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História Tudo o que Peço - Capítulo 15


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Notas do Autor


Desculpa a demora. Odeio decepcionar você.
Mas o bloqueio é real, e a quarentena é uma treva. Achei que dentro de casa eu conseguiria escrever mais, mas está sendo o contrário.
Enfim...

Espero que gostem <3

Capítulo 15 - Reencontro


Quase uma semana havia se passado, e Jennifer ainda não tinha ouvido uma só palavra do demônio.
Ela o via frequentemente pelo Bunker, mas assim que ela aparecia ele sumia rapidamente. Jennifer estava começando a se perguntar se ele estava deliberadamente a evitando. Talvez ela tivesse vendido sua alma por nada, talvez sua mãe já estivesse morta e ele não queria ser a pessoa a dar a notícia, o que até faria sentido, porque se o pacto foi feito no intuito de garantir a segurança de sua mãe, com Maeve morta de nada o pacto valeria e Crowley teria que devolver a alma dela, correto? Correto?  Ou talvez ele só a estivesse torturando, vendo quanto tempo ela aguentaria viver embaixo do teto dos Winchester sem falar nada sobre ter sua alma garantida para um demônio. Isso parecia o tipo de jogo mental que ele faria: regozijar de sua ansiedade, vê-la se torturando, esperando uma notícia seria algo demoníaco a se fazer, e talvez o correto seja mesmo esperar coisas demoníacas vindo de um demônio.
Mas a verdade é que ela provavelmente estava se dando muita importância e o demônio de fato não tinha nada para falar com ela até o momento. De qualquer forma, ela certamente estava enlouquecendo lentamente com tudo isso.

Ao longo da semana, Jen fez um esforço para passar mais tempo com os rapazes, pois ela sabia que a próxima vez que Crowley aparecesse, provavelmente seria para levá-la embora, e ela queria passar o maior tempo possível com seus heróis fictícios que se tornaram reais. E embora ela soubesse que não era necessário, ela tirou aqueles dias para cuidar deles, em forma de agradecimento, ela limpou, lavou, passou e cozinhou. Sam sempre a lembrava que aquilo não era dever dela, mas ela insistia que era o mínimo que ela poderia fazer, mas no fundo Jen sabia que aquilo era somente para que eles não a odiassem totalmente quando a verdade viesse à tona.

E foi em uma noite qualquer, em meio a um filme, que Jennifer teve que insistir para que os rapazes assistissem com ela, que foi possível ouvir batidas na porta de entrada do Bunker. Sam e Dean se entreolharam, Jennifer estava tão concentrada no que estava assistindo que só percebeu que estava acontecendo quando Sam pausou o filme e se levantou, pegando sua arma. Eles disseram para que ela ficasse onde estava, e que não saísse de lá, a menos que fosse chamada. E assim Ela o fez.

Minutos depois Jen ouviu a voz de Dean a chamando. Ela ficou assustada, talvez esse fosse o momento em que ela finalmente iria embora, talvez não. Ela respirou profundamente e foi em direção ao cômodo principal do Bunker.

Chegando ao fim do corredor, Jennifer ouviu uma conversa inteligível e viu uma silhueta de costas para ela, conversando com Sam e Dean. Conforme ela foi se aproximando, foi possível perceber que a voz que se fundia com a dos rapazes, era a familiar voz de sua mãe.  Ela correu em direção ao som, e o que antes era somente uma silhueta, ficou cada vez mais claro que de fato era sua mãe, mesmo depois de ter perdido boa quantidade de peso e estar com os cabelos mais curtos, Jennifer não tinha dúvida de que aquela era sua mãe.

Quando Maeve a viu, ela não conseguiu falar nenhuma palavra, ela apenas correu e segurou a filha em seus braços. Jennifer, em retorno abraçava sua mãe com todas as suas forças. As duas choravam  enquanto se seguravam, tentando matar a saudade que estavam sentindo. Maeve, foi quem soltou a filha, a olhando, procurando algum sinal de machucados, ela sorriu ao ver que aparentemente, a filha estava com a saúde em perfeitas condições. Jennifer se jogou em direção a mãe e continuou a abraçando. Depois de vários minutos, Dean foi quem quebrou o silêncio ao limpar a garganta e perguntar:

- Desculpa quebrar o clima, mas o que diabos aconteceu, Maeve?

Ela contou detalhadamente a história de que naquele dia em particular, ela havia voltado para casa após uma caçada, e enquanto ela cozinhava o jantar, bruxas apareceram e tentaram tirar alguma informação sobre a localização do Código. Quando elas perceberam que não conseguiriam nada, elas ameaçaram matar Jennifer, colocando sacos de feitiço por toda a casa. Maeve contou que trocou sua vida pela de sua filha e as bruxas a levaram para uma espécie de cativeiro, para que ela ficasse sozinha até o momento em que ela contasse a localização do Código. Deixaram-na sem comida e até cortaram seu cabelo em ordem de fazê-la falar.

