História The Reason Why I Smile - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~gaesaekki

Postado
Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Eren Jaeger, Erwin Smith, Hange Zoë, Levi Ackerman "Rivaille"
Tags 2sah, Colegial, Ereri, Fluffy, Gaesaekki, Riren, Yaoi
Visualizações 271
Palavras 2.595
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal, voltei com outra história
essa aqui já estava escrita tem mais de uma semana e é uma história especial
Sabem a Chany, a adm do projeto? Então, é minha namorada e hoje é um dia muito especial porque estamos completando 4 meses de namoro e essa história aqui é dedicada a ela
Te amo, meu bem e espero que goste <3
Boa leitura a todos

Capítulo 1 - Capítulo Único


Levi Ackerman nunca foi o tipo de pessoa alegre, animado e extrovertido. Bom, pelo menos nunca a vista dos seus amigos e colegas de faculdade. Desde que começara aquela matéria — três anos atrás —, sempre fora aquele cara fechado, reservado e muitos chegariam a dizer que era um tanto carrancudo. Nas aulas, sempre sentava mais para o canto da sala e algumas cadeiras atrás da primeira fileira. Sempre estudava tudo sozinho e levantava-se de sua cadeira apenas para entregar trabalhos, atividades ou provas semestrais assim como para entrar e sair do cômodo quando o sinal batia.

O jovem Ackerman era um mistério total até mesmo para seus amigos mais próximos como Erwin e Hanji. Quando haviam trabalhos em equipe ou duplas, o moreno optava por fazer com esses dois amigos com os quais passava mais tempo. Mas tudo mudou a partir de certo dia em que a professora daquele período disse que passaria um trabalho em dupla mas ela mesma quem as escolheria. O loiro alto e sua amiga de óculos lembram-se bem do desespero do mais baixo de seu grupo de amigos quando ouviu as palavras daquela mulher de idade, dizendo: “Levi Ackerman fará seu trabalho com Eren Jaeger.” O garoto simplesmente surtou, deu um baita tapa na sua carteira e se retirou da sala com passos tão rápidos que suas pequenas pernas quase pareciam não acompanhar o ritmo que desejava.

O que também ficou bem marcado na memória dos dois jovens amigos do baixinho fora as orbes esmeraldas, tremendo e brilhando num misto de medo em confusão ao ver que sua provável dupla de trabalho parecia não ter a mínima vontade de fazer tal coisa consigo. Naquele dia, Hanji saiu atrás de seu amigo problemático e Erwin ficara para tentar conversar com o tal Jaeger que faria trabalho com seu amigo. O loiro ficara um tanto confuso ao ver uma lágrima escorrer pelos olhos claros do garoto mais jovem, por ver que o Ackerman praticamente o rejeitara como parceiro de trabalho.

“Hey, por que está chorando?” Perguntava o Smith, aproximando-se do moreno e tocando seu ombro. A resposta do dono dos olhos verdes deixara o mais alto um tanto cético.

“Parece que até meus colegas de faculdade rejeitam minha companhia... Assim como meus pais fizeram minha vida toda.” Essa foi a resposta do garoto mais jovem. Ah, sim; o jovem Jaeger era o garoto que costumava sentar-se ao fundo da sala, isolado de tudo e de todos pois, sempre que tentava aproximar-se de alguém, o taxavam de estranho por ter começado a cursar faculdade com seus quatorze anos. Jaeger sempre fora visto como alguém anormal pelo resto das pessoas por possuir uma inteligência acima do nível das demais e ser um tanto adiantado em questão a escola e faculdade. Agora com seus dezesseis anos, rumo ao terceiro ano de sua faculdade enquanto todos os outros possuíam entre dezenove e vinte e um anos. Eren Jaeger era um jovem que fora doado para adoção desde que nascera. Não conhecia seus pais, mas sabia que os mesmos não estavam mortos pois as responsáveis do orfanato em que vivia o contaram tal fato. Vários casais passaram por si e tiveram certo interesse no pequeno Eren mas, ao falar com o pequenino pessoalmente, se assustavam com os assuntos que rondavam a mente daquela criança com o cérebro desenvolvido.

