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XuCourtney

XuCourtney
Nome: ᴄʟᴀʀɪɴʜᴀ [sᴇᴍɪ-ʜɪᴀᴛᴜs]
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Juazeiro - BA
Aniversário: 6 de Fevereiro
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XuCourtney


𝙲𝚘𝚟𝚒𝚗𝚑𝚊𝚜 (𝚜.𝚏.)

"É quando o universo cava no seu rosto um espaço a mais para você sorrir. É a alegria fazendo morada em você. É a tatuagem mais bonita do seu corpo. São dois pontos que eu faço questão de ligar com uma piada boba ou uma gracinha idiota. Não me culpe por querer te fazer sorrir, a culpa é das covinhas.

São as duas aspas que fazem, do seu sorriso, poesia."

𝙹𝚘𝚊̃𝚘 𝙳𝚘𝚎𝚍𝚎𝚛𝚕𝚎𝚒𝚗

.:: pare de ((procurar)) monstros em baixo da c.a.m.a ::.

Postado

Escreveu 号機 ❯❯ 𝖊𝖑𝖊𝖘 𝖊𝖘𝖙𝖆̃𝖔 𝖉𝖊𝖓𝖙𝖗𝖔 𝖉𝖊 𝖛𝖔𝖈𝖊̂
❯❯ꜜ.ะ号機 𝕰i ✧˳˚ ୧ garota 🅐🅑🅡🅐 🅐🅢 •ଓ.° paredes brinque ꧇ ˳፞ ⾕ ˒˒ com suas bonecas, seremos uma família perfeita ;; quando °•  ⁺ ❅˳ › ● você vai embora, é quando nós realmente brincamos você não 𝕞𝕖 𝕠𝕦𝕧𝕖 quando ۫﹢ׅ◍ eu digo mãe ↷ ⋯ por favor A.C.O.R.D.E papai •ଓ.° está com 𝚞𝚖𝚊 𝚙𝚞𝚝𝚊 ✧˳˚ ୧ e seu filho 𝑒𝑠𝑡𝑎́ 𝑓𝑢𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑚𝑎𝑐𝑜𝑛𝒉𝑎 °•  ⁺ ❅˳ › ● ninguém nunca escuta, o papel ۫﹢ׅ◍ de parede brilha ↷ ⋯ não deixe eles 🅅🄴🅁🄴🄼 o que se passa na ꧇ ˳፞ ⾕ ˒˒ 𝙘𝙤𝙯𝙞𝙣𝙝𝙖 lugares, lugares, vão para °•  ⁺ ❅˳ › ● seus lugares ;; vista seu vestido e >>>>>> coloquem 𝖘𝖊𝖚𝖘 𝖗𝖔𝖘𝖙𝖔𝖘 de 𝖇𝖔𝖓𝖊𝖈𝖆 todos pensam que somos ↷ ⋯ perfeitos, por favor •ଓ.° não deixe 🅔🅛🅔🅢 olharem ꧇ ˳፞ ⾕ ˒˒ atrás das cortinas foto, foto, ✧˳˚ ୧ sorria para a 𝑓𝑜𝑡𝑜, pose com seu irmão ۫﹢ׅ◍ você não vai ser uma 𝙗𝙤𝙖 𝙞𝙧𝙢𝙖̃? todos pensam que somos perfeitos, por favor ↷ ⋯ não deixe eles olharem atrás das ꧇ ˳፞ ⾕ ˒˒ 𝕔𝕠𝕣𝕥𝕚𝕟𝕒𝕤 C.A.S.A D.E B.O.N.E.C.A.S, eu vejo °•  ⁺ ❅˳ › ● coisas ;; que ninguém mais vê
Mostrar Spoiler: 号機 ❯❯ 𝖛𝖆𝖎 𝖉𝖊𝖎𝖝𝖆́-𝖑𝖔𝖘 𝖘𝖆𝖎𝖗?
Escreveu
eu ›› vejo o olhar em •°˖ seus olhos, {{que me cega, ⇢ me magoaram pro(fun)damente :: esses ›› segredos e (mentiras) tempestade ᔘ silenciosa ↶.₊ sinta▾₊ a ria se a.p.r.o.x.i.m.a.n.d.o ;; (a resis)tência ☆₊ se esgotando :: não .▾lugar (para) fugir desse ››caos, •°˖ o ‧₊˚ há lugar paraˎ´- fugir de toda !¡essa {loucura˖.˖
Escreveu ⇢ 𝕺 𝖌𝖆𝖗𝖔𝖙𝖔 𝖆𝖈𝖔𝖗𝖉𝖔𝖚 𝖉𝖊 𝖔𝖚𝖙𝖗𝖔 𝖕𝖊𝖘𝖆𝖉𝖊𝖑𝖔 𝖙𝖊𝖗𝖗𝖎́𝖛𝖊𝖑 ↶.₊

