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História Uma Permanente Natural Escarlate... - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Capítulo dois Yeeeeeeh X3. Espero que possam gostar.

BOA LEITURA.

(Desculpe qualquer erro).

Capítulo 2 - Vermelho lembra fogo, branco lembra gelo...


..., mas as duas cores juntas é rosa que lembra leite de morango.

O trio Yorozuya olhava para a mulher sentada no sofá enquanto esperava pelo relato que ela lhes daria. Após se convencer de que poderia confiar naqueles três aceitou a ajuda que estavam oferecendo, ela sabia que sozinha não chegaria muito longe.

— Me chamo Hisui, sou uma Amanto de uma galáxia distante dessa. Quando cheguei aqui eu estava à procura do meu Sensei, ele desaparecera a quase dez anos. Entretanto como não conseguiria sobreviver sem trabalhar, procurei serviço em todo lugar, e fui encontrar apenas numa empresa de tecido. De início eu apenas estava ali como uma das centenas de pessoas que buscavam um misero centavo para sobreviver, porém logo ganhei confiança das pessoas para quem trabalhava. Acabei sendo remanejada para outra área da fábrica e foi aí que notei que eles não trabalhavam apenas com tecidos, trabalhavam com algo bastante suspeito que não pude conter em querer descobrir o que era. – Hisui suspirou apertando os dedos um no outro com os olhos voltados para seu colo.

— Então você encontrou o que não devia e agora querem calar você, não é? – Gintoki comentou sentado em sua cadeira, a amanto confirmou.

— Quando perceberam que eu estava fuçando demais e havia descoberto seus planos por trás dos panos, eu tive de fugir para proteger minha vida, consegui por um tempo, mas é difícil me camuflar tendo uma aparência tão chamativa assim. – Comentou sorrindo de lado. – Tentei fugir o máximo que consegui, só que eles me encontraram e conseguiram me ferir, eles não querem que eu, sabendo tudo o que descobri, estrague os planos do líder daquela empresa contando para a polícia sobre isso, mas apesar de ter força o suficiente, não consigo enfrenta-los sozinha. – Suspirou admitindo que não era ágio o suficiente para isso.

— Então foi isso que aconteceu. – Gintoki murmurou com um suspiro, em seguida voltou seus olhos para a mulher. – Você disse que veio atrás de seu Sensei que desapareceu? O que aconteceu com ele? – Perguntou se lembrando desse detalhe. Hisui respirou fundo.

— Há dez anos naves de batalha invadiram nosso planeta, Amantos de todo tipo invadiram nossas casas e sequestraram os homens jovens e aqueles que ainda conseguiriam batalhar, dizendo que estavam os convocando para uma guerra. Meu mestre foi um desses homens forçados a irem para a guerra, nós, seus discípulos mais novos, tentamos impedir, mas fomos massacrados por eles e nosso mestre levado. Depois de alguns anos descobrimos para onde eles teriam levado os homens de nosso planeta, e então entrando de forma clandestina numa nave eu vim até aqui para conseguir encontra-lo. – Hisui trincou os dentes, estreitando os olhos focados na mesa de centro. – Mas não o encontrei em lugar algum, tentei de todas os meios encontrar alguma informação, mas tudo indicava que ele provavelmente foi mais um dos mortos nessa guerra, só que...! – Seus punhos cerraram-se e ela levantou os olhos marejados para os de Gintoki que engoliu em seco levemente. – Eu sei que ele não morreu! Eu sinto isso, sei que ele está por aí e...eu vou encontra-lo. – Disse ela com firmeza na voz, entretanto seus olhos não emanavam a mesma firmeza que seus lábios. Gintoki baixou os olhos, ela sabia que ele não estava mais vivo, entretanto se negava a admitir isso até ter a certeza.

— Muito bem, nós vamos ajudá-la a acabar com esse suspense. – Gintoki afirmou e olhou para os dois adolescentes sentados em silêncio, até o momento, no sofá a frente.

— Shinpachi, Kagura, vão atrás de descobrir alguma informação sobre o sensei desaparecido, encontrem qualquer coisa que for útil para nós. Você e eu vamos atrás daqueles desgraçados que estão atrás de você. – Gintoki comentou se levantando da cadeira, fazendo os outros dois fazerem o mesmo.

— V-Vocês vão mesmo me ajudar com isso? Por quê? – Perguntou ela olhando para os três que sorriam.

— Bem, você precisa da nossa ajuda. Por que não ajudaríamos? – Kagura perguntou sorrindo levemente.

— Não se preocupe, Hisui-san, nós vamos encontrar seu sensei. – Disse Shinpachi seguindo seu caminho com Kagura e Sadaharu logo atrás.

— Não fique se perguntado o porquê de estarmos fazendo isso, apenas estamos. – Gintoki se aproximou levemente e estendeu um copo com um liquido rosa para ela que olhou para o copo e para o Sakata em seguida. – Você gosta de coisas doces, não é? Pegue. – Ofereceu novamente o copo e a mulher o segura confusa.

