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História O solar dos tormentos - Interativa - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Bom dia, boa tarde, boa noite (boa madrugada)! Olha só quem chegou com tudo e com um capítulo fresquinho! A dona dita cuja autora da estória!

Meus queridos, primeiro eu só quero pedir perdão pela demora. Tipo, eu falei: comecinho de março saí, e aqui estamos nós no meio do mês né (obrigada quarentena?).

Bom, acho que não tenho de importante para dizer, pelo menos não aqui nas notas do autor...

Então boa leitura meus amores S2

Capítulo 4 - Capítulo I - Tempo ruim


Fanfic / Fanfiction O solar dos tormentos - Interativa - Capítulo 4 - Capítulo I - Tempo ruim

Primeiro escrito… Tempo ruim.

 

O simples fato de estar escrevendo com as minhas próprias mãos, numa máquina de datilografia, os acontecimentos do solar de Klaus Krüger deixa-me de cabelos em pé. 

 

Sinto que tenho que guardar esses registros pela segurança de outras crianças, que por mais que provavelmente nunca terão a chance de colocar as mãos nos relatos, fariam-me sentir o peso de quarenta mil ovelhas e vinte leões se, não colocasse em pauta o que aconteceu na maldita residência.

 

Feche os olhos se quiser, fiquem noites sem dormir ou sintam o seu travesseiro ser tão macio quanto uma rocha, contudo não esqueça que… tudo que é bom acaba.

 

Quatro dias haviam se passado e naquela semana toda, eles mal haviam interagido com o novo tutor. Tudo estava estranhamente… calmo, como se estivessem passando férias em um casarão gigantesco com porções de tarefas caseiras para fazer, e ironicamente agora eles poderiam ser vistos como simples empregados cumprindo suas funções no grande espaço ocupado. Não importava se o jovem não havia aptidão para realizar a tarefa, muito menos se ele estava disposto a fazê-la, a orientação havia sido clara e coitado daquele que ousasse ir contra.

 

Na noite em que chegaram, o rapaz denominado de Kyle não lhes explicou nada como Klaus havia dito. Ele simplesmente orientou os quartos de cada um e dado uma explicação mal feita sobre as coisas.

 

— Em cima das camas tem um traje de roupas e um envelope com as regras. Vocês precisam estar cientes de cada uma o mais rápido possível.

 

    Alguns se entreolharam receosos. Se não fosse pela coragem de um adolescente em específico, as hipóteses de ficarem encalhados naquelas frases eram enormes.

 

— E se não entendermos alguma coisa? Vamos simplesmente ir no achismo? Se der merda e acabarmos sendo castigados? Pensei que você iria nos auxiliar “Kyle”.

 

O com máscara de lobo nem sequer abriu a boca para responder o ruivo. Era como se ele dissesse com palavras mudas que ele de forma alguma faria isso, o que acendeu uma certa ira no rapaz que havia o questionado.

 

— Não vai falar nada lobinho? Talvez a máscara tenha abafado sua voz.

 

— Mas olhe só… temos um esquentadinho aqui. — A voz vinha de cima, e soava como se estivesse descendo as escadas. — Não se incomode com o jeito do Kyle, não é a intenção dele. Não é mesmo Key? — E assim, o outro garoto apareceu no lado oposto do andar com um sorriso irônico nos lábios. — Não se preocupem, caso ele se recuse a ensiná-los eu também sei as regras.

 

— Aposto que eu não seria o único grato.

 

O outro soltou uma risada abafada e foi de encontro com o grupo, não se importando se deixava o de máscara deveras incomodado. Ele ainda trajava seu terno e dessa vez sua cobertura era presa por uma espécie de corrente em seu cinto de couro e, ao contrário de Kyle, ele não utilizava luvas brancas.

 

— Primeiramente, acho que devemos nos apresentar corretamente, não? Eu sou Dylan Acollin e este Kyle. Nós somos… aqueles que vocês mais terão contato na mansão, até porque a Senhora Milla passa o dia na cozinha, Édson é como uma sombra que nos esbarramos nos momentos mais importunos e Krüger geralmente vão ver nas refeições. A hora de comer é sagrada pro novo “papis” de vocês, então não se atrasem. — Quando Dylan ia passar de onde Kyle estava parado, o mesmo agarrou o braço do maior e sussurrou algo em seu ouvido. — Certo, então deixarei você cuidar deles. Mas primeiro tira essa máscara medonha! Ta assustando os coitados.

 

— Vá se ferrar. — Mesmo xingando o outro loiro, ainda sim ele seguiu o que lhe foi dito, bufando, enquanto o outro ia embora. — Certo, não há uma necessidade para eu pegar na mãozinha de vocês e ensinar coisinha por coisinha como se fossem bebês. Com o tempo vão entender melhor as coisas. O que precisam entender agora é que este lugar tem regras, se considerem em uma escola interna, porém sem aulas.

 

     O grupo nada disse.

 

— Com licença, Kyle. Meu nome é…

 

— Sei quem você é, Eloá.

