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۪̥۫⸽ ʕ•ᴥ•ʔᵍᵒᵒᵈᵇʸᵉ ˡᵒᵛᵉʳˢ


↬ 08 | maio | 2020

Sanguis Lunam;; FICHA

Postado



"Você não deveria brincar com magia, Kanato Sakamaki."








ೃ彡 Nome Completo
Cristina Elise Rodriguéz.


ೃ彡 Apelidos
Cris – é tratada com esse apelido por literalmente todo mundo que a conhece (e que goste dela) ou quem pegasse um pouco mais de intimidade. Ela não dá muita bola, já que é um apelido comum.

Pérola – inicialmente quem a chamou assim foi seu pai, mas depois começou a ser usado por sua tia também. Amava ser chamada assim, pois fazia ela sentir-se especial de alguma forma.

Menina possuída – era chamada assim quando ia na creche. As crianças tinham medo e achavam que um espírito do mal tinha deixado os olhos dela brancos. E como era muito inocente, só sentia tristeza e raiva por todos tratarem ela tão mal sem motivos.

Cegueta – dado por filhos dos vizinhos, colegas de classe na escola ou qualquer um que insistia em praticar bullying por causa do seu comportamento e aparência. Toda vez que escutava essa palavra sentia vontade cortar a língua de quem falasse, além de um profundo ódio.


ೃ彡 Aparência
O cabelo é escuro, variante entre preto e azul marinho dependendo da iluminação, com pequenos pontos claros ao redor da cabeça, muito liso e de comprimento considerável, passando do meio das costas. As sobrancelhas finas e perfeitamente desenhadas acompanham os traços suaves do rosto, que é emoldurado pela franja de corte reto. Ainda bem, pois ela odeia a testa e faz o possível para mantê-la escondida. Seus olhos são, definitivamente, o que chamam mais atenção: íris claríssimas e opacas, chegando perto do branco com alguns feixes lilases. Há quem diga que parecem duas pequenas luas em contraste com seu cabelo negro igual a noite, outros fantasiam que são pérolas. Cris tem o corpo magro e baixo, sem músculos definidos, apenas com sua cintura e busto perfeitamente moldados.

ೃ彡 Photoplayer
Hyūga Hinata (日 向 ヒ ナ タ) – anime Naruto.



ೃ彡 Nacionalidade
Argentina.





ೃ彡 Estilo de roupa
Desde muito nova, Cristina sempre gostou da moda francesa. A diversidade de cores e estampas nos mais variados trajes, mesmo que muitas vezes fossem simples, deixando tudo com um ar elegante. E ela gosta da sensação de estar bem vestida, já que sempre se esforça para estar bonita ou no mínimo vestida de forma decente. Por ter muita consideração por suas coisas, cuida de suas roupas com carinho e dificilmente pede ajuda para costurar algum botão soltou ou arrumar os pontos, ela prefere fazer isso por conta própria.

Botas, casacos e boinas são seus queridinhos, tanto dizem que ela faz coleção, mas isso não é verdade, só tem peças á mais do que uma pessoa normal teria. Raramente veste roupas curtas. O objetivo dela não é mostrar o corpo, mas mostrar que tem uma espécie de gosto diferenciado, como costuma chamar. É evidente que a personalidade de Cristina remete ao jeito como se veste, então podemos dizer que parte da exteriorização dos seus sentimentos vai para o seu guarda-roupa. Não é muito fã de maquiagem, no máximo usa um pó para dar cor as bochechas, um batom claro e um delineado para dar o toque final. Na verdade, ela até fica preocupada em trazer a atenção para o seu rosto, pois sua insegurança em relação os seus olhos é bem difícil de superar, então espera que olhem para ela de corpo inteiro. Cris não comprou sapatos lindíssimos para não serem notados. E se receber um elogio, já fez o seu dia valer a pena.

Casual


Pijama


Lingerie


Baile de gala longo


Baile de gala curto


Baile de máscaras


Encontro



ೃ彡 Personalidade
Calma e silenciosa, será muito difícil ver Cristina falando alto ou arranjando confusão por onde passa. Se caracteriza como alguém de certa forma modesta, sendo muito fácil agradar ela, desde que lembrem de sua existência já estará ótimo. Bom, isso no caso de pessoas que lhe são queridas, porque se for gente que Cris não gosta, fará questão de sumir de vista. Desde pequena sempre foi instruída para não dar atenção para quem é desagradável e assim o faz, isso também a torna evasiva demais, buscando fugir de problemas. Tem medo constante de ser julgada e a faz ser insegura sobre a própria natureza, mas quando consegue mostrar seu lado divertido e carinhoso é como se portas abrissem para um mundo mágico. É leal demais, se precisar irá até o fim por uma pessoa. Muitos diriam que isso é bom, mas com a sua mania de exagerar, Cris pode ficar cega com tanta fidelidade e muitas vezes nem perceber erros grotescos de quem ela gosta. É complicado para se adaptar com mudanças, principalmente as repentinas. A mente dela passa por um longo processo de bloqueio e aceitação, quando isso acontece normalmente Cris reclama de não se sentir totalmente presente nas situações, parecendo estar anestesiada de qualquer emoção. Ela é um espírito livre! Como ficou sozinha cedo, teve que arcar com suas responsabilidades por conta própria, então pode-se perceber que ela lida bem resolvendo questões sem ajuda dos outros. Tem tendência ao individualismo e a possessividade, especialmente com objetos. Prefere cultivar poucas amizades, porém muito boas, do que várias e não garantir a confiança de ninguém. Cristina está numa busca constante sobre sua própria identidade e seu papel no mundo, por isso é muito comum ver ela lendo alguma coisa ou produzindo arte. Ela se inspira muito em grandes imagens femininas, que assim como sua tia Nicole, eram profundas e cativantes. Grande parte de sua personalidade se baseia em estabilidade, botar os pingos nos "is" é tão importante quanto qualquer coisa, o que acaba a tornando um pouco exigente de mais com os outros, querendo cobrar razões ou motivos para quem pode ser uma constante todo dia. Guarda segredos como um baú trancado a sete chaves, mas não porque ela tem boa memória, mas sim porque acaba esquecendo o que era, então podemos dizer que ela fecha o baú e joga a chave fora!

