História The Tell of a Raven - Capítulo 4


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Categorias RWBY
Tags Drama, Personagens Originais, Raven Branwen, Rwby
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Palavras 3.167
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quanto tempo, não é mesmo?
Desculpa pela demora, mas surgiu outro "projeto"
De qualquer forma, se virem algum erro, peço mil desculpas
Obrigada por continuarem lendo a fic

Capítulo 4 - Small phrases


 No começo ela se sentiu confortável com o silêncio.

 Ainda estavam ligeiramente perto da cidade e Amys andava à frente, suas orelhas de lobo se mexiam a cada ruído e isso a confortava. Mas quanto mais se afastavam da civilização, mais o silêncio começava a pesar. Raven estava acostumada com o barulho do seu clã, as pessoas falando, rindo, xingando e brigando. Apesar de incomodada, ela não pretendia quebrar o silêncio.

 -Então, de onde você disse que era? - Amys falou sem se virar, Raven ergueu uma sobrancelha.

 -Eu não disse - Respondeu.

 Mesmo estando secretamente aliviada, não queria ter que responder sobre sua vida pessoal, mas seria bom aprender um pouco mais sobre sua companhia de viagem.

 -E você, de onde vem?

 -....Mantle, eu acho.

 -Atlas? - O que alguém de Atlas estaria fazendo por aqui?Além de tudo, andando com uma carroça - Você não parece ser de lá.

 -Eu apenas nasci lá - O tom de sua voz havia baixado consideravelmente, como se ela estivesse presa em lembranças.

 -Então, onde fica seu lar? - A pergunta escapou de seus lábios antes que ela se desse conta.

 -Depende do que você considera ser um “lar”.

 Raven nunca havia parado para pensar sobre isso. Para ela, lar era onde você pertencia, onde você tinha um dever a comprir, seu clã era seu lar. Mas agora, ela não tinha um dever e, assim, não tinha um lar.

 -Vamos supor que seja um lugar com alguém te esperando, pessoas que te amam ou algo assim - Amys parou numa encruzilhada e se abaixou, Raven parou atrás dela - Da última vez que chequei, eu não tinha isso.

 A fauna pegou um pouco de grama com os dedos e observou. Depois de um tempo, se levantou e limpou os dedos na calça.

 -Para sudeste - Ela apontou para o caminho da esquerda e começou a andar.

 Raven ergueu uma sobrancelha e a seguiu. Ela descobriu isso olhando para alguns pedaços de grama?

 -E você,de onde é e para onde vai?

 Ela, por um momento, pensou em mentir, mas por mais que não conseguisse confiar nela, também não via motivos para não confiar.

 -Eu sou daqui, nasci em Mistral.

 -Interessante, você tem um pouca da essência daqui.

 -Essência?

 -Sim, vocês de Mistral sempre parecem estar escondendo algo - Algo em sua voz fez a nuca de Raven se arrepiar - Não que isso me incomode, todos têm segredos, independente se são grandes ou pequenos.

 Sabia que ela estava se incluindo, mas isso não a tranquilizou do modo que deveria. Por um lado, isso pode ser levado como um sinal de que Amys não estava tão interessada nela, mas por outro… não, estava sendo paranóica demais. Obviamente, a fauna tinha seus segredos. Mesmo assim não conseguia calar a voz em seu inconsciente, que dizia que a ferreira tinha segredos mais obscuros que os seus.

 Andaram em silêncio por algum tempo, Raven estava perdida em seus pensamentos e não percebeu quando Amys se sentou perto de uma árvore caída, dando alguns passos antes de notar que a Fauna não estava mais à sua frente.

 -Você não vai comer alguma coisa? - Se virou e viu Amys tirar uma banana de dentro da bolsa.

 -Não podemos comer enquanto andamos?

 Ela descascou a banana e deu uma mordida.

 -A questão - Disse de boca cheia, engolindo logo em seguida - Desculpe, a questão não é poder ou não.

 -E qual é a questão? - Perguntou, começando a se irritar.

 -Se é uma boa ideia ou não. E não é - Ela pegou outro pedaço da banana, mastigando e engolindo - Até agora não houve sinal de que estamos sendo seguidas, mas é fácil seguir o cheiro de comida.

