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História The Rockstar - Capítulo 6


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Notas do Autor


Olá meus guaxinins!

Espero muito que estejam em casa tomando os devidos cuidados, esse vírus é mais perigoso do que parece e para não agravar a situação temos que nos cuidar.

1- lave sempre as mãos com água e sabão

2- não saia de casa, apenas para o muito exencial

3- não entre com os sapatos da rua em casa, coloque a roupa pra lavar e tome um banho rápido

4- se alimente bem e beba muita água para ajudar na sua imunidade

5- preserve a saúde mental e não veja muitas notícias

6- leia ou escreva Fanfics para passar o tempo

Vai dar tudo certo só precisamos tomar cuidado e consciência de que a coisa é seria mas podemos amenizar

Boa leitura!

Capítulo 6 - Na toca do "inimigo"


Fanfic / Fanfiction The Rockstar - Capítulo 6 - Na toca do "inimigo"

O motorista de Gray me buscou em uma praça perto de casa, mesmo que nem minha mãe, nem meu irmão estivessem em casa não queria arriscar, deixei um bilhete avisando que daria uma saída mas voltaria a tempo para fazer o jantar. A Casa de Gray fica a meia hora da minha o que me deu tempo suficiente para pensar em tudo que aconteceu, depois do choque inicial até que as meninas reagiram bem. Levy prometeu não dizer nada e ainda saiu com nossos autógrafos, ela ficou feliz da vida dizendo que só faltavam dois autógrafos para seu sonho se tornar realidade e eu prometi que a ajudaria, o bom de toda essa situação é que sinto que ganhei mais uma amiga com quem posso compartilhar meu segredo. Na saída da escola encontramos meu irmão falando com Rogue, ainda não tinha tido a oportunidade de falar com ele, mesmo antes de tudo acontecer tinha momentos em que parecia que ele não estava com a gente por conta de sua personalidade introvertida. Não trocamos mais que meia dúzia de palavras antes que o assunto morresse e ele fosse embora com Minerva, sempre achei que eles fariam um lindo casal, mas nunca aconteceu nada.

Quando o carro atravessou os portões eu pude ver a casa, ou melhor dizendo, a mansão enorme. Construída no estilo de arquitetura medieval o lugar mais parecia um castelo rodeada por um grande jardim muito bem cuidado, o motorista me deixou no pé da escadaria o logo seguiu seu caminho, subi me sentindo como uma intrusa junto com meu All Star, dei leves batidas na porta segurando a barra do meu moletom azul marinho. Não sei porque fiquei tão ansiosa afinal uma vez fui convidada para tocar para rainha no Palácio de Buckingham e não lembro de ter ficado assim.

A porta foi aberta pela última pessoa que eu esperava ver naquele momento, Natsu se encontrava em minha frente com as sobrancelhas juntas em perfeita surpresa, ficamos assim por longos segundos até que ele me puxou para dentro em um gesto nada sutil me arrastando para um escritório trancando a porta após entrar.

--- Como entrou aqui? --- seu semblante era de raiva mas ele em momento algum olhou em meus olhos --- Alguém veio com você? Me responda --- exigiu diante do meu silêncio 

--- Seu motorista me trouxe aqui, vim me encontrar com o Gray --- achei que se explicasse as coisas ele ficaria mais calmo, só que ele ficou mais furioso ainda 

--- Aquele filho da mãe! O que ele tem? --- se dirigiu a mim mas eu não compreendi o que ele quis dizer, num ato repentino de desespero de sua parte me puxou pelo pulso até que meu peito tocasse o dele --- O que ele tem que eu não tenho? --- Como que em um flash de sanidade recobrei a consciência 

--- Do que você está falando? Me solte Natsu, eu não tenho nada com ele --- não que eu me sentisse na obrigação de lhe responder mas esse parecia o jeito mais fácil de fazer com que ele me soltasse, mas ele não o fez em vez disso ele afastou a manga do meu casaco e levou seu rosto ali dando um chupão no local, quando terminou sua pose de marrento havia voltado e ele olhava satisfeito para o resultado de seu ato --- Você ficou maluco, o que pensa que está fazendo --- sorriu de um modo cafajeste 

