História Uma Namorada para TaeHyung - EM REVISÃO - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 70
Palavras 3.314
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Os dias se seguiam na mais perfeita tranqüilidade no prédio da Big Hit. Nada de diferente havia acontecido desde que Tae foi considerado um herói por salvar Joy de um "suposto assalto". A rotina se seguia como era esperado. Alguns comentários ainda ecoava pelo prédio à respeito do ato heróico de TaeHyung. Era normal que as pessoas continuassem empolgadas com a história. Talvez fosse o jeito que Joy tivera de criar toda a situação, de contar com perfeição uma situação que nunca existiu. Ela estava disposta a fazer o que fosse necessário para salvar o emprego, e de certa forma não prejudicaria Tae. Não era do feitio dela se preocupar com as pessoas, mas algo fez com que Joy temesse pelo rapaz. Só queria que a respeitassem e isso não era um pedido de ser realizado.

Eram poucos que realmente tentavam entender como a tentativa de assalto surgiu. Os espertinhos não esperavam que Joy fosse ter resposta para as mais diversas perguntas. Comentários maldosos também eram feitos, mas para ela nada daquilo tinha importância. Só o fato dela e Tae saberem a verdade ficava mais tranqüila.

Os olhares direcionados à Joy quando ela chegava para mais um dia de trabalho era desconfortável. Odiava aquela atenção que recebia. Para ela tudo aquilo era desnecessário. Havia outras pessoas que mereciam um pouco de atenção e quanto mais invisível ela fosse seria melhor. Joy não via a hora de fazer uma pausa no trabalho, já sentia-se cansada e com fome. Alguém sempre passava por ela e comentava o quanto foi sortuda por ter TaeHyung por perto.

— Já não agüento mais isso! — exclamou ela sentando-se no chão.

Uma batida na porta fez com que ela logo se recompusesse. Ela tratou de fingir que estava organizando os seus pertences de limpeza. Esperou que alguém falasse algo.

— Joy? — perguntou JungKook — Por acaso você viu o Tae? Estamos procurando por ele há horas.

Aliviada, a jovem virou sua atenção para o rapaz.

— Eu não o vi desde que cheguei e assim espero continuar.

Um breve silêncio se formou entre eles. JungKook havia notado algo de diferente na voz da garota.

— Você o odeia? — quis saber ele curioso.

Ela deu de ombros.

— Não é que eu o odeie. Só não sou fã das brincadeiras que ele faz. Já assumi a culpa por muita coisa que ele fez, mas nem sempre é algo com que as outras pessoas vão se importar. Sou eu quem sai como a errada. — disse ela por fim.

— Eu te entendo. — suspirou o rapaz — Caso o encontre estaremos indo para um restaurante. Ele não anda muito bem das ideias.

A moça sorriu timidamente. Tinha vontade de falar mais algumas coisas a respeito de Tae, mas não deveria. JungKook era puro demais para alguns insultos brasileiros.

— Fica tranqüilo! Eu darei o recado.

— Obrigado Joy!

JungKook deu algo para Joy pensar nas próximas horas. De fato ela não havia visto Tae desde que havia chegado. Todo aquele silêncio não era um bom sinal. Não conseguia entender o que havia de errado com aquele rapaz. Era dono de tantas qualidades maravilhosas, mas preferia que as piores sempre estivessem à mostra. Tae era dono de uma voz incrivelmente maravilhosa, sabia dançar lindamente, seu sorriso era acolhedor e havia algumas coisas que Joy preferia guardar para si. Não fazia sentido que ele fosse tão louco.

Se fosse em outros momentos e outra época, Tae seria o tipo de rapaz que Joy teria feito amizade na escola. Ela nunca foi de querer chamar a atenção ou demonstrar qualquer outra coisa, mas um amigo que sabia como lidar com o publico e fazer rir era um bônus. A vida teria sido mais colorida, teria tido mais motivos para seguir seus sonhos. Só que Joy achava que era tarde demais. Mal havia concluído os estudos e achava que sabia tudo sobre o mundo. A quem ela iria enganar? Só sabia cuidar da limpeza e bagunça que as pessoas faziam, nunca seria alguém importante. Vivia em suas próprias mentiras e ilusões para que tivesse uma razão para lutar ou a depressão já a teria matado de uma vez.