Por ser alguém de poucas palavras, acaba refletindo seus sentimentos em ações, ou seja, se ela gosta de você deixará isso bem claro. Muitos pensam que por ser esse tipo brando, acham que Cris é lerda, mas de lerdeza ela não tem nada. Essa garota pega os sinais rapidinho e nem é preciso muitas palavras para explicar algo, ela só não tem habito de abrir a boca para discutir sobre as informações que conseguiu. Gosta de praticidade e opta por seguir esse caminho em tudo que faz, por isso ela não perde tempo com detalhes minuciosos. Por querer evitar conflitos e manter tudo em harmonia, Cris enrola demais para sentar e conversar com alguém que teve uma briga, por exemplo. Não trocará uma palavra e também não olhará na cara do dito cujo. É uma covarde? Talvez, mas só quando se trata de ter que lidar com outros seres humanos.


Qualidades
Observadora;
Carinhosa;
Criativa;
Amigável;
Leal;
Calma.

Defeitos
Ambiciosa;
Individualista;
Exigente;
Evasiva;
Covarde;
Pouco comunicativa.


ೃ彡 Medos l Fobias l Traumas
Medos
Tem medo do escuro, especialmente se precisa entrar em algum lugar sem luz. Todos nós tememos o desconhecido, não é? Ela fica super nervosa, e enquanto reza para não ter nada que a faça mal, caminha devagar para achar algo que possa se apoiar, tipo uma parede, ou uma lanterna. Sente como se estivesse perdendo o ar aos poucos, por isso sempre respira fundo para ter certeza de que não irá ficar sem oxigênio.

Especificamente de insetos que voam e aranhas. Ninguém gosta de ter que lidar com uma enorme barata voadora ou com milhares delas. Cris sente um profundo desespero se é cercada por muitos insetos grandes. Talvez só ficará tranquila com borboletas, já que elas têm cores tão lindas, mas com os outros bichos correrá para longe. E no caso das aranhas é a mesma coisa, só não tem problema com as pequenas que são fáceis de esmagar (nunca perde a oportunidade para matar uma).

Pode parecer loucura, mas ela tem medo de ser envenenada. Em sua mente fértil sempre imaginou que seria convidada para um grande jantar e que alguém botaria veneno de rato na comida. É por isso que Cristina dificilmente aceita comida dos outros, a não ser que ela confie muito na pessoa.

E outro grande medo que tem é de morrer. Não se preocupa com o que tem do outro lado, mas sim em como serão seus últimos momentos viva. Tudo que ela menos quer é agonizar até a morte ou ser obrigada a ver seus órgãos internos caso sofra um acidente grave. Por isso sempre reza para que vá em paz e que esteja na companhia de alguém. Morrer sozinha seria muito triste.


Fobias
Emetofobia. Não suporta a ideia de passar mal e vomitar em público, então quando não se sente bem corre para qualquer canto, se possível o banheiro, e fica sozinha até que a náusea passe. Devido a esse problema, sempre carrega uma pequena bolsa com remédios variados para evitar situações constrangedoras, poderiam até chamar ela de farmácia ambulante. Essa fobia se originou quando vomitou na sala de aula.

Traumas
Foi sequestrada aos oito anos. Esse evento foi tão perturbador que depois de anos ainda tinha pesadelos com a noite do acontecido, e eram sempre mais intensificados pelo subconsciente. Por isso nunca deixa ninguém a carregar ou somente a levantar do chão, pois acha que tudo acontecerá de novo. E sua relação com desconhecidos só piorou depois disso, é complicado para Cris começar a confiar nos outros.

Perder quem ama. Ela sofreu bastante em relação a ter afeto pelos outros e depois simplesmente não poder nunca ver essas pessoas. E doeu mais ainda quando não recebeu o amor de sua mãe, algo que desejava profundamente. Então toda vez que suas relações começam a tornar-se mais intimas, um alerta mental soa e ela se afasta antes que possa se magoar de qualquer forma. É o que chamam de Apego Evasivo.


ೃ彡 O que a deixa constrangida e como reage?
Ter sua opinião refutada por argumentos mais consistentes. Quando isso acontece ela sente como se tivesse acabado de cair de cara no chão e passa a ficar quieta em seu cantinho;

Que comida fique presa no seu dente, por essa razão ela nunca come feijão ou alface, mas caso aconteça ela mal abre a boca e tenta a todo custo resolver isso (as vezes fica fazendo careta tentando limpar com a língua);

Tropeçar na frente de alguém, sua cara fica um pimentão e sai dali o mais rápido possível;

Errar ou esquecer o nome dos outros, Cris fica pedindo desculpas mil vezes, mesmo que esteja tudo bem;

Quando envolvem o nome dela em alguma situação obcena, nesse caso ela faz questão de brigar com quem fez isso, mandando para imediatamente;

Roupas muito curtas. Fica o tempo todo puxando as peças querendo cobrir as partes expostas, mesmo que seja impossível.


ೃ彡 O que a deixa irritada e como reage?
Indecisão. Odeia ter que lidar com gente indecisa, então ela estará sempre batendo o dedo em alguma superfície ou batendo o pé;

Pessoas que não se esforçam. Cris apenas revira os olhos, cansada da preguiça alheia, e irá falar em poucas, porém pesadas, palavras que tal pessoa não passa de um grande desocupado;

Que fiquem apontando o dedo para suas coisas. Não julgue as coisas que ela gosta ou sua aparência e certamente receberá uma cara fechada como respostas e uma carga de silêncio;

Que a tratem como bebê. Cris sabe muito bem como se cuidar sozinha e se precisar fará de tudo para provar isso para quem duvida da capacidade dela, nem que seja na força da raiva mesmo.


ೃ彡 O que a deixa feliz e como reage?
Ganhar presentes, por mais simples que sejam, e ela agradecerá muito por isso. É nesses momentos em que se pode ver um grande e verdadeiro sorriso aparecer;

Quando pode ficar sozinha e isso lhe trás muita paz, tanto que até se sente mais a vontade para conversar depois que botou todos os pensamentos em ordem;

Um passeio com os amigos, ela com certeza irá se esforçar para tornar o momento inesquecível e divertido para todos;

Saber que pode confiar em alguém, isso a deixará mais motivada a querer interagir;

Surpresas, ama poder sentir aquele sentimento de alegria explodindo no peito e irá querer abraçar quem a surpreendeu, como se quisesse passar o que está sentindo para o outro.





