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História A História de Nós Dois - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Passeio de domingo


Fanfic / Fanfiction A História de Nós Dois - Capítulo 4 - Passeio de domingo

 -- Alô -- sonolenta Cristina atendeu o telefone , mais ele continuava tocando, tirando o cabelo do rosto viu que não era uma chamada mais sim o alarme , sete e meia da manhã , de um domingo, porque tinha que levantar? Enfiou a cabeça embaixo do travesseiro e respirou fundo, desde de sempre seu maior problema era acordar cedo, odiava, mais quem sabe quando fosse velhinha e aposentada não precisasse mais. Jogando as cobertas maravilhosamente convidativas para o lado foi para o banheiro se arrastando, ligando a ducha foi para o banho, o dia anterior tinha sugado suas energias e ficar quase toda a noite pensando na boca do Jason também não tinha a ajudado a descansar,e ainda pensava , como assim?  Saindo da ducha enrolou uma toalha no corpo e foi até Maya que estava desmaiada na cama dela. 

--Bom dia garota, e aí ? Vai me acompanhar?

A cachorra deu um longo bocejo e voltou a dormir.

--Ok então sua preguiçosa.

Trocando de roupa foi a cozinha e colocou água para ferver, foi para os estábulos alimentar e soltar os cavalos.

--Bom dia galera, se não fosse por vocês eu jamais estaria em pé essa hora.

Distribuindo feno e água para todos os levou para o pasto, voltou para casa e foi tomar seu café tranquilamente, o tempo estava mudando de um dia ensolarado para chuva, e ela sabia se começasse a chover logo estaria muito frio para a terapia ao ar livre, aí como todo ano teriam que mandar os cavalos para os haras cobertos até à primavera do próximo ano. Essa era sua rotina nos últimos anos, gostava dela , era previsível, podia controlar todos os aspectos da sua vida e definitivamente o que tinha acontecido com Jason ontem a tirava dessa rotina, pronto tinha começado a pensar nele de novo, que inferno, esse homem não lhe dava sossego mesmo não estando lá , olhou para Tango no pasto através da janela da cozinha, a culpa era toda dele, se não tivesse se engraçado com a égua dos Cartons ela ainda estaria em paz!

 Impaciente como estava ,foi dar uma boa arrumada na casa, perto das onze e meia resolveu ir a cidade, almoçar, ir a feira dos agricultores locais e se distrair do constante pensamento que se chamava Jason .

 

 

 

--Você não sabe o quanto é emocionante ter você aqui em meu restaurante, meu Deus , quando eu podia prever isso! Jason Lewis, é demais !

Jason olhou para as mulheres estéricas que se aglomeravam ao seu redor, não tinha sido uma boa ideia sair para um almoço, sendo educado com todos sorriu tirou algumas fotos e tentou sair a francesa, mais acabou descobrindo que era meio impossível.

 

Cristina estacionou na frente do correio, iria almoçar e depois comprar algumas coisas para a semana, Miko um de seus feirantes favoritos disse que tinha conseguido feijão preto para ela , fazia algum tempo que não comia o feijão da sua terra. Distraidamente comprimentos alguns conhecidos e entrou no restaurante de Marla,o "Marla's Grill", único restaurante da cidade, quando passou a porta se deparou com um frenesi ,e no meio dele ,Jason!

A mulherada estava enlouquecida, seria trágico senão estivesse tão cômico, ele estava encostado ou melhor acoado no balcão do bar. Ele respondia alguma coisa com um sorriso nervoso quando olhou para aporta e a viu, rapidamente levantou o braço e estalou os olhos com um pedido de socorro em seus lábios. Na sua cabeça passou em se virar e deixá-lo para trás, mais conhecendo Marla e suas amigas sabia que ele estava passando por um momento muuuito difícil. Acabou que foi a seu resgate.

--Senhoras, meninas ,com licença !

Algumas olharam para ela mais a ignoraram.

--Oi Jason, cheguei, vamos almoçar ou as meninas não vão deixá-lo sair daqui!

Agora tinha a atenção de todas que a olhavam com rancorzinho. Marla se aproximou de Cristina com um olhar conspiratório.

--Cristina minha querida, como assim você está roubando essa maravilha de todas nós, e o mais importante, porque você está aqui pra almoçar com Jason Lewis?

--Marla querida, vim buscar o Sr Lewis para o almoço no haras, ele está participando de um projeto para angariar fundos para adquirimos mais alunos da população carente, fisioterapia de graça para as crianças, e já estamos atrasados. Vamos Jason!

Se desculpando com as garotas eufóricas foi saindo daquele reboliço.

Se aproximou de Cristina e deu um beijo em seu rosto, Marla levantou uma sobrancelha e a encarou.

Jason virou para Marla e estendeu a mão .

--Foi um prazer Marla conhecer você e sua amigas, muito obrigado pelo carinho.

Pegando pela mão de Cristina foi a puxando do restaurante até a calçada. Cristina só acenou com a mão para Marla que os olhava incrédula.

--Obrigado, muito obrigado por me salvar, não imaginava que um almoço ia ser tão confuso.

--Realmente essas mulheres estavam famintas no restaurante.

Jason abriu um daqueles sorrisos maravilhosos e se aproximou mais dela.

--Você já almoçou? Está faminta também?

Com um passo para traz respondeu rápido.

--Eu ia almoçar, até ter que salvar um homem incrivelmente convencido de algumas mulheres histéricas.

--Então agora que me salvou , vai me levar onde pra almoçar?

--Eu ? Te levar para almoçar ?