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ENTRE OPINIÕES E ARGUMENTAÇÕES, O PRIMEIRO DILEMA DA VIDA DO MAIS NOVO SAKURAKO HAVIA COMEÇADO SEM QUE ELE NEM AO MENOS POSSUÍSSE ALGUMA CONSCIÊNCIA. Embora não tivesse sido devidamente planejada, a gestação fora muito bem recebida por todos os membros do que viria a ser a família daquilo que ainda não passava de um amontoado de células indefinidas. A animação dos genitores e dos avós ainda restantes era tão evidente e vívida que o nome da criatura com poucas semanas de existência não tardou a se tornar o assunto principal de cada refeição do casal e visitas que recebiam de outros familiares. Os Megumi eram tradicionais e detentores de uma linhagem recheada de nomes considerados importantes, e embora a criança não fosse herdar o sobrenome materno, os pais de sua mãe tinham várias opções de ancestrais que poderiam ser homenageados com a nomenclatura do jovem ser, ao passo que seu pai, gostaria de nomear seu primogênito com uma escolha estrangeira, e vários eram os filósofos, estudiosos e psicanalistas que poderiam servir de justificativa para o nome do bebê. Atualmente o garoto é extremamente grato ao que findou essa trama; Maiko, convicta de que o filho merecia mais do que carregar uma homenagem a alguém que nem conhecia em seu vocativo, decidiu que seu filho teria o próprio nome, algo apenas dele, seu primeiro bem. "Sakurako" (桜子) seria o sobrenome que lhe diria respeito, herdado pela parte paterna e significando "criança flor de cerejeira". E após análises de listas que pareciam não ter fim, ficou decidido que responderia por "Hoshi" (星), tratando-se a "estrela", simples, marcante e com uma interpretação tão especial quanto todos os desejos que direcionaram ao garotinho. O passar do tempo apenas deixou mais claro que aquele que assina por Sakurako Hoshi resguarda brilho e calor próprio, como um dito corpo celeste, que de fato, merece demonstrar toda a sua singularidade, começando pelo nome.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・A IDEIA DE QUE SEU NOME NÃO COMPORTAVA APELIDOS FOI ADERIDA PELO GAROTO DESDE CEDO. Como pressuposto pela mãe, Hoshi era uma nomeação que se sobressaía por si só, fazendo com que adaptações, abreviações ou referências não se fizessem necessárias para guardar o rapaz na memória. Alcunhas relacionadas a escárnio e depreciação nunca chegaram a ter sequer uma mísera brecha para surgirem, afinal, não existia o que apontar em alguém com características impecáveis e tamanho resguardo por sua imagem como o Sakurako. Sendo assim, os únicos apelidos que recebeu ao longo de seus dezessete anos estavam ligados a pessoas a quem ele realmente concedia intimidade, e com isso digo; seus pais. "Chisana Hoshi" (小さな星) deveria ser tido como uma abreviação, já que significa literalmente "estrelinha", dado e utilizado por sua mãe, que retruca qualquer reclamação do filho sobre ser longo e infantil demais, a fim de continuar o usando com toda a ternura e meiguice direcionadas a seu único descendente, embora ele nunca tenha considerado o cognome algo além de vergonhoso. Mantendo uma linha de pensamento semelhante a do filho em relação a nomeação anterior, Ryota ignorou o fato de que a criança nem ao menos compreendia o que dizia quando explicava ao pé do berço o porquê de Hoshi ser sua "Psique", a definição psiquiátrica para o conjunto de sentimentos, comportamentos e pensamentos, praticamente um guia do indivíduo, e que portanto, segundo a lógica do estudioso, equipara o garoto a "seu tudo". Chamativos e incomuns, seus apelidos nunca foram adotadas por outras pessoas além de quem os dera, seus genitores, e por isso só são usados entre eles, dentro de casa ou em momentos particulares, o que alivia o rapaz que consideraria embaraçante ter demonstrações do tipo expostas abertamente.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・TALVEZ POR IRONIA DO DESTINO, NÃO EXISTIA UMA ÚNICA ESTRELA NO CÉU QUANDO SEU PRIMEIRO CHORO ECOARA. Nascido no auge do inverno de 1933, o primogênito dos Sakurako acabou chegando ao mundo no sábado de 7 de janeiro, às 4:18 de uma madrugada de frio rigoroso, quando as ameixeiras, pessegueiras e cerejeiras que cercavam o Ōsaka-jō, o palácio mais importante de sua cidade natal, Osaka, não sustentavam uma mísera flor, mas acumulavam amontoados alvos de neve ao invés disso. Estando atualmente com seus 17 anos completos, Hoshi não tem conhecimento de nenhuma miscigenação em sua linhagem, e por tanto, até onde sabe, é um japonês devidamente “puro”, seguindo uma das ideologias que a parte materna de sua família tanto preza. Macaco é o animal que representa seu signo oriental, mais especificamente, o macaco de água, definido como um ser sempre otimista, considerado a celebridade no seu círculo, graças à sua sagacidade e suas ideias sempre afiadas. Seu sangue é de tipo AB, o que segundo as crenças japonesas (Ketsueki gata), tornaria-o um dualista, por possuir traços dos tipos sanguíneos A e B. Uma pessoa que tende a ser tímida, mas ao mesmo tempo é agradável e de fácil convívio, hesitante, porém confiante e normalmente tem uma personalidade que o faz se destacar em meio aos outros. Mas embora tenha crescido vendo sua os mais velhos especularem deveras coisas sobre sua vida através de suposições sobre sua data de nascimento e condições genotípicas, até mesmo tendo sido coagido a visitar xamãs e sacerdotes em momentos marcantes de sua trajetória, o rapaz não acredita que isso possa interferir em sua personalidade ou futuro.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・NÃO FOI DIFÍCIL ENTENDER QUE MUITAS COISAS ERAM VISTAS DE FORMA DISTINTA PELO MUNDO QUE ENCONTRAVA AO CRUZAR A PORTA DE CASA. Na década de 50 o conservadorismo era predominante, e mesmo que tenha crescido vendo seu pai comentar sobre erros sociais que tentavam tratar orientações como distúrbios quando não eram nada anormal, Hoshi nunca gostou de se aprofundar sobre o assunto. Sua linha de pensamento sempre o fez crer que isso é algo extremamente pessoal, e que portanto, qualquer indivíduo não solicitado — o que também aplica a ele — deveria ficar a parte do assunto. E ainda que tenha recebido ao mesmos dos pais a garantia sobre ser aceito por ele com quaisquer preferências, suas atrações e curiosidades a respeito de sexualidade sempre foram amenos, o que o fez adotar classificações esperadas pelos tabus da época, apenas por acreditar que o convém, mas mostrando-se aberto a redefinições caso necessárias em dado momento. Cisgênero é o termo utilizado para se referir ao indivíduo que se identifica, em todos os aspectos, com o seu “gênero de nascença”. Para compreender melhor a definição de cisgênero, deve-se analisar a origem etimológica deste termo: cis significa “do mesmo lado” ou “ao lado de”, em latim. Ou seja, este prefixo faz referência a concordância da identidade de gênero do indivíduo com a sua configuração hormonal e genital de nascença. E heterossexualidade refere-se à atração sexual e/ou romântica entre indivíduos de sexo oposto. A utilização corrente do termo tem as suas raízes na abrangente tradição da taxonomia da personalidade no século XIX.
Escreveu ⇢ 𝖒𝖆́𝖘 𝖑𝖊𝖒𝖇𝖗𝖆𝖓𝖈̧𝖆𝖘 𝖉𝖔 𝖕𝖆𝖘𝖘𝖆𝖉𝖔 𝖖𝖚𝖊 𝖊𝖑𝖊 𝖖𝖚𝖊𝖗𝖎𝖆 𝖆𝖕𝖆𝖌𝖆𝖗 𝖉𝖊 𝖘𝖚𝖆 𝖈𝖆𝖇𝖊𝖈̧𝖆 ↶.₊

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・"UMA OBRA SÓ PODE SER CONSIDERADA BELA SE FOR CAPAZ DE PROMOVER A CATARSE EM SEUS ADMIRADORES." Disse Aristóteles, e repetiu, incontáveis vezes, o pai do garoto. Não é como se fazer o filho pensar a respeito sobre teorias de estética desde cedo quisesse indicar que ele não fosse belo, afinal, ele sempre fora a personificação facial da tranquilidade para o genitor, mas achava encantador a pequena criança questionando outras pessoas com um simples "eu sou bonito?", após minutos de explicações confusas acerca de um filósofo grego. Sakurako Hoshi está longe de ser alguém que possa passar despercebido aos olhos, até porque a intimidação é uma reação comum em um primeiro contato. E boa parte da fundamentação desse fato se dá a notável estatura que o estirão o proporcionou em pouco tempo. Com 182 centímetros de altura[/b][/color], torna-se um pouco difícil perdê-lo de vista. Por cuidados, reclamações e longos discursos de sua mãe, a postura nunca foi deixada de lado, o que no fim das contas, o deixa mais esguio ainda. Detentor de 63 quilogramas distribuídos pelo corpo em músculos parciais e em aprimoramento decorrentes tanto do bom metabolismo que a genética lhe proporcionou, quanto da matriarca, que nunca permitiu que o sedentarismo tomasse conta do filho, já que se fosse por ele, a história seria outra. Os ombros largos que o proveem o corpo estilo triângulo invertido completam o físico que já atraiu a atenção de muitos, mesmo à distância. A pele classificada como “clara quente”, não ganhou nenhuma modificação durante todo esse tempo, talvez pelo cuidado excessivo dos pais de primeira viagem. Cabelos naturalmente negros que caem em ondas mínimas sobre sua testa, fugindo mansamente do liso completo, normalmente deixando apenas uma estreita fenda expor um pouco da testa e muito raramente sendo penteados para trás. Costumava ter um rosto bem mais fino quando criança, e embora ainda tenha um queixo pontudo e face oval, o maxilar ter se tornado definido com o passar dos anos é uma das coisas que o permite um visual másculo, apesar da pouca idade. As pálpebras duplas fazem com que seus olhos de orbes negras, classificados pelo pai do rapaz como ferinos e afiados, não sejam estreitos — embora as pontas externas sejam retesadas de forma retilínea —, mas diminuem facilmente quando um simples sorriso invade seus lábios bem desenhados. De ponta arrebitada, o nariz de ponte curta completa a harmonia do rosto do único filho dos Sakurako, tornando-o propício a se tornar o colírio dos olhos de qualquer pessoa.

