História You make me feel like dancing - Capítulo 2


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Categorias Hetalia: Axis Powers
Personagens América (Estados Unidos da América), Inglaterra
Visualizações 16
Palavras 2.318
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, demorei um pouco por que tive que pesquisar um pouco mais sobre a valsa ╰(*´︶`*)╯♡
Eu comecei a ler livros por agora pra ver se consigo escrever um pouco melhor, mas não se o final do cap vai estar lá essas grandes coisas pq eu escrevi o final quase babando no teclado kkkkk
Anyways....
Música: Feel Good _ James Brown (*)

Capítulo 2 - Feel Good


    Os dias chuvosos vieram e deixaram a grande cidade com o ar depressivo, pelo menos assim Alfred achavam. Os dias chuvosos passavam devagar, e nos locais que fazia bicos raramente entrava algum freguês. Nos dias de quinta, sexta e sábado, trabalhava em um café como garçom, ficando com o último turno do dia. Alfred conhecia o dono do café já algum tempo e isso fazia com que ganhasse uma comissão extra. Às vezes Alfred pensava no desafio daquele professor britânico, que havia lhe dito para voltar ao salão no dia seguinte no mesmo horário.

Enquanto limpava as mesas do café, faltando alguns minutos para fechar, lembrava-se do aperto de mãos entre os dois. Tentou lembrar dos detalhes daquele momento: a quantidade certa de força no aperto de mão que indicava um homem confiante e destemido, o par de olhos verdes que o olhava com intensidade outrora com deboche, as engraçadas sobrancelhas grossas, o cabelo loiro desgrenhado mas que por um lado lhe dava um charme.

-  Está distraído hoje, Alfred. _ O dono do café, Francis, era um homem observador e sempre sabia quando algo estava incomodando Alfred.

-  Ah, ontem eu fui desafiado por um professor a aprender dança de salão. _ Riu. _ E bem… eu aceitei.

-  Dança de salão? _ Colocou a mão sobre sua bochecha, com uma expressão nostálgica e suspirou. _ Ah… A beleza da dança de salão… Tenho boas lembranças com isso.

-  Você era dançarino? Nunca me contou sobre isso.

-  Bom, apesar das boas lembranças, tive muitas más também. _ Disse, preparando duas xícaras de café para ambos. _ Eu e meu parceiro de dança brigávamos muito, sabe? Era um problema, já que isso atrapalhava muito durante as apresentações, mas ganhamos vários prêmios e participamos de grandes competições, até que um dia eu desisti e montei esse café. _ Bebericou o café.

-  Mas por que desistiu? _ Indagou Algred. _ Não gostava de dançar?

-  Eu amava a dança mais do que tudo, Alfred. O problema sempre foi a nossa relação e só concordamos em dançarmos juntos por que nossos corpos eram compatíveis um com o outro. Mas chega em um ponto que você não aguenta mais e simplesmente… desiste. Nunca mais voltei a dançar, provavelmente estou bem enferrujado. _ Riu mais para si mesmo.

-  E vocês ainda mantém contato? _ Sentiu o café quente descer pela garganta, saboreando o gosto amargo da bebida.

-  Não, cada um foi para um canto e nunca mais entramos em contato. Talvez tenha sido melhor assim. _ Recolheu as xícaras vazias.

-  E você se arrepende? Quero dizer, de ter parado com a dança?

-  Sim e não. Sim por que desisti de algo que eu mais amava e não por que eu amo esse café.

 

    

    A chuva caía graciosamente pela calçada, criando algumas pequenas poças, onde podia-se ver o reflexos das luzes dos prédios. A rua estava silenciosa, praticamente sem graça, e as luzes amarelas dos postes faziam daquele cenário algo bastante patético. Inspirou uma, duas, três vezes, arrumou o capuz da sua blusa vermelha sobre a cabeça em uma tentativa de não sentir as gotas fria da chuva. Colocou seu fone sem fio, seu amado fone que tapava totalmente suas orelhas dando-lhe os devidos sentimentos de cada música __ tristeza, alegria, raiva, adrenalina __ sobre o tecido do capuz. (*) Apertou o play e abriu os braços, quando James Brown começou a cantar Alfred girou no próprio eixo e deixou-se levar pela música, trotando pela calçada. Com cinco passos seguidos, acompanhando o saxofone, pulou e segurou-se em um poste, girando em torno dele. Um passo, mais um e um grande pulo, abrindo os braços, deixando algumas gotas caírem em seu rosto e óculos. Correu pela calçada, vendo de relance seu reflexo em algumas vitrines de lojas, e com um breve pulo, pisou em uma pequena poça d’água, respingando em seu tênis um pouco de lama. Alfred começou a cantar junto com James Brown, movimentando seu corpo enquanto o saxofone e a bateria faziam seu ombro e quadril mexerem-se. A cada batida da bateria, suas pernas moviam-se em posições diferentes, uma batida, à esquerda, uma batida, à direita.

