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História Three Reasons - Capítulo 1


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Notas do Autor


estou sendo TOTALMENTE impulsiva psotando isso entao se eu simplesmente excluir ela ou nunca mais postar nd me perdoa
é a minha outra personalidade no controle

Capítulo 1 - Prelúdio


Yoongi sorria como nunca ao atender o décimo cliente só naquela manhã. A livraria estava consideravelmente cheia para uma sexta, com seus três andares cheios de livros repletos de clientes. Por ser uma livraria perto de faculdade e cafés, a maior parte do público era de jovens e universitários que tiravam um pouco de seu tempo para ler.  Junto de seu avô, antes deste vir a falecer, criaram projetos e reformaram boa parte da livraria, deixando o espaço mais confortável e receptivo para os clientes que queriam ler no local. A mudança deu certo, e os lucros apenas aumentavam. Com toda certeza seu avô estaria muito orgulhoso.

 

Estava sozinho na recepção. Kim Namjoon, o responsável por ficar no caixa na maioria dos dias estava de folga, então Yoongi ficaria no caixa o dia inteiro. Namjoon era seu amigo há muito tempo, e Yoongi lhe oferecera o emprego quando o amigo perdeu seu cargo em outra loja. Fora Namjoon, mais duas pessoas trabalhavam na livraria. Jung Hoseok, também seu amigo de longa data e pessoa com quem dividia moradia há alguns anos, era ele o responsável por arrumar os livros e cataloga-los no sistema online. Jung possuía um estranho senso de limpeza então a livraria se mantinha impecável por praticamente vinte e quatro horas por dia. E por fim, mas não menos importante, Kim Chungha, a mulher era responsável por toda a parte financeira da loja e os pagamentos. Yoongi a conhecera através de seu avô, pois ela já trabalhava lá e por isso conhecia mais do que ninguém como funcionava a livraria.

 

Hoseok só chegava para seu turno depois das onze. Na parte da manhã o homem possuía aula de inglês e, também ficava encarregado de alimentar os animais de Yoongi antes de vir para a livraria. Yoongi não podia negar que era um tanto difícil cuidar de seus dez animais de estimação, mas não os trocaria por nada. Ele ficava encarregado de dar banho e limpar suas necessidades, enquanto Hoseok colocava suas rações de manhã, já que ficava em casa nesse horário, e de leva-los para passear. Essa atividade Yoongi raramente fazia, justamente por ser um grande preguiçoso, então Hoseok a fazia.

 

            Depois de higienizar o balcão e as mãos com álcool em gel, Yoongi verifica o celular, já que por ora não teria mais nenhum cliente para atender. Possuía algumas mensagens do grupo da livraria e de um grupo com seus amigos, mas Yoongi vai direto na mensagem privada de Hoseok.

 

De: Hobie

Hyuuung

Acabei de alimentar os monstrinhos

Holly ainda vai me matar (emoji chorando)

Luna nunca critiquei, coloquei a comidinha dela ela me deu um beijinho (emoji apaixonado)

 

Yoongi sorri bobo apenas de ser as mensagens, desejando estar em casa também. Holly era uma poodle que tinha acabado de parir quatro filhotinhos, após uma escapada pela vizinhança, e por isso estava um pouco estressada e ciumenta com os filhotes, Hoseok era um dos que mais sofria com a raiva da cachorrinha pelo fato de ela ter alguma birra com o homem, que ninguém nunca entendera bem a origem.

 

Antes que Yoongi pudesse responder, Jung lhe envia mais mensagens, afobado como sempre.

 

De: Hobie

 

Yoongi-hyung

Vamos na balada hoje

Desestressar

Sinto que meu hyung está prestes a arrancar os próprios cabelos de tanto estresse.

 

Yoongi suspira, as vezes soava sobrenatural o quanto Hoseok sabia sobre si e quanto conseguia o ler tão bem. De fato, cuidar de um negócio não era lá a coisa mais fácil e prática de se fazer, por mais que tivesse certa ajuda, e outros assuntos pessoais tinham voltado para lhe perturbar, e isto estava acabando com seu sono. E Jung sempre tinha as melhores maneiras de desestressar seu hyung, algumas eram um tanto sexuais, mas Yoongi não pode negar que passar o dia no spa fora uma ideia perfeita.

 

Para: Hobie

 

Bom dia Hobi

Até quero, mas não sei. Hoje é meu dia aqui na livraria

E eu to super estressado

 

Para finalizar, uma carinha triste e uma chorando. Fazia um bom tempo que não ia a festas, pois era justamente a época em que tinha que contar o estoque e fazer novos pedidos, embora fizesse a tarefa com a ajuda e auxílio de Chungha, ou ao contrário, ainda demoravam horas contando os resultados e avaliando os pedidos etc.  Antes que desligasse a tela, se lembra que precisava falar mais uma coisa com o amigo.

