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História What Is Love? - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Gente, pelo amor, esse cap NÃO é para pessoas sensíveis. NÃO É! Se você se incomoda com suicídio em cenas explicitas, então pelo amor de Deus, sai daqui criatura.
Voltando, depois desse aviso EXTREMANTE necessário. Demorei para voltar não é? Sinto muito. O capitulo que eu havia escrito antes, me deixava desconfortável de um jeito que eu não conseguia explicar, então decidi mudar o rumo das coisas e escrever um novo.
Espero que gostem desse último cap para encerrar com chave de ouro.
Eu amo vocês e muito obrigada por todo o carinho que vocês me deram, eu fico realmente muito feliz!
Perdão pelos erros, meus óculos ainda não ficaram prontos, então minha cabeça dói ao ler pelo computador.
Boa leitura e até mais <3

Capítulo 11 - Tudo tem o seu fim.


VERÃO

Eu acabei evitando Sehun por mais tempo do que eu queria ter evitado. Contei semanas desde que ele havia beijado Chanyeol e isso me irritava. Eu o via me olhar triste quando eu passava reto por ele, quando eu fingia que ele não estava falando comigo, ou quando eu o olhava sem emoção. Ele me perguntou por muito tempo o que estava acontecendo, e não foi fácil fazer ele desistir. Às vezes ele ia em casa, perguntava para minha mãe como eu estava e se ela sabia o que tinha acontecido. Sorte minha que eu normalmente passava mais tempo fora.

Descobri que a minha mãe acabou contando o que estava acontecendo para Sehun, que praticamente surtou e que agora estava me caçando toda hora pela universidade. Mas sorte minha também, que eu sabia me esconder muito bem.

Em um dos meus momentos entre a sala de aula até o meu cantinho de esconderijo, acabo esbarrando em um casal, que fez eu, desastrosamente, cair no chão como uma batata. Meus olhos estão fechados, então eu não consigo ver quando a garota abaixa ao meu lado para me ajudar.

— Baekhyun! Você está bem? — Reconheço a voz da garota, que me faz abrir os olhos em um movimento rápido.

Ela está abaixada na minha frente, pegando os meus materiais do chão, igualmente como da ultima vez. No entanto, não deixo de notar como ela está ainda mais linda e como parece estar tão bem. Acordo do meu transe quando ela me chama por uma segunda vez. Me levanto com ela, agradecendo e pedindo desculpas ao mesmo tempo. Me dou conta de que eram um casal, então olho para o lado e acabo vendo quem eu menos queria ver.

Meu olha batem no de Sehun e fica ali por segundos que pareciam eternidades. Ele não diz nada, assim como eu não me dispus a falar, então apenas ficamos ali, em meio a um barulho de vozes aleatórias ao nosso redor.

— Sehun me contou que vocês se afastaram... — Chanyeol diz, para quebrar o clima tenso que estava presente ali.

— Contou? — Olho sem humor para a garota que estava visivelmente desconfortável com a situação.

Vejo que a Park iria me responder, mas foi cortada por Sehun, que segurou a mão dela, ainda me olhando nos olhos.

— Contei. Agora precisamos voltar para onde iriamos, se você não se importa. — Ele disse, não me dando tempo de impedi-los e nem de Chanyeol se despedir.

Meu coração se aperta, sinto os meus olhos se encherem de lágrimas e a minha garganta se fechar em um possível futuro choro. Coloco uma de minhas mãos sobre o peito, em cima do coração. Aperto o pano da camiseta, sentindo o meu coração parecer se estilhaçar dentro do meu corpo.

— Eu me importo. — Viro para falar, com as lágrimas escorrendo pelo meu rosto e pescoço.

Infelizmente já era tarde demais e eles não estavam ali. Era como se nunca estivessem e aquilo fosse apenas o meu cérebro me pegando uma peça sem graça.

— Eu me importo. — Volto a falar, pensando que se talvez eu repetisse mais de uma vez, eles aparecessem magicamente para me acudir. — Eu me importo, porra, eu me importo. — Falava cada vez mais alto, chorando ainda mais e apertando a minha roupa ainda mais.