— Como sabe que eu gosto de coisas doces? – Perguntou arqueando uma sobrancelha.

— Você acabou com o açúcar do pote colocando-o no chá. Além de que, reconheço um amante de doces quando vejo um. – Disse ele dando de ombros e levando a garrafa de leite de morango até os lábios. Hisui sorriu de lado e bebeu do líquido em seguida, sentindo seu corpo tenso relaxar conforme o açúcar descia pela garganta. – Agora vamos, vamos caçar alguns caçadores.

— Certo. – Disse ela se levantando e seguindo o Yorozuya logo atrás.

Assim que estavam de volta as ruas, Hisui e Gintoki mantinham o cuidado ao se moverem pela cidade pois sabiam que ela ainda estaria sendo procurada pelos capangas. Os dois se dirigiam até a fábrica de tecidos onde a Amanto trabalhou.

— Então, me conte mais sobre essa fábrica. No que exatamente eles estão mexendo para caçarem você com tanta vontade assim? – Perguntou Gintoki se esgueirando entre uma parede quando estavam próximos do prédio.

— Pelo que pude descobrir, são um grupo Joui que estão produzindo armas biológicas silenciosas e tão destruidoras quanto, não sei ao certo que tipo de arma realmente é, mas sei que ela é igual a um vírus capaz de destruir um país em pouco tempo. – Hisui contou se apoiando nas costas do Sakata levemente para poder observar o caminho até o final da rua, onde se encontrava o prédio da fábrica.

— Um vírus é? – Gintoki murmurou enquanto apertava os olhos brevemente tentando enxergar melhor ao longe, em seguida acenou para que Hisui o seguisse e correram para o beco entre outros prédios, mais perto da fábrica.

— Há muitos guardar por perto, será perigoso se nos acharmos. – Comentou ela se agachando atrás de uma lixeira quando dois guardas passaram pela rua.

— Não estamos com pressa, certo? Podemos ir com calma e cautela, mas se formos pegos, não se preocupe, posso cuidar deles. – Disse sorrindo sereno enquanto curvava o corpo para observar a estrada.

— Não vai ser fácil passar despercebido com essa aparência tão chamativa. – Comentou Hisui olhando para si mesma e tocando numa mecha de sua permanente natural, Gintoki a encarou por alguns segundos e sorriu como se tivesse pensando em algo.

— Se é esse o problema, então não precisa se preocupar. Sei o que podemos fazer. – Seu olhar preocupou Hisui, mas ela decidiu deixar que ele fizesse o que quisesse, se fosse para ser livre daqueles bandidos ela confiaria nele.

~X~

Shinpachi e Kagura buscavam a ajuda de pessoas que sabiam serem capazes de descobrir o paradeiro do sensei de Hisui com certeza. Ambos adentraram a sede do Shinsengumi e logo olharam por todo lado procurando alguém em especifico. Ouvindo barulhos do lado de dentro de um dojo seguiram o som e encontraram o vice comandante treinando concentrado, mas que logo parou ao notar a presença dos dois Yorozuya na porta, franziu o cenho. O que aqueles bagunceiros estavam fazendo ali?

— Desculpe atrapalhar seu treinamento, Hijikata-san, mas precisamos da ajuda do Shinsengumi. – Começou o Shimura sem muita vontade de pedir a ajuda deles, sabia que se Gintoki soubesse que vieram até ali reclamaria, apenas porque o Sakata não se dava bem com o fumante viciado em maionese. Esse inclusive logo acendia um dos cigarros enquanto parava de frente para os dois já do lado de fora do dojo.

— Então, o que querem aqui? E onde está aquele irresponsável do chefe de vocês? – Perguntou ao notar a falta da presença do terceiro e mais difícil de se aguentar dos três.

— Está em outro trabalho. Hijikata-san precisamos que nos ajude a encontrar alguém, faz parte de nosso trabalho, mas sabemos que sozinhos não iremos conseguir por já fazer dez anos de seu desaparecimento. – Shinpachi explicou olhando brevemente para a Yato que confirmou.

— Desaparecimentos desse tempo são complicados e quase perda de tempo tentar encontrar algo. Por que querem tanto assim? – Perguntou o vice comandante enquanto caminhava em direção a outra parte do Shinsengumi e sendo seguidos pelos dois adolescentes.

— Uma cliente veio de outro planeta até aqui procurando seu mestre, ele foi levado por outros Amantos do planeta natal dela a força, muito possivelmente para fazer parte da guerra contra os Amantos há dez anos. Ela ainda o procura, queremos encontra-lo ou encontrar qualquer resposta para o desaparecimento dele. – Explicou ao outro que soprou a fumaça do cigarro para cima pensativo.

— Faz um bom tempo, mas vou ver no que posso fazer. Vou precisar do máximo de informações que tiverem. – Pediu ele e ambos se entreolharam.

— Você vai nos ajudar mesmo? – Perguntou Kagura desconfiada, o mais velho encarou os dois e arqueou a sobrancelha.