 

Para: Hobie

 

Aliás, tem algum remédio para dores aí contigo

To com uma dor nas costas e debaixo da barriga

 

Isso vinha acontecendo a um tempo e Yoongi não tinha a mínima ideia de o que poderia ser, mas infelizmente não tinha tempo para ir em um médico por hora então continuaria não sabendo. A dor não forte, mas lhe incomodava de uma maneira que o obrigava a andar curvado (ou acabava se deitando mesmo) até que a dor passasse. Não espera até que Hoseok respondesse a mensagem e desliga a tela, pois sabia que o amigo teria sim algum remédio, já que ele sempre carregava na sua mochila no mínimo três tipos de remédios; Jung era uma pessoa muito precavida, além de sofrer muito com dores de cabeça, por conta de alergias.

 

Logo Hoseok chega, na parte do almoço, trazendo a comida para os dois comerem e o remédio que Yoongi havia pedido. Durante o horário de almoço, a livraria ficava fechada, já que Namjoon não estaria ali.

 

Sentados na área de convivência da livraria, Yoongi e Hoseok comiam calmamente, Jung riscava o inglês que vinha aprendendo falando algumas frases aleatórias enquanto Yoongi apenas ria. Hoseok era chamado de Sol em seu círculo de amigos exatamente por trazer alegria a todos a sua volta.

 

― Hm, hoje é dia de abrir a caixa de sugestões. O que será que o engraçadinho nos sugeriu dessa vez? ― Jung ri escandaloso. Ele se referia a um tal de JK que sempre deixava bilhetes sem graça na caixa de sugestões que ficava na entrada da livraria, nas últimas vezes a pessoa havia colocado kama sutra e outros livros eróticos na caixa. Não que houvesse problema nesses livros em específico, mas qualquer um podia ver que era feito por pura zombaria. E justamente naquela parte da livraria a câmera de segurança não pegava muito bem então ao menos conseguiam ter ideia de quem seria o engraçadinho do JK.

 

― Honestamente, nem sabia que tinha tantos livros eróticos no mundo. Este garoto nos ensinou alguma coisa, pelo menos. ― Min resmunga e Hoseok o acompanha rindo.

 

― Você acha mesmo que é JK é um garoto?

 

― Tenho quase certeza. Mulheres geralmente não são infantis como homens. ― Ele responde e Hoseok é obrigado a concordar, ele próprio fizera muitas bobagens quando adolescente, muitas delas queria nem se lembrar.

 

Continuam a conversar normalmente, falando sobre os vizinhos, que novamente vieram reclamar com Jung sobre os animais, alegando que faziam barulho demais ―fato curioso que os vizinhos reclamavam apenas para Hoseok, a filha do casal da casa do lado dizia que os pais tinham medo da cara de bravo que Yoongi possuía. Hoseok não pôde deixar de rir, achava que Yoongi tinha a maior carinha de bebê, e sua personalidade era tão manhosa quanto a de uma própria criança.

 

Ouvem o sino da porta principal tocar, alegando que a porta havia sido aperta pela chave, já que estava trancada. Era Chungha, ela normalmente trabalhava em casa, mas possuía um escritório próprio no terceiro andar e vinha trabalhar na livraria em dias aleatórios da semana.

 

Ela ter chegado era um aviso de que a hora do almoço tinha acabado e de que teriam que reabrir a loja. Chungha cumprimenta os dois homens enquanto já subia sem pressa pelas escadas em caracol, mandando beijinhos pelos ares. A Kim era um tanto reservada e séria, mas bastava estar perto de seus amigos e de um copo de soju, que toda sua carranca de brava se soltava. Em dias de farra, era ela, junto de Hoseok, que trazia a alegria para o grupo.

 

― Bem, lá vou eu pra luta. ― Jung se levanta num pulo, pegando as tigelas de comida e se dirigindo para os fundos da loja. Antes, ele se inclina para dar um rápido beijinho em Yoongi, sabendo que o mais velho resmungaria, embora não negasse. Era engraçado ver Yoongi bravo e todo envergonhado, Jung não perderia isso por nada. ― E eu vou te convencer a sair hoje. Tem que relaxar, hyung.

 

É a última coisa que diz antes de se retirar, e Yoongi ir novamente para seu posto e ir abrir as portas da livraria. Min apenas suspira. Quando Jung se propunha a conseguir algo, ele não parava até conseguir.

 

 

 

 

 

― Park Jimin!

 

A voz nada gentil lhe gritando do andar de baixo indicava que já estava na hora de se levantar para ir para o trabalho. Estava morto de cansaço por ter ficado até tarde estudando para uma aula completamente insuportável com um professor ainda mais chato que tinha a mania de fazer perguntas valendo pontos na matéria.

