História Uma Nova Chance - Capítulo 56


Escrita por: ~ e ~gabibmesq

Postado
Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Anne, Aspen Leger, Celeste Newsome, Gavril Fadaye, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais
Tags Selecao
Visualizações 392
Palavras 1.380
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aposto que essa imagem representa vocês 😂😂😂🤣

Capítulo 56 - Capítulo 45 - Perfeitos


Fanfic / Fanfiction Uma Nova Chance - Capítulo 56 - Capítulo 45 - Perfeitos

Anteriormente...

 

- Eu posso vê-lo? -  perguntei ansiosa.

- Claro! -  o príncipe sorriu. - Inclusive, ele está te esperando – acrescentou.

Assenti e Benjamin caminhou para ficar ao lado de Audrey, ambos sorrindo um para o outro. Aproveitando a deixa, desci da cama e saí porta afora.

Não foi difícil encontrar o quarto de Maxon, depois de passar por alguns corredores vi a porta aberta e várias pessoas de jaleco entrando e saindo.

Guardas faziam a segurança do rei e eu me aproximei, sem ter certeza que me deixariam entrar, mas aconteceu o contrário: os guardas inclinaram a cabeça em cumprimento e me deram passagem.

Agradeci e entrei, desesperada para vê-lo.

No quarto havia apenas uma enfermeira checando os aparelhos em volta de Maxon, grandes máquinas que monitoravam seus sinais vitais.

Ele estava meio sentado, meio deitado. Vestia uma fina camiseta branca e tinha o corpo apoiado de modo que aliviasse a pressão do abdômen, coberto por curativos. Quando seus olhos encontraram os meus, seu rosto se iluminou com o mais belo dos sorrisos, não que eu não estivesse sorrindo também.

- Majestade - me curvei em reverência.

Maxon se dirigiu à enfermeira, dispensando-a. Ela saiu, fechando a porta atrás de si.

Um segundo depois eu já estava ao lado de Maxon, minhas mãos hesitando em tocá-lo.

- Você está sentindo muita dor? -  meus olhos deixaram os seus e foram parar nos curativos, imaginando a cicatriz que seu ato heroico deixaria, fazendo companhia ás marcas em suas costas, que eu arriscava dizer ainda estarem lá.

Ele balançou a cabeça.

- Não sinto nada, eles provavelmente me drogaram com todo o estoque de analgésicos disponível.

Sorri aliviada e me aproximei, tocando seu rosto, suas mãos envolveram as minhas e sentindo a pele macia sob meus dedos, meus olhos marejaram. Ele estava mesmo vivo.

Me lembrei do terror da noite anterior. O corredor escuro. O estalo. Maxon protegendo Audrey. Seu corpo ensanguentado e quase sem vida em meus braços. O pesadelo.

A vida parecia querer nos separar a qualquer custo, tantas coisas haviam acontecido, tantas tragédias. Será que isso nunca teria fim?

Eu nem imagino o que faria se o perdesse, já o perdi uma vez para o tempo.

- Obrigada - eu disse de repente. Maxon que tinha fechado os olhos sob meu toque, me encarou por cima dos cílios - Obrigada ter salvo Audrey - desci novamente os olhos para o ferimento - Aquele tiro seria para ela - um nó se formou na minha garganta, admitindo pela primeira vez o que poderia ter acontecido.

Suas mãos tocaram meu rosto, interrompendo o curso de uma lágrima que descia pela minha bochecha.

- Eu nunca deixaria que nada acontecesse com ela - ele disse com doçura, apesar do tom de voz cansado - Ela é parte de você, e eu daria minha vida para salvá-las quantas vezes fosse necessário. Nunca se esqueça disso.

Mais algumas lágrimas cálidas abriram caminho e penderam dos meus cílios.

Inclinei o corpo até que meus lábios tocassem os dele, sentindo seu sabor e o calor de seu corpo, me permiti ficar calma. Estava tudo bem agora.

- Eu que deveria agradecer - retrucou, quando me afastei. Franzi as sobrancelhas - Se não fosse você ter ido até lá não sei o que teria acontecido.

Engoli em seco.

- Eu ainda me sinto culpada por não ter contado antes sobre as coisas que aconteceram - admiti, me referindo ás perseguições em Clermont.

- Você não teve culpa, ninguém podia imaginar isso, nem mesmo os investigadores.

- Investigadores? -  minhas sobrancelhas arquearam.                       

- Há pouco tempo foi aberta uma investigação para descobrir a extensão dos domínios dos rebeldes, e foram descobertos alguns oficiais que forneciam armas e suprimentos a eles - explicou - Mas nada muito alarmante, não é segredo que esses terroristas têm apoio de outras pessoas, de gente grande, e nossos esforços são para que essas pessoas sejam punidas também - continuou, com a voz cansada, aquele assunto claramente o aborrecia - Haviam suspeitas mas, de qualquer forma, ninguém podia imaginar que existiam traidores dentro do palácio. O que aconteceu poderia ter acabado em um golpe!

