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História Os Iguais Também Se Atraem (Hiatus) - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que gostem! Estou muito feliz de estar voltando com as minhas fanfics antigas e espero que vocês não tenham desistido de mim❤️ Espero comentários, viu? Preciso saber que ainda estão aí!

Com o passar do tempo, houve algumas alterações na minha forma de escrever está fanfic.

Capítulo 7 - Red


Park Jaebum

– Vocês dois são um casal bonito, cara. – Jackson disse, alternando o olhar entre mim e a morena ao meu lado, a qual o meu braço estava passando sobre seus ombros e a mantendo próxima a mim.

– Eu acho que são um casal sexy, sabe? Iara é toda gostosa, ele é todo forte. Dão aquela impressão de um casal com uma disposição incrível. – Jennie comentou.

Estávamos os quatro sentados em uma das mesas do grande refeitório do campus. Eu, Iara, Jackson e Jennie. Já que meu grande amigo se resolveu com a sua tão especial donzela, podemos andar os quatro juntos sem que fiquem trocando farpas.

Agora que eu e Iara estamos namorando, Jennie insiste em ter um encontro de casais. Eu acho brega, parece meio ridículo, mas cedo ou tarde vou ter de ceder por causa de Jackson, que fica de joelhos para essa mulher. Eu não sei se Iara quer, ela até agora não disse nada a respeito, mas se quiser eu vou aceitar o mais rápido possível. Apesar de não fazer muito a cara dela algo assim.

– Somos um casal bonito porque somos os dois extremamente gostosos. Não tem como ficar com uma imagem esquisita.– disse me vangloriando.

– Eu aceito. Mas vamos concordar que eu sou a cereja do bolo. – Iara jogou seus cabelos para trás, uma engraçada demonstração de quem é convencida ao extremo. Mas é apenas brincadeira.

Ainda acho meio esquisito quando olho para ela e penso: minha. Minha namorada. Não é um esquisito ruim, é um esquisito muito bom que faz meu estômago esfriar com um sentimento estranhamente bom. E fica ainda mais intenso quando eu digo em voz alta, como quando eu respondi para o time de basquete quando eles perguntaram que, sim, Iara é a minha namorada.

– Vocês vão na festa hoje? Eu e Jackson vamos. – Jennie falou, recebendo do companheiro um olhar confuso.

– Vamos?

– Claro que vamos, Jackson! – respondeu o namorado frustrada.

Eles são engraçados juntos, na minha opinião.

– Eu acho que sim. Quem são os organizadores? – Iara perguntou.

– Os caras da ALFA.

ALFA é uma das fraternidades masculinas do campus, fica mais próxima do prédio 3, o qual tem a maioria dos cursos voltados para exatas. Ainda que tenham alguns atletas por lá.

– Você quer ir? – perguntei olhando para Iara.

Ela virou seu rosto para mim, toda vez que faz isso eu sinto meu corpo tremer de leve. Consequências de olhar tão diretamente nos olhos azuis dela.

– Eu quero.

Sorri feito um bobo, respondendo com a voz mais aveludada possível;

– Então nós vamos.

Ela continuou olhando para mim daquele jeito, um olhar alegre e suave, mas que causa em mim as sensações mais intensas possíveis. Ouvi um pigarrear vindo do outro lado da mesa, mas só tive coragem de desviar minha atenção dela quando a garota o fez primeiro.

– Iara tira toda a pose de bad boy que o Jay tem. – Jackson comentou com uma expressão engraçada no rosto.

– Esse é o poder do amor, Wang.

°•°

Eu estava indo buscar Iara no seu dormitório para ir a festa. É a primeira vez que faço isso, na verdade, já que eu sempre encontrei as garotas já nos lugares marcados, nunca fiz questão de buscar ninguém. Mas com Iara é diferente, eu quero levá-la até lá, quero chegar com ela de mãos dadas naquele depósito provavelmente iluminado por piscas piscas e luzes coloridas que os alunos fornecem. Não que eu a vejo como um troféu ou algo assim, mas eu me sinto poderoso por poder exibir uma mulher como Iara ao meu lado.

Cheguei na porta de seu dormitório e bati duas vezes, ouvindo um sonoro "espera aí" vindo do lado de dentro. Eu fiz como a voz pediu e me afastei da entrada, parando perto da mureta atrás de mim e encostando meus cotovelos na superfície dura que impunha um limite na largura entre as portas e a visão ampla do jardim enorme do campus.

Fiquei batendo meu pé direito no chão num ritmo constante, criando uma melodia na minha cabeça. Mas ao escutar o barulho de chaves, endireitei minha postura e esperei a porta se abrir.

