História À Procura de Adeline Legrand - Capítulo 25


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, povinho! Como vão?

Hoje teremos um momento TÃO FOFO que dá vontade de amarrar nossos personagens e incorporar aquele meme "now kiss!"

Boa leitura!

Capítulo 25 - Incentivo


Demorei a abrir os olhos quando despertei. Tentei raciocinar sobre tudo o que aconteceu, e por um momento achei que estivesse na pensão.

Meu coração disparou e eu abri os olhos ao mesmo tempo que me sentava, vendo que estava em casa, então relaxei.

Tom e Jerry ainda dormiam enrolados na coberta e eu voltei a deitar.

Peguei o celular, vendo que eram oito horas da manhã e me espreguicei.

Posso dormir mais...

Espera. Nathaniel!

Esfreguei os olhos, tirando os resquícios de remela que poderia ter e levantei. Passei no banheiro e depois fui à sala, mas o psicólogo não estava ali.

Por um momento fiquei com medo, mas percebi que as portas da varanda estavam abertas, e fui até lá, o vendo encostado no guarda-corpo de vidro.

— Bonita esta vista, não é? — Imitei a fala que ele havia dito para mim, ontem, em sua casa.

Ele sorriu. — Sim, é uma bela vista. — Virou seus olhos para mim e se demorou em meu rosto.

— Que foi? Está sujo? — Passei as mãos no rosto, com medo de não ter lavado a cara direito.

— Não. — Riu levemente. — Estava apenas a admirando.

— Ah... — Fiquei sem saber o que fazer e desviei o olhar para a vista. — Faz tempo que acordou?

— Uns dez minutos, talvez.

— Eu vou preparar o café. — Voltei à cozinha.

— Eu teria começado, mas não quis mexer em suas coisas sem sua permissão. — Veio atrás de mim.

— Poderia ter mexido, eu não me incomodo. — Comecei a fazer o café.

Meus peludos vieram na hora certa em que a ração foi colocada.

Nathaniel encostou na bancada da pia, olhando para eles e cruzou os braços.

— Você tinha dito que... eles são Tom e Jerry, certo?

— Sim. — Coloquei fatias de pão na torradeira.

— Mas me recordo que você tinha dito que seu gato se chamava Jack.

Epa.

— É... Na verdade, eu falei aquilo porque foi o que me veio à mente na hora... É um pouco difícil de explicar, mas... Eu tinha dito Jack porque você falou sobre o Titanic.

— E o que tem?

— Eu não pensei no acidente do Titanic. — Me virei para olhá-lo. — Eu pensei no filme.

— Filme? Fizeram um filme para o navio? — Seu tom era de surpresa.

— Mais ou menos. Acho que posso te mostrar depois, temos tempo para isso. — Sorri, imaginando como seria a reação dele.

— Agora eu fiquei curioso. — Deu um sorrisinho.

E quando você não fica?

Terminei o café e deixei a chaleira na mesa. Peguei a manteiga, geleia, leite e as torradas e coloquei junto. Peguei duas xícaras e dois pratos e me sentei, seguido do loiro a minha frente.

Coloquei o café em minha xícara, duas colheres de açúcar e um pouco de leite. Já Nathaniel apenas colocou o café puro e já tomou um gole. Depois, pegou uma torrada e colocou a geleia de morango, e deu uma mordida. Mas fez uma cara estranha.

— O que foi? — indaguei passando manteiga na minha torrada.

Ele engoliu. — Está... gelado. — Estranhou.

— Sim... A geladeira ainda não existe naquela época... Quer dizer, acho que está sendo desenvolvida.

— Geladeira?

— Aquilo é uma geladeira. — Indiquei o eletrodoméstico. — Ela deixa as coisas geladas, serve para conservar os alimentos por mais tempo.

O loiro olhou para ela, curiosamente. — Uau... Posso... olhá-la?

— Claro. — Aproveitei que o meu notebook estava no canto da mesa e o liguei.

Ele levantou e foi até lá. Abriu a porta e olhou para dentro. — Eu achei que era apenas um armário diferente... Está realmente mais frio aqui... — comentou impressionado.

— Pois é. Acho que logo você terá uma na sua casa. — Pesquisei sobre a história da geladeira. — O primeiro refrigerador doméstico foi produzido em 1913, chamado Domelre... — Li na página em voz alta. — Mas não fez muito sucesso, e outra empresa aperfeiçoou o aparelho em 1916, o chamando de Kelvinator. Que nome, hein. — Dei risada. — É, vai demorar um pouquinho até você conseguir uma, imagino.

Nathaniel me olhava surpreso, e voltou a se sentar. — O que exatamente é isso?

— Isso? — Virei o notebook para ele. — É como se fosse... Ah, lembra que eu comentei sobre a internet? Então, é isso. É por esse aparelho que eu acesso à internet.

— Mas você tinha dito que era uma assembleia — apontou, confuso.

— É, não é exatamente uma assembleia. Eu não consegui pensar em outra palavra para descrever. Mas basicamente, tudo o que existe aqui foram pessoas que colocaram. É como uma biblioteca, onde tem diversos livros de diversos assuntos. Você pode pesquisar tudo o que quiser por aqui.

— Mas como funciona? Como pode ter tantos assuntos se é um aparelho tão pequeno?

— Bom... aí eu já não sei explicar. O que você precisa saber é que uma grande quantidade de informações cabe em um micro cartão. — Sua cara de surpresa não desaparecia. — Eu sei, as coisas mudaram muito. Você só não pode se apegar as coisas daqui, ou estará ferrado quando voltar — brinquei.

Ele concordou e voltou a comer sua torrada. — Eu... estava pensando.

— Sim?

— Ainda... existe a psicologia?