 

Se levanta tentando melhorar a cara que tinha certeza que não estava a das melhores, e quando chega na pequena cozinha da casa, todos os seus quatro irmãos estavam tomando seu café da manhã para irem para a escolinha. Sua mãe era quem saía da cama mais cedo, como sua irmãzinha dizia, antes de o galo cantar, para preparar o café para o esposo. O pai de Jimin trabalhava em período invertido, trabalhando a noite e chegando de manhãzinha, então sua mãe acordava cedo para já colocar as roupas do marido para lavar e preparar algo para ele comer. Durante o dia, o Senhor Park dormia até que dava novamente o horário para ir trabalhar.

 

Embora o pai estivesse dormindo, era impossível manter a casa em silêncio quando se possuía quatro crianças recém acordadas e com um pico de energia já de natureza. Jimin tinha de competir com o irmão de sete anos, Hansol, pelo pedaço de panqueca enquanto tinha que impedir que a irmã de seis roubasse mais goles do seu suco.

 

― Crianças, fiquem quietinhas, papai está dormindo. ― Sua mãe entra na cozinha repreendendo com voz firme, fazendo os filhos ficarem silenciosos por um total de cinco segundos, antes de começarem a rir e brincar com a comida. Segurava no colo a filha mais nova, de apenas um ano e meio, ela ainda não conseguia andar, mas já falava balbuciava várias palavrinhas.

 

Jimin amava aquelas pestinhas mais que tudo, e por mais que reclamasse das comidas que perdia, e das folhas de trabalhos importantes riscadas com giz de cera, os quatro eram as pessoas mais importantes de sua vida, depois de seus pais.

 

― Filho, depois do trabalho, compre umas coisas para mim na quitanda, por favor. Sua marmita está na geladeira. ― Ela se despede, indo com a filha mais para dentro da casa. Sua mãe trabalhava em casa mesmo, fazendo roupas sob encomenda e ajustando peças. A renda era consideravelmente boa, e o salário de seu pai também não era pouco.

 

No fundo do primeiro andar, sua mãe possuía um quarto usado como se fosse um ateliê, e passava boa parte do dia e da tarde lá trabalhando. Agora que entrava de manhã, saía apenas para preparar o almoço para o esposo e já voltava para trabalhar. Jimin quando mais novo não saía de lá, vivia enrolado nos tecidos  e mexendo nas linhas, e sendo a criança adorável preferida das clientes, fazia amizade com boa parte das mulheres e homens que iam mexer em suas roupas. Mas agora que havia crescido e estava tão ocupado com faculdade e trabalho, mal dava tempo de ir lá ou ficar olhando a mãe trabalhar como antes. Chegava em casa a noite e a única coisa que queria era comer e dormir.

 

Logo pôde ouvir os demais colegas de seus irmãos, indicando que já estava na hora de eles irem e do próprio Park ir trabalhar. Pega a lista de compras que sua mãe havia feito e sua marmita na geladeira.

 

Trabalhava na parte da manhã como caixa numa farmácia no centro da cidade. Era um tanto longe da faculdade, mas próximo de alguns alojamentos e repúblicas, então em várias sextas, ou dias depois de festas, atendia a universitários na maior das ressacas. O salário na farmácia era o suficiente para pagar as coisas da faculdade e ajudar alguma coisa em casa. Mas ultimamente vinha economizando ao máximo que conseguia para poder finalmente alugar um lugar só para si. Por mais que gostasse de morar com seus pais e seus irmãos, era um tanto desconfortável não ter toda a privacidade que queria e não poder chamar seus amigos para fazerem algo em casa por causa das crianças, ou de seu pai, e muito menos podia trazer alguém de uma balada, porque tinha certeza que sua mãe iria reclamar, isso se não expulsasse a pessoa de sua casa no meio do ato. Sua mãe era um tanto esquentadinha, diferente de seu pai que era a calma em pessoa, então definitivamente não podia duvidar de que ela faria qualquer loucura se alguém ousasse impedir seu sono.  

 

Para chegar na faculdade tinha que pegar um metrô e um ônibus, isso quando não perdia a condução e tinha que ir correndo para o campus para que não chegasse atrasado na primeira aula. Felizmente, logo na entrada da faculdade, seus amigos lhe esperavam, Kim Taehyung, Lalisa e Yugyeom. Os três sempre chegavam antes de Jimin e tinham o combinado de esperarem juntos  Jimin no portão da faculdade todos os dias.

