História Shades Of Cool - Capítulo 46


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um cap meus amores ^^

Boa leitura ^^

Capítulo 46 - Tomorrow Never Came


Fanfic / Fanfiction Shades Of Cool - Capítulo 46 - Tomorrow Never Came

Estou deitado no peito de Tyler, que me abraça no sofá. Decidi contar a ele apenas na manhã do dia seguinte, pois ele percebeu o quão estranho e pensativo eu estava, além de ter faltado o trabalho ontem, embora tenha sido meu primeiro dia como chefe da Grant.

- Provavelmente é apenas alguém parecido. – diz ele quando termino de contar.

Também lhe contei sobre James. Ele apenas ouviu, atentamente.

- De acordo com o que me contou, é impossível. Ele está morto, não está? – pergunta.

- É o que eu pensava. Porém... – deixo meus pensamentos me tirarem a atenção.

- Porém o que?

- Eu não fui em seu enterro, nem ao menos sei se houve um. – me sento ao seu lado e o encaro. – E se... Ele não morreu? Soube do acidente de carro, por uma prima distante dele, apenas isso.

- Quer que eu investigue? – pergunta passando o polegar pela minha bochecha.

- É que... Se for ele, o que acontecerá? – me levanto e ando até a cozinha, sendo seguido por Ty.

- O que quer dizer? – seu olhar preocupado é nítido.

- Esquece, talvez ele nem lembre de mim. Pode investigar. – digo me afastando.

O que eu apenas pensei e não disse, é que o que mudará? Se for mesmo James, significa que meu primeiro namorado, o primeiro quem amei, ainda está vivo, depois de anos em que pensei que estava morto. Além do mais, o que aconteceu?

 

 

 

Amelie me encara como se eu fosse louco. Chamei-a em meu apartamento pois senti que ela tinha o direito de saber, mesmo que fosse apenas uma... Loucura.

- Não me diga que é impossível! – a interrompo quando ela abre a boca para falar algo. – Nunca soubemos o que realmente aconteceu, apenas os boatos do acidente, e bum! – jogo minhas mãos ao ar. – Ele e sua família sumiram.

- Dylan...

- Nós o abandonamos, Amelie. – suspiro por um longo tempo e uma lágrima sorrateira escorre pelo meu rosto. – E se ele pensou que nem ao menos nos preocupamos?

- Vem cá.

Nos abraçamos.

- Se for ele, Tyler descobrirá, okay? – ela segura meu rosto em suas mãos e sorri. – Não vou mentir, estou ansiosa. – rimos juntos.

Tyler, que estava em seu escritório, vem até nós com as mãos no bolso da calça e nos encara.

- Não surtem, mas Taylor me ligou e... há sim um James Metcalfe na cidade. Estudante de Direito e mora com a mãe.

- Qual o nome da mãe? – incrivelmente eu e Amelie fazemos a mesma pergunta, em uníssono.

- Stef Metcalfe.

Quase que automaticamente eu me sento no chão, com as mãos tampando o rosto, sem acreditar no que eu ouvi. É ele. James está vivo. Amelie se ajoelha ao meu lado e me abraça, retribuo quase a esmagando.

- Precisamos ir vê-la. – diz ela. – Pois, se tem alguém que pode nos contar o que aconteceu, é Mia.

- Verdade. – digo me levantando. – Ela sempre foi uma pessoa maravilhosa, o único monstro foi o pai de James.

- Bem, serei seu motorista. – diz Ty sorrindo e me envolvendo em um abraço aconchegante.

           

No carro, não consigo disfarçar minha inquietação. Tudo está acontecendo tão rápido, que nem ao menos parece real. Por anos eu me culpei pela sua morte, e agora descubro que ele nunca morreu? É demais para que eu possa aguentar.

Depois de 30 minutos de viagem, estamos estacionados na frente de uma casa simples, do outro lado da cidade. Minhas mãos tremem levemente quando saio do carro e me encosto no mesmo. Hale vem até mim, segura minhas mãos nas dele e deposita um beijo nelas.

- Isso é real? Quero dizer... Isso está acontecendo mesmo? – pergunto ainda olhando para as janelas.

- Sim, é real. Não precisa ficar nervoso, eu estou aqui. – diz beijando minha testa.

Amelie entrelaça nossos dedos e juntos vamos até a porta, seguidos por Ty logo atrás, que mais parece um segurança do que meu noivo. Já não tão trêmulo, bato algumas vezes e aguardamos, até que uma senhora nos atende. Ela abre apenas uma fresta, e posso ver que Mia apenas envelheceu, mas continua a mesma mulher linda de sempre, com seus cabelos longos jogados por cima dos ombros.

