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História Video Games - Capítulo 28


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Notas do Autor


oi esqueci de atualizar ontem pq fiquei jogando e procrastinando o dia todo rs

Capítulo 28 - This is all I think of


Quando Hyungwon abriu os olhos, estava deitado cuidadosamente no banco de um carro que ele não reconheceu por sua cabeça ainda estar dolorida e o álcool ainda fazer efeito em seu corpo.

Girando o olhar turvo, notou uma figura de fios rosados no banco do motorista parecendo extremamente concentrado no trânsito para notá-lo já acordado. Seu rosto era impossível de ser distinguido devido a sua confusão mental, mas aquela cabeleira tão característica não o enganava nunca.

— Kihyun? — Perguntou com a voz embargada, recebendo a atenção do rosado por alguns segundos antes dele voltar a focar na estrada, com um pequeno sorriso de alívio dançando pelos lábios.

— Você ainda está bem bêbado pelo visto — diz em um tom suave. — Não se preocupe, estamos quase chegando na sua casa.

Hyungwon assentiu mesmo sem entender muita coisa, voltando seu olhar para a paisagem escura na janela. Ele se lembrava vagamente do que tinha acontecido, lembrava-se de ver Hoseok abraçado de forma romântica com outra pessoa, de beber mais do que deveria e então discutir com o Lee, acabando por terminar daquele jeito, completamente perdido.

— Eu o vi com outra pessoa, Kihyun — falou depois de um tempo, atraindo a atenção do mais velho que o olhava com certa curiosidade. — Doeu muito.

Kihyun suspirou pesado.

— Talvez você só tivesse no lugar errado, na hora errada — respondeu-o. — Você nem ao menos o deixou se explicar.

— A culpa é da bebida, não minha — resmungou irritado fazendo Kihyun dar uma risada silenciosa. — E além do mais, se ele se importasse comigo o suficiente não teria me deixado lá no chão.

Respirou fundo.

— Como você pode ter tanta certeza disso? — Perguntou sério, com a voz beirando a tristeza.

— Porque é você quem está aqui comigo agora, não é? O boboca do Hoseok provavelmente deve ter priorizado o show dele — Kihyun se segurou para não rir dos xingamentos quase ofensivos do Chae. — E cá entre nós, ele nem canta tão bem assim, sabia? Nunca disse isso pra ele, mas a voz dele me irrita.

Kihyun não se aguentou e riu alto.

— Você é um bêbado engraçado, Wonie — balançou a cabeça. — Se você odeia tanto a voz dele, por que vivia pedindo pra ele cantar aquelas músicas românticas pra você no meio da noite?

Hyungwon franziu o cenho.

— Como você sabe disso?

— Ué, você me contou, não se lembra? — Desconversou Kihyun com seu tom de voz levemente mais fino e um pouco falho, como se estivesse nervoso por algo.

Hyungwon suspirou mais uma vez antes de fechar os olhos e ficar numa posição tão quieta que Kihyun podia jurar que o Chae havia dormido outra vez, mas o conhecia bem demais para saber que ele sempre estava acordado nos momentos mais incovenientes possíveis.

Os minutos restantes até a casa do mais novo foram em completo silêncio. Kihyun estacionou seu carro cuidadosamente na garagem de Hyungwon, observando-o quieto por alguns minutos antes de tomar coragem de "acordá-lo".

— Nós chegamos, precisa de ajuda? — Questionou por educação, já parado na porta do passageiro com as mãos erguidas na direção do corpo magro para carregá-lo se necessário.

— Eu me viro sozinho — disse arrogante antes de se colocar de pé com muito custo e o corpo ainda tonto, franzindo o cenho e encarando o de fios cor-de-rosa por alguns segundos. — Você ficou mais alto de repente?

— Não, Hyungwon, é só a bebida — respondeu entediado antes de colocar uma das mãos envolta da cintura do moreno e a outra em seu ombro. O Chae não reclamou do contato, apenas se deixando levar até a entrada da casa, nem se quer se perguntando como Kihyun sabia onde deixava a chave extra, até chegar em seu quarto onde desabou na cama imediatamente.

— Quer que eu fique com você essa noite? — O amigo questionou, mas tudo que recebeu foi um aceno negativo em resposta. — Tudo bem, irei pra casa então.

Kihyun fez menção de se levantar da cama onde residia, mas um braço segurando o seu o impediu.

— Como eu faço para essa dor passar? — Hyungwon perguntou com os olhos semicerrados e a inocência digna de uma criança.

— No começo vai ser como viver um inferno na Terra, mas aos poucos você vai se esquecendo dela até que a única coisa restante seja a memória do que um dia você sofreu — diz atraindo a atenção do mais alto. Ele estava tão concentrado que se Kihyun não o conhecesse diria que ele estava completamente sóbrio.

— Você é muito esperto, Kihyun — elogiou-o, fazendo as orelhas do Yoo queimarem de vergonha. — Mas também é muito poético, não entendi nada do que você disse.

Kihyun revirou os olhos com um sorriso antes de se virar para respondê-lo, mas já era tarde demais pois o moreno já se encontrava perdido no mais pesado sono possível.

Sem emitir qualquer ruído, Kihyun se aproximou delicadamente do mais novo, hesitando um pouco ao tocar sua bochecha esquerda um pouco molhada pela mistura de suor e lágrimas de mais cedo, subindo com a mão até os seus fios de cabelo sedosos e deixando um curto carinho ali.

— Caramba, como eu queria que você tivesse chegado cinco minutos antes daquela cena — suspirou pesado. — Talvez as coisas fossem diferente, e você não me odiaria como odeia agora.

Se aproximou mais um pouco do corpo que ressoava pesado, indicando que dessa vez, ele não estava acordado de forma alguma, e deixou um singelo beijo na testa do outro, vendo-o se encolher mais nos edredons, mas não emitir qualquer reação.

— Eu te amo, Hyungwon — sussurra. — Espero que amanhã você possa me ouvir.

E isso foi tudo que Hoseok disse antes de deixar o quarto, entrar em seu Plymouth e dirigir de volta para o apartamento, dessa vez tendo certeza de que não havia sido ouvido.


Notas Finais


ainda não acredito que esse é o penúltimo capítulo


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