História Boy, your love is all I think about - Capítulo 5


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Allura, Coran, Hunk, Keith, Lance, Pidge Gunderson, Takashi "Shiro" Shirogane
Tags Klance, Laith, Leith, Voltron, Yaoi
Visualizações 385
Palavras 2.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EU SEI QUE ESTOU SUMIDA ME DESCULPEM POR FAVOR
Como avisei no aviso (q), muitas coisas aconteceram desde quando mudei de escola
Sério, minha vida mudou totalmente e adivinhem: não foi pra pior
Em consequência disso, acho que tô melhor e mais animada, apesar dos pesares

OBRIGADA DE CORAÇÃO POR NÃO DESISTIREM DE MIM
Mentira, sei que vocês estão aqui só pra verem esse Klance acontecer

ENFIM
Boa leitura! <3

Capítulo 5 - He told me: "Please, don't worry"


 

Lance suspirou fundo pela terceira vez. Já estava parado na frente de casa há cinco minutos, não conseguindo dar um passo sequer. Sabia que, ao entrar, tudo de bom que sentira até o momento mudaria para melancolia e irritação. Apenas foi à praça porque brigou com seu pai, saiu e deixou-o falando só. Queria pegar Keith e fugir para o lugar mais longe possível, talvez, quem sabe, a Austrália. 

 

Rui baixinho com o pensamento. 

 

Relutante, porém, determinado, Lance subiu os pequenos degraus que levavam à varanda da casa. Puxou o chaveiro com pingente de gatinhos do bolso, abrindo lentamente a porta. Esgueirou-se, como um intruso, só para checar se seu pai não estava por ali e então, entrou, trancando a casa em seguida. Ainda buscando fugir de qualquer sermão, ele andou na ponta dos pés pela sala e subiu as escadas, entretanto, se não fosse pelo miado escandaloso de Tico ao vê-lo, talvez, tivesse obtido sucesso na 'missão'. 

 

— O que foi, Tico? — Ouviu a voz de sua mãe de um dos cômodos, provavelmente estava vendo televisão.  

 

Lance tentou correr para seu quarto, porém, foi tarde demais.  

 

— Lance! — Ela exclamou baixo, quase um sussurrou. — Onde é que você estava? 

 

Anita era uma mulher completamente diferente do marido, mas, às vezes, acabava concordando com o homem apenas para não causar um drama maior na família. 

 

— Eu só fui andar um pouco. — Lance suspirou. — Não posso? 

 

— Oh, querido. — Anita andou até o filho, abraçando-o logo em seguida. — Pode sim. Só avise quando for sair, fico preocupada. 

 

— Eu tô bem. — Apesar de sua mãe o amar, ele sempre pensava que ela poderia fazer muito mais pelo próprio. — Quero dormir. Não fala pro papai que eu cheguei.  

 

Lance se distanciou da mulher, que permaneceu no corredor com um olhar pesaroso sobre o filho. Anita o entendia, porém, ao mesmo tempo, entendia o marido. Nisso, ela se via em um empasse, sem saber o que fazer em relação às brigas agora frequentes entre pai e filho. Já Lance, se via em um beco sem saída, na qual a única alternativa seria escalar o muro para tentar fugir de toda a situação. 

 

Assim que entrou no quarto, trancou a porta. Realmente não gostaria de conversar com seu pai, muito menos encará-lo. Após a briga que tiveram, na verdade, não queria vê-lo nunca mais. 

 

Tudo começou quando conheceu um garoto pela internet, até então estavam saindo. O pai de Lance, por curiosidade, mexeu no celular do mesmo no momento em que o tal garoto mandou mensagens comprometedoras, a grosso modo. Coisas como: "Quando podemos nos ver de novo?", "Estou com saudades de você", e por aí vai. O homem simplesmente surtou, querendo arrancar a verdade do filho de qualquer jeito. Então, Lance, não aguentando mais todas as palavras dolorosas, saiu de casa. Talvez enlouquecesse caso contrário. 

 

E talvez, precisasse mesmo daquilo. Ao ver Keith na praça, chegou a decisão de que seu coração por ele batia mais forte. Não tinha olhos para mais ninguém, a não ser o mullet. 

