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História Contra-Ataque - Capítulo 1


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Notas do Autor


Para os que já vieram aqui uma vez e não estão entendendo nada: então, eu acabei ficando com um bloquei criativo com essa história após ter notado umas pontas soltas e erros no capítulo 01, além de não estar conseguindo aproveitar bem os personagens. Três deles haviam sido feitos por amigos, mas o fato de um deles não ter me entregado a ficha do personagem me dificultou, então acabei o retirando e mantendo somente os outros dois (Kennosuke e Mahina) nesse reboot, aproveitando também para reutilizar uma ficha minha para esse novo Henry. Houveram também mudanças no plot e no universo propriamente dito, já que anteriormente eu havia reutilizado o universo de KnY, enquanto nessa somente me baseio e uso personagens originais. Achei melhor assim, já que desse jeito posso trabalhar melhor e aproveitar melhor todo mundo.

Para os que estão vindo pela primeira vez: Muito bem-vindo à essa fanfic baseada em Kimetsu no Yaiba, a qual planejo muitas coisas. O prólogo é curtinho e com um ar mais raso propositalmente, já que nos próximos capítulos os personagens serão melhor explorados (não me focarei em luta somente, mas também em histórias, interações e psicológicos, então sugiro nem seguir lendo caso não goste disso). Em todo caso, espero que gostem <3

Capítulo 1 - Prólogo: Filho da Lua


O dia parecia demorar à amanhecer naquela noite em específico. A lua estava em seu auge, brilhando como nunca brilhou. Talvez houvesse um significado. Um destino. Um aviso. Ou talvez fosse mero azar.    

    Azar? Por que azar? Você me pergunta, e então eu respondo. As pessoas que viam a lua tão bela naquele dia não estavam com sorte. Ao menos não os meus focos, e que também se tornarão os focos de vocês. 

    Em meio à uma floresta, morava uma família de Demônios. Em meio à uma floresta, exterminadores foram encarregados de eliminá-los. 

    Mas morreram. Morreram um por um, enquanto levaram também integrantes daquela família horrenda. Muitas perdas, muitas vitórias. 

    Uma dupla de exterminadores foi chamada para reforço, e então a guerra se tornou mais próxima de ser vencida. Uma Kanoe, e um Hinoto. Os Mizonotos se retiraram do combate, e um duelo entre aqueles exterminadores poderosos se iniciou contra a família inimaginável de Onis.

    A Kanoe possuía um ano de experiência, e tinha uma aparência frágil. Pequena dos fios azuis e olhos castanhos, não parecia alguém a ser temida. 

    No combate, entretanto, todos sabiam do que era capaz. Sua força era sobre-humana, escondida pela pouca massa que seu corpo carregava.

    Enquanto isso, o Hinoto, mesmo jovem, já era exterminador há três anos. Alto, cabelo loiro e olhos vermelhos. Um completo bomba-relógio, dava medo não só nos inimigos, mas também em seus próprios companheiros.

    Eles estavam vencendo. Sentiam o gosto da vitória em sua saliva, mas não esperavam reforço. Onis não tinham reforço. Atualmente, no entanto, começavam a ficar mais espertos. Alguns andavam em grupos, sobreviviam à luz do sol e até se misturavam com os humanos para fazerem suas vítimas.

    No instante em que novos Demônios chegaram na luta, os pássaros falantes voaram para avisar Toshio, o líder da comparação Demon Slayer. 

    Não daria tempo, no entanto, do reforço dos humanos chegarem, pois a dupla estava esgotada. Faltavam dois quando a garota notou que não conseguia mais andar pelos ferimentos, enquanto o garoto já estava caído no canto. 

    Ele tentou se levantar, e caiu de novo. Gritou pelo nome da companheira, mas ela não o ouviu. Os Demônios a focavam. Claro que a focavam. 

    A cabeça de Mahina Furukawa sempre foi desejada pelos Demônios afinal. Por que? Bem, ela é filha de Toshio. Quem a levasse para Kimiko, a primeira e mais poderosa Oni, com certeza ganharia um aumento. Preferencialmente viva, mas depois do último sequestro ter dado errado, ela também a aceitaria morta.

    Um ano. Ela havia sobrevivido naquele meio por um ano. E, enquanto via a morte diante aos seus olhos, só conseguia pensar em uma coisa. 

