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História Trinta dias após a batalha - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Dia 2


Harry e Rony estavam no quintal ajudando com a limpeza quando ele percebeu que estavam sendo observados da janela de seu quarto. Hermione estava envergonhada demais com a cena de ontem, tanto por ter acordado a família, quanto por todos terem visto os dois juntos.

Ela levantou da cama antes que ele acordasse, foi tomar banho e seguiu para o quarto de Gina. Mais tarde desceu rápido para tomar café, ajudou com a limpeza da cozinha e subiu.

Eles haviam decido que parte do grupo de moradores iria para Hogwarts e o Ministério e parte ficaria para cuidar da casa. O pai pediu que os três por razões obvias ficassem. Carlinhos e Fleur que tomaram a frente dos trabalhos da cozinha também ficaram e Gina que estava cuidando mais de perto da mãe e de Jorge, que não tinham saído do quarto hoje, também permaneceu na casa.

Então quando no início da tarde ele a avistou na janela de seu quarto decidiu que era hora de parar a limpeza do jardim e falar com ela. Ele subiu e foi direto tomar um banho e seguindo de toalha para o seu quarto. Quando adentrou ela se virou e encarou seu corpo sem roupa e se virou para a janela.

-Decidi tomar logo banho. Estava muito suado do trabalho lá fora.

Ele falava com ela enquanto vestia sua roupa.

-Pronto já me vesti.

Quando ela se virou esperando encontrá-lo todo vestido, viu ele passeando pelo quarto só de cueca. Reclamando:

- Não tenho mais roupas que sirvam. Crescer essas calças não está adiantando. Preciso muito de roupas novas. Será que ainda tem alguma calça de moletom na bolsinha?

Ela se deslocou e foi procurar.

-Tem essas. Então ela resolveu que era um bom trabalho arrumar a bolsa. Começou tirando as roupas e separando as limpas e as sujas. Rony se aproximou trazendo um cesto.

-Também quase não tenho roupa. Vou separar e lavar as nossas. Será uma boa atividade para distrair a mente.

Essa fala foi a deixa para ele seguir na conversa:

-Como você está? Está sentindo alguma dor? Vi que já está sem a tipoia.

-Fora o fato de estar com muito envergonha de toda sua família. Me sentindo fraca e sentindo muita angústia. O braço está quase sem dor e a pele com as queimaduras também.

-Não precisa sentir vergonha. Ele falou se aproximando, mas ela se levantou. Parecia querer distância dele.

Ele tentou novamente.

-O que foi? Fiz algo errado?

-Não. Ela falou um pouco mais alto. Não. Você fez tudo certo. É que não gosto de me sentir assim. Obrigada por me ajudar tanto Ron.

-Não precisa agradecer. Passamos dessa fase de um ficar agradecendo o outro. O que você não gosta de sentir? É medo?

Ela negou com cabeça

-Eu estou me sentindo perdida longe de você. Você pode estar logo ali, mas eu fico com receio. Não quero ser a louca que se gruda em você.

Ele sabia que ela se referia de alguma forma a Lilá. Era assim, que ela se sentia como sua namorada. Ele não conteve a cara e o sorriso que apareceu nela. Ele estava lutando com todos os pensamentos que diziam que era impossível Hermione gostar dele. Ele dizia a sua mente que agora via claramente todas as pistas de que ela retribuía os sentimentos dele. Quando ele quase a viu morrer, ele jurou que jamais seria o menino emburrado que implicava com ela por gostar tanto dela e por sentir ciúmes. Ele seria o homem que diz em voz alta na frente de todo mundo que ela é seu amor. Mas, ele sabia ela estava passando por muitas coisas agora, eles estavam. Não era certo se declarar assim. Agora eles teriam tempo. Então acalmou seu coração para falar para ela.

-Eu não me importo se você grudar em mim. Ele falou ainda sorrindo.

-Não ria de mim Ron. Não gosto de ter a sensação de que dependo de alguém.  Você sabe disso.

