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História Soulmate café: o amor é doce - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Konbanwa! Mais um capítulo para vocês! xD
Ambos enfrentam seus desafios diários, enquanto aguardam o momento para se encontrarem mais uma vez!
Enjoy!

Capítulo 7 - Realizar sonhos nem sempre é um caminho fácil


Fanfic / Fanfiction Soulmate café: o amor é doce - Capítulo 7 - Realizar sonhos nem sempre é um caminho fácil

O despertador tocou no horário certo, porém Mitsuri levou a mão até ele e o desligou, ainda sonolenta. Meia hora depois, ela se alongou ainda na cama e olhou de relance para o relógio.

—Ahhhh! Não! Não! Eu estou atrasada! — ela gritou e pulou da cama.

Mitsuri tomou banho rapidamente, vestiu qualquer roupa e desceu as escadas em disparada. Ela foi até a parada de ônibus e por sorte, ele estava chegando. Ela entrou e se sentou.

“Aiaiai! Eu perdi a hora! Espero que não fiquem bravos comigo!” — ela pensou, levando as mãos até a cabeça. —“Hihihi. Foi culpa daquele sonho! Eu realmente não queria sair dele…”  — ela ficou com o rosto bem avermelhado. Enquanto ela sacolejava dentro do transporte público, sua mente a levou de volta ao sonho.

--xx--

— Isso é para mim? — disse Mitsuri, surpresa.

— Sim, eu trouxe para você. Eu soube que você ficou triste porque sua farda não serviu direito… 

—Ahhh! Sério?! Você é muito gentil! Mas, por que essas meias são verdes? — perguntou Mitsuri.

— Bem… Achei que iria combinar com a cor dos seus olhos... — ele ficou meio sem jeito, virou o rosto e aproximou as meias dela.

—Hihihihi. Obrigada! — ela pegou as meias da mão dele, ele deu as costas a ela e começou a se afastar.

— Espera, Iguro-san! — ela gritou. Iguro parou de caminhar e a encarou.

—Você… pode me ajudar a colocá-las? — ela perguntou.

—E-e-eu!? — ele disse, nervoso.

—Sim, por favor… — ela disse com uma voz manhosa.

—Tu-tudo bem… — ele respondeu. 

Mitsuri se sentou em um banco, retirou as sandálias e esticou uma das pernas para Iguro. Ele ficou meio receoso no início, mas deslizou a meia bem devagar pela perna dela. O coração de Mitsuri batia bem forte e ela se concentrava para não dar uma risada. Kaburamaru desceu do ombro de Iguro e foi até o banco.

“Iguro-san é tão fofo!” — ela pensava, sorridente, enquanto o observava.

Iguro colocou a outra meia e se levantou.

—Bem, é isso… — ele disse, desajeitado.

Mitsuri calçou a sandália, levantou, deu um girou e gritou, animada:

—Kyaaa! Adorei! Obrigada, Iguro-san! — Mitsuri pulou nos braços dele, o que o pegou de surpresa e os derrubou no chão.  Mitsuri levantou um pouco o rosto e o encarou. — Iguro-san… seu olhos são bem mais bonitos de perto.

—Ah… Você acha? — ele perguntou.

—Sim! Eles são bem brilhantes! — ela disse e levou a mão até o rosto dele, coberto pelo tecido. 

— Os seus também, Kanroji-san. São como duas belas esmeraldas… — ele deslizou a mão pelos cabelos dela, deixando o rosto dela mais exposto. Mitsuri ficou ruborizada e se abraçou a ele.

—Hihihihi. Você é sempre tão gentil, Iguro-san! Obrigada! — ela levantou a cabeça de novo, beijou o rosto dele e o encarou. — Vamos dar uma volta? Quero mostrar à Shinobu-san o presente que você me deu! 

—Cla-claro… tudo bem… O que você quiser… — ele respondeu, com o rosto avermelhado.

