História You, Clouds, Rain - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens Mark, Youngjae
Tags Got7, Mark, Markjae, Youngjae
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Palavras 2.748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, boa noite de tarde, como estão? ^-^

Bom, fiz uma enquete no twitter e bom, aqui estou eu escrevendo uma fic que me deu vontade de chorar, muita, então preparem os lencinhos.

Foi um desafio escrever, fazer qualquer um sofrer é difícil pra mim, mas eu gostei do resultado, espero que gostem do primeiro capitulo ^-^

Capítulo 1 - Rain


Mark

O som de uma chuva forte tomava conta da audição de Mark como se uma tempestade estivesse acontecendo ao seu lado, porém, o sol forte de verão estava sempre presente nas cenas que surgiam em sua mente em fleches ininterruptos que faziam ele sentir seu coração bater como louco contra seu peito mesmo ele não conseguindo assimilar nada.

Mark via a estrada a sua frente passar, paisagens que não se lembra de onde passando pela janela do carro, mãos no volante e ele podia sentir o sorriso em seu rosto. Por causa do som da chuva ele não conseguia escutar nada, contudo, sentia em seu coração que o motivo de seu sorriso era uma música e quem a estava cantando.

Um raio vermelho cortou essa cena da mente de Mark, partindo ela em dois e revelando outra. O carro estava parado, sua mão estava entrelaçada com a de outra pessoa deixando uma sensação quente em seu peito apesar de ainda sentir o bater louco de seu coração.

Outro raio vermelho partiu a cena.

O rosto de Mark se virou revelando a luz do sol ao seu lado, o sorriso contente nos lábios dele fazendo seus olhos se fecharem em pequenas fendas deixando-o com uma expressão por demais fofa que Mark não resistiu e deixou um sigilo beijo sobre os lábios do outro.

Novamente o raio vermelho caiu e uma nova cena acontecia.

A luz do sol falava algo animado enquanto Mark assentia para o que quer que seja. Um carro passou por eles em alta velocidade. Um comentário de imaturidade havia saído dos lábios do americano com tal irresponsabilidade.

Mais um raio vermelho caiu.

A cena que agora Mark via acontecer fez ele arregalar os olhos, suas mãos se firmarem no volante e ele pisar no freio enquanto desviava de um acidente, a traseira do carro que a pouco Mark havia visto os ultrapassar estava amassada e o carro capotado.

O raio vermelho partiu a cena novamente e agora Mark sentia seu corpo leve, seu braço direito estava esticado, de alguma forma tentava proteger a luz do sol ao seu lado e então, seu corpo foi jogado violentamente para trás e tudo escureceu quando sentiu uma dor aguda em sua cabeça.

E essas cenas repetiram muitas vezes e em cada repetição, elas ficavam mais rápidas e quando chegaram ao ponto de se repetirem na velocidade de um piscar de olhos, elas subitamente pararam.

Os olhos de Mark se arregalaram de imediato, sua visão desfocada, respirando bem fundo de forma desesperada, como se tivesse ficado em baixo d’água por tempo demais, seu peito queimava em uma dor excruciante a cada batida descontrolada de seu coração.

O som da chuva ainda estava presente e com ele a imagem da luz do sol sorrindo para Mark.

Essa imagem foi o gatilho para a mente perturbada dele. Sua a visão aos poucos foi voltando revelando um teto branco sobre sua cabeça e sentiu suas costas contra algo macio enquanto o desespero tomava conta de seu ser.

Ele queria sua luz do sol.

Mark queria gritar desesperado, mas algo estava em sua boca o impedindo de se quer conseguir mover os lábios. Com movimentos nada pensados tentou se mexer, sentiu dores agudas em cada parte de seu corpo, porém, ele pouco se importava.

Sentiu mãos se fecharem com firmeza contra seus ombros e gritos incoerentes sobrepondo a chuva. As formas de dois homens pairaram sob a vista de Mark em borrões enquanto ele mexia sua cabeça de um lado para o outro violentamente desesperado para falar e encontrar sua luz do sol.

Mais vozes surgiram alarmadas. Finalmente removeram o que estava contra a boca de Mark e ele conseguia finalmente dar nome ao seu desespero.

– Youngjae! – gritou rouco, a voz raspando sua garganta de modo doloroso, mas ele não se importou. – Youngjae! You... Youngjae. – o nome saiu pelos lábios do Mark várias vezes até que tudo ficou escuro de novo.

