História The Perfect Unhelpful Yoda - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Os 13 Porquês (13 Reasons Why)
Personagens Clay Jensen, Tony Padilla
Tags Clay Jensen, Clayxtony, Clony, Tony Padilla
Visualizações 139
Palavras 3.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, tudo bom com vcs? Comigo está tudo péssimo -qq

Bem, várias coisas estão acontecendo na minha vida tudo ao mesmo tempo, e isso já vem me cansando desde o começo, mas não se preocupem, não vou deixar de postar as fica pra vcs, é algo que eu amei fazer e não vou desistir, só não garanto EPs todos os dias, está tudo corrido, espero que entendam...

Bora pra fic!

Capítulo 10 - Revelações


POV Clay

Já era 17:05 naquela tarde entediante, eu esperava ansiosamente Tony chegar para fazermos qualquer coisa, mas meus pensamentos não estavam somente no garoto. Eu estava deitado na minha cama pescando algumas memorias vagas que agora vinham de volta para minha mente antes do hospital. Eu lembrei de Brad. Não era o que eu queria lembrar no momento, mas as memorias vieram nítidas e eu pude lembrar das suas palavras.

“Ninguém me trai Jensen”, “Você vai pagar”

O que ele quis dizer com trair? Ele achou que Tony estava o traindo comigo enquanto eles estavam juntos? Mas os dois terminaram, e quem traiu o Tony foi ele mesmo. Como um ser hipócrita fala que irei pagar? O que eu irei pagar?

Minha cabeça martelava, mas eu não me preocupei com as ameaças de Brad, minha cabeça agora recuou para Tony, o jeito que ele cuidou de mim durante o hospital, a maneira que ele derramou suas lágrimas por mim. Eu podia sentir o amor que ele me passava a cada toque nosso.

Meus pensamentos foram interrompidos por ruídos de buzina na rua, logo reconheci o som familiar, era o Mustang do meu Yoda que já havia chegado.

Abro a porta do meu quarto e desço as escadas rapidamente, minha mãe estava sentada no sofá mexendo em algo no seu celular, passo direto por ela para não chamar a atenção e abro a porta da entrada

Lá estava ele escorado no seu carro, sua pele morena refletida pelo sol, seus olhos mesclados em mim e um sorriso de um canto até outro em sua boca.

Ele se aproximou a passos lentos e me abraçou com força, eu senti suas mãos pousarem nas minhas costas fazendo movimentos suaves. Ele se separou e me beijou docemente.

- Estava com saudades Clay – sussurrou no meu ouvido fazendo eu me arrepiar

- Eu também Yoda – sussurro agarrando em suas mãos – Vamos entrar e fazer qualquer coisa – digo com um sorriso safado na cara, cheio de segundas intenções

- O que você quer dizer com “qualquer coisa”? – me pergunta com seu olhar cínico

- Você não quer descobrir? – deslizei meus dedos em sobre seu peito fazendo movimentos circulares, ele apenas sorri e me beija novamente.

- Okay, vamos?

- Vamos – afirmo voltando para porta da entrada ainda de mão dadas a ele.

Adentramos a casa e íamos direto para o quarto, quando minha mãe me chama da sala de estar. Eu aproximo a passos lerdos sem ânimo para debates, certeza que ela viu Tony e iria indaga-lo sobre o ocorrido com Brad. Eu e o garoto ficamos de frente a ela, sinto Tony deslizar seus dedos separando nossas mãos dadas, eu olhei para ele mas voltei minha atenção para a minha mãe, que estava com um olhar sério

- Tony! Bom te ver aqui – ela iniciou e pausou dando um sorriso curto – Bem, já que você veio, pode me dizer porque seu ex-namorado bateu no Clay? – ela indaga o garoto cruzando os braços

Eu olhei para minha mãe com um olhar ríspido, mas acho que ela não notou, com sua atenção só em Tony

- Olá Sra. Jensen... bem, eu estava na cozinha enquanto Clay foi abrir a porta, Brad viu ele na minha casa e ficou com ciúmes dele... Eu fui até a sala para ver quem era e vi Clay já caído no chão, eu revidei socos no Brad e ajudei o Jensen levando ele pro hospital – ele pausou dando um suspiro – Eu não sei porque diabos Brad foi na minha casa, mas meus irmãos já estão atrás dele para ele pagar pelo o que fez – disse o garoto com uma voz mais abatida.

