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História Curso Intensivo Anti-Timidez - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, colegas!

Espero que estejam todos presentes e todos possam se divertir com esse capítulo desses dois bobos descobrindo o amor aos pouquinhos. Peço desculpas, outra vez, por ainda não ter conseguido responder os comentários, mas me deem só mais uns diazinhos que respondo tudo e retribuo todo o carinho que vocês me dão! ♡

Mas, hoje, em especial, eu gostaria de dedicar esse capítulo pra uma pessoa que eu gosto muito, que entrou na minha vida a algum tempo e eu sempre fico sorridente e feliz ao lembrar que ela existe. É um pedacinho seguro do planeta, uma partícula que me traz conforto, só de lembrar que existe alguém igual a ela, doce como ela, gentil como ela, tranquila como ela, pitquinha como ela. Então, dona Luna, eu sei que estou um dia atrasada, mas eu queria te desejar um ótimo ano, que seu aniversário seja a semana toda, o mês todo, o ano todo! Eu não tenho muito a te oferecer nesse cenário horrível de quarentena, mas eu sei que você lê essa estorinha, e quero mesmo que você possa ler isso e ficar feliz. E que todo mundo possa saber que a senhora @baekkkiejagi é a coisinha mais preciosa do mundo. FELIZ ANIVERSÁRIOOOOOOO!!!!!! ♡♡♡♡♡♡♡

Agora, sobre o capítulo, digo apenas que: ai ai ai chanbaek.

Boa aula pra gente ♡

Capítulo 10 - Vestibular, Parte 2


Fanfic / Fanfiction Curso Intensivo Anti-Timidez - Capítulo 10 - Vestibular, Parte 2

 

Baekhyun não entrou em contato e nem disse qualquer coisa, enquanto Chanyeol fez o mesmo.

Baekhyun falou nada porque admitiu que tinham passado dos limites, deixou seus sentimentos transparecerem, pensava que estava se aproveitando de Chanyeol e ele deveria estar envergonhado; enquanto Chanyeol ficou esperando que Baekhyun o dissesse algo, porque foi Chanyeol quem tomou iniciativa, então talvez Baekhyun estivesse chateado por ter cedido e então ter sido enxotado.

Nada foi dito na segunda-feira à noite, quando Baekhyun chegou em casa, levando consigo uma experiência importante da vida de Chanyeol. Mas foi incapaz de o mandar uma mensagem, assim como Park também não disse qualquer coisa.

Na terça-feira pela manhã, persistiu o silêncio.

Na terça-feira à tarde, foi a primeira vez em que Baekhyun não foi à casa dos Park desde que começaram a se encontrar, rigorosamente, todos os dias de segunda à sexta.

Com o silêncio, Chanyeol acabou dando ouvidos para a sua insegurança.

Pensava que, se Baekhyun não tinha dado bola, era porque ele tinha beijado muitas outras bocas, tinha muitas outras experiências, muitos outros meninos, e agora que havia conseguido o que queria e podia descartá-lo sem mais problemas. Aquilo o magoou e enfureceu, achando que Baekhyun estava somente se divertindo consigo, roubando seu primeiro beijo e sua primeira experiência sexual.

Chanyeol, só de pensar em virar piada na boca perversa de Baekhyun, limpou os olhos que lacrimejaram uma série de vezes. Não era justo amar alguém que só estava usando-o como passatempo.

Na terça-feira à noite, Chanyeol já estava se preparando para escolher um filme para assistir e chorar até cansar, quando ouviu um burburinho na cozinha. Escutou com mais atenção e ouviu Changnam conversando com alguém. Nem precisou ouvir a voz desse alguém para saber quem era. Aquele que geralmente falava alto para que fosse ouvido lá do quarto do caçula, mas agora estava com o rabo entre as pernas, cochichando na cozinha para não chamar atenção.

Park estava tão amargo que não foi apressado vê-lo como sempre fazia, com os olhos brilhando. Era o que Baekhyun esperava e assim poderiam ficar bem outra vez, mas não foi o que houve.

Chanyeol foi até a cozinha, viu os cabelos ruivos, ele sentado de costas, encolhido na mesa enquanto comia calmamente, se escondendo dentro do prato. Passou ao lado de Baekhyun com a cara fechada e nem sequer o olhou. Tirou um prato de comida, deixou sobre a mesa enquanto buscava um copo no armário. Serviu-se de um bom bocado de suco, completamente mudo.

Oi, Chanyeol — Baekhyun tentou dizer no que mais parecia um murmúrio.

O outro apenas ignorou, pegou seu jantar e voltou para o seu quarto, batendo a porta.

— Ai, que bom, ele finalmente ficou bravo com você! — Changnam comemorava, só então entendendo porque Baekhyun parecia tão estranho, acuado.

O coração dele deu um nó. Tinha estragado tudo, tinha machucado o homem que amava. Nunca o viu daquela forma, tão magoado que não era nem capaz de o ceder um olhar. Antes, seus olhos fugiam de timidez. Agora, o ignoravam de propósito.

Baekhyun devia deixá-lo ir embora, já tinha manchado o rapaz com seus beijos e seu corpo despido, tinha ido longe demais. Mas não queria. Queria se acalmar nos braços dele, beijar sua boca bonita todos os dias. Caramba, ele amava Chanyeol!