ೃ彡 História
Tudo começou na pequena cidade de Tigre, com aproximadamente uma hora de viagem até Buenos Aires, capital da Argentina. Lionel e Marta se conheceram num clube que remo tradicional da região e como é de se imaginar foi amor à primeira vista. Ou melhor: segunda vista, já que os dois participavam dos campeonatos anuais e botavam o senso de competitividade na frente de qualquer coisa, os clássicos adolescentes rebeldes.

Depois de muito tempo, já mais velhos, essa paixonite juvenil se desenrolou e enfim tornou-se um belo romance, tão aguardado por quem os conheciam. Dois anos após o casamento, o casal teve sua primeira filha chamada Tereza, uma linda garotinha de cabelo e olhos azuis. Conforme foi crescendo mostrou um comportamento difícil de lidar e a personalidade egocêntrica, muito provavelmente herdada da mãe. Então, quando completou dez anos, sua irmã mais nova, Cristina, nasceu e aquele seria início da desgraça na família Rodriguéz.

O belo romance já não era mais tão belo. Eles tinham discussões constantes, as vezes por causa de dinheiro ou até coisas bobas, mas no geral tudo era motivo para brigas. Marta dizia que havia mudado; que desejos não eram os mesmos e viver numa cidade pequena estava limitando os planos dela, sem dar muitos detalhes sobre o assunto. Óbvio que aquilo era muito estranho para Lionel, que tentava poupar o resto de paciência da esposa e ignorava comentários desse tipo. Havia também a maldita marca misteriosa no braço da filha mais nova. Ninguém sabia da onde raios aquela coisa tinha vindo e ficava ali para todos verem se não tomassem cuidado em cobrir o corpo da criança. Não era só isso, Cristina tinha nascido com os mesmos tons azuis da irmã, porém com o passar dos dias os olhos foram perdendo as cores e é claro que os pais ficaram preocupados. Levaram a filha em diversos médicos achando que ela ficaria cega e, pelo contrário, descobriram que ela enxergava muito bem, melhor do que a grande maioria das pessoas. Poucos exames conseguiram ser conclusivos, afirmando que Cristina tinha uma anomalia genética causadora da baixa produção de melanina, sendo quase nula nesse caso. Não era uma situação de risco, como disseram os médicos, ela só teria que evitar ficar exposta a luzes intensas, principalmente nos períodos em que o Sol é mais forte. Diante da mudança de Cristina, pessoas de mal caráter espalhavam boatos horríveis sobre a família e de como eram azarados por terem que criar uma criança tão esquisita.

Enquanto isso Marta olhava para o próprio bebê com grande desgosto, sabia que não era culpa de Cris, mas ainda se sentia frustrada. E se ela fosse normal como a irmã? Era uma pergunta que não saía de sua cabeça. Até Tereza evitava ficar perto de Cristina e ainda dizia que era bizarro ter aqueles pequenos olhos claros observando tudo ao redor. De fato, era uma sensação bem estranha ter que ficar de frente para a pequena, principalmente quando acordava chorando no meio da noite, parecia que os olhos brancos brilhavam ainda mais na escuridão. Era o que Marta pensava. Já Lionel ficava profundamente triste com tantos julgamentos em cima da pobrezinha, ela era só um bebê e ele continuava sendo o único a tratá-la com naturalidade.

E como se já não bastasse, Cristina, aos três anos de idade, e sua família tiveram uma visita inesperada de uma senhora muito estranha. Ela apareceu no portão e ficou chamando até que alguém fosse atendê-la. O mais surpreendente era que a velha sabia os nomes deles. Assim que o casal se aproximou, a idosa já praguejava:

– O lugar dela não é aqui! Sua filha é fruto de um mal tão antigo quanto todos nós e o destino dela é perpetuar essa podridão, está na pele e até no sangue! – gritava para os quatro ventos e jogava as mãos para o alto numa espécie de súplica. – Queima, bruxa! Queima!

Mesmo que estivesse na casa dos oitenta anos, ela falava tudo com tanta certeza que chegava a ser muito interessante para os ouvidos de Marta, que parecia hipnotizada pelas palavras. E Lionel apenas assistia a cena horrorizado com tanta asneira sendo dita e em choque por uma desconhecida saber de coisas tão pessoais. Talvez a velha tivesse escutado os boatos e tinha vindo até ali só para perturbá-los. E depois de um pedido nada gentil do homem “A senhora é maluca e não tem o menor direito de falar assim da nossa filha! Vai embora ou eu vou chamar a polícia!”, a mulher sumiu do mesmo jeito que havia chegado: misteriosamente, deixando apenas uma energia pesada.

Mais brigas e mais dor de cabeça. Apesar de ser muito novinha (por volta dos quatro anos), Cristina entendia perfeitamente que ela era o motivo de tanta discórdia na casa e se culpava por não conseguir “ser boa” como Tereza era para os olhos da mãe. O divórcio chegou e com isso Marta pôde se mudar para Buenos Aires, a fim de realizar seus sonhos e levando sua filha mais velha junto, que estava mais do que aliviada por ficar bem longe da irmã estranha. E assim sobraram Lionel e Cristina para se apoiarem.

Foi complicado nos primeiros meses, até as coisas se acertarem e voltarem ao “normal”. O homem sofria demais por ter visto a esposa e a filha mais velha irem embora, sentia-se um completo inútil, mas jurou para si mesmo que faria o possível e o impossível para, pelos menos, garantir a felicidade de Cristina. Com a ausência de Tereza para cuidar da caçula e a indisponibilidade de Lionel durante o horário de trabalho, a pequena começou a frequentar a creche. Não bastava ser excluída em casa, vivenciou isso com as outras crianças, que nem falavam com ela. Sempre que tentava uma aproximação, todos corriam com medo da “menina possuída”. Vez ou outra uma das cuidadoras brincava com ela, por pena e para que não se sentisse tão solitária. Mesmo assim, Cristina ainda guardava muita tristeza... e raiva. O coração doía demais e a garganta trancava, porém, jamais choraria na frente dos outros, não queria causar mais perturbações. Então fechava os olhos e pensava em seu pai; em como se sentia especial quando ele a chamava de pequena pérola. Um sorriso mínimo surgia em seus lábios e o pouquinho de felicidade que restava voltava a surgir. Por sorte outra pessoa maravilhosa apareceu na vida da garota: Nicole Rodriguéz, sua tia.