— Claro que existe! Ela é bem importante hoje em dia.

— Sério? — Esboçou um sorriso.

— Sim, mas pode ter certeza que ficou bem diferente do que era na sua época. Quer dizer, acho que não é tão diferente assim do que você começou a fazer.

— Do que eu comecei?

— É... Eu... — Fiz uma careta, sentindo as bochechas corarem. — Eu ouvi sua conversa com o Lysandre no escritório, e sinto muito por isso, mas ouvi ele dizendo que você estava fazendo diferente do que era normal.

— Bom, sim... Eu nunca gostei da forma que tratavam as pessoas que precisavam de ajuda... Colocavam todas no mesmo barco, como se todas fossem loucas e simplesmente as largavam em “hospitais”, sem qualquer tratamento ou cuidado. Eu percebi que... grande parte delas só precisavam ser ouvidas, desabafar sobre os problemas e receber conselhos sobre suas atitudes destrutivas para si e para os que estavam a sua volta. É bem mais complexo do que parece.

— Eu sei. É exatamente assim que funciona hoje em dia. Acho que... você estava bem mais a frente do que todos que trabalhavam na área. — Dei um sorrisinho incentivador.

— Então... meu trabalho faz parte da evolução dessa área — constatou e abriu um sorriso.

— Acredito que sim... — Virei o notebook e comecei a digitar, pesquisei sobre a história da psicologia. — Vamos ver... — Digitei também o nome completo dele e li o que apareceu. — Não achei muito sobre você... mas achei que você foi um dos primeiros psicólogos a pensar em tratamentos alternativos para os pacientes, mas foi duramente criticado por isso...

— Sim, eu fui. Ainda sou, na verdade. Alguns até me chamam de louco por tratar “loucos” como pessoas “normais”. Eu fico bem irritado com isso.

— Bem... você devia ignorar todas essas críticas a partir de agora. Seu trabalho ajuda muita gente... Consigo ver isso no olhar de Oliver, por exemplo.

Nathaniel segurou sua xícara, a olhando e deu um pequeno sorriso. — Obrigado... Acho que eu estava precisando de um incentivo. Muitas vezes me pegava pensando sobre isso antes de dormir... Sobre como os outros médicos não levavam meu trabalho a sério. E em compensação, eu via o brilho voltar aos olhos dos meus pacientes, e me perguntava como aquilo poderia ser errado.

Admirei seu rosto pensativo, vendo como aquilo era importante para ele.

Acabei sorrindo e segurei seu braço, no pulso, e ele me olhou. — Você nunca esteve errado, Nathaniel, nunca. Você faz um trabalho incrível, não se deixe abalar por críticas. Só você sabe o valor que tem, principalmente quando vê seus pacientes melhorando, tudo pelo seu esforço em ajudar.

Ele encarou meus olhos uns segundos, e com a outra mão, segurou a minha em cima de seu pulso. — Obrigado... É incrível como você apareceu na minha vida no momento certo.

— Irônico, não? Tecnicamente eu que escolhi o dia para ir lá.

Nathaniel riu. — Realmente... — respondeu, pensativo e com um sorriso mínimo no rosto.

Olhei nossas mãos juntas e parei para pensar no que eu tinha feito. Meu rosto corou e eu pigarreei.

— Bom, depois desse discurso motivador, espero que você se sinta renovado no seu trabalho. — Tirei minha mão da dele delicadamente e tomei um gole do meu café.

— Com certeza, e agradeço muito por isso. — Levantou um pouco sua xícara antes de beber também, como se tivesse feito um brinde.

Ouvi um som familiar e reconheci sendo o toque do meu celular.

Fui ao quarto buscá-lo e voltei, vendo que havia uma chamada perdida do Castiel.

Liguei o wi-fi para falar com ele pelo Messenger, mas novamente ele ligou.

— Alô? — atendi.

Heloise, tudo bem? — Ele perguntou parecendo preocupado.

— Sim, por quê?

Você não atendeu na primeira chamada. Já estava achando que o loiro tinha feito algo com você.

Dei risada. — É mais fácil eu fazer alguma coisa com ele, não acha?

Tsc, pior que é verdade, não tinha pensado nisso. Enfim... está tudo certo com ele aí?

— Sim, está. E por aí? A máquina está carregando?

— Está, pelo menos quando eu a olhei antes de vir trabalhar. Eu realmente quero saber o porquê você trouxe esse cara para cá.

— Não estava se aguentando de curiosidade, né? — Tirei sarro dele.

— Dessa vez não.

— Não tem um motivo especifico. Ele estava lá, parecendo que queria passar por uma aventura e eu pensei “por que não?”. E trouxe. Simples assim.

Sei... — disse desconfiado. — Você vai lá para casa mais tarde?

— Sim, vou.

Tá, só queria confirmar. Nos falamos depois.

— Okay, até mais tarde.

Até.

Desliguei e vi Nathaniel terminando de comer.

— O que faremos agora? — Ele questionou.

— Agora... acho que podemos passar o tempo vendo um navio afundar.

O loiro franziu o cenho e me olhou confuso, e eu lembrei que estava brincando com um assunto sério.

— Eu quis dizer o filme.

— Ah... ok.

Recolhi as louças sujas e as deixei na pia. Fomos para a sala e coloquei o filme, enquanto Nathaniel dobrava sua coberta e ajeitava as almofadas no sofá.

Vamos lá.

Será que ele vai chorar também?


Notas Finais


Aaaaaaaaaaaaai ♥

Esses dois, genteeee, não posso com isso!

Nathaniel querendo fazer diferente, é ou não é um amor?

Bom, no próximo capítulo veremos a reação do nosso loirinho vendo o Titanic. Como vocês acham que ele vai reagir?

Nos vemos sábado ♥


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