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História Você me Mostrou o Amanhecer (namgi) - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


No qual Yoongi entende.

Capítulo 7 - Amanhecer


Fanfic / Fanfiction Você me Mostrou o Amanhecer (namgi) - Capítulo 7 - Amanhecer

Ele caiu com o peito, fazendo um barulho surpreso. 

“Mas que--” Uma silhueta o interrompeu, agarrando seu casaco e lhe forçando a sentar. 

Ele sabia que era uma Semente e, sinceramente, nem estava surpreso. Essa não era a primeira vez que uma dessas o atacava de noite e com certeza não seria a última. Por isso, quando ele era atacado, só deixava acontecer porque sabia que não era forte o suficiente pra vencer e, eventualmente, ela iria cansar.

Agora, porém, ele estava sem paciência.

Por isso, quando a coisa ergueu um braço para o dar um soco, Yoongi a empurrou para trás com toda a força, lhe chutando no peito para garantir. Ele estava sem paciência pra lidar com essa besteira de Magia Negra, Love Cores ou seja lá porque ele estava sendo atacado daquela vez- pelo amor de Deus, ele só queria caminhar.

Mas é claro que ele não ia conseguir isso, porque a Semente agarrou sua perna e o forçou no chão novamente, fazendo Yoongi soltar um grito surpreso. Ela o deu um soco na bochecha, ele um chute no estômago. Quando a Semente colocou as duas mãos em volta de seu pescoço, porém, Yoongi congelou. 

Ao contrário da última que o atacou, essa não fazia barulho nenhum- não gritava quando recebia um chute, não xingava Yoongi quando ele tentava fugir. De algum jeito, isso fazia seu coração bater mais forte e sua respiração mais curta. Suor se acumulava na sua testa e nas palmas de suas mãos, fazendo elas esocrregarem ao agarrarem os pulsos escuros da Semente. 

Naquela posição, porém, ele estava completamente indefeso, não podendo fazer muita coisa além de espernear e tentar afastar o rosto da criatura com a mão. Sua respiração estava ficando cada vez mais curta e sua cabeça mais leve- a árvore no seu campo de visão começava a ficar embaçada. 

É assim? Ele pensou desesperadamente enquanto sentia seu corpo perdendo a força, sentindo nada além das mãos na sua garganta e seu coração se jogando contra seu peito. É assim que vou morrer?

Ele tentou gritar, xingar a Semente e a jogar para longe, mas sentiu seus braços amolecendo, seus chutes perdendo força. O canto de sua visão se escurecia e ele estava prestes a fechar os olh-

O peso foi tirado completamente de cima dele.

Yoongi respirou extremamente fundo, encarando o céu escuro com os olhos arregalados antes de cair para o lado e tossir até seu peito doer. 

Seu coração estava batendo tão forte que ele o escutava como se estivesse do lado do seu ouvido; Quando conseguiu abrir os olhos, viu uma um homem baixo forçando a Semente contra o chão, murmurando algo embaixo de sua respiração. Antes que pudesse processar a situação, a Semente pareceu explodir em pequenos pedaços brilhantes, desaparecendo completamente diante de seus olhos.

Yoongi piscou, sua respiração ainda desregulada. Quando finalmente conseguiu focar sua visão, olhou para o homem que salvou sua vida.

Jimin.

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“Você tem certeza que tá bem?” Jimin perguntou enquanto procurava outras feridas pelo seu corpo, suas sobrancelhas torcidas. “Absoluta?”

“Eu- eu tô bem,” Yoongi confirmou, passando a mão no machucado no seu pescoço e fazendo uma careta. “Sério, não vou morrer nem nada.”

Jimin ergueu a sobrancelha, claramente não apreciando a tentativa de piada. Yoongi suspirou, encarando a grama suja do parque e se perguntando como ele foi para naquela situação. 

“Quer saber?” O bruxo pegou o cachecol que havia caído antes e colocou em volta do pescoço de Yoongi, fazendo suas bochechas esquentarem. “Eu não tenho nada comigo agora para te ajudar, mas… Passe na loja amanhã. Vou deixar algo pra você.”

Yoongi arregalou os olhos. “Não- não precisa-”

Jimin o deu um olhar não impressionado. “Seu nariz tá sangrando.”

Yoongi abaixou a cabeça para o limpar, extremamente envergonhado; Jimin riu baixo.

“Consegue se levantar?” Sua voz estava mais gentil, agora. Paciente.

“Consigo,” Quando tentou, porém, perdeu o equilíbrio e quase caiu de cara no chão.

“Ei--” O bruxo colocou um braço em volta do seu torso antes que caísse, ajustando a posição dos dois. “Pronto. Deixa que eu te ajudo a voltar pro apartamento.”

“E-”

“Você estava prestes a desmaiar, nem tente me convencer que está bem. Acha que é quem? Tony Stark?”

Yoongi deu uma risada fraca, ajustando o cachecol no seu rosto e deixando Jimin guiar os dois.

