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História Tudo pode ser - Capítulo 18


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Notas do Autor


Oiii, povo lindo! Estão se cuidando direitinho?
Espero que estejam todos bem, viu? :)

<3

Capítulo 18 - Missão dupla


  

NATASHA’S POV

 

Os olhos aflitos de Steve continuavam me encarando.

- Nat, fala alguma coisa… – ele disse desesperado, quebrando o silêncio.

- Você é muito corajoso, Rogers!

- Hã? Por quê? – seu semblante demonstrava uma total confusão.

- Não é óbvio? Porque você acabou de me contar que está apaixonado por seu melhor amigo. Nem todos teriam a sua coragem. Eu estou orgulhosa de você.

- Obrigado, Nat. – ele agradeceu e sorriu aliviado. – Eu fiquei com tanto medo de você me julgar, me criticar ou não me apoiar.

- Eu jamais faria isso, Steve.

- Será que eu estou louco?

- Só se for louco de amor. – brinquei, tentando deixar o clima menos tenso. – Nem quando você me contou que estava apaixonado por Peggy, os seus olhos transpareceram tanta ternura. O que você sente por Bucky é amor.

- Eu não consigo parar de pensar nele. Eu só queria estar com ele agora, sabe?

- Eu sei exatamente como você está se sentindo. – confessei, pensando em Bruce.

- Sabe? Você também está apaixonada?

- Sim, eu também estou amando, bobinho.

- E quando eu vou conhecer o “meu cunhado”?

- Amanhã. Eu o convidei para ir comigo à festa de aniversário de Sam. Por que você não chama Bucky para ir com você?

- É uma boa ideia, Nat. Ele está mesmo precisando se distrair.

- Eu acho até que você podia se declarar para ele amanhã…

- O quê? – Rogers perguntou nervoso e arregalou os olhos. – Sem condições, companheira.

- Qual é, Steve? Você nunca temeu nada. Desde que nós nos conhecemos, eu nunca te vi desistir de algo por medo. Você não é o tipo de homem que fraqueja por falta de coragem. Missão dada é missão cumprida para você.

- Eu sei, mas essa situação é diferente. Bucky é o meu melhor amigo. Ele está morando em minha casa agora. Já pensou se eu me declaro e ele me rejeita? Isso pode abalar a nossa amizade e atrapalhar a nossa convivência. É disso que eu estou com medo. Eu não posso perder o meu Buck agora que a vida me deu a chance de reencontrá-lo.

- E como você vai lidar com isso? Vocês estão dividindo o mesmo teto. Como você vai conseguir esconder os seus sentimentos?

Steve deu um suspiro profundo. Claramente, ele não sabia como responder as minhas perguntas.

- Você está certa, Nat. Eu não sei… – ele deu de ombros. – Foi tão difícil disfarçar os meus desejos no hospital. Eu queria tanto beijá-lo…

- Você não tem escolha. Você vai ter que se declarar. Se você não fizer isso, eu vou ser obrigada a fazer por você.

- Como assim?

- Se amanhã você não confessar ao Barnes o que você está sentindo, eu vou até ele para contar tudo.

- Não se atreva, Romanoff. – ele suplicou temeroso.

- É pegar ou largar, meu querido amigo.

- E o pior é que eu sei que você vai fazer exatamente isso, caso eu não me arrisque.

- E eu farei sem dó nem piedade.

- Você me dá arrepios, às vezes, Natasha.

- É para assustar mesmo. Sou dessas.

- E Peggy?

- O que tem ela?

- Eu continuo casado com ela.

- Esqueça Peggy. Ela te abandonou. Ela deixou a própria filha aqui e sumiu, Rogers.

- Mas eu tenho um compromisso com ela e eu preciso respeitá-lo.

- Agora o seu único compromisso é com o seu coração. Não banque o certinho, que preza pela moral e pelos bons costumes. Peggy teve os motivos dela para sair de casa. Não sabemos quais foram nem onde ela está no momento. E você não vai se privar de ser feliz por causa dela, entendeu?

Steve balançou a cabeça positiva e obedientemente.

- Como você consegue bancar a durona tão bem, Nat?

- Eu não estou bancando a durona. Eu sou durona.

- Quando eu o conhecer, vou fazer questão de perguntar ao seu namorado, se você é durona assim com ele ou se fica toda derretida de amor. – Rogers brincou, me fazendo rir.