 Ela era cautelosa. Isso Raven não podia negar. Mesmo assim parecia um pouco exagerado. De qualquer forma, tirou uma banana da bolsa e começou a tirar sua casca. Ela não se sentou, preferindo ficar de pé encostada numa árvore.

 Depois que terminou, Amys se levantou e se espreguiçou por alguns segundos. Raven pôde ver duas linhas brancas em seu ventre, cicatrizes provavelmente, mas pareciam muito precisas para serem de alguma batalha.

 -Está pronta?

 Ergueu seus olhos e encontrou a ferreira fitando ela de volta.

 -Estou.

 Continuaram a caminhar. Estranhamente, parecia bem mais silencioso que antes, mas não sentia nada de errado; seus instintos nada lhe diziam. As orelhas de Amys não se mexiam como antes, mas ela parecia menos relaxada, como se algo a estivesse incomodando.

 -Algo errado? - perguntou baixo. Foi tão baixo que achou que a ferreira não havia escutado.

 -Não, eu só… estava pensando.

 Ela pensou seriamente se deveria perguntar ou não. Por fim, decidiu que não faria nenhum mal perguntar sobre o que ela estava pensando.

 -Sobre o quê?

 -... As coisas que já fiz.

 Raven preferiu ficar quieta dessa vez. Falar sobre o passado só iria trazer à tona memórias… Não, fantasmas.

 -”O que está feito, está feito. Você tem que continuar em frente”, não é? - Suas orelhas estavam ligeiramente abaixadas - Se ao menos fosse tão fácil.

Ela tirou a mochila das costas e pegou uma garrafa de vidro contendo um líquido amarelado, tirou a rolha, tomou um gole e se virou para oferecer a garrafa para Raven.

 -O que é isso? - Ela pôde sentir um cheiro adocicado e fermentado emanando da garrafa.

 -Hidromel da mais alta qualidade.

 -Você está bebendo em plena luz do dia?

Amys levantou uma sobrancelha, parecendo um pouco irritada.

 -Se não quer, apenas diga que não quer - Colocou a rolha na garrafa e a guardou na mochila.

 A caminhada seguiu tranquila, Raven se negava a puxar assunto mais uma vez e Amys parecia não se importar. Logo o sol começava a se pôr e a fauna sugeriu que descansassem perto de um pequeno lago. A maior concordou.

 -Quem fica no primeiro turno? - Perguntou tirando a mochila das costas e preparando as coisas para dormir.

 -Isso não é necessário - A fauna mordeu uma maçã e se sentou aos pés de uma árvore a alguns metros de Raven - Eu não vou dormir essa noite. Aliás, se quiser pegar minhas coisas para se proteger do frio, fique à vontade.

 Decidiu não dizer nada. Se deitou sobre sua cama improvisada e olhou para o céu. A lua brilhava sobre ela. Por algum motivo, isso a fez se sentir desprotegida.

 Se lembrou das conversas que teve com Amys. “Lar”, onde era seu lar? Ela não pertencia a nenhum lugar agora e o único lugar que uma vez pensou em voltar… Não, ele provavelmente a odiava agora e ainda tinha ela… Definitivamente, não podia voltar para lá depois de tudo o que fez. Era melhor seguir em frente e esquecer.

Ouviu um barulho estranho e se virou para Amys. Ela murmurava uma canção, uma canção triste.

 Por mais que ela tentasse esconder e dizer que era somente para conhecer com quem estava andando, estava curiosa com a fauna. Nunca havia conhecido alguém como ela. Sua consciência dizia para não se meter, mas ao mesmo tempo sua curiosidade dizia que havia algo mais nela, algo trágico.

 Mal sabia que debaixo de uma árvore, a fauna pensava a mesma coisa enquanto olhava para o céu estrelado e sentia olhos escarlate sobre si.

 

 Acordou sentindo alguém se aproximar. Ficou imóvel, fingindo estar dormindo, quando a pessoa se aproximou ainda mais. Quando o estranho se ajoelhou, ela puxou a katana, desferindo um golpe em diagonal. Porém a pessoa bloqueou o ataque com as costas de uma machadinha.