Impotentes, os pais de Mark observaram o desespero do filho, Dorine Tuan chorou nos braços de Raymond quando Mark deu vazão ao seu desespero, ela queria gritar e dizer ao filho que Youngjae estava bem para acalma-lo, mas a mulher não conseguiria mentir para o filho nesse estado, e enquanto isso, enfermeiros e um médico de plantão tentavam impedir os movimentos bruscos de Mark para ele não se machucar e enfim, conseguiram dopa-lo.

 

Três horas depois, debruçada sobre a cama do lado esquerdo do filho com os dedos entrelaçados com os dele, Dorine despertou ao sentir os dedos de Mark fecharem contra sua mão em um aperto leve. Ela levantou a cabeça imediatamente e olhou para o filho, os olhos dele se abriam bem devagar por causa da luminosidade.

Dorine levantou da cadeira em que estava, seu corpo reclamou de dor por ter ficado em uma posição desconfortável por muito tempo, mas seu cérebro mal registrou isso enquanto apertava o botão ao lado da cama para chamar um enfermeiro e assim que o fez voltou sua atenção para o filho.

Com carinho, ela tocou no rosto de Mark, a mão que ainda estava entrelaçada com a dele se fechou em um aperto de reconforto. De maneira lenta, Mark virou o rosto. Dorine sentiu um aperto de gelo em seu coração ao ver a expressão de preocupação e desespero nas feições do filho acompanhado de uma enorme dor.

Mark não sentia nem uma dor física em seu corpo, se quer percebeu o braço direito enfaixado.  A inexplicável dor que sentia o consumindo e sufocando vinha de sua alma lhe implorando para saber de sua outra metade.

Ele abriu a boca, contudo nem um som saiu, sua garganta estava seca demais, mas Dorine não precisava de nem uma palavra para saber o que ele queria, contudo, ela ainda não conseguia pensar em como dar a notícia ao filho, não quando ele parecia tão vulnerável.

– Mamãe está aqui e tudo vai ficar bem. – ela falou de forma suave fazendo carinhos no cabelo de Mark tentando reconforta-lo e a si mesmo de alguma maneira, era a única coisa que podia dizer e fazer.

Nesse momento, ela aproveitou e fez o filho beber um pouco de água, uma recomendação da médica que agora cuidava de Mark. Um sorriso minúsculo surgiu no rosto de Dorine ao ver a expressão se suavizar um pouco no rosto do filho quando o liquido passou pela garganta dele.

Mas o rapaz logo afastou o canudo de sua boca. Agora que sua boca não estava seca, ele precisava falar. Ou tentar pelo menos.

– Youngjae. – sussurrou Mark, a voz tão baixa que se ela não estivesse olhando para os lábios dele, não saberia o que ele havia pronunciado, mas mesmo que não tivesse, Dorine saberia, qualquer um na ala do hospital em que estavam saberia o que ele havia dito.

O nome do namorado era a única coisa que Mark havia pronunciado desde que espertou após o acidente. Mesmo enquanto estava dopado, o nome de Youngjae saiu pelos lábios de Mark em um tom tão triste, cheio de medo e insegurança, que Dorine viu algumas enfermeiras segurarem as lagrimas sempre que saiam do quarto depois de checarem o estado dele.

E agora, mais uma vez, Dorine sentiu seus olhos arderem.

Antes que a mulher pudesse pensar em algo para dizer, outra maneira de contornar o que o filho queria saber, a médica acompanhada de um enfermeiro entrou no quarto. Raymond entrou apressado poucos segundos depois, o café que ele foi buscar para si e para a mulher quase derramou no desespero de chegar rápido.

– Como está se sentindo, Mark-sshi? – perguntou a medica indo para o lado da cama dele.

– Youngjae. – falou Mark, sua voz mais forte do que segundos atrás.

A medica olhou para os pais de Mark em um claro pedido. Os dois assentiram, sabiam que a melhor pessoa para explicar o estado de Youngjae era um médico. Eles nunca saberiam como dar a notícia de que Youngjae estava bem e ao mesmo tempo não estava.

– Você se lembra do acidente, Mark-sshi? – a medica voltou a atenção ao paciente. Mark engoliu em seco franzido a sobrancelha como se estivesse pensando por alguns segundos antes de assentir. Ele lembrava bem demais. – Eu vou explicar sua condição primeiro e depois eu vou lhe contar como está Youngjae-sshi, tudo bem?