Escreveu ⇢ 𝖊𝖗𝖆𝖒 𝖗𝖊𝖕𝖊𝖙𝖎𝖉𝖆𝖘 𝖊𝖒 𝖘𝖊𝖚𝖘 𝖘𝖔𝖓𝖍𝖔𝖘 𝖙𝖔𝖉𝖆𝖘 𝖆𝖘 𝖓𝖔𝖎𝖙𝖊𝖘 𝖊 𝖔 𝖆𝖘𝖘𝖔𝖒𝖇𝖗𝖆𝖛𝖆𝖒 𝖘𝖊𝖒 𝖕𝖆𝖗𝖆𝖗 ↶.₊

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ EI, EI, VOCÊ FICOU SABENDO? SOBRE A ESTRELA DESTEMIDA DOS SAKURAKO? Quando ele chega em um ambiente de cabeça erguida e olhar seguro, dá a impressão de que sabe exatamente o que fazer. E sabe. Apesar da carinha de anjo e de toda a educação que exala — seria uma grande mentira negar que é extremamente cortês e honroso em quaisquer situações de seu cotidiano —, Hoshi demonstra em postura uma autenticidade forte e impactante. A tendência em apresentar tal faceta fora algo aderido desde cedo, “sempre vigoroso e nunca abalado”, ele quer mostrar ser isso, e se um aprofundamento não for realizado, esse é o estereótipo que fica ligado a sua imagem para as pessoas; alguém que apesar de não ser tão sociável, consegue impor respeito e empatia com facilidade, mas nem sempre um desejo de estreitar relações, uma figura interessante. Muita gente o tacha como antiquado ou estranho, afinal, além da pouca dominância de expressões da sua geração e preferência a termos rebuscados, tem predisposição a analisar demais as coisas, o que acaba muitas vezes incomodando.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ ELE ESTÁ LONGE DE SER TÃO ARCAICO QUANTO DIZEM, MAS É UM TANTO QUANTO COMPLICADO AVERIGUAR ISSO. Seu sarcasmo abundante fazem dele uma pessoa difícil de se lidar, ainda mais quando se tratam de coisas que ao seu ver são lógicas — e isso não significa que realmente sejam —, que unidos a sua calma aparentemente inabalável, concentração invejável e cordialidade até quando está sendo chato, o tornam o tipo de cara que em momentos estressantes merecia nada mais que uns bons sopapos na cara. Por isso, quando se relaciona mais a fundo com as pessoas, o agrado delas nem mesmo é a reação mais esperada por ele, costuma dizer que inimigos são mais frequentes que amigos, mesmo sabendo que essa é sua realidade particular. Sua mãe diz que a única pessoa capaz de lidar com a ferocidade do rapaz é seu pai, já que supostamente teria absorvido tal traço do mais velho. A inteligência sempre foi uma característica presente, e não é difícil perceber isso; ele [color=#aa786a][b]aprende as coisas com facilidade e não hesita em usar dela para conseguir o que quer. A calmaria que transparece em primeiras impressões fora apelidada por sua finada avó como "o véu que esconde a cobra", e embora pareça um tanto quanto pejorativo, é algo que ele sabe que é verídico.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ NÃO É RECOMENDADO DEIXAR O BRILHO DE SEU OLHAR PRENDER SUA ATENÇÃO, JÁ QUE ESSE CINTILAR VAI ESTAR EXTRAINDO DE VOCÊ TUDO O QUE CONSEGUIR. Observador ao extremo, é praticamente impossível deixar algo passar despercebido por seus sentidos afiados, análises profundas e conclusões precisas. O Sakurako costuma ser uma pessoa detentora de certa arrogância, que está correta sobre inúmeros assuntos e com deduções certeiras, e por isso, tende a se sentir um típico “dono da verdade”, dificilmente aceitando refutações que o passem por errado. A menos que venham de pessoas que considera importantes, opiniões alheias raramente recebem sua atenção, pois as vê como golpes por sempre esperar intenções ruins atrás das palavras. Em prol da sua pitada de rebeldia, costuma agir e falar de acordo com o que acha coerente, doa quem doer, não vai ser fácil coagí-lo ou convencê-lo de algo, mas ao menos sempre tivera muita sensatez. Franqueza não o falta, mas às vezes chega a ser tão sincero, realista e cético que não é raro ser visto como uma pessoa rude e ofensiva pelos outros. Seu orgulho chega a ser extremo, ao ponto de criticar os outros e até a si mesmo, bem como resiste muito a ser ajudado e até a simples ideia de precisar de ajuda. Gosta de sentir que tem controle sobre suas coisas, até porque sempre teve uma autonomia muito aguçada e incentivada pelos pais, e ser manipulado seria o mesmo que deixar de lado boa parte do que preza.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ SUA CURIOSIDADE SEMPRE FORA CONSIDERADA UM PERIGO EM SUA CASA. Esconder algo de Hoshi poderia tornar-se uma prova eloquente, quando menos se espera, até mesmo os detalhes já foram listados pelo japonês; e sempre fora assim, a criança sem graça que nunca demonstrava surpresa ao abrir presentes de Natal porque já os havia encontrado dias antes. Deixa-se levar por sua abelhudice com mais frequência do que deveria, mas mesmo sabendo o quão errado e perigoso isso pode se tornar, quando seu interesse é despertado, praticamente nada é capaz de fazê-lo voltar atrás. As cosias que ele quer, ele faz. Tem suas próprias idéias, e não costuma se deixar levar pelas dos outros. Procura as oportunidades com entusiasmo, e não espera que nada caia do céu. Sua mente é rápida e cheia de pensamentos úteis; sabe resolver qualquer situação de emergência, tomar decisões importantes, e nada lhe parece tão difícil para que se desanime ou que se renda. Porém, é facilmente arrastado por disputas, e muitas vezes não consegue ver claramente os pontos de vista alheios. Constantemente tende a subestimar os outros, e sua audácia ou atrevimento são inúteis quando usados com teimosia.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ ALÉM DO ASPECTO ERUDITO, NÃO DEMONSTRA MUITOS TRAÇOS DE SENTIMENTALISMO, PREFERINDO O JEITO RACIONAL DE SER. A capacidade de raciocínio lógico e sua objetividade o tornam apto a tratar dos problemas alheios sem se envolver emocionalmente, tanto que talvez a pessoa mais julgada por ele seja ele mesmo, sem se importar em como isso o abala. Seu senso de funcionalidade é quase obsessivo, pois sempre busca ver razões que justifiquem seus atos, por mais errôneos que eles pareçam ou sejam, ele tenta ao menos se convencer de que está fazendo o certo. Procura uma perfeição total em tudo, mas embora escute muito que já a tenha, nunca se dá por satisfeito, tornando-se exigente demais, fato que se aplica com maior intensidade sobre ele próprio, mas que também é distribuído às pessoas com quem convive, já que ele sempre deixa claro que espera os melhores resultados das pessoas envolvidas consigo, o que acaba dificultando sua vida social em geral, afinal, criticar é uma das coisas que mais faz. Mas a "máscara gelada" de Hoshi cai às vezes, dando mais humanidade ao garoto. Ele tem sua própria caixinha de inseguranças, medos e frustrações, mas deixar alguém abrí-la não é muito cogitado por ele, e quase nunca aceito. A doçura que está enterrada embaixo de tanto ceticismo e orgulho é direcionada a poucos, mas sempre de forma rasa e desajeitada, afinal, não é uma coisa da qual se orgulhe, tende a achá-la constrangedora. Contemplar isso pode ser difícil, ainda mais em um momento tão escuro quanto o que está enfrentando, mas no final das contas, toda estrela tem seu brilho.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ ANTES MESMO QUE PENSASSE EM NASCER, A FORMAÇÃO DE SUA FAMÍLIA NÃO TEVE TANTO APOIO. De um lado, Sakurako Ryoto, um psicólogo que recentemente havia retornado de seus estudos internacionais, aderente de várias ideologias e conhecimentos que não eram muito bem aceitos por sua pátria tão arcaica e tradicional. Do outro, Megumi Maiko, a caçula de uma família extremamente clássica, repleta de tabus que já a consideravam uma perfeita ovelha negra, apenas por ter insistido em estudar música ao invés de se empenhar em conseguir um bom marido. Os pais da mulher teriam negado a mão dela ao pretendente instantaneamente, mesmo que ele tivesse igual nobreza, se não soubessem que ela seria capaz de dar as costas a própria família se realmente o quisesse, e optando por não correr tal risco, engoliram a contragosto o casamentos de sua filha mais "rebelde" com o homem mais liberal que já haviam conhecido, mas sem depositar fé alguma naquele novo casal, que era visto como uma combinação atrevida demais por todos que pensavam como os Megumi.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ DEIXAR DE TOCAR NÃO ESTAVA NOS PLANOS DE MAIKO, MAS A MELODIA DE SUA CRIANÇA PASSOU A SER UMA PRIORIDADE. Hoshi nasceu pouco depois de um ano da união de seus pais, quando seu pai havia acabado de ser efetivado como professor universitário de psicologia e sua mãe encantava plateias com suas cordas e arco, sendo uma das poucas mulheres da orquestra da cidade. Seu marido não expressou nenhuma objeção a continuidade de sua profissão após a chegada do primogênito, mas ainda assim, a mulher insistiu em dedicar-se mais a criança, ao menos durante os primeiros anos. Com pouquíssimas turbulências e sustos durante seu desenvolvimento, Hoshi cresceu afável e cortês, com um padrão de burguesinho perfeito, o filho invejado por outros pais e motivo de orgulho para os seus, embora sua personalidade forte fosse impactante demais em certas ocasiões, mas ainda que seu trabalho de mãe estivesse aparentemente cumprido durante a fase inicial, Maiko não retornou aos palcos — o que não interferiu em absolutamente nada no padrão social da família, visto que o cargo universitário, todos os prêmios de pesquisas psicológicas e a herança que seu pai já possuía antes mesmo do matrimônio o faziam ter riquezas acumuladas — optando por fazer de um dos quartos da casa seu próprio proscênio, e na maior parte das vezes sendo contemplada apenas por sua audiência predileta, o pequeno Sakurako.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ NÃO ERA DIFÍCIL ACHAR QUEM FOSSE CONTRA A FORMA COM A QUAL AQUELA INGÊNUA CRIANÇA ERA CRIADA. Tanto por sempre seguir as ideologias liberais do pai, explorando filosofia — uma área mal vista por conservadores, já que fazia suas crianças pensarem e questionarem tradições e autoridades — e âmbitos dos fenômenos mentais. Quanto por desde cedo ter aprendido com a mãe, coisas que seus próprios avós taxavam de "coisas de mulher", incluindo vários tipos de artes e cuidados domésticos. Era raro escutar quaisquer reclamações, a respeito da conduta do garoto, embora sua vida social fosse muito mais ligada à adultos do que à outras crianças de sua idade, que em sua maior parte tinham dificuldades para compreender as linhas de pensamento recheadas de complicações e referências antropologistas que o Sakurako propunha. Isso fora o fator principal para que crescesse com o número escasso de amizades, e ainda assim, nunca em grandes níveis e afeto ou capazes de proporcionar ligações realmente fortes, já que em suma sinceridade, jamais fora capaz de se sentir realmente incluso ou suscetível a se entregar de fato a um relacionamento de qualquer âmbito além do familiar. Mas essa isolação tardou a incomodar, já que por muito tempo Hoshi considerou sua família o essencial para sua felicidade.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ DURANTE A INF NCIA, CHEGOU A PERDER A CONTA DE QUANTAS VEZES HAVIA PEDIDO UM IRMÃO. Não que fosse um sonho nutrido frequentemente pelo garoto, mas às vezes sentia uma pontada de inveja de seus colegas quando eles relatavam suas experiências com irmãos. No entanto, nenhuma outra criança surgiu para os Sakurako, mesmo que não estivessem buscando evitar o ocorrido, e tudo que lhes restava era explicar ao pequeno Hoshi que estavam bem daquele jeito, afinal, ele sempre fora o suficiente para aquela família, o que não deixou de ser verdade em momento algum. Tinha 16 anos quando seus pais saíram apressados de casa sem nem ao menos lhe fazerem companhia durante o café da manhã, o que descobriu horas depois estar justificado pela animação em confirmar as constatações de Maiko. Foi uma novidade relativamente estranha para o adolescente, afinal, sua fase de desejar outro membro na prole já havia passado e em um primeiro momento ele aderiu a versão pessimista da possibilidade, bem, o que teria de bom em ouvir choros durante a noite e ter que aprender a cuidar de um bebê? Mas a felicidade evidente de seus pais era o suficiente para contagiá-lo e aceitar que, ao menos por um tempo, preparar mamadeiras seria um novo passatempo.