História Better Man - Capítulo 37


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Notas do Autor


Seeeenhor! Eu tô a 3 fuckin dias escrevendo esse cap, sério
Tá muito corrido para mim essa semana, aí quando chego em casa de noite eu como e durmo, por cansaço!
Maaas! Consegui terminar ele e esta aí... Espero que vcs gostem desse tmb =)

Boa Leitura! Xx

Capítulo 37 - Knock Knock on the door


Título do Capítulo: Batendo na porta

 

Anne Eliott's P.O.V

Era quase fim de tarde, eu e Luke estávamos indo pra minha casa, enquanto Ashton e Calum foram para a casa deles. Cindy e os pais do Mike ficaram lá, com ele, até que ele acordasse, ou apenas para fazer companhia. Eu estava exausta, ansiando um banho quente. Luke dirigia calado, prestando total atenção no trânsito, o silêncio entre nós não era desconfortável, então, mantive-me calada também. 

Quer mesmo que eu fique na sua casa?- Luke indagou do nada, quebrando aquele silêncio. Ri pelo nariz, assentindo para ele. 

Você não quer ir?- questionei em resposta, Luke tensionou os ombros, me confundindo. Ele mordeu os lábios, assentindo afinal. Sorri para ele, puxando seu rosto para o meu, lhe dando um selinho. O loiro voltou a atenção para a rua, em poucos minutos estávamos em frente à minha casa, saí do carro do Luke, mas o loiro se manteve lá dentro. Franzi o cenho, batendo na janela, chamando a atenção dele, confusa por seu enrolamento. Luke abriu a porta, fechando-a lentamente, bufei e acelerei ele, caminhando até seu lado, puxando a mão dele, apressando nossos passos. 

Calma Anne, e se a gente tropeçar?- ele perguntou, me impedindo de andar rápido, bufei e caminhei mais devagar. Paramos na varanda, antes que eu abrisse a porta, Luke me puxou para trás. Fitei ele confusa, arrumando os fios de cabelos que caíram nos meus olhos, Luke posicionou seu indicador para o alto, se pronunciando. 

Eu esqueci meu chiclete no carro, espera aí, tenho que pegar ele- o loiro disse, dando passos para longe de mim. Esperei que ele voltasse, Luke andava raspando os pés, que desamarrou os cadarços do seu tênis, bufei chamando ele, pois o poste loiro tinha parado no meio do gramado, para amarrar seus sapatos. Cruzei meus braços, batendo os pés na madeira, bufando sem paciência. 

Pronto?- indagei, colocando a mão na maçaneta, Luke me impediu de abrir a porta, reclamei com ele, perdendo toda a paciência que eu tinha restante. 

Mais que merda Luke, qual é a sua? Eu quero tomar um banho logo- falei, me estressando com ele, que abria os chicletes, mascando todos de uma vez. Os barulhos que ele fazia, eram extremamente irritantes. Bufei. 

Eu tenho que jogar isso fora!- ele disse, apontando para as embalagens do chiclete, peguei-os da mão dele, abrindo a porta. 

Tem lixo lá dentro- falei emburrada, ele estava me atrasando demais, qual era seu real motivo? Escutei ele me chamar, segurando meu braço, me impedindo de entrar em casa. 

Espera Ann!-Luke disse, me puxando para fora e parando na minha frente, me impedindo de entrar, revirei os olhos, Luke fez o mesmo e eu me irritei mais ainda com ele. 

Que foi?- falei brava, o poste loiro riu, me puxando para sí e beijando minha testa. Afastei Luke, confusa e esperando sua fala, ele tá muito estranho. 

Tá! Vou falar a verdade, eu tô com medo da sua mãe, ela não gosta de mim- ele disse baixo, eu vi suas bochechas corarem, soltei uma gargalhada, Luke me deu um tapa no ombro, parei de rir da cara dele. Segurei o riso para pronunciar-me. 