Depois que Nicole passou a buscá-la depois da creche as coisas mudaram completamente, mas dessa vez para um bom sentido. Era uma mulher bem extrovertida, assim como Lionel, mas ao contrário dele que sempre se mostrou muito sereno na maior parte do tempo, também era “casca grossa”, como dizia Cris com um sorrisinho bobo. Passar a tarde na loja de artesanato de sua tia era como estar no paraíso. Em pouco tempo já tinha aprendido muitas coisas, não só sobre trabalho manual, mas sobre a vida como um todo. Nicole era uma pessoa que já tinha viajado muito pelo mundo, tinha inúmeras histórias para contar, e ter sua sobrinha como uma boa ouvinte era de certeza que passaria horas falando. E assim as duas passavam o resto do dia conversando, produzindo souvenirs para vender ou lidando com os vários problemas de autoestima de Cristina.

Com cinco anos Cris participou do seu primeiro campeonato de remo junto com seu pai. Eles ficaram em sétimo lugar, mas ver o sorriso de felicidade genuína de sua filha foi o melhor prêmio que ganhou. Cristina estava contente por estar junto da pessoa mais importante de sua vida e ainda fazer parte do que ele ama tanto, que era remar. Também pegou jeito na pescaria, logo aumentando seu conhecimento e habilidades.

Depois dos seis anos começou a terapia. Em um ano já estava indo para a escola, matriculada na primeira série e era a mais nova de sua turma. Cristina sabia perfeitamente como era conviver com outras crianças, imaginava que receberia o mesmo tratamento de quando ia na creche, porém sua esperança se mantinha firme no fundo de sua alma, e as sessões com a psicóloga também ajudavam a manter um pouco de autocontrole. Por sorte conseguiu uma única amiga, Maria Rosa, uma moreninha de cabelo cacheado super enérgica. Mas Cristina já estava fadada a passar por situações desagradaveis desde sempre e naquele dia de apresentação de trabalhos não foi diferente. Estava na frente da sala, olhando constantemente para o chão por causa medo de encontrar qualquer expressão negativa dos colegas. O papel em suas mãos balançava devido ao grande nervosismo e a cabeça era um branco total. A dificuldade para respirar agravou a tontura, até que Cristina não conseguiu mais suportar aquela pressão. Em questão de milésimos deixou tudo que havia comido no café da manhã sair, na frente de todos. Rápida, a professora correu para socorrer a pequena garota e leva-la até o banheiro. Enquanto algumas crianças faziam cara de nojo, outras riam. Maria Rosa, sentiu pena de Cris, gritava para que os outros parassem de tirar sarro da situação.

Após o episódio de humilhação, preferiu ficar escondida no banheiro na hora do intervalo. Nem mesmo Maria foi capaz de tirar Cris daquele "buraco" que havia se metido. Ela só precisava ficar um pouco sozinha e foi isso que aconteceu. Ficou na parte interditada, onde os vasos estavam todos quebrados, sentada em qualquer canto chorando baixinho. Até que três garotas de sua turma apareceram e pelos olhares de deboche não tinham vindo com boas intenções. A vida era mesmo uma grande bosta e Cristina já tinha aprendido isso há muito tempo.

Estava cansada de sempre ter alguém apontando o dedo em sua cara enquanto riam com desdém. Era ela o monstro feio da história ou eram essas pessoas sem coração? Muitos sonham em ter fortuna e fama, mas ela só não queria ser julgada. Esse desejo fez com que, secretamente, tivesse inveja da própria amiga. Dizia para si mesma que faria qualquer coisa para estar no lugar de Maria ou que simplesmente sumisse. E com aquelas garotas insuportáveis dizendo coisas horríveis só fazia sua vontade de desaparecer aumentar. Mas algo inexplicável aconteceu. O ambiente, que já era escuro, ficou mais escuro ainda, como se tivesse usando uma lente azul cobalto nos olhos e as três meninas estavam em câmera lenta. Cristina ficou imóvel, tentando processar o que acontecia. No espelho velho viu os reflexos tremerem sem parar. Levantou temerosa e constatou que o efeito de lentidão não se aplicava a ela. Então viu uma oportunidade de ouro e nunca deixaria passar. Apenas sentia que precisava revidar cada ofensa que foi disparada contra ela e assim deu um empurrão em cada uma das garotas desprezíveis. Quando todas atingiram o chão frio e húmido, o tempo voltou ao normal e a visão de Cristina já não estava mais azul.
As três meninas se entre olharam confusas enquanto reclamavam de dor.

– Porque estamos no banheiro? A gente não ia brincar de pular corda?

– É verdade, nem lembrava disso.

– Então levantem e vamos logo!

Foram embora e sem dar atenção para a presença de Cristina, que as encarava incrédula. Teriam mesmo esquecido dela? Mas como? E porque só naquela hora? Prometeu para si mesma que não contaria nada do que aconteceu para ninguém, nem para as pessoas que ela mais confiava no mundo. E para a infelicidade de Cris o tal evento estranho não se repetiu mais, fazendo com que sua curiosidade crescesse.

O grande dia havia chegado: seu aniversário de oito anos. Foi um belo dia ensolarado de sábado em que passou junto com seu pai e sua tia. Apenas uma pequena reunião para não deixar essa data passar em branco. De Lionel ganhou uma nova caixa de lápis de cor, pois sempre gostou muito de pintar, e de Nicole um colar simples feito por ela mesma. A mulher contou que havia encontrado um trevo de quatro folhas, algo bem difícil de se achar, então decidiu fazer um pingente com ele e presentear sua sobrinha, assim Cris sempre teria sorte. Infelizmente sua melhor amiga não pôde comparecer, mas deixou uma cartinha feita á mão como presente. Já sua mãe, ainda vivendo em Buenos Aires, mandou somente um cartão genérico de aniversário e chocolates baratos. Ela nem sequer se esforçava para agradar a filha mais nova, mesmo depois de tantos anos. Mas enfim, essa questão eram águas passadas e a garota nem tinha lembranças marcantes dela ou de sua irmã.