Por sorte, a caminhada do parque até o prédio não dava mais que 10 minutos. Jimin parecia saber o caminho decor e salteado, então Yoongi adivinhou que ele estava voltando do apartamento de Namjoon quando o salvou. Oh, falando nisso--

“O-obrigado,” Yoongi disse, encarando seus pés se arrastando pelo asfalto. “De verdade.”

Jimin fez um barulho do fundo de sua garganta. “Não foi nada. Eu só fiz o que qualquer outra pessoa faria.”

Não, Yoongi pensou no número de pessoas que fingiam não ver nada quando ele era puxado para um beco, ou até atacado na frente de alguma loja de conveniência, Você não fez.

Ele suspirou. Jimin ajustou seu braço que o apoiava.

“Desculpe se estou passando do limite, mas,” Jimin engoliu um seco. “Pelo jeito que você conheceu Namjoon, eu chuto que essa não é a primeira vez que uma coisa dessas acontece.”

Yoongi tropeçou e o braço em volta do seu torso apertou, o ajustando rapidamente.

“Não é,” Disse.

“Ah,” Jimin torceu as sobrancelhas, parecendo pensativo. “Esses ataques normalmente são violentos desse jeito?”

Yoongi negou com um chacoalhar da cabeça.

“Então o que mudou?”

Eles chegaram na entrada do prédio de Yoongi.

O rosto de Seulgi apareceu atrás de seus olhos. Yoongi torceu as sobrancelhas.

“Não sei.”

Jimin suspirou. “Quer que eu te leve até seu apartamento? Eu acabei de sair do do Namjoon-hyung, mesmo.”

Yoongi negou com a cabeça e se afastou, tirando o braço do bruxo de volta de seu torso. “Não precisa, eu tô melhor.”

Jimin o encarou, suas sobrancelhas contorcidas em preocupação. “Não se esqueça de passar na loja do Tae amanhã. De verdade.”

Yoongi assentiu. 

“E tome mais cuidado, okay? Não faça mais esse tipo de coisa de noite.”

Yoongi fez uma careta. “Eu só tava andando,” Reclamou.

Jimin sorriu. “Então não faça mais isso.”

Os dois ficaram em silêncio, nenhum sabendo como acabar a conversa.

“Vou te confessar algo, Yoongi-ssi,” Jimin disse, colocando as mãos no bolso de seu moletom. “Não uso muito minha mágica. Eu ajudo o Tae com algumas poções e ocasionalmente faço alguns amuletos, mas, em geral, fico mais envolvido com humanos. O Tae guarda um tipo de rancor por eles por causa do preconceito, mas eu…. Eu gosto de algumas coisas que só humanos podem me dar.”

Yoongi piscou. Jimin riu.

“Eu sei que isso soa aleatório, mas juro que tem motivo pra eu te dizer tudo isso. Meu ponto é, eu demorei pra aceitar isso. Fui criado por uma família de bruxos e senti que tinha a obrigação de ser completamente apaixonado por poções, amuletos e feitiços. Mas, no fim da história, eu só… Não sou.” Deu de ombros. “Eu gosto de dançar, de chá de camomila e de acordar cedo para dar aula para crianças que ainda não aprenderam a dividir. E por um tempo, eu achei que não merecia a magia por causa disso. Aceitar do que eu gosto… Foi difícil pra mim,” Ele sorriu, brincando com uma mecha de cabelo que caiu no seu olho. “Mas o Tae e o Namjoon-hyung me ajudaram. A loja, também.”

Yoongi inclinou a cabeça, esperando ele elaborar.

“A loja foi criada com a minha magia e do Tae combinadas. Isso é bem normal, sabe? Às vezes bruxos criam lojas, cafeterias, o que eles quiserem. É um jeito de materializar seus sentimentos. Por causa do jeito que ela foi criada, ela… Ela sente. Você sabe disso, não sabe?” Sorriu. “Os livros vão pra onde querem, as plantas conversam e se embolam umas nas outras-- é um lugar vivo. E, sem eu ou Tae percebermos, ela criou um lugar especial para quem ela sente que precisa. Ele se conecta com sua mágica e te mostra o que você precisa saber,” Seu olhar mudou, naquele momento. Ficou mais suave, amável. “Ela me levou até lá quando eu mais precisava. Eu tenho… Eu tenho a sensação que ela saiba do que você precisa.”

Yoongi apenas encarou o bruxo.

“Eu- eu não quero me intrometer muito na sua vida, por mais que já esteja meio que fazendo isso- é só que-” Expirou com força, torcendo as sobrancelhas. “Namjoon anda mais feliz, e eu quero que ele continue assim. Sua presença… Por mais que eu não quisesse admitir no começo, tá ajudando ele. Eu quero que você fique por perto e te ajudar, se possível.”

Yoongi entendia. Por isso, acenou com a cabeça. Jimin sorriu.