Por isso tava enrolando?- indagei risonha, Luke assentiu revirando os olhos depois, era engraçado isso. Luke enrolou por estar com medo da minha mãe, por isso ele não queria muito vir para minha casa. Abracei seu pescoço, suas mãos foram para a minha cintura, de imediato. Sussurrei em seu ouvido:

Relaxa! Ela não morde, só ofende- falei rindo, Luke me afastou e revirou os olhos azuis para mim, aparentemente, rindo também. Peguei a mão dele, finalmente entrando em casa, assim que fechei a porta, atrás de nós, Luke apertou as minhas mãos. Ri baixo, recebendo um olhar bravo dele, o que era muito atraente. Ri mais ainda, levando um peteleco desta vez. Parei de rir, andando com ele até a sala, onde meus pais estavam. 

Anne, Luke!- meu pai fora o primeiro a nos ver, o poste loiro atrás de mim, se encolheu. Seu nervosismo era super fofo para mim. Meu querido pai veio cumprimentar Luke, soltei a mão dele, mas de imediato, o loiro a pegou de novo. Revirei os olhos discretamente. 

Minha mãe se manteve onde estava, sentada no sofá. Consegui soltar a minha mão da do Luke, avisei que iria tomar um banho, o loiro me olhou pedindo socorro, dei apenas um tchauzinho para ele, com a mão. Subi as escadas correndo, indo até meu quarto e me livrando do vestido, eu precisava tanto de um banho. 

[...]

Luke Hemmings's P.O.V

Xinguei a Ann em pensamentos, como ela me deixou sozinha com os pais dela? No caso a mãe, pois o pai da Anne era muito legal, eu me dava bem com ele, mas por outro lado, a mãe dela era durona comigo, me intimidando e me ofendendo. Eu posso até aguentar as coisas que ela diz, mas isso não duraría muito tempo, a mente ultrapassada dela me irritava, pois isso afetava aos outros. 

Contei à eles sobre o Mike, falando que ele estava bem, e fora de perigo. Até a conversa durar, estava indo tudo bem, eu estava sentado na poltrona, ao lado do sofá grande, onde Mary e Will estavam. Tentei puxar assunto sobre o que passava na TV, mas era algo sobre tecidos, pois a Mary bordava algo em suas mãos, enquanto assistia a video aula. Olhei para o relógio na parede, faziam dez minutos que a Ann estava no quarto, bufei e batuquei meus dedos nas minhas pernas, tentando me distraír do olhar pesado da mãe da Ann sob mim. 

Então Luke, pensa em fazer faculdade? Ou trabalhar? Sabe, sem essa coisa de banda- a mãe da Ann indagou, encolhi os ombros, limpando a garganta para falar com ela, mesmo temendo o rumo que aquela conversa tomaria. 

Eu só penso em seguir com a banda mesmo, senhora- falei, ainda fitando o que se passava na televisão. Ela entortou o nariz, mexendo nas coisas à sua frente. Mordi os lábios, pedindo para que ela não pronunciasse mais nada. 

Quer beber algo Luke?- Will perguntou, fitei o chão, pensando em pedir algo, mas fui interrompido pela senhora Eliott. 

Não tem cerveja nessa casa, então nem pense em pedir- Mary disse, fitando-me com seriedade, engoli o seco, eu nem tinha pensado em pedir cerveja. Encarei o pai da Ann, que esperava a minha resposta, neguei para ele, agradecendo a recepção. Encarei a mulher sentada perto de mim, a senhora me encarou, com seu nariz pontudo. Escutei passos na escada, olhei para lá rapidamente, vendo Anne descer já vestida de outra maneira. Agora ela trajava uma calça moletom, com uma blusa de listras em branco e preto. Seus cabelos estavam molhados, ela fitou todos nós, sorrindo para mim. Me senti mais alíviado ao ter a presença dela alí, eu me segurava firme para manter o respeito pela mãe dela, e Anne alí me acalmava. 