A vontade de chorar era latente quando abaixou a cabeça, falando tão baixo e tão confuso, que foi quase como uma oração desesperada:

— E-Eu... Eu não sei o que.... Eu preciso... Me ajuda — seu último suspiro se configurou de um jeito que sua voz denunciou quanta tristeza havia dentro de seu corpo.

Changnam percebeu que algo ali era muito mais sério do que imaginava.

— Tudo bem. Não sei se quero saber do motivo da briga, mas também não importa. Você quer saber como resolver? — ofereceu socorro ao melhor amigo, iluminando seu olhar.

— P-Por favor!

— Diálogo — o irmão mais velho disse, coçando a barba malfeita, e Baekhyun não entendeu como aquilo poderia ser útil. Changnam insistiu: — Só converse com ele de uma vez, Baek. Agora, vai! Mas, se você fizer o meu bebê chorar, eu vou acabar com a tua vida.

O moreno apontava o dedo para o ruivo, ameaçando-o. O Byun não tinha como argumentar, não estava amedrontado pela ameaça, mas ansioso sobre o que poderia dizer quando nem ao certo tinha certeza do que estava acontecendo. Contudo, morrendo de nervosismo e preocupação, deixou sua comida no prato e, simplesmente, foi tentar salvar seu caso de amor.

Incerto, Baekhyun bateu cuidadosamente em sua porta, e de dentro do quarto Chanyeol rolou o olhar. Ninguém de sua família batia em sua porta com aquela delicadeza. Os pedidos de permissão para adentrar portas fechadas, na casa dos Park, se assemelhavam mais a berros e murros na madeira. Logo, sabia que era o Byun indo atrás dele.

— Tá aberta — respondeu da forma mais odiosa possível.

Escondendo-se atrás da porta e, certamente, com o rosto inteiro vermelho de agonia, Baekhyun sorriu, constrangido, pedindo:

— Com licença.

Em resposta, Chanyeol não respondeu.

Permaneceu esparramado em sua cadeira de escritório, com um fone de ouvido conectado, a postura frouxa, um tornozelo sobre o joelho, comendo enquanto assistia a algum vídeo. Baekhyun fechou a porta e Chanyeol girou minimamente a cadeira, abandonando o prato. Cruzou os braços, mostrando, propositalmente, aquela barreira agressiva. Só para deixar bem claro o quão insolúvel estava a sua ira.

O Byun, por sua vez, mostrava inconscientemente uma barreira de proteção, acovardado, esfregando minimamente os braços como se estivesse com frio. A única coisa que Baekhyun pensou foi que Chanyeol se sentiu abusado, tinha se aproveitado demais do menino — enquanto a verdade era que ele só precisava de um pouco mais de atenção, depois do que aconteceu.

Baekhyun se sentou na cama do outro, a menos de um metro de distância dele, e Chanyeol girava a cadeira para o desafiar com o olhar.

A sorte deles foi que ficaram sem jeito. Se usassem as palavras que estavam calculando naquele momento, seria uma trágica conversa composta por  “Desculpe por ter te beijado e tirado sua virgindade, eu nunca deveria ter feito isso e é melhor pararmos agora”, respondido por “Eu, realmente, não quero, nunca mais, que você encoste em mim” e isso acabaria com qualquer chance que o destino os desse.

Afogado em incerteza, Baekhyun usou um tom de voz estranho e apavorado:

— T-Tá tudo bem?

Chanyeol riu soprado, sínico.

— Curioso você me perguntar isso, já sabendo da resposta.

— É... É sobre ontem à tarde? — Byun tentou convencê-lo a falar, para saber exatamente por onde começar a ajeitar a situação toda.

A ponto de cuspir fogo, ele respondeu:

— Eu percebi que estava sendo só mais um brinquedo nas suas mãos — puxou o ar pelas narinas, furioso. — E tô em desvantagem, sabe? Você já beijou tanta gente, já roubou o primeiro beijo de tantas pessoas. E sei porque você vivia, aqui dentro de casa, se vangloriando pro meu irmão de quão incrível você é por convencer todo mundo a te beijar. E eu sei que, daqui a pouco, vai ser de mim que você vai sair falando, porque você teve o mérito incrível de roubar meu primeiro beijo e a primeira vez que... aquilo que aconteceu ontem! E essa é a prova que você não tá nem aí pra mim: você não foi capaz de mandar nem uma mensagem, não teve a capacidade de perguntar como eu tava me sentindo, se eu tava bem, e só aí eu fui entender que é porque eu sou só mais um qualquer nas tuas mãos e você, com certeza, tem muitos outros meninos pra chamar de pivete.

Ao terminar de falar, se sentiu imediatamente mais leve por ter conseguido despejar todas aquelas palavras. Tinham consciência de que havia mais pessoas em casa, por isso falavam baixo o suficiente para que nada fosse ouvido fora do quarto. Mesmo assim, a voz de Chanyeol recitando cada palavra de suas mágoas mais soava com uma tempestade.