- Posso lhes ajudar? – pergunta olhando para os rostos de cada um. Abro a boca para falar, enquanto esmago os dedos de Amelie, mas nenhum som reproduzo.

- Se lembra de nós, Sra. Stef? – pergunta ela, e a mulher a nossa frente estreita os olhos, até que parece se lembrar de algo, levando as mãos até a boca.

Com os olhos marejados, ela abre a porta e me abraça com muita força. Faço o mesmo, enterrando meu rosto em seu pescoço.

- Meu menino, meu Dylan. – diz ela segurando meu rosto em suas mãos. Ela olha para Amelie e faz o mesmo. – Minha menina...

Depois de abraça-la, ela envolve os braços em nosso pescoço, realizando um abraço triplo.

- Quanto tempo... – diz e olha para Tyler. – E este rapaz bonito, quem é? – vejo que ela vê a aliança de Ty e olha para a mão de Amelie. Sorrio com a cena e pigarreio.

- Este é Tyler Hale, meu noivo. – digo e ela abre um enorme sorriso.

- Venham, entrem.

A seguimos até o interior da casa e ela nos leva até uma mesa redonda na cozinha. Não resisti e observei. A casa é bastante humilde, sem muitos luxos, o suficiente para uma mãe e seu filho.... Seu filho.

- Eu não sei por onde começar. – digo enquanto ela prepara algo a frente do balcão. – O que aconteceu? – Ty aperta levemente minha coxa por baixo da mesa, assim me acalmando.

- Oh meu filho. – ela, com um olhar um pouco triste, se senta a nossa frente, colocando as mãos sobre a mesa. – Espero que tenham tempo, e coragem.

- Temos todo o tempo do mundo. – diz Amelie e Stef sorri.

- Quando meu falecido marido descobriu sobre vocês dois... – diz olhando para mim. – Nos mudamos para longe, e o idiota o mandou para um internato, que não podíamos pagar. Teve que trabalhar em 2 empregos, e ainda sim arrumou tempo para beber. Ele batia... – sua voz falha, e meu peito dói. – Ele batia em meu James. Várias e várias vezes. Claro, eu também era seu alvo. – sorri de lado ao dizer isso. – Meu menino já estava tão cansado, e tão machucado, que fugiu. Foi te ver. – nossas mãos nos encontram por cima da mesa, e ela aperta meus dedos. – Eu o ajudei. Lembro de ajudá-lo a preparar uma mochila, e a roubar o carro do pai, além de ter que pedir para a vizinha o telefone para poder te ligar. Parecíamos dois adolescentes. – sorri mais ainda, com uma lágrima sorrateira em sua bochecha. – Horas depois, haviam dois policiais em minha porta.

- James, ele está...

- Vivo, sim. O acidente o deixou em coma por alguns dias. Tempo suficiente para nos mudarmos novamente. O que irei lhes contar agora é horrível. – respira fundo. – Meu James perdeu a memória.

- O que? – minha voz falha.

- Ele não se lembra de vocês dois. – levo uma mão até minha coxa e deixo Tyler me acalmar com seu toque. – O pai aproveitou isso, e me obrigou a nunca tocar no assunto. O pior de tudo é que nem isso o deixou de bater em nós. Sofremos tanto, Dylan...

- Como esse babaca morreu? – pergunta Amelie com raiva no olhar. Mia sorri mostrando todos os dentes.

- Alguns dos vizinhos descobriram o que ele fazia com a gente. Uma bela noite, 3 caras o abordaram e o espancaram. Ele foi largado na rua, e morreu sozinho, com dor. Foi a melhor coisa que ele fez.

- É estranho, mas fico feliz em saber disso. – Amelie diz, no instante que a chaleira grita. Stef se levanta e prepara um chá.

- E depois, o que aconteceu com vocês dois? – pergunto.

- Bem, eu e James nos mudamos para cá. Nós dois tivemos que trabalhar para nos sustentar, mas depois de um tempo arrumei dois empregos para que meu filho pudesse estudar. Não sabem o quanto eu queria procurar vocês. Porém, eu não tinha tempo, nem recurso, e tinha medo de que se eu contasse algo para James, ele se desfocasse dos estudos, entendem? – eu e Amelie concordamos com a cabeça. – Mas eu sei, que lá no fundo, ele ainda se lembra de você, Dylan.

- De mim? – pergunto surpreso.