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ DESDE A DESCOBERTA DA GRAVIDEZ, MAIKO FORA ENQUADRADA COMO UMA GESTANTE DE RISCO. A idade avançada já havia tornado o corpo da mulher menos propício para suportar e lidar com as mudanças que o desenvolvimento do feto traria, e por isso todo cuidado era pouco. No entanto, o vento não parecia estar disposto a soprar a favor da família, já que em semanas estavam velando o corpo do pai da mulher, e em questão de meses, realizando o mesmo processo com sua mãe. Maiko dizia estar bem e conformada com o que era inevitável, mas nem mesmo os melhores remédios recomendados pelos médicos mais renomados de Osaka eram capazes de acalmar a mulher aflita, que por sua vez, passou a se embriagar longe de olhos alheios. Ainda que a gestação já estivesse em um nível avançado, a fusão dos fatores químicos e emocionais da mãe foram cruciais para o rumo que ela tomou. Suspeitou-se que algo estava estranho quando o bebê parou de se mover, embora a mulher soubesse que os movimentos diminuiriam à medida que o feto crescesse e tivesse menos espaço para movimentar-se, aquela mudança havia sido muito abrupta. Após uma sequência demorada de exames, os médicos constataram que a criança no ventre de Maiko havia deixado de ser um feto e se tornado um natimorto.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ HOSHI NUNCA FOI DE TER MEDOS SIMPLES E CEM POR CENTO IRRACIONAIS, MAS AQUELE CURTO PERÍODO DE TEMPO O FEZ DETESTAR HOSPITAIS DE UMA MANEIRA QUE ELE NEM AO MENOS SABIA SER CAPAZ. Foram de longe os cinco piores dias de sua vida. Entre se revezar com o pai para fazer companhia a mãe internada, ter que ouvir relatórios médicos diários sobre o bebê sem vida que já estava grande demais para ser dissolvido através de medicamentos e engolir o próprio choro para prestar apoio a sua genitora, o garoto recebeu do pai a difícil missão de ser forte por sua mãe, já que ela estaria longe de conseguir, enquanto esperavam uma expulsão natural do feto, que se não ocorresse logo, deveria ser extraído por procedimento cirúrgico. Como já previsto por Maiko, que desde o primeiro dia de observação insistia para que encerrasse aquilo de uma vez, a cirurgia fora inevitável. Não que gostasse de sangue, cortes ou tivesse alguma curiosidade a respeito, na verdade, tudo que Hoshi queria era sair dali, mas não conseguiu negar a mãe o pedido de entrar com ela na sala. Pela primeira vez na vida o garoto teve medo de uma mente transtornada, mesmo depois de ter acompanhado de longe o tratamento de vários pacientes de seu pai, já que apesar de tentar compreender o lado da matriarca, nada lhe tirava da cabeça que ela estava considerando aquilo um parto. Com pouco mais de trinta e duas semanas, o natimorto que se tornaria uma menina caso tivesse completado seu ciclo gestacional, fora nomeado de “Hikari” [光] — que significa literalmente luz, iluminação, raio, feixe e brilho — e cremado poucas horas após sua extração.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ A INOCÊNCIA O FEZ CRER QUE O PIOR JÁ HAVIA PASSADO, MAS O ADEUS QUE DERA A IRMÃ ERA UM MERO ANTECESSOR DO OLÁ QUE DARIA A CAOTICIDADE. No dia seguinte a tudo aquilo, Hoshi ainda não conseguia entrar em contato com seu pai, ato que tentava efetivar antes mesmo da cirurgia, independente de para qual número ligasse, ele não atendia em casa, no consultório ou na universidade, então a solução lógica quando sua mãe recebeu alta no fim de tarde era optar por um táxi, não haveria problema algum considerando que o patriarca da família certamente teria uma justificativa plausível para não estar com os dois em um momento como aquele. Só que ao guiar Maiko ao quarto principal da casa, as coisas finalmente terminaram de desandar. Com uma de suas alunas universitárias, Sakurako Ryoto se encontrava despido e adormecido sobre a cama, por meros instantes, já que assim que a cena fora absorvida pelos olhos da esposa, gritos e mais do choro que Hoshi já havia escutado por noites seguidas ecoaram pelos corredores do casarão.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ AINDA ANTES DO ANOITECER, SEU PAI HAVIA DEIXADO A CASA, SUA MÃE REVIRAVA OS ARMÁRIOS DA COZINHA EM BUSCA DAS BEBIDAS QUE TINHAM SIDO ESCONDIDAS PELOS EMPREGADOS ANTERIORMENTE E O RAPAZ TRANCADO NO QUARTO, APENAS DEIXAVA O CHOQUE TOMAR CONTA DE SEUS PENSAMENTOS. E não demorou quase nada para que o choque virasse revolta. Para ele aquilo havia sido o fim da família perfeita que sempre acreditou ter. Eram tempos difíceis, estava claro até demais, mas Hoshi achava que superariam aquilo juntos, que ajudariam Maiko a amenizar aquela sequela, não esperava que as coisas fossem crescer em tamanha proporção de uma hora para outra. O modelo de conduta que enxergava no pai, os princípios que lhe foram passados dentro de casa, a bondade humana que sua mãe sempre insistiu em tentar fazê-lo enxergar e vários outros detalhes morais pareciam tão falsos e frágeis depois de uma única cena. A seu ver, não havia sido apenas um adultério; além de trair a esposa, Ryoto tinha traído a família como um todo e não existiam palavras que amenizassem isso, afinal, ele escutou que deveria ser forte, mas por que tinha que fazer isso sozinho? Três dias após o flagrante, seu pai retornou ao lar, e embora seu filho esperasse que ele apenas pegasse o restante de suas coisas para ir embora de uma vez por todas, a conversa que os mais velhos exigiram ser realizada longe dos ouvidos do garoto resultou em uma reconciliação do casal, o que contraditoriamente, só serviu para aumentar o desgosto do então único filho dos Sakurako.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ DEIXAR OSAKA NÃO ERA UM PROBLEMA, ELE TERIA ADORADO CONHECER A CAPITAL DE SEU PAÍS EM OUTRA SITUAÇÃO. Mas aquilo não era uma mudança, era uma fuga, ele sabia disso. "O nosso recomeço" era o que não parava de sair da boca de seus pais enquanto no banco de trás do carro o garoto apertava os dedos contra os braços cruzados até que seus nós ficassem esbranquiçados. Estudar em Tóquio depois do ensino médio era uma meta do jovem, mas estava indo para lá em uma tentativa de manter sua família unida, e não gostava nem um pouco dessa experiência, mas qualquer contestamento era anulado com indicações de que aquele assunto não cabia a crianças. Na verdade, poucas das decisões tomadas desde então cabiam a ele, sua vida estava sendo praticamente revirada, mas não havia coisa alguma que pudesse fazer e isso já estava pisando no amplo limite que sua paciência tinha. A casa sugerida pela imobiliária estava no catálogo há anos, e mesmo sendo um ótimo imovel, nenhum cliente se interessara devido ao histórico. Anteriormente tendo pertencido a um embaixador, os boatos incoerentes e ainda sem solução de um garoto desaparecido em prol de uma boneca conseguiam espantar qualquer comprador, mas Hoshi só conseguiu rir do temor que cercava o desaparecimento de Yugi Tsukasa, que para ele não passava de uma criança transtornada que poderia ter fugido e tomado seu fim por conta própria, ou quem sabe pela própria família, para acobertar suas esquisitices mencionadas por colegas, não é como se não fosse comum tentarem acobertar esse aspecto em familiares, ainda mais quando se tratava de nomes importantes, seu pai já estivera envolvido no tratamento de muitas pessoas isoladas socialmente em decorrência de suas adversidades. Aquele tipo de rumor estava longe de ser algo capaz de amedrontar o Sakurako, mas talvez sua descrença não seja o suficiente para evitar que seus pesadelos piorem ainda mais.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ APESAR DE ODIAR SUAS AÇÕES, DEIXAR DE AMÁ-LA SERIA ALGO QUE NUNCA CONSEGUIRIA FAZER, E AMBOS OS LADOS ESTÃO CIENTES DISSO. Maiko é uma clássica mãe coruja, do tipo que apoia o filho em qualquer decisão tomada por ele, e mesmo quando a decisão leva a uma consequência ruim demonstra estar orgulhosa da prole pelo simples fato de ele ter andado com suas próprias pernas, afinal, não teve muita liberdade durante sua juventude e dar isso ao filho é considerado o mínimo que poderia ser feito pela mulher. Não é segredo que tenha abandonado várias oportunidades no seu âmbito profissional pelo filho, mas não se arrepende nem um pouco de ter feito isso, já que espalha ao quatro ventos que Hoshi é sua prioridade, o que na verdade, acaba fazendo com que o rapaz sinta uma parcela de culpa por sua mãe ter acabado em seu estado atual. Ela poderia ser uma violoncelista de sucesso, apegada a muitas outras coisas além dele, e sua família disfuncional. No momento a relação dos dois está um tanto quanto instável, mas nem por isso a matriarca deixou de ser o verdadeiro primeiro amor do filho, que por sua vez, sente necessidade de prestar apoio a mais velha, ao mesmo tempo que a julga por continuar o abuso que seu casamento se tornou.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ SER A PSIQUE DE SEU PAI ERA UM ORGULHO, ATÉ VER O LADO SUJO QUE ELE PODERIA TER, E SE ELE ERA CAPAZ DISSO, HOSHI NÃO QUERIA MAIS SER SEU TUDO. Ryoto não deveria saber o quão afetado seu filho ficaria com aquilo, já que se soubesse não teria nem ao menos iniciado. Ele está tentando tratar tudo como um deslize, um erro, uma falha humana, mas Hoshi viu seu exemplo de vida, moral, conduta e homem ruir diante de seus olhos em míseros segundos. Apesar de estar tentando evitar o próprio pai constantemente, mesmo quando está dentro de casa, e lhe prestando pouquíssimo respeito — o que é uma mudança extremamente radical de comportamento e só consegue gerar reclamações de Maiko. Muitos diriam não reconhecer os dois, tendo que a relação de pai e filho que possuíam antes de tudo isso era invejável, praticamente unha e carne, ainda mais para alguém tão solitário quanto Hoshi, Ryoto era de fato um melhor amigo. Mas o patriarca dos Sakurako só se deu conta da barbárie que havia feito a sua psique quando todas as suas investidas de contato com o filho foram recusadas, e quando deixou de sentir o calor do brilho de seus olhos para sentir o frio da lâmina afiada que eles poderiam se tornar.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ ERA DIFÍCIL COMPARAR GOSTOS COM JOVENS DE SUA IDADE, JÁ QUE NUNCA TEVE UM ENCAIXE MUITO BOM ENTRE ELES. Ao contrário da própria estatura, não são precisas grandes coisas para agradar o rapaz. Dias nublados já são um ótimo começo, bem como feriados e finais de semana, ainda mais por não ter que se preocupar com a hora em que sairá da cama, já que dormir também tem lugar mais que reservado nessa lista. As estações frias sempre foram suas prediletas, já que o clima lhe parece muito mais agradável em baixas temperaturas. Doces poderiam até serem usados para comprá-lo em certas situações, até porque açúcar nunca parece ser o suficiente para o Sakurako, que pode muito bem ser visto entupindo uma bebida já doce com mais adoçantes, enquanto música é algo que nunca o cansa, principalmente quando se trata de sua mãe tocando, embora também se agrade de algumas estações de rádio. Suas brincadeiras prediletas sempre o direcionaram a jogos de tabuleiro ou baralho, e ser bom em quase todos que já tentou contribui para o gosto dele por isso. A beleza dos astros é praticamente um fascínio do moreno, que nutre o hábito de observá-los através da janela do quarto, o que consequentemente sempre o fez querer sua cama próxima à ventana. Livros sempre foram uma boa companhia ao rapaz, mas passa semanas em um único exemplar por repetir e analisar trechos, escritas e contextos várias vezes. Mais algumas aleatoriedades também conquistam a satisfação do adolescente sem uma explicação muito definida, como animais e comida — raras são as coisas que seu paladar recusa —, com um destaque mais que especial para harumakis.