Baekhyun ainda o analisava em silêncio, certamente surpreso. Percebeu que o mais novo não estava chateado pela ação, pelo que fizeram, mas pelo que houve depois — ou melhor, não houve. Machucou a sua ausência. As doses da presença do Byun não foram de mais; foram de menos, bem menos do que o necessário. Ele queria atenção e segurança, e isso o mais velho não o deu, até porque era, exatamente, o que o próprio Byun precisava e não recebeu.

— Ok, calma, vamos começar por partes — o ruivo tentava se acalmar para desemaranhar aquela confusão expressa naquelas palavras cheias de mágoa. Ajeitou-se na cama, como se estivesse desconfortável, e apertava uma mão contra a outra, nervoso. — Certo... Ahn... Pra começar, sobre eu me vangloriar...

Baekhyun respirou fundo, outra vez. Ia demonstrar mais vulnerabilidade do que gostaria de expor, mas confiava em Chanyeol e sabia que ele não o faria mal.

— Eu tenho um lado muito frágil e às vezes eu só tento parecer um pouco melhor do que eu sou, pra que as pessoas gostem um pouquinho mais de mim, entende? E... por isso eu insisto tanto em repetir isso pra você, pra não tentar ser diferente do que é, porque machuca muito mais do que qualquer outra coisa e é como um ciclo. Depois da primeira vez que você finge, você passa a se perguntar do porquê de ter fingido, e aí você se convence que não é bom o suficiente, que você é um lixo e que precisa ficar se exibindo a toda hora, atuando ser aquela outra pessoa sempre sorrindo, quando no fundo... no fundo dói pra caralho.

“Das pessoas que eu beijei e... transei... eu nunca contei pra ninguém e nem vou contar das pessoas que me fizeram bem, meus primeiros relacionamentos, por exemplo. Só contei das minhas mágoas, que aí eu tentava transformar em piada, em algo bom, rir um pouco, falar disso como se fosse incrível até que eu acabasse ouvindo minhas próprias histórias e conseguisse ver algo de positivo e de legal desses casos que foram péssimos, mas nunca deu certo.

“Sabe, se você prestar bem atenção, eu só contei sobre pessoas que beijei enquanto estava carente, bêbado e inseguro, namoros que acabaram comigo sendo traído, ou outras pequenas tragédias, e todos casos que só fizeram com que eu me odiasse e me destruíram. Mas eu, de verdade, não conto sobre coisas que me fazem bem. Não quero expor pessoas que foram, ou são, muito importantes pra mim, que é o seu caso.”

Chanyeol conseguiu relaxar um pouco a sua postura, se deparando com uma faceta de Baekhyun que não estava preparado para conhecer: o seu lado mais delicado, que escondia.

O ruivo ficou sem jeito, desviando o olhar, molhando os lábios com a ponta da língua. Suas pernas ficaram inquietas, assim como o seu rosto, que procurava para onde olhar, quando admitiu, inteiro encabulado:

— Eu já... Eu já beijei outros meninos, sim — abaixou a cabeça, prevendo que aquilo pudesse deixar Chanyeol ainda mais desconfortável. — Mas nunca evoluiu pra nada, só ficamos nos beijos mesmo. E... nesse momento, não tô beijando absolutamente ninguém, até porque você é meu único pivete. Quer dizer... olha essa carinha bonita. Você é claramente problema, e problema demais nunca é bom. Um desses já é perfeito pra mim.

Baekhyun sorriu de um jeito tão obviamente apaixonado, que Chanyeol se desarmou no mesmo instante. Ficou inteiro bobo e mole e redondamente caído de amores por aquele rosto, aquela voz, aquela escolha de palavras. Contudo, permaneceu reticente, se arrumando um pouco na cadeira, rendido ao que sentia, mas manteve os braços cruzados, agora tímido e claramente tentando parecer durão.

— E quantos garotos vieram antes de mim, então? — empinou o nariz.

— Pivetes, nenhum. Alunos, nenhum. Só tiveram outros 3 que eu beijei no passado — confessou com um sorrisinho ao ver a pose que Chanyeol tentava manter.

— Então... eu sou mesmo o único?

Baekhyun puxou a cadeira de rodinhas para mais perto, desfez os braços cruzados de Chanyeol e segurou carinhosamente suas mãos antes de dizer:

— É claro que é, pivetinho — sorriu assim que viu o sorrisinho de Chanyeol, segurando suas mãos entre as dele. — Desculpa não ter reagido como você esperava, acho que fiquei nervoso também sobre ontem, porque nunca tinha chegado naquele ponto com nenhum cara, sabe? Ainda que eu já tenha beijado outros garotos, eu nunca tinha tirado a roupa com nenhum deles, e nem sentido... você sabe o que com minhas próprias mãos. Eu não... Não estava roubando suas primeiras vezes pra colecionar, a verdade é que é tudo novo para mim e eu fui experimentando também. Sei de várias coisas na teoria, ok, mas só com você eu fui ver que não sou tão bom na prática. E, claro, eu nunca contaria a ninguém o que a gente faz, não quero expor e nem machucar o meu moleque. E, no final, tem várias coisas que eu acabo aprendendo com você, também.

— É... você precisa mesmo praticar, eu percebi isso — Chanyeol falava, com um sorriso curto e vadio.

