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História Yellow Hope - Capítulo 1


Escrita por: e _LOYE_


Notas do Autor


Hello City!

Aqui é a @_LOYE_, postando a primeira fanfic escrita por mim aqui no SC, eu normalmente ficava só por trás da administração e é a primeira vez que estou escrevendo para o projeto, então eu poderia dizer que é meu debut como escritora aq...? Brincadeiras a parte! Eu espero que gostem dessa estória — é inspirado em uma história real, explicarei nas notas finais — e que entendam o seu significado.

— 💌 Eu quero dedicar essa estória ao meu sobrinho, Gui. Embora ele nunca vá ler isso, eu precisava dedicar essa estória a ele.

E por último, agora falando como a administração do Stay City: Mediante as atuais acusações que vem sido feitas ao ex-integrante do grupo Kim Woojin, nós do Stay City viemos dizer que não compactuamos e sequer apoiamos quaisquer atos que tenham sido praticado por este; nós somos um projeto literário voltado para o grupo sul-coreano Stray Kids, o qual tem oito membros. Então não se preocupem em relação a nossa opinião, porque somos completamente adversos a qualquer apoio ao Kim Woojin. Sentimos necessidade de falarmos disso pois o projeto perdeu muitos seguidores desde o ocorrido, então queremos que saibam que nós não somos passadores de pano e que estamos do lado das vítimas do ocorrido.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Fitas amarelas


Fanfic / Fanfiction Yellow Hope - Capítulo 1 - Fitas amarelas

A noite estava quente nos EUA, mesmo que o verão estivesse no finalzinho, ainda não havia passado suas ondas de calor. Os americanos não se recordavam da última vez que tiveram um verão tão quente. Apesar das poucas vezes que o calor era insuportável, de manhã era bonito como os animais e a pouca natureza entravam em contraste. A rua sete não era um belo exemplo de preservação ambiental, mas os moradores até que tentavam.

Em uma forma de fugir do calor, Yang Jeongin — filho do boleiro Yang — correu para a varanda de sua casa, se sentando em uma das cadeiras de madeira branca. Sua atenção se prendeu em um livro que lia, seu mais novo queridinho. Iria entrar em seu mundinho, mas sua atenção foi tirada quando ouvira o famoso som do carro inconfundível, o Mustang amarelo.

— Finalmente — Jeongin sussurrou, abrindo um largo sorriso.

Yang ergueu sua cabeça, procurando pelo carro famoso no bairro. Seu olhar encontrou a cor clara do automóvel, apesar de ser um modelo antigo — sendo mais específico, um modelo 1968 — era muito bonito. Quem via o carro totalmente arrumado assim, não imaginava o estado em que se encontrava antes. Christopher — o famoso mecânico e dono do Mustang amarelo — havia sido o responsável por toda a arrumação que o carro havia passado; sozinho, ele fez toda uma manutenção no Mustang, inclusive pintá-lo de sua cor favorita.

Quando o carro foi estacionado, Jeongin esperou que Christopher saísse, era um dos seus únicos amigos e queria mostrar o seu novo livro, mas o loiro não deu nenhum sinal. Ele poderia estar ocupado com alguma coisa, foi o que o mais novo tentou pensar, mas demorou tempo demais. Após a preocupação o dominar, Jeongin decidiu deixar o livro de lado e ir ao seu encontro.

— Chris? — o mais novo deu batidinhas no vidro da janela, vendo o mecânico se assustar. — Você está bem?

O vidro foi abaixado devagar, então Jeongin teve a visão do rosto do mecânico; estava vermelho e molhado, como seus olhos. Christopher estava chorando. Pelo estado em que se encontrava, não era por um motivo bobo.

— O que aconteceu?

— Nada...

— Não me diga que não ocorreu nada, olha o seu estado! — Olhou para dentro do carro, procurando por algo que fosse lhes dar uma pista do que havia ocorrido. — E então?

— Eu não quero te incomodar com isso.

— Não vai! — Deu a volta no carro, entrando no banco do passageiro. — Pode me dizer! — Fechou a porta.

Christopher o olhou, mas não era o olhar alegre de sempre, nem sequer parecia o mesmo garoto de antes. Seu olhar também não era vazio, haviam muitos sentimentos embaralhados, Jeongin tentou identificar nem sequer um deles, mas foi falho.

— Eu não aguento mais — foi a única coisa que conseguiu dizer, deitando a cabeça no volante. — Eu quero morrer.

Aquelas palavras foram como um soco para o garoto, principalmente quando viu Christopher voltar a chorar compulsivamente. Normalmente, era ele quem chorava assim, Chris quem sempre o ouviu e o aconselhou, nunca imaginou que estariam trocando as posições.

— Eu juro que tento pensar "amanhã será um dia melhor", mas eu tenho medo do amanhã, Jeongin. Eu tenho medo do meu futuro. Eu não aguento mais a pressão em casa, no trabalho, nos estudos, eu não me aguento mais! As pessoas dizem que devo me afastar do que está me fazendo mal, mas sequer imaginam que sou eu mesmo!