“Bem, ótimo,” Ele se balançou nos pés de modo meio infantil, claramente menos nervoso. “Eu tenho que ir, mas vou te ver na loja amanhã, né?”

O ruivo suspirou, quase sorrindo. “Vai.”

Jimin acenou para ele e, sem deixar de sorrir, foi embora. 

Quando Yoongi entrou e encarou as escadas desgastadas do seu prédio, xingou internamento novamente o dono do lugar por ser preguiçoso demais para consertar a porra do elevador.

Chegou no terceiro andar, parou na frente da porta. Fechou os olhos. 

Eram, o quê? Umas três da manhã? Quatro, talvez? Seulgi nunca o visitava naquele horário. Ainda assim, enquanto ele encarava a maçaneta suja da porta de seu apartamento, ele sabia que ela estaria lá.

Ela sempre estava lá quando ele era atacado.

“Yoongi-oppa, você voltou,” Ela disse assim que ele entrou.

Sempre o esperava com um kit de pronto socorros, como se já soubesse exatamente o que fazer. 

“Sente-se,” Ela bateu levemente ao seu lado no sofá, sorrindo. Yoongi não se mexeu. Ela nem fingia que não sabia o que aconteceu.

No começo, ele achava que era coincidência. Depois, achava que era bonito, um jeito estranho dela mostrar que se importava.

Agora, ele só achava suspeito.

Como sempre, Seulgi segurava um kit de pronto socorros, o encarando como se soubesse de algo. 

Yoongi tinha a sensação de que todo mundo sabia de algo, menos ele.

Os dois ficaram em silêncio. O sorriso de Seulgi se curvou levemente para baixo, como se ela estivesse confusa. Yoongi queria rir.

“Na última vez que eu fui atacado, uma garota de uma cafeteria deixou o número dela no meu copo,” Inclinou a cabeça. “Eu não percebi. Ainda assim, assim aqui cheguei, você deu uma olhada pra ele e jogou no lixo.”

Seulgi o encarou em silêncio, finalmente deixando sua confusão se mostrar.

“No mesmo dia, uma Semente me atacou. A gente brigou por causa do meu vizinho faz uns três dias, e agora,” Ergueu os braços e fez um gesto em direção ao seu corpo, mostrando seu estado. 

Sua prima não respondeu; Yoongi não sabia se ele queria que ela o fizesse. 

Ele esperou por alguns segundos. Por o que, exatamente, não sabia. Raiva, tristeza, decepção, surpresa, derrota- qualquer um desses.

O olhar vazio que ela o deu foi tão inesperado que sua respiração ficou presa em sua garganta. 

“Foi você?” Sua voz quebrou no fim da frase, mas sua expressão dura não mudou. “Foi- é você quem tá mandando as Sementes?”

Ela piscou lentamente, encarando o balcão da cozinha atrás de Yoongi. “Por que eu faria isso?”

Yoongi soltou uma risada curta. “Depois de tudo que você fez, você ainda acha que tem o direito de perguntar isso?”

Seulgi fechou os olhos e fez uma careta como se tivesse levado um tapa. Quando abriu os olhos, eles estavam tristes. Machucados.

“E o que eu fiz pra você exatamente?” Sua voz desafinou e seus olhos estavam brilhantes, como se ela estivesse prestes a chorar. “O que eu te fiz além de te proteger?”

Jimin protegia o Namjoon, também. Mas ele não o machucava, ou tirava seu direito de escolha- ele respeitava Namjoon como pessoa. Seulgi não sabia o que era isso.

“Me machucou,” Foi o que Yoongi se deu conta, enquanto encarava os olhos tristes de sua prima. “Me forçou a desistir da minha própria vida.”

Ela pausou. Fechou os olhos novamente; Algumas lágrimas escorriam por suas bochechas pálidas. “Por que que você age…” Sua careta piorou e mais lágrimas ainda caíram. O coração de Yoongi quebrou. “Por que que você age como se eu tivesse te forçado a fazer o Selo?”

Yoongi não sabia, então não respondeu.

“Como se eu fosse a bruxa má que forçou você a fazer o que fez, quando foi você que me ligou, pedindo aquele maldito favor? Você acha que Selos são fáceis de fazer?” Seulgi estava soluçando, agora. Yoongi esqueceu quando foi a última vez que a viu tão vulnerável. “Eu era uma novata, quando você me ligou. Sabe quanto tempo eu tive que estudar pra te ajudar? Com as pessoas que eu tive que me envolver?”

Yoongi estava cansado. Pela primeira vez em anos, viu como Seulgi estava, também.

“Quando eu disse que Selos eram o básico de Magia Negra, eu menti. Eles são horríveis de fazer. Depois do que aconteceu, eu não ia conseguir fugir da Magia Negra nem se eu quisesse. E por um tempo,” Respirou fundo, ainda não fazendo contato visual. “Por um tempo, eu quis. Mas era muito tarde. Pra mim. Pra você.”