--- Estou apenas deixando minha marca no que é meu, para que saibam que você já tem dono --- não sei se fico horrorizada ou com raiva, na dúvida escolhi os dois 

--- Eu não sou sua, então para de me tratar como se eu fosse um objeto e me solte --- me debati mas não adiantou ele era mais forte 

--- Ainda não, mas eu já disse sempre consigo o que quero 

--- O que pensa que está fazendo? Ela não é uma de suas peguetes Natsu largue-a agora mesmo --- após ouvir a voz de Gajeel meu corpo relaxou 

--- Vamos continuar essa conversa outra hora princesa --- sussurrou em meu ouvido, me largou e passou pelo "amigo" como se nada tivesse acontecido o empurrando de propósito 

Eu me encontrava assustada, já fui muito assediada por fãs mas nunca desse jeito, o que ele poderia ter feito se ninguém tivesse chegado? Fiquei totalmente indefesa perto dele, se quisesse poderia ter abusado de mim, não passo de um objeto, mais um troféu para sua coleção. Com tais pensamentos grossas lágrimas brotaram de meus olhos, sinti minha força se esvaindo a medida que meu corpo alcançava o chão, abracei minhas pernas como uma criança e era isso que eu era naquele momento nunca desejei tanto que minha mãe estivesse aqui, mas ela jamais poderia saber disso ou então nunca mais me deixaria sair de casa, meus irmãos também não eram uma opção e não queria preocupar ainda mais meus amigos. Estava confusa sem saber o que fazer diante daquela situação e para piorar a situação as lágrimas se recusavam a cessar, fiquei tão avulsa em meus pensamentos que nem reparei que ele continuava ali lenta e cautelosamente se aproximando, estava sem forças, com medo do que ele com seus quase dois metros faria comigo.

--- Você está bem? Ele machucou você? --- estava tão atordoada que demorei para entender suas palavras de preocupação e quando entendi me limitei a apenas balançar a cabeça em negação --- Então é melhor levantar --- ele estendeu a mão que peguei exitante

Enquanto levantava enxuguei as lágrimas com a manga do moletom, ele me guiou até a cozinha e me ajudou a sentar na mesa o mais confortável possível. Por incrível que pareça seu toque era suave e delicado, tão delicado que você não diria que o dono de tanta suavidade era um metaleiro cheiro de piercing com quase dois metros de altura. Aquela cena poderia ser até engraçada em qualquer outra situação, o metaleiro Gajeel da banda Dragons preparando um suco de maracujá pra mim.

--- Aqui --- colocou o copo em minha frente que eu bebi de uma vez só enquanto ele sentava na minha frente --- Está mais calma agora? --- assenti --- Ótimo, olha sobre o que aconteceu ali, eu agradeceria se a bunny gril não dissesse nada, sei que não vai acreditar mas Natsu não é de agir desse jeito, eu mesmo vou falar com ele pra que isso não se repita --- pode até parecer estranho mas eu só consegui rir com tudo que ele me disse --- O que é tão engraçado? 

--- Desculpa, é que não esperava ver esse lado sensível seu, me dando suco, defendendo seu primo, essas coisas não dá pra ver na TV --- que foi? Também sou fã --- Não vou contar, mas pra que me chamar de bunny gril? 

--- Você está usando um casaco com estampa de coelho, sua mochila e de coelho e você tem um chaveiro de cabeça de coelho na cintura --- parando pra pensar era completamente verdade --- Quer que eu continue?

--- Não precisa você me convenceu --- olhei a hora em meu celular 2:50 estava muito atrasada --- Sabe onde o Gray está? Combinamos de estudar juntos --- arqueou a sobrancelha 

--- Ele aceitou estudar com você? Que estranho ele nunca estudar

--- Acho que sou muito sortuda então, sabe onde ele está?

--- No estúdio, eu te mostro onde é

O estúdio não era tão longe dali e eu poderia ter chegado lá sozinha, mas acho que ele preferiu não arriscar por conta do ocorrido de mais cedo e eu o agradeço por isso. A casa era antiga, mas com certeza havia sido reformada o estúdio, os eletrodomésticos da cozinha e a teve da sala eram todos de última geração. Gray se encontrava concentrado afinando uma guitarra, quer dizer, não era um simples guitarra era uma Suhr Vintage azul, o som dessa guitarra é maravilhoso. Gajeel me deixou na porta do estúdio e por algum motivo ainda estou aqui parada feito uma pateta.