A visão deslumbrante de Iara atravessando a entrada do quarto me atingiu feito um soco, mas um soco gostoso de sentir, um baque intenso de puro deleite. Ela estava usando um vestido preto curto, colado ao corpo, com duas aberturas lateiras que começavam um pouco acima da metade das coxas e terminava na barra do vestido que alcançava um ponto um pouco acima dos joelhos dela. Seus pés estavam envolvidos por um salto preto meia pata e seu cabelo solto com cachos fortes emoldurando seu rosto.

Ela estava linda, como sempre. Exalando sensualidade, atrevimento um quê fino de elegância.

– Você está gostosa demais. – eu falei, aproximando meu corpo do dela para olhar melhor, não que fosse necessário.

– E você está divino. – ela respondeu, olhando-me de cima abaixo.

Eu estava usando meu estilo habitual, com calça jeans larga e escura, uma regata de tecido fino também preta, jaqueta de couro biker da Karl Lagerfeld e meus tênis de corrida. É despojado, sensual e chamativo do jeito certo. Igual a roupa da minha garota.

– Estamos combinando, de certa forma. – disse enquanto virava de costas para mim para fechar a porta do seu quarto. A visão de sua bunda emoldurada pelo tecido apertado do vestido me fez delirar.

– Fala por causa do preto? – respondi, ainda com meus olhos focados no seu traisero.

Iara se virou para mim e eu ergui meus olhos, passando pelos seus seios espremidos no decote até parar em suas orbes azuis.

– Exatamente.

Sorri para ela e ergui meu braço em sua direção, envolvendo sua cintura com meu membro e a puxando para perto de mim. Iara esboçou um sorriso divertido nós lábios, e suas mãos brincaram com as três espessas correntes douradas que adornam meu pescoço.

Eu sorri a partir do seu toque e a afastei de mim minimamente, apenas para tirar um dos meus colares e colocá-lo em seu pescoço. Ficamos ainda mais completos.

– Somos um casal fodidamente bonito.



Quando Iara e eu chegamos na festa, fora bem perceptível que boa parte das pessoas alí se contorceram para nos olhar. Eu e ela carregamos uma fama de quase nunca estarmos desacompanhados, mas a verdade é que a notícia sobre o namoro se espalhou rápido pelo campus e todo mundo parecia estar ansioso para ver com os próprios olhos e comprovar a veracidade da notícia.

Ela estava brincando com a corrente dourada que eu colocara em seu pescoço mais cedo, era a mais fina que estava lá, leve e delicada na medida certa, mas masculina o suficiente para saberem que pertencia a mim. Correntes brilhantes são uma das marcas de Park Jaebum.

Passávamos pelas pessoas cumprimentando a maioria, até que vimos Jennie e Jackson sentados num sofá marrom perto de uma mesa velha com garrafas de bebida em cima. Nós nos aproximados dele, e então os dois sorriram e Jennie se levantou para dar um abraço na minha namorada.

– Quer uma bebida, baby? – perguntei para Iara. Apesar de estar com a mesa a nossas frente cheia de recipientes, todos já estavam abertos e vazios. Mas eu sei que Jennie e Jackson não tomaram todos que estão aqui, se tomassem já estaríam no mínimo vomitando ou fazendo alguma merda perigosa por aí.

– Que fofinho, ele chama ela de baby. – Jackson disse com uma voz enjoada.

– É a primeira vez, na verdade. – Iara olhou para mim, parecendo um pouco surpreendida.

Eu revirei meus olhos, ficando um pouco impaciente.

– Qual é, gente, me dá um desconto. – disse tentando não transparecer que estava verdadeiramente envergonhado. – Me fala a bebida...

Desta vez eu parei naquela parte, não acrescentei nenhum apelido carinhoso que eu queira usar para tornar nosso relacionamento mais... Igual aos outros, digamos.

Afinal eu nunca usei esse tipo de coisa com ninguém, e agora me parece certo e legal usar com ela.

– Vodca com limão, amor.

J&J, nome engraçado que eu acabei de inventar para simplicar o casal Jennie e Jackson, trocaram olhares cômicos antes de olharem para mim. Mas eu ignorei, estava bobo demais com o jeito como Iara me chamou que não conseguiria ficar constrangido com mais nada.

Aquela palavra saindo da boca dela parecia tão gostosa de ouvir como uma melodia suave de alguma música favorita minha.

– Já volto.