    Por favor, não me veja como uma filha falha.

    Daquela vez, escutou seu companheiro a gritando. Kennosuke Yamamoto continuava tão barulhento como quando se encontraram, há cerca de meio ano. Mas agora ela entendia porque ele gritava. Daquela vez, fazia sentido.

    Ele perderia alguém que, mesmo não admitindo, gostava. E ela não podia dizer nada. Não conseguia abrir a sua boca, não sentia nada em seu corpo e sequer conseguia fazer um único movimento. 

    Sabia, entretanto, que seu companheiro sempre foi sozinho. Sem amor dos pais, amigos ou colegas. Ele e os animais em uma floresta, aprendendo com eles, e com seu próprio instinto que se formou com o tempo, a sobreviver.

    Mahina sabia que há seis meses, o fato dela ter o ajudado o deixou confuso, e se juntar à ela não foi fácil. Ela sabia que perdê-la também não seria.

    O ponto bom naquilo tudo é que ela estava sentindo dor, e então tudo sumiria quando apagasse. Será que tinha um novo lugar a esperando?

    Mas talvez a lua brilhando não fosse sinônimo de azar. Talvez a sua beleza indicasse um aviso. Um aviso de que o filho da lua estava vindo. Ele a protegeria. Protegeria todos eles. E então exterminaria, como foi treinado para fazer.

    Henry Asano Sotsutaho exterminaria como prometeu que faria. Prometeu por suas irmãs. Pelo seu mestre. E por todos aqueles inocentes que haviam morrido por criaturas tão horríveis quanto os Demônios.

    Um novato entrou em sua frente. Ela sabia que era um Mizunoto pelo uniforme. Mas não era qualquer novato. Ele estava calmo, segurava as katanas com segurança e firmeza. Não se focava em nada que não fosse os inimigos, como se os subestimasse - o que não era verdade. Não os temia; pelo contrário, os odiava. Mahina sentiu o ódio. Sentiu a calma. A raiva. Sentiu curiosidade. 

    Era pálido. Extremamente pálido. Mahina não viu o rosto, tanto por ele estar de costas para si, quanto por usar uma máscara. Mas via os cabelos negros como a escuridão da noite, longos até metade de suas costas, amarrados embaixo. 

    A elegância em sua forma de lutar era notável. Kennosuke ou Mahina não viram explosões como apresentação. Viram calmaria. Um golpe suave, que não parecia que mataria os seres demoníacos em sua frente.

     Aquela calmaria, entretanto, em apenas um segundo se tornou mais destrutiva do que o imaginado pela dupla de exterminadores.

    De repente, cabeças rolaram. Não de Mahina, não de Kennosuke, não do novato. Os dois inimigos foram cortados por suas duas katanas brancas. 

    Desacreditada, se forçou a não apagar. Havia sido salva. Os inimigos foram exterminados. Não morreu. A guerra havia sido vencida e ela saíra viva. Kennosuke tentava não perder a pose, mas o jovem misterioso notou o quão aliviado ele pareceu ficar. Não perdeu ninguém, saiu vivo. Podia enfim respirar.

    O filho da lua pousou suavemente no chão, e então passou seus olhos pela situação. Cadáveres, sangue, destruição. Tudo isso causado pelos seres que ele nunca perdoaria. Nunca os perdoaria pelo o que fizeram e causaram. 

    Mahina notou o quão horrível estava quando viu os lábios do rapaz se mexerem, mas sem conseguir escutar som. Sussurros e murmúrios, no máximo. Kennosuke o respondeu, e então ele seguiu até a garota no chão. 

    Ela não conseguia se mexer, mas em segundos compreendeu o que ele estava fazendo. Havia pegado a bolsa que ela sempre carregava; seu kit médico, por ser uma exterminadora médica. E agora a ajudava. 

    Sentiu a mão suave e macia a tocando no ombro, a notando ser gélida. E ele retirou sua máscara, mostrando os curiosos e raros olhos brancos, além da faixa em sua testa, e sussurrou que ela podia descansar agora. Afirmou que os levaria para um lugar seguro. Mahina normalmente era desconfiada, mas não com ele.

    Como se ele a passasse uma calmaria incomum, acenou.

    E, em um segundo depois, Mahina Furukawa apagou.



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