Ela ficou em silêncio, por um momento. Sua lágrimas diminuíram, sua respiração ficou mais lenta. O nó na garganta de Yoongi não se desfez.

“Então o que mais eu podia fazer?” Sua risada estava molhada. “Não gostava de ninguém da nossa família e perdi todos meus amigos. A única pessoa que me sobrou era você. Então o que mais eu podia fazer além de praticar Magia Negra e proteger a única pessoa que era importante pra mim? Nesses última 5 anos… Eu joguei tudo na minha vida fora pra proteger você. Você acha que eu não desisti de fazer amigos, também? Acha que eu tô te forçando a viver uma vida de merda enquanto eu tenho uma normal?”

Ela riu, riu e riu. Era um som tão quebrado que Yoongi queria tapar os ouvidos para não ter que o escutar.

“Se for para botar a culpa em alguém… Essa pessoa não seria você?” Foi a vez de Yoongi fechar os olhos. “Não foi você quem se aproveitou de mim enquanto eu estava vulnerável e me fez essa pessoa amarga que eu sou hoje? Por que que a culpa sempre tem que ser minha?” Seu tom estava um pouco raivoso, agora. “Porque você não admite que não estaríamos nessa situação se você não tivesse me ligado?”

E se isso estivesse acontecendo alguns meses, ou até semanas atrás, Yoongi deixaria a conversa acabar por aí. Iria abaixar a cabeça, deixar Seulgi cuidar dos seus machucados e ir dormir pensando no quão ele era uma pessoa horrível por a acusar de tal coisa.

Mas isso não estava acontecendo alguns meses ou até semanas atrás, e Yoongi se deu conta de que,

“A gente tá tão imerso no nosso próprio sofrimento que precisa achar um culpado.”

Seulgi arregalou os olhos. Sim, Yoongi pensou, os dois estavam tão, tão machucados.

“Eu me dei conta disso, nos últimos dias. Como a gente faz mal um pro outro. Como você parece querer chorar toda vez que olha pra mim, como uma parte de mim quebra toda vez que você fala comigo. Parece que tudo que eu sinto quando tô perto de você é dor,” Suspirou. “E eu não quero mais me sentir assim. Eu tô cansado, Seulgi-yah. E agora, só agora, percebi que você está, também. Por isso… Por isso, eu acho que é melhor a gente ficar longe um do outro, por um tempo.”

Seulgi não mudou sua expressão de choque. Ela parecia ter visto um fantasma. O encarou, encarou e encarou, até parecer chegar à realização de que, 

“Você cresceu.”

Yoongi não tinha percebido antes, mas agora, ela parecia estar certa. Ele cresceu, sim, mesmo que apenas um pouco. Ele não ia mais fingir que não sabia o motivo. 

“Talvez,” Admitiu, com vergonha. “Talvez, eu nunca tenha desistido de amar, afinal.”

Ela pareceu estar pensando em muitas coisas. Seu rosto mostrou tantas, tantas emoções, até,

“Selos não existem,” Ela cuspiu as palavras como se tivesse tomado um suco com um gosto ruim. “Nunca existiram. Selar o amor de alguém é literalmente impossível.”

Yoongi queria estar chocado, de verdade. Mas, a esse ponto, ele sentia que seu relacionamento com Seulgi estava tão quebrado que ele desistiu de ter expectativas.

“Eu não Selei você. Eu-” Ela piscou várias vezes, sua respiração gaguejando. “Eu-” Fechou os olhos. “Eu coloquei um Parasita em você.”

E ali estava, Yoongi pensou, o momento que o relacionamento dos dois se partia completamente.  Ele se sentia traído, obviamente. Triste. Com raiva. 

Mas acima de tudo, ele estava exausto. Exausto daquela situação. De Seulgi.

“É por isso que eu ando tendo essas dores de cabeça insuportáveis,” Descobriu. Seulgi abaixou a cabeça, sendo, pela primeira vez em um tempo, a pessoa dos dois que sentia vergonha. 

Yoongi apenas olhou para ela. Pela primeira vez em um tempo, se permitiu a ficar bravo com ela. Se permitiu a sentir, não porque ela deixou, mas porque ele queria.

“Eu sei que acabei de dizer que fazemos mal um pro outro,” Yoongi disse, quase rangendo os dentes. “Mas eu sinto que, entre nós dois, o único parasita aqui é você.”

Seulgi voltou a chorar. Yoongi, pela primeira vez em um tempo, não se sentiu mal.

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“Eu estava esperando que você estivesse acordado,” Yoongi admitiu assim que Namjoon abriu a porta de seu apartamento.

Namjoon piscou naquele jeito meio fofo dele, como se não estivesse processando a situação direito. Alguns segundos depois, porém, pareceu entender.

“Aconteceu alguma coisa?”

“Muitas coisas,” Foi a resposta de Yoongi, direta, tímida e cansada. Namjoon, como sempre, percebeu. 

