História Dangers in Love - Capítulo 8


Escrita por: e _Mattsun_

Postado
Categorias Haikyuu!!
Personagens Akaashi Keiji, Bokuto Koutarou, Daichi Sawamura, Hajime Iwaizumi, Kei Tsukishima, Kenma Kozume, Koushi Sugawara, Lev Haiba, Satori Tendou, Shouyou Hinata, Takanobu Aone, Tetsurou Kuroo, Tobio Kageyama, Tooru Oikawa, Tsutomu Goshiki, Ushijima Wakatoshi
Tags Haikyuu, Imagines, Máfia
Visualizações 21
Palavras 1.806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Harem, Policial, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo~
Mattsun falando, muito frio aí?
Desculpe a demora para postar. E obrigado aos favoritos.
Enfim, deliciem-se... boa leitura.

Capítulo 8 - Nekoma - Haiba Lev


Fanfic / Fanfiction Dangers in Love - Capítulo 8 - Nekoma - Haiba Lev

11 de março de 2013 – Domingo

07:00

 

O que levaria uma pessoa em plena consciência de que aquele era o inverno mais rigoroso de toda sua vida, com temperaturas médias de 5°C, e sensações térmicas de -20°C, sair de casa na manhã de domingo? Pois é. Cá estou eu. Vagarosamente congelando do lado fora enquanto espero a gerente da joalheria onde trabalho meio período vir abri-la.

No dia anterior, a gerente ligou dizendo que ela receberia um cliente importante e que precisava urgentemente de um empregado para ajudá-la a atendê-lo, e como eu precisava do dinheiro, fui a única que aceitei. Bom, até aí tudo ok, ruim foi quando um caminhão passou em alta velocidade por uma poça ao lado de onde eu estava e me molhou toda!

Que maravilha! Tudo o que falta agora é o cliente aparecer e eu estar desse jeito!

Dito e feito. Poucos segundos depois, um carro de luxo estacionou em frente à loja e dele saiu um sujeito alto, meio estoico até, e cabelos marrom-azeitona. Vestia um sobretudo pesado de lã batida negra. Me fitou com olhos intimidantes, parecia que iria sugar minha alma.

Ficamos esperando até a gerente chegar, que parecia ser nunca. Quando chegou, em seu carro que em nada se comparava ao do cliente, sorriu descaradamente enquanto abria a porta da fachada da loja. A gerente, costumamos chamá-la de Dona Mei, era uma mulher de estatura média e rechonchuda, mas não chegava a ser realmente gorda, podemos dizer que ela era fofinha – no sentido de aparência, e só nisso também. Podem confirmar isso, porque quando me viu, lançou-me um olhar repreensivo que me fez gelar, mais do que a própria roupa molhada.

- Me desculpe pelo atraso, senhor Ushiwaka. Minhas mais sinceras desculpas – ele apenas respondeu com um olhar neutro, sem emoção – O senhor me ligou tão de repente que nem sequer pude ajeitar a loja, então, perdoe a bagunça.

Nada mudara desde que a fechamos no dia anterior – sábado –, a única diferença relativamente importante era a fachada que agora estava coberta de neve. Dona Mei conduziu o cliente até o balcão e começou a perguntar que tipo de joia ele queria, enquanto eu fui tirar meu casaco encharcado e vestir o uniforme da loja. No segundo em que retornei ao hall de entrada, nosso cliente tirava do bolso interno do casaco um relógio. Não era um relógio, era o relógio. De longe, parecia que era as pulseiras eram feitas de ouro, puro, as presilhas tinham uma tonalidade prateada. Ao redor do visor era todo incrustado de pequenas pedras azuis e brancas, safiras e diamantes.

- Quanto acha que vale este relógio? – Pela primeira vez ele falou, uma voz grossa e grave, combinava com ele, porém seu tom de voz era estranho, não sabia com descrever.

- S-s/n-san, p-pode vir aqui um p-pouco...

Me aproximei lentamente, ainda estranhando a voz do cliente, eles estendeu a mão para eu pegar o relógio, senti que de tão delicado, se espatifaria se o pegasse de mal jeito. O olhei com mais atenção. Deduzi que deveria valer cerca de 110.000.000 ienes*, algo tão caro não deveria estar guardado em um simples bolso.