 

Nenhum de seus amigos faziam o mesmo curso que si, infelizmente, então logo após se cumprimentarem na entrada, tinham que se separar indo cada um para sua devida área. Jimin era de humanas, que ficava num lado extremo do campus, enquanto Lalisa e Yugyeom eram de exatas e Taehyung de biológicas. Só iriam se encontrar na hora do almoço, e Jimin ainda tinha que dar uma boa andada até chegar no refeitório.

 

  Jimin era naturalmente um rapaz gentil e conversador, então por mais que não tivesse muitas amizades fixas, várias pessoas lhe chamavam para conversar ao longo de seu caminho pelo campus. E, assim como os alunos, os professores possuíam um certo favoritismo com o Park, fazendo com que ele fosse escolhido para a maior parte das atividades mais interessantes do curso.

 

― Ei, Jimin. ― É chamado por Taemin, seu primo, mais velho que si alguns anos, por parte de pai. Taemin era do curso de história, e devido a localização de suas aulas, quase não se viam durante a semana. Jimin e o primo foram demasiadamente próximos durante toda a infância, criando uma certa distância conforme iam crescendo e seus interesses iam se divergindo.

 

― Tem uma balada ótima para irmos hoje, topa?

 

Agora, mais velhos, eles iam saiam juntos, principalmente para baladas, porque Taemin era cheio dos contados e sempre ganhava acesso VIP à várias boates dos melhores bairros. Jimin vez e outra era convidado pelo primo, e, bobo nem nada, aproveitava a oportunidade de bebida grátis por uma noite toda.

 

― Depende, onde é?

 

O primo apenas sorri de lado, coisa que ele fazia sempre que queria convencer Jimin a alguma coisa. Jimin já revira os olhos, colocando a mão na cintura e esperando as graças do primo. ―Em Hongdae. Um amigo meu, o Henry, inaugurou a pouco tempo e já tá super bombando. É perto do metrô, caso não curta muito e queria ir embora mais cedo.

 

Jimin considera, estava se cabeça cheia por causa das diversas tarefas do próprio curso, fora as atividades extras que os professores mandavam em cima da hora com um prazo ridículo para entrega. Merecia  algum descanso, e algum divertimento, nem que por algumas horas.

 

― Certo. ― Na hora Taemin sorri, mostrando o sorriso bonito que era característico da família dos Park. Eles se dão uma espécie de abraço rapidamente e conversam coisas triviais da faculdade, até que Taemin alega ter que ir logo, por estar atrasado para alguma coisa. ― Depois me manda mensagem!

 

― Ok! Fica pronto que eu te busco!

 

 

 

 

 

Aquela mansão, embora sempre fosse cheia gente, ainda parecia completamente vazia para Jeongguk. Nunca via seus pais, principalmente o Senhor Jeon, e os empregados nunca olhavam em seu rosto, andando pelos corredores sempre de cabeça baixa, como se ao menos tivessem vontade de estar ali.

 

Possuía uma rotina ridiculamente controlada, tudo orquestrado pelo pai, em que era acordado pela governanta, se arrumava, descia para a sala de jantar e tomava o café da manhã, sozinho, como sempre.

 

Sua mãe tentava se desculpar, as vezes fazendo algum esforço para ficar em casa por alguns dias, mas o trabalho tomava demais de sua vida e acabava por deixar o filho de lado, Jeon entendia, ou fingia para não magoar a mãe, e sempre que possuía a companhia da matriarca, tentava aproveitar ao máximo. A vida de ativista da mãe era bem corrida e complicada, sempre viajando para outras cidades ou países para poder acompanhar de perto suas campanhas contra a fome, pró saúde, entre outras. Era exatamente por isto que Jeongguk não ficava tão magoado pela falta de presença da mãe, pois sabia que as pessoas com quem ela lidava, não possuíam um terço do que Jeon possuía, e era sua mãe quem lutava para dar o básico para essas pessoas.

 

Já o pai, um empresário sem coração, até ficava em casa, mas Jeongguk mal conseguia o ver devido ao homem ficar horas a fio no escritório, onde proibia a entrada de qualquer pessoa sem que lhe fosse solicitado. E bem, Jeongguk podia contar nos dedos quantas vezes o pai o chamara para vê-lo, e sendo majoritariamente apenas para dar novas ordens ao filho. Quando não estava em casa, senhor Jeon chegava a ficar dias no escritório trabalhando, e provavelmente dormindo em hotéis, apenas para não ir para casa.

 

Era estranho, mas nem Jeon, e nem seus pais, faziam qualquer coisa para mudar. Talvez, por medo de tudo desmoronar de uma vez?

 

 

― Senhor Jeon, chegamos. ―O motorista lhe chamava, olhando para a face sem ânimo de Jeongguk pelo espelho retrovisor. Jeon solta um som qualquer para avisar que havia ouvido, e se preparava para sair. ― Ao meio dia, virei lhe buscar. Seu pai quer vê-lo na empresa.