 -Bom dia - A pessoa disse.

 Com os olhos ainda se acostumando à claridade, Raven percebeu duas orelhas de lobo acima da cabeça da pessoa e ficou um pouco confusa, então se lembrou de onde estava e baixou a lâmina devagar.

 -Não se aproxime tão de repente - Apertou os olhos enquanto se levantava.

 -Me desculpe - Amys inclinou a cabeça levemente enquanto deixava algo no chão.

 Raven olhou para o chão e notou que haviam algumas frutas perto de si.

 -Quando estiver pronta para partir, me avise - A fauna se levantou e andou até uma parte escura da floresta, desaparecendo.

 Olhou ao seu redor, se dando conta que o sol havia acabado de sair e depois novamente para as frutas. Pareciam ter sido lavadas e limpas. Pegou uma maçã verde e a examinou, não parecia ter nada de errado com ela, nenhum odor suspeito. Se levantou e arrumou suas coisas, passando os dedos por suas madeixas escuras, mordeu a maçã. Enquanto mastigava, pôs o resto das frutas dentro da mochila.

 Colocou a bolsa nas costas e guardou as katanas. Estava prestes a ir procurar por Amys quando ouviu algo atrás de si. Passos pesados e rápidos vinham em sua direção e não estavam sozinhos. Levou a mão à bainha da katana que Amys havia dado a ela, se virou e fechou os olhos tentando ouvir quantos eram. Cinco Grimm.

 Quanto mais se aproximavam, mais ela podia sentir as vibrações no solo que suas patas faziam. Sua mão estava pronta para agir a qualquer instante.

 Quando o primeiro Grimm surgiu entre as árvores ela girou o corpo, a katana saindo de sua bainha, cortando a garganta do Beowolf. O Ursai atrás dele atacou antes que o Grimm degolado começasse a desaparecer. Raven deu um mortal para trás, desviando do golpe do monstro. Ele ficou sobre as patas traseiras e urrou. Voltando a atacar com as garras em um movimento rápido, ela cortou fora uma de suas patas. Antes que ele pudesse reagir, ela pulou em sua direção e girou a katana, fazendo sua cabeça voar. Pousou atrás dele e embainhou sua katana, não se surpreendendo quando mais três Grimm surgiram da floresta, suas mãos ainda estavam em sua espada e em sua bainha.  Um Boarbatusk correu em sua direção. Esperou o momento certo para desviar para o lado e tirar sua espada para cortar a lateral do javali mutante. Aquilo não o matou, mas o desacelerou o suficiente para Raven tentar um ataque certeiro no meio de sua coluna. O próximo oponente, outro Beowulf, tentou pegá-la desatenta, tentando um ataque pelas costas. Abriu a mandíbula para mordê-la, porém Raven, sem se virar, enfiou a katana em sua garganta. O último era um grande Ursai, que tentou esmagá-la contra o chão com uma pata. Com a espada ela conteve seu ataque e com um giro cortou sua pata fora, estocando a katana por suas costelas e ouvindo a besta urrar. O Ursai usou o braço para empurrá-la para trás, mas novamente ela usou a lâmina para se proteger. Aproveitando a abertura, girou e acertou sua garganta.

 Embainhou a espada e suspirou, enquanto o Ursai evaporava. Sentiu que algo lhe observava. Olhou à sua volta mas não viu ninguém.

 -Para cima.

 Quando seguiu a voz, viu Amys de pé no galho de uma árvore. A fauna parecia estar ali há algum tempo. Ela pulou para o chão, à frente de Raven.

 -O que estava fazendo ali? - Notou que Amys estava com uma machadinha na mão.

 -Apenas observando - A ferreira guardou a arma - Você realmente sabe como manejar uma katana.

 Já que ela a estava observando, será que planejava ataca-lá quando os Grimm chegaram? E, mais importante, como ela subiu na árvore sem que Raven notasse sua presença?

 Raven notou que seus olhos estavam um pouco diferentes, pareciam ter ficado mais verdes.

