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História YOUTH - Capítulo 6


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Aproveitem Peoples

Capítulo 6 - 99 cent store


" Perceberam que os flocos de neve diminuíram nessa bela manhã? Esquece o frio!! A novidade é da nova banda que estourou nessa noite em Ohio. Bateram mais de 100 mil views e infelizmente tenho que admitir que amei a música. Olhem isso:

Beijinhos A garota do blog.

Mégara calçou suas lindas ankle boot preta, usando seu melhor vestido. Sempre foi apaixonada por saltos, acessórios coloridos e roupas animadas.

Sentia-se como uma verdeira adolescente típica de Ohio, o que, todos alegavam ser uma patricinha mimada de boa família. Mas quando a conheciam, tinham certeza de que ela era totalmente ao contrário.

Enfiou a farda do colégio na mochila e saiu, deixando o café pronto e exposto na mesa. A cada passo, sentia o celular vibrar no do lado esquerdo da bolsa mas não se atreveu a ver quem era. Já tinha plena consciência de que se tratava de Eric.

Avistou uma pessoa de jaqueta preta de couro, encostada na parede roxa da recepção.

— Bom dia James. — disse, se livrando do peso que carregava.

— Bom dia Mega.

Ela encravou um olhar frio sobre ele.

— Ainda vai insistir nesse apelido? — perguntou, observando o lugar colorido e diferenciado para uma editora.

Ele parecia se divertir com o apelido que havia criado para ela.

— Prefere Smurf ?

— Não. — forçou o melhor sorriso. — E cadê a desmiolada?

O barulho do elevador, anunciou a entrada triunfante de Alex que abusava do tamanho da saia xadrez preta e vermelha; ostentando sobre o decote seus coleres de tamanhos diferentes; caminhando de cara presunçosa com suas botas de cano curto e jaqueta preta.

— Meia arrastão no frio? — ingagou Mégara dando espaço para amiga se sentar.

— Frio é apenas questão psicológica. — se atreveu indicar um beijo a James que ainda estava admirando.

Mégara seguiu o olhar de Alex, lembrando-se da presença do garoto que estava quase comendo sua amiga com os olhos.

— Pelo amor de Deus, não vão se pegar aqui não né? — disse diretamente aos dois.

— Se Alexandra quiser...— deu um sorriso maroto.

Alex revirou os olhos mostrando a língua.

— Perdeu pontos comigo só por dizer meu nome.

— Pelo menos não te chama de Mega. — sibilou indignada a menor. — Está praticamente me chamando de Mega Cena.

Alex mordeu os lábios, contendo a risada.

— Tudo vocês colocam defeito. — vociferou James cruzando os braços e fazendo o bico que conseguia tudo de sua mãe. — Mega é tão fofo.

— Não. Não é. — diz Alex, segurando o riso.

James continuou a discussão do novo apelido enquanto Mégara digitava algo no celular, se livrando da confusão. Esperaram por alguns minutos até Henrique adentrar para explicar o motivo de estarem ali.

Eles fariam uma entrevista para o público saber um pouquinho mais deles, mudariam o visual e tirariam algumas fotos para por em sites, rede social e capas.

Se houvesse algo que Mégara tinha medo era de mudar o cabelo. Por ser cacheado, ela não se atrevia a modificá-lo. Os longos escuros fios encaracolados foram tingidos por platinado e cortado, agora, batiam quase um palmo acima das nádegas.

Atrevida Alex, foi a primeira a ser transformada. Seus curtos fios azuis, saíram da cor opaca para o elegante, chamativo roxo escuro e as pontas, uma tonalidade mais leve, um violeta.

Dividido entres opções claras e escuras, o coreaninho de Ohio, escolheu vermelho carmim, livrando-se do preto sem graça. Aproveito a oportunidade para fazer um corte ousado, retirando a franja e raspadando um pouco dos lados.

[....]

— Meu Deus! — exclamou Zoe interrompendo a conversa importantíssima sobre meninos. — Eu não acredito nisso.

Os olhares curiosos viraram na direção da enorme entrada do colégio e avistaram os três surpreendentes cabelos coloridos caminhando juntos. Parecia ser modelos desfilandos com as últimas coleções bombarticas do ano, causando inveja aos demais espectadores.