— Ah, eu preciso? — quis saber, rindo brevemente enquanto o moreno apertava suas mãos unidas, concordando. — E no que, exatamente, eu preciso melhorar?

— Na sua linguagem corporal, claro. Você viu o jeito que entrou aqui? Tava tão assustado que parecia que eu ia te degolar. E, outra que... seu beijo é bem ruinzinho.

Baekhyun sorriu, cativado pelo jeito malandro que Chanyeol devia ter aprendido pelo convívio. Era um charme que era mesmo difícil, para o ruivo, resistir.

— O meu beijo é ruim, é isso que cê tá me dizendo?

Mantinham um olhar doce e reluzente, enquanto espelhavam os sorrisos.

— Nada que não possa ser resolvido com um pouco de prática. Até porque você tem que treinar várias outras coisas também, mas como sou um aluno muito bonzinho, eu me voluntario pra te ajudar — Park contava de um jeito maroto, atrevido, as bochechas já ardendo, a covinha bem marcada no meio de uma delas.

— E que outras coisas eu tenho que treinar, meu caro aluno bonzinho? — Byun caçoou de seu título.

— Vários tipos de beijos, em vários contextos diferentes, abraços, pegar na mão, todos os carinhos que existem... você tem um longo caminho pela frente, a sua sorte é que você tem a mim — sorriu travesso como se não tivesse acabado de propor uma bobeira sem precedentes como aquela, e Baekhyun não conseguia fazer muita coisa além de se deixar levar pelo seu amor mais doce.

— Eu tô sendo cobrado pelo meu próprio aluno, mas que absurdo!

Em resposta, o mais novo somente estendeu os braços em direção ao ruivo, em um pedido mudo para que ele se sentasse em seu colo. Os apoios de braço de sua cadeira de escritório eram um empecilho para que pudessem se abraçar como gostariam, por isso Baekhyun teve que colar seu corpo todo ao corpo de Chanyeol, encaixado entre ele e os apoios de braço da cadeira, mas preso somente pelo abraço mais firme que o moreno já o deu. Era um carinho de reconforto, de saudade, de alívio, de amor.

Primeiro, Baekhyun deu um beijo rápido na bochecha de Chanyeol para, logo em seguida, voltar ao abraço. Depois, o maior retribuiu o gesto, e ficaram fazendo curtos afagos com as mãos, respirando demorado os perfumes alheios, de olhos fechados, sentindo os corações bater.

— Agora estamos bem? — Chanyeol quis saber.

— Estamos perfeitos — replicou, e então suspirou, recordando do como gostava daquele homenzinho e de como se sentia bem, quando estavam bem.

— Desculpa pelo mal-entendido e por ter sido grosso com você, Baekhyun. Eu entendi errado. Me desculpa.

— Tudo bem, molequinho. Passou.

— O Nam sabe que você gosta de pivetes? — Park perguntou de repente, cheio da mais inocente curiosidade.

— Meu único pivete é você, Chanyeol — corrigiu, sem se livrar do apoio e do abraço mais confortáveis do mundo. ­— Mas o Nam não sabe, só minha família e alguns amigos. Eu não... Sei lá, tenho medo de como as pessoas poderiam reagir se soubessem. Me faz muito mal esconder, mas eu morro de medo de descobrir que os meus amigos sejam homofóbicos e que vão todos me deixar sozinho ou me querer mal, sabe?

— O Nam não é assim, não. Quem sabe fosse te fazer bem deixar ele saber. Nas vezes em que precisei ouvir algumas palavras legais porque fiquei com medo, ele sempre esteve ali. Ele foi o primeiro a saber sobre mim e ele é super tranquilo com isso. Sempre me apoiou.

Baekhyun ficou chocado, acorrentado naquelas palavras. Não conseguia raciocinar direito.

— Foi o primeiro a saber o quê sobre você?

— Que eu não sou hétero — disse com simplicidade.

Mas o ruivo ficou de uma forma como se nada de sua vida fizesse sentido. Então parte do motivo para não poderem ficar juntos já tinha sido dissolvido se Chanyeol realmente sentisse atração por outras pessoas que não só mulheres!

Você não é??? — Baekhyun acabou perguntando, abismado, sem cor, os olhos arregalados, as sobrancelhas erguidas, a centímetros de distância do nariz do mais novo.

O rosto de Chanyeol permaneceu sem expressão, indignado com como o ruivo podia ser inocente.

— Você tá brincando com a minha cara que só agora você percebeu — Park resmungou, descrente.

— Mas é que... — Baekhyun pareceu perdido, pendurado no pescoço do mais novo como se fosse um colar, seus olhos passeando pelo cômodo. — Eu acho que fui um idiota acreditando naquele estereótipo de que gente quietinha é inocente e mal resolvida com os próprios sentimentos e precisando de ajuda pra se descobrir... sei lá... eu achei que... sei lá... achei que nunca tinha pensado nisso já que você fala tão pouquinho, sabe...