 

— Certamente, porém eu ainda acho que meus colegas possuem dúvidas assim como eu. Por exemplo… você mencionou roupas certo? E nossas coisas antigas? Onde foram parar?

 

— Estão aqui e devidamente arrumadas em cada quarto. Entretanto, devem evitar usá-las ao máximo. Senhor Klaus prefere que todos se vistam de maneira uniforme e sem muitos… acessórios, vamos dizer.

 

— E em relação aos nossos afazeres? — Uma loira questionou. — Você disse que não vamos ter aulas, porém é improvável que fiquemos sem fazer absolutamente nada.

 

— E está correta, senhorita Cardinale. — o rapaz mexeu em algumas folhas da prancheta. — Segundo os comandos do Senhor Klaus, vocês irão ajudar nas tarefas domésticas e durante essa primeira semana vão conhecendo cada uma das funções. Entretanto, depois vão ter uma fixa e a responsabilidade do lugar vai cair totalmente sobre os ombros da equipe. Não desapontem o Senhor Klaus.

 

    Após isso, as perguntas cessaram e o loiro finalmente conseguiu voltar a realizar sua tarefa de alojar cada um dos jovens. Não demorou muito, e quando finalmente a última chegou aos aposentos e trancou a porta, as pernas do garoto começaram a tremer — o que simbolizava o quão cansado ele estava. Sua cama não cairia nada mal naquele momento. A noite dos jovens finalmente fora finalizada com corações agitados e o som de passos descendo as escadas correndo.

 

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    O dia estava nublado e a brisa chegava a ser congelante, entretanto aquilo era de certa forma bom. Já imaginou trabalhar em um dia ensolarado com aqueles coletes de lã por cima de camisas sociais? O suor triplicaria, mas também ainda não era um paraíso trabalhar em um dia frio que mal conseguia-se ver o céu. Obviamente que com o frio excessivo de um país do hemisfério norte, em realce a Irlanda, seria uma tortura para qualquer pessoa sair de um lugar quentinho — como dentro do solar — e ir realizar atividades com pouca roupa no lado de fora. E com pouca roupa, refiro-me a agasalhos normais. Para aqueles que exerciam tarefas do lado de fora, o dono do solar disponibilizava casacos extras grossos e diversas coberturas para todo o corpo.

Dos pés a cabeça, literalmente!

Bom, era melhor que ficar na biblioteca. Elizabeth tinha dó daqueles que agora estavam limpando os livros empoeirados. Pode apostar, não era nem um pouco agradável ficar naquela sala exageradamente grande e coberta por pó, e ela podia afirmar com certeza que se tivesse algum problema respiratório teria morrido no instante em que colocou os pés no lugar. 

 

    Para a sua sorte parte da tarefa já estava sendo realizada. Enquanto a mesma regava as rosas-brancas, a garota chamada Laila brigava com uma tesoura própria para cortar plantas. Chegava a ser cômico a cena. 

 

— Quem inventou essa joça não tinha coração humano, só pode. É impossível cortar essa merda!

 

— Talvez se você for mais paciente … 

 

— Não dá! Já encheu o saco isso, vou procurar outra coisa para fazer. — Jogou a tesoura no chão e se virou a procura do que fazer. — Vou limpar a fonte. Vai ser mais fácil do que brigar com galhos irritantes.

 

— Se você diz…

 

Alguns minutos depois, um garoto se aproximava com um carrinho de mão que se mostrava ser pesado demais para as pobres mãos branquelas. Ele fazia tanto esforço para empurrar aquele carrinho cheio de sacos de adubo que chegava a suar como se estivesse em um dia quente em um país tropical. As meninas pararam o que estavam fazendo o foram ajudar o coitado, que agradeceu aliviado quando sua tortura acabou.

 

— Depois de colocarmos o adubo nas rosas-vermelhas, finalmente vamos acabar o trabalho. — A morena comentou quando chegaram perto do canteiro enquanto o rapazinho suspirava cansado.

 

— Pensem pelo lado positivo… depois que concluirmos, podemos pedir para o pessoal da cozinha fazer chocolate quente para os nossos pobres corpinhos molengas.

 

— Não sei se vão concordar… estão ocupados fazendo o almoço. Já está quase na hora. — Matthias falou baixinho com a voz que mostrava timidez e cansaço

 

— Oras, no pior dos casos a gente invade lá mais tarde. — Laila soltou um riso contagiante.

 

    Então os três colocaram a mão na massa e preencheram o canteiro com o adubo, tomando cuidado com alguns espinhos que cercavam a roseira, que cá entre nós, não eram nem de longe poucos e intimidadores. Mas eram graças àqueles canteiros que a área central do jardim era tão linda. Um grande poço feito com pedras, e que impressionantemente funcionava, ficava cercado pelos quadrantes de rosas e algumas outras flores que eles não faziam ideia dos nomes. Eliz achava aquele lugar lindo. Quando finalmente terminaram, foram em direção a saída e o rapaz não pode deixar de notar e com muito receio perguntar:

 

— Vamos mesmo deixar aquela planta… sem cortar os galhos?