- Mãe, eu já expliquei isso para você, não sei porque ainda insiste no assunto – digo para ela com o mesmo olhar ríspido de antes

Ela revira seus olhos e volta para nós dois analisando cada um com seu olhar sério.

- Garotos, não tenho nada contra vocês quererem passar seus tempos juntos, mas quero saber toda a verdade quando algo desse tipo acontece – ela desabafa relaxando seus braços.

- Eu já disse a verdade, acredite se você quiser – suspiro já pronto para me voltar as escadas.

- Mas então por que Brad teria ciúmes de você Clay? – ela pergunta me fazendo virar para ela, naquele momento não me importei mais sobre ela saber ou não de mim e Tony.

- Porque... – eu fui cortado por Tony, acho que ele sabia que eu iria revelar algo pelo meu tom de voz

- Porque ele é louco Sra. Jensen – Tony disse me dando um olhar fixo, mas retornou para minha mãe – Mas eu prometo que isso não irá se repetir – o garoto disse pondo forças nas palavras.

Minha mãe fica alguns segundos em silencio, e então solta uma respiração em forma de alivio, ou cansaço, não consegui identificar

- Ok garotos... apenas... se cuidem melhor – ela suspira – Bem Tony... acho que você vai dormir aqui, certo? – ela pergunta com os olhos no relógio

- Sim... Clay me convidou para dormir... – o garoto conclui com a voz recatada.

- Tudo bem Tony... Bem rapazes, o jantar vai ficar pronto daqui a pouco, quando estiver pronto eu chamo vocês – disse indo em direção a cozinha.

Eu retornei para o garoto ao meu lado, que permanecia com um sorriso fechado depois da discussão, ergui minha mão próxima a dele e a seguro novamente. Ele olha para nossas mãos juntas e volta para um encontro de olhares que se misturam com nossos sorrisos, eu senti a necessidade de beijar ele ali, mas era muito arriscado com minha mãe por perto.

- Ei, Yoda... subir, agora – ordeno em um murmuro baixo chegando bem próximo de seu rosto, mas desviando para as escadas.

Subimos em passos rápidos até meu quarto, entrei e fechei a porta, logo senti seus braços passarem por minhas costas, um beijo voraz se avança em meus lábios fazendo todos os músculos da minha língua se exercitarem.

Tony me agarrou pela cintura pousando suas mãos em meus glúteos me levanto até a minha cama, juro que tropecei duas vezes tentando achar o caminho, mas logo me deitei no colchão.

Ele sobrepôs seu peito sobre o meu e se deitou sobre mim sem largar nossos lábios, senti meu corpo se acender enquanto ele passava sua mão em meu peito, mas só deixei nossos movimentos fluir suavemente.

Ele então sela nosso beijo e passa sua mão sobre meu rosto

- Clay... eu não quero continuar enganando sua mãe... – ele murmura olhando em meus olhos.

- Yoda, como você está enganando ela? – pergunto dando um riso debochado.

- Ela precisa saber que nós estamos namorando – ele pausa fazendo carinhos em meu rosto – Pelo menos você já contou sobre sua sexualidade?

Eu dou um olhar pensativo para ele, e eu havia me esquecido sobre essa coisa de sexualidade, mal havia pensado em tudo que estava acontecendo ultimamente, eu estava com um homem na minha cama agora, mas não pensava desse jeito, pensava que ele era apenas um ser humano que eu amava. Não que meu Yoda era só um simples ser humano, mas não ligava para seu gênero, eu o amava pelo que ele era e por tudo que passamos juntos.

Tony era o primeiro homem que eu havia namorado, mas não significava que era o primeiro que eu havia olhado, não é atoa que rumores sobre eu ser gay havia surgido durante o primeiro ano. Porém eu já tinha me relacionado com garotas, Hannah, Sheri, e eu não gostava delas por suas aparências, e sim pelas pessoas maravilhosas que elas eram. Então eu não me considerava um garoto gay, talvez bissexual, ou certeza.