--xx--

“Eu até posso sentir o calor do corpo dele… Aiai! Será que estou perdendo o juízo?” — pensou Mitsuri. Quando chegou ao ponto de parada, Mitsuri desceu e correu até a escola de confeitaria. Ela entrou de uma vez pela porta e se esbarrou com alguém. Ela iria cair, mas foi segurada pelos braços. Quando ela olhou para frente, olhos de tons avermelhados a encaravam.

—Ahhhh! Eu sinto muito! — gritou Mitsuri. Ela se deparou com Muzan, que apertou os braços dela com força e a encarou. — Des-desculpa…

— Mocinha… com esse tipo de postura, vai ser difícil lhe manter como aluna aqui… — disse Muzan.

—Perdão, perdão! Foi sem querer! — disse Mitsuri, em um tom choroso.

—É melhor se esforçar… — disse Muzan, que a soltou. Mitsuri ficou nervosa.

“Ah, não! Não tinha outra pessoa com quem me esbarrar?! Droga!” — disse Mitsuri.

Quando ela entrou na sala, na ponta dos pés, ela foi percebida pelo professor.

—Atrasada… 

— Desculpa, chef Douma! Prometo que vou me atentar aos horários!— disse Mitsuri, que correu até seu lugar. — Bom dia, pessoal! — ela sussurrou.

—Bom dia, minha estimada colega. — disse Hyomei.

— E aew… — disse Genya, sem animação.

—Hohohoho. Bem, meus caros! Hoje, vamos aprender sobre os bicos de confeitar! Vou apresentar cada um deles e depois iremos treinar um pouco de como devemos utilizá-los. Vamos lá? — disse Douma, animado. 

Enquanto a aula prosseguia, Mitsuri olhou para o celular. 

“Será que eu devia… mandar uma mensagem?" — ela pensou, nervosa. "Ele pode me achar um pouco invasiva… " — Mitsuri mordeu o lábio inferior, mas decidiu não pensar muito.— "Um bom dia não deve fazer mal…"

Mitsuri mandou uma mensagem para o celular de Iguro e guardou o dela, sentindo como se o coração fosse explodir.

"Ai, não quero nem ver! " — ela pensou, ansiosa.

—Caham… Querida, você já chegou atrasada… será mesmo que precisa usar seu celular agora? — Douma havia se aproximado e sussurrou no ouvido dela.

—Ahhh! Desculpa, chef!— ela disse, nervosa.

—Minha cara, se não tem o mínimo de atenção para uma simples aula, como espera ser confeiteira?— perguntou Douma, enquanto sorria para ela.

—Ah… sinto muito… — ela disse, entristecida.

—Hahahahaha. — Os demais alunos gargalharam dela e Mitsuri se encolheu na cadeira.

— Bem, continuemos. — disse Douma.

—O que ele tem de belo, tem de cruel. Que sexy! — disse Gyomei. 

"Ai, que horror. Tomei uma bronca daquelas!" — pensou Mitsuri.

Eles ficaram praticando e todas as tentativas de Mitsuri falharam, já que ela estava nervosa com a aproximação de Douma.

— Humpf… Tem certeza de que quer ser confeiteira?! Isso parece ridículo… — disse Douma.

Mitsuri ficou entristecida, mas Gyomei a tentou motivar.

—Tudo bem! Com a prática, você chegará a perfeição. — ele disse, alisando a cabeça dela.

—Certo. Obrigada. — disse Mitsuri.

Enquanto isso, na escola, Iguro terminava mais uma de suas aulas. O clima era diferente naquela semana, já que no fim de semana seguinte era “Valentine’s day”. A escola havia solicitado a ele que fizesse a decoração com os alunos.

— Arg… você também não detesta esse clima meloso do Valentine’s day? — disse Sanemi, que se emparelhou com ele.

— Eu não me importo muito… — disse Iguro.

— Essa semana vai ser um tédio… Bem, até mais, Iguro. Tenho mentes para atormentar. — disse Sanemi, que acenou e entrou em uma das salas de aula.