 

° ° ° ° ° ° 

 

A sensação de estar apaixonado e sentir a provável reciprocidade nunca lhe fora tão maravilhosa como era naquele momento. Keith não parava de pensar em Lance, em seus lábios, em seus olhos e em toda a composição do garoto. Qualquer coisa lhe remetia a pensar novamente em Lance, e tudo o que fazia, de alguma forma, acabava trazendo a imagem deste de volta à sua cabeça. Keith sentia estar enlouquecendo, mas, era uma loucura na qual faria questão de se afundar. Sequer media as consequências de seu ato impensado, pois, apenas queria Lance. Queria sentir os lábios dele nos seus novamente. Queria tê-lo. 

 

Porém, conhecia a si mesmo suficientemente bem para saber que uma declaração direta não viria de sua parte. Esperaria por ele. Caso Lance quisesse algo, sem demora, Keith aceitaria. Sem nem pensar duas vezes. 

 

"Nunca que eu vou me 'declarar' pro Lance", pensou, enquanto trocava de lado na cama. Fechou os olhos pela milésima vez, tentando cair no sono. Por algum motivo, o quarto parecia quente demais para simplesmente dormir. Keith estava inquieto, uma sensação de euforia dentro do peito. Não gostava de se sentir de tal forma, afinal, começaria a ter suas tão repudiadas crises. Repudiadas, porque, Keith odiava tê-las; imaginar situações que talvez nunca aconteceriam e sofrer por elas. Apesar de seu estado extasiante há poucos minutos, agora que pensara melhor, era tudo assustador.  

 

Como um bom poeta, lá estava Keith Kogane, se vendo em uma encruzilhada. Deixar-se levar pela paixão ou manter sua sanidade? Eis a questão. 

 

Keith Kogane: Lance? Tá acordado? 

 

Já eram quase duas da manhã e o jovem poeta, quem sabe, houvera tomado um caminho sem volta. Queria muito falar com Lance naquele momento, entretanto, cogitando a possibilidade do latino estar dormindo — o que era muito possível, afinal —, Keith largou o celular no chão do quarto e decidiu levantar-se. Caminhou descalço pelo piso frio do quarto até a janela. Abriu-a, logo sentando-se no batente largo.   

 

Definitivamente, não dormiria aquela noite. 

 

° ° ° ° ° ° 

 

Lance se sentia em cacos pela manhã. Era como se tivesse tomado algo muito forte na noite anterior, pois, sua cabeça estava em ponto de explodir. O cansaço foi tanto que sequer trocara de roupas. Pegou seu celular, checando o horário: seis e quinze da manhã. É, atrasado. Além disso, percebeu que tinha uma mensagem de Keith ali.  

 

— Que merda. — Sibilou, desbloqueando o celular. Keith lhe mandar mensagem por livre e espontânea vontade parecia algo raro. Nem acreditava ter perdido aquela oportunidade! 

 

Lance McClain: Oi foi mal 

Lance McClainEu tava dormindo 

 

Mordendo os lábios, Lance viu o status de Keith ficar online rapidamente. Sorriu quase de forma automática. 

 

Amorzinho: Tudo bem. 

Amorzinho: Vai à escola hoje? 

Lance McClainSó pra ver você, queridinho q 

Lance McClainKKKKK BRINCADEIRA 

Lance McClainVai que tem prova 

Amorzinho: Sei. 

Amorzinho: Lance, eu preciso te perguntar algo.  

Lance McClainPergunte. 

Amorzinho: Ia perguntar hoje na escola, mas, fiquei pensando a noite inteira. 

Amorzinho: É sobre os... beijos. 

 

Lance puxou o ar longamente. Seu coração deu uma batida mais forte naquele momento, até porque nem estava preparado para tocar no assunto 'beijo'.  

 

Lance McClainVocê não gostou? 

Amorzinho: Claro que gostei! 

Amorzinho: Bom... 

Amorzinho: Eu só não esperava que aquilo aconteceria. 

Lance McClainMas foi você que me beijou ué 

Amorzinho: E você me beijou em dobro! Não se faça de desentendido.  

Amorzinho: Enfim. 

Amorzinho: Só queria saber como vai ficar agora. 

Lance McClainComo vai ficar eu não sei 

Lance McClainSó sei que pode ficar você e eu 

Lance McClainO que tu acha? 