Christopher nem percebeu quando começou a liberar tudo o que sentia, suas palavras eram ditas com raiva e suas mãos apertavam firme o volante, suas emoções estavam transbordando e ali, berrando em seu Mustang, foi como conseguiu liberar tudo isso. Quando terminou seu longo desabafo, sua cabeça estava latejando, mas, ao mesmo tempo, seu peito estava mais leve. Havia conseguido contar isso tudo a alguém, era um alívio. Mas mesmo assim, apenas um único pensamento se passava em sua mente:

— Eu quero descansar, Jeongin... — sussurrou. — Não quero mais viver, eu perdi as forças. Era isso o que eu iria fazer antes de você chegar.

Jeongin perguntaria como, mas sinceramente, não queria saber. Seus olhos também transbordavam, mas não queria chorar em frente a Christopher, precisava ajudá-lo, mesmo que não fizesse a menor ideia de como. Nunca imaginou que Chris fosse assim, sempre foi tão alegre e animado, tão... feliz. Muitas vezes, Jeongin já quis ter a vida dele, mas agora não tinha tanta certeza.

— Chris, eu não sei como te ajudar... — se aproximou, de forma hesitante, o abraçando devagar. — Mas eu ainda posso te abraçar e te ouvir. Falar é a melhor solução.

— Eu não tenho solução, eu não vejo outra saída!

— Mas existem outras saídas, às vezes estamos ao lado da porta, Chris, mas não a vemos. Você já começou bem, já desabafou. Agora eu estou aqui para te ajudar.

Christopher se virou para o seu amigo mais novo, o abraçando o mais forte que conseguia. Era óbvio que seus pensamentos ruins não haviam passado, ainda queria sumir, mas o abraço de Jeongin era reconfortante e era bom ter desabafado, mesmo que isso não fosse resolver misteriosamente os seus problemas.

— Você precisa de ajuda. Eu vou te ouvir sempre e vou tentar te ajudar, eu prometo.

— Você não está entendendo, eu estou assim em todos os momentos!

— Então vou estar com você em todos os momentos.

Mesmo que para Christopher aquilo não passasse de palavras momentâneas, para Jeongin era como uma promessa. Mesmo que não soubesse o que fazer, iria ouvir Chris, faria o possível para confortá-lo. Era uma promessa.

— Essa não é a única saída — sussurrou para o seu amigo.

Desabafar sobre isso — mesmo que de forma descontrolada — havia ajudado a aliviar tudo o que Christopher sentia. Aquele sentimento iria voltar novamente, iria o sobrecarregar como antes, mas agora Jeongin estava disposto em ouvi-lo em todos os momentos, mesmo que não soubesse como resolver seus problemas. Jeongin o ouviria até o final e faria Chris entender algo: falar é a melhor opção.

(...)

Foi difícil deixar Christopher sozinho, mas pelo menos, naquele momento, Jeongin sabia que ele não faria nada que o machucasse. Enquanto os dois conversavam no Mustang 68, Jeongin pensava em como ajudar seu amigo, mas não apenas a ele, mas qualquer pessoa que passasse pelo mesmo. Algo se passou em sua mente, começaria pelos seus amigos mais próximos, já sabia o que fazer.

Quando entrou em casa, seus passos foram rápidos e diretos, seguindo diretamente para o quarto de sua sobrinha, onde sabia que encontraria o que queria; papéis e fitas. Suzy normalmente fazia muitos trabalhos de escola e no cursinho de artesanato, então sempre estava com coisas fofas de decoração.

— Suzy, quero esses papéis amarelos, essas fitinhas também. — Seguiu até a mesa, sem esperar permissão da mais nova. — Prometo que depois compro outros para você.

— Okay, mas não demore muito, próxima semana é a minha aula de artesanato e quero todos os materiais.

— Certo.

O garoto pegou o que era necessário e desnecessário, indo para o seu quarto, onde se sentou na mesa do computador, a qual também servia para suas anotações e estudos. No momento, ele não faria nenhum estudo, seu intuito era escrever cartinhas e entregar para o máximo de pessoas que conseguisse, começando por Christopher, que teve uma cartinha escrita detalhadamente para si;

"Oi, loirinho. Enquanto conversávamos, eu decidi escrever cartinhas para as pessoas e entregar por aí, pode acabar caindo na mão de alguém que precisa de "conselhos" e ajudá-la, mesmo que pouco. Vou começar por você (é óbvio).

P.S: Antes que se questione o motivo do papel e da fita amarela, eu posso responder: por ser sua cor favorita.

Estou me perguntando o que ocorreria se eu não tivesse chegado à tempo (sendo sincero, nem sei se realmente quero imaginar isso), provavelmente, você não estaria aqui agora, isso me assusta. 

Se você fizesse isso, quem iria ficar conversando comigo quando eu estivesse com medo do escuro? Ou quem iria me defender dos garotos do colégio? Brincadeiras à parte, eu não sabia como viveria sem você. Não sei se já te contei, mas você é uma das poucas pessoas que realmente me aturam e se importam comigo.