Alex entrelaçou os braços no de Mégara assim que percebeu a sua dificuldade para se manter firme sob os saltos.

— O que houve? — cochichou em seu ouvido mas não precisou de uma resposta.

O motivo da falta de força dos seus calcanhares, foi o par de olhos verdes que a encarava da mesa do lado de Pennelope Wisten. Mégara esboçou um sorriso triunfante, retirando uma das alças da mochila, agitou o cabelo e começou andar, fingindo que não havia se abalado com a situação.

Ela continuaria com seu teatro da menina insensível. Atuaria igual as atrizes de novelas mexicanas. Não seria difícil, já que era mais um desejo escrito na sua lista de coisas para fazer antes de morrer. Todo mundo deveria ter uma lista, nem que fosse apenas planos, rabiscos mas deveriam. Assim, conseguiria fazer tudo em um determinado momento. A menos que, esteja escrito se apaixonar por alguém comprometido que não era o seu caso.

Os 3 adolescentes ignoraram os olhares de ódio que vinham até eles como dardos encharcados de veneno dos indivíduos que estavam sentados na enorme escada do colégio.

 

 — Precisamos comemorar! — Alex comentou após se sentar ao lado de Mégara na escada

— Isso! — James afirma com um sorriso no rosto. — Mas como?

— Cantando. — a de cabelos  agora tingidos de roxo respondeu animada.

— Tô dentro. — o moreno diz erguendo uma das mãos para o alto, recebendo um sorriso de orelha a orelha de Alex.

— E você Mégara? — perguntou deixando o olhar cair sobre a amiga que parecia perdida em um mundo distante. — Mégara?

— Oi. —respondeu saindo de seus devaneios. — Cantar? Agora? Aqui ? Hum? — travou o maxilar encarando-a.— Oh sim, concordo, qual música? — falou se recuperando dos pensamentos que tanto a afligiam.

— 99 cent store. — Alex respondeu empolgada. — Eu trouxe meu kazoo

James arregalou os olhos como se estivesse escutado umas das frases mais bonitas da sua vida:

— Eu amo essa música.....mas espera. — fez uma pausa dramática. —Você toca kazoo?

— Sim, um pouquinho. — esboçou um sorriso envergonhado

— Sabe, vcs fizeram a escolha da música perfeita-. — suspirou Mégara, tristonha ao perceber q a música retratava tudo o que estava sentindo. Era incrível como ela tinha esse poder de descrever nossas vidas em alguns versos cantados. — Posso começar gente?

— Deve! — os dois outros responderam em Uníssono.

"I had pinwheels in my eyes for you

Blinded by the pinks and blues

Oh, you were my wind-up Romeo"

_________________________________________

"Eu tinha cata-ventos nos meus olhos por você

Cego pelos rosas e azuis

Oh, você foi meu Romeo de conclusão"

As palavras que saiam de sua boca carregavam ódio e tristeza ao mesmo tempo, enquanto encarava Claire. Mégara fechou os olhos deixando a sensação gostosa que cantar lhe trazia preencher todos os vazios que estavam na sua alma

"It's so shiny in a shopping cart

Pretty in a parking lot

But when you go home

That's when it falls apart"

__________________________________________

"É tão brilhante em um carrinho de compras

Bonita em um estacionamento

Mas quando você vai para casa

É quando desmorona"

Agora quem cantava era James sentindo arrepios a cada verso que entoava antes de chegar a parte principal da música

"I still think about you sometimes

Only when I walk through the 99 cent store"

___________________________________________

"Eu ainda penso em você as vezes

Somente quando eu ando pela loja de 99 centavos"

Os três cantavam juntos agora em perfeita harmonia, as vozes se encaixavam e ecoavam por cada canto dali, chamando a atenção de todos que passavam.

"You sold me all those cheap lies

Could've built me a whole 99 cent store"

___________________________________________

"Você me vendeu todas essas mentiras baratas

Poderia ter me construído uma loja inteira de 99 centavos"

Alex deu início ao seu solo com o Kazoo, deixando os demais ali, embasbacados com o seu talento, mas antes de terminar o solo, foi interrompida por Pennelope qud solicitava a presença de Mégar.