Minha ficha não havia caído ainda. Fico pensando que se eu não tivesse o ignorado, não seria eu a entrelaçar os meus dedos com Sehun e dar as costas para Chanyeol. Mas também me pergunto se eles haviam se beijado por mais de um segundo naquela noite e Sehun estava me procurando para me dizer o quanto amava a garota. São tantas possibilidades que passam dentro da minha cabeça, que eu tenho ainda mais vontade de gritar dizendo que me importo, correr até Sehun, empurrar Chanyeol e roubar Sehun para mim. Mas nada disso acontece, porque ele já não me pertencia e talvez nunca me pertenceu. Sim, foi eu o único a jogar gasolina na fogueira acessa, para acendê-la ainda mais e mantê-la por muito tempo nesse estado.

Caminho para o lado oposto do qual eles foram, para não dar nenhuma chance ao mundo de me colocar a frente com eles novamente. Tenho vontade de jogar as minhas coisas no chão e correr para longe, mas tenho consciência de que ninguém precisa ver o meu escândalo — necessário — desnecessário.

Não fico na universidade depois daquilo. Não depois de perceber que eu fui apenas o intermediário para que aquilo acontecesse e que eu tinha em minhas mãos o poder de não fazer acontecer, mas mesmo assim, eu fiz.

Quando cheguei em casa, minha mãe estava sentada no sofá, como todos os dias desde que meu pai faleceu. Hoje ela parece muito mais abalada do que qualquer outro, mas eu não pergunto, apenas caminho para meu quarto. Ela também não me impede, não me pergunta como foi o dia, não me dá um oi ou diz que me ama. Eu estou chorando novamente — desta vez em minha cama — me achando um inútil, enquanto tenho vontade de mandar mensagem para os dois membros do casal. Eu quero xingar Sehun com todas as minhas forças, quero perguntar como ele teve coragem de me enganar e depois quero sair, não o perdoar e nunca mais voltar. Enquanto que com Chanyeol, quero mandar prints de minhas conversas com o Oh, quero mostrar nossas fotos de casal que tiramos, quero mandar os nudes dele que estavam no meu celular e dizer que ele estava comigo antes de querer ela. Mas eu não faço nada disso.

Deixo o celular de lado, pensando em como eu consegui ser tão otário por tanto tempo. Fico um tempo chorando, deitado por baixo das cobertas quentes, até ouvir o meu celular avisar que eu havia recebido uma mensagem. Em um primeiro momento, achei que fosse Sehun, mas descartei a possibilidade. Pensei então que fosse Chanyeol, me pedindo para conversar sobre o seu novo namoro, mas descartei também. Depois que mais  um tempo, um outro barulho de mensagem aparece, eu penso que poderia ser Kyungsoo, então eu corro para o aparelho.

Quando eu desbloqueio, vejo uma mensagem da minha amiga, me perguntando onde eu estava e por que havia matado aula. A segunda mensagem era de Sehun. Não me dei o trabalho de abrir a mensagem, apenas respondi a minha amiga que amanhã eu explicaria direito tudo o que estava acontecendo. Ela responde com um “ok, se cuida”. Deixo novamente o celular onde estava antes.

Paro de chorar, enquanto olhava para o celular, pensando se deveria ou não abrir a mensagem. Penso um pouco mais sobre isso, me convencendo de que se eu apenas lê-se não me faria mal, então eu faço. Eu pego o celular novamente, penso mais um pouco sobre o assunto e abro a mensagem.

Sehun: Eu preciso te ver.

Por impulso eu respondo, querendo me matar depois de ter enviado a mensagem.

Eu: Por quê?

Não demora muito tempo para que ele visualize e eu já veja os três pontinhos.

Sehun: Esclarecer as coisas entre nós dois. Você não me deixou conversar com você para explicar.

Eu: Por que será, não é? :)

Meus olhos se enchem de lagrimas novamente. Eu tenho vontade de jogar o celular na parede quando vejo que ele está digitando.

Sehun: Se você me deixar explicar, quem sabe você não fique desse jeito.

