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História Be what you want to be - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! Estou aqui de novo com a terceira história para o projeto de escrita Harry Potter, deixarei o link do jornal nas notas finais para quem ainda não conhece.
Desta vez, inspirei-me na seguinte frase:
É melhor arrepender-se por ter feito alguma coisa do que por não ter feito nada.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Único


Astoria Greengrass considerava-se diferente de toda a sua família. Os seus pais acreditavam totalmente na teoria de que os puro-sangues eram superiores e que um casamento com alguém abaixo desse nível estava terminantemente proibido para uma das suas filhas. Astoria, no entanto, não concordava. Ela sabia que queria casar por amor, custasse o que custasse.
No entanto, havia um problema que impedia essa sua decisão. Naquele mundo puro-sangue, as mulheres tinham muito pouca voz. Bem, na verdade os filhos tinham muito pouca voz quando se tratava de contrariar as decisões dos pais.
Bastava olhar para o exemplo de Sirius Black, uma das pessoas mais odiadas pelos sagrados 28. Astoria tinha ouvido o seu pai contar muitas vezes, e com todo o orgulho do mundo, que a mãe de Sirius o tinha deserdado e queimado da tapeçaria da família por ele ser o que aqueles hipócritas chamavam traidor do sangue. Astoria gostaria de ter tido a coragem de Sirius, mas ela não era corajosa. Sabia que, por mais que lutasse, um dia iria ceder às vontades dos seus pais.
A mãe dela já estava a pensar em pretendentes. Tinha, até, chegado a fazer listas dos prós e contras de cada possibilidade. Astoria odiava tudo aquilo. Parecia que tanto ela como os seus pretendentes eram apenas objetos que poderiam ser usados de acordo com a conveniência dos seus pais. Já tinha pensado muitas vezes em desistir de tudo e fugir, mas faltava-lhe a coragem. Para onde iria? O que faria?
Ela sentia que não sabia fazer nada. Tinha sido preparada durante toda a sua vida para ser uma boa dona de casa, esposa e mãe. Isto estava muito longe das suas ambições, mas ela era uma mulher puro-sangue. Afinal, para que mais ela serviria se não para dar herdeiros ao seu futuro marido e continuar a tradição.
Mas, um dia, tudo mudou. Foi no noivado da sua irmã com Theodor Nott. Ela viu-o e, naquele momento, soube que era com ele que ela queria casar. Se alguém lhe perguntasse como é que soube isso, não saberia responder.
Ela já o conhecia. Tal como ela, ele era um Slytherin (Sonserina). Tinham frequentado Hogwarts ao mesmo tempo. Quando ela entrara, ele estava no terceiro ano, tal como a sua irmã. Ela sempre tinha achado Draco um idiota, igualzinho a todos aqueles que apreguavam a superioridade dos bruxos puro-sangue. Nunca tinha prestado especial atenção nele mas, naquele dia, tudo mudou.
Talvez o que a tenha atraído tenha sido a fragilidade que vira nos olhos de Draco. Ele parecia completamente à deriva, sem saber o que fazer. Astoria não o culpava. Com o pai preso e a mãe numa depressão profunda, a definhar dia após dia, ela também se sentiria perdida.
Como se uma força desconhecida a puxasse, Astoria viu-se, subitamente, ao lado de Draco. Ele estava tão emerso nos seus pensamentos que nem sequer a viu aproximar-se. Astoria sentou-se na cadeira ao lado dele que, naquele momento, estava vazia. Ficou algum tempo em silêncio, sem saber bem o que dizer.
De repente, Draco viu-a. Sorriu educadamente, como tinha sido ensinado a fazer, e virou de novo o rosto, voltando aos seus pensamentos. Sem pensar, sem avaliar as consequências dos seus atos, Astoria colocou a sua mão em cima da de Draco, que estava por cima da mesa. Draco olhou para as mãos juntas, mas não retirou a sua, o que Astoria considerou um bom sinal.
Naquela noite, nenhuma palavra foi trocada. Astoria ficou ali, dando apenas o seu apoio silencioso. Há momentos em que as palavras não são necessárias e aquele era um deles.
No mês seguinte, Astoria nunca mais viu Draco. Passava os dias no seu quarto, a pensar naquela noite e a sentir-se uma idiota. Como era possível apaixonar-se por alguém com quem nunca tinha trocado mais de duas palavras de cortesia durante os seus anos como estudante em Hogwarts? Aquilo era apenas uma atração. Ela devia estar a ficar louca por estar tanto tempo sem nada para fazer. Sim, com certeza era isso. Com o tempo, ela iria esquecer, com certeza.