Ela assentiu, então eu saí em busca da sua bebida e da minha, que ainda não havia decidido qual seria. Cheguei perto de duas caixas térmicas, estavam repletas de gelo, com garrafas grandes e pequenas enfiadas entre os cubos. Achei uma Vodca aberta, então a peguei e fui atrás dos copos. Tinham uma pilha ainda embalada numa outra mesa velha parecida com a que tínhamos perto do nosso grupo, então eu peguei dois dele e servi o líquido.

– Ei, tem limão aí? – perguntei, abusando do tom alto para que Cary conseguisse me escutar acima da música alta que enchia o depósito.

– Tá aqui.

O garoto se curvou e pegou, atrás de um balcão antigo, uma sacola branca. Ele tirou de lá um limão, cortou com uma faca que também estava alí e entregou para mim. Tudo que está aqui nesse lugar, dos móveis às bebidas, são coisas que os alunos se reúnem e fornecem para fazer essas festas. Quase nunca falta alguma coisa, e quando falta alguém sai para comprar.

Agradeci para Cary e peguei as duas bandas de limão siciliano da sua mão, espremendo uma no meu copo e a outra no copo que seria de Iara. Deixei a fruta ressecada alí mesmo e peguei os dois recipientes, me virando para voltar para onde Iara estava. No entanto, ao fazê-lo, um dos copos, o que eu daria para minha namorada, fora tomado de minha mão num gesto rápido e decidido.

– Valeu pelo drink, gato.

Louise estava parada à minha frente, segurando o objeto vermelho que anteriormente estava na minha mão. Ela usava uma saia vermelha e curta de látex, que fazia um par perfeito com sua regata de cetim que tinha alguns fios descendo pelas barras e dançando na cintura.

– Esse drink não é seu, Louise. – falei cauteloso. A garota uniu suas sobrancelhas escuras, parecendo perdida.

– É para quem, então?

– Iara.

Para a minha confusão, Louise abriu um sorriso, o que era o total contrário da reação que eu esperava. Ela é uma garota de vaidade extrema, e que não gosta de sentir que outra mulher é preferível à ela.

A garota mexeu em seus cabelos loiros e lisos, sem quaisquer fio rebelde desordenando as camadas espessas de suas madeixas.

– Sabe que consigo fazer mais que ela, não sabe? – perguntou, passando um dos braços pela barriga e usando-o como apoio para o cotovelo do outro braço. Adotando uma postura confiante.

Eu já transei com Louise, óbvio, várias vezes na verdade.

Eu nunca transei com Iara, não ainda.

Mas mesmo assim sei que prefiro minha garota.

– Ela é minha namorada, Lou. Se você não estava sabendo, agora está. – falei rápido, trocando o peso do corpo para o outro pé. – E se não se importa, eu quero voltar pra ela. Com a bebida, de preferência.

Conhecendo a garota como conheço, sei que seu comportamento explosivo poderia resultar na minha regata encharcada pela bebida destilada no copo em que ela estava segurando, então, antes de tudo, eu tomei o objeto de suas mãos num movimento duas vezes mais rápido que o dela quando o fez comigo. Ela não teve muito tempo de raciocinar, seus olhos mal conseguiram acompanhar minha mão.

– Desde quando você namora, Jaebum? – perguntou com a voz histérica, mas a música alta abafou seu tom estridente, então ninguém havia prestado muita atenção.

– Se for contar os dias certinhos desde que fiz o pedido, acho que hoje faz uns 4 dias.

Os lábios dela formaram um perfeito O.

– Você pediu? – perguntou com uma voz meio robotizada.

– Sim.

– Isso só pode ser uma pegadinha. – ralhou, desviando seu olhar para algum outro canto.

– Não é. E se você me der licença...

Antes que ela pudesse protestar, passei pela loira praticamente correndo. Sentia os olhos furiosos dela queimando a minha pele, mas me mantive firme até chegar onde minha namorada estava. Entreguei o copo para ela, agradecendo mentalmente por Louise não ter pensado em tomar de uma vez um gole do recipiente.

– Você demorou um pouco. Aconteceu alguma coisa? – Iara perguntou, a mão dela veio delicadamente para o meu joelho.

– Não, nada demais. – respondi tranquilo.

Dei uma olhada rápida ao meu redor, mas não vi mais a figura loira que estava me matando com os olhos anteriormente. Isso me deixou mais tranquilo, no entanto, eu sabia que, provavelmente, ainda teria de enfrentar alguns conflitos depois de assumir meu relacionamento com Iara. Louise era apenas uma pequena demonstração do que poderia estar por vir. 


Notas Finais


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