 

— Não acho que vão reparar. É impossível de cortar e uma planta não cresce em um dia.

 

    Mesmo que Elizabeth estivesse incomodada com aquilo, nada ela poderia fazer. Se Laila não havia conseguido, então nem ela ou Matthias conseguiriam se comparado a força física. A tesoura parecia ser pesada e os galhos duros, um combo para esgotar toda sua energia nas primeiras tentativas. Sem opções, ela apenas se virou e seguiu com uma terrível sensação em seu peito enquanto seu perfeccionismo apitava para voltar lá e ajustar a planta… e foi aí que lhe veio uma ideia na cabeça. Havia um rapaz que não havia conversado muito desde que chegaram, mas ele se mostrava ser forte. Ela poderia muito bem se aproximar quando se encontrassem pedir-lhe para arrancar aqueles benditos galhos. Se a sua memória não falhasse, se lembrava de que o grupo do garoto era o que estava cuidado da biblioteca naquele dia.

 

Foi com esse pensamento em mente que Elizabeth sentiu o peso da culpa da imperfeição desaparecer em parte dos seus ombros. Cardinale andava avoada em seu próprio mundo ao lado da morena e enquanto isso Matthias estava um pouco mais a frente das meninas, e justo por isso chegou na parte da frente da mansão mais rápido. Uma coisa crucial que os jovens aprenderam durante o tempo que estavam lá: A construção tinha cinco andares e o tamanho de pelo menos dois quarteirões. No primeiro dia de trabalho eles conseguiram entender o que Krüger quis dizer com cinco andares, o que antes parecia ter apenas quatro pisos elevados, do ponto de vista da sala de jantar, se mostrou que o primeiro andar era completamente selado. As janelas eram cobertas por placas de metal e a porta com pelo menos três fechaduras na parte do meio, superior e inferior. Ou seja, era completamente inútil tentar entrar por ali.

 

A única entrada e saída que os jovens tinham era uma escada que contornava o perímetro de uma área até o último andar, vulgo onde os três adolescentes agora estavam a subir. Atravessaram a porta de madeira que ligava o exterior dando de cara com as estantes empoeiradas da biblioteca e um brutamontes que conseguia suportar o peso de dezenas de livros nas mãos.

 

— Limpem seus pés antes de entrarem. Acabamos de passar a vassoura nesse corredor e não estou nem um pouco afim de fazer de novo porque vocês sujarem tudo de lama.

 

— Você quis dizer que ela acabou de limpar certo, Maxmell? — Um garoto ruivo que estava em cima de uma escada guardando alguns livros, disse sem se dar o trabalho de olhar para o colega.

 

— Da na mesma. Se sujarem de novo vai ser só mais um motivo para ficarmos presos aqui. Eu não aguento mais ficar nesse labirinto literário.

 

E assim a garota de olhos azuis como safiras fez, não iria arranjar confusão justamente com quem ela precisava pedir um favor. Se preparou para começar a falar, pensando nas palavras que usaria para cativar a atenção do outro. “É agora ou nunca” ela pensava “E se não forem cortados eu simplesmente não vou conseguir ficar em paz o resto do dia”. D'ark suspirou. Sua principal característica, a que mais atormentava sua mente, era o fato de ser exigente demais consigo mesma. 

 

— Maxmell, será que poderia te pedir um favor? — O outro se virou para a garota e nada disse, só esperava a continuação. — Nós não conseguimos cortar alguns galhos grandes de uma planta, será que você poderia fazer para gente? Seria bem chato deixar pro próximo grupo cuidar disso, mas nós três parecíamos três franguinhos tentando fazer força física.

 

— Até que eu poderia fazer, mas estou sem os agasalhos para sair. Além de que eu e meus companheiros aqui, estamos atolados de serviço. 

 

— Seja lá o que o último grupo esteve fazendo aqui, com certeza não foi trabalhar. 

 

— Não diga isso Leslie. Os livros não estavam empoeirados quando chegamos. — “Ela”, a garota mencionada antes, apareceu no final do corredor carregando um carrinho com livros dentro. — Eles devem ter focado tanto em tirar o pó que se esqueceram completamente do resto das coisas.

 

— Ta falando isso porque seu irmão tava naquele grupo, Clarissa.

 

    A menina nada respondeu, ficando de certa forma envergonhada. O tal do Leslie era osso duro de roer, só de respirar já lançava um comentário ácido no ar. 

 

— Bom… — Elizabeth cortou o clima tenso de silêncio. — Se for o problema, eu fico aqui no lugar do Maxmell. Clarissa pode me dar os livros e eu vou passando para você Leslie, pode ser?

 

— Se pudermos terminar logo… 

 

— Certo, eu mostro pro Max onde a bendita planta está e pego o traje. E o Matthias vem junto. — Pegando o menino completamente desprevenido, Cardinale juntou os dois e puxou em direção a porta do outro lado da sala sem sequer esperar uma resposta de confirmação do resto do grupo.