- Ei bebê, no que você está pensando? – me volto com mais carinhos do Yoda.

- Ah... bem Tony... estava pensando no que você disse – pauso encarando seus olhos – Eu acho que sou bi – concluo empinando meus lábios.

- E desde quando você se descobriu bi? – ele me questiona saindo de cima de mim e sentando ao meu lado

Eu demorei alguns segundos para responder a pergunta, eu me ergui na cama olhando para ele e lembrando sobre os fatos que já vivenciei.

- Eu já havia olhado para alguns rapazes, mas nunca deixei de sentir atração por meninas, não atração por peitos e bundas, mas sim pelo caráter. – pauso pegando na sua mão - E você Yoda, eu sempre amei estar contigo, eu consegui despertar meus sentimentos reais quando eu beijei você, consegui me descobrir tendo mais certeza do que eu sou.

Ele me dá alguns olhares melosos, e me abre um sorriso largo.

- Clay, você quer contar isso para sua mãe? – ele pergunta maleando minha mão

- Não sei Tony... e se... e se ela não me aceitar ou não aceitar nosso relacionamento? – indago com a voz cabisbaixa, eu não queria estragar minha relação por uma mãe preconceituosa

- Clay, eu não acho que sua mãe seja uma pessoa preconceituosa... Se ela fosse, acho que ela não deixaria você ter um amigo gay dormindo com você. – ele conclui rindo baixo, eu dou outra risada entendendo o ponto de vista, realmente minha mãe do jeito que é toda protetora não deixaria Tony entrar em casa se fosse homofóbica, com medo de ele me "influenciar" em algo.

- Você tem razão Yoda... acho que devo contar isso logo, não quero ter que ficar escondendo que estamos juntos – digo abrindo um sorriso para ele.

Ele chega mais próximo de mim e estimula seus lábios contra o meu, e então eu selo delicadamente.

- Tony... você pode me ajudar... a contar para minha mãe... sobre nós? – murmuro colocando meus olhos para baixo.

O garoto traz seus dedos até meu queixo, inclinando minha cabeça e fazendo nossos olhares se encontrarem, ele raspa seus beiços no meu e me dá um beijo leve.

- Ei, estamos nessa relação juntos, claro que ajudo você a contar... Sempre... lembra?

Eu dou um sorrio aberto olhando em seu olhar meigo que estava em meus lábios.

- Sempre, Yoda – pauso dando um selinho – Eu te amo Tony

- Eu te amo Clay – ele murmura em meu ouvido

Voltamos aos nossos amassos quentes como uma lareira, eu amava o jeito que Tony movia sua língua contra a minha, como tocava carinhosamente em meu corpo.

As coisas estavam começando a esquentar quando ele voltou a pressionar seu corpo contra o meu na cama, tomando a liderança em cima de mim.

Ele começou a tirar meu casaco azul e eu o ajudei em meio aos beijos, retirei sua jaqueta de couro jogando ela no chão e passando minhas mãos por dentro de sua camisa.

- Clay... – o garoto murmura em meio a gemidos – Seus pais estão em casa...

- Hmmf... por que você tinha que me lembrar Yoda?

Ele não precisou me lembrar, porque após minha pergunta ouvimos alguém batendo na porta do quarto. O garoto se debruça rapidamente de mim enquanto eu pego meu casaco ao meu lado

- Garotos, o jantar está na mesa – a voz ecoa do lado de fora da porta, a voz do meu pai.

- Estamos indo – grito brevemente para ele não precisar entrar no meu quarto

Eu podia ver Tony segurando o riso vendo eu vestir meu casaco apressadamente.

- Yoda inútil – resmungo rindo junto com ele.

Ele se aproxima e agarra minhas mãos, me dá um olhar confiante, mantenho o sorriso na boca

- Você está pronto?

