História The Selection - Capítulo 2


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Categorias A Seleção, Reign
Personagens Personagens Originais
Visualizações 5
Palavras 1.434
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada a todos que estão acompanhando.

Boa leitura.

Capítulo 2 - A criança


- Uma lista? – eu bufava olhando incrédulo o meu pai em seu escritório.

- Sim uma lista, as candidatas terão que cumprir testes e as que menos chamarem nossa atenção voltarão para casa – ele dizia calmamente.

- A que menos chamar MINHA atenção – fiz questão de enfatizar o minha – Ela será minha noiva e tem que ser de meu agrado, não do seu. Esse foi nosso acordo.

- Que seja John, essa partezinha fútil da paquera pouco me importa – sorriu sarcástico – Apenas desejo que ela cumpra os testes.

- Novamente – já disse com as mãos no rosto – Isso sou eu que decido – me levantei e fui me dirigindo para a porta.

- Meu querido – ele se levantou – A seleção até pode ser sua, o coração até pode ser seu, mas não se esqueça que o reino é meu – colocou a mão em meu ombro – Se ela for tão boa para conquistar seu coração tenho certeza que será boa para passar no que for preciso – ele então abriu a porta de seu escritório para que eu passasse – De uma lida com calma e depois conversamos – me entregou um papel dobrado no meio no qual guardei no bolso.

Sai do escritório do meu pai furioso e comecei a me dirigir ao elevador, apertando o botão T que me levaria ao jardim, aonde provavelmente eu encontraria minha mãe, eu precisava saber a opinião dela sobre isso, quando paramos no segundo andar, eu vinha do último que no caso era o quinto.

- Majestade – o Dr. Sulivan se referenciou quando a porta se abriu

- Olá doutor – sorri simpaticamente - Como anda nosso processo? – olhe de canto para o mesmo.

- Já esta pronto – ele me encarou – Se quiser podemos ir ver isso agora – eu assenti.

- Com certeza – peguei o celular – Irei pedir que Isabel encontre conosco lá – ele concordou e logo descemos no térreo e fomos para seu consultório. Isabel chegou cerca de vinte minutos depois, eu estava sentado em uma das poltronas com um papel a minha frente e mesma se sentou ao meu lado.

- Vamos logo com isso – disse ríspido.

- O teste deu positivo – ele nos olhou – Tanto o da gravidez quando o de paternidade – se encolheu na cadeira – Eu devo dar os parabéns?

- Eu sabia – encarei a mesma que estava vermelha – Eu sabia que era seu filho – ela pulou para me abraçar e eu afastei a mesma.

- Isso deve estar errado – falei pegando o papel das mãos do médico e olhando o positivo no canto inferior esquerdo - Eu estou muito fodido.

- Iremos nos casar? –ela perguntou eufórica - Imagina que lindo ‘’Princesa Isabel e o herdeiro do trono inglês’’ – ela sorria.

- Você esta maluca, não? – comecei a gargalhar – Não acredito que um mínimo instante passou pela sua cabeça que ficaríamos juntos – seu sorriso se desfez.

- Mas John... - eu a interrompi.

- Mas nada, minha seleção está prestes a acontecer, as dez mulheres mais lindas e gostosas do mundo estão vindo me disputar e você acha que vou ficar com você? Uma criada? – seus olhos estavam cheios de lágrimas e eu não me importava nem um pouco – Essa criança vai nascer e vai ter tudo do bom e do melhor, não entrará na linha de sucessão lógico, já que será um bastardo, mas eu irei criar – me levantei – Informarei o rei sobre as atuais mudanças e vou lhe procurar – ela me olhava incrédula – Cuide de nosso filho.

Eu estava muito, mas muito fodido, durante todo o caminho até o jardim eu só conseguia pensar em toda a merda que meu pai falaria, e em como isso mudaria minha vida, eu fui tão irresponsável que eu mesmo me odiava.

- Querido – minha mãe disse assim que cruzei o jardim – Junte-se a nós.

- Madames – cumprimentei as suas damas de companhia.

- Majestade – elas falaram em coro.

- Como foi à conversa com seu pai? – minha mãe me perguntou. Ela era de uma calma e delicadeza que seu tom de voz era o único que me tranqüilizava.

- Poderia ter sido melhor – me sentei ao se lado.

- Logo as coisas se ajeitão querido – ela colocou a mão em meus cabelos – Meu menininho – sorriu.