Quando finalizou seu último passo Alfred estava de frente ao prédio em que morava. Colocou os fones ao redor do pescoço e andou direção ao elevador. O prédio em que morava não era lá um dos melhores da cidade, mais humilde para ser honesto. Alfred morava no sexto andar e sempre se achou sortudo por ter a melhor vista para o pôr do sol do prédio da janela do seu quarto. Abriu a porta da entrada, colocou suas chaves em uma pequena vasilha que ficava sobre uma cômoda, ao lado da porta. Tirou os sapatos, ficando somente de meias e foi em direção ao quarto da mãe. Abriu a porta o mais silenciosamente o possível e a viu deitada na cama.

-  Boa noite, mãe. _ Sussurrou.

-  Hmn… Noite… _ Revirou-se na cama e voltou a dormir.

    Com um sorriso, fechou a porta devagar e foi para seu quarto. Aquele cômodo era o mais diferente da casa e era o que Alfred sentia-se mais confortável, não somente por ser seu quarto, mas um lugar somente para ele e sua música. Vários discos de vinil estavam espalhados no carpete, cobrindo uma boa parte dele. Em uma das paredes havia vários pôsteres de bandas famosas dos anos 60, 70 e 80, como Bee Gees, Queen, Rolling Stones, Elvis Presley, James Brown. A cama, sempre desarrumada, continha algumas capas de discos vazios, na qual foram facilmente transportada para a cadeira da escrivaninha ao lado. Em sua escrivaninha ficava um laptop, que havia comprado com suas economias de dois anos, um antigo porém conservado toca discos do seu pai que havia deixado para Alfred aos dez anos de idade, e finalmente na parte de cima uma coleção de vários discos dos seus cantores preferidos. Tirou sua blusa e jogou-a sobre a cadeira que agora estava as capas de discos vazias, e caiu sobre a cama, cansado, dormindo logo em seguida.

 

°  °  °

 

    Babando sobre o travesseiro, Alfred foi acordado de supetão com a porta batendo na parede e um cheiro de café da manhã invadiu suas narinas, despertando assim o ronco em seu estômago.

-  Alfred! O café da manhã está prontooo! _ A mãe de Alfred estava segurando uma frigideira com ovos e bacon, enfatizando a palavra “pronto” como melodia. _ Ai credo, você não tomou banho de novo?!

-  Bom dia pra você também… _ Resmungou enquanto limpava a saliva no canto da boca.

-  Vai tomar um banho antes do café, viu mocinho? _ Apontou a longa colher de pau na direção do filho. _ Não demore muito, preciso ir trabalhar cedo hoje.

-  Sim, senhora.

    Alfred havia puxado a personalidade de sua mãe, Rebecca, e o amor pela música. Todos os dias ela saía de manhã e dava aulas de canto em uma escola pública e voltava no período da tarde. Sua aparência jovial sempre atraía homens apaixonados pela sua beleza, com seu longo cabelo loiro e olhos azuis, algumas vezes Alfred a incentivava a sair com algum cara, mesmo seu pai não estando mais entre a família, mas ela sempre dizia:

    

“Seu pai é o único homem que amo.”

 

-  Hoje eu vou naquele lugar que eu tinha lhe falado. _ Alfred apareceu na cozinha com uma toalha na cabeça, somente de calça. Sua mãe estava lavando algumas louças.

-  Está falando sobre a dança? Tudo bem, desde que não chegue atrasado no trabalho. Oh céus, eu vou me atrasar. Termine de limpar os pratos, ok? _ Rebecca pegou sua bolsa sobre a mesa, deu um beijo na bochecha de Alfred e saiu apressada do apartamento.

    

    Terminando seu gratificante café da manhã, o tradicional ovos com bacon, lavou os pratos como a mãe pedira, vestiu roupas casuais e dirigiu-se para o salão de dança, bastante animado para ver que tipo de dança iria aprender, ou pelo menos era o que esperava. Chegando ao salão Alfred reparou que na pista havia um casal, além do professor britânico. O casal era bastante incomum, por assim dizer. A mulher, que parecia estar no auge dos vinte e cinco anos, tinha um longo cabelo castanho, seus olhos eram verdes, não tão intensos como os do professor, para Alfred parecia mais a folhagem de uma flor, que por acaso havia um prendendo algumas mechas de seu cabelo. Ela era alta para uma mulher e sua curvatura do corpo eram exaltados pela saia curta que vestia. Elizaveta era seu some. Já o homem que estava do lado dela tinha uma aura completamente diferente, era uma aura mais vibrante e, de algum modo, ameaçadora. Seu sorriso era perverso e seus olhos vermelhos escarlates como rubi destacavam com sua pele clara e seu cabelo claro. Seu corpo era forte, com músculos definidos e sua estatura era um pouco maior do que a moça, e quando cumprimentou o professor, percebeu o sotaque alemão carregado seguido de uma risada estranhamente perturbadora para Alfred.

-  Alfred, conheça o par que irá lhe dar motivação. _ “Motivação” na qual foi dita com certo sarcasmo na voz. _ O líder, Gilbert Beilschmidt, e sua parceira, Elizaveta Herdevary.

-  E ai? Prazer. _ Alfred balançou sua mão brevemente em um comprimento.

-  Olá, prazer em conhecê-lo. _ Elizaveta sorriu e acenou de volta.