Joy já estava conformada com a vida que teria que levar, mas pensava no quão longe uma brincadeira poderia afetar a vida de um superstar. Preferiu deixar todos aqueles pensamentos de lado e foi almoçar. Precisaria de mais energia para dar de conta de tanto trabalho a ser feito. Era melhor tentar não entender de onde havia surgido tanta bagunça. Tae não teria feito tudo aquilo, pelo menos ela queria acreditar dessa vez. Deixou os seus produtos dentro do balde e se retirou da sala. Iria lavar-se e seguiria em direção ao refeitório.

Joy ajeitava o uniforme enquanto caminhava em direção ao banheiro. Uma trombada fez com que ela tentasse se recompor o quanto antes. Pensou em se tratar de alguém importante, mas logo abandonou a ideia.

— Não olha para onde anda? É cega? — reclamava a mulher tentando se limpar.

A loira estudava cautelosamente Joy em todos os aspectos. Percebeu que Joy não se encaixava nos padrões do país. Sentia-se diminuída e sem valor diante daquele projeto de ser humano.

— De que país você é? — insistia a loira.

Joy mordia a bochecha. Não queria soar grossa com aquele projeto de Barbie.

— De um lugar que não lhe interessa. — respondeu Joy.

— Você esta certa! — exclamou ela batendo palmas — Não me interessa saber de que fim de mundo pertence. Ao menos é uma empregadinha que limpa toda a minha bagunça e sujeira em troca de um misero salário.

A loira saiu confiante do banheiro.

Joy só pensava em uma única coisa naquele exato momento. Queria pegar a cabeça da Barbie e esfregar na privada mais suja que encontrasse. Era assim que aquele projeto de Barbie merecia ser tratada. Até parecia que estava num filme colegial. Olhou para o seu reflexo no espelho e não se sentia satisfeita com o que via. Seus cabelos não recebiam um tratamento adequado, as olheiras eram cada vez mais perceptíveis e nisso ela só tinha uma certeza: tinha que se amar em primeiro lugar, esquecer as barbaridades que as pessoas falavam. Até perdeu a fome. Só iria dar um tempo para que seus braços e pernas relaxassem para poder voltar ao trabalho.

*****

Depois que saiu do banheiro Joy viu algumas garotas sendo conduzidas pelo Lee Jung para uma das salas para ensaiar. Era a primeira vez que as via pelo prédio. Havia boatos de que ainda faltavam duas garotas para completar o grupo antes de debutarem. Uma delas já estava em negociação, mas ainda precisariam de outra que se adequasse ao estilo delas. Infelizmente não era fácil encontrar qualquer pessoa para integrar um grupo.

Precisava saber como era o desenvolvimento daquelas garotas dançando. Esperou tempo suficiente para assistir uma parte do ensaio. Só estava curiosa e nada mais. A porta entreaberta facilitava a visão de toda dança. Joy estava tão fascinada com o que via e não percebeu que Hoseok estava ao seu lado também assistindo ao ensaio daquelas garotas.

— Essas garotas dançam muito bem! — exclamou Joy admirada — Nunca que eu dançarei assim.

— Elas são maravilhosas dançando — concordou Hoseok a assustando. — Desculpa, mas não queria te assustar. Você dança?

— Não exatamente.

— É uma pena! Seria legal te ensinar alguns passos. — oferecia-se Hoseok.

Ela sorriu encantada. Hoseok era uma pessoa maravilhosa que conseguia encantar todos que estavam a sua volta. Com um simples sorriso ele fazia com que Joy sempre o retribuísse. Era instantâneo.

— É algo a se pensar. Acho que você seria um bom professor de dança.

— Isso eu ainda não descobri, mas seria legal ter uma aluna.

— Preciso descansar um pouco. Meu almoço passa rápido demais. — murmurou ela se afastando. — Até mais.