Raymond percebeu os olhos do filho brilharem com raiva, mas ele assentiu, mantendo os lábios pressionados com força em linha reta e direcionava um duro olhar a mulher com jaleco branco que pareceu não se importar com isso.

– Você bateu a cabeça e desmaiou quando o airbag do seu carro ativou tardiamente. Você ficou vinte e duas horas desacordado e tem um enorme galo na cabeça por isso, além de pequenos arranhões, fraturas em seu úmero, radio e ulna do braço direito e trincou três costelas, mas você está fora de perigo. – disse a medica de forma profissional. – Contudo, vamos te manter em observação por mais um dia, você estava tendo dificuldades para respirar antes de acordar e queremos ter certeza que realmente está fora de perigo.

A medica soltou um suspiro de aceitação ao ver o maxilar de Mark trincar, ele não estava nem aí para o que ela estava falando sobre a saúde dele.

– Gostaria de dizer Youngjae-sshi não sofreu nada, que ele saiu praticamente ileso do acidente. – os olhos de Mark se estreitaram em afinco, ele odiou a palavra ‘praticamente’ saindo dos lábios da medica e seu coração se apertou em seu peito. – Com nem um arranham, porém...

Mark engoliu em seco, ele já previa uma notícia nem um pouco agradável vindo.

 

Com a ajuda de seu pai empurrando a cadeira de rodas – ele ainda não estava bem para caminhar e como se recusou a ficar no quarto a medica pediu para o enfermeiro trazer uma cadeira para o americano poder se locomover com um pouco mais de conforto – e sua mãe logo trás deles, Mark manteve o olhar a frente.

Tudo a sua volta vinha em imagens borradas em sua mente, não distinguia as pessoas ou os objetos hospitalares por qual passava, tudo que via era o caminho que o levava ansiosamente em direção a Youngjae.

As condições do mais novo era adversa as de Mark e por isso ele havia sido posto em outra área do hospital. Levou alguns minutos para chegar lá, mas assim que entrou no corredor indicado pelo enfermeiro, os olhos de Mark logo viram o número do quarto que sua luz do sol estava.

Seu coração começou a bater mais rápido a cada centímetro que se aproximava de seu objetivo. Ele sentia as mãos suarem e uma dor começar a percorrer seu braço fraturado em um latejar que ritmava contra seu ouvido, isso indicava que os remédios que haviam inserido nele para dor estavam passando.

Dorine passou pelo marido e filho e bateu na porta. Levou poucos segundos para ela ser aberta pela mãe de Youngjae. Mark olhou para a mulher que sempre esbanjava os mesmos sorrisos iluminados que o filho, entretanto, agora o rosto dela estava inchado de chorar, os olhos vermelhos e os lábios trêmulos.

Ela pareceu surpresa em vê-los, mas logo direcionou seu olhar para Mark, ela tentou sorrir e Mark também, mas os dois estavam em pedaços.

Ela abriu espaço para eles passarem. Raymond empurrou o filho para dentro do quarto.

Dois passos para dentro foi o suficiente para Mark ver o namorado, recostado na cama hospitalar. Uma faixa estava enrolada em sua cabeça lhe cobrindo os olhos e havia um tampão protegendo seu ouvido esquerdo.

Mark se lembrava bem das palavras da medica com nítida perfeição quando ela relatou o estado de Youngjae minutos atrás.

– Quando o airbag foi acionado ele teve um mal funcionamento do lado do passageiro. – começou ela olhando seriamente nos olhos do americano. – A forma que ele se liberou foi distorcida e muito rápida, acabou acertando o rosto de Youngjae-sshi e inexplicavelmente estourou.

“Isso resultou em dois fatores, deslocamento de retina e por causa do som auto da explosão Youngjae-sshi teve o tímpano esquerdo perfurado. Felizmente o tímpano não foi muito grave e em algumas semanas ele estará bem.”

A mão boa de Mark se fechou com força contra o lençol, ele sentiu as mãos de seus pais sobre seus ombros tentando lhe transmitir força e conforto, mas ele já sentia seus olhos arderem em lagrimas e seu peito doer.

