História Uma Namorada para TaeHyung - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 5
Palavras 1.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 2


 

Os dias se seguiam na mais perfeita tranqüilidade.  A rotina se seguia como era esperado. Alguns comentários ainda ecoava pelo prédio à respeito do ao heróico de Tae. Era normal que continuassem empolgados com a história. Os olhares direcionados à Joy quando ela chegava para mais um dia de trabalho era desconfortável. Odiava aquela atenção que recebia.

— Já não agüento mais isso! — exclamou ela sentando-se no chão.

Uma batida na porta fez com que ela logo se recompusesse. Ela tratou de fingir que estava organizando os seus pertences de limpeza. Esperou que alguém falasse algo.

— Joy? — perguntou JungKook — Por acaso você viu o Tae? Estamos procurando por ele há horas.

Aliviada, a jovem virou sua atenção para o rapaz.

— Eu não o vi desde que cheguei e assim espero continuar.

— Você o odeia? — quis saber ele curioso.

Ela deu de ombros.

— Não é que eu o odeie. Só não sou fã das brincadeiras que ele faz. Já assumi a culpa por muita coisa que ele fez, mas nem sempre é algo com que as outras pessoas vão se importar.

— Eu te entendo. Caso o encontre estaremos indo para um restaurante. Ele não anda muito bem das ideias.

A moça sorriu timidamente.

— Fica tranqüilo! Eu darei o recado.

— Obrigado Joy!

O jeito era terminar as suas tarefas para ir para casa. Passar o dia todo andando de um lado para o outro organizando as bagunças não era nada fácil. Sempre havia alguém que precisava de seus serviços, por mais simples que fossem. Se ela se apressasse poderia concluir todas as tarefas e relaxar um pouco. Ainda bem que o prédio já estava começando a ficar mais tranqüilo. Ao menos era o que aquela garota imaginava. Saiu da sala para ver o que estava acontecendo. O seu trabalho não poderia ser jogado pelos ares.

Ela viu um Tae transtornado saindo de uma das salas. Era demais para ser verdade. Ele nem se deu conta de que ela o observava furiosa.

— Oh garoto! — resmungou Joy — Bem que você poderia ser um pouco mais educado e facilitar o trabalho de todo mundo. Não sou a sua empregada não. 

Tae virou-se brutalmente em direção a moça fazendo com que ela batesse as costas na parede com medo. Nunca o viu tão sério em toda a sua vida. Rapidamente ele colocou suas mãos em cada lado impedindo que Joy pudesse sair dali facilmente. 

— Tem alguma coisa errada comigo? Por que todos estão a pegar no meu pé? — questionava ele olhando para o chão, mas lentamente ele voltou a sua atenção para o rosto da jovem — Por quê? Não agüento mais isso.

Joy sentiu as suas pernas fraquejarem diante da troca de olhares que houve entre eles. Havia a vontade de tocar-lhe o rosto e lhe dizer que estava tudo bem e que só era uma semana complicada demais. Todos passavam por aquilo, mas jamais que ele lhe daria ouvidos. Logo ela que não era ninguém. 

— Fica calmo! — tentou ela — Quer conversar à respeito? 

Tae a libertou de perto da parede colocando as mãos no bolso. 

— Você não entenderia nada do que estou passando. É melhor continuar do jeito que está. Ninguém me entende. 

Joy respirou fundo. 

— Sei que sou apenas mais uma brasileira que está tentando a vida aqui na Coréia, mas posso entender mais do que você imagina. Não sou uma estrela, não tenho fãs correndo atrás de mim, mas jamais faria com que alguém se sentisse inferior. 

Rapidamente ela juntou todos os seus itens de limpeza e o deixou sozinho no corredor.  Estava cansada de ser sempre mal tratada pelas pessoas. Só queria ajudá-lo, mas foi o próprio Tae que permitiu que o seu orgulho falasse mais alto.

A vontade que Tae tinha era de simplesmente socar ou quebrar algo. Tudo estava saindo fora dos eixos.  Já não compreendia anda mais do que estava fazendo na sua vida. Só precisava esperar que tudo se acalmasse.


*****
 

Todo o prédio da Big Hit já estava com as luzes apagadas. Tae sempre gostava de ser um dos últimos a ir embora. Curtia os seus momentos sozinhos. Ele caminhava pelos corredores tranquilamente em direção a saída, mas estranhou ao ver uma das salas ainda em uso. O estranho era notar alguém escutando a música do grupo. Despertado a curiosidade ele se aproximou para ver o que estava acontecendo. 

A porta estava entreaberta de modo que ele conseguiu ficar discretamente observando a garota a realizar a coreografia. Ela se movia com graça e beleza. Cada movimento fazia jus com a expressão que ela fazia. Como é que ele nunca havia reparado? Ela parecia tão diferente sem o uniforme da empresa. Num único momento em que ela teve que encarar o próprio reflexo no espelho foi onde ela se assustou. Correu rapidamente para desligar os aparelhos e reunir os seus pertences.