— Eu falo pouco, mas o meu cérebro funciona 24 horas por dia, eu fico pensando toda hora, sabe? Esse negócio de pensar, gente introvertida também faz — ousou dizer de um jeito debochado, no mesmo tom que sempre usava antes de ser estapeado pelo mais velho quando o provocava, mas o ruivo permaneceu sem reação. — Eu sei disso sobre mim há muito tempo — riu curto, achando bonitinho como Baekhyun estava surpreso. — Mesmo antes de beijar ninguém, eu sabia. Eu cheguei em casa, contei pro Nam, nós conversamos, e ele ficou do meu lado quando contei pros meus pais horas depois. E eu tinha... uns 13 anos, eu acho.

— Então... então você era bem pivetinho mesmo — balbuciava atônito e Chanyeol queria explodir de amores por aquele homem, se concentrando então a somente fazer carinho em suas costas e no corpo todo encaixado ao seu.

— Eu era — sorriu, tranquilo. — E você?

— Eu só fui descobrir ano passado, quase com 19 — contou baixinho, se sentindo infinitamente tolo.

Sexualidade não é algo que se ganha de presente de aniversário ou se encontra no meio da rua.  É algo que vem impresso no DNA desde antes do nascimento. Com certeza havia uma obrigação forçada para uma adequação aos padrões da sociedade, padrões culturais e todo o tipo de repressão que possa amedrontar e impedir alguém de se sentir bem com seus sentimentos, que possa afugentar a atração sentida. Não é possível julgar e justificar matematicamente: como, desde quando, quanto e o motivo para alguém perceber ser de um jeito ou de outro. É algo muito mais complexo e abstrato para todo mundo que nasce fora do padrão heterossexual cisgênero. Algumas pessoas se percebiam depois dos 30. Outros, antes dos 15. 

Mesmo assim, Baekhyun se sentia bobo. Levou 19 anos de sua vida fugindo de quem era, inseguro, desconfortável, enquanto Chanyeol tinha um contato tão profundo consigo mesmo, com suas emoções e sensações, que em 13 anos já teve convicção o suficiente para querer lutar para ser visto como realmente era.

Sem dizer uma sequer palavra sobre isso, Chanyeol entendeu o quanto Baekhyun havia sido ingênuo e se apaixonou por ele outra vez, pelo rostinho confuso que pedia carinho, e ele o deu.

— Tudo bem, né, não é uma competição. A gente sente o que sente por pessoas específicas, na hora certa e acabou — falou o mais novo, abraçando o mais velho, bem apertado.

O Byun se rendeu, apoiando sua cabeça na do maior, manhoso. No entanto, também curioso.

— Você já se apaixonou por muita gente durante a sua vida?

— Hm... na verdade, não — o Park revelava. — É bem difícil de eu querer alguma coisa com alguém. Acho que teve uns 5 casos na minha vida inteira, contando garotas e garotos.

O peito de Baekhyun tremeu. Que tipo de garotos Chanyeol gostava? E quem eram os 5 casos???

— Mas você... tem um padrão... ou alguma coisa assim? — se afastou um pouco de seu abraço, para olhá-lo nos olhos.

Chanyeol percebeu que Baekhyun realmente não fazia ideia de que o amava. Achava que era seu passatempo, enquanto Chanyeol se derretia por cada pequena coisa que o ruivo fazia.

— Eu gosto mais pela personalidade, sabe? Gosto de gente interessante, carismática, meio besta, mas tem que ser uma gracinha, bastante falante e que me faça rir. E que me mime, com certeza — fechou os olhos, sorrindo convencido, roubando o corpo de Baekhyun para outro abraço.

O Byun até tentou. Mas não conseguiu perguntar com todas as letras se Chanyeol sentia algo por ele. Nem dizer que adorava garotos dóceis e cuidadosos, gentis, bonitinhos e atrevidos. Bem atrevidos.

Baekhyun falhou em dizer que o amava, mas queria dizer.

Chanyeol não o disse que o amava, porque falhou no querer. Não achou que fosse o momento, com todos os seus familiares em casa, ele em uma cadeira tentando jantar e assistir vídeos, enquanto se reconciliava com sua paixão.

— Ahn... então... acho que é bem por isso que não posso contar pro Nam sobre beijar caras — Baekhyun arranjou um jeito confortável de fugir do assunto. — Ele surtaria e não me deixaria te ver nunca mais.

— Eu nunca vi ninguém ciumento igual a ele, pelo amor de Deus — Chanyeol reclamou.

— Você não disse que gosta de quem te mima? Aí, ó, ele te ama e te mima — Baekhyun sorriu trocista e Chanyeol virou o olhar.

— Tudo bem, vamos manter segredo absoluto sobre tudo isso. Até porque eu não posso perder o professor mais lindo que eu já tive — Park falou num tom tão óbvio de flerte, que inclusive suas bochechas ganharam cor, quando acabou sorrindo.

E o Byun ficou tão encantando, que acabou deixando em seus lábios um único selar discreto e inocente. Que o mais novo revidou, com um pouco mais de desejo. E o mais velho revidou, duplicando a intensidade. E então se rendiam a um longo beijo, até Baekhyun se afastar, dando um pequeno tapa no braço de Chanyeol:

— Tá todo mundo aqui, seu louco, olha como a gente tá! — se alarmava.