Eu aceno a cabeça com um frio na barriga surgindo, estava preocupado com a dose de ansiedade que vinha pela frente, mas me senti mais seguro com a determinação no olhar do Tony e sabia que ele estaria comigo.

Então saímos do quarto e descemos as escadas indo até a sala de jantar. A mesa já estava arrumada e o cheiro estava incrível, meus pais já estavam sentados, um ao lado do outro cochichando algo, até que nos viram e se calaram dando um olhar surpreso

- Sentem-se garotos – anuncia meu pai – Temos rosbifes e lasanha para hoje

Lancei um sorriso de relance até ele, me virei e sentei na outra ponta da mesa, logo Tony me acompanhou e assentou do meu lado.

Foram uma troca de colheres para cada um se servir, até que por iniciativa da minha mãe, uma conversa espontânea começa

- Bem Tony... vocês só têm mais alguns meses para decidirem suas faculdades, você pretende fazer o quê? – pergunta mexendo seus talheres

Ele termina de mastigar voltando seu olhar para a senhora que o encarava minunciosamente

- Eu não pretendo fazer uma faculdade Sra. Jensen, eu tenho habilidades e acho que quero seguir os negócios do meu pai.

Eu dou um olhar incrédulo para Tony, eu imaginava que ele poderia me acompanhar para alguma faculdade juntos e sair dessa cidade para começarmos uma vida longe daqui.

Meu olhar não era o único viscoso, minha mãe analisou Tony com desconfiança

- Tony, mas você pode melhorar suas habilidades, você não acha que uma faculdade de engenharia mecânica não seria uma boa? – meu pai indaga erguendo seu garfo

O garoto olha para meu pai levantando a sombrancelha, até eu achei que uma boa ideia, um diploma vale mais que habilidades

- Bem Sr. Jensen, eu não havia pensado nessa opção, talvez sim, quem sabe. Só afirmo que não preciso de um diploma ou quatro anos de perda de tempo para me garantir.

- Talvez um diploma te dê outros empregos fora dessa cidade – murmuro mastigando com um tom hostil, consigo ver seus olhos me encarando com descrença

- Bem... – meu pai inicia depois de notar o clima entre nós – E você Clay? Ainda pretende ser arqueólogo?

- Nossa, vejo que você lembrou de algo que eu quis ser lá na sexta série – digo dando um riso debochado – Mas não, acho que quero cursar medicina ou veterinária.

Notei que meu pai deu um breve suspiro depois do debate, acho que ele ficou sentido por não saber nem o que eu desejo no meu futuro, mas afinal de contas, ele nunca me perguntou, nunca me deu a devida atenção quando conversava com ele.

Ele não era um pai ruim, mas também não era um pai de honra ao mérito, que realmente se importava com seu filho, era bem rara as vezes que ele se preocupava comigo, tanto em vários fatores, na escola, em casa... Mas eu o amava e gostava da “liberdade” que ele me dera, que me tornou minha mãe muito mais próxima de mim.

Foram mais alguns assuntos obsoletos durante a refeição até que todos se encontraram servidos, inclusive eu que já havia terminado o terceiro pedaço de lasanha.

Meus pais se serviram enchendo mais uma taça de vinho espumante enquanto eu e Tony apenas ficamos com nossos refrigerante. Então sinto uma mão tocando a minha, que estava embaixo da mesa descansada nas minhas coxas.

Sinto a mão massagear a minha, desviando meu olhar para o garoto ao meu lado, ele estava me fixando com seu olhar, com um sorriso fechado em seu rosto, demonstrando leveza em sua feição

- Tá pronto? – ele murmurou somente para que eu possa o ouvi-lo.

“Pronto” não era algo que eu estava, mas precisava contar logo algo que era tão natural, para mim me aceitar melhor.

Então sorri para ele acenando a cabeça, voltando a focar para meus pais do outro lado da mesa. Eu retirei minha mão direita das minhas pernas e coloquei ela sobre a mesa, mas sem desgrudar a mão de Tony. O garoto me olhou assustado com a atitude, mas apenas curvei meus lábios tentando mostrar segurança no que eu iria fazer.