Estava escuro e um pouco frio lá fora, podia-se até ouvir uma coruja cantar ao longe no meio do mato que crescia nos fundos do quintal. Cristina desceu as escadas indo para o primeiro andar da casa afim de pegar um copo de água na cozinha. Chegando na sala ela viu a luz apagada e a Tv com a tela azul, alertando que a emissora não tinha sinal. Seu pai estava deitado preguiçosamente na poltrona, dormia tranquilo e roncava baixo. Diante daquilo deixou um sorriso escapar. Depois de voltar para o quarto, buscar uma manta e por fim cobrir o homem, ela finalmente foi para a cozinha. Entrando lá deparou-se com dois grandes sacos de lixo. Soltou um suspiro pesado, cansada de ter que lidar com aquela situação corriqueita. Não era a primeira vez que seu pai esquecia de tirar o lixo, mas também não iria reclamar. Cris sabia que ele tinha coisas mais importantes para se preocupar, coisas de adulto por assim dizer. E claro que ele trabalhava bastante, fazia muitas horas extras, e óbvio que isso o deixava muito cansado, então acabava esquecendo de terminar esses serviços menores antes de pegar no sono.

Com cada mão ela pegou um dos sacos e foi para fora da casa, indo para a parte da frente até chegar na caçamba de lixo. Jogou o primeiro saco e antes de fazer o mesmo com o outro escutou um barulho semelhante ao de uma lâmina cortando o ar, rápido e agudo. Um pouco assustada olhou ao redor, mas não viu nada, então concluiu que poderia ser algum bicho da noite caçando uma presa. Teria terminado a tarefa rapidinho se não fosse por uma forte sensação de que alguma coisa estava errada. Mais uma vez olhou para os dois lados e naquele momento viu alguém de sobretudo se aproximar. Pela estatura alta e ombros largos imaginou que se tratava de um homem; um homem bem assustador. Achou estranho, pois cada vez que piscava ele parecia estar ainda mais perto e por algum motivo seu corpo havia paralisado. Quando ele chegou o coração já batia a mil por hora e finas lágrimas escorriam pelo rosto. Sabia que o desconhecido lhe faria mal, então conseguiu fazer seu corpo responder seus comandos e bateu nele com o saco de lixo restante. Tentou escapar voltando para dentro de casa, porém foi pega no meio do caminho. Enquanto esperneava para se soltar daqueles braços fortes, sentiu algo apertar seus pulsos com força e um som metálico logo em seguida. Cristina havia sido algemada. Acabou se desequilibrando e caiu no chão. Seu desespero aumento assim que notou o homem se agachar, visivelmente irritado, com um saco preto nas mãos, murmurando coisas que ela não entendia, provavelmente um idioma oriental. Após ter sua visão coberta, ouviu um estrondo forte de uma porta sendo arrombada e um berro enfurecido:

– Solta a minha filha ou eu atiro!

Cristina ouviu o homem dar uma risada baixa, como se estivesse tramando algo muito ruim. Com os braços presos atrás do corpo e a visão completamente bloqueada pelo pano escuro, a menina ainda tentou se levantar. No meio do processo escutou passos agitados, grunhidos de dor, barulho de socos sendo deferidos, por fim um único tiro e depois o barulho de algo pesado caindo no gramado. O silêncio veio e ela congelou.

– Papai...? – chamou baixinho, na esperança de que ele estivesse bem. Quando não teve resposta começou a soluçar. – Papai!

O pequeno corpo foi erguido com brutalidade e então o homem jogou ela por cima do ombro, caminhando tranquilamente. Cristina só conseguia chorar em desespero e o cérebro entrava em colapso total sem uma resposta plausível para qual atitude tomar. Lá no fundo se perguntava: como que nenhum dos vizinhos tinha escutado aquela barulheira sem achar que algo estranho estava acontecendo? Odiavam tanto sua família a ponto de deixar um maluco machucar seu pai e ainda sequestrá-la? Eles realmente não tinham coração!

Não tinha mais forças para gritar. Rezava mentalmente para que alguém viesse salvar ela. Sua tia, sua melhor amiga... Até mesmo sua mãe ou sua irmã, apesar de terem tratado ela tão mal. Qualquer ajuda, de qualquer pessoa, já estaria bom. Porém ninguém veio.
O desconhecido a jogou dentro de uma van e depois entrou. A pessoa que estava no volante deu partida no veículo e assim eles foram se afastando a residência dos Rodriguéz.

Depois de alguns minutos, o pano foi retirado da cabeça de Cris e ela espantou-se ao ver que tinham mais três criminosos além do homem que a atacou. Todos usavam máscaras pretas, exceto aquele desgraçado. Percebeu que um deles despejou um líquido num pano e já tendo assistido muito filmes ela sabia o que viria depois. Lutou como pode para não deixarem apagá-la, mas os outros dois seguraram seu corpo e rosto, enquanto o primeiro mascarado pressionava o pano contra sua boca e nariz. Em seus últimos segundos de lucidez, gravou a imagem daquele rosto imparcial de expressão tão dura quanto mármore e os olhos gélidos que carregavam a aura mais sombria que teve o desprazer de conhecer. Não sabia quem era aquele homem, mas tinha certeza de que na primeira oportunidade o faria sentir a pior e maior dor do mundo, assim como ela havia acabado de vivenciar. E aos pouco tudo foi ficando preto, até que adormeceu por completo.


ೃ彡 Família
Photoplayer: Kotetsu Kaburagi – anime Tiger & Bunny.
Nome: Lionel Rodriguéz. – pai.
Status: morto.
Idade: 46 anos (no desaparecimento de Cristina).


Photoplayer: Nagahide Niwa – anime Oda Nobuna no Yabou.
Nome: Marta Elise Merello – mãe.
Status: viva.
Idade: 44 anos (no desaparecimento de Cristina).


Photoplayer: Aki Adagaki – anime Masamune-kun no Revenge.
Nome: Tereza Merello Rodriguéz – irmã mais velha.
Status: viva.
Idade: 18 anos (no desaparecimento de Cristina).


Photoplayer: Yoruichi Shihouin – anime Bleach.
Nome: Nicole Rodriguéz – tia.
Status: viva.
Idade: 40 anos (no desaparecimento de Cristina).



ೃ彡Dom
Manipulação de Memórias.

Com esse poder Cristina pode ver, apagar, alterar e trazer do subconsciente as memórias de qualquer pessoa, mas só quando estiver no seu potencial máximo de bruxa e apenas através do toque. Também pode utilizar da alteração de lembranças para torturar os outros com memórias melancólicas ou até traumáticas.


ೃ彡 Animal de Poder
Hamsa – anime Shingeki no Bahamut.