— Mégara! — chamou Pennelope e ela hesitou por alguns segundos, pensando na possibilidade de sair correndo ou continuar sua música mas não daria esse gostinho de vitória para Wisten. Então simplesmente virou-se sorridente. — Queria saber se conhece o Noah?

Engoliu seco, revendo as provabilidades da merda que causaria se não fosse totalmente convicente.

— Não. — disse tacidamente.

— Tem certeza? — manisfestou Claire.

Sentiu vontade enfiar o rosto em um dos buracos mais profundos da terra e só tiraria quando estivesse convencida que a barra estava limpa.

— Tenho certeza. — garantiu. Ela meneou a cabeça na direção dos olhos penetrantes. — Muito prazer, eu sou Mégara! — esticou a mão para comprimenta-lo.

Noah se atreveu á levantar e se aproximar, ficando tão perto que ela pôde sentir o ar quente da sua respiração.

— Prazer em te conhecer Mégara. — ela observou ele colocar um papel no bolso do seu colete.

Estremeceu aos dedos dele tocaram levemente o tecido grosso. Noah se afastou, voltando para seu lugar na escada. Mégara suspirou agradecida ao ver ninguém comentar algo sobre o ato estranho que acabará de acontecer.

— Mega, precisamos ir. Estamos atrasados. — James interrompeu a conversa, abraçando Mégara por cima do ombro.

— Que falta de educação não comprimentar as pessoas. — diz Pennelope.

— Minha mãe me deu educação para usar com pessoas decentes. — rebateu audacioso.

Todos produziram ruídos, tentando controlar as risadas.

— Por isso que somos melhores que esse podres. — disse Claire com desdém.

James rangeu os dentes tão forte para não descer a mão na cara de Claire que sorria.

— Engraçado, na hora de sustentar macho, ninguém fala isso. — declara Mégara indignada com atitude da prima.

Noah apenas arregalou os olhos mas Phillip gargalhou tanto que chegou lacrimejar.

— Repete de novo puta! — berra Claire, levantando-se.

Alex observou o repentino movimento de Clarice e correu na direção da confusão.

— Epa! Se tocar nela, eu quebro sua cara. — exclama Alex, colocando-se entre as duas.

Noah segura no braço de Claire, afastando-a das meninas.

— Vocês não vão brigar. — diz ele mas Claire puxa fortemente o braço e volta para onde estava.

Zoe bateu palmas, chamando atenção dos adolescentes eufóricos.

— Ok! Vamos acalmar os ânimos pessoal.

— Deixa eles. — proclama Pennelope que observava tudo, queita. — Estão achando que são gente só por causa daquela música brega.

Alex estralou os lábios virando-se diretamente para Pennelope.

— Tão brega que eu aposto que metade das visualizações foi você quem deu, não é mesmo?— ergueu as sobrancelhas. — a propósito, você quer um autógrafo?

A ruiva entre abriu a boca para falar em torno de umas 4 vezes porém nada saia até uma de suas capachos tomar á frente.

—A música estava ótima mesmo m-mas...— tentou formular uma boa resposta que os afrontasse.— Mas com vocês ficou péssimo.

— Cala a boca, Sophia!! — estraveja Pennelope batendo o pé. — Não pense que vai ficar assim Alex. Eu ainda vou acabar com vocês.

— Tô pagando pra ver. — disse com ênfase.

Pennelope movimentou os dedos para que o grupo a seguissem. Todos obedeceram, exceto Zoe que permanecia com os olhos fixos em Alex.

— Eu aconselharia você me seguir Zoe! — sussurou em seu ouvido, tirando a menina do transe que se encontrava.

Ela piscou freneticamente, pegando a mochila escura do chão e caminhando para posição que sempre andavam juntas; como as próprias ovelhas conduzidas por seus pastores.

— Não suporto essa menina. — declara James quando viu o grupo se afastar.

[......]

Duas aulas de sociologia foram o sufiente para Mégara queimar os neurônios que forçou a usar para produzir um texto sobre cidadania e Política.

James e Alex durante uma hora de aula, "escreveram" uma nova música que retratava "superação" ou preferiram "desilusão amorosa".

Tamborilaram na mesa de madeira que dificuldava bastante a vida de um canhoto. No caso, James White que sofria para escrever uma atividade que quase sempre não terminava de copiar.