 

Jeon murmura em concordância, dando adeus para o motorista antes de se virar para dentro do campus. Antes, estaria ansioso e eufórico para saber o que o pai queria consigo, isso com seus dezesseis anos, mas agora, temia que apenas ganharia mais uma lição de negócios . afinal, era apenas isso que Senhor Jeon queria com o filho. Montar o sucessor perfeito para sua empresa quando ele morresse, e fora o fato de que Jeongguk definitivamente não queria se tornar o presidente de empresa alguma, tudo ia certo na cabeça do Senhor Park.

 

  Jeongguk recebia mentoria praticamente todos os dias da semana, do próprio pai e de pessoas especialistas contratadas. Jeon tenta prestar atenção apenas para não  fazer com que o dinheiro do pai tenha sido gasto atoa, mas negócios definitivamente não era sua coisa e eram poucas as coisas que conseguia entender.

 

Nos primeiros meses do curso, tudo corria bem, as aulas até que eram interessantes e Jeongguk conseguia se comunicar descentemente com os colegas da sala, e, o melhor de todos; a faculdade abriu os olhos de Jeon para os melhores tipos de festas e diversões. A única coisa que conseguia manter Jeongguk de bom humor era as festas que sempre era convidado nos finais de semana, algumas até no meio da semana, para aqueles que já desistiram de tudo.

 

Suas companhias durante o almoço eram sempre Daniel, Jackson e Seokjin, este ultimo estando em seu último ano de medicina, e os outros dois; estrangeiros que chegaram a Coreia a pouco tempo e Jeongguk meio que se disponibilizou para ajuda-los a se enturmar, ou ao contrário, pois eles eram energéticos e carismáticos enquanto Jeongguk era mais quieto e na dele. Quando tinha alguma coisa em coreano que eles não conseguiam falar ou se lembrar, era Jeon quem tentava ajuda-los, já ficando horas dando aulas da língua para eles. Seokjin tinha poucas aulas, então era bem raro vê-lo na faculdade, pois já passava boa parte de seu tempo atendendo em hospitais universitários.  

 

Jeongguk era, de qualquer forma, extremamente grato pelas amizades que havia feito. Eles eram muito mais importantes e presentes na vida de Jeon do que qualquer outra pessoa.

 

― Então, o que tem hoje?

 

Jackson era o mais baladeiro, sendo ele o mais arteiro do grupo. Não parava em um relacionamento sério, e por isso era chamado de galinha pelo campus, mas Jeongguk e seus amigos sabiam o quão manteiga derretida o amigo era, só não havia encontrado a pessoa certa ainda.

 

― Pra mim, nada. Tenho que estudar, se não fico de DP real. ― Daniel grunhe, fazendo um drama exagerado. Os amigos resmungam junto, principalmente Jackson.

 

― Eu não sei. ― É Jeongguk quem diz. ― Meu pai me chamou para conversar hoje, só quero ver o que o velho inventou dessa vez.

 

Resmunga e os dois ficam quietos, concordando silenciosamente, Jeongguk já havia dito como o pai era, e das coisas que já havia feito.

 

― Sério, não aguento mais ter aula de como gerir uma empresa.

 

Diz e os dois amigos fazem sons de carinho e correm para abraçá-lo e beijar seu rosto, como se fosse uma criança. Eles sabiam como animar Jeongguk na mesma medida que deixá-lo constrangido. ― Coitadinho dele! Por isso mesmo que devia ir para a balada e desestressar dessa vida de bosta.

 

Jackson brinca e Jeongguk só pode rir, aceitando de bom grado o carinho.

 

― Certo, certo. Qualquer coisa eu mando mensagem para vocês. Tenho que ir agora, o motorista já deve estar me esperando.

 

Jeongguk se despede de Jackson e Daniel com toques de mão.

 

 

 

 

― Jeon Jeongguk, eu sou seu pai e exijo seu respeito!

 

Conversar com o pai era sempre assim, Jeongguk não conseguia manter a paciência e acabavam discutindo. Dessa vez, o homem havia explodido pelo fato de Jeongguk ter se atrasado alguns minutos para a tal conversa que teriam, e de nada adiantava dizer que não foi culpa dele nem do motorista, pois era de conhecimento do próprio Senhor Jeon de como era caótico o trânsito de Seoul.

 

― Pai, eu só disse que não foi culpa nossa eu ter me atrasado.

 

― De qualquer maneira, você não deve responder seu pai. ― O homem o olhava grosseiro, quase que superior. Alguém de fora não diria que eram pai e filho.