 

    Um problema a menos a ser resolvido. Porém, agora isso lhe custaria algum tempo do seu descanso e o desprazer de ter que ajudar a organizar a biblioteca novamente. Bom… podemos dizer que aquilo era por um bem maior, não?

 

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    Oliver estava largado. E não de forma figurativa, literalmente. Depois de ter limpado os quatro andares já se sentia um peso morto de tanta exaustão, e seus colegas, que agora eram de certa forma… seus irmãos, também não estavam diferentes. Edgar e Eloá haviam se sentado na beira da escada para descansar, já o próprio rapaz de cabelo encaracolado havia se espatifado no chão reluzente que haviam acabado de encerar.

 

— Olhem pelo lado bom, finalmente acabou. — A morena disse se apoiando no corrimão feliz por finalmente ter sua tortura encerrada.

 

— E também não fizemos isso sozinhos, aqueles dois ajudaram a gente. Se não fosse por Dylan e Kyle ainda estariamos terminando de encerar o andar de cima. — Edgar comentou.

 

— Só sei que depois de hoje, eu nem quero imaginar limpar isso aqui todo dia. Eu fico naquela biblioteca o dia todo, mas não encosto nunca mais a mão na vassoura. — E os outros dois tiveram que concordar com o esparramado. 

 

    Uns minutinhos depois, Dylan subiu as escadas com agilidade trazendo consigo uma espécie de bandeja dourada com três garrafas de água e as entregou para os outros adolescentes.

 

— O chefe mirim, também conhecido como Kyle, mandou entregar uma garrafa para cada um. Olha só como eu sou bonzinho, eu trouxe mesmo! Poderia ter regado umas plantinhas com isso. — Soltou uma risada abafada com os olhares de “é sério isso?” que recebeu. — Bom, vão logo se ajeitar porque a comida vai ser servida daqui a exatos trinta minutos. Hoje vocês vão ter o prazer de almoçar com o papis de vocês, não é emocionante? Finalmente um almoço com a família completa.

 

Família.

 

    Ah, se Oliver pudesse não pensar nisso, naquele momento. Ele havia perdido tudo e todos de uma maneira tão rápida que… mal conseguia suportar. Claro que ninguém ali era diferente, todo mundo havia se tornado órfão senão nem estariam naquele solar para início de conversa. O azar havia batido na portinha de cada um daquele lugar, e agora eram obrigados a conviver com completos desconhecidos e nada poderia ser feito. Pelo menos eles tinham um teto para dormir, comida para se alimentarem e de certa forma um conforto peculiar. Sentiu um pezinho o cutucando e se deparou com Edgar e a Eloá em sua frente, a garota com uma mão esticada pronta para o ajudar a se levantar. E Oliver a agarrou com bom gosto. Era estranha aquela sensação de que, por mais que mal se conhecessem ainda, sentia a empatia que Eloá lançava como uma aura. Era uma forma de que ela dissesse que ninguém estava sozinho, e que deveriam se unir para superarem as feridas profundas que foram cravadas em suas carnes.

 

    Com um impulso Oliver se ergueu e se despediu dos colegas. Necessitou pisar em bons degraus para conseguir chegar no andar que agora poderia dizer com firmeza que vivia lá. Entrou, trancou a porta e se foi de cabeça para o chuveiro sem nem se incomodar se deixou as roupas espalhadas pelo caminho até o box. Um banho rápido foi feito e em poucos minutos já estava amarrando os cadarços do tênis social que Klaus havia insistido e comprado pelo menos um para cada membro da residência. Ele também não trajava o uniforme completo, estava apenas com a camisa e calças sociais e por cima o colete de lã. Nada de gravata ou paletó. O cabelo, vulgo as mechas onduladas do jovem, também estava arrumado de certa forma, penteado como um topete, e sua próxima ação foi a de girar a maçaneta e sair do quarto, indo em direção ao andar de alimentação.

 

    Alguns dos órfãos já estavam sentados na mesa, esperando o restante. A mesa estava organizada da mesma forma que os quartos, ordem alfabética, portanto Oliver era o último de uma das fileiras, ficando de frente para um rapaz que se chamava Romeo. As refeições eram de longe os momentos mais desconfortáveis do dia de qualquer um que se sentasse àquela mesa, claro, com as únicas exceções que se voltavam para aqueles que já viviam na residência anteriormente. O fato é que palavras quase nunca eram trocadas, não importava se houvesse um tagarela no grupo. E não era como se algo de ruim acontecesse, a vida de Oliver ia razoavelmente bem e seu novo pai não demonstrava ser alguém ruim.