— Esse Sanemi… — disse Iguro que suspirou e continuou a caminhar pelo corredor. De repente, ele ouviu alguém chamar o nome dele.

—I-Iguro sensei! 

Iguro se virou e se deparou com Kanao, que olhava para baixo. 

—Oi, Kanao! Tudo bem? — ele perguntou.

—Sim… — ela respondeu e ficou olhando para baixo.

—Posso te ajudar em alguma coisa? — ele perguntou, confuso. Kanao não disse nada e ele suspirou. — Kanao?

—É que… Iguro sensei! Eu preciso da sua ajuda! — ela gritou, o que assustou Iguro um pouco.

—Hahahaha. Nossa! Quem empolgação. E o que seria? — ele questionou.

— É que… eu poderia falar com você em algum lugar… mais privado? — ela disse, nervosa.

—É… Um… vamos até a sala dos professores. Podemos conversar por lá. — ele disse.

— Tá bem. — disse Kanao.

Ela acompanhou Iguro pelo corredor e os dois foram até as salas dos professores. Iguro foi até uma mesa mais reservada e Kanao sentou na frente dele. 

— Tem algo errado, Kanao? Esse seu silêncio está me deixando preocupado… — disse Iguro.

—Não! Está tudo bem… na verdade, eu vim pedir uma dica… — disse Kanao, que levou uma mecha do cabelo para trás da orelha.

— Uma dica? — perguntou Iguro, confuso. — Sobre o que seria?

— Bem… Eu queria saber… do que os meninos gostam! — disse Kanao.

— Hã? Como assim? — Iguro estava com medo dos rumos dessa história.

“Ai, não… O que será que a Kanao quer?” — ele estava apreensivo.

—É que… o Valentine’s day está chegando e… eu estou gostando de um garoto… quero saber do que os garotos gostam. — disse Kanao.

—Kanao,  não seria melhor você falar com uma das professoras? — Iguro não se sentia muito seguro de que daria alguma dica importante.

—Ah… é que elas são amigas da minha irmã, a Kanae. Você conhece ela, não é? Ela é professora de ciências. Eu não quero que ela saiba ou ela vai me atormentar muito. E o senhor é o professor que eu mais gosto e é o mais legal! Mas, tudo bem se não puder me ajudar… — disse Kanao, que ficou entristecida.

“Por que essas coisas só vem para mim?! Acho que não tem jeito…” — ele pensou.

—Tudo bem, Kanao. — ele suspirou. — Posso tentar ajudar, mas não prometo nada. Se não der certo, não me culpe depois. — disse Iguro.

— Obrigada, sensei! Então, do que os meninos gostam?— ela disse, animada.

— Um… Kanao, depende do tipo de garoto que estamos falando… Acho que seria mais fácil você me dizer o que pretende dar. — disse Iguro.

— Eu quero fazer alguns cupcakes que aprendi com minha irmã… Mas, e se ele não gostar? — ela perguntou, apreensiva.

— Bem, eu posso saber para quem seria? — perguntou Iguro, curioso.

— É que… uh… você guarda segredo? — ela questionou.

— Claro… — disse Iguro.

— Eu… gosto do Tanjiro! — ela confessou  e olhou para o chão.

— Ah, é mesmo?— Iguro fingiu surpresa.

“Então, ele é correspondido. Que sorte!” — pensou Iguro.

— Sim… — ela disse, envergonhada.

— Kanao, conhecendo o Tanjiro, o que você escolher dar para ele de presente ele irá adorar. — disse Iguro.

— Uh? E como pode ter tanta certeza, sensei? — perguntou Kanao.

— Apenas um palpite… — disse Iguro, que controlou o sorriso. — O que realmente importa, Kanao, são os sentimentos que você colocará quando estiver fazendo os cupcakes. 

—Ah! Você acha mesmo? — perguntou Kanao.

—Sim! Seja confiante e dê o seu melhor. — disse Iguro.

