_xVenusx_

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— Evening star
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_xVenusx_ - — Evening star

— Mistress of Venus
#SigoDeVolta
ℰscritora & ℒeitora

•『 KᕈOᕈᕈER 』『 ҒUJOSĦI 』『 OΓΔKU 』•
•『Iᥒtᥱrᥲtιvᥲs』『 SĦΔDOWĦUṈΓER 』『 SOṈSERIṈΔ 』•

The rotten apple

Postado

Escreveu ᕈROBLEM 𝓌𝒾𝓉𝒸𝒽


Through 𝓂𝑒 you go ιɳƚσ a 𝑐𝑖𝑡𝑦 of weeping; 𝓉𝒽𝓇𝑜𝓊𝑔𝒽 𝓂𝑒 you go 𝕚𝕟𝕥𝕠 eternal p𝒶𝒾n; th𝓇ougᕼ me y𝑜u go 𝖆𝖒𝖔𝖓𝖌𝖘𝖙 the lost ⓟⓔⓞⓟⓛⓔ
𝖙𝖍𝖆𝖙, as ყoᥙ sεε it still abandons ᗰᕮ ŋσŧ




Citação:


ᴜᴍ ̶s̶e̶g̶r̶e̶d̶o̶
𝓭𝓮𝓲𝔁𝓪 ᴅᴇ ѕεя sᴇɢʀᴇᴅᴏ
ǫᴜᴀɴᴅᴏ ᴏ 𝚌𝚘𝚗𝚝𝚊𝚖𝚘𝚜 ᴘᴀʀᴀ 𝔞𝔩𝔤𝔲𝔢́𝔪,
𝑅𝑒𝒾𝒿𝒾 𝒮𝒶𝓀𝒶𝓂𝒶𝓀𝒾






[...em edição...]
Personalidade
História
Curiosidades
Formas de agir
Imagens e Style
Relação familiar

editado não editado editando




Citação:

In the 𝓜𝓲ddle of the journ𝖊y of our life I ғᴏᴜɴᴅ myself
wi𝓉𝒽in a 𝑑𝑎𝑟𝑘 woods
where 𝑡𝘩𝑒 straight ᥕᥲყ was 𝓁𝑜𝓈𝓉



N O M E

𝕮alíope 𝒵oe 𝒦aur 𝒱asques
Sendo chamada simplesmente de Calíope Vasques, se apresentando como tal e ignorando seu nome do meio e segundo sobrenome nome, que pertence a família de sua mãe
Citação:
𝕮𝖆𝖑𝖎́𝖔𝖕𝖊
Calíope na mitologia grega é a musa da poesia épica. Filha de Zeus e Mnemósine (memória), é uma das noves musas, que têm por missão a inspiração dos seres humanos para que estes se tornem criativos na arte e na física, tendo como significado. Significado de seu nome Calíope é uma terminologia advinda da etimologia grega, composta de dois elementos: (KALL) de (KALÓS) = “belo” e (ÓPS) de (OPÓS) = “voz“. O que quer dizer que Calíope é a que tem “uma bela voz“, seu nome tem o significado também, de formoso rosto. Nome escolhido por seu pai, principalmente pelo significado do nome e as histórias que seguem a musa na dimensão humana.
Calíope, na mitologia foi a mais velha mais sábia e distinta das nove Musas, sendo a Musa da eloquência e da poesia épica ou heróica. Tinha uma linda voz e foi à mãe de Orfeu e Linus com Apolo, das sereias e dos coribantes. Atuou como mediadora na disputa de Adônis entre Perséfone e Afrodite. É considerada a mais poderosa de todas as musas, a coroa de ouro em sua cabeça significa segundo Hesíodo, a sua supremacia entre as demais musas (um dos motivos do nome ser escolhido, sua associação a poder).
“Agora tu, Calíope, me ensina
O que contou ao Rei o ilustre Gama;
Inspira imortal canto e voz divina
Neste peito mortal, que tanto te ama.
Assim o claro inventor da Medicina,
De quem Orfeu pariste, ó linda Dama,
Nunca por Dafne, Clície ou Leucotoe,
Te negue o amor devido, como soe”
“Os lusíadas” — Camões


Citação:
𝐙𝖔𝖊
Significa "vida" em grego. Desde cedo, foi adotado pelos judeus helenizados como uma tradução de EVE . Foi carregado por dois primeiros santos cristãos , um martirizado sob o imperador Adriano, o outro martirizado sob Diocleciano. O nome era comum no Império Bizantino, sendo levado por uma imperatriz governante do século XI. Como nome em inglês, Zoe só está em uso desde o século XIX. Geralmente tem sido mais comum entre os cristãos orientais


Citação:
𝐊𝖆𝖚𝖗
Kaur é seu segundo sobrenome, sendo da familia de sua mãe, a qual ela se livrou imediatamente ao se casar, mas fez questão de dá-lo a filha. Significa "princesa", em última análise, do sânscrito कुमारी (kumari) que significa "menina". Em 1699, Guru Gobind Singh deu a todas as suas seguidoras sikhs o sobrenome Kaur e todos os machos Singh . Em muitos casos, ele também é usado como um nome do meio com o nome da família servindo como sobrenome.