Park queria mais carinho, mas acabou concordando. Se abrissem a porta e vissem Baekhyun em seu colo daquele jeito, mesmo que nem estivessem se beijando, já seria uma longa história para explicar.

— Tá bem, vamos lá jantar na cozinha — Chanyeol disse desanimado enquanto Baekhyun saía de seu colo. Entretanto, se animou outra vez ao ganhar outro selinho apertado.

Ao chegarem juntos na cozinha, mas com devida distância entre os corpos, Changnam escorregou dramaticamente sua postura da cadeira, fingindo ter desmaiado.

— Pra mim, já deu — completou.

— Nam, você sabe que a razão do meu viver é você, não precisa ter ciúme assim não, cara. Ou você quer me ver triste? — o caçula perguntava gentilmente, sentando completamente próximo ao irmão mais velho só para agradá-lo.

— Quem é o seu preferido, eu ou o vigarista? — Changnam inquiriu, se sentando propriamente.

Chanyeol riu soprado, discretamente. Queria fazer coisas com Baekhyun que não queria fazer com Changnam. Coisas óbvias que teria asco só de se imaginar com seu irmão. Mas o homem ao seu lado, que agora resolveu que iria deixar a barba e o cabelo crescerem, aquele era seu confidente de toda uma vida, era a sua pessoa preferida no mundo inteiro quando não queria socar a cara bonita dele.

— Nam, pensa assim — segurava o ombro do mais velho. — Eu estava pensando em nascer, então, lá do céu, me falaram que não ia ter ninguém aqui e eu falei “ah, não, muito chato, vou não”. E aí quando você nasceu, eu peguei minhas malas e corri nascer só pra poder ser seu irmão, saca? Cheguei dois anos atrasado, sim, mas eu só vim quando soube que você estava aqui me esperando.

Changnam continuou encarando-o em silêncio por algum tempo.

— Nossa, eu te conheço e eu sei que você só tá falando isso pra me agradar, mas eu achei tão legal que tô impressionado...

— É que são formas de afeto diferente. Tem horas que você me odeia também, e tem horas que você me ama. Tenho o melhor irmão do mundo, mas também tenho o melhor professor de química do mundo, entende?

— Você é mesmo afiado com as palavras, sei que estou sendo manipulado, mas deitei completamente pro que você diz — abraçou lateralmente o irmão, que retribuiu.

Baekhyun somente sorria, vendo como eram preciosos. Tinha também momentos gostosos com suas irmãs, mas eram muito mais diversos do que os irmãos Park, que pareciam tão sintonizados. As irmãs Byun sempre acabavam pegando o pobre irmão do meio como cobaia para testar maquiagem, esmaltes, para dar opiniões sobre roupas, testavam receitas na cozinha, e pediam ajuda com tarefas da escola e da faculdade. Faziam coisas juntos com frequência, mas era uma dinâmica diferente — e igualmente preciosa.

Divagou sobre como sua vida seria caso fosse oficialmente cunhado de Changnam, e já sabia como Sunhee e Munhee adorariam ter Chanyeol como cunhado.

Seus pensamentos se dissiparam depois disso e foram jogar videogame até a hora em que tiveram que levar o ruivo até o portão. E, assim, não precisaram trocar palavra quando Chanyeol afastou a franja de sua testa. Não tinha motivo algum para receber recompensa naquele dia, mas Baekhyun se sentia tão feliz e apaixonado por tudo estar tranquilo, que acabou se esquecendo de tudo quando o deu um beijinho na testa, mesmo na frente de Changnam, que reclamou, fingindo ânsia de vômito:

— Que nojo! Eu vou morrer. Eu vou morrer!

Durante o resto da semana, Baekhyun visitou a casa dos Park.

Na quarta-feira, assim que tiveram tempo para se abrirem, não era o momento de muito carinho ou qualquer outra distração. Roubaram beijos, carinhos e mãos para segurar, sim. Mas com muito mais cuidado e autocontrole.

Chanyeol o pediu calma quando estavam perdendo, o mais velho o pressionando contra a parede da sala. Não queria ir rápido demais e Baekhyun atendeu o seu pedido, mais tarde, também se contendo quando notou que foi o Park quem se agitou demais.

O moreno queria ir devagar para que tivessem tempo de fazer tudo com calma, processo por processo de um namoro, assim que conseguissem ter algo consolidado. Já o ruivo só se continha com medo de assustar Chanyeol e acabar sendo dispensado. Então, concordaram em terem apenas beijos eventuais enquanto ajudariam Chanyeol a estudar para a segunda etapa da prova do vestibular, que seria no domingo.

No colégio, Chanyeol passou muito, muito tempo com Soyoung, agora com a certeza de que gostava dela como sua melhor amiga, a primeira e única melhor amiga que já teve.

— Estou quase terminando o projeto de revitalização para o seu quarto e, olha, reserve espaço na sua cabeça para as ideias incríveis que eu vou te dar! — ela dizia.

— Se eu te contar uma coisa, você jura que vai manter a calma? — perguntou ele, sereno como sempre, fazendo-a vibrar em ansiedade.

— O quê? — ela abria os olhos por trás dos óculos, as sobrancelhas levantadas.

— Comecei a assistir Haikyuu!!.