Seria um longo jantar! 

[...]

Ashton Irwin's P.O.V

Parei o carro em frente ao restaurante, ou melhor, minha antiga loja. Combinei com Calum, para irmos jantar lá, eu morava sozinho e não sabia cozinhar muito bem, então, quando eu tinha uma grana, eu ia em algum restaurante. Desci e Calum já andava até a entrada, era a primeira vez dele alí, depois que a loja se transformou em um mero restaurante, como muitos outros ao redor. A iluminação alí, era bem mais investida que a minha antigamente, tinham pisca-piscas decorando o local, juntamente com mesas bem bonitas, as de canto, continham sofás. Respirei fundo, ir alí sempre me dava nostalgia. 

Mudou mesmo!- Cal disse, escolhendo uma mesa para nós, ainda fitando tudo ao seu redor. Eu assenti e peguei o cardápio, em cima da mesa. Folheei ele, que agora tinham mais pratos adicionados, franzi os lábios, em dúvida do que pedir. Levantei meu olhar e fitei descaradamente a morena que caminhava pelo corredor, indo até o balcão, desta vez Clara trajava uma roupa bonita, uma calça jeans rasgada com um All Star Converse branco, sua blusa era branca e de mangas longas, com certos detalhes em renda. Eu desviei meu olhar dela, quando a morena se virou para trás, me vendo. Calum notou a minha estranheza, vi um sorriso sacana formar-se em seu rosto, revirei meus olhos, negando qualquer coisa que ele tenha pensado. 

Quem é a garota Ash garanhão?- Cal perguntou, caçoando de mim, ri e taquei uma bala que tinha alí nele. O idiota ria sem parar, fitando a moça sem nem sentir vergonha, ela estava sentada em uma das mesas de canto, com uma mulher elegante e o dono do restaurante, o Aaron. Franzi o cenho, por quê ela estaria na mesa dos donos, se ela era uma garçonete? Eu a vira vestida para o cargo, quando vim aqui pela primeira vez. Calum desviou seu olhar dela, voltando sua atenção para mim, eu encarava os pratos no cardápio, como se fosse a coisa mais divertida, no momento. 

Ela está te olhando Ash, quem é a garota?- o moreno indagou, bufei levemente, tirando minha cara do cardápio, fitando Calum sentado na minha frente. 

Ela é a garçonete, foi ela quem me atendeu, quando eu almocei aqui- falei brevemente, Calum levantou suas sobrancelhas, fitando novamente a morena. Agradeci mentalmente ao garçom, que viera nos atender, pois ele interrompeu algo que Calum ia falar, calando o moreno de vez. Fizemos nossos pedidos e esperamos a comida chegar. 

Clara falava com os donos, como se tivesse intimidade com eles. Ela olhava para a nossa mesa vez ou outra, e sempre que nossos olhares se cruzavam, eu sentia minhas bochechas queimarem, e abaixava o olhar, ou fitava Calum, que comia sua sopa fazendo o maior barulho. 

Por quê você não chega nela logo? Fica aí desviando o olhar, me broxando ao ver essa cena!- Calum falou, limpando sua boca com o guardanapo, engasgei sem querer, com a bebida. Calum riu de mim, negando com a cabeça. Bufei mais uma vez. 

Não é assim as coisas Cal!- resmungei com ele, que enrugou a testa, pensando em algo e logo pronunciando seus pensamentos. Encarei ele atento. 

E como é então?- ele indagou, eu mordi os lábios, pensando na resposta. Dei de ombros, fitando a Clara e logo o Calum, que me olhava expectativo. 

Sei lá, talvez dar flores e chamar para sair- falei, começando a ingerir a minha sobremesa, Calum fitou sua torta, pensando em algo. Fitei Clara mais uma vez, pensando se ela era o tipo de garota, que ainda se emocionaria ao receber flores. Franzi os lábios, pensando na cena. 