Eu: Eu vi, Sehun! Não tem o que explicar.

Definitivamente, a coragem que eu tenho ao falar pelo aplicativo de mensagens não é a mesma que eu tenho para conversar pessoalmente.

Sehun: Me encontre no parque e você pode dizer o que quiser.

“Sehun está offline” é o que aparece. Jogo o celular na cama, virando o rosto para o mesmo, como se isso fosse ignorar o fato de que Sehun estaria me esperando no parque.

— Eu não vou ir, você está muito enganado. — Falo para mim mesmo.

Infelizmente, não deu dez minutos e eu já estou em pé, no meio do quarto, tentando tirar os vestígios de choro do meu rosto, enquanto tento me arrumar pelo menos um pouco, para que ele não veja que eu estava sofrendo com isso.

Ao sair do quarto, minha mãe tenta me parar, dizendo que não era bom se eu saísse agora. Eu apenas saio da casa, dizendo que não demoraria para voltar. É verão, então eu tento andar pelas sombras, para não torrar no maldito sol. Quando eu chego, Sehun está de costas para onde eu estou, enquanto chuta o chão, parecendo entediado.

Solto um pigarro para chamar a atenção de Sehun, este que se vira rapidamente para mim.

— Você veio! — Não consigo entender muito bem o que ele expressa, mas parece ser algo mesclado com surpresa e felicidade, o que me deixa levemente confuso.

— Eu quero explicações. — Cruzo os braços contra o peito, vendo-o assentir com a cabeça.

— Não quer sentar? — Ele pergunta, mas eu nego.

Não queria ficar ali de papinho. O quanto menos demorasse, melhor seria para a minha saúde mental escassa. Ele entende e começa a falar.

— Eu perguntei para todo mundo o porquê de você estar me ignorando, mas ninguém me disse. Até que a Kyungsoo achou que seria melhor me dizer, pois não estava mais aguentando ver você sofrendo. — Ele dá ênfase dizendo que aquelas teriam sido as palavras da minha amiga. — Só que... Quando eu tentei ver você, ela disse que seria péssimo. Eu desisti depois disso, mas fui na sua mãe, que me contou a história verdadeira. — Ele diz e eu sinto o meu coração disparar.

— Que eu vi você beijando a Chanyeol? — Solto os braços ao lado do meu corpo novamente, vendo-o assentir e voltar a falar depois da minha interrupção.

— Eu sinto muito pelo o que você viu. — Ele diz e eu solto uma risada sem humor, olhando-o com raiva. — Antes de você querer me bater. — Ele puxa um envelope dobrado do seu bolso, me estendendo ele.

Eu pego sem entender, prestes a abrir o papel, mas ele me interrompe.

— Abre em casa. — Ele diz e eu assinto, voltando a dobrar o envelope, colocando-o no bolso da minha calça. — Eu preciso te dizer que tentei te procurar para dizer que te amo. — O que ele diz me surpreende. — Preciso te dizer que nunca amei ninguém como eu te amei, Baekhyun. E você pode ter visto o que quer que seja, a única verdade é que eu te amo! — Ele se aproxima mais de mim e eu sinto como se fosse um sonho.

— O que está tentando fazer? — Minha voz é baixa por ele estar perto demais.

— Que mesmo que eu esteja com a Chanyeol, que o meu coração pertence a você e a ninguém mais! — Sua mão cai sobre o meu rosto e eu sinto os seus dedos acariciarem a minha pele com leveza.

— E por que agora? — Eu tenho vontade de beija-lo, roubá-lo para mim e nunca mais aparecer.

— Porque não terá outro momento para isso. — Ele sorri ao falar.

— Eu não estou entendendo, Sehun. — Minhas mãos seguram a barra da camiseta dele, tentando puxá-lo ainda mais para mim.

Eu estava com a sensação de que a qualquer momento ele sumiria da minha vista e nunca mais apareceria.

— Eu preciso que você olhe para mim e me diga que também me ama, então tudo o que acontecer a partir de agora, terá valido a pena. — Sorri ainda mais, mas eu vejo os seus olhos brilharem por conta das lágrimas.

