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Início: 31/07/2018

(Mais18) Jornal Jornal de Ajuda: Cenas de sexo - por Nunytales

Postado

(Mais18) Jornal Jornal de Ajuda: Cenas de sexo - por Nunytales

Sejam Bem Vindos!


ATENÇÃO! CONTÉM CONTEÚDO ADULTO!


Olá~

Uhn, pra começar esse texto, eu acho que devia começar dizendo que, durante muito tempo, eu sonhei em escrever as famosas cenas quentes entre os personagens das minhas fanfics, o que parecia algo impossível, missão de sucesso inimaginável por mim, mas que era o que eu achava que faltava nas minhas histórias.

Hoje em dia, eu não tenho muita certeza de que elas são assim tão essenciais, mesmo que pareça ser mesmo um requisito para alguns escritores e leitores por aí.

Assim, a primeira coisa e a lição mais importante que eu aprendi é que existem gostos e gostos, especialmente no que se refere ao assunto desse jornal — e não, não é só sobre fetiches e posições que eu estou falando. Algumas pessoas gostam de cenas bem explícitas, detalhadas e gráficas. Outras pessoas, como é o meu caso, sentem que menos é na verdade mais. E não há nada de errado em ser de qualquer um desses dois jeitos.

Pra escrever uma cena de sexo entre dois personagens, acho que podemos partir da premissa de que existem dois grandes aspectos a serem considerados: um que é puramente formal e outro material. O formal é bem autoexplicativo: está diretamente relacionado com a forma como expressamos o que queremos — a escolha das palavras, o quão explícito queremos ser, a ideia de começo, meio e fim, mas o que vai em cada uma dessas partes já passa para o lado material da coisa, que está relacionado com a essência, com o conteúdo.

Uma das grandes dificuldades que temos, inclusive, ao escrever uma cena do gênero é o fato de que não nos sentimos muito confortáveis com a escolha das palavras e é complicado, porque podemos usar termos mais técnicos, formais,o que gera um distanciamento, uma frieza que não parece muito apropriada nesse tipo de literatura, mas palavras mais coloquiais acabam caindo no que conhecemos por vulgar,especialmente por serem termos que costumamos chamar de “palavrões”.

Acho que é uma coisa bem cultural e vai variar de pessoa pra pessoa, afinal, existem aquelas que escrevem certos termos como se estivessem falando sobre o clima. Além disso, no inglês, por exemplo, os termos são igualmente vulgares, palavrões, mas nem por isso deixam de ser usados nas histórias — as quais encantam e fazem muitos se apaixonarem.

Em termos de descrição, cenas de sexo são as mais estressantes. Mais que cenas de ação, embora, é claro, existam aquelas pessoas que aparentemente nasceram pra isso. Mas não se desesperem ainda: Primeiro, porque prática vai tornar as coisas mais familiares e naturais; e segundo: existem algumas dicas que podem transformar o processo em uma missão menos impossível.

Eu li em algum lugar que cenas de sexo são do tipo intuitivas. Apesar de nem todos os leitores terem tido experiências práticas no que se refere ao assunto, não é necessário descrever cada detalhe do que os personagens estão fazendo. Se você se preocupar demais com cada mínimo movimento e posição de mão, de perna, de joelho, de cabeça, vai acabar perdendo os cabelos de tanto estresse.

Os detalhes importantes são, na verdade, aqueles que vão dar vida à cena de verdade. São os sentidos, são as reações do corpo, são os sentimentos, esses, sim, protagonistas, de certa forma, não no sentido de substituir os personagens, mas no sentido de possuírem potencial para serem explorados.

E tudo começa com um bom clima, com uma boa preliminar, fase que usualmente é ignorada ou subestimada por boa parte das pessoas, que preferem escrever a cena como um filme pornô sem plot — nada contra, mas é que, vejam bem, eu sou uma grande entusiasta de “preliminares”.

Na verdade, se você for pensar bem, o termo preliminar passa a ideia de algo que “vem antes”, mas a verdade é que as famosas “preliminares” já fazem parte da cena de sexo. Já é sexo, então não adianta você correr pra chegar logo “no que interessa” e ignorar uma parte tão crucial! É a partir daqui que você vai conseguir colocar os personagens no clima, vai fazer eles relaxarem e curtirem o momento pra que na hora H ninguém se machuque — a menos, é claro, que seja uma rapidinha e todo mundo esteja com os níveis de nervos à flor da pele no ápice, porque a ideia de ser pego acaba sendo uma grande estimulante.

O que me leva a mencionar algo que deve ser do interesse de muita gente: fetiches. Uma coisa que pode acabar sendo explorada nas “preliminares” é a descoberta desses pequenos prazeres que às vezes não se sabe explicar muito bem, só que faz com que algo desperte dentro das pessoas. Acho que deve existir fetiche pra tudo nessa vida, de todos os gostos e estilos, e existem alguns que são muito facilmente encontrados em fanfics, como exibicionismo, “daddy kink”, crossdress, masoquismo e sadismo, dominação e submissão, bondage, e outros menos comuns, como fetiche por pé, com a urina, humilhação, asfixia e por aí vai.

Infelizmente eu não vou poder falar do vasto e maravilhoso mundo dos fetiches, mas eu aconselho a se pesquisar um pouco antes de escolher qual fetiche usar e como usar, vez que é importante conhecer — especialmente as práticas conhecidas por aí como BDSM — para se evitar passar uma informação errada para quem lê. Por exemplo: o BDSM realmente possui regras que tornam a prática segura para evitar que alguém se machuque de verdade, transformando algo que deveria ser prazeroso em um pesadelo (existem relatos de pessoas que morreram durante o sexo por uma asfixia que deu beeeem errado, yep).