 -Algo lhe incomoda, Ravenclaw? - Ela parecia estar se divertindo com as perguntas que ela mesma proporcionava.

 A mais velha, preferindo o silêncio dessa vez, se virou e adentrou na floresta.

 -Você vem?

 -Hmph - Amys sorriu e a seguiu.

 

 Obviamente, depois de um tempo, Amys voltou a andar na frente. Isso aliviava Raven. Sentir os olhos esmeralda a observando por trás lhe deixava desconfortável.

 -Então… - Amys disse sem se virar - Quem lhe ensinou a lutar?

 Franziu as sobrancelhas ligeiramente, desconfiada.

 -Por que quer saber? - Perguntou sem rodeios.

 -Todos têm um estilo de luta que se adapta à arma utilizada ou à personalidade da pessoa. Na maioria das vezes, esses movimentos parecem mais desleixados. Os seus não são - sua voz soou mais baixa, como se ela estivesse lembrando algo - São precisos e extremamente bem executados. Por mais que tenha uma pitada de “você” nos movimentos, também vejo que a base desses movimentos foram ensinadas a você.

 E mais uma vez, os olhos sagazes da fauna lhe incomodaram. De fato, aquilo já estava a irritando.

 -Claro, eu estou apenas supondo coisas. Tudo aquilo pode ter sido fruto de trabalho duro e auto disciplina.

 -O que é você? Uma espécie de detetive? - Tentou ao máximo esconder sua irritação.

 -Detetive? - Ela riu sarcasticamente - Não não, caçadora ficaria muito melhor.

 -Que tipo de caçadora?

 Uma nuvem espessa tapou o sol e Amys parou de caminhar.

 -Do tipo que não se importa em quebrar algumas pessoas para conseguir caçar.

 Raven ergueu uma sobrancelha, não de desconfiança, mas de surpresa. Claro, ela pôde ver que Amys era uma ameaça em potencial, mas ao mesmo tempo, esse lado sombrio a fez sentir algo pela fauna. Algo menor que respeito, mas existente.

 Antes que ela pudesse dizer algo, a fauna recomeçou a andar, suas orelhas mal se movendo.

 -Você gosta da chuva, Ravenclaw?

 Raven olhou para o céu e notou algumas nuvens escuras.

 -Eu não ligo para a chuva - Respondeu.

 -Ok, vamos parar mais à frente, tem um lago onde podemos encher as garrafas.

 Ela murmurou um “ok” como resposta e observou a mulher à sua frente. Ela parecia ser mais nova que Raven, talvez 14 anos mais nova?

 -Quantos anos você tem?

 A voz da fauna a tirou de seus pensamentos.

 -Perdão?

 -Perguntei sua idade, você não me parece ser muito... velha. Deve estar perto dos quarenta.

 Raven não sabia se deveria levar aquilo como um elogio, então preferiu fazer a mesma pergunta para a fauna ao invés de respondê-la.

 -E qual sua idade?

 A ferreira se virou, encarando-a com um meio sorriso nos lábios, andando de costas.

 -Dê seu melhor chute, vamos ver se você é uma detetive.

 Ela estava a desafiando e Raven resistiu a tentação de sorrir de volta.

 -Vinte e cinco anos - Respondeu com convicção.

 -Wow! Parece que temos uma detetive aqui - Sua expressão foi de surpresa, para nem um pouco impressionada - uma detetive nem tão boa assim.

 Raven franziu as sobrancelhas levemente.

 -No momento, me encontro com vinte e seis anos.

 Estalou a língua e percebeu que não fazia aquilo desde sua adolescência. Um hábito do qual Qrow adorava zombar quando eram mais novos. Toda vez que ela errava em algo, ela fazia esse som. Taiyang dizia que ela parecia uma “Tsundere”, seja lá o que isso fosse.

 -Ravenclaw?

 Olhos verdes a encaravam e a mais velha se amaldiçoou por se deixar ser levada por memórias tão facilmente.

 -Sim?

 -... Nada - A ferreira se virou para frente e ficou em silêncio.

 Aos poucos, pôde sentir uma leve brisa contra seu rosto, as orelhas de lobo se mexiam como se buscassem qualquer som suspeito.