- Sim, de vocês dois na verdade. – diz apontando para eu e Amelie. – Desde que se sentiu seguro para sair, namorou dois rapazes que se pareciam muito com você. Ele é um ótimo desenhista, e a sua imagem se tornou a musa dele, minha querida. – Amelie sorri. – Mesmo que ele não se lembre de você. – ela serve as xícaras e nos entrega, até mesmo Tyler, que odeia chá, aceita em educação. – Graças a uma bolsa que ganhou por mérito, meu menino hoje estuda Direito, cansou de ver injustiça no mundo.

- E onde ele está?

- Foi fazer algumas compras para mim. Logo deve estar voltando. – olho para Amelie e sorrimos como nunca. – Até ele voltar, me falem sobre vocês! – diz animada. – Quero saber como vocês se conheceram. – aponta para eu e Ty, que sorri.

- Eu fui entrevista-lo em sua empresa, e bem... Foi amor a primeira vista eu acho. – digo e ele beija minha bochecha. Stef nos encara encantada.

- Posso ver as alianças? – pede e eu e ele estendemos as mãos. Ela as segura, e fica boquiaberta. – São de ouro?

- Sim. – respondo envergonhado.

- Parece que alguém tirou a sorte grande. – diz olhando para mim. – Lhes desejo toda a felicidade do mundo.

- Obrigado, Sra. Metcalfe. – diz Ty e ela solta uma risada debochada.

- Me chame de Stef, por favor. Continue, quero saber como está sua vida, meu rapaz.

- Terminei a faculdade de Literatura e depois de muitos acontecimentos, hoje sou dono de uma editora. – digo orgulhoso de mim mesmo e lembrando do tanto de problemas que passei. – Tyler tem sua própria empresa.

- Hale Enterprises, certo? – diz e Ty arqueia uma sobrancelha. – Sabia que te reconhecia de algum lugar, você está na capa de algumas revistas, meu jovem. – Ty cora, mas sorri. – Caramba, Dylan, eu sabia que você ia longe. Parabéns. E você, Amelie? Alguém teve a sorte de cortejar essa beleza?

Enquanto elas conversam, olho para as escadas que provavelmente levam até os quartos. Mordo meu lábio inferior.

- Teria problema eu ver o quarto dele? – pergunto.

- Claro que não! Pode ir, meu filho. – diz ela e eu me levanto.

- Quer que eu vá com você? – pergunta Ty, já quase se levantando.

- Não, tudo bem. Fique conversando com Stef, eu já volto.

Subo as escadas, e vejo alguns porta-retratos pendurados na parede. James jovem em poucas, James adulto em outras. Tenho que admitir, ele ficou mais lindo do que já era.

Seu quarto é o primeiro do corredor. Há uma cama, uma pequena mesa velha com muitos livros sobre ela. Tudo parece ser usado ou de segunda mão. Me sento em sua cama e passo os dedos pelo cobertor. A vida é tão injusta. Penso em tudo que eu conquistei, no cara com quem eu pretendo me casar, na vida que tenho, e tudo isso quase sem esforço nenhum! Enquanto pessoas boas como James sofrem inúmeras dificuldades todos os dias...

Uma das paredes está coberta de desenhos. Me aproximo deles e os admiro. James sempre teve talento, isso é fato. É incrível como mesmo não se lembrando de Amelie, ele tenha retratado exatamente como ela é. Até mesmo o sorriso.

Em meio a tantos, com o rosto dela, com paisagens, sua mãe... Há um que me chama atenção. Um simples, feito apenas com um único lápis, acho eu. O rosto de um garoto, meu rosto. Não só parecido, mas idêntico. Diferente dos outros, esse não tem uma assinatura, apenas uma pergunta: “Quem é você?”

Ouço a porta abrindo lá embaixo, e meu coração dispara. Espero alguns segundos e ouço a voz de 4 pessoas. Desço as escadas com passos lentos, até que o vejo.

James está encarando Amelie, na verdade, parece analisa-la, enquanto a mesma sorri com os olhos marejados, incrédula que ele realmente esteja em sua frente. O observo. Ele não mudou muito, mas está muito mais forte do que já era. Alto, e com pouca barba. Mesmo assim, é ele.

Então James me avista. Continuo descendo as escadas, até que estamos bastante próximos. Ele estende a mão.

- Eu te conheço de algum lugar? – pergunta ele.

- Espero que sim.

Juntamos nossas mãos em um cumprimento. Como se eu lhe desse um choque, seu sorriso some e ele cambaleia para trás, tendo que ser segurado por Tyler para não cair. James se apoia em uma parede, e parece que vai desmaiar.