—Obrigada, Iguro-sensei! — disse Kanao, que o abraçou rapidamente. — O sinal tocou, preciso ir agora. Obrigada pela ajuda! — ela abriu um grande sorriso  e saiu da sala.

—Esses dois… Bem, melhor eu organizar o material. Temos que decorar a escola. — disse Iguro, que se espreguiçou.

No último horário,  a diretoria havia liberado os alunos para que eles auxiliassem na decoração da escola. Dentre os alunos estava Tanjiro. Ele se aproximou de Iguro, que orientava algumas alunas sobre a localização da decoração. 

—Iguro sensei! Como vai? — disse Tanjiro.

—Oi, Tanjiro! Tudo bem? — perguntou.

—Tudo bem! É… Iguro sensei… Você tem um minutinho? — perguntou Tanjiro.

—Hã? Certo, tudo bem… — respondeu Iguro.

Os dois foram até um canto e Tanjiro decidiu pedir algo a Iguro.

—Sensei, você pode me ajudar a escolher um presente para Kanao? — ele perguntou, ansioso.

—O quê?! —  Iguro ficou surpreso, porém ele meio que já esperava por algo assim.

—É que… não faço ideia do que vou dar… e você é o único que poderia me ajudar, já que só você sabe que eu gosto dela… — disse Tanjiro, apreensivo.

"Eu deveria ter imaginado que ele também pediria ajuda… " — pensou Iguro.

—Tanjiro, você não acha que isso é algo muito pessoal? — perguntou Iguro. 

Tanjiro se abraçou a ele e gritou.

— Por favor, Iguro senseeei! Eu preciso de você! 

Os outros alunos olharam para os dois e Iguro ficou envergonhado. 

—Tá, tá! Pare já com isso! — ele afastou Tanjiro e o encarou.  — Certo. Eu te ajudo. Só não me agarra desse jeito, por favor!

—Ah! Obrigado, sensei!— disse Tanjiro, animado.

— E por favor, não conte a ninguém que te ajudei… — disse Iguro.

“Tudo o que menos preciso é de uma fila de alunos atrás de mim…” — ele pensou.

— Pode deixar! — disse Tanjiro.

— Bem, que tal a gente conversar enquanto enfeitamos a escola?— sugeriu Iguro.

— Tudo bem! — disse Tanjiro.

Os dois começaram a preparar uma espécie de painel, onde ficariam alguns recados.

— Então, me diz, o que foi que você descobriu sobre ela? — perguntou Iguro

— Um… Bem, eu sei que ela gosta de borboletas… e de fazer doces. Ela ajuda o senhor Haganezuka na cozinha, às vezes. — disse Tanjiro.

— Ah, sei... E se tivesse algo que ela pudesse usar enquanto faz os doces? Podia ser um avental, por exemplo… — disse Iguro.

— Um avental?! É… talvez… Acho que ela poderia usar no nosso trabalho! E poderia ser todo cheio de borboletas! — disse Tanjiro.

— Eis o seu presente! Você pode acrescentar alguma outra coisa, flores ou algo do tipo para dar para ela. — disse Iguro.

— Ahhh!Ótimo sensei! Boa ideia! Obrigado! Obrigado! — Tanjiro abraçou Iguro mais uma vez. Iguro ficou nervoso, mas deu uma tapinha na cabeça dele. 

—Tá, tá! Chega! — disse Iguro, desajeitado.— Bem, vamos terminar isso… 

— Certo! Pode deixar! — disse Tanjiro, empolgado

Alguns minutos depois, a escola estava completamente enfeitada. Iguro e os alunos admiraram o corredor, que agora estava lotado de corações flores e um belo mural.

— Então, acho que a escola entrou no clima. — ele disse, orgulhoso.

Iguro voltou até a sala dos professores e sentou em sua mesa, cansado. 

“Por que eles me escolhem para pensar em coisas assim?! Eu nem sei se dei o conselho certo! Aff…” — ele pensava, enquanto mexia em sua mochila. Ele pegou o celular, o desbloqueou e seus olhos se arregalaram um pouco.