 -Chegamos…

 O lago era grande e a água era incrivelmente cristalina, apesar disso, você não conseguia ver através dele, pois era fundo o suficiente para isso. Amys se ajoelhou perto dele e tirou sua mochila. Pegou a água com as mãos em concha, jogando-a no próprio rosto e passando a mão molhada por seu pescoço. Ela não parecia tão cansada agora.

 -Lago Yssen - A ferreira disse ao se virar para ela - Um dos poucos do nosso mundo com a água tão cristalina. Lindo, não é?
 Realmente, era lindo. Mas Raven percebeu que a fauna não estava tão relaxada. A cada barulho que a água fazia, Amys se distanciava um pouco do lago.
 -Pegue o que precisa, rápido - Disse a fauna olhando fixamente para a água - Já ficamos aqui por muito tempo.
 Raven tirou as garrafas da mochila e as encheu. De vez em quando olhava para a ferreira ao seu lado, que estava petrificada em seu posto de vigilante. Ao ouvir bolhas na superfície da água, a mais velha se virou para encarar algo um pouco mais adiante.

 Antes que ela pudesse dizer algo, alguma coisa saiu da água indo em sua direção. Ela saltou para trás, escapando do ataque. Rapidamente percebeu que a coisa que havia atacado, na verdade era um tentáculo, a criatura estava abaixo da água.

 A fauna pegou ambas as mochilas e saiu de perto do lago.

 -Para onde você está indo? - Perguntou Raven a alcançando.

 -Para longe daquela coisa. - Entregou a mochila da mais velha e continuou andando.

 Raven pegou sua mochila se dando conta de que algo não estava certo, ao colocá-la nas costas sentiu falta de algo importante.

 -Merda - Jogou a mochila no chão tirando sua katana quebrada das costas, percebendo que o cabo com uma parte da lâmina havia sumido - Maldição! - Deu a meia volta, indo em direção ao lago.

 -Raven? O que aconteceu? - Amys perguntou atrás de si.

 -Ele pegou uma parte da katana - Seus olhos brilhavam, como podia ser tão estúpida?

 -Está falando sério?! - A fauna a alcançou, pegando a mochila da mão da mais velha e jogando-a encostada numa árvore.

 Quando ambas chegaram à margem do lago, não havia sinal do Grimm ou da arma.

 -Ok - A fauna tirou sua mochila das costas e a jogou ao lado da outra - Eu vou atrair ele para a superfície, você fica aqui e prepara um ataque.

 -O quê? - Raven apenas observava enquanto a ferreira se desfazia de sua capa. Abaixo havia uma regata preta lisa - Isso é suicídio, se ele te puxar…

 -Você tem uma ideia melhor? - Tirou a regata exibindo seu abdômen definido e repleto de cicatrizes, usando um top verde militar simples acima de algumas bandagens que davam a volta em seu peito.

 Amys tirou alguns coldres, ficando só com os de suas machadinhas. Sua katana foi delicadamente posta junto com seus pertences e em uma corrente fina em seu pescoço pendiam penas e pedras pequenas, com uma placa de metal no meio.

 -Ravenclaw - Os olhos vermelhos acharam seu caminho até o rosto da fauna - Me dê seu braço.

 Sem entender muito bem, Raven estendeu seu braço direito como se fosse comprimentá-la. Amys, no entanto, segurou em seu antebraço, apertando-o ligeiramente. Aquela cena lhe era familiar, elas haviam feito o mesmo gesto na taverna, quando fizeram o trato. Olhos esmeralda focados nos seus. Como se ela quisesse ver o que havia além deles.

 Raven não desviou o olhar, mesmo quando começou a se sentir um pouco desconfortável com a intensidade do olhar da ferreira. Sua expressão era ilegível.

 Aos poucos ela a soltou. Estava visivelmente mais confiante. Como se soubesse o que aconteceria a seguir.

 -Prepare-se - Sem dizer mais nada, a ferreira tirou uma das machadinhas de seu coldre e a segurou na mão direita enquanto adentrava as águas, indo até a parte funda

 



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