Flores e encontro?- Cal indagou depois de um tempo, dei de ombros em resposta, dando mais uma garfada no meu bolo. 

Se tiver algo melhor- falei de boca cheia, Calum assentiu e terminou de comer sua torta, calado e pensativo. Franzi o cenho mas decidi ignorar isso. 

No fim da refeição a conta foi dada, rachamos tudo e nos levantamos para irmos embora. Clara ainda estava lá, mexendo em seu celular, aparentemente entediada com a conversa dos mais velhos na mesa. Sorri de lado e senti Calum bater em meus ombros, me chamando. Seguimos até o carro, indo para casa da Cindy. 

Será por isso que nenhuma garota saí comigo? Ou ao menos telefona de volta?- Calum questionou, quebrando a minha linha de pensamento, encarei ele sorrindo. Bati nos ombros do Calum, apoiando ele. 

Flores e chamar para sair amigo, vai que dá certo!- exclamei, levantando uma das sobrancelhas e sorrindo para o moreno, ao meu lado, no banco do passageiro. Calum assentiu sorrindo grande, logo em seguida pegando seu celular, checando os números nele, franzi o cenho. 

O que tá fazendo?- indaguei ele, que levantou seu olhar para mim, piscando. 

Vou ligar para a garota que conheci semana passada, ela é bem legal e me parece o tipo das flores, vai que rola algo né?- Calum falou, indagando, sorri para ele e assenti em resposta. Voltei minha atenção para a estrada, seguindo meu caminho. 

Eu gostaria de conhecer melhor a Clara, mas como eu ia puxar assunto com ela? Será que ela curte baterias? Ou não. Eu me sentia tão nervoso só de pensar, pois é uma garota! E todas as garotas merecem serem tratadas bem, então, eu teria que planejar as coisas, e não parecer um louco desesperado, assustando-a. 

Ri dos meus próprios pensamentos, Calum teclava sem parar. Espero que ele se acerte com alguém, pois essa ideia dele se sair com várias, não me agrada muito. 

[...]

Luke Hemmings's P.O.V

Aquele jantar foi o mais estressante da minha vida, a mãe da Ann adorava jogar indiretas para mim, deixando o ambiente bem desconfortável, já o pai dela sempre tentava amenizar as coisas, contando histórias ou até mesmo piadas. Finalmente estávamos subindo as escadas, indo em direção ao quarto da Ann. Ela foi logo se livrando dos sapatos, fazendo eles voarem pelo quarto. Eu tirei minha camisa, ficando apenas com a calça, me joguei na cama dela, de bruços, fechei meus olhos relaxando. Eu tinha muito sono para tirar, pois faziam  horas e horas que eu não dormia. Senti as mãos da Anne nas minhas costas, massageando o local. Sorri grande e me mexi preguiçosamente. 

Isso é bom!- falei abafado pelos travesseiros, Anne riu e se deitou ao meu lado, me virei para ela, encarando seus olhos castanhos.

Eu estou com muito sono!- Ann falou, amolecendo os olhos, eu ri pelo nariz, me aproximando dela. A puxei para mais perto, pela cintura, colando nossos corpos. Sentia a respiração dela e o silêncio nos acompanhou. Eu queria beijá-la, mas acho que nós dois estávamos cansados demais, devido à tudo o que se passou, nessas últimas 48 horas. 

Boa noite Luke- escutei sua voz baixa, apertei ela em meus braços, sorrindo grande. Depositei leves beijos em seu pescoço, arrepiando ela, sorri grande, ao saber que ela sente os mesmos efeitos que eu. 