-Eu sei e você não depende em nada de mim. Você também sabe disso. Só me deixa cuidar de você um pouco. Daqui a dois dias no máximo inverteremos a posição novamente. Estarei acabado e você vai me juntar. Não estamos grudando uns nos outros Hermione, estamos catando nossas carcaças caídas como podemos. Sei que não sou bom com palavras, mas você entendeu?

Ela olhou profundamente para ele e percebeu que era a mais pura verdade. Ele se machucou, ela cuidou dele. Eles estavam bem um cuidava um pouco do outro. Quando ela estava abalada ele estendeu a mão. Quando ele surtou ao ver o corpo de Fred, foi ela que sacudiu a cabeça dele e gritou que precisavam levantar e seguir. Agora era a vez de ela deixar-se ser cuidada. O fim da batalha trouxe inquietações que ela parecia não estar preparada e ele estava todo solicito para ajudá-la a se levantar. Isso não a fazia menor. Eles eram um time. Era isso que ele queria dizer.

-Somos um time.

-Isso. Ele se adiantou para abraçá-la e sem aviso prévio as palavras saíram da boca dele sem ele sentir.

-Isso Amor. Somos um time.

Para não a encarar de frente após ter usado o mais carinhoso dos apelidos que ele havia escolhido para ela. Ele continuou o abraço e só soltou quando já falava.

-Vou ajudar Carlinhos e Fleur terminar o almoço. Você desce comigo?

-Não. Vou lavar a roupa. Vou procurar pelos cestos da casa com roupas sujas. Sua mãe ficará feliz se mantermos tudo como ela gosta. Vou aproveitar o sol forte que está lá fora para ajudar os feitiços de secagem.

Ele voltou beijou sua testa e saiu ainda um pouco sem jeito do quarto.

Ao vê-lo sair Hermione não conteve o sorriso que apareceu em seus lábios. Eles eram um time e ela era seu amor. Ela o ouviu a chamando assim, quando ele pensava que ela estava desmaiada ao chegarem em Shell Cottage, quando ela acordou gritando e ele estava dormindo ao seu lado pajeando seu sono, ontem quando acordou de mais um pesadelo, mas agora foi a primeira que ele falou com ela totalmente acordada e bem ciente da conversa. Ela percebeu o quanto ele ficou sem jeito, mesmo assim adorou. Uma coisa era fato: ela sempre quis ser o amor de Ron.

 

Quando o dia estavam acabando Gui e Fleur anunciaram que voltariam para Shell Cottage para ver como estava a casa deles e retornariam no dia seguinte. O pai aproveitou o momento de anúncios para informar que no dia seguinte Hogwarts iniciaria os funerais dos heróis mortos na batalha. Esse anúncio foi seguido de silêncio. Hermione percebeu os olhos de Ron se encherem de lágrimas. Nunca imaginou que o que ele havia dito no quarto se tornaria verdade tão rápido: em dois dias inverteremos de posição de novo. Ela não hesitou e o abraçou pelos ombros. Ele estava sentado em uma cadeira e ela estava de pé encostada na porta. Agora ela estava atrás dele o abraçando. Ele olhou para cima e beijou a mão dela.

Foi Percy que tirou o grupo do silêncio:

-Fred ficará lá pai?

Foi Jorge que respondeu:

-Não traremos ele pra casa. O lugar dele é aqui. Nós fugimos de Hogwarts. Nós abandonamos a escola. Fred não ficaria feliz lá.

-Sim Fred está certo. Gui e Carlinhos vão achar um lugar para Fred na sua casa. Arthur falou. Traremos ele depois da cerimônia na escola. Faremos seu velório aqui com a família e apenas alguns amigos próximos.

Percy balançava a cabeça positivamente e se colocou ao lado de Jorge que havia ficado de costas para o grupo e de frente para a pia da cozinha.

Lentamente, todos foram saindo beijando os pais. Gui, Fleur e Carlinhos foram para Shell Cottage. Harry para a barraca no fundo do quintal. Percy subiu com Gina e Jorge e por último Rony e Hermione.