 

“Provável que ele seja apenas um velho esquisitão.” foi a frase que rondava seus pensamentos sempre que Klaus se manifestava no breu de sons, interrompido apenas pela voz do tutor e o barulho dos talheres batendo contra os pratos de porcelana. “Ou às vezes ele só se sente solitário, o serviço dele deve ocupar demais o tempo e por isso quer tanto socializar com os novos filhos adotivos”. Se não lhe falha a memória, sua mãe havia lido em um trecho de livro para ele: se quiser felicidade ao seu redor apenas fique junto de sua família e se sentirá acolhido. Talvez o grisalho senhor Krüger estivesse na fase em que os adultos começam a se arrepender de certos atos, talvez não ter tido uma família quando jovem havia deixado marcas e agora ele corria desesperadamente atrás de consolo, porém não era exagero? Digo, ter quinze cabeças pirralhentas como sua responsabilidade? Quem sabe um para um coelho não, ou quem sabe um professor que cuida da educação infantil ao fundamental, mas nem um, nem outro se encaixava nos parâmetros de Klaus Krüger.

 

Milionário. Aparentemente sem nenhum contato com outros graus de parentesco e completamente obcecado por trabalho, já que nunca fica mais que algumas horas na própria moradia. Entretanto, também se demonstra carente ao ponto de adotar mais que uma dezena de órfãos. Realmente os pontos que já havia conseguido juntar sobre o tutor eram estranhos, e se somasse isso com alguns outros pontos que não lembrava ou nem prestou atenção, havia uma grande chance de no final Oliver Murray não se surpreendesse com os resultados. Foi então que o badalar do relógio começou a gritar como de costume. Já era meio-dia. Reparou que o tempo em que havia ficado desligado do mundo real, alguns dos seus “irmãos” já haviam sentado e nesse exato momento enquanto já estava quase na décima segunda badalada, outros praticamente se jogavam apressadamente em seus assentos, porém mesmo assim a mesa ainda estava de certa forma vazia.

 

Apenas oito dos quinze estavam presentes.

 

E as portas da cozinha se abriram, com a única que tinha justificativa para ter o lugar vago trazendo juntamente da senhora Milla carrinhos com os mais diversos tipos de vasilhas e alimentos. Enquanto isso, Dylan e Kyle desciam as escadas tranquilamente junto do homem que mal havia visto durante todo o tempo em que tinha ficado no solar. Sendo franco, ele não demonstrava ser nenhum pouco simpático e nunca havia se sentado para comer com todo mundo. Quando “todos” já estavam sentados, Krüger apareceu do mesmo lugar que a ruivinha e a cozinheira haviam vindo. Vamos dizer que foi completamente notável e entregável a expressão facial surpresa que a adolescente fez, já que antes estava ilustrada por uma carranca séria e não olhos arregalados. Pelo lado da entrega, o coração já começava a dar leves palpitadas, até porque o próprio garoto já havia trabalhado na cozinha, e lá não tinha sequer uma escada para alguém ter ido de outro cômodo para lá, o que foi certeiro até para o mais desligado de todos ali era que se Fiorella havia ficado de certa forma assustada, era porque Krüger não estava ali antes.

 

O senhorio cumprimentou a todos com um alto e alegre saldamento e se sentou em sua confortável cadeira, logo convidando todos para agradecer a comida. Não era grande coisa, ele apenas pedia para todos fecharem os olhos, juntar as mãos, abaixar a cabeça e dissessem todos juntos: obrigado pela comida. Geralmente depois dessa pequena demonstração de gratidão, eles começavam a se servir e cada um ficava preso em seu próprio mundinho, naquele dia não foi assim. Krüger levantou os olhos e perguntou como se não quisesse nada com nada.

 

— Onde estão os outros? — Ninguém abriu a boca para responder, então dessa vez ele perguntou de uma forma mais rígida. — Onde estão os outros?

 

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    O garoto poderia jurar de mãos e pés atados se sentisse os olhos de Krüger sobre ele por mais um milésimo de segundo, seu coração ia pular do seu peito e cair no meio do prato vazio e polido. Clarissa não estava sentada na mesa assim como o resto do seu grupo. A situação já estava feia para o lado de Erick, e agora sua irmã não estava sentada a uma cadeiras de distância. Ele rezava com toda sua alma que por um milagre ela fosse escada abaixo pelo corrimão e em momento de distração, a outra com sobrenome Calvest, se sentasse no lugar e fingisse que estava ali desde sempre. Mas aquilo não ia acontecer, e o pobre Erick sabia disso. E ainda mais, para completar sua maré de azar, ele conseguiu ver de relance Krüger balançar a cabeça em um sinal de mandamento e o aterrorizante sujeito de barba mal feita se levantar e começar a subir as escadas. Aquilo era ruim. Sentindo uma descarga elétrica passar por seu corpo, o rapaz tentou protestar ou pelo menos soltar alguma palavra de efeito, mas nada vinha em suas cordas vocais o que o sufocava e deixava a agonia vencer a racionalidade. Não estava pronto para fazer qualquer movimento brusco, congelou na cadeira e parou de tentar disfarçar para onde olhava.

 

    Alguns segundos depois, o restante: Elizabeth, Matthias, Maxmell, Leslie, Laila e Clarissa; desceram de uma maneira estranha e silenciosa. Não era nem preciso dizer que o homem assustador vinha logo atrás de todos, como um cão pastor guiando o rebanho de cordeirinhos até o celeiro. Erick olhava para a irmã que tinha o olhar perdido e que demonstrava arrependimento, além do mais ainda tinha Klaus que enviava uma cara feia para aqueles em pé.