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・POR OUTRO LADO, O QUE ATIÇA SEU DESGOSTO TENDE A SE INTERCALAR ENTRE COISAS TÍPICAS E INUSITADAS. Ser acordado é algo que o irrita profundamente, independente da forma ou por quem, isso explica sua cara fechada nas primeiras horas de sua rotina. Coisas desagradáveis para todo mundo, principalmente qualquer variação de preconceito e violência, o tiram do sério e, devido a certas atitudes suas, não é nem um pouco difícil supor isso. Remédios, naturais ou não são o tipo de coisa que conseguem fazer o Sakurako resmungar como uma criança birrenta, e por isso, acabam se tornando base de piadas internas da família. Ser interrompido, seja em falas ou atos o irritam profundamente, bem como atrasos e falta de compromisso alheio. E claro que tanto bagunça quanto barulho precisavam ser citados aqui, seu quarto está quase sempre parecendo um modelo de mostruário de tão organizado, e a casa não fica para trás, até porque, nenhum dos moradores tem o costume de criar bagunça por onde passam. Nunca gostou de comer takoyaki ou de beber café, independente do acompanhamento ou condimento adicionado. Odeia gravatas e a sensação de estar sendo enforcado que elas o proporcionam. Claro que também existem coisas as quais ele se contrapõe sem nenhum motivo muito definido, como plantas, as radionovelas que sua mãe acompanha e morangos.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ NUNCA GOSTOU DO TERMO MANIA, AFINAL, DERIVA-SE DO GREGO »μανία«, QUE SIGNIFICA "ESTADO DE LOUCURA". Mas costumes peculiares existem, mesmo que não faça a menor ideia de como desenvolveu boa parte deles. Alguns são passageiros, mas os notados por seus próximos como já sendo traços do rapaz são os que ele pratica a certo tempo, até mesmo desde pequeno. Puxar a ponta da sobrancelha é uma delas, nunca puxa forte o suficiente para se machucar ou arrancar os pelos, mas quase sempre que se perde em pensamentos passa a atormentar a pobre sobrancelha. Isso também se aplica a brincar com o anel que sempre carrega no anelar direito, herdado do falecido avô — já que entregar um acessório ancestral da linhagem Megumi ao pai do rapaz era algo fora de cogitação para o senhor — mas é difícil não mudar o acessório de lugar várias vezes ao dia, fazendo isso sem que nem ao menos perceba. Sua forma de dormir também se tornou um hábito corriqueiro, logicamente todos têm seus costumes para tal momento, mas quem conhece os do garoto costuma estranhar um pouco o fato dele só conseguir dormir com as mãos cruzadas sobre o peito, posição frequente de sepultados, conhecida como pose mortis. Alguns podem pensar que é loucura, mas fora intruido pelo pai a fazer isso desde que se entende por gente; jogar xadrez sozinho, atuando tanto no lado branco quanto negro do tabuleiro, foi uma espécie de exercício proposto para se auto desafiar e até mesmo conhecer-se melhor, mas acabou se tornando uma forma de se tranquilizar e pensar melhor quando considera nescessário. Por último mas nem por isso menos importante, o apreço por limpeza e organização do garoto chega até mesmo a parecer engraçada para olhos alheios, e embora a ligação desse hábito com seus traços de personalidade seja notável, sua mãe até mesmo já o fez realizar testes para garantir que isso não se trata de um transtorno obsessivo compulsivo ou uma acribomania, o rapaz nunca se sentiu bem lidando com bagunça ou sujeira, tanto que seu quarto está sempre “um brinco” e aí de quem se atrever a mudar isso, então é mais do que comum vê-lo arrumando ou limpando algo por menor que seja a "alteração" no estado dessa coisa quando está em um lugar familiar.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ EM ANÁLISE AUTORAL, CONSTATOU QUE O MEDO É ESSENCIAL PARA A SOBREVIVÊNCIA, MAS NEM POR ISSO GOSTA DELE. É uma reação a uma situação de perigo, seja ele real ou imaginário. Dessa forma, não pode ser visto como necessariamente patológico. E mesmo tendo plena consciência de que são inevitáveis e nem mesmo restritos a seres humanos, Hoshi repulsa seus medos e inseguranças. A altura não é uma coisa que seria evitada com todas as forças pelo Sakurako, ele enfrenta esse medo quando necessário, mas não é segredo que fica desconfortável quando está em lugares mais elevados, o que faz com que sua mente foque apenas em não olhar para baixo e tente se distrair com qualquer coisa para evitar pensar na altura em que se encontra, consequentemente, conseguir a atenção do rapaz nesses casos é uma missão absolutamente difícil, além do fato de que a probabilidade de ele começar a falar sozinho por se perder em pensamentos é muito grande. Ainda não se sentir um adulto é uma de suas maiores inseguranças, quase ninguém automaticamente se sente adulto só por tecnicamente ter idade para isso e tende a secretamente presumir que todas as outras pessoas se sentem mais bem-resolvidas que elas. Fobias sim são medos determinados psicopatologicamente, desproporcionais e incompatíveis com as possibilidades de perigo real oferecidas pelos desencadeantes, chamados de objetos ou situações fobígenas. Assim, o indivíduo tem um medo terrível e desproporcional de entrar em elevador, de contato com pessoas desconhecidas ou no caso de Hoshi, de gatos. A ailurofobia faz com que o rapaz sinta pavor aos felinos, mesmo sabendo que os bigodudos são inofensivos. Seu pai cogita que algum contato desagradavel possa ter ocorrido longe de supervisão quando pequeno, já que inexplicavelmente, desde cedo teve reações pávidas em relação aos animais. O sentimento de pânico incontrolável, sensação de que deve fazer todo o possível para evitar os animais, ansiedade intensa, dificuldade para respirar, gritos avulsos e choramingos, são sintomas que se intercalam em intensidade e frequência a qualquer contato com gatos, ou até mesmo representações deles. Ryoto já propôs experiências de terapia de exposição e cognitivo-comportamental, mas nenhum teve resultado satisfatório, já que acabaram apenas com o garoto aos prantos e privações de sono pelos dias seguidos. Hospitais, clínicas, enfermarias e semelhantes passaram a ser evitados desde o acontecimento com o natimorto — que ele nunca deixou de chamar por Hikari —; o cheiro, os sons, os intuitos, nada nesses locais o agrada além de conseguir sair deles. Isso porque o acesso à memória traumática se dá por meio de situações que façam o indivíduo reviver qualquer um dos sentimentos relacionados a ela. Isso acaba configurando uma série de gatilhos que culminam na angustiante sensação de volta à experiência do trauma. Não é algo que já tenha compartilhado com qualquer pessoa, até porque foge do assunto toda vez que ele é mencionado, mas na manhã de 22 setembro de 1949, quando a cirurgia de sua mãe estava sendo realizada, seus próprios avisos foram insuficientes para que se contesse e não acompanhasse o feto sem vida até que fosse retirado da sala. Os traços da criança já eram nítidos o suficiente para que pudesse deduzir que seria bela, no próprio conceito filosófico que sempre seguiu para estética, uma representação de paz e talvez sua própria psique. O rosto de sua irmã não é uma memória que gostaria que esquecer, mesmo que saiba ser a causa de sua aflição em meio aos sonhos e flashes momentâneos, gatilhados por contatos com bebês ou elementos ligados a tais.
Escreveu ⇢ 𝕺 𝖌𝖆𝖗𝖔𝖙𝖔 𝖊𝖘𝖙𝖆𝖛𝖆 𝖈𝖔𝖒 𝖒𝖊𝖉𝖔 𝖉𝖊 𝖆𝖉𝖔𝖗𝖒𝖊𝖈𝖊𝖗 ↶.₊