Ela parou no quarto de Gina para trocar de roupa e pegar seu travesseiro. Ela sabia que o Senhor Weasley fora avisado por Ron que ela dormiria com ele em seu quarto, mas ela duvidava que ele tinha mencionado isso a esposa, ainda mais nessa fase mais reclusa de Molly. Cuidadoso com um verdadeiro Weasley, Arthur nunca faria nada que pudesse deixar a esposa com raiva. Portanto, ela continuaria com suas coisas e organizando a cama como se ainda estivesse hospedada naquele cômodo e não em outro. Esperou o casal seguir para o seu quarto e já estava saindo quando foi chamada por Gina.

-Hermione, quando tudo melhorar você vai me contar como Rony deixou de ser o seu legume insensível e passou a ser seu namorado cuidadoso?

Hermione sorriu para Gina, balançando positivamente a cabeça.

-Pode deixar você será a primeira a ouvir essa história. Acho que seu irmão fingia ser um legume insensível. Deve ser por isso que Lilá não queria largar dele ano passado.

-Ele nunca foi assim com Lilá, tenho certeza. Pode ser que ele tenha outro atributo secreto.

Hermione sorriu.

-Gina nem adianta que não vou falar dos atributos secretos do seu irmão. Nunca ouvi você falando do Harry. Como vocês estão?

Gina parou para refletir e respondeu:

-Nos reencontrando. Nos juntando. Não sei.

Estamos bem atrás de onde você e Rony estão. Vocês estão conversando com olhares, estão em sintonia. Nós ainda não.

Hermione não quis desmentir a Gina. Não quis falar que namoro, nunca foi uma palavra que um disse para o outro. Não falou que eles não tinham debatido sobre sentimentos, sobre o passado, sobre o futuro, enfim ela nem sabia se de fato era sua namorada. A única coisa que ela sabia era que ambos eram um time. Antes eles eram um trio, mas agora com a missão acabada, Harry poderia ser uma dupla com Gina e ela queria ser a dupla de Ron e parecia que era isso que estavam sendo. Por enquanto ela estava feliz com essa única certeza dos dois. Ele a abraçaria quantas vezes ela precisasse e ela faria o mesmo por ele.

Ao chegar no quarto de Ron. Ele estava sentado na cama folheando um livro.

-Lendo? Ela perguntou.

-Fingindo. Você demorou.

-Estava falando com Gina.

Como em um balé ensaiado. Ele afastou para a parte mais externa da cama, deixando o lado dela mais vago. Ela por cima dele ela arrumou o travesseiro e se deitou puxando a coberta. Ele apagou a lux com desiluminador e se deitou. Quando ela não foi ao encontro dele, ele não se conteve.

-Sem abraço hoje?

Ela como se acordasse de um breve transe respondeu:

-Com abraço hoje. Deitou-se no peito dele e desejou boa noite. Ele não queria falar, mas não estava aguentando.

-Amanhã será terrível. Não sei se vou conseguir. Não sei se vou conseguir assistir ele indo embora de novo. Mal consigo olhar para o Jorge.

Ela beijou seu pescoço. Era um carinho novo que ele adorou e teria gostado mais se seu estado de espírito não estivesse tão abalado com a proximidade do velório do irmão.

- Vou estar. Vamos estar lá juntos lembra?

-Sim. Preciso de você grudada em mim amanhã. Você entendeu gru-da-da.

Hermione apenas sorriu, se questionando como ele conseguia fazer piada até das conversas mais sérias que eles tinham tido. Ele estava usando o termo que ela usara na conversa do início da tarde para afirmar que agora era ele quem precisaria dela e não aceitaria nada menos. Ela então tomada de ousadia trocou o beijo no pescoço, por uma mordida.

-Pode deixar vou ficar grudada falou após mordê-lo. Agora dorme.

Ele sorriu e beijou sua testa. Sem coragem de repetir na frente dela ele falou somente para si em seus pensamentos: boa noite, Amor.



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