Mesmo assim, sendo rejeitado por todos inclusive seus próprios colegas durante a escola e faculdade, o garoto tentava manter uma aparência bem cuidada, com uma expressão tranquila e às vezes sorridente moldando seus traços delicados. E, mesmo que seus sorrisos calorosos quase nunca fossem retribuídos da mesma forma, Jaeger respirava fundo e juntava a coragem que precisava para não se deixar vencer pela angústia e tristeza em seu coração. Nunca havia revelado sobre seu passado nem mesmo a seus professores — estes que sabiam apenas que o jovem ainda vivia num orfanato — mas, naquele dia em que deu-se por vencido ao ser rejeitado como dupla de um trabalho mais uma vez, Eren libertou todas as lágrimas que costumava libertar apenas na calada da noite em seu dormitório. Ali mesmo, na frente de seu colega mais velho, Erwin Smith, o jovem de olhos esmeralda cedeu a tristeza e a deixou transbordar pelos olhos já que parecia não caber mais em seu coração. Porém, ao contrário do que o Jaeger pensava, o loiro com uma diferença considerável de altura que estava a sua frente não recuou, não zombou de si o chamando de “bebê chorão” como era chamado ainda no ensino médio com seus onze anos, não. O Smith, sentindo um pouco da angústia que o mais jovem sentia, abraçou calorosamente aquele garoto bem mais jovem que si — já que estava com seus vinte e um anos. O envolveu num abraço apertado que, talvez, Eren nunca havia recebido. E foi nesse dia que Eren Jaeger se abriu completamente para alguém, contando tudo sobre sua vida cheia de tristezas e abandonos.

“Calma, garoto. Tudo vai se ajeitar e te prometo que o Levi vai fazer o trabalho de bom grado com você.” O loiro tentava confortar o outro enquanto afagava os fios castanhos do mais jovem e o mesmo quase que encharcava sua camiseta escura com as lágrimas incessantes.

E realmente foi isso que se deu. Como Erwin conseguiu convencer o problemático Levi a concordar em fazer o trabalho com o garoto? Bom, ao sair da sala e deixar o jovem órfão para trás, Smith encontrou com os outros dois membros de seu grupo de amigos no corredor. Ackerman parecia estar numa discussão um tanto calma com sua amiga Hanji. Erwin sabia que seria difícil, mas teria que convencer o baixinho irritado ali a fazer o trabalho com o garoto. Mesmo dizendo poucas e boas para o garoto mais baixo, dizendo para o mesmo perder suas frescuras de não dialogar com ninguém, Ackerman usou a desculpa de que seu amigo não sabia o motivo de ser tão fechado e não deixar ninguém aproximar-se de si, mas o loiro jogou bem na cara do mais novo que ele não era o único que tinha problemas ali e deveria ter consciência disso. O mais alto ainda teve que jogar o pequeno corpo do moreno contra uma das paredes e jogar essas verdades bem naquela carranca que Levi não desmanchava de seu rosto por um só segundo. Aquilo foi o suficiente para fazer o moreno concordar em ao menos ser educado com o garoto mais jovem.

Naquela época o jovem Ackerman não sabia, mas agradeceria ao seu amigo grandão ali por tê-lo quase que obrigado a fazer dupla com o tal menino ao qual o moreno referia-se como pirralho. Os jovens fizeram sim aquele trabalho juntos, embora, de início, Levi tivesse tratado seu parceiro mais alto porém mais novo que si de modo frio e indiferente. Não sabia o motivo de tanto alarde da parte do Smith em relação ao garoto que estava sentado ali à sua frente naquela mesa de madeira do pequeno parque próximo a faculdade que ambos cursavam. Óbvio que Erwin não havia revelado para seu amigo mais baixo sobre as condições do outro; Eren havia confiado no loiro e este não iria simplesmente jogar a confiança depositada em si para os ares contando sobre seus assuntos pessoais.