 

— Estavam na biblioteca. Aparentemente limpando uma trilha de pegadas que foram feitos pelo terreiro do jardim. — o homem assustador disse como se tivesse adivinhado o que senhor Krüger iria perguntar a seguir. — Também encontrei um deles com a tesoura de jardinagem quebrada.

 

— Já estava quebrada e cega. — Maxmell protestou e recebeu um olhar mortal e venenoso daquele que havia ido por obrigação caçar os seis. 

 

    Durante um tempo, Klaus Krüger nada disse e mergulhou em uma profunda reflexão interna enquanto massageava os olhos fechados com a ponta do dedo indicador e dedão. Por fim levantou o olhar e disse com a voz rouca para sentarem. Aparentemente o bom humor do milionário era de uma forma incrivelmente instável. O resto do almoço foi tenso, o que já não era lá grande novidade, e Klaus, quando terminou, se levantou e foi embora sem ao menos se despedir ou dizer o quanto a comida estava estupenda e saborosa como sempre fazia. A senhora Milla nem sequer recolheu os pratos, apenas deu um puxão na camisa do outro adulto e juntos foram atrás do dono do solar.

 

 — Uau, tenho que parabenizar vocês! Conseguiram deixar o papis irritado mais rápido que o comum. — Dylan riu da desgraça que os seis conseguiram causar. — E olha que eu avisei para nunca se atrasarem pra comer.

 

— Aquela biblioteca estava uma imundice. O grupo de amanhã tem que nos agradecer por tentarmos dar uma geral naquele chiqueiro. —  Leslie alfinetou enquanto revirava os olhos.

 

— Desculpinhas não colam. É impossível não escutar aquele relógio, então se não tinham acabado o serviço, deveriam ter descido e pelo menos se fazer presente na mesa. Muito provável que todos vocês paguem pelo erro dos seis, então não se surpreendam com tarefas extras amanhã.

 

— Para de tentar colocar uns contra os outros. Isso é infantil, Dylan. Provavelmente até de noite o senhor Klaus já esqueceu sobre o incidente, além do mais acredito que desde que, não se repita, não terão mais consequências. — Kyle brandou aquele do seu lado. — Aproveitando que já estamos de certa forma conversando, eu gostaria da atenção de todos por favor.

 

    O Calvest, assim como todos os outros, olhou para os olhos cor de amêndoa e esperou o que ele diria a seguir.

 

— A lista de deveres saiu oficialmente. Era para o senhor Klaus contar para vocês, mas devido o incidente não aconteceu. Vou entregar para vocês hoje a noite, um pouco antes do jantar, então dessa vez por favor estejam todos presentes.

 

    Um arrastado “certo” foi pronunciado e cada um começou a se levantar e ir para diferentes partes livres do solar. Erick esperou Clarissa se levantar e a abraçou com um braço apenas, lançando para a menina um sorriso terno e acolhedor que, por estas circunstâncias, foi retribuído. Ambos os irmãos subiram até a biblioteca, onde provavelmente ficariam até a hora do último badalar do dia se iniciar. Por sorte o Calvest mais velho não teria que se preocupar em ficar longe da irmã, ao menos naquele instante.

 

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    Ela estava entediada. Muito entediada.

 

Yang Mi poderia jurar que em qualquer outra situação, conseguiria arranjar facilmente alguma coisa para se divertir. A cozinha estava fechada, nada de tentar dar uma de chef gourmet, a fazendinha também estava fechada por meio de segurança — ou seja, evitar que certos suínos fugissem — e o céu estava nublado demais para poder apreciar a brisa e brincar de encontrar desenhos nas nuvens fofinhas. Claro, ainda tinha seu violão que seria capaz de tocar a qualquer momento, mas quem disse que a inspiração ia colaborar com a pequena coreana? Já estava quase desistindo e indo realmente deitar na cama e fazer vários nadas, quando escutou uma batida na porta. De início pensou ser engano, não tinha nada para fazer, mas quando a batida foi presente novamente ela estranhou e caminhou em direção para atender seja lá quem fosse.

 

    E bom, deu de cara com o tal do Malvino. Ele era um rapaz alegre, com tendências péssimas de galanteador e um cabelo sedoso que era coberto por uma boina. Como ela sabia de tudo isso? Ele era um dos seus colegas de trabalho duro e pesado durante aquela semana. Com um cumprimento rápido, Malvino a convidou para jogar um jogo de cartas, já que não só eles estavam aparentemente entediados. E ela aceitou. Desceram as escadas até o andar de baixo, no quarto que Malvino disse ser seu e onde estavam mais outras três pessoas: Fiorella, a garota que fazia parte do seu grupinho de serviços junto de Malvino, Gregory, um rapaz que não havia conversado muito, mas que parecia ser simpático, e por fim Romeo. As únicas coisas que ela sabia sobre o rapaz era que ele era muito bom em jogos e que era seu vizinho no corredor.