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ COMO BOA PARTE DO QUE ESTÁ VIVENDO, SUKEBAN NÃO FORA UMA ESCOLHA SUA. Claro que admirava o renome que cerca o internato, mas com todo o rancor que estava acumulando dos pais na época, ceder a uma vontade deles deveria ser considerado piada. Estudar em Sukeban fora um sonho da adolescência de sua mãe, visto que o único irmão de Maiko se formara lá, mas patriarcais como sempre foram, os Megumi não permitiram que nenhuma de suas filhas saísse de casa apenas em prol de estudos, já que ainda consideravam isso uma atividade restrita a realidade masculina. Agora habitando Tóquio, não parecia errado realizar esse sonho através do filho, até porque era uma ótima oportunidade para o garoto, isso nem ele, com todas as suas revoltas, poderia negar. Não hesitou em errar questões de propósito durante seu teste de admissão, queria devolver ao menos um punhado do desgosto que estava recebendo dos pais, mas ainda fora aceito, quase no limite do nível de prata — o que o incomodou, afinal, esperava ser desclassificado após ter cincardo o número de alternativas considerado por ele superior ao necessário para tal. Estava realmente disposto a bater o pé e se recusar a frequentar o internato quando o período letivo começasse, mas esfriando a cabeça e analisando a situação durante uma de suas partidas solo de xadrez, o Sakurako concluiu que se tornando um aluno de Sukeban, estaria afastado do caos que via em sua família por boa parte do tempo, e isso uma dádiva naquele momento. Iniciando sua jornada na instituição como um segundanista, não deixou de lado as tendências que apresentou durante toda a sua vida acadêmica. Nunca existiram motivos para reclamações relacionados a notas, ciências humanas e linguísticas sempre foram suas queridinhas, e embora não tenha muita afinidade com matérias que envolvam cálculo, conseguia bons desempenhos até nelas, afinal, suas horas dedicadas a estudos são meticulosamente respeitadas, não costuma brincar quando se trata de responsabilidades e isso sempre ficou muito claro em âmbito escolar devido a tamanha aplicação, notas altas, e quase perfeitas dependendo da disciplina, são o que compõem seu histórico, e também um dos fundamentos para sua certeza de que vai ser classificado como ouro no semestre seguinte. O comportamento não costuma ser diferente do que é fora de sala de aula, não interage muito, normalmente quando faz isso é para contestar ou debochar de alguma contribuição que saiba estar errada ou considere redundante, e mesmo prestando respeito a seus mestres, eles não estão livres de duelos conteudistas ou pragmáticos com o rapaz. Nas instituições em que já estudou, extracurriculares não eram obrigatórios, já que o sistema interno não era aplicado, mas a sala de música de sua mãe não abrigava apenas o enorme violoncelo de ébano lustroso — que ao contrário da concepção da matriarca, sempre fora complicado demais para o Sakurako —, flauta transversal e piano foram lecionados pela própria Maiko ao garoto, e embora não seja extremamente talentoso, nem domine um repertório tão amplo, o clube de música o pareceu a opção mais cabível, embora ainda dê certa atenção ao funcionamento do clube de literatura e ao time de beisebol, como está em período de adaptação à nova rotina, optou por não se deixar sobrecarregar, mas ainda lhe restam semestres para se arriscar em novas experiências.
Escreveu ⇢ 𝕰𝖓𝖙𝖆̃𝖔, 𝖚𝖒 𝖉𝖎𝖆, 𝖊𝖑𝖊 𝖋𝖔𝖎 𝖆𝖙𝖊́ 𝖆 𝖇𝖗𝖚𝖝𝖆 𝖊 𝖎𝖒𝖕𝖑𝖔𝖗𝖔𝖚 ↶.₊

