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História Um Caso de Baker Street - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 3 - Capítulo III


Ao chegar no endereço, no que me parece ser um subúrbio, com casas abandonadas, ou usadas como abrigos para drogados. Eu decido entrar sem exitar no pequeno casebre escuro, e sem vida. Eu abro a porta devagar, e vejo nenhum sinal de existência, fora a minha, aparente.

— Sherlock?

Começo a ficar desconfiado do ar que encontro por aqui, eu pego a minha arma, e a ponho em mãos. Ouço barulhos na parte debaixo da casa, claramente estão no porão.

Saio novamente da casa, e a rodeio, procurando a entrada do porão, logo a acho, assim que a abro, sinto um forte cheiro de álcool e fumaça de drogas diferentes, ouço conversas, gritos, risadas, e música ao fundo. Eu desço devagar, agora, mais curioso que antes. Assim que termino as escadas, vejo o local que me parecia uma mistura de um lugar onde as pessoas se drogam, com um bar. Todos me encaram seriamente, por eu estar claramente apontando uma arma em algum local aleatório, e olhando para o local ao meu redor, ficando agora num silêncio ensurdecedor.

— Hey! – Alguém que me parece ser um tipo de bartender fala ao longe. — Você é policial?

— Não, não, sou... – O barulho volta com tudo, e decido deixar minha apresentação para depois, guardo minha arma, para tentar transmitir mais confiança para eles, pois aparentemente, Sherlock não está por aqui.

Vou até o bartender, que me olha enquanto ri de uma outra coisa, que um grupo de bêbado estavam comentando sobre mim.

— O que você quer?

— Sou o Dr. John Watson, e gostaria de saber onde está Sherlo... – Ele tampa a minha boca sem êxito.

— Não se deve falar o nome dele por aqui...

— Ok, mas, onde ele está? – Por um mísero instante fico tentado a perguntar o porquê, mas decido ficar quieto, pois como todos já sabem, Sherlock não é homem de muitos amigos, na verdade ele só tem a mim, como ele mesmo o disse há alguns meses antes.

— Eu não sei, a última pessoa que vi com aquele sujeito, foi o Marcão. – Ele aponta para um moreno alto, e de um grande porte másculo que estava me encarando friamente.

Um frio mortal me percorre pelo corpo, mas não deixo transparecer por minha coragem e desejo de encontrar o meu melhor amigo que tanto amo, o olho seriamente e vou na direção dele.

— Cuidado, rapaz! Ele é um homem de poucas palavras. – Ele diz assim que me levanto, e lhe dou as costas, ouço ele ri baixinho com os outros bêbados de antes.

Chego na mesa do tal Marcão, e me sento em sua frente, ele continua me observando friamente, como se fosse pegar uma das garrafas de cerveja, ou algumas daquelas injeções e me cortar o pescoço. Logo cospe num copo de whisky que estava cheio, provavelmente de saliva deste tipo. Os braços dele está cheio de marcas de injeções, que mesmo com suas dezenas de tatuagens, ainda são visíveis o suficiente. Eu lhe dou um pigarro para quebrar o silêncio, ele continua me olhando estático.

— É... Bom dia.

Ele pega a garrafa e dá um gole extenso, tomando pela boca do gargalo. Junto as sobrancelhas o criticando e o olhando fazer tudo isso com uma certa arrogância.

— Ok... Então, soube que você estava com um amigo meu e, bem, quero saber onde ele está. – Me debruço sobre a mesa, o olho com atenção, e sério.

Ele pega uma ostra, a abre, e coloca a crosta que contém o animal dentro da boca. Eu o olho surpreso, ele esfrega a ostra na língua, de dentro para fora, e agora está mastigando o molusco devagar, porém de boca aberta. Me dá uma ânsia imensa vendo os pedaços gosmento indo de um lado para o outro, pulando em cima dos dentes podres, negros e marrons, eu apenas olho para os lados, e vejo que aquilo que ele faz era apenas uma das coisas normais de lá. Decido olhar para as minhas mãos, que até o instante estão mais limpas do que o resto das coisas que têm aqui.

— Ok... Legal. Onde ele está? – Ele engole o que estava mastigando e cospe novamente no copo. — Onde está Sherlock? – Falo sem som com o formato da boca o nome do tão procurado.

Os caras perto do bartender começam a rir, e tirar sarro de mim, gargalhando cada vez mais alto, por, obviamente, estar sendo ignorado tão duro deste jeito. Eu começo a me irritar ainda mais, não aguento mais ser ignorado desse jeito, principalmente numa situação como essa! Sei que Sherlock está aqui! Pois o celular dele está aqui, então, porque ele não estaria? E se ele não me respondeu, é certo de que há algo errado, sempre o tem. Num movimento rápido eu bato com força na mesa, e o agarro pelo colarinho da T-shirt, ficando cara a cara; sem me importar com o tamanho dele, com o local nem com mais nada, e sim apenas com Sherlock que está em perigo agora, e que eles devem estar envolvidos com isso.

— Onde está Sherlock?! – O encaro falando tudo sílaba, por sílaba, o som já é extinto há alguns milésimos de segundos.