Minha boca se abriu em choque diante da perspectiva absurda.

Desde a última Seleção os rebeldes têm atacado com mais frequência. Quando foi descoberta a existência de duas organizações, foi mais fácil identificar quem era responsável pelo quê. Evidenciando ainda mais o rastro de destruição deixado pelos Sulistas.

- Mas não precisamos nos preocupar mais com isso agora - ele garantiu - Meus oficiais já prenderam os traidores restantes. Os que não morreram ontem certamente passarão o resto de suas vidas na cadeia - completou, com a voz dura.

Estremeci, recordando os corpos caídos e sem vida no chão do Salão.

- Não existe mais perigo - suas mãos envolveram meu rosto carinhosamente.

Assenti e nossas testas se tocaram, ficamos ali por alguns instantes, absorvendo a companhia um do outro.

Maxon suspirou e se afastou. Um sorriso contido iluminou seu rosto de repente.

- Quase me esqueci - mermurou.

Estreitei os olhos enquanto ele pegava algo embaixo do travesseiro.

- Estava com essa droga no bolso do paletó desde que você chegou. Mas não tivemos muitos momentos de sossego - ele disse, estendendo para mim uma caixinha vermelha de veludo - As enfermeiras fizeram questão de guardá-lo - e abriu-a.

Impressionada, levei a mão a boca, para conter o choque. O anel exibia uma enorme Safira azul com o que eu deduzi serem pequenas pedras de diamante encrustados em volta. A claridade do quarto fazia a peça brilhar e reluzir em vários ângulos diferentes. Era a joia mais bonita que eu já vira na vida.

Lágrimas arderam-me os olhos e eu tentei falar várias vezes, mas tudo o que consegui fazer foi sorrir. Seus olhos encontraram os meus com expectativa e pude ver que ele estava emocionado também, parecia surreal, e quando minhas cordas vocais voltaram a funcionar, só consegui perguntar:

- Isso é sério? – minha voz não passava de um silvo.

Ele riu com a minha pergunta, tocou meu rosto com a mão livre e tomou minha mão, entrelaçando nossos dedos.

- Nunca fiz nada tão sério na minha vida – ergui os olhos, que encaravam nossas mãos, e mirei suas íris castanhas. – Eu te amo, America – ele disse, ainda segurando a caixinha com os dedos trêmulos. – Eu deveria ter dito isso naquela noite, a noite em que você foi embora por culpa do meu orgulho e levou uma parte do meu coração com você, mas nós nos separamos e quando você voltou eu prometi a mim mesmo que nunca mais a deixaria escapar – eu sorri, piscando para afugentar as lágrimas. – Todo esse tempo longe de você fez com que eu tivesse mais certeza de algo que na verdade eu já sabia: meu coração é seu, sempre foi e sempre será. Eu a amo mais do que poderia imaginar ser capaz de amar alguém, tudo que mais quero é que você fique ao meu lado pelo resto da minha vida. Então eu lhe imploro: faça-me o homem mais feliz do mundo, poderia me dar a honra de ser minha esposa?

Seus olhos eram ternos, sinceros, transbordavam sentimento e eu não tive dúvidas da veracidade de suas palavras, pois também eram minhas. Nenhum dia que passei longe de Maxon foi completamente feliz. Quando fui embora deixei uma parte de mim no Palácio e lutei contra isso durante todo esse tempo, mas agora ele estava ali, a vida estava nos dando mais uma chance, a chance que nos foi tirada e eu sentia o mundo sorrir para nós dois. Pisquei mais algumas vezes e enfim, encontrei minha voz:

- Sim, sim! Mil vezes sim!

Um sorriso iluminou seu rosto e ele largou a caixinha por alguns instantes e, envolvendo meu rosto com suas mãos, selou nossos lábios. Meu coração dançava dentro do peito, a euforia brincando com as batidas frenéticas, pensei que fosse explodir de tanta felicidade. Me perguntei se ele sentia aquilo também. Nós nos afastamos e ele, quase sem se conter de tanta alegria, tirou o anel da pequena caixa de veludo e deslizou pelo dedo anular da minha mão esquerda estendida.

- Perfeito – Maxon disse, admirando a peça tão pequena, mas com grande significado.

- Como nós dois.


Notas Finais


Capítulo curtinho porque amanhã tem mais!
Leitores e leitoras queridas, não desistam de mim, é sério, eu sei que demorei demais mas agora a coisa tá andando 😂❤❤
Sejam bonzinhos e se manifestem, deixem muitos comentários e favoritos que eu volto amanhã com mais um capítulo
Quero saber o que vocês estão achando dessa reta final
E o capítulo de amanhã tá de morrer de tão lindo! 😍😍😍😍
Até logo, volto hoje a noite com mais uma surpresa para vocês!
Beijinhos! 😘


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