O seu maldito plano de não ser descoberto não funcionou como ele desejava. Aos poucos Tae abriu a porta por completo. Queria entender o que estava acontecendo com aquela garota.

— O que você ainda está fazendo aqui? — quis saber Tae curioso — Pensei que tivesse ido para casa. 

Joy estava se sentindo desconfortável diante do rapaz. Não era para ela ter sido vista naquele estado. Correu para pegar os seus poucos pertences para ir embora. Amava passar algum tempo ali quando mais ninguém estava trabalhando, mas agora não poderia mais passar um único minuto que fosse.

— Eu já estou indo embora. 

Antes mesmo que a moça pudesse sair às pressas da sala, Tae a puxou pelo braço impedindo que a mesma saísse da sala. Com o movimento, Joy acabou por deixar suas coisas caírem. 

— Eu... eu... preciso ir embora. — ela estava perdida nas palavras. Não era fácil estar perto dele sem antes ficar nervosa. Duas vezes num único dia já era demais para a sua sanidade.

Tae a observava com atenção. Um sorriso tímido nascia em seus lábios. Se era diversão não havia como saber, mas algo de diferente ele havia notado. 

— Por que você fica tão nervosa quando está no mesmo ambiente que eu? — quis saber ele a soltando lentamente.

Joy afastou-se dele com pouco de dificuldade. Precisava raciocinar direito antes que acabasse falando o que não deveria.

— E quem disse que fico nervosa? Lá fora você pode ter milhares de fãs correndo atrás de você, mas comigo não funciona.

— Sempre na defensiva.  Que coreografia era aquela? — quis saber ele curioso.

— Não era nada demais. Só gosto de dançar, e uso o espaço quando não tem ninguém no prédio. Só que não poderei praticar mais.

Ele ficou confuso.

— E por que não?

— Como você é chato! — exclamou Joy tentando sair mais uma vez da sala.

Tae foi ainda mais rápido e impediu que a mesma saísse daquela sala. Era a primeira vez que eles não estavam se estranhando tanto a ponto de saírem na porrada. Olhar seriamente para o rosto dele era como estar diante de uma verdadeira obra de arte. Não era a toa que Tae era o face do grupo. Seu lado brasileira queria aproveitar mais daquele momento, mas seria tão errado ter essa aproximação.  Era como se uma corrente elétrica passasse por todo o seu corpo, tinha que ter controle de todo o seu ser.

— Eu sei que sou chato, mas não vou deixar você ir embora até me mostrar aquela dança. — ele colocou a mão no coração — Não posso morrer sem ver uma brasileira dançar.

Num impulso, Joy o empurrou para longe de si. Sentia as suas pernas tremerem, mas sabia que em breve estaria completamente recuperada do choque que era estar perto de TaeHyung.

— Acha mesmo que vou dançar para você? Só pra satisfazer a sua vontade maluca?

TaeHyung tentava controlar a risada.

— Vai dançar ou não? — insistia ele.

— Sério mesmo?

— Tenho cara de quem está brincando?

Não seria uma tarefa fácil dançar enquanto ele estivesse analisando cada um de seus movimentos. Percebendo que não havia nenhuma saída Joy deixou as suas coisas de lado e foi para o meio da sala. Tae a acompanhava com o olhar. Ela respirava fundo enquanto buscava a concentração que precisava para executar a tal dança. A entrada inconfundível daquela música fazia com que Joy se arrepiasse por completo. O inicio da musica “Fake Love” ainda era o mesmo até o momento em que J-Hope cantava, mas depois mudava para outro ritmo e ficava mais interessante a coreografia.  Ela não tinha medo de arriscar nos passos e fazia com que houvesse uma ligação entre todos.

Tae ficou surpreso ao ver que alguns passos que foram feitos por JungKook foram usados pela mesma. Era um verdadeiro show diante de seus olhos.

— Wow! — exclamou Tae enquanto batia palma — Isso foi impressionante. Por que se esconde realizando a limpeza da empresa? Você tem bastante talento!

Joy deu de ombros e reuniu os poucos pertences.

— Não é a minha vez de brilhar, Tae! Apenas amo dançar e nada mais. Não é algo que eu levaria para toda minha vida como carreira.

— Tem certeza? — ele era teimoso demais para aceitar a verdade.

— Tenho! Agora eu preciso ir para minha casa.

Não restava a menor dúvida de que dali em diante a forma como TaeHyung tratava Joy mudaria por completo. Não seria tão fácil como ele imaginava, pois ela nunca lhe dava ouvidos e fugia como alguém que via algum monstro. Ele estava tendo idéias incríveis sobre o que poderia fazer a respeito para que Joy mudasse de ideia e mostrasse todo o seu talento.



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