História The Fruit Of a Betrayal - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Lesbicas, Revelaçoes, Romance, Traição
Visualizações 35
Palavras 1.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente!
Espero que gostem deste capítulo, nos vemos lá em baixo.

Capítulo 10 - Capítulo 9


 

POV Alice 

 

Acordo um tanto desnorteada, tentando descobrir onde eu estava. Reconheço o ambiente hospitalar, logo suspirando em satisfação ao ver que a minha barriga de sete meses continuava intacta, levo minha mão até a mesma, acariciando com carinho e sentindo a pequena garota chutar em resposta.

Volto a passar  meus olhos pelo quarto, ficando tensa ao encontrar os olhos da Laura, que me encarava um tanto avaliativa.

- Você está bem?

Ouço a mesma perguntar, ainda me encarando. Suspiro baixinho, me aconchegando entre os travesseiros.

- Estou! Obrigada por perguntar. O que aconteceu? Está tudo bem com a Lauren?

Agradeço, logo ficando preocupada, notando minha voz um tanto rouca. Sento na cama com cuidado, levando o olhar até os fios conectados em meu braço. Vejo a Laura se aproximar um tanto receosa,  parando ao lado esquerdo da cama e sentando próxima aos meus pés.

- Você acabou desmaiando durante a discussão e eu tive que lhe trazer até o hospital. Você  teve um pequeno sangramento, mas o bebê está bem, só tens que tomar bastante cuidado ou a pequenina aqui poderá nascer mais cedo.   

Ouço a mesma falar e acariciar meu ventre logo em seguida. Sinto a Lauren chutar novamente, fazendo a loira em minha frente me olhar animada.

- Isso é tão legal. Qual a sensação?

Suspiro baixinho ao ouvir a pergunta, ainda sentindo a mão da Laura repousada em minha barriga.

- Saber que está gerando uma vida aqui dentro é algo mágico e  inexplicável. Ela é o único motivo que tenho para viver, gostaria que minha gravidez tivesse acontecido de um jeito menos trágico e em um momento mais tranqüilo. Mas, de qualquer forma, ela é tudo o que tenho agora.

Falo baixinho, logo sorrindo levemente, vendo a loira abaixar a cabeça e suspirar.

- Eu sei que a sua vida não tem sido fácil e peço desculpas por isso... Por fazer- lá ficar ainda mais difícil. Você e a garotinha precisam de cuidados e atenção, e eu só fiz te prejudicar ainda mais quando falei aquelas coisas dentro da sorveteria. Eu só tenho feito besteiras ultimamente.

Franzo o cenho ao ouvir tudo o que a mesma estava dizendo, logo balançando a cabeça em negativo.

- Sabe o que está sendo difícil, Laura? Ninguém me deixar explicar, ninguém acreditar no que eu digo. Principalmente você, que dizia me conhecer e amar tanto. A Mell foi a única que me estendeu a mão, que cuidou de mim. Você não me deixou dizer uma palavra, e ainda me difamou perante meus amigos e família, e então agora vem me pedir desculpas, como se isso fosse fazer as coisas voltarem a ser como antes, em um passe de mágica? O que seu irmão fez comigo me marcou, Laura. E o seu desprezo, palavras e descrença me marcaram mais ainda.

Falo com pesar, vendo a mulher passar as mãos no cabelo e levantar da cama.

- Você não entende o quão difícil é, Alice. O quão difícil foi achar que você me traiu e agora saber que foi estuprada, que o meu irmão violentou você e de brinde te engravidou. Porra, tenta entender, é muita coisa para ser digerida.

Desvio o olhar da mesma ao ouvir tudo o que diz, logo passando as mãos por meu rosto, tentando raciocinar direito.

- Foi naquele dia que fomos até a casa dos seus pais e eu tive que ir ao banheiro. Ele me puxou para dentro da despensa e disse que era pra eu ficar quieta.

Falo, sentindo as lágrimas escorrerem por meu rosto. Volto a te olhar, vendo você por as mãos na cabeça, me lançando um olhar perdido.

- Por isso que começou a evitar meus toques e usar roupas que cobrissem todo o seu corpo?

Balanço a cabeça em positivo, vendo a loira desmoronar em um choro sentido.

- Eu estava muito marcada e não sabia o que fazer. Só conseguia ver o que aconteceu e ouvir o que foi dito. Eu sonhava com o acontecido toda noite, sentia as mãos em todo o meu corpo.

Falo entre os soluços, vendo a loira vir até mim, me tomando em um abraço protetor, afagando meus cabelos com delicadeza.

- Eu sinto muito, Ali! Admito que sou uma grande idiota, deveria ter deixado você explicar, deveria ter apoiado você no momento que mais precisou de mim. Me perdoa por tudo o que eu disse. Eu só conseguia sentir raiva por não ter mais você junto a mim, por ter te perdido. Me desculpa.

Ouço a mesma falar, logo tomando meu rosto entre as mãos, acariciando o mesmo.

- Tudo bem, Laur. Você não tem culpa de nada, eu que não deveria ter ido ao banheiro sozinha aos notar como ele me olhava. Deveria ter falado com você, mas fiquei receosa, ele era seu irmão, não seria algo fácil pra dizer.

Suspiro baixinho, tentando acalmar minha respiração, descansando uma das minhas mãos em minha barriga.

- Eu quero cuidar de vocês duas. Você tem que ficar de repouso a partir de hoje, não podemos facilitar. Volte para casa.

Volto a deitar na cama, segurando uma das mãos da loira com minha mão livre, olhando-a receosa.

- Eu não acho uma boa idéia. Não quero que faça nada pra mim ou para a Lauren por pena, ou remorso.

 Falo baixinho, logo fechando os olhos ao sentir a leve carícia em meu rosto.

- Eu estou fazendo isso porque amo você,  e a quero segura. Você e a Lauren não podem se submeter a tanto esforço e estresse. Me deixe consertar os meus erros e reconstruir o nosso relacionamento.

Olho um tanto surpresa para a mulher em minha frente, logo  sorrindo largo e apertando a mão dela, acariciando – a com delicadeza.

- Eu te amo muito, Laur. E aceito o convite.

Falo, logo vendo a Laura suspirar aliviada e me puxar para um abraço apertado.

- Você não sabe o quanto sofri todos esses meses, o quanto senti sua falta.

Acaricio as costas da mulher em meus braços, beijando sua testa logo em seguida.

- Eu sofri tanto quanto você, mas, agora não há porque continuar sofrendo. Tudo vai se ajeitar, eu prometo.

Falo baixinho, logo ouvindo uma leve batida na porta, vendo uma mulher alta passar por ela com uma prancheta em mãos.

- Desculpe interromper, senhoritas. Vim ver se a paciente já está recuperado. Os exames já estão prontos, apenas vou checar a senhorita Alice e o bebe, para que possam ir embora.

Solto a Laura do abraço, logo sorrindo para a médica, prestando atenção nos procedimentos e precauções que deveriam ser tomadas nesta fase da gravidez. 


Notas Finais


Fiquem a vontade para me mandar mensagens.
E me sigam no Twitter @_Saafh
Até o próximo capítulo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...