 

— Vou ser sincero, não sei nada sobre baralho. Me considerem um asno no assunto. — O asiático disse quando todos estavam por fim sentados em roda.

 

— É simples. Vou explicar as regras e tudo sobre o jogo mais fácil que eu consegui pensar. Truco. Tem vários jeitos de jogar, até porque já tem uns bons aninhos de vivência né… só desde o século XVII. — alguns olharam surpresos — Mas não é nada impossível, só acho melhor de jogar de duas duplas.

 

— Mas estamos em cinco.

 

— Puxa vida, parece que você sabe contar. Parabéns, bem que dizem que os japoneses são super bons em exatas. — disse com uma expressão sarcástica no rosto.

 

— Descendente de coreano, obrigado. — Gregory respondeu com o mesmo veneno que havia recebido, e a pontas irônicas iriam continuar se Yang Mi não tivesse intervido.

 

— Eu fico fora no primeiro round.

 

    E assim Romeo explicou as regras enquanto Fiorella distribuía as cartas. E várias partidas foram e voltaram sem os participantes verem o tempo passar. Eles revezam em cada partida, explodiram uns com os outros e perderam e venceram várias vezes — dependia do ponto de vista de cada dupla. Quando o relógio marcou seis e quarenta e cinco, eles decidiram parar por ali mesmo e continuar outro dia, afinal ninguém queria levar um puxão de orelha de Kyle ou na pior das circunstâncias, Krüger. Desceram as escadas até a sala de jantar e encontraram o rapaz loiro e o mesmo homem que havia servido de cão pastor — além de também já ter outros descendo e alguns já lá em baixo. Quando todos estavam sentadinhos nos degraus da escadaria, Kyle começou a dizer.

 

— Primeiro, acho bom apresentar ele de uma forma correta para vocês. Esse aqui é Mathias Édson, ele é tipo que um segurança pessoal e cuida para que estejam sempre nos lugares certos. — Ao ver que um garoto havia se sentido inquieto, logo ele prosseguiu. — Bom, nós também temos outro Mathias na casa.

 

—Só que com dois “tês”. — Laila disse abraçando o garoto tímido ao seu lado.

 

Kyle olhou para o adulto e quando estava prestes a abrir a boca, o outro o interrompeu.

 

— Me chamem de Édson. Eu não ligo.

 

— Certo… e a lista? — Elizabeth questionou.

 

Suspirando por não conseguir finalizar seu raciocínio, ele entregou para cada um dos presentes um papel com palavras escritas à mão. E sendo sincera… Yang Mi achou a letra horrível. Pareciam mais desenhos egípcios do que palavras escritas de forma cursiva.

 

— Que letrinha hein… — Romeo comentou.

 

— Se não gostou pede ao senhor Klaus um computador ou máquina de datilografar. Minha mão agradece.

 

— Acho que eu consigo entender o que está escrito… mas não tenho certeza. — A asiática disse. — Posso ler para ver se estou certa? — recebeu um sinal positivo e prosseguiu. — Parece que na fazendinha os encarregados serão Malvino, Edgar e Fiorella. Eles serão responsáveis por cuidar dos animais, colher e cuidar da horta e pomar e se certificar que tudo está sob controle.

 

“Então o jardim será cuidado por Matthias, Oliver e Clarissa. Ele deve estar sempre apresentável e bem cuidado. Na biblioteca estão Eloá ,Maxmell e… Erick? Já na cozinha ajudando a senhora Milla vão estar encarregados eu, Gregory, e Laila. E por fim, os responsáveis por limpar a casa ao menos uma vez por dia serão Leslie, Romeo e Elizabeth, junto com a ajuda de Dylan e Kyle.”

 

— Perfeito. Obrigado Yang Mi. Alguém tem alguma dúvida? — Ninguém respondeu nada. — Então estão liberados até a hora do jantar. 

 

──━─━─━──━─━─━───━─━─⊱✠⊰─━─━─━──━─━─━──━─━──

 

Diferente do que o “instrutor Kyle” disse, senhor Krüger não havia esquecido do ocorrido de mais cedo, e novamente ele apenas se alimentou e se retirou sem dizer uma só palavra. Aquilo chegava a ser mortal, já haviam se acostumado com as tentativas de conversa do tutor durante o jantar. Era estranho ver ele tão… quieto. Não tardou para cada um ir para seu devido quarto e ficar lá até ficar realmente tarde, e a maioria em si, cair no sono profundo e provocante que as camas macias podiam oferecer aos corpinhos exaustos de adolescentes.

 

Entretanto, quem disse que a noite seria tranquila?