Um fato marcante daquele dia, fora que o jovem Jaeger insistia em tentar puxar assunto com seu colega mesmo que este estivesse sendo extremamente frio consigo. Mas lá estava aquele sorriso largo do jovem de olhos esmeraldas, encobrindo toda a tristeza que lhe consumia por dentro. Sorriso esse que não era retribuído pelo mais baixo em nenhum momento sequer. Mas aquilo estava incomodando em demasia ao mais velho. Por que diabos aquele pirralho estava sorrindo tanto mesmo sendo tratado daquela forma por si? Será que estava caçoando de si? Estaria ele tirando uma com sua cara? Era por isso que Levi não aproximava-se de outros e não fazia trabalhos com alguém que não fosse Erwin e Hanji. As pessoas costumavam caçoar de si por seus problemas em comunicar-se com outros ou até mesmo com sua altura e problemas com sujeira. O jovem já estava cansado de ouvir aquelas risadinhas de zombaria direcionada a si sempre que tirava seu tubinho de álcool em gel e fazia a higiene apropriada de suas mãos até mesmo para começar a escrever em seu caderno.

“Por que diabos continuas a sorrir?”  Levi não se aguentou mais ficar calado e deixou aquela pergunta escapar de seus lábios com o mesmo tom ríspido que costumava usar. O que o jovem Eren fez a seguir surpreendeu o moreno; alargou ainda mais seu sorriso, tanto que seus olhos se fecharam, escondendo o tom esverdeado de suas orbes e disse:

“É melhor manter um sorriso no rosto mesmo que eu não esteja bem por dentro. Afinal, a gente acaba contagiando os outros com o modo como agimos, não?” Aquela fala deixou o outro extremamente confuso e o fez ficar com os lábios entreabertos em surpresa. Então será que os outros tratavam ao Ackerman de modo indiferente porque ele agia assim com todos? Afinal, nem todo mundo gosta de insistir em alguém que os tratam de modo tão frio e seco, não? Mas ali, a sua frente, estava alguém que parecia querer insistir em si apesar da rejeição do primeiro dia e das inúmeras patadas recebidas naquela tarde desde que se encontraram. Jaeger continuava a sorrir para si de modo radiante e realmente contagiante. Tanto que o baixinho não conseguiu não sentir-se contagiado com aquele sorriso largo e gostoso de se ver. Pela primeira vez em anos, Levi Ackerman sorriu. Um sorriso sincero e verdadeiro. E foi a partir daquele dia que a vida do Ackerman mudou completamente.

Mas aquela fala ainda havia deixado o mais velho um tanto confuso e começando a ligar os pontos em sua cabeça. Seu amigo loiro havia o dito que Levi não era o único que tinha problemas e agora esta fala do acastanhado. Bom, foi naquele dia que ambos os jovens compartilharam de seus problemas e inseguranças. Foi naquele dia que nasceu uma grande amizade. Foi naquele dia que Levi Ackerman partilhou com Eren Jaeger todas as coisas ruins que havia passado assim como o mais jovem dali. Foi naquele dia que o baixinho carrancudo aprendeu a sorrir. E também foi naquele dia que se iniciou um grande amor.

Levi e Eren foram se aproximando ainda mais e sua amizade foi ficando cada vez mais forte. O baixinho sorria verdadeiramente sempre que via aquela cabeleira castanha acompanhada do belo sorriso e olhos esmeralda. Bem, Erwin e Hanji não podiam negar que sentiam ciúmes em demasia do jovem por este ser o único que havia conseguido fazer Levi se abrir e o único que lhe arrancava sorrisos e risos melodiosos. Ambos os rapazes não podiam negar que escondiam uma paixão mútua que crescia cada vez mais em seus corações, mas preferiam esconder aquilo e, escondiam tão bem que nem seus amigos próximos, Erwin e Hanji, percebiam tal fato. Apenas ficavam perguntando-se porque raios apenas Eren Jaeger conseguia arrancar sorrisos, suspiros e risos alegres de Levi Ackerman.

Meses se passaram e a dúvida só fazia crescer nas cabecinhas do loiro e da que usava óculos. Não que eles não gostassem daquilo; era muito gratificante ver seu amigo sorrindo e alegre daquela forma mas lhe doíam os corações de pensar que, eles que eram amigos do baixinho há anos, não conseguiam deixá-lo do mesmo modo que aquele “pirralho” conseguia.

E lá estavam eles mais uma vez, sentados à mesa do pátio da instituição em que cursavam faculdade juntos; Erwin desfrutando de seu almoço, Hanji dando boas goladas de seu suco de caixinha e Levi com a carranca de sempre moldando sua face pálida. Aquela expressão que parecia uma mistura de tédio e irritação desapareceu assim que aquela tão conhecida voz com animação se fez presente no lugar.