Quando estiver passando por um momento conturbado, me ligue, venha me ver, me grite, eu juro que vou te ver e vou tentar te ajudar, mesmo que eu não seja um psicólogo. Desabafar ajuda, falar é a melhor opção. Quando estamos de cabeça cheia, não conseguimos pensar direito, é por isso que após te ouvir, vou achar uma solução por você. O suicídio não é a melhor opção, mesmo que em pensamentos nublados, seja a única porta que parece estar aberta, mas não é. Às vezes existem infinitas saídas, mas não conseguimos vê-las. Você, Christopher, é um garoto incrível e vou lutar todos os dias para que você veja isso. Eu prometo que irei segurar sua mão e nunca irei soltar, eu nunca quebro promessas, você sabe, certo?

Se precisa de ajuda, me chame. Eu ainda quero passar o réveillon na Time Square com você e fazer careta quando os casais começarem a se beijar — sua expressão é a melhor —, ainda quero ouvir sua risada quando eu conto alguma piada idiota como "Nossa, tomei banho ano passado!". Ainda faltam alguns meses e eu quero você bem, não apenas no réveillon (pelo amor de Deus, nem sei se estou escrevendo certo, não ria de mim) desse ano, mas nos próximos também. Estou com você, Chris, mesmo que às vezes você duvide disso. Eu te amo e sempre vou estar com você, é uma promessa.

Ass: Yang Jeongin, o seu melhor amigo”

Eram apenas simples cartinhas, mas quando entregue aos destinatários, fez o dia de todas eles melhor, principalmente de Christopher, que pela primeira vez depois de meses em silêncio, se sentiu reconfortado. Mesmo que ainda se sentisse daquela forma, falar aliviava muito, mesmo que fossem sempre as mesmas coisas, descontar essa raiva nas palavras o aliviava de forma inexplicável. Era ainda mais reconfortante depois que um par de ouvidos atentos passaram ao o ouvir, mesmo que muitas vezes o mais novo não pudesse fazer muito, Chris se sentia bem em saber que alguém estava o ouvindo e melhor, que tentava ao máximo ajudá-lo.

Mas na visão de Jeongin, ainda era pouco. Ele podia e queria fazer mais.

Mesmo com pouca experiência, Jeongin abriu uma comunidade em uma rede social, onde ele e outro amigo — Seungmin, que se voluntariou para ajudar — passaram a ler desabafos de pessoas emocionalmente quebradas, as ajudando ao máximo que podiam. Jeongin não esperava que aquilo tomasse proporções tão grandes e, anos mais tarde, virasse uma ONG de prevenção contra o suicídio. Yellow Hope, foi o nome dado a ONG. Alguns também a chamavam de "Fita Amarela", por conta das fitas que os voluntários usavam no pulso.

Yellow Hope deveria ser só mais uma simples ONG "perdida" em Nova York, mas graças aos meios de comunicação, se espalhou por muitos cantos, salvando a vida de muitas pessoas. No final, Jeongin estava certo sobre "falar é a melhor opção", isso havia aliviado a dor de muitas pessoas que finalmente haviam liberado os seus sentimentos.

O Yang se sentia orgulhoso em ver onde todo o seu trabalho havia chegado, principalmente sobre Christopher, que no momento, estava dentro do seu Mustang amarelo. Apesar dos transtornos de Christopher nunca terem sumido totalmente, haviam melhorado, graças a ajuda do seu amigo.

Mesmo quando tudo parece estar desabando, desabafar ajuda e muito. Quando engolimos as palavras, em algum momento elas acabarão o sufocando. Mesmo de uma forma ruim, Chris aprendeu isso.

Yellow Hope diz "Se precisa de ajuda, fale. Falar é a melhor opção".


Notas Finais


Eu espero que tenham gostado, não teve romantização por se tratar de um assunto sério. A estória é inspirada na história por trás do setembro amarelo: Mike Emme, um jovem americano de apenas 17 anos, cometeu suicídio em seu mustang amarelo, seus amigos e familiares distribuíram cartões com fitas amarelas em seu funeral, nos cartões continham mensagem de apoio para as pessoas que enfrentavam o mesmo que Mike Emme.

Mas a ideia do motivo do Chris ter continuado a tentar (ou seja, ter sido alterado e não ocorrer o mesmo que ocorreu Mike) foi o seguinte questionamento que se passou em minha mente "E se Mike tivesse falado?". Eu realmente me interessei pela história e pelos bordões. Deveriam ver também.

É isso! Obrigado as outras meninas que concordaram por me deixar escrever também! Vamos aos agradecimentos!

— 💌 Obrigado a @zemile, a capa está maravilhosa! Você fez um ótimo trabalho, eu realmente me apaixonei pela capa!

— 💌 Obrigado pela betagem @Chiclette_Rosa, você foi incrível!

— Meu perfil: @_LOYE_
— Do projeto: @StayCity_


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