Boa noite Ann- falei, a puxando para mim, Anne se virou e me beijou, apertei sua cintura, aprofundando aquele beijo. Ela sorria e mordia meus lábios, coisa essa que eu adorava. Subi em cima dela, apoiando o meu peso em meus cotovelos, Anne arranhava de leve minha nuca, me fazendo sentir uma eletricidade por todo o corpo. Suas pernas rodearam a minha cintura, e agora ela arranhava meus ombros, descendo sua mão. Suspirei quando a morena arranhou minha barriga, me arrepiando da cabeça aos pés. 

Separamos e nos deitamos um de frente um para o outro, controlando a respiração. Anne sorria grande, enquantou eu acariciava seu rosto, vi seus olhos amolecerem, e a morena pegar no sono, enquanto eu fazia cafunê em seus cabelos. Ela se virou de costas para mim, afofando seus travesseiros e caíndo na inconsciência. Agarrei sua cintura, apoiando meu queixo no topo da sua cabeça, enquanto pegava no sono também. 

Em poucos minutos, ambos estávamos dormindo, sentindo o calor do corpo um do outro, nos aquecendo. 

Nate Williams's P.O.V

Aquelas paredes brancas monótonas me incomodavam, mas eu me obrigo a me manter alí, eu queria melhorar e ter uma vida normal. Eu realmente queria me livrar de tudo, eu estou seguindo os papéis, para vender a boate, eu tenho muito dinheiro guardado, e com a venda da boate, essa grana aumentaria, mas tudo aquilo para mim não era nada, o que eu queria de verdade, nenhum dinheiro jamais compraria. 

Parei de caminhar, assim que avistei o jardim daquela clínica, cheia de pacientes conversando, ou apenas fitando a paisagem. Em poucas horas aqui, já presenciei alguns surtos, e ao ver isso como telespectador, eu entendi superfícialmente, o que a dependência em drogas podia causar. Essa merda acabava com vidas, mas se no meu caso, o uso de drogas fosse uma máscara, aquela merda podia te camuflar do passado. Até mesmo te libertar por algumas horas, o que era suficiente para mim. Me arrepiei, ao escutar uma voz ao meu lado, me tirando dos pensamentos. Fitei a moça loira ao meu lado, com seu jaléco branco e a usual prancheta, onde ela anotava tudo. 

No que pensa tanto?- Lana, a minha enfermeira indagou, suspirei e fitei meus dedos. Ela analisava-me com aqueles olhos, escondidos por trás dos seus óculos grandes. Lana sempre parecia ler a minha mente, e de certa forma, isso me deixava intrigado. Olhei para o horizonte, vendo uma senhora se arrastar com a cadeira de rodas, pelo gramado, enquanto falava com um passarinho. 

Está se comparando com eles?- a moça perguntou, apontando para os pacientes ao redor, virei minha atenção para ela, encarando-a por breves segundos. Imagino eu, que nenhum deles alí tinham mortes nas mãos, então, eles jamais seriam como eu. Nem em uma mera comparação. Neguei, enrijecendo os ombros e tremendo as pernas, faziam quase 48 horas que eu estava sem as drogas, e eu sentia, que logo o passado bateria na minha porta, para me atormentar novamente. Senti uma mão cobrir a minha, que repousava em cima da minha perna. Olhei Lana, que falava algo, mas eu estava distante, imerso em meus próprios pensamentos, que me aprisionam, e infelizmente, a única saída eram aquelas drogas, na qual eu me viciei. 

Nate para! Você consegue controlar, vamos fazer uma brincadeira- a loira disse, eu a fitei confuso, Lana arrancou um papel, me entregando ele com a caneta. Segurei as coisas, enrugando a testa. 

A cada pensamento ruim, você fura a folha com força, com a caneta. Tudo bem?- a loira me indagou, encarei a folha e a caneta em minhas mãos. Suspirei e decidi fazer como ela disse, a caneta tremia em minhas mãos, enquanto eu segurava a folha no ar. Fechei meus olhos, permitindo as lembranças. Furei com força aquela folha, fazendo a caneta atravessar o pobre papel. 