“Quer entrar?” Ele já saiu de frente da porta, como se soubesse que Yoongi ia dizer que sim. 

O ruivo entrou e foi direto para a sala, se sentando no sofá pequeno na frente da janela. Assim que suas costas encontraram o sofá, seu corpo derreteu, fazendo ele suspirar. Se ele estivesse com sono, com certeza iria dormir ali.

“Quer falar sobre o que aconteceu?” Namjoon perguntou casualmente enquanto se sentava ao seu lado, colocando seu olhar na cozinha. Yoongi percebeu que ele não queria que ele se sentisse pressionado.

“Sinceramente,” Soltou uma risada seca. “Eu não sei.”

Namjoon apenas fez um barulho do fundo de sua garganta.

“E tô cansado de pensar sobre mim mesmo,” O ruivo admitiu. “Tem como- me fale sobre você.”

Namjoon foi pego de surpresa, mas não por muito tempo. Alguns segundos depois, estava olhando para o teto com olhos pensativos, como se procurando algo interessante para dizer. “O que quer que eu diga?”

“Qualquer coisa,” Yoongi pediu. Namjoon franziu o cenho. 

“Meu ex namorado é um ator famoso,” Admitiu. Sua voz ficou brilhante, orgulhosa. Yoongi fechou os olhos. “Kim Seokjin. Já ouviu falar?”

“Não,” Disse, se sentindo um pouco culpado. “Mas se ele é tão famoso assim tenho certeza que eu vi ele por aí.”

“Ele é,” Namjoon estava com certeza sorrindo. “Eu vi ele em um monte de propagandas. Eu te mostraria uma foto dele se não estivesse com preguiça de pegar meu celular do meu quarto.”

Yoongi soltou ar pelo nariz; Uma quase risada. “Você soa orgulhoso.”

“Eu estou,” Concordou. “Era o sonho dele desde que a gente se conheceu. Toda vez que ele falava sobre atuação, os olhos dele tinham esse brilho; Ele é o tipo de pessoa que, quando quer algo, não para até conseguir.”

Yoongi respondeu com um ‘hum.’ Então, “Você amava ele.”

Namjoon soltou uma pequena risada surpresa. “Amava, sim,” Concordou. “Acho que ele foi a pessoa mais intensa que já conheci. Amar o Jin era meio que inevitável.”

Yoongi pensou, por um segundo. “Você soa como se ainda o amasse.”

Namjoon parou para pensar. “Acho que ainda o amo, sim. Só que de um jeito diferente. Eu amo ele como uma memória, uma pessoa que me melhorou. Acho que a palavra certa é… Afeição.”

“Afeição,” Yoongi repetiu. Ele se sentia assim, também. “Por que terminaram?”

“Eu não queria atrapalhar a vida dele de um ator gostoso em Seoul,” Disse, rindo. “E ele não queria atrapalhar a minha possível futura vida amorosa. Mas olha pra mim, quatro anos depois,” Sua bochechas estavam vermelhas. “Dolorosamente solteiro e sozinho.”

Yoongi bufou. “Te entendo.”

Os dois ficaram em silêncio.

“Eu sinto bastante falta dele,” Namjoon confessou, seu sorriso ainda não deixando seu rosto. “Era pior antes, claro. Mas, ainda assim, sinto muita falta dele.”

“Imagino,” Yoongi simpatizou.

“A gente ficou juntos por uns dois anos. Eu gostava bastante dele. Ainda gosto, apesar de saber que a versão atual dele deve ser diferente.”

Yoongi olhou para o teto também, pensativo.

“Tem bebida?” Perguntou. 

Namjoon jogou a cabeça pra frente e riu. “Ah, talvez eu tenha um pouco de Soju, ou cerveja,” Riu mais um pouco. “Não sou daqueles que bebe em dia de semana.”

“Nem eu,” Respondeu. “Mas eu sinto que preciso ficar bêbado.”

“Sinceramente, eu também.”

Os dois trocaram um olhar. Os olhos de Namjoon estavam sorrindo junto com seus lábios. Yoongi queria sorrir, também.

“Quantos anos você tem?” Acabou perguntando.

Namjoon arregalou os olhos levemente e piscou. “Vou fazer 27.”

“Sou mais velho que você, tenho 28,” Não quebrou o contato visual. “Me chame de hyung.”

A boca de Namjoon se abriu e fechou, como se ele quisesse dizer algo em resposta e não soubesse o quê. Então, como ele sempre fazia, sorriu. Com os lábios carnudos, as covinhas e os olhos. “Yoongi-hyung,” Pareceu estar experimentando as palavras na sua língua.

Yoongi gostava do som. Queria que Namjoon o chamasse pelo nome mais uma vez, se possível; Mas não ia pedir.

“Yoongi-hyung,” Namjoon repetiu do mesmo jeito.

Os lábios de Yoongi coçaram- ele queria sorrir. Queria rir, gargalhar até suas bochechas doerem. Ainda assim, se parou. 

Ainda não.