 

Lance bateu na própria testa ao escrever aquela mensagem. Direto, direto demais! "Como você é burro, Lance!", foi o que pensou ao fazer um grunhido incompreensível. Largou o celular em cima da cama e correu até o armário — não para entrar. Começaria logo a se arrumar antes que se atrasasse ainda mais. Catou no meio das roupas um moletom vermelho e uma calça jeans azul, meias brancas juntamente com seu tênis preto.  

 

Assim que terminou de se vestir, receoso, viu o celular apenas para saber o que Keith respondera. Nenhuma mensagem. Sequer teve coragem de desbloquear, só suspirou e guardou o aparelho na mochila. 

 

"Burro demais", pensou.  

 

Quando saiu do quarto, fechou a porta devagarzinho e a trancou. Não queria ninguém fuçando suas coisas. Como na noite anterior, tentaria se esquivar de todas as formas possíveis de seu pai, mas, ele provavelmente já estava acordado. Sem se importar de fato com isso, Lance rapidamente desceu as escadas a fim de sair logo de casa.  

 

No fundo, abaixo de uma densa camada de revolta, o latino sentia-se triste por toda a sua situação familiar. Nada mais era como antes, quando criança; quando todos aparentemente se davam muito bem. As coisas pareciam terem se tornado sérias, tensas e menos — bem menos — amigáveis que antes. Só quando cresceu, Lance pôde entender o peso de viver. Ele ainda era tão jovem, entretanto, tinha noção do quão difícil a vida podia ser. Nada de família feliz e unida para sempre, aquilo não passava de um mito. Se pessoas felizes para sempre não existam, imagine família perfeitas; impecáveis.  

 

Essa imagem morrera para ele, há muito tempo. 

 

° ° ° ° ° ° 

 

Keith sentiu o vento gelado do ar condicionado atingir sua pele em cheio ao entrar na sala de aula. Praguejou baixinho por esquecer do casaco vermelho que sempre vestia. Tudo por culpa da mensagem de Lance! Ficou tão nervoso, constrangido e confuso, que sequer se lembrou de seu casaco! Na verdade, ele já estava saindo de casa mesmo, porém, o acontecimento contribuiu.  

 

Sentou-se na carteira de costume, bem debaixo do eletrodoméstico. Pelo menos, lá não era tão frio. O coração de Keith batia cada vez mais rápido a cada minuto que passava, pensando que todo aluno entrando na sala fosse Lance. Nunca se sentiu tão nervoso antes! 

 

— Keith, bom dia! — Katie o saudou quando entrou na sala. — Você está bem? 

 

— Estou sim. — Ele sorriu. 

 

— Uh, me desculpe por te derrubar lá na educação física. Eu não sabia que o pessoal ia te zoar tanto. — Katie coçou a nuca. 

 

— Não precisa pedir desculpas, PidgeEsse pessoal é babaca e você é bem forte. — Keith bagunçou os fios ruivos da garota. — Relaxa. 

 

— Então tá. — Ela riu. 

 

Lance entrou na sala correndo, chamando mais atenção do que gostaria. Faltavam dois minutos para o sinal bater e ele ser dado como atrasado, mas, suas caminhadas matinais de alguns meses atrás o fizeram muito bem. Quase de imediato, seus olhos azuis se cruzaram com os castanhos de Keith, deixando ambos com uma face levemente ruborizada.  

 

— Entre logo, McClain. — A professora de Química falou, estando logo atrás do latino que se encontrava parado na entrada.  

 

— Ah, desculpe, professora. — Lance disse baixo, o que era estranho, pois, seu normal era falar alto e sorrir demais. Lance parecia aéreo naquela manhã. 

 

Keith tentou não olhar para o garoto — missão quase impossível — sem que seu coração fizesse o peito doer. Ele respirou fundo para então prender a respiração por alguns segundos. Soltou o ar devagar, fechando os olhos durante o processo. Queria tanto chorar naquele momento. 

 

Droga, Lance. Por que você tinha que ser assim?!”, o moreno pensou, pegando seu caderno quase que automaticamente. Aquela professora sempre passava bastante conteúdo, precisava anotar cada coisinha. Isso se sua mente lhe permitisse pensar qualquer outra coisa que não fossem os lábios de Lance, encostados nos seus, com ambos os corações em perfeita sincronia.  

 

Foi quando Keith percebeu... 

 

Não conseguia mais aguentar.  

 

° ° ° ° ° ° 

 

— Hunk está doente, por isso ele não veio. — Katie disse para Lance. — Você vai comer alguma coisa? O sinal acabou de bater. 