— Você está me assustando. — Ele nega com a cabeça, falando baixo para que eu não fique assustado e que estava tudo bem. — Eu te amo, Sehun! Meu Deus, é claro que eu te amo, seu idiota. — As lágrimas que estavam nos seus olhos, agora escorrem pelas suas bochechas coradas, caindo para os seus lábios abertos em um sorriso feliz.

O mesmo acaba acontecendo comigo. Quando me dou conta, já estou chorando, com o mesmo sorriso bobo e feliz no rosto, que não fica por muito tempo, já que tenho os lábios de Sehun colados aos meus em um beijo quase que de despedida. Nossos lábios estão encaixados e nossas línguas brigam para se encontrar, no beijo apaixonante em que ambos os lados comandam. Suspiros e eu te amo's, em tons baixos, são ditos entre os selares molhados. Sorrisos bobos são deixados para o final, no qual nós estamos com as testas encostadas, com as lágrimas escorrendo ainda mais e com as mãos entrelaçadas em um aperto confortante.

— Não se esquece de ler a carta, está bom? — Ele diz, deixando mais um selar nos meus lábios.

— Você já vai? — Todo aquele momento mágico parece ainda estar acontecendo, o que me deixa calmo.

 Ele assente para a minha pergunta, dizendo que estava atrasado e que se demorasse mais seria um problema. Antes dele ir, ele me abraça com força e eu acabo me lembrando da vez em que estávamos no lago, olhando para o céu estralado, comigo em seus braços, enquanto nós dois fugíamos do frio da noite. Em meio ao abraço, ele sussurra diversas vezes o quanto me ama e que não vai esquecer de mim. Eu me assusto com aquilo, mas não falo. Respondo todos os seus “eu te amo’s” e vejo ele ir, enquanto acenava para mim. Depois de alguns segundos, Sehun some da minha vista, mas eu sorrio.

Sorrio também ao voltar para casa, pensando que agora tudo estava bem e eu e Sehun estávamos bem também. Quando chego no meu lar, em um primeiro momento não encontro minha mãe, mas por eu estar tão afoito para ler a carta, apenas subo para o meu quarto, me jogando na cama assim que chego, abrindo o envelope para ler.

“Querido, Baek. Ou melhor.

Querido, amor.

Não sei como começar uma carta, porque eu provavelmente irei dizer em como me sinto enjoado em andar de avião e terminar dizendo que tive a oportunidade de nadar pelado com você. E talvez essa seja a pior carta de amor que você receba, mas eu vou ser autêntico e não irei pagar ninguém para fazê-la.

Oh, Baek, foi com você que eu consegui passar os melhores meses da minha vida, descobrindo tudo o que eu tinha de melhor. Sei que talvez não tenhamos terminado do melhor jeito, mas se você está lendo isto, é porque eu consegui. Eu irei sentir saudades do seu olhar em mim, achando que eu estava distraído; Vou sentir saudades do seu beijo e da sua risada maravilhosa de quando ria de alguma piada boba minha; Sei que também vou sentir saudades do nosso lugar, este que se tornou todos os cantos da cidade, não é? Como atrás do McDonald’s, ou o lago estrelado (como você chama), ou a universidade em nosso cantinho feito de grama.

Amor, você não sabe como me fez me sentir especial, com toda a sua manha e carinho. Eu nunca irei esquecer de como você me ajudou desde o primeiro momento até o último. Mas eu preciso que você siga em frente. Sei que agora você está confuso e talvez esteja se dando conta de que todos os meus eu te amo's e o beijo apaixonado, foram uma despedida. No qual eu espero ter conseguido fazer.

Eu tenho que sair do país para comandar a empresa do meu pai, agora que eu já estou formado. Chanyeol vai ir comigo para nós nos casarmos, a pedido dele. Um pedido no qual eu odeio e espero que você também odeie. Eu prometo que um dia eu vou sair dos braços do meu pai, pedir desculpas a Chanyeol por tudo o que eu causei e voltar para você. Mas enquanto isso não acontece, o máximo que eu posso desejar é que você seja feliz, e que eu irei ficar feliz se você encontrar alguém que ama e viver com ela.