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ CURIOSIDADE FORA A ÚNICA COISA QUE CONSEGUIU SENTIR AO LIGAR OS PENTAGRAMAS E O DESAPARECIMENTO DA GAROTA DE COMPORTAMENTO ESTRANHO. Interligar os acontecimentos recentes ao caso do antigo habitante de sua atual moradia, Yugi Tsukasa, não fora difícil, e rir era a única coisa que poderia fazer diante de algo que considerava uma brincadeira baixa demais. Estava quase convicto de que Tsukasa tinha alguma alteração psicológica, e zombar de uma coisa como essas tentando reproduzir a trama do jovem era ridículo — ainda mais usando referências tão evidentes quanto relatos sobre uma boneca e mudanças comportamentais notáveis —, quase tão ridículo quando acreditar que uma coisa tão sem nexo quanto um outro mundo repleto entidades malignas que criam pentagramas no chão poderia estar realmente acontecendo. Ainda não conseguia imaginar quem mais estava envolvido e o porquê disso, mas a atenção haviam conseguido atrair pelo menos.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ TEMER O QUE NEM AO MENOS ACREDITA EXISTIR SERIA ENTRAR EM OUTRO ASPECTO PATOLÓGICO MENTAL, E ELE JÁ SE CONSIDERA SEQUELADO DEMAIS PARA ISSO. Talvez histórias sobrenaturais tenham conseguido assustá-lo durante a infância, mas sempre em uma escala muito baixa, já que nem ao menos se recorda com nitidez desse tipo de coisa. Ele assume que acha as matérias do jornal escolar interessantes, mas não para um âmbito jornalístico sério, se tivesse a oportunidade, diria a Kofuku para entrar em contato com uma editora, com certeza escreveria ótimos contos de terror. Mas demônios com botões no lugar dos olhos, um mafioso assassino, o arlequim invejoso, o pervertido sangrento, a música trapaceira e a sacerdotisa trouxa formavam um belo conjunto de trilogia de filme de terror para o jovem, mas se pergunta quem cairia naquilo, mesmo que tão bem trabalhados.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ DEIXAR DE EVIDENCIAR O QUE CERTAMENTE VIRIA A SER MAIS UMA DEDUÇÃO CERTEIRA EM SUA LISTA? NUNCA! Crente de que tudo não passava de uma atuação, e até mesmo desconfiando que Yato fazia parte da trama, Hoshi não conseguiu fingir que não se importava com a brincadeira que ao seu ver, estava pisando na margem de limite. Acompanhar o veterano em prol de descobrir quem mais estava por trás de tal barbárie e o que havia levado a tamanho descaso com uma figura fúnebre, constatar sua teoria e acabar com aquela palhaçada de fantasmas e boatos sem fundamentos era o foco. Provar que estava certo era um gatilho e sua imensa curiosidade, a própria arma. Mas bem, seu subconsciente tinha algo mais a declarar, já que mesmo se recusando admitir isso até para si próprio, a face por trás da tal "máscara de gelo" havia sido tocada pelo sentimentalismo da irmandade alheia, até porque salvar a sua irmã era algo que não havia conseguido fazer.