—Uma mensagem? — ele disse, surpreso. Iguro abriu o conteúdo e sorriu quando viu que a foto era de Mitsuri. — Nossa, faz um tempo que ela mandou. Melhor eu responder ou vou ficar como grosseiro.

“Bom dia, Mitsuri! Tudo bem? Ah, desculpe a demora. Eu estava auxiliando na decoração da escola para o Valentine’s day.” — ele enviou para ela. Iguro ficou com o celular na mão, esperando pela resposta dela.

Mitsuri preparava o almoço naquele momento, um pouco entristecida.

— Acho que não estou causando uma boa impressão entre os professores… Ai, terei que dar meu melhor… — ela sussurrou.

 O celular de Mitsuri vibrou sobre a mesa e ela se assustou um pouco. 

— Ah, que isso?! Ufa… é só o celular. — Mitsuri o pegou e abriu um largo sorriso. — Kyaa! Ele me respondeu! Hihihi. — Mitsuri o respondeu, rapidamente. 

“Estou bem! E você?  Ah, sério? Eu acho essa data tão bonita! Será que posso ver  mais da decoração?” — ela digitou.

“Eu estou bem! Ah, claro que pode!” — Iguro respondeu, foi até o corredor e tirou outra foto da decoração.

“Que lindoooo! Você que fez?” — ela perguntou.

“Com a ajuda dos alunos! Eles são bem criativos!” — digitou Iguro.

“Verdade! Ah, então… Você vai vir hoje à tarde?” — digitou Mitsuri, que se sentia um pouco ansiosa.

“Ah, sim. Se você ainda me quiser aí… ” — ele digitou.

“Claro que sim!” ”— Mitsuri enviou e depois levou as mãos até as bochechas. 

  Ahhh! Será que ele vai me achar muito abusada?!

“Tudo bem. Nos vemos mais tarde, então.” — ele respondeu.

—Kyaaa! Ele vai vir mesmo! Nem acredito! — gritou Mitsuri animada. Ela parou de repente e olhou para o apartamento. —Ahhh! Está tudo uma bagunça! Melhor eu organizar isso! 

Iguro deu um sorriso bobo ao ler a mensagem, o que chamou atenção de Kanae, que corrigia algumas provas.

— Um… Iguro sorrindo? Isso é algo inédito! Será que foi uma borboletinha azul que passou aí? — ela disse, em tom provocativo.

— Hã?! Humpf… Nada a ver… Não viaja, Kanae… — disse Iguro, que ficou com o rosto avermelhado.

— Ah! Iguro está apaixonado! Isso não é lindo?! — disse Kanae, em voz alta.

— Como é? O Iguro? Hahahaha. — disse Sanemi, que se aproximou.

— Parem com isso! — disse Iguro, desajeitado. — Ele notou que Kanae e Sanemi usavam colares iguais. — Ei… por que os colares de vocês combinam? 

— Hã!? — Kanae ficou com o rosto avermelhado.

— Combinam?! É que… Um… — Sanemi, desajeitado.

— Ahhh! Então, vocês… é… sim? — disse Iguro, que aproximou as palmas das mãos. 

— Ahhhh! Iguro! É segredo! — disse Kanae, com o rosto avermelhado. 

— Kanaeee! — gritou Sanemi, nervoso.

— Ah, então, vocês estão juntos! Parabéns! — disse Iguro.

— Shii! É segredo! Não queremos chamar a atenção do diretor.! — disse Sanemi.

— Pode guardar segredo?— perguntou Kanae.

— Claro! Mas, faz quanto tempo que vocês estão juntos? — perguntou Iguro. 

—Três anos! — disse Kanae, que agarrou o braço de Sanemi. — Ele era meio difícil no começo, mas, consegui conquistá-lo com meus docinhos! Hihihihi. — ela ressaltou.

— Você que era muito complicada. — disse Sanemi, que encostou sua cabeça com a dela.

“Docinhos, é? Parece que é coisa de família mesmo…” — pensou Iguro. O sinal tocou naquele momento.