 

— Eu ouvi. — Lance deu de ombros. Ele olhou para Keith do outro lado da sala, ele estava debruçado sobre sua carteira, com fones de ouvido. — Pidge... 

 

— Vai falar com ele logo, Lance. — Ela bufou. — Sério, vocês não são nada discretos.  

 

— Quê? — Ele franziu as sobrancelhas.  

 

— Isso mesmo. — Katie cruzou os braços. Estava falando baixinho só por precaução. — Vá logo, estou falando sério. Vocês dois podem estar sentindo a mesma coisa e não sabem. 

 

Lance não conseguia dizer uma palavra sequer, estava um tanto chocado por Pidge dizer todas aquelas coisas. Até parecia que já tivera um relacionamento amoroso antes. 

 

— Antes que você pergunte, eu nunca namorei. — Ela murmurou com as bochechas levemente rosadas. — É que o Matt vive contando das namoradinhas dele, então... 

 

— Então eu tenho que ir lá? — Ele perguntou com receio. 

 

— Exatamente. — Pidge sorriu. — Vou comer, fiquem à vontade aí. 

 

O garoto a viu sair da sala rapidamente, ele poderia dizer que a viu pular. Porém, tentaria focar em Keith. Ou melhor, no que a relação de ambos havia se transformado. Não conseguiria simplesmente beijá-lo e depois agir como se nada tivesse acontecido, aquilo jamais faria com ele!  

 

Lance levantou-se da carteira, nervoso. Até chegou a sentir sua cabeça girar por um segundo, mas, ignorou a sensação incômoda. Andando lentamente, ele foi ao encontro do menino de cabeça baixa. Estava tão, tão nervoso... 

 

— Keith? — Chamou, entretanto, o mesmo não parecia ter ouvido. Lance resolveu tocar em seu braço e chacoalhá-lo de leve. — Ei, Keith. 

 

— Hm? — Keith levantou a cabeça, seus olhos estavam inchados de sono, mas, ao ver que se tratava se Lance, os arregalou de imediato. — A-ah, o que foi? 

 

— Precisamos conversar, você não acha? — Lance mordeu o lábio inferior. — Só se você quiser, claro. 

 

— Eu quero... — Ele retirou os fones de ouvido e guardou na bolsa de qualquer jeito, meio desajeitado. — Então... por onde quer começar?  

 

— Sobre o beijo... — O latino ouviu Keith suspirar baixinho. — Foi muito bom.  

 

O coração do mais novo estava quase saindo pela boca e abraçando o de Lance, porém, ele não fazia ideia do que responder a não ser pequenos murmúrios.  

 

— Foi... — Keith sussurrou.  

 

— E sobre a minha mensagem hoje de manhã... — Lance passou a mão pela nuca. — Eu estava falando sério.  

 

Keith arregalou os olhos. O que? 

 

— Eu quero ficar com você, Keith. — Olhou para Keith com mais segurança.  

 

— E-eu... espera... tá falando sério? — Este franziu o cenho, não acreditando.  

 

— Claro que estou. Acha que eu brincaria com algo assim, logo com você? 

 

Logo comigo”. 

 

— Eu... — Keith passou longos segundos encarando os olhos azuis de Lance. Tão azuis quanto o céu... — Quero. E-eu também quero ficar... contigo. 

 

E Lance abriu o sorriso mais caloroso que Keith já vira em toda a sua vida. Talvez o mais genuíno que o latino já havia mostrado e era verdade mesmo. Ele nunca havia se sentido dessa forma antes de descobrir estar apaixonado pelo garotinho de olhos puxados à sua frente. 

 

Lance e Keith não conseguiam parar de se olhar, de desejar um ao outro mais que tudo. O latino, então, vendo que o outro sempre fora mais retraído, aproximou-se e lhe deu um beijo. Ambos de olhos fechados, sentindo o calor do contato. Lance resolveu entreabrir a boca e, para sua surpresa, Keith também o fez de imediato também. As bochechas do mais novo estavam pegando fogo, com certeza, ainda mais naquele momento que as línguas se tocaram lentamente.  

 

Lance era tão carinhoso... 


Notas Finais


É ISSO PESSOAL
VOU TENTAR NÃO DEMORAR MIL ANOS DESSA VEZ
AMO VOCÊS


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