·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ POR UM INSTANTE COGITOU TER SIDO DROGADO, E ESTAPEAR O PRÓPRIO ROSTO NEM ERA TÃO ABSURDO EM TAL SITUAÇÃO, TANTO QUE CHEGOU A FAZÊ-LO. Vai ser muito difícil para ele abrir mão de achar que aquilo não passa de um delírio, um estágio mental causado por estresse pós-traumático, ou qualquer coisa mais racional do que uma realidade alternativa com gente que tem botões ao invés de olhos. Mas quando a ficha cair, deixar se levar pela onda vai ser menos fácil ainda. Veja bem, como alguém que analisou as matérias e boatos de Kofuku dedicado a provar que eram falsos, poderia cair nos encantos que sabia serem traiçoeiros, ainda mais recém desacreditado da possível inocência humana, "quem realizaria o sonho de alguém sem motivo algum?". E claro que sair dali seria a primeira coisa que faria, se sua sensatez não fosse pisada pela curiosidade como um mero inseto. Entre descobrir mais detalhes sobre aquela teia de aranha e encontrar a jornalista perdida, também seria possível encontrar algo que o faça se questionar se tudo aquilo é realmente cruel e cogitar ficar naquela realidade, e nem é tão difícil assim adivinhar o que tornaria seu mundo perfeito. Então, fugir também seria algo que o deixaria dividido, afinal, ao passar pela porta outra vez, voltaria a sua vida de traições e conformismos, e fingir que as coisas estão bem quando não estava era algo realmente sufocante. "Inimigos são mais comuns que amigos" fora algo que crescera usando como justificativa para não ter amizades profundas e duradouras, mas depois de encarar o surreal junto a outras pessoas, com certeza encararia essa frase de uma forma diferente, afinal, seria capaz de duvidar tanto de laços afetuosos assim? Pode parecer subliminar em alguns quesitos, nem tão confiável em outros, mas traição é algo que passou a odiar com cada célula de seu corpo e nem é necessário explicar o porquê. Logo, se confiança fora depositada nele, mesmo que valesse sua vida, e talvez para provar a si mesmo que é diferente do pai, evitando pisar em seu orgulho, uma punhalada pelas costas não teria sua mão ou faca envolvidas.
Escreveu ⇢ 𝕻𝖔𝖗 𝖋𝖆𝖛𝖔𝖗, 𝖒𝖊 𝖑𝖎𝖛𝖗𝖊 𝖉𝖊 𝖙𝖔𝖉𝖆𝖘 𝖆𝖘 𝖒𝖎𝖓𝖍𝖆𝖘 𝖑𝖊𝖒𝖇𝖗𝖆𝖓𝖈̧𝖆𝖘 𝖗𝖚𝖎𝖓𝖘 𝖕𝖆𝖗𝖆 𝖖𝖚𝖊 𝖊𝖚 𝖓𝖚𝖓𝖈𝖆 𝖒𝖆𝖎𝖘 𝖙𝖊𝖓𝖍𝖆 𝖚𝖒 𝖕𝖊𝖘𝖆𝖉𝖊𝖑𝖔, 𝖊𝖓𝖙𝖆̃𝖔 𝖊𝖚 𝖋𝖆𝖗𝖊𝖎 𝖙𝖚𝖉𝖔 𝖔 𝖖𝖚𝖊 𝖛𝖔𝖈𝖊̂ 𝖕𝖊𝖉𝖎𝖗 ↶.₊

·ˑฺ̇̇Ꮺ。̓❯❯ 金 分 岐 剌 着 物 青˙°.・・・ MOURÃO MOURÃO, MATA MEU MENINO QUE EU FICO A TE DAR SERMÃO. É mentira, é mentira. Sim, eu li e concordo com os termos de uso, então não esquenta. Mata se precisar, todo mundo nasce para morrer mesmo, né, Paz Deus, irmãos. Modificações também são permitidas, mas se fizer, peço que me avise, até para que eu altere aqui na ficha também. Algo mais? Eu vou responder que não só para o tópico ganhar umas linhazinhas extras, já que fiz banner só para esse tópico — Nossa Senhora, eu sou muito trouxa.




Permalink Comentários (13)

[17/09/2020] .:: f0d4 é que ela é ((uma sailor)) e eu sou só a l.i.n.d.i.n.h.a ::.

[24/08/2020] .:: os (( cravos )) só b.e.i.j.a.m as rosas ::.

[18/07/2020] .:ela era um poema (TFOL) ;;

[17/07/2020] .:mas ele não sabia ler (TFOL) ;;


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O que você foi para mim? Você foi tão frio quanto é o verão. seventeenxpentagon
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@dohyongirl e eu que vim falar de marcar relação em as e levei tiro do tumblr de aceitos
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@dohyongirl sim, eu preciso de uma relação com a ícone Hana, mas cada surto no seu dia
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@CorujaEbby app de hidratação a seu dispor