- Vale aproximadamente 1 milhão de dólares, senhor – respondi à ele, fazendo as contas mentalmente, era muito boa com números – não sou expert no assunto mas acho que vale isso.

- É o suficiente, acredito que valerá a pena para o que vou usá-lo. – Fiquei com vontade de perguntar para que, entretanto meu senso de timidez gritou mais alto.

Aquele homem era intrigante. De muitas formas. Tudo ficou mais interessante ainda quando ele levou as duas mãos aos bolsos, com uma guardando o relógio caríssimo e a outra sacando uma arma.

- Odeio este clichê, mas, mãos ao alto. – Imediatamente a gerente e eu erguemos nossos braços, surpresas demais para reagir diferente. O homem pegou o celular e chamou por alguém chamado Satori.

Do lado de fora ouvimos um arranhar de pneus no asfalto e batidas de porta. Logo depois, três homens mascarados entraram, dois pela porta da frente, e um pela dos fundos.

- Demorou, chefe – disse um deles, com uma voz debochada.

Os outros permaneceram em silêncio, quebrando o balcão de vidro onde estavam as amostras. Foram pegando tudo, sem rodeios, de forma ligeira e apressada. Estranhei o alarme de segurança não ter ativado, mas provavelmente alguém do lado de fora cuidara do sistema.

Um deles prendeu nossas mãos atrás das costas, nos amordaçaram e vendaram, impossibilitando quaisquer forma de fuga. Vinte minutos depois, o suposto cliente perguntou à gerente a chave do cofre e do caixa registradora; totalmente em pânico ela respondeu gaguejando os dois conjuntos de números.

 

No que pareceu vinte minutos depois, ouvi freadas bruscas novamente e sirenes irritantes soando. A polícia arrombou a porta da entrada, estraçalhando as portas de vidro temperado. Várias vozes masculinas falaram ao mesmo tempo, ordenado para que ninguém se mexesse, junto com o destravar das armas.

- UM MOVIMENTO E ELA MORRE! – Gritou um dos ladrões, enquanto encostava o cano da arma em minha cabeça.

- Finalmente pegamos vocês, Águias Brancas! NÃO TEM PARA ONDE FUGIR! – Falou um dos policiais.

Águias Brancas. Shiratorizawa. O quê? O que a maior máfia de Tóquio queria com uma simples joalheria? Lembrei que no ano passado, os telejornais anunciavam frequentemente que um grupo de ladrões assaltava joalherias e bancos, não poupando nada – nem tempo nem dinheiro.

- Você não está em posição de dar ordens, Haiba-san. – Novamente falou o de tom debochado.

O policial soltou o que pareceu um rosnado. Senti os ladrões recuarem; querendo sair pelos fundos. Fui pega desprevenida quando uma mão forte e rude agarrou meu braço e me empurrou. Me jogaram em um carro e consegui escutar apenas as sirenes que nos perseguiam.

A perseguição durou trinta minutos, de pura adrenalina e manobras radicais – que, em conjunto com o pânico, não caiu bem pro meu estômago.

Quando o carro finalmente parou com uma freada tão brusca que parecia que meus órgãos internos queriam dar uma expiada no mundo exterior, a porta do carro foi aberta, liberando um ar frio e cortante. Puxaram-me com força para a beirada do carro.

- Parem a perseguição ou ela vai cair – Ushiwaka, o cliente, ordenou.

Mais freadas e uma voz abafada por um interfone, falou: “Está bem, não vamos segui-los, mas, por favor, largue a garota.”

- Como pediu, Oficial Haiba. – Ele soltou meu braço e me senti caindo de um imenso abismo, logo em seguida, colidi com água.

 

Acordei, com a visão meio turva. Não sentia meus dedos. A cama em que estava era macia, porém mal conseguia me mover. Percebi que minhas roupas molhadas foram tiradas e me deixaram apenas com a roupa íntima. Tentei abrir os olhos mas minhas pálpebras se recusaram, senti no ar um leve cheiro de cigarro no ar, junto com o aroma típico de fritura; paços em soalho podiam ser ouvidos ao longe.

Os paços foram se aproximando até pararem ao meu lado, meu rosto foi agraciado com um vapor quente com um cheiro delicioso que fez meus músculos relaxarem.