Hoseok ficava feliz em poder conversar com Joy. Sempre a via sozinha e imaginava que ter alguma conversa fosse algo complicado para ela. Fluia tão fácil quando estavam juntos, nem parecia que ela pegava no pé de TaeHyung quanto a sua bagunça.

*****

Passar o dia todo andando de um lado para o outro organizando as bagunças não era nada fácil. Sempre havia alguém que precisava de seus serviços, por mais simples que fossem. Se ela se apressasse poderia concluir todas as tarefas e relaxar um pouco. Os escritórios estavam sendo deixado um a um. Nenhum dos funcionários demonstravam ter pressa de chegar em casa. Para eles tudo era mais fácil. Provavelmente alguns deles ainda iriam se encontrar para tomar soju e comer carne de porco agridoce.

Ainda bem que o prédio já estava começando a ficar mais tranqüilo. Ao menos era o que aquela garota imaginava. O barulho fora do comum de algo se quebrando atraiu a sua atenção de imediato. Saiu da sala para ver o que estava acontecendo. O seu trabalho não poderia ser jogado pelos ares. Joy não queria acreditar no que seus olhos viam. Só poderia ser uma pegadinha. Ela viu um Tae transtornado saindo de uma das salas. Era demais para ser verdade. Ele nem se deu conta de que ela o observava furiosa.

— Oh garoto! — resmungou Joy — Bem que você poderia ser um pouco mais educado e facilitar o trabalho de todo mundo. Não sou a sua empregada não.

Tae virou-se brutalmente em direção a moça fazendo com que ela batesse as costas na parede com medo. Nunca o viu tão sério em toda a sua vida. Rapidamente ele colocou suas mãos ao lado do rosto da garota impedindo que Joy pudesse sair dali facilmente.

— Tem alguma coisa errada comigo? Por que todos estão a pegar no meu pé? Por que insistem em dizer o que devo fazer e com quem devo me relacionar? — questionava ele olhando para o chão, mas lentamente ele voltou a sua atenção para o rosto da jovem. Olhava atenciosamente em seus olhos — Por quê? Não agüento mais isso.

Joy sentiu as suas pernas fraquejarem diante da troca de olhares que houve entre eles. Havia a vontade de tocar-lhe o rosto e lhe dizer que estava tudo bem, que só era uma semana complicada demais e que não deveria dar atenção a tudo o que falavam. Pessoas desocupadas gostavam de apontar os erros e ditar o que deveriam fazer. Todos passavam por aquilo, mas jamais que ele lhe daria ouvidos. Logo ela que não era ninguém. Tae tinha uma reputação a zelar, nada do que ela dissesse teria resultado. Suas palavras iriam sumir como fumaça.

— Fica calmo! — tentou ela — Quer conversar à respeito?

Tae a libertou de perto da parede colocando as mãos no bolso.

— Você não entenderia nada do que estou passando. — rebateu ele — É melhor continuar do jeito que está. Ninguém me entende.

Joy respirou fundo. Daria um soco nele se não fosse ficar roxo com tanta facilidade.

— Sei que sou apenas mais uma brasileira que está tentando a vida aqui na Coréia, mas posso entender mais do que você imagina. Não sou uma estrela, não tenho fãs correndo atrás de mim, mas jamais faria com que alguém se sentisse inferior.

Rapidamente ela juntou todos os seus itens de limpeza e o deixou sozinho no corredor. Estava cansada de ser sempre mal tratada pelas pessoas. Só queria ajudá-lo, mas foi o próprio Tae que permitiu que o seu orgulho falasse mais alto.

A vontade que Tae tinha era de simplesmente socar ou quebrar algo. Tudo estava saindo fora dos eixos. Já não compreendia nada mais do que estava fazendo na sua vida. Só precisava esperar que tudo se acalmasse. Não estava acostumado com outras pessoas querendo lhe ajudar. Até que ponto ele poderia confiar em Joy para poder desabafar?