 

― Certo, desculpe-me. ― Resmunga, de cabeça baixa. O pai chega a abrir a boca para falar para que não resmungasse, mas deixa quieto. Ele manda que Jeongguk se sentasse na cadeira em frente a sua grande mesa, depois de um tempo.

 

Jeongguk já podia ter alguma noção do que o pai queria consigo. Em sua mesa do escritório havia vários papeis e algum deles parecia muito com um currículo, com uma foto de um homem coreano, não conseguia ler muita coisa, pelo fato de o papel estar de ponta cabeça, mas pôde reparar que o papel estava repleto de coisas.

 

― Enfim, só queria dizer que consegui um estágio para você na empresa de um amigo. Você deve começar logo, mando lhe buscarem no dia. Use o seu melhor terno, ou compre um novo, é melhor.

 

Jeongguk olha para o pai perplexo. Não adiantava perguntar se era uma brincadeira de mal gosto porque dava para ver pelo rosto do homem que era totalmente sério. Jeon não sabia o que dizer. ― Mas... a minha faculdade é de computação.

 

Tenta falar, mas o pai lhe interrompe, levantando a mão. ― Você sabe que não aprovo essa... péssima escolha de faculdade. Estou surpreso que ainda não tenha desistido...

 

O homem falava com tanto asco que fazia o estômago de Jeongguk revirar. Na verdade, sentia vontade de chorar ao ouvir o pai falando assim de si, mas havia aprendido a se segurar agora que já era um homem crescido.

 

― Mas vou te dar um crédito, pois suas notas estão suficientemente boas. Faça o estágio e continue nesse... seu curso.

 

― E o meu estágio obrigatório? Não tem como eu conciliar três coisas assim ao mesmo tempo...! ― Antes que pudesse levantar a voz, o pai ergue a mão novamente, o olhar frio parecendo lhe cortar quando os olhos se cruzam.

 

― Isso não é problema meu, Jeongguk. Ou é isso ou você desiste da faculdade. O meu estágio fica.

 

E era isso. O que seu pai falava era lei. Ninguém era capaz de reverter uma ordem daquele homem.

 

Embora estivesse completamente furioso, Jeongguk sai do escritório em silêncio, fechando a porta o mais calmo possível antes que saísse correndo pelos corredores atrás da saída. Se sentia sufocado naquele lugar de concreto e aço, se pudesse nunca ia naquele lugar, mas como seu pai não fazia questão alguma de saber se o próprio filho estava vivo, era Jeongguk que tinha que fazer um esforço de procurá-lo.

 

Quando chega na fachada do prédio, seu carro o esperava, o motorista sentado num banco de cimento por perto. Jeon olha em volta, para o carro, para o motorista. Estava sufocado, sentindo-se meio perdido. Só queria se esquecer de sua própria vida, nem que apenas por algumas horas.

 

Sem paciência, ele tira o celular do bolso enquanto corre para o carro, chamando o motorista com uma mão.

 

[Grupo: Migoz]

 

Jeongguk: Fala rapaziada

Onde é o role hoje??

 

 

 

 

 

 

Por fim, Hoseok o convence a ir a tal festa, bem, não era exatamente muito fácil recusar algo quando se tem alguém lhe fazendo cócegas sem pena alguma. No momento Yoongi ria tanto que sentia estar prestes a fazer xixi na roupa; Hoseok o conhecia bem demais e sabia direitinho cada lugar em que Yoongi era mais sensível, então se aproveitava disso. ― Ok, ok, Hoseok! Desisto, seu louco. ― Tenta se soltar do amigo, que ria junto. ― Ao menos diz onde é essa bendita festa.

 

  ― Eu conheço o amigo do dono... É lá em... Hongdae ― Comenta soando indeciso, com um dedo na boca. Hoseok era o tipo de pessoa que tinha amizade com todo tipo de gente, e morar junto de Hoseok e ter que ouvir as noitadas dele era a prova de que não eram poucas pessoas que seu amigo conhecia.

 

  ― Você não sabe onde é. ― Yoongi o olha com tédio.

 

  ― Mas hyuuung. Taemin vai me mandar a localização, eu pago o Uber pra gente, para você não ter que preocupar com a bebida ou dirigir. ― Tenta argumentar, já ficando mais animado, não se deixava abalar pelo olhar tedioso do amigo.

 

Yoongi não era exatamente muito fã de ir a baladas ou boates, não se sentia muito a vontade de ir a festas de pessoas desconhecidas, justamente por não saber o tipo de gente que encontraria lá. Seu tipo de role era social com os amigos e pouca gente, onde poderia beber até cair e ainda assim não se sentiria vulnerável.

 

― Mas e se tiver muita gente...?