Mégara relaxou sobre a cadeira quando Alex tomou o terceiro papel que ela havia amassado pela quinta vez. Para que seu cérebro não virasse um líquido asqueroso, ela retirou o celular da mochila e então, viu uma mensagem de um número desconhecido.

Estou te esperando agora mesmo na biblioteca.

Algo de errado não estava certo, e certamente o errado era Noah que depois de reparar que ela tinha ignorado seu bilhete para conversarem em particular.

Ela juntou toda sua bondade e paciência, e saiu da sala de aula que consumiu seu bom humor da manhã. Os corredores estavam vazios, o que significa que os alunos ainda estudavam enquanto ela e Noah, iriam filar.

— Pensei que seria ignorado de novo. — disse Noah assim que ela entrou, apoiando-se na sexta estante do fundo.

— Realmente desculpa mas não estou bem. — exclamou ela, o impedindo que começasse um discurso. — E desculpa também pelo seu namoro.

O namoro de Noah Lewis com uma das integrantes líderes de torcida, acabou dias antes de completarem três anos de relacionamento.

— Bastante altruísta. — riu ele e Mégara conseguiu flagra um sorriso perfeito do menino mais reservado entres jogadores de basquete que se limitava de tudo. — Preciso fazer uma pergunta.

— Sério que me tirou da sala para fazer uma pergunta? — diz desacreditada.

— Sim. — vendo que ela não diria nada além do necessário, ele continuou. — Eu sei que foi paga para me beijar.

Mégara franziu as sobrancelhas.

— O que disse? — indagou, esperando que estivesse ouvido errado.

Noah que estava encostado do outro lado da prateleira dos livros clássicos, aproximou-se dela e soltou uma baforada de fumaça do cigarro que acendeu minutos antes de entrar no local.

— Foi Pennelope né? — Mégara engasgou com a fumaça que ele havia feito questão que ela inalasse.

— Não. Ninguém me pagou. — tossiu, balançando as mãos para que o ar limpo voltasse a circular. — Sabe que aqui é proibido fumar?

Ela perguntou, na verdade, afirmou.

— Quem foi, então? — insistiu na teoria ridícula.

Mégara tomou o cigarro da sua mão, apagando a chama na janela, que havia restado resquícios da neve derretida.

— Como eu disse, ninguém me pagou e sinto lhe informar mas o mundo não gira ao seu redor. — Noah estava parado, a encarando surpreso pela audácia de ter tomado seu cigarro recém acesso. — E infelizmente você foi o único cara presente na hora errada e no momento errado.

Ela deu as costas, se preparando para sair mas Noah a virou pelo o cotovelo e a puxou pela fina cintura , como se ela tivesse o peso de uma pena.

— Realmente espero que seja verdade Mégara. — sussurou perto de seus lábios que secaram parecendo estar no calor do sertão. — Porque se não for... — acariciou suas bochechas com o polegar. — Ficarei feliz em fuder sua vida escolar.

— E eu fico feliz por ter fudido com o teu relacionamento. — ela o empurrou mas Noah deu apenas alguns passos e a prensou grosseiramente na estante, derrubando vários livros.

Ele esticou maxilar dela ,para observa-la em ângulos diferentes e encaixou a coxa entre suas pernas.

— Vou adorar brincar com você. — Noah sentiu uma subida vontade de beijar a boca que o atormentou por noites. Ainda segurando, deslizou o dedo sobre os lábios, encravando levemente a unha para que ela abrisse a boca. — Quero beija-la.

Mégara pôde jurar que viu os olhos dele centilhar de desejo.

— Infelizmente não podemos ter tudo que queremos. — arquejou e sentiu o coração acelerar no peito.

— Está certa disso? — sibilou, mordendo o lábio inferior da garota.

Ela também se atreveu a morder o lábio superior de Noah que arqueou, colando seus corpos ardentes.

Noah a soltou devagar, afastando-se da pessoa que ele mais desejou nesses últimos dias.

— Te vejo por aí Noah Lewis. — disse Mégara depois que terminou de ajeitar a roupa amassada.

— Digo o mesmo Mégara.


Notas Finais


Até o próximo capítulo 😊❤


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