“Levi!” Instantaneamente, um sorriso largo brotou nos lábios do Ackerman e não se desfez um só segundo enquanto o dono dos olhos esverdeados sentava-se ao seu lado. Naquele período do ano, Eren já havia completado seus dezessete anos e Levi estava beirando os vinte. O mais jovem jogou um dos braços por cima dos ombros do menor, o abraçando de lado e deixando um beijo estalado em sua bochecha. Tal ato fez com que o mais velho sentir-se um tanto sem jeito e envergonhado.

“Oi, pirralho.” Não, Levi não havia perdido o costume de chamar seu amigo daquele modo. O acastanhado se queixava no início mas depois de um tempo, passou a nem ligar mais para aquele detalhe. O importante para o Jaeger era que o mais velho estava sempre sorrindo, até mesmo quando o chamava de pirralho apenas para irritá-lo.

“Preciso ir entregar uma atividade, nos vemos depois.” Disse Eren já levantando-se e se afastando novamente, fazendo o sorriso do Ackerman se desfazer aos poucos à medida que sua imagem se tornava mais distante.

Erwin e Hanji apenas observavam aquela cena, um tanto incomodados como sempre. Trocaram olhares cúmplices e decidiram que aquela seria a hora perfeita para fazer a pergunta que tanto queriam saber a resposta.

“Levi, agora você vai matar nossa curiosidade.” Disse a garota de óculos, apoiando as mãos sobre a madeira da mesa. “Por que diabos você só sorri com ele?” Perguntou a mais velha, encarando fixamente o menor a sua frente. O jovem apoiou um dos cotovelos sobre a mesa, descansando seu queixo na palma de sua mão e soltando um suspiro derrotado.

“Eu não sei…” O moreno sibilou enquanto pendia a cabeça para o lado, deixando alguns fios escuros cobrirem sua testa. “Desde aquele dia, parece tudo tão certo quando estou com ele e, de repente, ele se tornou tudo que eu preciso.” Aquelas palavras saíram de forma tão natural que deixou seus dois amigos de boca aberta em surpresa. Levi Ackerman estava perdidamente apaixonado pelo dono dos olhos esmeraldas hipnotizantes e isso agora era claro para os dois mais altos ali.

“Levi, o que exatamente quer dizer com isso? Está apaixonado pelo Eren?” A de óculos insistiu em perguntar, querendo ter certeza do que havia acabado de ouvir. O mais jovem deu de ombros, fitando sua mão que estava sobre a mesa, como se fizesse desenhos invisíveis na madeira escura.

“Ele é… a razão pela qual eu sorrio.” Respondeu num sussurro. Seus olhos estavam quase fechados e um pequeno bico se formava em seus lábios.

“E porque não disse isso para ele?” Agora foi a vez do loiro fazer a pergunta. Um sorriso se formou nos lábios do mesmo enquanto seu olhar pairava mais acima da cabeça o moreno, assim como o olhar de Hanji.

“Talvez medo de… eu não sei, eu não ser o mesmo que ele é para mim. De eu não ser o motivo dos seus sorrisos assim como ele é dos meus.” Levi estava tão distraído que não notara certa presença atrás de si. Sim, Eren Jaeger, o motivo dos sorrisos de Levi Ackerman estava bem atrás de si e havia ouvido toda a pequena declaração indireta que o baixinho havia proferido. Abaixou-se um pouco e envolveu os seus braços na cintura do mais velho, deixando seu rosto apoiado num dos ombros alheio.

“Mas você é o motivo dos meus sorrisos, Levi.” Proferiu o de olhos esverdeados, apertando o corpo menor contra o seu.

Não que o Jaeger já não sorrisse antes de conhecer o que estava ali a sua frente. Sim, ele sorria, mas não havia um motivo em si, mas, agora sim, tinha um motivo para sorrir e o nome dele era Levi Ackerman. Justamente aquele a quem o acastanhado havia ensinado a sorrir, o ensinou a sorrir mas desta vez, verdadeiramente.


Notas Finais


Foi isto...
Não ficou muito grande mas fiz com muito carinho e espero ter agradado
Até a próxima para todos <3


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