- Mãe... Pai... – os dois voltaram a atenção ainda degustando suas bebidas, vejo que minha mãe notou nossas mãos entrelaçadas, mas só encarou aquilo por um momento – Nós precisamos contar algo pra vocês...

Depois das minhas palavras, ela olhou para meu pai com um olhar desconfiado, retornando para nós. O silêncio surgiu por alguns segundos, aquilo ficou um pouco desconfortável para ambos no ambiente. Eu estava prestes a abrir minha boca para soltar aquilo que estava preso na minha garganta, mas fui interrompido por Tony.

- Eu e o Clay estamos namorando – desabafou o garoto dando um breve suspiro, ele me olhou com um sorriso e voltou até meus pais, que agora estavam chocados com a notícia.

Eu analisada a situação e via as expressões de ambos do outro lado da mesa. Meu pai estava com a boca entre aberta sem reação aquela frase, enquanto minha mãe cruzou seus braços jogando olhares arregalados para nós, sua boca se abriu e fechou ao mesmo tempo, como se quisesse ter falado algo inusitado.

Ela me encarou por mais alguns segundos, e então soltou um suspiro longo, relaxando seus braços. Eu pensei que ela iria começar a gritar ou contrariar as palavras de Tony, mas não. Repentinamente ela começou a rir baixo, mas notavelmente mostrando seus dentes.

Eu realmente queria entender a reação dela, assim como todos no local, que a atenção encontrava somente nela. Ela então pausa suas risadas sorrindo até mim.

- Clay... Querido... Eu acho que já sabia disso...

Foram pequenas palavras, mas com elas minha boca se abriu, eu não podia ver minha expressão, mas tinha certeza que estava franzindo minha testa, levantando minha sobrancelha com uma certa dúvida de como ela sabia dessa informação, sendo que eu havia “descoberto” aquilo recentemente.

Me voltei a Tony, que estava mais surpreso que eu, com seus lábio longe do outro, me trocando olhares deslumbrados. Eu abri minha boca para tentar dizer algo, mas as palavras não saia da minha boca, então depois de muito esforço, eu conseguir soltar um “como” em direção a ela.

- Clay... Eu sempre achei que isso era possível, você sempre está com Tony... é Tony ali, é Tony aqui... Bem, agora eu sei o que vocês faziam nesses meio tempo – murmurou com um riso debochado olhando para baixo.

- Mãe! – exclamei chamando a atenção dela, estava começando a corar após sua frase.

- Desculpa querido – lançou risos franco – mas eu já havia uma desconfiança depois de alguns acontecimentos, quando você não parava de visitar Tony, quando você nunca namorou alguma garota, aliás a única garota que você trouxe aqui, Sheri, você fez a sair chorando – disse com a voz falha soltando alguns pequenos risos.

- Mãe! – exclamei novamente em sentido para ela parar de falar, minhas bochechas já estavam queimando pela situação. Agora não só ela, mas Tony e meu pai estavam desviando olhares segurando os risos.

- Agora é sério filho – disse cessando as risadas – Se vocês dois estão juntos, espero que sejam muito felizes, desejo tudo de bom no relacionamento, e fico mais aliviado de conhecer o namorado do meu filho, saber que ele é uma pessoa de bom coração – suspirou dando um sorriso sincero para nós dois.

Aquele momento eu me senti seguro novamente, minha mãe não reagiu de uma forma negativa a minha revelação, aquilo era motivo suficiente para meu sorriso se abrir.

- Então... vocês... me... aceitam como bi? – disse evacuando meus olhares.

- Eu achei que você era gay – murmurou meu pai com um sorriso fraco até mim

- Matt! – minha mãe exclamou rindo novamente, aquilo estava mais constrangedor do que eu pensava que seria.

- Clay... – ela voltou a mim – Por que não aceitaríamos você? Primeiro que você tem que se aceitar, não nós... e segundo que você estando feliz, isso já me alegra.

- Não importa o que você for filho, você sendo feliz no que está fazendo e não machucando ninguém ao seu redor, iremos apoiar você – meu pai suspirou em direção a mim abrindo seu sorriso que era difícil de ser aberto.