“Hum?” Respondeu.

“Vamos ficar bêbados, hyung,” Então ele se levantou, animado. “Vou te servir soju,” Fez uma pequena dancinha na frente da geladeira. Yoongi fechou os olhos, se sentindo quente.

Alguns minutos- ou talvez horas?- depois encontraram Yoongi e Namjoon, sentados no chão. Yoongi e Namjoon, quase bêbados. Yoongi e Namjoon, descuidadamente desabafando. 

Yoongi, e Namjoon. Namjoon. Yoongi gostava do Namjoon. 

Namjoon era bonito com o cabelo platinado. Yoongi queria o ver depois de sua cor natural crescer, o ver com o cabelo bagunçado depois de acordar, com o cabelo arrumado pra ir pra um lugar importante. 

Namjoon vestia um moletom sujo. Yoongi queria o ver com um terno, de regata, sem roupa, com roupas demais. Queria ver Namjoon. O tocar, se possível. 

Namjoon estava falando sobre algo. Yoongi queria ouvir tudo que ele tinha a dizer. Queria se afogar em suas palavras bonitas, suas palavras gaguejadas, suas palavras mal pensadas. Queria--

“A Seulgi me disse que Selos não existem,” Confessou, interrompeu. “Que ela colocou um Parasita em mim.”

Namjoon parou sua fala. Yoongi se sentiu mal, por um segundo, por o ter interrompido. Mas, ao mesmo tempo, sentia que seu peito estava se abrindo e abrindo e abrindo e ele não ia conseguir parar de falar nem se quisesse.

“Você sabia,” Disse. “Por isso que me deu a poção. Pra eu expulsar o Parasita de mim. Ainda assim, não me disse nada.”

Namjoon parou, pensativo. “Não era o meu lugar te dizer isso.”

“Eu entendo,” Respondeu. “Não tô com raiva.”

Namjoon assentiu com a cabeça. Sua bochechas estavam coradas. As de Yoongi deviam estar, também.

“Eu acho que estou aliviado, acima de tudo,” Começou. Respirou fundo. “Porque, agora que descobri que não fui Selado, eu posso parar de fingir que não sinto o que sinto.”

Namjoon estava olhando pra ele, Yoongi conseguia ver do canto dos seus olhos. Sua bochechas se esquentaram mais ainda.

“Posso parar de fingir que não sinto falta do Jungkook. Que não gosto de fazer músicas. Que não gosto de você,” Era uma espécie de confissão, Yoongi se deu conta. Namjoon também.

Ele não parecia surpreso. Não teve uma reação- apenas continuou o encarando.

“Me sinto humano, agora. Quase normal,” Suspirou. “Parece que eu mereço coisas que antes não merecia.”

O outro não respondeu, apenas esperou ele elaborar. Yoongi estava confuso. Queria respirar por um segundo.

“Sabe, por um tempo, me perguntei por que não tinha um Love Core,” Foi um suspiro. Tímido, mas genuíno. Honesto. “Ainda me pergunto, as vezes. Não sou a pessoa mais decidida do mundo. Mas eu fiquei confuso, porque eu amo pra caramba. Eu amava o Hoseok, depois o Jin. Amo coisas pequenas, como as cores das folhas no outono. O jeito que eu escrevo meu próprio nome. O gosto de ramen, ou de café às 4 da manhã.”

Yoongi sabia disso. Namjoon amava muitas, muitas coisas. Yoongi amava, também. Só era melhor em fingir que não.

“Eu amo várias coisas e pessoas,” Concluiu. “Mas não me amo.”

Isso fez o mais velho abrir os olhos, surpreso.

Namjoon parecia se conhecer bem. Parecia gostar de passar tempo com ele mesmo pra se conhecer, se amar; Ele não esperava a confissão nem de longe.

“Eu acho que, se for pra eu ter um Love Core, não quero que ele exista por causa de uma paixão que eu tenha por outra pessoa ou coisa,” Assentiu com a cabeça. “Eu quero que ele exista porque eu me amo. Porque eu me apaixonei por mim mesmo, não apesar dos meus defeitos, mas por causa deles. Não quero dedicar algo tão importante a outra pessoa.”

Os dois se olharam, de novo. Os olhos de Namjoon ainda sorriam, mas de um jeito diferente. Mais gentil, maduro.

“Não quero te ofender,” Começou, tímido. “Mas eu acho que foi por isso que seu Love Core nasceu corrompido. Não exatamente porque foi amor não correspondido, mas porque você amou tanto aquela outra pessoa que esqueceu de você mesmo,” Deu de ombros. “Eu faço isso, claro. Penso em outras pessoas e esqueço de mim mesmo. Mas eu quero melhorar,” Dessa vez, seus lábios sorriram, também, o corpo inteiro de Namjoon parecia sorrir. “Você quer?”

Eu quero, Yoongi descobriu. Ele estava descobrindo muitas coisas, ultimamente. Eu sempre quis, só achava que não merecia. E ele disse isso, também. Em voz alta. Outra confissão.