 

Por volta das três e meia da manhã, os órfãos foram retirados da cama contra a vontade de qualquer um, mas foram. Fora Dylan que acordou todos e instruiu a fazerem silêncio se não quisessem se ferrar num futuro próximo. Obviamente que a ameaça pegou na maioria, e outros tiveram que levar um belo capote do senhor loiro de olhos fundos para deixar de ser teimoso e só seguir o fluxo. Eles estavam indo em direção a biblioteca. Lá, já estava Kyle, que não havia acendido as lâmpadas, mas sim velas e uma lamparina em uma mesinha de centro. Várias almofadas e cadeiras estavam em forma de círculo, e um borrifador de água estava nas mãos do que já estava presente. Sem entender muita coisa, principalmente por estarem quase caindo de tanto sono, cada um se sentou no improvisado círculo esperando que não fosse uma pegadinha sem graça.

 

— Vocês dois adoram fazer com que a gente sofra né? — Gregory perguntou esfregando as mãos nos olhos.

 

    E nada saiu da boca dos dois.

 

— Isso aqui é um assunto sério. De vida ou morte. — Kyle começou enquanto borrifava um pouco de água no rosto de alguns “zumbis”. — E isso tem a ver com tudo o que vocês vão passar daqui em diante nesse solar.

 

    Agora ele havia conseguido chamar a atenção da maioria.

 

— É compreensível vocês não entenderem de primeira e absorverem com o tempo. Na minha época… nossa época — deu uma olhada rápida para Dylan. — não tinha ninguém para nos orientar, ficamos na linha trêmula da morte diversas vezes.

 

— O que diabos você está tentando dizer, cara? — Laila perguntou um quanto já irritadiça.

 

— Esse solar, não é normal. Vocês foram os desgraçados escolhidos pela mão do diabo para passarem pelo inferno na terra. Krüger… ele… não é normal. Ele é insano.

 

Fez uma longa pausa. Já era difícil de escutar e assimilar o que estava acontecendo, pois, o constante barulho da água da chuva batendo contra o teto atrapalhava qualquer maneira de alguém escutar perfeitamente bem, e então voltou a silabar frases.

 

— Klaus Krüger. Aquele que adotou vocês, é um canibal. Vocês não são nada mais, nada menos que apenas uma peça de carne no prato e no jogo dele.

 

Naquele dia de inverno, o tempo já tinha acordado tenebroso. Não foi como normalmente seria, até porque não havia nevado como acontecia de costume nas manhãs de janeiro. Porém, não se deixe levar pelo ocorrido! O momento mais tenebroso pode acontecer em uma manhã fresca de primavera, ou numa tarde seca de outono, no caso das almas juvenis aconteceu em um temporal noturno em que as vozes poderiam ser abafadas pelo choque constante causado pela água das nuvens.

 

Dias chuvosos na literatura podem ter significados por trás de um simples fenômeno natural. Geralmente é utilizado para retratar um acontecimento tenso na narrativa, e quando as coisas melhoram, os autores ousam abusar de um lindo arco-íris. Observar o clima seria uma ação irrelevante na maioria dos relatos; Ninguém se importa! Mas é interessante fazer anotações curiosas sobre coincidências indispensáveis, como, por exemplo o facto de um momento de tensão ter se desenvolvido em um típico ambiente de ficção, com trovoadas e raios despencando dos céus.

 

Quem sabe se esses escritos fossem de mentirinha como estórias, as pequenas crianças ainda tivessem a sorte de poder dizer no final do livro: eu sobrevivi ao caos. Eu sou o mocinho e ele o vilão.

 

Sabemos que não é este o caso, senão, nem estariam lendo minhas palavras.


Notas Finais


Tantantaaammm


E ai? O que acharam? Gostaram? Se arrepiaram? Eu não queria estar na pele dos personagens, nem morta!


⊱✠⊰

Bem, agora chegando num ponto que eu queria: perguntinhas!



Gente, todo final de capítulo eu vou deixar uma perguntinha para vocês, donos das fichas, me responderem da melhor forma possível. Pode ser que tenha interferência na trama, pode ser que não, enfim eu não vou falar porque muitas vezes poderia ser uma espécie de spoiler né?



A pergunta do primeiro capítulo é:



Vocês preferem uma escrita longa ou média?



Vou ser sincera com vocês, eu simplesmente não vou conseguir escrever essa estória do "jeito curto". Ia ficar uma bosta (desculpa o linguajar).



“Mas o que seria escrita longa e média?” eu considero os padrões assim:



Curta= 1000 – 2000 palavras;



Média= 2000 – 6000 palavras;



Longa= 6000+



Como vocês devem perceber, eu uso o recurso das divisórias nos capítulos, pra deixar mais organizadinho. E isso seria uma desvantagem na escrita longa, porque teriam muito mais e tem gente que não gosta. Claro que eu não planejo usar a todo momento, terão capítulos com e sem. Eu gosto de mesclar! Mas pra isso preciso ter uma base se serão muitas palavras ou não.

⊱✠⊰


Também não deu pra dar um foque em todos os personagens hoje, mas não se preocupem porque cada um vai ter seu momento com o correr da estória.



E uma coisa que eu costumo dizer… sempre guardem os detalhes, por mais bobos que sejam.



É só isso meus amores, beijo S2 (Mudança rápida pra disfarçar cofcof)


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