*****
 

Todo o prédio da Big Hit já estava com as luzes apagadas. Tae sempre gostava de ser um dos últimos a ir embora, principalmente quando precisava ficar sozinho e colocar sua vida em ordem. Curtia o seu momento sozinho. Ele caminhava pelos corredores tranquilamente em direção a saída, mas estranhou ao ver uma das salas ainda em uso. O estranho era notar alguém escutando a música do grupo. Despertado a curiosidade ele se aproximou para ver o que estava acontecendo. 

A porta estava entreaberta de modo que ele conseguiu ficar discretamente observando a garota a realizar a coreografia. Ela se movia com graça e beleza. Cada movimento fazia jus com a expressão que ela fazia. Como é que ele nunca havia reparado? Ela parecia tão diferente sem o uniforme da empresa. Ela estava concentrada em cada nota da música. Se entregava completamente ao que fazia, era nítida a sua paixão pela arte. Num único momento em que ela teve que encarar o próprio reflexo no espelho foi onde ela se assustou. Correu rapidamente para desligar os aparelhos e reunir os seus pertences.

O seu maldito plano de não ser descoberto não funcionou como ele desejava. Aos poucos Tae abriu a porta por completo. Queria entender o que estava acontecendo com aquela garota. Ela estava nervosa e louca para sair dali.

— O que você ainda está fazendo aqui? — quis saber Tae curioso adentrando a sala — Pensei que tivesse ido para casa. 

Joy se sentia desconfortável diante do rapaz. Não era para ela ter sido vista naquele estado. Correu para pegar os seus poucos pertences para ir embora. Amava passar algum tempo ali quando mais ninguém estava trabalhando, de poder aproveitar o que o prédio tinha de melhor, mas agora não poderia mais passar um único minuto que fosse. Se a diretoria descobrisse seu destino já estava marcado. As regras sempre foram claras desde o momento de sua contratação.

— Eu já estou indo embora. — murmurou Joy nervosa.

Antes mesmo que a moça pudesse sair às pressas da sala, Tae a puxou pelo braço impedindo que a mesma saísse da sala. Com o movimento, Joy acabou por deixar suas coisas caírem. Nada abalava aquele rapaz, nem mesmo as suas coisas caindo aos pés dele.

— Eu... eu... preciso ir embora. — ela estava perdida nas palavras. Não era fácil estar perto dele sem antes ficar nervosa. Duas vezes num único dia já era demais para a sua sanidade.

Tae a observava com atenção. Um sorriso tímido nascia em seus lábios. Se era diversão não havia como saber, mas algo de diferente ele havia notado. O olhar dela a denunciava por completo.

— Por que você fica tão nervosa quando está no mesmo ambiente que eu? — quis saber ele a soltando lentamente.

Joy afastou-se dele com pouco de dificuldade. Precisava raciocinar direito antes que acabasse falando o que não deveria.

— E quem disse que fico nervosa? — ironizou ela — Lá fora você pode ter milhares de fãs correndo atrás de você, mas comigo não funciona.

— Sempre na defensiva... — Tae sorria desdenhoso — Que coreografia era aquela?

— Não era nada demais. Só gosto de dançar, e uso o espaço quando não tem ninguém no prédio. Só que não poderei praticar mais.

Ele ficou confuso.

— E por que não?

— Aish! Como você é chato! — exclamou Joy tentando sair mais uma vez da sala.

Tae foi ainda mais rápido e impediu que a mesma saísse daquela sala. Era a primeira vez que eles não estavam se estranhando tanto a ponto de saírem na porrada. Olhar seriamente para o rosto dele era como estar diante de uma verdadeira obra de arte. Não era a toa que Tae era o face do grupo. Seu lado brasileira queria aproveitar mais daquele momento, mas seria tão errado ter essa aproximação. Era como se uma corrente elétrica passasse por todo o seu corpo, tinha que ter controle de todo o seu ser.

— Eu sei que sou chato, mas não vou deixar você ir embora até me mostrar aquela dança. — ele colocou a mão no coração — Não posso morrer sem ver uma brasileira dançar.

Num impulso, Joy o empurrou para longe de si. Sentia as suas pernas tremerem, mas sabia que em breve estaria completamente recuperada do choque que era estar perto de TaeHyung.

— Acha mesmo que vou dançar para você? Só pra satisfazer a sua vontade maluca?