 

  Hoseok entendia o lado do amigo, então o olhou com carinho. ― Eu sei que não gosta desse tipo de lugar hyung, e eu prometo que não saio do seu lado. Vamos dançar a noite toda, eu juro! ― Para tentar amenizar o clima, deixa beijinhos pelo rosto de Yoongi, incluindo os lábios do mais velho, e ria quando ele reclamava. Essa última parte Yoongi não concordava ao todo, mas sorrira só de pensar nos dois dançando como se não houvesse amanhã, bem, Yoongi tentando acompanhar Hoseok em seus passos extravagantes.

 

 

 

 

A fila para entrar na boate estava enorme, chegando a virar a esquina. Hoseok andava com um sorriso cafajeste no rosto e, puxando Yoongi pela cintura fina, pula para o começo da fila. E sob resmungos e xingos de pessoas que já estavam esperando na fila a mais tempo, Hoseok apenas fala que um tal de Henry e Taemin haviam lhe chamado e o segurança automaticamente permite a sua entrada e a de Yoongi.

 

― Se até o segurança desse lugar é gostoso... Mal posso esperar para ver o que esse lugar nos trará. ― Hoseok murmura, rindo safado, Yoongi apenas concorda, tentando acompanhar o amigo enquanto este ainda lhe puxava pela cintura.

 

 Eram nove e quarenta da noite, e a casa já estava cheia, cheia até demais. Uma boate enorme de dois andares com decorações em neon. Hoseok o guiava, puxando-o agora pela mão, em meio a tanta gente, sempre cumprimentando com um enorme sorriso no rosto todos que passavam, as vezes dando tchauzinho; Yoongi também cumprimentava quando encontrava alguns conhecidos e lhe dirigia algum sorriso ou cumprimento, mas não eram tantos quanto Hoseok.

 

A bebida era liberada, o que foi, literalmente, som aos ouvidos de Yoongi, que logo aproveitou e pegou sua primeira dose da noite, a segunda, e a terceira de uma vez. Ouve Hoseok gritar atrás de si, até porque, a música alta ― um pop americano qualquer, soava estrondosa pela multidão.

 

― Não beba muito, hyung. Lembre-se que você não tem a maior resistência a álcool de todas. ― Ouve, meio entrecortada, a risada escandalosa do amigo, o típico “rir para não chorar”, Yoongi era, de fato, fraco para bebidas, foi graças a uma garrafa de vodca que os amigos acabaram transando pela primeira vez, eles dois não se lembravam de muita coisa, mas a dor na parte de baixo de Yoongi explicava tudo. Em resposta, Yoongi apenas murmura que eles iam pedir um Uber quando fosse a hora, de qualquer maneira.

 

Depois disso, Hoseok toma sua primeira dose antes de puxar Yoongi com entusiasmo para o meio de pessoas dançando, alegando que Yoongi estava lhe devendo uma dança há um tempo. Hoseok, mais atirado, aproveitava para apertar a bunda fofinha de Yoongi, e beijar sua boca, mas sem realmente aprofundar o beijo. Apenas para sentir.

 

 E já que era assim, iria aproveitar, até porque, fora naquele lugar justamente para uma coisa; transar com alguém e sair da seca. O fato de estar a tanto tempo sem ter relações com alguém, e ter uma rotina que o desgasta tanto o deixa extremamente cansado, então, não tem coisa melhor que uma boa transa que o fizesse revirar os olhos e esquecer o próprio nome.

 

― Hoje não saio daqui sem foder com alguém― Murmura sorridente no ouvido do amigo, que ri em resposta. ― Nem que seja você. ― Ri. Dançavam juntos, relativamente perto um do outro. rebolavam e passavam a mão pelo corpo, ora e outra mexendo um com o outro. decidido a conseguir o que queria, Yoongi e Hoseok tinham caprichado no look, usando uma calça jeans demasiada rasgada nas pernas que deixavam a mostra a meia arrastão que ia até a sua cintura, junto de uma camisa qualquer e sua jaqueta de couro preferida.

 

A noite fluíra de maneira gostosa, dançara bastante e os drinks pareciam surgir como mágica em suas mãos, já se podia contar a décima bebida que ingeria, de coloração quase neon, estranha, mas doce; do jeitinho que Yoongi gostava. Em meio a um pedido e outro de bebida para o barman, Hoseok some, alegando que iria no banheiro ou algo do tipo, e parece ter esquecido o caminho de volta. É aí que Yoongi perde a linha, virando um shot de vodca de uma vez só e sentindo o líquido descer queimando pela sua garganta.

 

Depois disso, volta para a pista de dança fervendo, descendo até o chão com músicas que jamais dançaria estando sóbrio. Ria bobo, e se esfregava nas pessoas que se esgueiravam ao seu lado, seguindo o ritmo.  Em algum momento daquele esfrega-esfrega, alguém com mãos bastante pesadas seguram sua cintura, puxando o corpo de Yoongi para o seu.

