, eu juro que vai se arrepender Maia!

Cara de pau: Eu tenho cara de quem arma algo? O que eu quero eu vou e faço não fico de rodeios.

Cara de pau: Vem até aqui, a gente sai, conversa e se mesmo assim não se sentir confortável eu prometo deixar você onde quiser.

Mordo os lábios apreensiva, eu deveria odiá-la, mas por que diabos eu não consigo?

Saio a passos largos da escola sem olhar pra trás, o carro está parado na entrada como ela falou, me aproximo e o vidro baixa lentamente revelando uma garota bem diferente da que me jogou na areia.

Ela veste uma regata branca que combina perfeitamente com sua calça colada preta com rasgos no joelho. Sua pele bronzeada faz um contraste perfeito com seu cabelo preto. 

— Vai ficar aí parada? Pode entrar eu não mordo.— ela se estica abrindo a porta e entro no carro.

Automaticamente seu cheiro me invade, nossa... tenho que admitir bom gosto pra perfume ela tem.

Ela se vira pra mim — Eu não vou fazer nada que não queira está bem? — ela beija os dedos cruzando-os. Então percebo, seus olhos uma mistura de verde e castanho... no mínimo intrigantes.

— Eu sei que sou bonita, pode ficar me olhando sempre que quiser. — ela pisca e então percebo que estava encarando- a por tempo de mais.

— Não seja convencida! — coloco o cinto e ela dá partida.

— Então pra onde vamos primeiro? — ela fala sem tirar os olhos da estrada.

— Temos um roteiro? — pergunto curiosa.

— Claro que temos! — ela sorrir e tenho que adicionar isso também na lista das coisas bonitas nela.

Mas espera aí, como assim eu fiz uma lista? Não creio!

— Então por que me perguntou se já tinha tudo planejado? — ela se concentra em uma curva antes de falar.

— Porque sua vontade é uma prioridade. — coro involuntariamente.

Como assim prioridade pra ela?

— O que quer dizer com isso?

— Exatamente o que você ouviu — paramos em um sinal e ela me olha. — Eu sei que você não confia em mim, então mesmo já tendo planejado algo eu posso jogar tudo pra o alto se você quiser, já disse que não vou fazer nada que não queira. — o sinal abre e ela volta atenção no caminho.

Nossa... ela é boa com as palavras... Tá legal, eu gostei do fato dela se importar com o que eu quero não vou mentir.

—Certo... Então o que você planejou? — ela sorrir de canto e morde os lábios, merda... por que isso me afeta tanto?

— Vamos comprar seu óculos que tal? — sua cabeça pende pra o lado divertida e sorrio.

— Ahhh então ela sabe sorrir — desfaço na hora.

— Por que parou? Seu sorriso é lindo. — coro de novo, mas que porra! Para de corar Hanna!

— Você não merece sorrisos, ainda me sinto ardida pelo que você fez! — ao em vez de se irritar sua expressão muda pra uma cara safada, aí meu deus! O que falei deu a entender que... céus!

Ela me encara risonha — Prometo que da próxima vez você vai sentir outras coisas. — Que abusada!

— Pode parar! Você entendeu muito bem o que eu quis dizer e pode tirando esse sorrisinho porque eu nunca transaria com você!

— Então você pensou em transar comigo? — ela levanta uma sobrancelha


Continua...


Notas Finais


E aí como será esse passeio?
Essas duas viu.
Até o próximo!


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