— Ah, preciso ir! Até amanhã! — Kanae beijou a bochecha de Sanemi, acenou para Iguro e saiu da sala.

— Bem… Já que você está aí… será que pode me ajudar com uma coisa? — perguntou Sanemi.

“Ah, não! Você também?!” — pensou Iguro.

— Claro… — disse Iguro, que já se sentia um pouco cansado.

— Você acha que a Kanae vai gostar disso? —  Sanemi colocou a mão em um dos bolsos e exibiu uma caixa azul. No seu interior, havia uma aliança.

— Oh! Você vai pedi-la em casamento? — disse Iguro, surpreso.

— Shii! Isso mesmo! Você acha que ela vai gostar? — perguntou Sanemi.

— Com certeza. — disse Iguro.

— Ótimo! Estou animado para isso. — disse Sanemi.

— Boa sorte! — disse Iguro. — Bem, vou para minha casa agora. Até mais, Sanemi.

— Até! E obrigado! — disse Sanemi.

Enquanto andava pelo corredor, Iguro lembrava da imagem da aliança. Ele olhava para o próprio dedo e imaginava se um dia poderia dar uma aliança a alguém. O celular dele vibrou no bolso e ele o pegou.

“Você pode trazer suco?” — era uma mensagem de Mitsuri.

“Claro! Tem preferência por algum?” — ele perguntou.

“O que você quiser!” — ela respondeu.

Iguro sorriu e teve a impressão que a resposta ao seu pensamento havia acabado de aparecer. Ele teve tempo de ir em casa, tomou um banho rápido, colocou uma roupa confortável e foi até o mercadinho local comprar o suco. Ele se encontrou com Uzui, que saía com a sacola cheia.

— Iguro! Tudo bem? Eita! Aonde vai tão cheiroso assim? —  perguntou Uzui.

— Eu… vou visitar uma amiga...— respondeu  Iguro, desajeitado.

— Ummm! Parece que finalmente alguém resolveu se mexer! É isso aí, garotão! — Uzui deu um tapa no ombro de Iguro,que quase o fez cair.

— Na-não é nada disso...— Iguro ficou com o rosto avermelhado.

— O segredo é não forçar nada! Apenas, deixa rolar. — destacou Uzui, que apoiou a mão no ombro dele e piscou o olho. — Bem, estou indo para casa. Até mais, Iguro! Boa sorte!

— Obrigado. — respondeu Iguro.

Ele foi até uma das geladeiras, pegou uma garrafa de suco e quando foi até o caixa, ele viu alguns jarros com flores. Ele decidiu comprar um deles.

"Bem, não é tão bonito, mas ela deve gostar." 

Iguro voltou ao seu prédio, pegou o carro e utilizou a localização que Mitsuri havia enviado para ele.

Enquanto isso, Mitsuri terminava de organizar o apartamento.

—Ufa! Estava mesmo um horror! Bem, melhor me arrumar! Ele deve chegar logo!— ressaltou Mitsuri, empolgada.

Ela tomou um banho rápido, escolheu um vestido rosado e ficou se admirando no espelho.

— Talvez eu devesse fazer algo com esses cabelos… — ela sussurrou. Mitsuri fez uma longa trança nos cabelos e colocou um enfeite de gatinho nele. — O que você acha, Chachamaru? — ela questionou o gato, que apenas a observava com os olhos quase fechados. 

De repente, a campainha tocou. Mitsuri, que passava um batom bem claro naquela hora, acabou borrando a maquiagem. 

—Ai, não! É  ele, Chachamaru! O que eu faço?! — Mitsuri começou a limpar o rosto, reforçou o batom, deu uma verificada final no espelho e foi até a porta. Ela abriu e se deparou com Iguro.

"Kyaaa! Ele está tão lindo! "— ela pensou, entusiasmada.

 


Notas Finais


Ok, fui malvada! Parei na melhor parte! kkk
Mas, logo sai mais! hehehe
Kisus!


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