-- Não se preocupe, eu pago! A não ser queira me levar para sua casa e aí comemos as sobras da festa de ontem!

Com um sorriso triunfal foi a levando pela rua.

Cristina balançou a cabeça e acabou o acompanhando sem resistência, sentiu sua mão grande pegando a sua  e se deixou levar.

 

 

Jason sentiu que ela não retirava a mão da dele, sorrindo para si mesmo continuou andando com ela a seu lado.

--Então, onde vamos comer?

--Bem agora que o único restaurante está indisponível para nós, vamos comer nas barraquinhas da feira! Um dia de junkie food para estragar sua dieta de astro sarado!

Gargalhando ele beijou a ponta de sua cabeça e foram em direção da movimentada feira de domingo.

Jason colocou um boné e óculos escuros, não queria que se repetisse o que aconteceu no restaurante. Cristina conhecia todo mundo, foram pelas barracas fazendo as encomendas que ela precisava, depois foram para área de alimentação, compraram tortinhas de maçã, kebabs, espetinhos de peixe e uma sidra. Foram até o gramado em frente à feira onde muitas famílias estavam degustando as delícias do lugar,crianças com algodões-doces , idosos conversando , era um ambiente bem tranquilo e relaxante. Sentaram-se perto de uma árvore para degustar o almoço improvisado. Jason ficava observando -a através do óculos de lentes escuras, ela desempacotava tudo enquanto cumprimentava as pessoas que passavam, sempre com um sorriso amigável no rosto.

-- Como veio parar aqui hoje Jason?

Ele lambeu os dedos e respondeu com a boca cheia.

-- Estava com preguiça de fazer algo pra comer, e desde que cheguei aqui não tinha vindo ao vilarejo, achei que seria legal, a Sra Phillips me disse que o restaurante era bom , então resolvi passear um pouco, mais você viu que não deu muito certo.

--E você esperava o que? Com certeza iam te reconhecer, mais você tem razão, foi um pouco exagerado a reação , mais tenho certeza que Marla que atiçou a mulherada, sabe ela é conhecida por gostar de agitar a cidade. Nossa sorte que ela não teve tempo de sair ainda do restaurante pra soltar a língua por aí. Ela sabe que você está em Carton House?

--Não.

--Bom, por enquanto você está salvo!

--Com você como minha segurança não tenho medo !

Cristina se escondeu atrás do copo de sidra e deu um meio sorriso.

--Está sorrindo pra mim Cristina? Não está mais brava comigo por ontem?

Pegando um pedaço da torta , Cristina colocou na boca e começou a mastigar para fugir da resposta que queria dar, mais um gole de sidra e se levantou.

--Você já terminou, tenho que pegar as compras antes do fim da feira.--mais um gole de sidra, que só agora percebia que estava forte, melhor parar, sabia o quanto era fraca pra bebida.

--Ainda está aborrecida não é?

--Não.

--Bem acho que ainda está, mais não me arrependo e se você quiser podemos repetir a qualquer momento. -- falou com um sorrisinho .

--Jason , por favor, você poderia parar com isso!

--Parar com oque?

Fazendo um sinal por toda extensão do corpo de Jason.

--Você , tudo isso, seu charme ,seu sorriso...

Com um sorriso que ela podia ver os trinta e dois dentes ele se levantou tirou o óculos e ficou bem pertinho dela.

-- Então você gosta do que vê? Por um momento achei que tinha perdido o jeito!

--Agh , você é muito convencido, bem eu estou indo.

Cristina recolheu as embalagens do que tinha comido e foi saindo sem olhar para traz, logo sentiu a presença de Jason ao seu lado.

--Onde você está indo?

--Te ajudar com as compras e pedir uma carona.

--Como você chegou aqui?

--Vim de carona com o Jeremy.

--Com o Jeremy?

--Sim ontem ele disse que vinha aqui buscar umas coisas para o pai , aí perguntei se ele não me dava uma carona, então pela manhã ele passou e me pegou.

--E como você pretendia voltar pra casa?

--Ia alugar uma bike,mais já que minha protetora está aqui...

--Ok, eu te levo, mais a carona tem um preço, você carrega as compras e depois me ajuda a descarregar, e  é bom nos apressarmos porque vai chover.

Realmente o céu estava escurecendo e um vento frio se espalhava. Passaram nas barracas e pegaram tudo,  eram muitas sacolas e pesadas.

--O que você comprou tanto? Tijolos?

--Não reclame, você está me devendo, e com todos esses músculos deve nem ter peso pra você !

Colocaram todos os pacotes e sacolas na caçamba da caminhonete e partiram , os pingos grossos começaram a cair  e logo se transformaram e um a chuva torrencial. Cristina torcia para que não tivessem trovões, os cavalos ficavam muito assustados e às vezes acabavam se ferindo e ela também tinha pavor . Quase não conversaram no caminho de volta de tão concentrada que ela estava na estrada onde rios de água estavam passando. Na fazenda descerem correndo para escapar da chuva, Cristina entrou apressada e foi até a cozinha onde pegou uma capa amarela e botas de borracha.

--A onde você vai Cris, tá chovendo muito forte.

--Os cavalos, tenho que prendê-los nas baias , se não eles podem se machucar.

Antes que Jason falasse de novo ela já corria para o estábulo no meio da tempestade. Ele foi até a porta dos fundos , mais a perdeu de vista, olhando nos ganchos viu uma outra capa verde de chuva, pelo tamanho devia ser do Tom , a vestiu e foi atras dela no meio do temporal.



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