-  Eu, o incrível Gilbert, irei lhe mostrar a melhor dança que já viu. Kesese _ Apontou com o dedão para o próprio peito, com um sorriso confiante.

-  Muito bem, quero uma breve apresentação, apenas o básico do Standart. Alfred, por enquanto, preste atenção na postura de Gilbert.

    A dupla posicionou-se no centro do salão com uma distância de dois passos largos um do outro. Gilbert fez uma breve reverência e estendeu a mão direita para Elizaveta, que aproximou-se com dois passos largos e segurou a mão, enquanto a outra posicionava-se sobre o ombro dele. Eram movimentos suaves mas precisos. Em um instante, Alfred viu o quanto o corpo de Elizaveta era esbelto, principalmente por causa da curvatura do seu pescoço e também da sua coluna. Já a postura do líder era extremamente ereta, fazendo com que o corpo parecesse ser mais alongado. Sem parar para respirar, observou o primeiro passo de Gilbert. Um passo largo para frente, inclinando o corpo da parceira um pouco para baixo. Mais um paço, terminando na ponta dos pés e elevando o braço que continha o hold. Os movimentos eram tão suaves que Alfred achou que eles estavam flutuando pela pista, mas o som do salto da húngara fazia com que eles estivessem firmes no chão. Quando a apresentação acabou, Gilbert orientou o corpo da parceira a inclinar mais para trás, fazendo com o longo cabelo castanho tocasse no chão; olhando atentamente para as pernas do líder, observou que estavam bastante distantes.  Não acreditava que todos aqueles passos complicados de se fazer seria o básico da valsa.

-  Agora, Alfred, tente liderar Elizaveta com os mesmos passos de Gilbert. _ Disse Arthur.

-  O-o que? Eu não acho…

-  Acha que não consegue? _ Sorriu. _ Tente conduzi-la. Alfred engoliu seco e trocou de lugar com Gilbert, cumprimentou a moça e estendeu-lhe a mão. Corou quando percebeu que seus corpos estavam extremamente próximos um do outro a ponto de se tocarem. Desajeitado, tentou posicionar-se como o alemão havia feito antes e deu o primeiro passo e quando seu pé tocou o chão, desequilibrou-se e os dois caíram desajeitados. Ao fundo só conseguia ouvir Gilbert dar uma esquisita risada alta. _ Hmnf, já imaginava que isso iria acontecer.

-  Se sabia então por que me mandou conduzi-la…? _ Alfred levantou-se reclamando.

-  Só para confirmar se você iria realmente cair. Sinto muito, senhorita Elizaveta. _ Desculpou-se à moça que havia acabado de levantar-se.

-  Está tudo bem. _ Sorriu.

-  Alfred, venha aqui. Repita comigo. Inspire… _ Alfred seguiu Arthur, inspirou. _ Expire… Inspire de novo… Não solte o ar. _ Arthur colocou sua mão sobre o estômago do outro e o forçou para cima, como se estivesse colocando os órgãos no lugar. “Que força é essa?!”, sentiu como se suas costelas estivessem quebrando. _ Junte as pernas, isso, agora solte o ar devagar. _ Quando Alfred viu sua postura no espelho, nunca havia imaginado que ficaria tão reto daquela maneira.

-  Nossa…

-  Nem parece aquele desleixado que entrou por aquela porta mais cedo, não é? _ Sorriu com sarcasmo, ficando sério logo em seguida. _ Certo, agora tente ficar na pose básica que a senhorita Elizaveta estava antes de dançar.

-  E o que pretende com isso? _ Tentou ajustar-se a posição básica do parceiro, com os braços levantados.

-  Vou lhe mostrar o que é liderar.

-  O qu-

 

Quando ambas as mãos tocaram, Alfred sentiu seu corpo involuntariamente movimentando-se para trás, com um longo passo. Em um milésimo de segundo sentiu a perna de Arthur tocar sua virilha, incentivando-o a dar outro passo para trás. Diferente da senhorita Elizaveta, que havia farto seios entre os dois, tinha uma maior aproximação entre os corpos. Quando menos esperava, sentiu um rápido e breve giro e então uma pausa na ponta dos pés. A dança voltou com os movimentos longos e suaves, sentindo o aperto da mão de Arthur contra a sua. Nunca havia sentindo uma proximidade como àquela, corpo colado um no outro, mas quando deixou-se ser liderado pelo professor, uma felicidade começou a borbulhar em seu estômago, como as danças que sempre fazia na calçada das ruas. Com o movimento final, Arthur deu um forte puxão, forçando Alfred ficar cara a cara, na qual os dois estavam ofegantes. Foram apenas dois segundos, mas foi o suficiente para perceber a intensidade em que ele liderava, fitando aqueles olhos verdes com um brilho intensamente selvagem que não havia percebido durante a dança.


Notas Finais


A parte em que u mais gostei de escrever desse cap foi a cena do Alfred voltando para a casa. Foi um momento inspirador (─‿‿─)♡
Espero que tenham gostado do cap e da música.
Até o próximo cap e kissus de chocolate ☆⌒ヽ(*'、^*)chu


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