Ele coloca a mão sobre o meu braço, e se levanta em seguida. Eu o solto por ele ser bem mais alto que eu, e para que eu não ficasse pendurado na camisa dele, como um tipo de cachecol vivo, e por mais que a vergonha não queira que eu diga, pequeno. Ele aparenta ficar irritado, respirando forte, e me encarando com uma cara tão fechada que me lembra um joelho engilhado, sem nem piscar.

— Agora que você ouviu, me diga, onde está Sherlock?! – O peito sem exitar, já pensando em como pegar a arma que estava em cima do meu cócs, por baixo do cinto, e do meu casaco, na qual, eu havia guardado há pouco tempo, bem, se eu soubesse que chegaria a essa situação, nem a guardaria para poder me poupar o trabalho.

Ele me dá um murro que atinge todo o lado esquerdo do meu rosto, e sim, o punho dele cobriu toda essa parte. Eu fico tonto de início, mas logo o ataco em seguida, dando-lhe um soco no estômago. Ele se curva por um instante, mas logo se ergue e vem pra cima de mim com tudo. A briga não foi apenas conosco, parece que a ação animalesca se espalhou pelos ares e quando eu menos esperava todos estavam brigando ao meu redor, claro que, não prestei muita atenção, por estar no mesmo time que eles, mas deu para notar, depois de vários murros, socos, gente desmaiada, garrafas quebradas, e outros mais quando os, acho que posso chamar de espécimes de seguranças do bar chegaram e estava começando a separar as brigas, ou ao menos tentar o fazer. Eu finalmente o imobilizo, dando um golpe de "mata leão", passando o meu braço direito sobre o pescoço dele, e segurando o direito no esquerdo que serve como tranca para apertar cada vez mais. Ele fica esganado, puxando meu braço e o arranhando desesperadamente enquanto eu o aperto cada vez mais.

— ONDE ESTÁ SHERLOCK?! – Falo com a voz anasalada por ter quebrado o nariz alguns momentos antes.

Ele continua se esganando. Os seguranças roubam ele dos meus braços, e eu tento com todas as minhas forças saí dos braços deles, e me atracar novamente como um animal no cio querendo agarrar sua fêmea, com aquele bastardo.

— Se persistir, nós levaremos o senhor na polícia, por agredir um deficiente e três cidadãos do bem. – Eu paro, e minha cabeça agora explode.

Não acredito que ele é deficiente. Eu passei todo esse tempo falando de besta, enquanto o resto do sei lá que local é este, provavelmente já sabiam que o cara, é mudo! Tinha que ser mudo, tão óbvio! Eu me viro para a porta, onde o bartender estava, e o olho com fogo nos olhos, me veio apenas a frase em mente "Cuidado, rapaz, pois ele é um homem de poucas palavras!"; ele me ridicularizou em frente à todos os outros! Ele que não estava me olhando, e sim vendo uma situação onde um bêbado enfiou uma agulha no peito de outro cara, se põe a, mais uma vez, rir da desgraça alheia. Eu vou na direção dele, os seguranças, por ver, talvez pensaram que eu estava indo embora, por não terem ido comigo, nem nada. Assim que chego perto o suficiente, lhe dou um murro no queixo. Ele cai para trás.

— ONDE ELE ESTÁ?! – Me abaixo ficando em cima dele para o agarrar e dar outro murro.

— Olá, John. – A voz rouca, macia, suave, e grave do bendito Holmes vem junto com um par de sapatos finos de couro preto, que ele sempre usa. Eu olho para os sapatos, e logo subo meu olhar até a silhueta de seu rosto, tão obscura, porém tão clara.

Eu largo o bartender, me levanto, os seguranças me seguram pelos braços. Eu o olho estático, minha raiva se esvai; ele está bem, nem percebi quando foi o tempo em que meu cérebro me mandou sorrir, só sei que o estava fazendo, talvez nem tenha sido ele, e sim o alívio de saber que ainda não perdi tudo.

— Prendam-no... – O bartender diz com dificuldade enquanto aponta para mim, logo ele apaga, como se apenas precisasse falar aquilo para estar à beira da morte, ou seja, claramente era uma mentira.

— Senhor, vamos levá-lo à polícia. – O segurança diz apertando meu braço com mais força.

— Me soltem eu sou doutor e fuzileiro aposentado do exército! – Tento resistir, mas logo percebo que só estou me fazendo parecer mais culpado.

— Eu sou da polícia, e o levarei comigo. – Sherlock diz e eles me soltam. — Vamos. – Ele se vira e vai indo andando tranquilamente, como se tudo aquilo havia sido algo normal, como um tipo de passeio habitual, e matinal que os aposentados costumam tomar juntamente com seu banho de Sol, para talvez tentar escapar da maldita solidão que os asola.

Eu ajeito o meu casaco que estava torto e muito sujo, tento limpar mas só acabo o melando ainda mais, e vou andando ainda tenso atrás dele. O silêncio é arrancado do nosso meio pelo desfalecido que havia se levantado e agora estava gritando e correndo na nossa direção. Eu me viro normalmente pensando que ainda havia alguns metros entre nós dois, e num susto, sem que eu notasse, ele se joga em cima de mim. Eu apago.



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