Muitos sonham em ter raposas, tigres ou até os poderosos dragões como guias espirituais, mas Cristina foi agraciada com um pato. Isso mesmo, um fofo e simpático pato chamado Hamsa. É impossível confundi-lo com outro bicho da mesma espécie, pois ele sempre usa uma pequena coroa e a garota nunca quis perguntar qual era o motivo. Gostava mais de imaginá-lo como sendo o Rei dos Patos. Toda vez que Hamsa aparece Cristina logo entende que uma tarefa precisa ser resolvida e sabe que é algo importante. Então, dependendo do que ela estava fazendo, tenta terminar ou deixa pra outra hora e ir seguir o pato para sabesse lá a onde.






ೃ彡 Gostos l Desgostos
Gostos
Verão ou apenas dias ensolarados;
Pescaria e qualquer atividade que tenha água;
Passear;
Beber mate e café;
Observar trabalhos artísticos;
Pequenos mimos;
Cultura francesa;
Música internacional, especialmente pop;
Assistir novela na Tv;
Ler ficção cientifica;
Gatos e patos;
Que a tratem com naturalidade;
Simplicidade e honestidade;
Cochilar depois do almoço;
Origami;
Soluções práticas.

Desgostos
Frio, chuva e inverno;
Ter que correr;
Que olhem para seu rosto por muito tempo;
Comentários sobre seus olhos;
Acordar muito cedo (cinco/seis da manhã);
Gritaria;
Que julguem a aparência dos outros;
Bully’s no geral;
Dilemas amorosos;
Música e livros clássicos;
Caranguejos.


ೃ彡 Habilidades
Pescar;
Nadar;
Cozinhar o básico;
Pintar;


ೃ彡 Hobbies
Remar;
Pescar;
Nadar;
Ler;
Ouvir música;
Confeccionar artesanato;
Meditar.


ೃ彡 Manias
Dormir totalmente tampada, até a cabeça;
Roer as unhas quando está nervosa;
Botar uma mecha de cabelo atrás da orelha quando está falando (tipo alguém gesticula muito com as mãos);
Se está usando um casaco ou uma blusa comprida, fica dobrando e desdobrando a barra da manga quando está entediada;
Querer tocar em tudo, mesmo que não seja permitido.
Ficar com as mãos na cintura, na pose de dona de casa, quando está escutando outra pessoa ou quando só está parada;
Se espreguiçar com frequência.


ೃ彡 Segredos
Ela falhou na sua primeira e última tentativa de suicídio. Foi aos sete anos, se jogaria do segundo andar da sua escola por uma janela. No momento hesitou por estar com medo de que a queda não a matasse, então sua amiga Maria apareceu por estar procurando por Cris, assim as duas foram para o pátio.

Na creche foi assediada pelo responsável da limpeza, por sorte teve uma denuncia e ele foi demitido, mas ela nunca contou desse ocorrido para ninguém, pois aquele homem ameaçava as meninas que molestava e Cris tinha muito medo que ele voltasse.


ೃ彡 Frases
“Melhor que nada, né?”

“Uma boa tarde só é feita com mate.”

“Ops, acho que exagerei.”

“O karma tarda, mas nunca falha.”

“Juro que se eu pudesse, dava um remo na cabeça dele!”

“Para fazer o mal, uma pessoa só precisa acreditar que o que está fazendo é bom.”


ೃ彡 Cor l Comida l Lugar favorito
Sua cor favorita é roxo, porque Cristina sempre gostou muito de uma das vilãs do Club das Winx, chamada Darcy. Simpatizou tanto com a personagem que até nas roupas inspirou-se para usar.

Locro é seu prato salgado mais amado, normalmente servido em festividades. E o doce seria helado de dulce de leche (sorvete de doce de leite), que come de montes durante o verão.
.
E seu lugar favorito definitivamente era a Avenida de Arte, que frequentava junto com sua tia. As duas passavam hora e mais horas admirando o trabalho dos outros, isso também dava inspiração para ambas produzirem mais coisas na própria lojinha de Nicole.


ೃ彡 Curiosidades?
Deixou o cabelo crescer para algum dia doar.

No desenho, Darcy tem o poder de hipnose, o que de certa forma de assemelha com as habilidades de Cristina, já que ambas estão ligadas a mente.





ೃ彡 Bruxa com quem se dá melhor
Bruxa do Shu.


ೃ彡Par
Kanato Sakamaki.


ೃ彡Relações da personagem

Enquanto assistia as garotas praticamente caírem na pancadaria com os outros Sakamakis, optou por tentar uma aproximação com Kanato (visto que era o único fora de alguma briga). Como dizem: quem vê cara, não vê coração. E não demorou muito para Cristina perceber que Kanato não era lá tão inofensivo e bobinho quanto parecia ser. Ter que lidar com um vampiro já é bem complicado, agora um vampiro que tem sérios problemas de temperamento e personalidade distorcida é três vezes pior. Não sabia o que dizer, e muito menos o que fazer, para ajudar com o mal humor ou apenas para criar uma boa convivência. Tudo dava errado. Passou a refletir se valia mesmo a pena investir seu tempo tentando construir uma relação amigável com ele, uma parte de Cris dizia que não; que devia usar sua pouca sensatez para se ocupar com outras coisas. Mas o outro lado insistia em levantar a famosa questão de que ninguém nasce cem por cento mal. Tinha certeza de que lá no fundo Kanato escondia um pedaço da empatia de alguém que se importa com as coisas do mundo. Ela não ficou propriamente determinada, estava mais curiosa para descobrir e ver outras facetas de Kanato. Extrair mais reações, além das monótonas expressões de sadismo ou puro tédio, era o novo objetivo de Cristina.



Logo nas primeiras impressões percebeu que o loiro estava em outra vibe, na vibe dos dorminhocos. Não entendia como que alguém pode passar tanto tempo deitado ou sem fazer absolutamente nada! Bom, Shu ainda era um vampiro no final das contas, mas por sorte era o menos problemático de todos os seis. Cris sabia que se não o incomodasse, ele também não iria atrás dela, era como brincar de fantasma. Tinha absoluta certeza de que se falasse com ele um pouco mais de longe não correria risco, afinal Shu demostrava ser preguiçoso demais para levantar e ir até ela beber sague, nesse meio tempo Cris já teria dado no pé. E obvio que ele não perderia tempo correndo atrás dela.