-Chá senhor? – um mordomo apareceu com um bule na mão.

- Sim, obrigado – e o mesmo me serviu. Levei o chá na boca e estava delicioso – Mãe – disse me levantando – Me acompanhe até o escritório do papai, temos assuntos a resolver.

- Claro – ela levantou dando licença as suas damas e dei meu braço para mesma segurar.

- Isabel está esperando um filho meu – eu sussurrei e pude ver a expressão de surpresa em seu rosto.

-Ah... - ela se calou, acho que não encontrou as palavras para a situação – Bom – ela tossiu limpando a garganta – Isabel é aquela moça que trabalha para nós?

- Sim, aquela criada com quem eu me relacionava às vezes – ela me encarou.

- Querido, você sabe o quão importante é se prevenir, tão como para doenças, como para esse tipo de situação – chegamos ao elevador e apertei o botão de numero cinco – O que pretende fazer?

- Eu não sei mãe – olhei preocupado para ela – Eu só tenho vinte e um e não quero ser pai – deitei a cabeça em seu ombro e logo a porta abriu indicando que chegamos.

Caminhei com ela pelo extenso corredor, ambos em silencio e então chegando ao escritório bati na porta de meu pai, que logo foi aberta por um criado.

- John? – meu pai olhou para nós – Oh...Laura – ele beijou o todo da cabeça de minha mãe – O que houve?

- Vou direto ao assunto – me sentei no sofá – Eu me relaciono com as criadas, damas, e metade deste palácio e você sabe –ele me olhou sem entender – Isabel, uma das criadas está esperando um filho meu.

- Como? – pela primeira vez meu pai pareceu surpreso com algo que eu disse, acredite é muito difícil impressioná-lo seja com algo bom ou ruim – Digo, vamos confirma essa história – ele se ajeitou – Um teste de paternidade é o correto - ele foi em direção ao telefone, para provavelmente mandar alguém chamar o Dr. Sulivan.

-Eu já fiz um pai – ele então desligou o telefone –Deus positivo – minha mãe se ajeitou no sofá, aparentando estar desconfortável com a situação.

- Como você pode ser tão irresponsável Jonathan – ele berrou comigo – Nós lhe damos tudo e você sempre quer mais, quer sempre inventar algo novo que nos deixe em uma saia justa. Essa moça vai tirar esse bebê, em hipótese alguma vocês terão algum tipo de união.

- De maneira nenhuma – minha mãe se levantou - Tom – ela colocou a mão em seu rosto e o mesmo sorriu – É nosso neto, independente da situação – ela olhou para mim – Faremos assim – ela juntou as mãos – Manteremos Isabel em um de nossos castelos de verão, longe dos holofotes, ela terá tudo o que precisa, a seleção ocorrerá normalmente, quando essa criança nascer ela será apresentada ao reino como seu filho, infelizmente um bastardo – ela abaixou os olhos – Mas seu.

- Acha que isso pode dar certo?  - olhei para eles.

- Sim – meu pai nos olhou – Irei tratar de tudo com ela.

- Não querido – minha mãe falou novamente – Eu cuido disso – ele sorriu então – Se preocupem com a seleção – ela então beijou sua bochecha e foi em direção a porta saindo.

- Ela tem um grande poder de persuadir alguém quando quer – ele sorriu.

- Tem mesmo – eu disse – Desculpe por isso – falei por fim.

- Não vou me desgastar mais em relação a você, John – ele falou mexendo em alguns papeis – Já olhou a lista? – me encarou.

- Não – coloquei as mãos no bolso e fui em direção a porta.

- Espero que não me cause mais problemas – sorriu sarcástico – E que acate a lista para seu bem – revirei os olhos e sai de seu escritório.

Segui pelo corredor, passando o elevador e entrando em uma passagem secreta no final dele, subi os três lances de escada e abri a porta que tinha ali me mostrando o terraço. Fechei a porta e peguei um cigarro me sentando em um dos bancos que tinha, ali era meu lugar de paz e descanso, vinha para pensar e ficar em paz quando preciso.

Um filho, quem diria...

- Alteza? – Isaac apareceu do meu lado – Posso? – se referiu ao banco.

- Claro meu amigo – o mesmo se sentou perto de mim - Vou ter um filho – disse enquanto soltava à fumaça.

- Como, senhor? – ele realmente pareceu surpreso.

- Isabel – disse a ele – Esta esperando um filho meu.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.


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