“Eu percebi,” Namjoon admitiu. “Você sempre parecia estar se forçando a não fazer algo. Parece que você sente que, se cometer algum erro, vai perder o direito de ser gostado por outras pessoas.”

“Isso é algo que a Seulgi me dizia muito,” Limpou a garganta. “Que eu não merecia isso. Amor. Que depois do que aconteceu com o Jungkook, eu perdi o direito de me aproximar de alguém.”

“Como se amor fosse um privilégio,” Namjoon concordou. “Deixa eu te dizer algo, Yoongi. Não é. Amor não é um privilégio, é um direito seu. Você não deveria sentir que devia conquistar o amor de alguém, porque você não precisa. Amor com condições… Não é amor. Eu acho que todo mundo merece amor, só por existir. Só por respirar, falar e comer. Isso é algo que você merece. Que eu mereço.”

Yoongi queria chorar, de repente. E rir. E gritar. Não sabia o que queria.

“Então, por isso, eu acho que você não deveria se odiar pelos erros que comete. Assim como você merece ser amado pelos outros independente dos seus defeitos, você também merece ser amado por você mesmo. Sinceramente, acho que essa é a parte mais importante: Se amar. Se amar e aceitar quem você é, e depender da sua aprovação apenas. Saber que, mesmo se todo mundo te deixar, você tem você mesmo, e isso é o mais importante.”

Yoongi não tocou alguém propositalmente além da Seulgi em anos. Ele era assim com o Jungkook; segurava a sua mão, deitava abraçado com ele, acariciava seu cabelo. Ele achava que nunca mais faria coisas assim.

Colocar sua cabeça no ombro de Namjoon, porém, foi natural. Seu coração não acelerou ao ponto de parecer querer explodir, suas mãos não suaram. Foi só uma pequena afeição. Natural. Normal.

Tudo com Namjoon era normal. 

Namjoon não estranhou, também. Apenas fechou os olhos e o deixou.

“Acho que estou bêbado,” Yoongi admitiu.

Namjoon riu. “Eu também.”

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Quando Yoongi foi visitar a loja que Namjoon trabalhava no dia seguinte, não se sentiu culpado. 

Depois de tudo que ele passou, pensava, era o mínimo que ele merecia. Melhorar.

Por isso, não hesitou em abrir a porta. Não hesitou em dizer oi para a planta pendurada na entrada, em sentir o cheiro de incenso.  

Hesitou, porém, ao perceber que, assim que deu um passo para frente, em vez de entrar em contato com o chão, ele afundou.

Parecia um pouco com areia movediça, o jeito que a água sugava ele para baixo. Por um momento, ele entrou em pânico, até ver uma sacola colorida no balcão e um bilhete com letras caprichosas dizendo-

‘Relaxe, ela sabe o que está fazendo. Me agradeça depois ;)’

Por isso, relaxou os ombros, as pernas. Apenas encarou as paredes escuras da loja, esperando para afundar com completo. Quando apenas o seu queixo estava para fora, fechou os olhos. Seu coração desacelerou, sua respiração mais profunda. Era meio bizarro, ficar tão calmo naquela situação, mas ele não conseguia se forçar a ficar nervoso.

Quando ficou completamente submerso, conseguia respirar normalmente. 

Naquele ponto, só conseguia ouvir sua própria respiração e a água escorrendo perto dos seus ouvidos. Ele se sentia bem. Sereno. Fechou os olhos.

Quando os abriu, estava em um quarto.

Era um quarto bonito, bizarro. O chão era, assim como a loja, feito de água, completamente espelhado. Yoongi ainda conseguia ver seu Reflexo colorido nele. A única diferença era que, além do chão, as paredes eram espelhadas, também. O teto.

Yoongi conseguia se ver no chão, paredes, teto. Ele estava em todo lugar. Assim que deu um passo pra frente, seu Reflexo colorido se espalhou no chão, parede, teto. Seu reflexo estava em todo lugar. 

Assim que olhou para o quarto inteiro, agora repleto de azuis, roxos, rosas e laranjas, se deu conta que ele parecia o amanhecer. Fim do silêncio, começo do caos. Fim da melancolia, começo da euforia. Ele podia usar tantas metáforas. 

Esse sou eu, se deu conta. O amanhecer. Esse sou eu.

Ele não pensava antes, mas agora, parecia fazer sentido. Um fim e um começo. Ele estava no fim por muito, muito tempo. Agora, queria ser o começo.

Por isso, quando a água do chão se contorceu e virou um piano, apenas pra ele tocar, Yoongi foi até ele, se sentou. Tocou. 

Yoongi não tocava o piano fazia um tempo. Meses, anos. Tempo demais. Ele sentia falta de tocar nas teclas, não porque precisava de certa melodia pra certa música, mas porque queria tocar.