Esse foi outro que Cris errou feio. O óculos e a postura mais centrada a fizeram achar que Reiji poderia ser alguém que estivesse do lado dela e que botasse ordem nos irmãos, mas acabou descobrindo que ele era tão perturbado quanto os outros, especialmente com seus castigos. Normalmente se encontravam na biblioteca, quando Cris saia para dar umas voltas e ler um livro, ou na hora do jantar, mas sempre tomava cuidado em como se portava na frente dele. Tanto que ela só falava o que era extremamente necessário com Reiji. Só de pensar naquele sorriso diabólico direcionado para ela e o barulho de um dos chicotes dele batendo na mão, já lhe causava arrepios de pavor e as pernas tremiam como vara verde.



Se pudesse daria para ele uma viagem só de ida até a Lua, assim esse ruivo arrogante e despretensioso nunca mais torraria sua paciência. Cris sempre gostou de deixar bem claro que odiava Ayato. Suas interações se resumiam em: respostas secas e em caso de provocações ela apenas ignorava a existência dele ao máximo. Apesar de saber que isso só o deixaria com mais raiva, ela preferia que Ayato apenas tomasse seu sangue e fosse embora de uma vez. É a famosa frase do "pega e some logo!", mas Cris não deixaria ele se aproveitar da situação aparecendo qualquer hora para morde-la, então sempre que possível andava pelos corredores acompanhada de alguma das meninas como uma garantia de ajuda.



O lado pervertido de Laito lhe causava nojo, mas sabia que por trás daquela máscara tinha alguém divertido. Até apreciava o senso de humor dele, meio irônico com uma pitada de acidez. As vezes dava uma risada discreta quando ele fazia algum comentário afrontoso e nossa como era divertido vê-lo irritar Ayato. Odiava quando ele chegava sorrateiro e cheio de segundas intenções para beber seu sangue, Cris argumentava contra, mas óbvio que não tinha outra solução senão deixar ser mordida. Entre todos, Laito era o único que ela se sentia mais confortável para pedir algo ou tirar uma dúvida, mesmo que as vezes ele tentasse tirar proveito dela.



Surpreendentemente os dois até que se davam bem, ainda que tivessem personalidades muito distintas. Subaru com seu temperamento explosivo e Cris com com sua calmaria queriam apenas uma coisa: silêncio. Nos momentos em que se encontravam, geralmente nos jardins onde ela buscava um pouco da paz que as flores traziam, ficava no seu canto, pois percebia que aquele lugar era muito especial para o vampiro e respeitava isso. Era exatamente o que Cristina sentia por ele, não um medo desenfreado por sua agressividade, mas apenas respeito. Assim como ele, ela também era a filha mais nova e entendia que na visão dos outros os caçulas sempre são os que não conseguem fazer nada, então passam a ter que provar seu valor constantemente, o que acabou fazendo ela ter uma certa empatia por ele. Eles não passavam muito tempo conversando e como de costume Cris dizia apenas o que era necessário, porém com um pouco mais de gentileza para Subaru, já que seu total desprezo e indiferença eram gastos com Ayato, Reiji e Shu.


Minha personagem
Não sabia quais eram os reais planos daquela garota ou o que ela pensava, mas ainda sim queria ser mais próxima de Akemi. Claro que Cristina não concordava com tudo que a outra dizia, porém tanto as duas como as demais garotas estavam passando por uma situação complicada, então resolveu que não seria uma pedra em seu sapato. E nas poucas vezes que conversavam, procurava ser amigável.

Desconhecidos
Sente muito medo de ter que começar um diálogo com quem não conhece. Cris até evita entrar nessas situações, ficando perto apenas de quem conhece, mas senão tiver opções ela ficará calada na maior parte do tempo e quando falar irá se atrapalhar toda ou dizer tudo baixinho. Ela só não quer incomodar ninguém.

Amigos
Nesse caso Cris é mais participativa. Conversa e brinca com todos, mesmo sem conseguir deixar de lado suas gagueiras momentâneas. Para eles ela sempre irá dar espaço e ser o porto seguro quando precisarem de um ombro amigo, gosta de motivá-los e sempre dá aquela mãozinha quando precisam de ajuda. E quando tem uma discussão, Cris gosta de fazer as pazes com uma conversa tranquila.

As demais bruxas
Geralmente é uma convivência de paz, mas não nega para ninguém que sente medo das bruxas mais experientes. Nunca se sabe quando vão jogar uma praga em você. Pede conselhos com frequência, pois ainda é bem insegura em relação aos seus poderes.





ೃ彡 O que sua personagem pensa...
Sobre a Maldição Negra?
R: quando pensa nisso apenas solta um longo suspiro de frustração. Acha que o mundo já está cheio de coisas ruins, desde muito antigamente, já que é da natureza dos "seres pensantes" ficar espalhando mais caos e isso é como uma corrente que vai afetando os outros. Ela vê essa maldição como um bom exemplo disso. Tudo bem desejar vingança, afinal quem nunca fez isso, não é? Mas isso não lhe da o direito de fazer mal pro outro. É uma falta de imaturidade tão grande, porque as pessoas envolvidas nos planos maléficos simplesmente não conseguem viver em paz e quem arquitetou isso não tem sua evolução espiritual. Para Cris ser bruxa é muito mais do que fazer feitiços, é uma vida que leva aprendizados constantes e a pessoa que jogou essa maldição não tinha um pingo de sabedoria na cabeça.

Sobre ser amaldiçoada?
R: acha péssimo, obviamente. Fica até revoltada com essa palhaça toda e graças a isso muitas tragédias aconteceram em sua vida, tendo que suportar coisas que jamais imaginou que iriam acontecer.

Sobre o pequeno pentagrama invertido que possui no antebraço esquerdo, devido a maldição da Rainha das Bruxas?
R: outra coisa que a faz sentir ódio, já que se não fosse por essa marca desgraçada em seu braço, não teria sofrido tanto julgamento na infância e nunca teria perdido seus pais. Acha que foi uma grande falta de bom senso da pessoa (ou jumento de duas pernas, como ela gosta de chamar) que inventou aquilo. Sempre se questionou, porque exatamente um pentagrama? Será que não poderia ser algo mais discreto como uma flor ou uma estrela? Cris não tem muita habilidade em guardar símbolos mágicos na cabeça, mas até ela fala que arranjaria uma ideia melhor. Bom, pelo menos ela não iria estragar a vida de outras pessoa com uma marca de discórdia.