TaeHyung tentava controlar a risada.

— Vai dançar ou não? — insistia ele.

— Sério mesmo?

— Tenho cara de quem está brincando?

Não seria uma tarefa fácil dançar enquanto ele estivesse analisando cada um de seus movimentos. Percebendo que não havia nenhuma saída, Joy deixou as suas coisas de lado e foi para o meio da sala. Tae a acompanhava com o olhar. Ela respirava fundo enquanto buscava a concentração que precisava para executar a tal dança. A entrada inconfundível daquela música fazia com que Joy se arrepiasse por completo. O inicio da música "Fake Love" ainda era o mesmo até o momento em que J-Hope cantava, mas depois mudava para outro ritmo e ficava mais interessante a coreografia. Ela não tinha medo de arriscar nos passos e fazia com que houvesse uma ligação entre todos.

Tae ficou surpreso ao ver que alguns passos que foram feitos por J-Hope foram usados pela mesma. Era um verdadeiro show diante de seus olhos. Era uma pena ela não mostrar a coreografia por completo.

— Wow! — exclamou Tae enquanto batia palma — Isso foi impressionante. Por que se esconde realizando a limpeza da empresa? Você tem bastante talento!

Joy deu de ombros e pegou os seus pertences.

— Só ter talento não vai resolver a minha vida. Não é a minha vez de brilhar, Tae! Apenas amo dançar e nada mais. — ela se dava por vencida — Não é algo que eu levaria para toda minha vida como carreira.

— Tem certeza? — ele era teimoso demais para aceitar a verdade.

— Tenho! Agora eu preciso ir para minha casa. Não tem mais nada que eu possa fazer por aqui.

Não restava a menor dúvida de que dali em diante a forma como TaeHyung tratava Joy mudaria por completo. Não seria tão fácil como ele imaginava, pois ela nunca lhe dava ouvidos e fugia como alguém que via algum monstro. Ele estava tendo idéias incríveis sobre o que poderia fazer a respeito para que Joy mudasse de ideia e mostrasse todo o seu talento. Só teria que fazer com que ela aceitasse a sua aproximação e amizade. Se não fosse por bem seria por mal.

 

*****

Cada vez que encontrava com a garota Tae formava uma nova opinião a seu respeito. O medo que ela tinha quando estavam juntos era nítido e de certa forma fofo. Poucas pessoas como ela conseguiam demonstrar esse lado mais atencioso. Não queria colocar teorias malucas em sua cabeça, mas o jeito que o olhar dela o prendia chegava a ser fascinante. Era fácil perder-se no brilho que eles possuíam, mas no fundo havia um mistério, um segredo querendo ser colocado para fora. Ele não poderia estar enlouquecendo com a aproximação que começava a existir entre eles.

Enquanto ele caminhava para fora do prédio sentiu o seu celular vibrar inúmeras vezes. Rapidamente tirou do bolso e leu as mensagens. Os rapazes estavam louco atrás dele. A mensagem era clara, deveria ir o quanto antes até o endereço do restaurante que havia recebido. Já que ele não havia comparecido para o almoço teria que estar no jantar. Para a sua sorte o restaurante ficava a duas ruas de distância de onde ele estava.

Tae acelerou os passos para que os amigos não esperassem por muito tempo. Em poucos minutos ele já estava passando pela porta de entrada em direção ao grupo. A recepção não foi tão calorosa como Tae imaginou que seria. A expressão de seus hyungs não era uma das melhores.

— Onde esteve o dia todo? — quis saber JungKook. — Até perguntei para a Joy, mas ela não soube me responder.

TaeHyung deu de ombros.

— Precisei de um tempo sozinho.

— Mas está tudo bem agora? — questionou Jin.

— Claro! — respondeu ele animado. — A tendência é melhorar.

Hoseok já estava animado com a chegada do jantar. Bem que poderia falar da conversa que teve com Joy, mas era como entrar num campo minado. Teria que guardar a ansiedade apenas para si mesmo, mas torcia para que aquela garota tivesse interesse em ter aulas com ele. Serem amigos já bastava para ele.



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