- James? Filho? – Stef, preocupada, vai até o filho e segura seu rosto. Tyler pede licença e faz o mesmo, fixando seu olhar no dele.

- James? Está me ouvindo? – pergunta ele. – Chamem uma ambulância.

- Não, não precisa. – diz se recompondo. – Eu só... Minha visão ficou turva por um momento, e minha cabeça está doendo.

Tyler o leva até o sofá. Sua mãe se senta ao seu lado, eu, Ty e Amelie nos sentamos no outro. James me encara.

- Quem é você? – pergunta.

- Sou eu, James. Dylan. – digo com o coração a mil.

- Dylan... – repete ele e se levanta, faço o mesmo e ficamos de frente um para o outro. Ele toca meu rosto, como se lembrasse. Então ele sorri, juntamente com lágrimas nos olhos. – Dylan.

Ele me abraça, esmagando minha cintura e aninhando seu rosto em meu pescoço. Envolvo meus braços no seu, também com os olhos marejados. Ele está aqui, James está aqui, vivo e salvo.

- Amelie. – diz ele e ela se junta a nós. Assim como a mãe, ele nos envolve em um abraço triplo, chorando em nossos ombros. – O que aconteceu?

 

 

 

Eu, Ty e Amelie esperamos na sala enquanto ele e sua mãe conversam na cozinha. Depois de um tempo, James aparece.

- Podem me acompanhar? – pergunta ele e nos levantamos.

- Vou ver como Stef está. – diz Ty passando a mão pela minha cintura. Realmente, Stef está bastante abalada.

Seguimos James até seu quarto. Ele se senta na cama, eu e Amelie nos sentamos ao seu lado, deixando-o no meio.

- O que Tyler Hale, o maior empresário de Seattle está fazendo na minha casa? – pergunta ele e nós 3 gargalhamos.

- Você acaba de voltar dos mortos para nós e essa é sua primeira pergunta? – diz Amelie.

- Ele é meu noivo. – digo olhando para minha aliança.

- Uau. – diz apenas.

Eu o abraço novamente, sentindo seu cheiro, seu toque, minhas lembranças...

- Não acredito que você realmente está aqui.

- Estou. – diz ele.

O celular de Amelie toca e ela se retira para atender. Ando pelo quarto dele.

- Me desculpe por não estar com você, eu não sabia. – digo com dor no coração. – Me desculpe por não ter estado ao seu lado quando aquele monstro... – minha voz falha, não sou capaz de continuar.

- Não foi culpa sua, Dylan. – ele fica ao meu lado enquanto olho os desenhos novamente. – Depois de um tempo eu me acostumei.

- Não diz isso. – olho para meus próprios pés.

James de repente tira a camisa, expondo seu físico perfeito. Mas junto a um peitoral e barriga definidos, há inúmeras marcas e cicatrizes.

- Ganhei esta graças a um ferro de passar ligado, que ele jogou em mim. – ele aponta para uma linha grande em seu peito. – Esta e esta com facas. – aponta para seu abdômen. – E as outras são os espancamentos, chutes, socos...

Toco em cada uma delas, assim como as das costas. É como se ele tivesse saído de uma guerra, ou algo do tipo.

- Eu perdi o medo, sabe? – diz virando-se novamente para mim. – Não fique assim, estou seguro agora.

Ele novamente toca meu rosto, acariciando minha bochecha e segurando meu queixo em seus dedos.

- Se tornou um homem muito bonito, Dylan.

- Parece que alguém não se olhou no espelho. – digo e rimos. 

- Dylan, eu... – ouço a voz de Tyler. Ele nos encara confuso. – Preciso ir na H.E, reunião de emergência.

- Está bem. Jante conosco hoje à noite, James. – digo ficando ao lado de Tyler, que envolve um braço em minha cintura enquanto James veste a camisa novamente.

- Traga Mia, ficaremos muito felizes em recebe-los. – diz Tyler beijando o topo de minha cabeça.

- Iremos sim. – ele vai até sua mesa e escreve algo em um papel. – Aqui está meu número.    

Vou até ele e o abraço novamente.

 

 

 

No carro, a volta para casa é silenciosa. Não consigo tirar o sorriso de meu rosto. É como se fosse um sonho, mas é a mais pura realidade.

Porém, uma coisa está martelando em minha cabeça.

O que Tyler pensa de tudo isso? 

 


Notas Finais


aaaaaaaaaaaa
o que está achando pessoa! <3

James está vivooooooooooooooooo
o que será que isso pode significar...


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