Mas Astoria não esqueceu. Um dia, quando foi ajudar a irmã e Theo a resolver alguns pormenores do casamento, Draco estava lá. O seu coração deu um salto e começou a bater mais depressa. Draco sorriu, um sorriso genuíno desta vez. Astoria ficou surpreendida, mas nada disse.
Deixando o casal ir mais à frente em direção ao local da cerimónia, Draco e Astoria seguiram-nos, um pouco mais atrás. Astoria queria quebrar aquele silêncio incómodo, mas não sabia como. Foi Draco quem falou primeiro.
- Obrigado por aquele dia. Estava a precisar.
- Sim, eu sei. Não agradeças, fiz o que qualquer um faria.
- Não, não fizeste. Foi a primeira vez que alguém fez isso por mim e já me cruzei com muitas pessoas, por isso, obrigado.
Astoria sorriu, sem saber mais o que dizer, mas Draco não se deixou abalar pelo silêncio dela.
- E então, entusiasmada com o casamento?
- Muito, vai servir para quebrar a monotonia. Eles amam-se mesmo, sabes?
- É, nunca pensei que um dia veria o Theo apaixonado. Ele dizia que nunca iria casar e olha para ele agora.
- Queres o mesmo para ti? - Astoria não sabia bem por que motivo tinha perguntado, mas, quando se apercebeu, a pergunta já tinha saído da sua boca e não havia nada a fazer.
- Não sei. Não sei o que quero neste momento. Acho que estou só a ver a vida passar.
Astoria acenou enfaticamente com a cabeça, reconhecendo aquele sentimento.
- O que achas de os deixarmos ir sozinhos? - propôs Draco. - Eles não vão dar pela nossa falta, com certeza - acrescentou, vendo os sorrisos cúmplices de Daphne e Theo, como se não existisse mais ninguém no mundo.
- O que sugeres que façamos?
- Sei lá, andar por aí, conversar!
Astoria concordou. Queria tanto estar com ele! Mais valia arrepender-se por ter tentado do que por não ter feito nada. Passaram uma tarde maravilhosa. Aquela foi uma das muitas tardes que passaram juntos. Quando deu por si, Astoria era a melhor amiga de Draco. Ambos já tinham contado todos os seus segredos um ao outro. Astoria desabafou sobre como se sentia apenas um objeto na família. Draco desabafou sobre como se sentia sujo e indigno por ter sido um comensal. Ambos se ajudaram mutuamente e, pouco a pouco, as feridas foram sendo curadas.
Um ano depois, finalmente, tinha chegado o grande dia para Daphne e Theo. Foi uma cerimónia linda. Astoria passara o tempo todo a chorar e Draco não perdeu a oportunidade de alfinetá-la por isso. No meio de uma dança, Draco aproximou-se dela e beijou-a. Foi um beijo calmo, em que Draco tentava mostrar-lhe o que sentia sem palavras. Draco tinha dificuldade em expressar sentimentos e Astoria compreendia isso. Ela abraçou-o com mais força, sem se preocupar com as pessoas que estavam à sua volta. Agora entendia a irmã e Theo. Quando estava com Draco parecia que nada mais existia à sua volta. O mundo era só deles naquele momento.
Astoria estava radiante. Finalmente, tinha o homem que amava ao seu lado. Os seus pais deveria estar muito felizes. Finalmente Astoria tinha trazido orgulho para a família. No entanto, isso não importava. Ela percebera que poderia ser mais, muito mais, do que aquilo que os seus pais desejavam que ela fosse.
Com o apoio de Draco, criou uma organização para crianças bruxas órfãs. Com o dinheiro que Draco ganhava com a profissão de medibruxo e com as heranças da família, ela poderia perfeitamente trabalhar sem ganhar dinheiro. No entanto, ganhava mais, muito mais. O sorriso daquelas crianças era o combustível que a fazia levantar-se todos os dias com um sorriso nos lábios.
Astoria aprendeu que o mundo onde nascemos não nos define. O que nos define é aquilo que nós escolhemos ser. Astoria tinha escolhido seguir o seu próprio caminho e não poderia estar mais feliz por isso..


Notas Finais


Fica aqui o link do jornal, adoraria ver-vos por lá:
https://www.spiritfanfiction.com/jornais/projeto-de-escrita-harry-potter-19303715
Até à próxima e, não se esqueçam, fiquem seguros!


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