- Eu equilibro muito bem os dois, ok? Além disso, ele nem é meu namorado ainda…

- Ah, é mesmo? – Steve indagou pensativo. – Isso me deu uma ideia. Nós vamos realizar uma missão dupla amanhã. Já que eu fui intimado a me declarar para Barnes, você terá que pedir em namoro… Qual é o nome dele?

- Bruce Banner.

- Bruce? Bruce Banner? Bruce Banner, o amigo de Bucky? – ele perguntou surpreso. – Mentiraaa…

- Verdadeee…

- Bem que eu desconfiei que você estava arrastando uma asinha para ele no dia da visita. Quem cortejou quem?

- Cortejar, Steve? Sério? As pessoas não usam mais esse verbo no século XXI, meu lindo… – meu amigo fez uma careta ao me ouvir. – Eu “cortejei” Bruce primeiro.

- Que garota de atitude! – ele me elogiou e bateu palmas alegremente.

- Então se inspire em mim quando for “cortejar” Bucky, mas, por tudo que há de mais sagrado, não use esse verbo pré-histórico com ele. Até eu te rejeitaria, se te ouvisse falando isso. A gente precisa modernizar esse seu vocabulário cortês demais…

- Ei, mocinha, não tente me enrolar. Não mude de assunto. Você topa o desafio que eu te propus? Aceita, Nat, por favor, assim eu não sofro sozinho e um apoia o outro…

- E o que eu vou ganhar, se eu aceitar a proposta?

- Um namorado?

Por alguns segundos, eu me lembrei do sorriso doce de Bruce e da sensação maravilhosa de estar com ele. E isso foi o suficiente para eu concordar com essa história de missão dupla.

- Eu topo. Já sei até como vou pedir Bruce em namoro.

- Como?

- Amanhã você descobre. Eu acho bom você já ir pensando logo na sua estratégia na hora de “fazer a corte” ao Bucky…

- Pare de me abusar. – nós rimos. – Desafio aceito? – ele estendeu a mão direita em minha direção.

- Claro! Missão dada é missão cumprida, meu caro. – respondi segura, apertando a mão do meu amigo.

- Então quer dizer que está na hora do recreio e ninguém me chamou? – Thor questionou enciumado, nos interrompendo, enquanto entrava na minha sala. – Me desculpe, Rogers, mas agora Nat é minha. Acabou o recreio, gatinha! Hora do almoço.

- Depois nós continuamos a nossa conversa, Steve, porque agora eu vou ter que oferecer os meus serviços de consultoria para Thor. Eu não sei o que seria de vocês, homens, sem a sabedoria do sexo oposto. Meu Deus! Até logo! – me despedi do meu amigo e acompanhei Odinson em sua missão.

 

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STEVE’S POV

 

Admito que não rendi muito no trabalho. Quase não consegui produzir as minhas demandas. Meu pensamento concentrava-se em uma única pessoa: Bucky Barnes.

Eu só queria voltar para casa para vê-lo.

Trocamos algumas mensagens durante o dia. Só de saber que ele e Lily estavam bem, eu já me sentia mais tranquilo.

Por sorte, Tony estava de bom humor e não me procurou para cobrar nem verificar o cumprimento das minhas tarefas para as HQs do mês seguinte.

A conversa com Natasha diminuiu a minha tensão e eu comecei a aceitar o fato de que eu preciso contar logo ao Bucky como eu me sinto. É a única solução, porque eu não vou conseguir guardar esse segredo durante muito tempo.

Assim que o relógio marcou 17h55min, eu finalizei as minhas atividades e fui para casa.

Respirei fundo antes de abrir a porta da frente.

Calma, Steve…

Pendurei o casaco no cabideiro da sala e me dirigi ao banheiro para lavar as mãos.

O primeiro andar estava silencioso, então eu resolvi subir para procurar por Bucky.

Ouvi a sua voz cantarolando uma canção de ninar. Segui o som e encontrei o meu amigo no quarto de Lily, acalentando a minha pequena em seus braços.

Parei próximo à porta para contemplar aquela adorável cena. Barnes não notou a minha presença. Ele estava empenhado em fazer a minha filha dormir com uma musiquinha fofa. A sua voz, suave e melodiosa, e o aconchegante balançar dos seus braços já estavam quase embalando Lily para um soninho agradável.

Quando a canção terminou, Bucky começou a conversar com Lily bem baixinho.