--- É sua? --- ele pereceu perceber minha presença e sorriu 

--- Pensei que não viria, porque demorou tanto? --- não poderia deixa que ele soubesse ou a convivência na casa seria mais difícil ainda 

--- Me atrasei mais do que esperava, sinto muito 

--- Tudo bem, não é o fim do mundo só que perdemos um bom tempo 

--- Sendo assim é melhor começarmos logo, já teve alguma idéia? --- me sentei em uma cadeira e peguei meu caderno na mochila 

--- Pode parecer estranho mas eu sentia que iria pirar se continuasse aqui, pensei em desistir de tudo a vida nas estrelas não é tão brilhante assim mas desde que conheci você sinto que alguém finalmente me entende. Acho que seria legal fazer uma música assim --- aquela revelação me surpreendeu mas eu também me sentia assim 

--- Então vamos começar 

Estávamos muito concentrados durante a primeira hora até que ele me jogou uma bolinha de papel dizendo que tinha sido sem querer, mas é claro que eu me vinguei e logo estávamos rindo juntos. Nunca terminei a letra de uma música tão rápido acho que funcionamos bem pra compor, a última coisa que faltava eram os acordes e isso ficaria por conta de Gray ainda não estou pronta pra isso.

--- Você quer tocar? --- ele perguntou depois de eu ter secado a guitarra dele o tempo todo

--- Não, não, eu não toco --- ainda não estou pronta pra isso 

--- Ok, mas... tem certeza que não quer que eu coloque seu nome na música? Você fez a maior parte da letra 

--- Não tem problema, se vocês lançarem eu prefiro ficar no anonimato --- Só precisava sentir que fiz alguma coisa ninguém precisava saber 

--- Tudo bem, mas ainda quero que você diga se gostou do resultado 

--- Mas é claro que sim, vou ajudar como puder 

--- Acho que está na hora de uma pausa são quase 4 horas, vou descer pra pegar algo pra beber, quer que eu traga alguma coisa pra você? 

--- Um suco de maracujá se possível

Assim que ele saiu fiquei sem ter o que fazer então aproveitei e dei uma olhada nos instrumentos presentes na sala e foi aí que eu vi um contrabaixo Yamaha vermelho de quatro cordas uma das melhores marcas no mercado e eu não resisti. Tinha que pelo menos pegar aquele máquina, mexi um pouco as cordas e vi que estava desafinado isso deveria ser considerado um crime, sempre tive um ótimo ouvido pra afinar instrumentos, tanto que consigo fazer isso sem a ajuda de qualquer aparelho. Estava quase terminando, aquilo era muito importante pra mim era meu primeiro contato com um instrumento depois de dois anos e como senti falta disso, sentir a vibração das cordas, o toque, a textura e as curvas dos instrumentos era algo mágico pra mim. Quando terminei com o baixo resolvi experimentar uma guitarra ibanez metálica que estava um pouco desafinada mas nada tão grave quanto o baixo o que foi bem rápido até. Apesar de todos os instrumentos serem demais foi só quando eu vi aquele violão Tagima pendurado na parede que tive vontade de cantar e não esperei nem um segundo, estava um pouco enferrujada mas mesmo assim nunca esqueci como tocar.

Escolhi para contar, uma música que minha prima cantava pra mim quando era mais nova, ela sempre me incentivou a seguir meus sonhos, sempre muito inteligente mesmo sendo só quatro anos mais velha. Perdemos contato quando ele foi fazer faculdade fora, não tenho fotos daquela época só a música, é minha única lembrança dela e é a primeira vez que toco na violão. 

Uma canção pra mim

Se sob esse chão
De uma mina brota um rio
E ela é invisível
Como o vento, o som e o friu
O sopro de uma brisa
Insiste em me dizer
Que o que é real, nem sempre é o que se vê

Pra mim tem que acreditar
Milagres só vem de sonhos sem fim
E assim, você vai cantar enfim
Uma canção pra mim

Não dá pra expor em palavras a alegria que eu sinto nesse momento, ainda não consigo tocar na frente de outras pessoas mas isso já é um começo. Gray está demorando, o que será que aconteceu? Acho melhor ir procura-lo antes que eu comece a tocar bateria também.