O quê???? — ela berrou antes de começar a gargalhar de felicidade. — E o que você está achando???

— Tá sendo bem difícil pra mim, senhora, bem difícil. Uma porque eu choro fácil com filme, série, desenho, anime, tudo. Outra porque sempre que eu olho o Hinata com o cabelo ruivinho dele, eu lembro de quem?

— Do Baekhyun? — ela se adiantou, com um sorriso do tamanho do mundo.

— Sim! E aí eu fico todo superprotetor, alguém fala uma “a” pro Hinata e eu já fico irritado, porque como ousam falar desse jeito com o Baekhyun???? — dizia e ela riu.

— Sabia que eu acho você parecido com o Kageyama?

— Mentira — brincou o Park.

— Sim! Aí eu fico assistindo e imaginando você e o Baekhyun. Eu shipo — deu de ombros.

— O Hinata e o Kageyama?

— Não só eles. Mas você e o Baekhyun também — Soyoung disse do jeito mais natural e Chanyeol só o encarava antes de rir.

— Eu também — admitiu.

— Se bem que se for ver pela personalidade, acho que o Baekhyun parece uma mistura de Tanaka com Nishinoya e você me lembra uma mistura do Sugawara com o Azumane — ela falou, mas gargalhou assim que o Park gargalhou.

Tiveram tempo de conversar sobre várias coisas, sozinhos, ou junto com todos os outros amigos, criaram grupos em aplicativos de mensagens para permanecerem perto, e Chanyeol deixou escapar, de propósito, algumas palavras perto Soyoung sobre ser bissexual e sobre como, talvez, quem sabe, achasse Baekhyun muito bonito mesmo.

No sábado, todos os estudantes do terceiro ano que nunca estiveram tão próximos, decidiram jogar vôlei na quadra de esportes perto da casa de Soyoung — e Chanyeol fez questão de levar Baekhyun, fazendo a mais nova ir à loucura, apaixonada por como o Park e o Byun combinavam (já tinham algum tipo de sintonia depois de tantas vezes em que se beijaram e da vez mal sucedida em que transaram). Foi um dia proveitoso e divertido.

O ruivo inclusive se aprimorou no vôlei, enquanto o moreno teve alguma dificuldade em se concentrar quando o par de olhos mais lindo do mundo estava ali ao lado, sob a luz do sol, e não podia sequer tocá-lo.  

No domingo, foi a primeira vez em que Baekhyun viu Chanyeol chorar daquela forma.

Ao sair do local de prova em que o ruivo estava ali esperando-o com um sorriso, Park se sentiu aliviado, concluindo um período importante de sua vida, sentiu-se crescer. Já tinha passado de ano no colégio e sabia que tinha ido bem no vestibular, dando certeza a um novo caminho que sua vida seguiria. Com isso, abraçando o ruivo com cheirinho de laranjas e canela, permitiu a si mesmo aquele choro de vitória — mesmo sem conseguir exteriorizar em palavras as coisas boas que estava sentindo.

Baekhyun enxugou suas lágrimas, sem querer obrigar Chanyeol a desabafar naquele momento. Segurou seu rosto entre as mãos, e observou as lágrimas desenharem cada pedaço daquela face graciosa, o narizinho vermelho, os cílios molhados, a boca entreaberta. Afastou suas lágrimas mais uma vez, apertando contra seus lábios um beijo curto, só para mostrar que estava ali, pouco se importando se as poucas pessoas passando ao redor ao acaso fossem se importar. Queria mostrar que estava ao seu lado, não importava o que acontecesse, mas só serviu para Chanyeol se apaixonar outra vez, tendo um garoto que o beijaria em público sem ter medo do mundo.

— Você quer falar sobre a prova? — Baekhyun investigou.

— Não é sobre a prova em si — fungou, desviando o olhar, as mãos do ruivo sobre seus ombros enquanto Chanyeol mirava o horizonte. — Eu estudei, fiz tudo o que eu pude e eu sei que fui bem, talvez nem tanto quanto você, mas eu fui bem.

— Estudei com você nos últimos dias, acho que você vai me superar, só aguarde o resultado — sorriu, orgulhoso de seu pequeno gigante.

— Não é questão de nota também, não tô me importando muito com isso. Ainda que eu tenha errado tudo que achei que acertei, sei lá, ano que vem faço vestibular de novo. Posso fazer quantas vezes eu quiser, não tô chorando por isso.

— Então pelo que é? — se compadeceu, tentando decifrar a sua tristeza.

— É pelo que fica, sabe? Quando eu era mais novo eu sabia que um dia eu sentiria falta da escola, do colégio... eu só não sabia que seria tão cedo. Porque se amanhã eu quiser voltar pro ensino médio, eu não posso, porque já concluí. Se eu quisesse voltar tudo e aproveitar mais com meus amigos, eu não posso. Se eu quisesse voltar pra quando você foi lá em casa pela primeira vez, eu não posso. E é tão ruim pensar que todas as coisas que a gente faz são definitivas e que provas de vestibular são muito mais simples do que o resto de toda a vida. Sabe? Vestibular tem todo ano. O meu passado e o que eu já escrevi pra minha história, não importa a merda que tenha sido, já foi e vai ser assim pro resto dos tempos. É o que é e acabou.