Finalmente pude abrir meus olhos; vi uma sala pouco iluminada, aquecida com ar condicionado. Estava num quarto grande. Ao meu lado, um sujeito alto, muito, com cabelos grisalhos e olhos verdes. Vestia uma blusa social, mas sem gravata. Notou que eu estava tentando me sentar, todavia me impediu.

- Descanse. Está com hipotermia. – Falou, dei-me conta do que acontecera logo em seguida.

Fui jogada de uma ponte, e caí no rio logo abaixo. Depois senti como se meus pulmões fossem arrancados fora do corpo e meu cérebro levando um choque tremendo. Foi o choque térmico e a força da queda.

Vendo meu estado, o homem se aproximou.

- Me desculpe pelo que vou fazer, mas é pelo seu próprio bem. – Disse enquanto desabotoava a camisa e desafivelava o cinto da calça.

Meu cérebro custou a entender que o que ele queria fazer era tentar me aquecer com o calor de seu corpo, e não tinha nenhuma intenção inapropriada – e, mesmo que tivesse, não tinha muito o que eu poderia fazer.

Terminando de se despir e revelando um peitoral que daria muita inveja a qualquer frequentador de academia, ajeitou-se ao meu lado na cama e me abraçou em posição de proteção. Senti-me em uma história de romance adolescente, porém tinha de admitir que aquilo estava funcionando. Meus dedos voltavam a ter toque; e à medida que me aquecia, ficava mais sonolenta.

Adormeci nos braços dele, me perguntando o que minhas amigas diriam se me vissem naquela situação. Não me importei. Era aconchegante e viciante.

Despertei horas depois, na mesma posição. A única diferença era que nossas pernas se entrelaçavam e minha cabeça estava enterrada em seu peito. Suas mãos grandes estavam em minhas costas. O hálito dele condensava-se em vapor, e se dissipava no ar.

Ele resmungou, imediatamente me acordando dos devaneios, nossos rostos próximos, quase se tocando. Moveu as mãos pelas costas, me causando arrepios, mexeu as pernas, me prendendo mais ainda contra ele.

- Você é tão quente – murmurou sonolento.

Corei. Ele se aproximou mais – se é que era possível – e cheirou meu cabelo. Deslizou a mão pelas minhas pernas até pararem em minhas coxas, apertou-as um pouco. Soltei um suspiro. Mais uma vez, deslizou até minha cintura, puxando-me contra ele.

Corei ainda mais. Aquilo deveria ter um basta e era agora. Então ele abriu os olhos, imediatamente me observando. Pude ver suas orbes verdes que se assemelhavam a um felino, carregavam muitas perguntas. Ficamos nos encarando por um tempo, até que ele decidiu fechar os olhos e dormir novamente.

Pensei um pouco na situação em que estava e decidi que também estava cansada ainda. Então, fechei os olhos e adormeci nos braços daquele homem, de novo.

 

- Antes que pergunte, meu nome é Haiba Lev, Oficial Haiba Lev. Sou do departamento de Nekoma e trabalho no caso Shiratorizawa. – Sem tirar os olhos de mim, continuou – Por coincidência, você foi vítima de um assalto a uma joalheria, foi sequestrada e jogada de uma ponte. A resgatei eu mesmo e a trouxe para minha casa. Se esperasse a ambulância, provavelmente morreria no caminho. Acreditamos que eles saibam que você não morreu e talvez venham atrás de você. Terá de me aguentar por um tempo.

Pisquei várias vezes durante a explicação resumida. Agradecia a ele por ter me salvado, claro, mas, sério? Ele poderia pelo menos ter chamado um médico para vir casa dele.

- C-certo. I-imagino que agora você deveria me largar.

- Meu dever agora é mantê-la segura. Recebi ordens de leva-la ao departamento amanhã. Até lá, você é minha responsabilidade, s/s s/n-san.

Chocada, fiquei sem palavras. Parece que agora sou um alvo da máfia japonesa, e terei que ficar com este pervertido até terem certeza que estou salva, sorte a minha né?

 


Notas Finais


*cerca de 1.000.000 de dólares ou 3.000.000 de reais
Espero q tenham gostado desse Lev safadenho *w*
Pedidos abertos para temas!!!
Obrigado por ler e até a próxima!


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