Eu te amo, nunca irei te esquecer, pois com você, eu descobri o meu amor.”

Eu não consigo escutar os meus pensamentos, pois os meus soluços e as minhas lágrimas estão fazendo mais barulho do que qualquer outra coisa presente em meu quarto. Eu tenho que ler mais duas vezes a carta para conseguir me dar conta de que ele havia sim ido embora e eu não teria como fazer nada, pois, eu nem sequer sabia para onde ele estava indo.

Quando eu tento sair da cama, para ir procurar Sehun, meu corpo vai, contra a minha vontade, diretamente para o chão, no qual eu fico por um bom tempo, chorando e soluçando, como se perdesse todas as partes do meu coração nessas sopradas chorosas.

Não me dou conta que acabei dormindo no chão duro. Quando acordo, minha cabeça latejava e eu meus olhos ardiam, estes que em poucos minutos já derramavam mais lágrimas. Decido que é melhor eu ir procurar pela minha mãe na casa, já que era o melhor a se fazer no momento.

Saio do quarto em arrastos, com a visão embaçada por conta das lágrimas e com um barulho de soluços que me perseguia. Acho estranho quando não encontro minha mãe no sofá da sala e acho ainda mais estranho quando não a vejo na cozinha. Volto para os corredores dos quartos, na intenção de procurá-la em seu quarto, para receber o carinho que eu tanto precisava. Entro no cômodo escuro, sentindo um cheiro forte de ferro, juntamente com os meus pés encharcando em um líquido grosso. Em desespero, ligo o interruptor, vendo o que eu menos esperava ver.

Em choque, volto a chorar ainda mais, meu corpo todo parece amolecer e eu caio no chão, este que está coberto por sangue e que acaba manchando minhas roupas e minha pele. Me levanto correndo pela casa, a procura do meu celular, para que eu consiga ligar para a ambulância. Quando chego no meu quarto, pego o meu celular com as mãos completamente ensanguentadas, tentando digitar o número da emergência em atos falhos por conta do líquido vermelho que me atrapalhava, juntamente com as minhas mãos que tremiam em completo desespero.

— Boa tarde, qual seria a sua— Não deixo a mulher terminar de falar.

— Minha mãe está morta. — Eu grito para a pessoa do outro lado da rua, que com uma voz calma me pede para passar o endereço.

Depois de desligar a chamada, eu escorrego pelo chão, olhando para as minhas mãos com um sangue quase seco. Eu fico ali até escutar pessoas entrando rapidamente na minha casa. Um deles vem na minha direção, me examinando. Eu aponto para a porta e digo em meio ao choro alto, que ela está no outro quarto. Ele assente e diz que já estão cuidando de tudo.

Naquela noite eu dormi na casa de Kyungsoo, que parecia querer chorar em todos os segundos, mas que segurava para me manter confortável. Eu chorei, chorei como nunca chorei em toda a minha vida. Eu quis morrer em vários momentos da noite, mas, por sorte, minha amiga estava do meu lado em todos eles. Eu também mandei mensagem para Sehun, pedindo para que por favor que ele falasse comigo, mas essa mensagem nunca chegou.

Eu acabei trancando a faculdade. Vendi a casa dos meus pais por um preço baixo e me mudei para o centro da cidade, onde consegui arrumar um emprego em uma loja vinte e quatro horas. Deixei de ter contato com a minha amiga depois de ter arrumado outros dois amigos queridos. Adotei um cachorro, que quando eu chegava em casa, era o melhor momento do dia. Toda semana eu ia para onde meus pais, que foram enterrados lado a lado, estavam. Eu contava de como estava a minha vida e tentava não chorar. Me culpei por anos por ter deixado a minha mãe sozinha aquele dia. Entendi, depois de tanto tempo, que era assim que era a vida e que eu não tinha culpa alguma do ocorrido horrível.

Entendi que tudo tem o seu fim e que mesmo que tudo acabe, o amor ainda vai estar lá. 



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