Baekhyun conteve um riso de pura paixão. Aquela era a primeira vez em que Chanyeol se sentiu um adulto de verdade, ainda não acostumado com a dor de amadurecer. Quando mais novos, nos acostumamos a pensar em frases que iniciem com “quando eu crescer”. Depois que se cresce e pouco se pode fazer para mudar o mundo, há sempre um sentimento colateral de insuficiência, de ter feito tudo errado, de não saber o que está fazendo, de querer recomeçar, e dói.

— Você sabia que eu fiz o segundo e o terceirão junto com teu irmão? — Byun contou sorrindo, tentando abordar aquele assunto por algum lugar.

— Sério? — crispou as sobrancelhas, ainda mais incomodado. Então não estava só quase dois anos atrasado para conhecer Baekhyun: estava quase quatro anos atrasado!

— É, mas a gente não se falava. Tipo, se conhecia, mas... sabe? Ele nem aí pra mim, eu nem aí pra ele. E a gente até tá na mesma foto da formatura do ensino médio, mas éramos completos estranhos. A gente só foi dar essa chance um pro outro quando fomos no trote pros calouros de Química. E você também, te vi centenas de vezes e já estava pronto pra te odiar, mas aí você falou comigo quando te provoquei. E também que se eu quisesse, poderia prestar vestibular com você esse ano e podíamos até estudar História juntos. E se você quiser, pode um dia fazer prova pra Química e virar meu calouro. Quer dizer... a gente amadurece, mas a vida não acaba, pivete. Ainda vai ter muita coisa pela frente, o futuro é incerto, mas é completamente teu e você pode sempre mudar a trajetória.

— E se eu me arrepender de tudo o que eu fizer?

— Você aprende, amadurece, e muda, se quiser. Voltar, não dá. Mas a vida sempre te dá outras chances de fazer tudo diferente. Agora você tem essa liberdade super delicada, que é fazer o que você tem vontade. Se quer cursar isso ou aquilo, trabalhar nisso ou aquilo, rever seus amigos do ensino fundamental, e do médio, ver seus amigos da faculdade, amigos de outros cursos... Ainda tem milhares de possibilidades no mundo, e essa sua preocupação só mostra o quanto você amadureceu e o quão responsável está se tornando. Bem mais responsável do que eu, por sinal — disse erguendo as sobrancelhas e Chanyeol riu. — Você tá indo bem, cara.

O moreno permaneceu encarando-o, analisando seu rosto, revisando suas palavras, respirando em calmaria até a vontade de chorar se afastar completamente de si, quando ergueu um sorrisinho.

— Obrigado.

Baekhyun beijou a sua testa lentamente. Deu pequenos tapas em seus ombros.

— Vamos lá pra casa? — convidou. Tinham combinado mais cedo que os Park os levariam para a prova, mas o Byun o buscaria.

Contudo, Chanyeol mudou de ideia.

— Então, estava pensando nisso e acho melhor ir pra minha casa hoje. Sabe, é a primeira e última vez que o caçula deles faz vestibular pela primeira vez, e eles torcem muito por mim mesmo que eu não fique dando relatórios da minha vida pra eles. Acho que hoje vou ficar com eles pra comemorar e pra conversar. Mas eu não posso ir pra casa sem um bom abraço, mais um beijinho na testa e um bolo de morango com suspiro — apertou um lábio contra o outro.

— Com suspiro? — fingiu indignação, rindo em seguida. Sabia que o mais novo estava certo e se orgulhou dele e do seu jeitinho gostoso. — Tá bem, que monstro seria eu se eu não mimasse meu pivete logo hoje?

— Isso, gostei dessa mentalidade — replicou Chanyeol.

Talvez tenham se demorado mais do que o previsto no simples processo de comer bolo num café não muito distante dali. Baekhyun teve a necessidade de fazer vários carinhos no rosto do mais novo, assim como este precisou mesmo segurar a mão do ruivo enquanto comiam e conversavam. Demoraram quase três horas para que o Byun pudesse deixar o Park no portão de sua casa.

— Até amanhã, pivete — sorriu.

— Até amanhã, professor — sussurrou.

E então, outra vez, e sem desculpas, se beijaram brevemente e a céu aberto, mas cheios de carinho na cor dos lábios e na ponta das línguas.


Notas Finais


Eles dando beijinho só pra se despedir e sem inventar nenhuma desculpa................................... ai.

Deixa eu contar dois segredinhos pra vocês. O primeiro é que eu amo o Changnam. O segundo é que: sexta que vem teremos o último capítulo de CIAT. Pois é, tô tristinha também. MAS, acontece que vi vocês comentando sobre quererem ver o Changnam reagindo ao Chanyeol contando pra ele do namoro com o Baekhyun. E não tinha essa cena até o final da fic..... então, VAI TER EXTRA, só por causa do Changnam, vejam só. Ainda não escrevi, mas acho que escrevo até a próxima sexta!

No mais, aceito bolos de morango com suspiro por aqui : https://curiouscat.me/jayuussi https://twitter.com/jayuussi

Eu ama vocês e até sexta que vem! ♡


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