Não tinha muita opção a não ser ir para cozinha afinal é um dos poucos lugares que eu conheço na casa, ouvi de lá vozes animadas dentre elas uma doce voz feminina que me parecia familiar, entrei na cozinha e paralisei, aqueles cabelos rosa não podiam ser verdade pensei que nunca mais a veria de novo.

--- Ah Lucy desculpe o atraso, mas o lanche da Virgo é o melhor do mundo, você tem que provar --- eu sei que é, porque sou a maior fã dela, fiquei com tanta saudade

--- A quanto tempo Hime-sama --- não importa o quanto eu peça ela sempre vai me chamar assim e sempre fico com raiva mas hoje apenas fiquei feliz 

--- Não sabe o quanto senti sua falta --- lhe dei um abraço apertado --- Pensei que você estava em Nova Iorque

--- Seu pai me dispensou quando você foi embora --- ela percebeu o que tinha dito e que os meninos ficaram curiosos, mas agora já era tarde --- Como vai a dona Layla?

--- Vai bem --- Virgo era a empregada da família que cuidava de mim

--- Peraí, vocês se conhecem --- o que tem te delicado é deficiente de massa encefálica, mas seria educada

--- Sim, era a babá da senhorita Lucy e seu irmão, como vai o senhor Sting? --- Virgo sempre gostou muito do meu irmão apesar de Sting ser uma peste quando criança

--- O mesmo de sempre, voltamos a morar juntos agora, minha mãe vai adorar te ver passe lá em casa qualquer dia desses --- tentei ser o mais sucinta possível, não que eu não confie na Virgo mas não quero ter telespectadores na nossa conversa

--- Vou adorar --- sorri, passar um tempo com ela depois de tantos anos seria nostálgico

--- Pensei que você trabalhava para um grande empresário do ramo musical --- Jellal surgiu com uma informação delicada, iria responder quem meu pai era quando ouvimos uma voz da sala

--- Meninos preciso falar com vocês sobre as novas músicas --- era um tom familiar que por algum motivo não sabia identificar o por quê

Um homem robusto e musculoso entrou na cozinha, os traços do seu rosto eram bem rústicos combinados com seus cabelos vermelhos que contornava seu rosto juntamente com uma barba por fazer e olhos verdes que lhe davam um certo chame. Com certeza sua presença era imponente.

--- E quem seria você? Outra ficante? Já está na hora de ir embora

Com certeza não esperava menos daquele homem, só não pensei que ficaria tão indefesa e sem saber o que fazer.

--- Ela é uma professora particular, eu a contratei senhor, para ajudar os meninos nos estudos. A melhor aluna da escola deles senhor

--- Qual o seu nome garota?

--- Lucy Ashley, senhor

--- E você é boa mesmo?

--- Sim senhor --- me senti em um interrogatório

--- Vou pagar você por aula dada e é claro que não preciso te lembrar que é necessário sigilo absoluto

--- Claro senhor

--- Ótimo, então você começa amanhã, o motorista vai leva-la até sua casa

--- Não precisa eu a levo --- Gray disse pegando as chaves de alguma coisa numa espécie de fruteira no meio da ilha da cozinha --- Vamos Lucy

Sem muito o que fazer o segui até a garagem. Era uma enorme garagem subterrânea com mais de vinte carros só que enquanto eu me distraía com isso ele chegou pilotando uma moto.

--- Espero que goste de andar de moto

--- Pra sua sorte eu gosto sim --- peguei o capacete e montei em sua garupa --- Sabe onde é minha casa?

--- Bom... vamos fazer uma parada antes, então tenho tempo pra descobrir

--- O quê?

--- É melhor se segurar

E assim ele acelerou e saímos da mansão por uma saída "secreta", não acredito que estou na garupa de um play boy indo pra um lugar que não faço a mínima ideia. Era uma ótima sensação, parecida com a que eu tinha antes de subir em um palco.


Notas Finais


Link da música
https://youtu.be/7r-XKlzhQRE

Sei que esse ficou um pouco pequeno, mas eu já escrevi o próximo e estarei postando daqui a um ou dois dias


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