A primeira má lembrança, como sempre, fora meu pai me batendo, sem ao menos um motivo. 

Furei mais uma vez a folha, rangendo os dentes devido à raiva, que eu sentia naquele momento, com todas aquelas memórias. Lana me encarava e esperava pacientemente, que eu me alíviasse. Bufei. 

A segundo má lembrança, fora ver a minha mãe no caixão, enquanto meu pai me fitava com ódio, meu irmão mais velho chorava e se distanciava de mim, como se eu tivesse uma doença contagiosa. Eu estava enfrentando a morte da minha mãe, juntamente desapontando toda a minha família, eu podia ver nos rostos de todos lá, nenhum deles me amavam mais, nem mesmo meus avós, para eles, eu era um assassino. 

Algumas lágrimas molhavam meu rosto, vi Lana com a visão embaçada, ela assentiu me incentivando à continuar. Apertei a caneta entre meus dedos, me libertando de mais uma memória, desta vez, furei o papel com menos força, me sentindo mais alíviado e a tremedeira ia diminuindo gradativamente, toda vez que a ponta da caneta perfurava o papel. 

Respirei fundo, abrindo meus olhos e fitando a paisagem à minha frente. Lana falava algo, me elogiando por eu ter conseguido, mas eu escutava tudo sem prestar atenção, pois meus olhos cravaram na pessoa que caminhava até nós. Senti meu peito acelerar, a minha respiração pesou e eu cerrei meus punhos, com raiva. A enfermeira ao meu lado, parou de falar assim que notou a minha distração, ela fitou a mesma direção que a minha, encarando aquele homem que apressava os passos, sorrindo cínicamente. Bufei me levantando, peitando o cara que parou na minha frente. 

Como me achou?- indagei entredentes, cerrando os punhos e encarando ele seriamente, se eu mostrasse alguma fraqueza, ele iria tirar proveito disso. Eu era mais novo, mas mesmo assim eu exijia respeito, foi ele quem nos abandonou. 

Seja mais educado maninho, faz anos que não nos vemos, vai mesmo me receber com patadas?- ele indagou em resposta, sarcástico como sempre, me irritando profundamente. Revirei meus olhos, batendo palmas para ele, que sorriu de lado fitando a minha cena. 

Claro Jack! Esqueci que foi você quem nos abandonou, eu tenho que me portar bem não é? Foi assim que a mamãe ensinou- falei usando o mesmo tom de voz que ele, o moreno tomou uma feição carrancuda, me assustando, ele tocou meu peito com o indicador, me empurrando de leve. 

Não fala desse jeito moleque!- ele disse, soando exatamente como nosso pai, revirei meus olhos, dando as costas para ele, caminhando até o quarto. Lana veio ao meu encalço, com seu semblante deveras confuso.

Eu voltei maninho, vai ter que me aguentar!- Jack berrou, chamando a atenção dos outros, bufei e apressei meus passos, fugindo dele. Bati a porta do quarto quando entrei, deixando Lana para fora e chutando a cadeira que tinha alí, essse idiota sumiu por anos, e agora acha que tem o direito em algo? Eu jamais daria alguma coisa para ele, mas eu temia até onde ele iria para conseguir o que quer. 

Jack Williams, meu irmão mais velho, ou a cópia exata do meu pai. As semelhanças entre os dois me incomodava, pois o trauma voltava com toda força, eu queria fugir dele. Bufei frustado e irritado, sentando-me naquela cama e apertando as unhas contra a pela da minha mão. 

Era apenas o passado, batendo na porta, para me atormentar em pessoa. 

 

Continua...

 

 

 

 

 


Notas Finais


Ain zeninas! Tou mt mt cansada mesmo! Eu passei 3 dias trabalhando nesse cap, picadinho sabe? Ai terminei hj quando cheguei em casa, Dezembro chegou, mês do Natal aí onde eu trabalho é uma puta correria. Anyway, tchau!

Bjs! Xx


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