A música que ele tocava era fácil, de iniciantes. Era a que ele tocava toda semana com o Jungkook, tentando o mostrar o básico. Ele sentia falta disso. Dele.

Pela primeira vez em um tempo, se deixou chorar. Se deixou se lembrar dos momentos felizes com Jungkook, rir. Gritar. Sorrir. Amar de novo.

Se deixou pensar nos momentos tristes com Jungkook e, em vez de pensar, foi culpa minha, pensar, eu sinto falta dele.

Pensar, me desculpe.

Pensar, eu te perdoo. 

Se deixou ver Jungkook ali, do seu lado. Rindo, cantando. Sendo Jungkook, sendo feliz. 

Ele sentia falta dele.

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As mãos de Jungkook eram quentes nas de Yoongi. Elas eram menores que as dele, mas Yoongi tinha a sensação de que, eventualmente, iriam crescer tanto que iam enterrar as suas. 

Yoongi queria ver isso, pensava. Ver Jungkook crescer. Ver seu sorriso ficar mais maduro, mais brilhante. Queria ver Jungkook ficar mais alto que ele, o carregar por aí como um saco de batatas. 

“Hyung,” A voz de Jungkook era melódica, porque ela sempre era. Gentil, baixa. Boa de escutar. “Hyung, eu tirei 10 na prova de matemática.”

Yoongi sabia que ele ia tirar 10, mas fingiu estar surpreso do mesmo jeito. Ele arregalou os olhos de maneira cômica, fazendo Jungkook corar e socar seu ombro.

“Yah, não é pra ficar tão chocado assim! Eu não sou tão burro!”

Ele jogou a cabeça pra trás e riu, seus ombros tremendo. “Eu sei, Jungkookie, claro que não é,” Bagunçou o cabelo dele. “Você é a pessoa mais inteligente que conheço.”

Os olhos de Jungkook estavam brilhantes, surpresos. Eram inocentes de uma maneira que Yoongi queria manter. 

“Mentiroso, aposto que seus amigos são muito mais inteligente que eu.”

“Não são, não,” Respondeu, sua mão não saindo do cabelo do mais novo. “Nem de longe,” Ele dizia a verdade. Jungkook percebeu, corou. Colocou a cabeça no peito de Yoongi.

“Obrigado,” Murmurou, abafado pelo moletom escuro do mais velho.

Yoongi pensou, naquele momento, que aquele seria um daqueles momentos que ele nunca ia esquecer.

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Na última vez que ele e Jungkook se viram, ele disse que não mudaria seu número. Enquanto Yoongi encarava seu celular, ele se perguntava se isso ainda era verdade.

Jungkook não devia nada a ele, claro. Se ele tivesse ficado cansado de esperar, isso era um direito dele. Yoongi provavelmente faria o mesmo, também.

Mas--

Mas, ele estava segurando a poção, naquele momento. Pra expulsar o Parasita. Namjoon disse que seu corpo já estava tentando o tirar sozinho e que era por isso que ele estava tendo as dores de cabeça, então não ia ser difícil. Não ia doer.

Mas era assustador. Yoongi estava com medo.

Porque, querendo ou não, ele passou os últimos anos em uma bolha. Esse Selo- esse Parasita o deixava não sair dela. Ficar dentro da bolha era fácil, seguro. Pensar que, em um segundo, todos esse anos de medo e autoproteção iriam ser jogados fora era aterrorizante. 

Yoongi queria ouvir a voz do Jungkook enquanto fazia isso.

Ele se sentia cruel, fazendo isso. Mas ao mesmo tempo, queria acabar com essa barreira na vida dele com ele. Queria sentir ele ali, do seu lado, pra poder recomeçar sua vida. Com o Jungkook. Com Namjoon. Talvez até com o Taehyung e Jimin. Talvez com Seulgi.

Ligar por ele depois de tantos anos era aterrorizante, também. Mas ele queria tentar. De onde estava segurando a poção, sua mão tremia. Ele queria parar de fugir.

Por isso, clicou no contato. Colocou o celular na orelha.

A linha discou, discou e discou. Por 2, 10, 20 segundos.

Ele não vai atender, Yoongi se deu conta. Provavelmente acabou mudando de número.

Ele tirou o celular de perto ouvido, quando--

“Yoongi-hyung,” Uma voz disse do outro lado da linha.

Yoongi fechou os olhos.

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Notas Finais


esse foi... Com certeza o capítulo mais difícil que eu já escrevi. Parece que eu peguei meus personagens e parti eles ao meio, joguei todos os seus sentimentos pra fora e, de um jeito ou de outro, os meus, também. Não vou mentir, eu tô tremendo um pouco enquanto posto ele. Todas as inseguranças colocadas aqui são minhas, e eu me sinto meio vulnerável. Mas isso me ajudou, eu acho. A me dar conta de que não é o fim do mundo. De que eu posso melhorar, se quiser, assim como o Namjoon. Espero que esse capítulo te ajude, também.

Obrigado por ler.


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