- Cara, por isso eu odeio bruxas. Além de nojentas, elas são umas imbecis. – Confirmou Dean.

Sam ouvia tudo com cuidado, até que ele ficou calado por um momento muito longo e perguntou:

 - Como você saiu de lá?

- Eu não faço ideia. –Disse Maeve.

- O que você quer dizer com isso?

- Eu estava lá, algemada. Ouvi gritos, um barulho de luta. Alguma coisa me nocauteou, quando eu acordei estava com as mãos amarradas e estava encapuzada. Deixaram-me no começo da estrada que dá acesso aqui. Me mandaram seguir reto e bater na sua porta. Eu não sabia que eram vocês moravam aqui.

- Você não viu quem fez isso?

- Não. Mas eu imagino que devam ter sido as próprias bruxas.

Dean interrompeu:

- Tá legal, mas se as bruxas te sequestraram, por que elas iriam te soltar? Elas só se cansaram de você?

- Eu não sei, Dean. Minha melhor hipótese é que elas viram que eu não ia falar e me deixaram ir para me seguir e ver onde o Código está guardado.

- Até que faz sentido, mas como elas sabiam sobre o Bunker?

- Isso eu não faço ideia. Mas temos que sair o mais rápido possível daqui. Acredito que não vai demorar para que quem me trouxe até aqui, venha bater na porta também.

- Como assim? Você que ir embora? – Dean perguntou.

- Garotos, vocês precisam saber que eu nunca vou conseguir pagar o que vocês fizeram por mim e minha Jen, mas se ficarmos aqui, só Deus sabe o que pode vir por aquela porta. Não podemos colocar vocês em perigo, e eu preciso pegar o Livro antes que alguém o encontre.

Sam tentou argumentar:

- Ei, ei... Você acabou de chegar aqui. E duas horas atrás você estava em um cativeiro. Jante, tome um banho e tente descansar. Você está a salvo aqui dentro. Amanhã pela manhã cuidamos disso, pode ser?

Ela sorriu e concordou com a cabeça, o jovem Winchester tinha dado bons argumentos. E tudo o que ela queria agora realmente era um banho e um pouco de comida.

Depois de jantar, Maeve se preparava para dormir quando Jen entrou no quarto e se sentou ao lado da mãe na cama.

- Mãe, por que você nunca me contou nada disso? – A jovem perguntou. Maeve a puxou para si, fazendo com que a garota se deitasse sobre seu ombro antes de começar a responder:

- Filha, era muito perigoso. Seu pai e eu paramos de viajar em busca de caçadas quando você nasceu. Nós cuidávamos de caçadas na região, para nunca passar muito tempo longe e garantir que você estivesse em segurança. Por isso sempre disse para você utilizar meu sobrenome, Constance, era mais seguro que Scout. Eu nunca quis que isso acontecesse, de verdade... Mas aconteceu e eu lamento que tudo isso tenha sido de uma só vez.

- Não tem problema. Quer dizer, tem, porque eu sinto que vocês preferiram mentir a acreditar que eu era capaz de me defender...

- Jennifer, em momento algum duvidamos de sua capacidade, filha. Mas seu pai era um grande caçador, ele está morto, eu fui sequestrada no momento que eu baixei minha guarda. Você consegue entender que o problema nunca foi e nem é você? – A garota assentiu com a cabeça, e a Scout mais velha continuou - Nós nunca quisemos essa vida para você... Ainda mais com esse código em jogo. Eu deveria ter me desfeito daquilo no segundo em que seu pai morreu, mas é o trabalho da vida dele, eu senti que seria errado. Mas eu prometo que vou fazer algo sobre isso, e o quanto antes, nós poderemos sair daqui para vivermos em paz, juntas. – Maeve segurou a mão da filha – Você confia em mim, Jennifer?

- Claro que sim, mamãe. – A jovem respondeu abraçando sua mãe.

Jennifer insistiu que sua mãe tentasse ter uma boa noite de sono, se retirou e foi pra seu quarto.

Após deitar na cama, a mente de Jennifer não conseguia desacelerar por mais que ela quisesse. Será que a mãe dela estava ali por conta própria? Será que a chegada de sua mãe foi um trabalho de demônios? E se foi, por que Crowley não apareceu para levá-la imediatamente? Talvez ele tivesse falhado e não queria admitir. Mas e se tudo deu certo e sua mãe estava ali por causa de seu pacto? Como ela contaria sobre o pacto para os Winchesters? E o mais importante, como ela contaria para sua mãe, quem já havia perdido tanto, que ela perderia a filha?

Aquela noite, Jennifer não conseguiu dormir tentando responder pelo menos uma, qualquer uma, das perguntas que pairavam sobre sua cabeça.



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