- Eu sei que a gente não se conhece há muito tempo, mas eu já amo muito você! Tanto quanto eu amo o seu pai. Eu e ele somos melhores amigos desde a infância, sabia? Eu vou te contar um segredo, viu? Às vezes, Steve é meio chato, porque ele é todo certinho, mas o coração dele é tão puro… Eu nunca conheci um homem tão honesto e genuíno quanto ele. Você e eu temos tanta sorte, né? Eu queria ficar morando com vocês para sempre, contudo, se a sua mamãe voltar, eu não vou poder ficar aqui atrapalhando o convívio de vocês três, não acha? Mas você sempre vai poder visitar o tio Bucky quando o seu pai estiver de mau humor. Eu sou mais legal e divertido do que ele, mas não conta isso para ele, ok? Esse vai ser nosso segredinho…

Se, por acaso, eu ainda tinha alguma dúvida de que estava apaixonado por Bucky, ela se esvaiu no momento em que ouvi as suas palavras. Elas entraram em meu coração profundamente, estremeceram a minha alma, me dando a certeza de que é com essas duas pessoas que eu quero compartilhar a minha vida.

Observei o meu amigo colocar Lily no berço.

- Só acorde amanhã, viu? Boa noite e bons sonhos, minha pequena…

Ele beijou carinhosamente a testa de minha filha e ligou o abajur. No mesmo instante, eu fui para o meu quarto, pois não queria que Barnes soubesse que eu o tinha visto com Lily.

Entrei no meu banheiro para tomar banho e, quando saí de lá, levei um susto. Bucky estava deitado confortavelmente em minha cama, me encarando.

- Ei, mocinho, como você se atreve a chegar em casa e não nos cumprimentar? – ele perguntou desafiador, arqueando uma sobrancelha. – Eu e Lily estávamos ansiosos, esperando a sua chegada.

Eu não sabia o que responder. Não queria contar para Bucky como eu também estava ansioso para vê-los e o quanto o meu coração transbordou de alegria quando isso aconteceu há alguns minutos.

- Me perdoe, Bucky… Eu tive um dia estressante, aí resolvi tomar logo um banho para relaxar.

- Eu imagino, meu amigo. E você nem dormiu direito durante a noite por minha causa. Me desculpe…

- Por que você está me pedindo desculpa? – perguntei, me aproximando da cama. – Você não tem culpa de nada, ok?

Ele balançou a cabeça afirmativamente, sorriu e deu três tapinhas no colchão, indicando que eu deveria me sentar ali.

- Vira as costas. – Bucky pediu e assim o fiz. – Quando eu estava na universidade, cursei uma disciplina optativa de massoterapia. Eu vou aplicar os meus conhecimentos para aliviar a sua tensão.

Bucky posicionou as suas mãos macias em meus ombros e com habilidade começou a massagear o local.

Se eu já estava tenso antes, fiquei mais ainda. Eu estava só de toalha, enquanto o meu melhor amigo, por quem eu estou apaixonado, tocava delicadamente os seus ágeis dedos em meu corpo.

- Relaxa, Steve… – ele falou próximo ao meu ouvido e eu senti os pelos dos meus braços se arrepiarem.

Socorro! Socorro! Socorro!

Desejei que Lily acordasse chorando para me tirar dessa situação. Mas é claro que ela não acordou para salvar o papai…

Como eu vou sair dessa?

Involuntariamente, comecei a relaxar e os toques de Barnes em minha pele começaram a me excitar.

Pelo amor de Deus, Steve, se controle.

Concentre-se, homem. Você não pode ficar excitado agora.

Já sei! Eu preciso pensar em algum acontecimento triste, tipo…

Nada. Não consegui pensar em nada. O pensamento triste não veio.

Era tarde demais.

Meu corpo implorava por mais contato. Eu já estava perdendo a razão.

Impulsivamente, eu me virei, fitei os olhos de Bucky e, na sequência, admirei os seus lábios rosados por alguns segundos.

Toquei a sua boca com o meu dedo indicador, desenhando o contorno de seus lábios. Tão perfeitos…

- Posso beijá-los? – perguntei completamente desnorteado, fitando novamente o seu belo par de olhos claros.

Barnes me encarou confuso e assustado.

Eu temi a sua resposta e me arrependi amargamente do que havia acabado de fazer.

Como eu sou idiota.

Eu sabia que ia dar tudo errado e desejei não perder o meu melhor amigo por estar apaixonado por ele…


Notas Finais


E aí, people? 👀
Como vocês acham que vai ser esse pedido de namoro da Nat? Será que Brucinho vai aceitar?
E o Steve? Será que vai dar merda? Será que ele vai ficar sem o bff? Tadinho dele...

Eu vou e volto :) <3


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