Após ouvir aquelas palavras, meus olhos brilhavam. Em vez de ser rejeitado por pais arrogantes, fui recebido com pais que realmente me amam.

Então me levantei lentamente e fui em direção a eles que também haviam se levantado. Encontrei meus braços neles e então os apertei como a felicidade estava me apertando naquele momento.

- Obrigado Pai, obrigado Mãe... Eu amo vocês

Senti o aconchego no abraço dos dois, um aconchego relaxante e acolhedor, eu estava feliz em saber que eles não deixaram de me amar por uma simples vírgula. Me soltei lentamente dos braços deles e me afastei um pouco analisando o sorriso dos dois.

- Ei, Tony, vem aqui também, agora você também é da família – exclamou meu pai olhando para o garoto que ainda estava sentado na mesa.

O garoto levanta ligeiramente e vai em direção dos meus pais, abraçando cada um com seu sorriso estampado. Ele termina e se volta ao meu lado, pegando minha mão esquerda e entrelaçadas entre meus dedos, seu sorriso fechado procramava sua felicidade.

- Obrigado Sr. e Sra. Jensen – murmurou o garoto um pouco tímido.

Tudo estava perfeito, parecia um sonho depois de tantas tragédias que havia acontecido em minha vida.

Ficamos comemorando o jantar em família até que já estava tarde da noite. Eu não precisava me preocupar com o horário, afinal estava de licença até no próximo dia com direito a um repouso, mas Tony havia aula, e mesmo com seu rosto em alegria, já apontava cansaço em seus olhos.

Passei meus dedos entre suas mãos chamando a atenção do garoto, ele se virou até mim se aconchegando no sofá em que estávamos sentado. Seu sorriso estava presente, porém exausto em sua face.

- Tony, vamos para o quarto, você está cansado e você precisa acordar cedo amanhã.

O garoto apenas acenou sua cabeça se erguendo vagarosamente do sofá, eu o acompanhei indo em direção. Meus pais que estavam conversando entre si viram nós se retirando e se despediram, eles estavam alegres demais para falar a verdade, provavelmente efeito do álcool que tomaram.

Então subimos a escada e fomos em direção para o quarto, o acompanhei de mãos dadas até chegarmos no cômodo, ele já estava cambaleando. Fechei a porta e o puxei para a cama, me sentei brevemente e ele se sentou ao meu lado. Ele me voltou com seu olhar cansado e seu sorriso, eu amava o jeito bobo que ele estava se expressando.

Eu me aproximei dele e roubei um beijo saciável de seus lábios rosados, pousei uma de minhas mãos no seu rosto e sincronizei nossas línguas em uma dança perfeita. Então separei nossos beiços e voltei a sorrir para ele, que estava com a expressão alegre mais instensa.

- Eu te amo Yoda – murmurei focando em seus olhos castanhos

Tony sorriu e me deu um selinho doce e inesperado, focando seus olhos entre abertos em meus lábios

- Eu te amo Clay – suspirou relaxando seus ombros – Mas seu Yoda precisa descansar agora – disse fazendo um biquinho único, eu ri de sua careta e acenei com a cabeça, eu não aparentava igual Tony, mas também estava cansado.

Então retirei meu tênis e joguei eles embaixo da cama, retirei minhas calças e as coloquei em cima de minha poltrona, Tony fez o mesmo e se deitou ao meu lado da cama.

Estávamos ambos somente de camisetas, cuecas e meias, um focando o outro com sorrisos bobos no rosto. O garoto se aproximou mais perto de mim levando seu braço até a minha cintura.

- Clay... Promete nunca me deixar? – murmurou o garoto já com os olhos fechados e com sua voz fraca

Acariciei o rosto do garoto abrindo um sorriso e fechando meus olhos

- Eu prometo Yoda.

Logo pude escutar um riso miúdo e após isso, somente o silêncio no quarto, já estava dormindo e sem tirar o meu sorriso da boca.


Notas Finais


O EP foi grande para desenrolar mais essa história, quero que chegue num próximo suspense logo, espero que estejam gostando!

Até a próxima!


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