Seguindo em frente, os personagens vão se tornando cada vez mais ansiosos e desesperados, em busca da satisfação de seus desejos, e aqui precisa entrar um pouco de cuidado com relação à detalhes específicos. Sim, é uma fanfic, mas nem por isso vamos deixar de imprimir verossimilhança no que estamos fazendo, de modo que é importante se atentar para lubrificante e camisinha nas cenas de penetração e mesmo em que não há exatamente penetração, como sexo interfemural — o famoso: nas coxas. Mesmo sexo oral pode ser a porta de entrada de algumas doenças sexualmente transmissíveis, e a gente até acha que não, mas essas histórias que a gente publica na internet acabam fazendo parte da educação sexual de alguns.

Nessa parte do ato propriamente dito dá pra falar de muita, muita coisa. Dá pra seguir uma linha já velha e conhecida, ou sempre se pode inovar com lugares fora do comum: cozinha, sala, banheiros públicos, mesmo algum lugar escondido no trabalho (só cuidado, hein!); posições: nem mesmo o kama sutra é o limite; diálogos: que podem ou não ser a famosa “dirty talk”, conversa suja, obscena, sem pudor algum.

Não precisa ser nenhuma cena digna de um oscar pornô (coisa que eu nem sei se existe), você não precisa ser o roteirista dessa cena. Não é preciso ter orgasmos múltiplos, não é preciso ser uma coisa louca que dura por horas, não precisa ser um ato realizado no teto da sala pra ser uma leitura agradável, mesmo nas famosas PWPs.

O grande segredo pra mim tá em envolver o leitor, sempre. Se para provocar uns calores ou para derreter corações, aí depende do tipo de história que você está contando e da sua habilidade em juntar os pedacinhos. A menos que seja a ideia escrever algo superficial mesmo, não vai adiantar muito correr e deixar cada ato “desconectado” do anterior, do mesmo modo como não adianta você simplesmente esquecer características essenciais dos seus personagens nessas horas em nome de uma boa cena pornográfica.

E como toda cena mais densa, um bom conselho é reler o que você tem, depois de algum tempo, a fim de verificar se faz sentido o que você colocou. Se não ficou estranho, um emaranhado de pernas e braços e suspiros onde não se sabe onde fica um e onde fica o outro — ou se você não está colocando um pouco de pernas e de braços demais, dando a impressão de que existem quatro pernas em uma das pessoas, ou talvez cinco braços… Considere ainda, no caso de práticas de BDSM, que a gente possui uma quantidade limitada de sangue, bem como pontos específicos que podem ser fatais: do contrário, você pode acabar “matando” o personagem em uma dessas sem nem perceber.

Pra finalizar, o “depois” é um passo importante para o andamento da história no sentido de que é isso o que vai te permitir seguir em frente ou finalizar o capítulo, a cena, o enredo. É aqui que vai entrar a sujeira (suor e sêmen) e a bagunça deixada pelos personagens, a decisão quanto a dormir junto ou ir embora às pressas. É aqui que entram possíveis confissões, um café da manhã com um clima estranho, a caminhada da vergonha, a conversa casual entre dois amigos que só tiveram uma noite de diversão sem compromisso ou mesmo o final feliz que tanto esperamos. As possibilidades são muitas e não existe realmente nenhuma complicação nesse momento. Nada além da sensação de dever cumprido ao concluir uma cena que com certeza exigiu alguns malabarismos e que está pronta para deixar você, autor(a), passar para a próxima dor de cabeça (ou não).

Pessoalmente, se eu tiver que me definir como autora, cenas e histórias como essas não são o que eu chamaria de zona de conforto. Nem mesmo quero ser conhecida pelos meus lemons e pelas minhas PWPs, mas eu estou feliz de ter conseguido escrever esse texto, tentando passar uma ideia geral sobre algumas coisas que eu aprendi ao longo dos anos escrevendo. Como eu disse, eu achava que era o que eu precisava escrever para ter uma fanfic completa, mas hoje em dia eu nem sei se são cenas realmente essenciais.

De todo modo, eu espero ter conseguido ajudar você que está lendo e espero de coração que escrever cenas 18+ não seja visto como uma obrigação. É muito ruim escrever algo que você não gosta só porque as pessoas dizem que você precisa. É por isso que eu acho importante frisar, aliás, que ao escrever, você considere o que os personagens querem antes de cogitar o que os leitores por acaso querem.

Além disso, é muito mais legal ler uma história com personagens que estão ali, vivendo aquele momento, em vez de ver personagens que apenas estão seguindo um padrão qualquer de cena, sem vida, sem sentimento — e não, não precisa ser amor, pode ser algo puramente físico, traduzido por meio de sensações provenientes dos cinco sentidos do corpo.

E se você quer continuar com sua história, imagine que tipo de efeito a cena que você acabou de escrever vai ter dali para frente, que impacto ela traz para os personagens e lembre-se que a vida continua, independentemente.

No mais, cuidado com temas mais polêmicos, como sexo com menores de idade e consentimento, por exemplo. Você pode até querer retratar a vida como ela é, mas tenho certeza de que não vai ser legal se por acaso a vida quiser imitar a arte nesses casos em específico.




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