— Vieram até aqui pedindo nossa ajuda, não é? Então qual a surpresa? – Perguntou a eles que encolheram os ombros e deram os ombros respectivamente.

— Bem, não é como se o Shinsengumi fosse muito nossos fãs, ainda mais o Hijikata-san. – O Shimura comentou fazendo Toshi revirar os olhos.

— Procurar pessoas desaparecidas é nosso trabalho, independentemente de qualquer inimizade. – Hijikata soltou mais uma lufada de fumaça e olhou brevemente para os dois. – Então, me digam tudo o que sabem sobre esse sensei, quanto mais informações tiverem, melhor. – Disse por fim e Shinpachi confirmou num suspiro.

— Tudo o que sabemos é...

~X~

Definitivamente Hisui estava temerosa quanto ao plano do Yorozuya, olhava para seu corpo e para as roupas que usava e torceu os lábios em desagrado, tinha certeza de que aquilo era loucura e que não daria certo.

— Err...eu realmente acho que isso não vai dar certo, Sakata-han. – Murmurou ela num tom baixo, o albino olhou para trás após arrumar o boné em sua cabeleira.

— Não diga isso Hisui-chan, é um plano ótimo, vai tudo dar certo acredite em mim. – Disse rindo de forma divertida enquanto ajeitava uma grande caixa num carrinho de ferro.

— Mas é isso mesmo que quero dizer, não tem como eles acreditarem nessa história! Todas as correspondências passam por outro lugar antes de virem para cá, e não iria ser entregue no portão da frente! – Exclamou ela ainda num tom baixo, entretanto externando sua irritação e preocupação.

— Tá tudo bem, tá tudo bem! Apenas me siga. Não temos um plano melhor, não é? Então vamos com esse mesmo. – Dizendo isso, Gintoki segurou o carrinho com a caixa de papelão em cima e seguiu pela rua principal até os portões de entrada da fábrica, Hisui suspirou e o seguiu, sentindo suas mãos suarem pelo nervosismo. Mesmo que tivesse uma força maior que os humanos normais daquele planeta, Hisui era muito lenta por conta da atmosfera e da gravidade dele, por tanto não saberia se conseguiria ajudar o Yorozuya caso tudo desse errado.

— Oe! Quem são vocês, malditos? O que querem em frente a nossa fábrica? – Um rapaz robusto e face assustadora se aproximou do portão e consequentemente das duas permanentes naturais.

— Bom dia, Nii-chan! Estamos aqui para fazer uma entrega especial! – Gintoki começou a falar enquanto Hisui apenar baixava um pouco mais seu boné tentando esconder seu rosto.

— Huh? Entrega? Não seja ridículo! Nenhuma entrega está autorizada em vir até aqui diretamente, idiota! – O outro do lado de dentro do portão exclamou alguns tons mais irritado.

Eu disse a você que não daria certo! – Hisui sussurrou ao Sakata que mantinha um sorriso simpático no rosto.

Vamos, vamos. Apenas confie em mim. – Respondeu ele também num sussurro. – Vamos! Nos dê um tempo, nii-chan! Estamos apenas fazendo nosso trabalho aqui, certo? Disseram para trazer essa encomenda ao seu chefe aqui. Talvez seu chefe tenha se esquecido de avisar que viríamos, não é? – Gintoki continuou tentando convencer o mal encarado a frente. Hisui olhou para a esquina daquela quadra e franziu o cenho ao ver uma sombra se afastar do muro. Olhou novamente para a discussão entre Gintoki e o outro, notando que aquilo não daria frutos algum.

— Ah! Mas como você é chato! Eu já disse que não posso deixá-los entrar com essa encomenda! Sumam logo daqui desgraçados! – O capanga bufou abrindo o portão e empurrando o carrinho com Gintoki para trás. Nisso Hisui encontrou uma brecha e se colocou nas costas do rapaz acertando em seguida um cascudo em sua cabeça, apagando o outro em seguida.

— Ora, vejam só. Eu disse que daria certo, não disse? – Gintoki comentou risonho enquanto passava por cima do outro desacordado, Hisui o encarou irritada, mas decidiu ignorar aquele roubo de créditos feito pelo outro.

— Temos que escondê-lo, não podemos chamar a atenção assim. – Disse ela puxando o homem desfalecido pelas roupas até alguns arbustos próximos. – O que faremos agora, Sakata-han? – Perguntou suspirando e voltando-se para o albino que observava a fábrica do lado de dentro, trabalhando numa nova estratégia.

— Agora que estamos do lado de dentro, precisamos nos camuflar, então... – Ele se virou para a Amanto que estreitou os olhos quando notou aquele mesmo olhar de antes, algum plano perigoso estava surgindo na mente do Yorozuya novamente. – Você não gostaria de fazer alguns cosplays comigo? – Perguntou olhando em seguida para o outro desacordado.

— Sakata-han, você... – Ela murmurou logo entendendo o que ele queria fazer.


Notas Finais


Abraço Da Uzuu Neko-chan :3

Ci Vediamo! 💜


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