 

Pensando logo do que iria xingar o homem que lhe importunava, vira o corpo, ficando cara-a-cara com o homem, e porra, era lindo; não que isso aliviasse o ato ridículo que este havia feito. Sorriu, decidindo dar uma chance, e envolveu os braços no pescoço do homem. ― Estive te observando a noite toda. Você é tão gostoso. ― Sussurra rente a orelha de Yoongi, aproveitando para deixar um singelo beijo ali, na hora, provoca arrepios na pele levemente suada do jovem. ― Você quer, bebê?

 

E Yoongi assente como se sua vida dependesse disso.

 

 

 

 

 

 

― Shh, fique quietinho bebê, vai chamar a atenção dos outros.

 

Prensado na porta fria do banheiro minúsculo daquele quarto, Yoongi sentia suas paredes serem esmurradas com força. Seu corpo era projetado para trás e para frente conforme os movimentos do homem atrás de si, forte e robusto, assim como as estocadas que lhe eram desferidas. Dominante, o homem deixava mordidas e lambidas no ombro esquerdo de Yoongi, como se marcando território.

 

― Não me marca, bebê.

 

O homem tinha um cheiro inebriante, que fazia Yoongi ficar cada vez mais inebriado. Conforme seus corpos se roçavam e o cheiro de sexo exalava pelo pequeno banheiro, mais o menor se sentia mais excitado e molhado. A boca, rente a orelha do outro, não conseguia se controlar, deixava pequenas mordidas a preocupantes vergões roxos na pele alheia, saboreando o gosto que o homem possuía.

 

 

 A mão grande do homem adentra sua calça jeans apertada, acolhendo o pênis de Yoongi gotejante por entre os dedos compridos. Com uma visível experiencia, a glande do pênis de Yoongi era acariciada de maneira lenta e torturante, arrancando murmúrios de prazer do menor. E entre um gemido e outro, sua próstata era estimulada na mesma medida que a cabeça de seu pênis, levando-o ao delírio de prazer.

 

― M-mais fundo, ah, p-por favor. ― Implorava, os olhos cheios de lágrimas de puro prazer.

 

― Grita, neném. Grita pra todo mundo saber quem te fode tão gostoso. ― Ele devolve, provocando-o enquanto mordia a sua orelha. O próprio homem lhe oferecia o pescoço, para ser marcado e abusado; Yoongi lhe atendia gritando seu nome e puxando os fios compridos que este possuía enquanto chupava com desejo a pele do rapaz, que cheirava a puro sexo.

 

  O homem, mais alto que si, usa de sua força em demasiado para manusear o corpo de Yoongi como bem queria; com uma pausa de segundos do movimento de seus quadris, e a mão pequena na cintura alheia, ergue com tudo o corpo de Yoongi, ajustando-o a sua altura.  Com os corpos em sincronia, e acertos certeiros em seu ponto, Yoongi sabia que logo gozaria. As pernas bambas logo foram amparadas pelo homem, que por mais que fosse da mesma altura que si, possuía tanta força quanto. E numa última estocada, o homem gozou em seu interior enquanto sua mão pequena se encheu com o prazer de Yoongi.

 

―Vou limpar você. ― Ele diz e no próximo instante, o homem grande está ajoelhado atrás de si. Comendo e lambendo sua própria porra como se fosse a melhor coisa do mundo. Bebia cada gota de seu esperma em meio aos gemidos bagunçados de Yoongi. As pernas de Yoongi tremiam a cada lambida profunda dentro de seu interior molhado e maltratado,  procurava com as mãos cegas algo para poder agarrar e aliviar todo o mix de sensações que sentia no momento, mas a única coisa que encontra é a maçaneta da porta do banheiro; e lá agarra como se sua vida dependesse disso, pois, caso contrário, suas pernas cederiam e cairia ali mesmo.

 

            ― Porra, você é gostoso. ― Ele murmurava rente sua orelha, o membro ainda duro dentro de Yoongi. Yoongi conseguia sentir a porra do homem escorrendo por suas pernas. Seria nojento se não estivesse completamente a mercê daquele homem. ― Vou deixar aí, pra você me sentir.

 

E então, ele vira Yoongi com um movimento só, levando-o a um beijo molhado e sujo, o homem lhe faz provar seu gosto; a língua enrolava na outra e a chupava com volúpia, e numa euforia de que não haveria mais uma outra vez, Yoongi implorava por mais, sem pensar nas consequências que aquilo lhe traria.


Notas Finais


o lemon é p ser confuso msm, n foi erros em paris


se curtiu favorita e comenta por favozinho
le minhas outras ff pf


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