– O dano causado a retina foi grave e infelizmente, quando exames mais detalhados foi feito, não tínhamos mais como concertar a retina, ela havia sofrido rasgos que atualmente não temos condição de cirurgicamente tratar... – a medica parou de falar quando viu lagrimas começarem a escorrer pelo rosto de Mark, mas ele não desviava os olhos dela.

Com essas informações ele sabia o que tinha acontecido ao namorado e ele sabia como isso afetaria Youngjae e os sonhos que ele tanto almejava alcançar.

– Ele sabe? – perguntou Mark, a voz rouca, se segurando para não deixar o bolo em sua garganta se libertar, ele precisava se manter firme.

– Sim, ele acordou poucas horas depois do acidente. – foi tudo que a medica disse e Mark não precisava saber de mais nada.

– Quero vê-lo. – falou firme e ninguém tentou contraria-lo.

“Se o airbag não tivesse funcionado, ou funcionado corretamente, ele estaria bem e sem nem uma sequela.” Pensou Mark enquanto seu pai o empurrava para o lado da cama de Youngjae.

Ao ouvir novos sonos no quarto a cabeça de Youngjae se virou em direção aos sonos.

Mark mordeu o lábio inferior com força, mais uma vez segurando a vontade de chorar, vendo como Youngjae parecia tão indefeso e por mais que seus olhos estivessem cobertos, Mark sabia que ele não estava nada bem, o maxilar de Youngjae estava rígido denunciando que ele estava com raiva e amargurado.

– Mark-hyung acordou? Ele está bem? – perguntou Youngjae um pouco alto demais, por causa de seu tímpano machucado, ele não conseguia ouvir bem do lado esquerdo e acabava gritando sem se dar conta. – Podem parar de me enrolar e dizer algo?

Foi com espanto que Mark ouviu as palavras ditas com raivas pelo mais novo, por mais que estivesse chateado, Youngjae nunca descontaria isso em outra pessoa. E essas palavras não pareciam ser pelo que estava acontecendo com ele e sim por outro motivo que Mark não entendia, mas os pais de ambos sabiam.

Youngjae teve a mesma reação de Mark quando acordou, somente queria saber do namorado, nem havia ligado por não estar escutando direito ou sua visão estar escura, seu cérebro não havia processado sua situação ainda.

Somente depois que garantiram que Mark estava fora de perigo que a realidade bateu sobre o mais novo e isso foi tão devastador para ele que os enfermeiros tiverem que recorrer a tranquilizantes para acalma-lo.

Ele acordou muitas horas depois, sua mente dormente com seu estado, mas com uma única coisa rondando por ela, ele queria ver Mark, ou pelo menos toca-lo para compensar a perda de visão.

Não negaram o pedido.

Infelizmente, no momento que ele foi até o quarto em que Mark estava, foi no momento que o americano despertou. No corredor, ele ouviu os gritos de Mark chamando por ele e ele tentou ir até lá, mas foi bloqueado.

Novamente, Youngjae teve que ser tranquilizado porque ele parecia tão desesperado que tiveram que tomar essa medida para ele não se machucar e não machucar outro aquém.

Youngjae despertou poucos minutos atrás, logo exigindo saber sobre Mark. O enfermeiro que foi até o quarto não sabia informar o estado do americano e isso deixou o estado emocional de Youngjae a beira da explosão.

Ele nunca foi de sentir raiva, ou qualquer sentimento semelhante, com tanta facilidade, mas percebeu que nas últimas horas isso havia se tornado muito fácil, não que ele estivesse se importando com isso.

Com pedido de desculpa, o enfermeiro saiu garantindo que traria informações para ele. E foi aí que Mark entrou com seus pais no quarto.

Raymond deixou Mark do lado da cama de Youngjae e viu o filho levantar a mão boa e tocar com delicadeza sobre a do namorado que estava mais perto. A expressão de Youngjae mudou drasticamente.

– Mark-hyung?! – a voz de Youngjae saiu embargada e Mark envolveu a mão do namorado.

– Eu estou aqui, Sunshine. – disse Mark tentando sorrir, a voz também embargada e quebradiça, enquanto apertava a mão da forma mais reconfortante que conseguia de sua alma gêmea.

A chuva caia forte do lado de fora, o som dos trovões sobrepondo os soluços e lagrimas.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^-^

O segundo capitulo será mais dramático e terá muitas das coisas que eu marquei como 'aviso'.

Muito obrigada a todos que leram e até o próximo capitulo ^-^


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