Sobre o Senhor das Trevas?
R: ouviu falar dele muitas vezes e morria de medo dele aparecer para ela. O bicho já não tem um nome muito agradável, então ela tinha certeza que os assuntos dele eram piores. Mas se tivesse a sorte de encontra-lo de bom humor, faria alguma perguntinhas... Não é possível que uma entidade tão poderosa passe o dia todo apenas fazendo mal pros outros, isso é muito coisa de gente desocupada.

Sobre quando tiver seu Batismo de Sangue aos 18 anos, trocando a liberdade pelo poder e assim virando submissa ao Senhor das Trevas?
R: ela não tinha muitas opções, não é? Decidiu participar, mesmo a contra gosto, ou então as coisas ficariam feias para seu lado. Achava um absurdo pessoas ainda serem submetidas nesses tipos de situações e se algum dia ela conseguisse a força necessária, lutaria contra com unhas e dentes. Não queria ver mais ninguém sofrer. E sobre a parte de ser submissa... Cristina não tinha palavras para descrever o nojo que sentia, mas se era isso que precisava para continuar viva, então ficaria firme, vivendo um dia de cada vez. Ela não queria mais poderes, só desejava ter uma vida normal.


ೃ彡Questionário
Sabe que sua personagem, se aceita, estará no meu total controle e que ela irá reagir de acordo com o andar da fanfic?
R: sei sim e concordo.

Concorda que sua personagem tenha cenas eróticas explícitas?
R: concrodo.

Sua personagem é BV ou BVL?
R: os dois.

É virgem?
R: sim.


ೃ彡Reações
Quando a Malum Malus que ela consumir não apodrecer, indicando que ela é uma das Marcadas destinadas a quebrar a maldição.
R: entrou em estado catatônico, para logo em seguida começar a chorar. Ela não queria mais estar envolvida com nada dessa história maluca, na verdade nem tinha ideia de como havia chegado tão longe e naquele instante percebeu que sua jornada seria mais longa ainda. Mas depois de muito inspirar, Cris encontrou um ponto positivo no meio do caos: um objetivo. Finalmente ela teria um propósito, um valor, coisa que achava que nunca teria. Se sua tarefa era quebrar a droga de uma maldição, então era isso que faria, e sentia-se com mais sorte por não estar nisso sozinha.

Ao ver seu par pela primeira vez.
R: no instante que colocou seus olhos em Kanato relembrou de uma aura inocente que há muito tempo não via. Achou tão fofo vê-lo segurar o ursinho nos braços com tanto apego, mas questionou-se por qual motivo ele, que claramente não era mais uma criança, carregava um bicho de pelúcia para todo canto. Logo deixou essa questão de lado, afinal Cris também havia sido muito julgada durante a infância e não faria isso com Kanato. Supôs era um objeto com grande valor sentimental e ficou por isso mesmo. Sem contar que estava distraída demais admirando a belíssima cor do cabelo dele. Queria aquela mesma tonalidade arroxeada no seu. Sim, ela sentiu uma pontada de inveja e não conseguia parar de encará-lo, o que com certeza foi uma atitude bem irritante para o vampiro.

Ao ser mordida pela primeira vez.
R: segurou o grito de dor e tentou suportar aquela sensação extremamente desconfortável. Assim que foi largada, sai correndo toda destrambelhada, só querendo fugir depressa. Qualquer canto isolado já estaria bom para Cris.

Ao ser ignorada.
R: sente uma alfinetada nas costas. Cris fica com cara de tacho, encarando a pessoa que a ignorou com um sorrisinho no rosto, esperando ganhar sua devida atenção e se isso não acontece ela fica triste e quieta.

Ao perceber que se apaixonou pelo par.
R: socará a própria cabeça ou baterá a cara no travesseiro, tentando convencer a si mesma de que é apenas uma ideia boba. Mas não vai mudar nada, já que esses sentimentos estão em seu coração e quando ele fala não tem o que fazer, deve seguir aquele caminho até o final. E depois que aceitar sua nova condição de apaixonada, muito provavelmente ficará triste por achar que Kanato não sente o mesmo por ela, porém isso nunca irá impedir Cris de desejar coisas boas para ele.

Ao descobrir o passado de seu par.
R: Cris ficará profundamente triste e com certeza vai querer ajuda-lo a superar as mágoas do mesmo jeito que quis ser amparada por alguém em relação a morte de seu pai. Entende como é difícil, mudar o que passamos é impossível, mas ainda da pra fechar a ferida. E desde o instante que soube, sempre deixou claro que estava disposta até mesmo a apagar as memórias dolorosas da mente de Kanato, se ele quisesse.

Ao se deparar com a nova vida.
R: ficou angustiada, já que sempre odiou mudanças e aquela foi a pior de todas. Seu desejo por suicídio voltou, mas ela só não o cometeu porque percebeu que desse jeito ela estaria jogando tudo que aprendeu com sua tia e com seu pai no lixo, também estaria dando o gostinho da razão para todos que a chamavam de fraca ou inútil. A morte de Lionel foi causada por essa história maluca, então não deixaria que isso fosse me vão. Fisicamente Cristina nunca foi forte, mas em sua alma ela era sólida como uma rocha e aprenderia a lidar com as novas situações mesmo na raiva ou na tristeza.


ೃ彡Algo mais?
R: não.






— Escrito por @destroynix

— Enfeites retirados desse jornal.

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[07/10/2020] Conhecendo Meu Eu Escritor - desafio

[11/06/2020] Welcome 2.0!

[15/05/2020] Jornal maldito que demorei anos para fazer por causa do monte de gambiarra que tem nele


Atualizações do Usuário

Usuário: destroynix
TERMINEI A FICHA aleluia

Agr posso descansar em paz...
Usuário: destroynix
Star Nymph passou de 100 visualizações e ta quase em 20 favs, eu to chocada demais

Obrigada por quem está acompanhando 💖💖💖
Usuário: destroynix
Atualizei a fic, amém glória

Posso descansar em paz
Usuário: destroynix
Adicionei um novo capítulo
História: Star Nymph
História: Star Nymph
Ino sempre achou que era uma garota comum. Loira e de olhos azuis, não teria como ser mais genérica. Mas após ser sequestrada e descobrir sua verdadeira origem, não tão convencio..
Usuário: destroynix
meu deus mês já ta quase no fim e como sempre n sei qual vai ser o tema do meu perfil no próximo 🤡