Citação:
𝐕𝖆𝖘𝖖𝖚𝖊𝖘
A origem do nome Vasques é Latim, “Adorador de Velência”. Na Dimensão ao contrário sendo uma notável família de nobres, atualmente envolvidos com a grandiosidade religiosa que toma o Reino demoníaco, em especifico a cidade de Morgenstern, os únicos representantes da família vivos sendo Ibén, o Conde de Macbeth, sua atual última esposa, Lya, a Condessa de Macbeth, sendo que Calíope perdeu seu direito e titulo como Lady Calíope de Macbeth.



Citação:
I'm not ɎOUṈG en𝑜𝓊gh
to kᥒoᥕ 𝚎𝚟𝚎𝚛𝚢𝚝𝚑𝚒𝚗𝚐









A P E L I D O

Cali
Citação:
Chamada de tal forma por diversas pessoas em uma forma de facilitar seu nome, que acaba sendo uma pronunciação difícil para algumas, essa sendo uma forma de simplificar e pela qual geralmente é chamada




Pequena donzela
Citação:
Chamada assim por seu pai, sendo que este dificilmente pronunciava seu nome, apenas quando estava "decepcionado" com ela, nessas situações sendo chamada pelo seu nome completo (Calíope Vasques), mas sempre fora chamada pelo apelido carinhoso




Estrelinha
Citação:
Foi principalmente chamada assim pela sua mãe. Não se sabe de onde o apelido surgiu, mas sua mãe a chamou assim desde que nasceu, dificilmente a chamando pelo seu nome, provavelmente pelo desgosto do nome ter sido escolhido pelo pai da garota, Cali nunca viu nada de errado com o apelido e sempre gostou dele.




Lady Calíope de Macbeth
Citação:
Seu titulo de nobreza, usado para se referir a ela principalmente entre a nobreza, considerando que as demais pessoas sempre costumaram chamá-la de Cali. Apesar de atualmente ela por ter sido dada como "desaparecida" ou "deserdada" não possui mais direito sobre esse titulo, mesmo que isso ainda não tenha vindo a seu conhecimento. Cali dificilmente era vista em quaisquer eventos da nobreza, então até mesmo a maioria dos nobres só a conhecem pelo nome por pertencer a família Vasques e ser filha do Conde, sua aparência sendo quase desconhecida.




Zoe
Citação:
Ninguém jamais a chamou, além de sua mãe, que o fez em duas únicas situações, o nome do meio tem um grande significado para Cali, logo ela não se permite ou gosta de ser chamado pelo mesmo, se alguém chamá-la pelo mesmo, sem se irritar e sua voz subir nem um poco ela dirá "território perigoso. Não ouse me chame assim", e logo se a pessoa a chamasse assim pela segunda vez sua voz poderia subir um pouco enquanto iria repetir "oque eu acabei de dizer? Você não tem o direito de me chamar assim". Cali aceita praticamente qualquer apelido desde que não envolva seu nome do meio






I D A D E
Possui atualmente dezessete anos (17) recém completados. A garota tendo vindo ao mundo em péssimas condições, no pior dia possível, no qual ninguém gritou de alegria e sua mãe derramou lágrimas, mas não de felicidade. Sob a lua cheia brilhando, com o céu roxo a pequena Calíope nasceu, vibrando no dia dezenove de Novembro (19/11), sendo que no mundo humano poderia se classificar como pertencente ao signo de escorpião




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A P A R Ê N C I A









Suzune Horikita — You-Zitsu

Citação:
Cali tem uma aura jovial, apesar de fria, que quase faz a maior das pessoas manterem uma distância segura.
Com um rosto perfeitamente esculpido, cada um de seus traços são leves e combinados para lhe parecer levemente infantil. Dona de lábios finos, apesar de incrivelmente macios com uma pigmentação naturalmente rosada, um nariz pequeno e pouco arrebitado na ponta tomando lugar centrado em seu rosto pequeno e redondo, possuindo ainda as maças do rosto pouco destacadas, mas que sobem para se destacar quando um sorriso – pouco visto – toma lugar em seu rosto, com uma acardia dentaria quase perfeita, com os dentes esbranquiçados e retos, com exceção dos caninos que são pontudos e mais longos. Suas bochechas sendo constantemente dotadas de um rubor natural, quer seja quando está envergonhada, ou durante o frio, rubor esse que diversas vezes desce para seu pescoço ou toma também seu nariz, lhe dando uma impressão de fragilidade e infantilidade.
Seus olhos são grandes e redondos, de um tom castanho escuro que quase se assemelha ao vermelho, principalmente na presença da luz, onde aparenta ter traços mais claros em sua íris se fundindo com o castanho avermelhado. Cílios curtos, mas escuros rodeando o par de olhos, tornando seu olhar mais feroz e a cor exótica sendo mais chamativa, com um delineado natural nas laterais de ambos olhos, os tornando levemente puxado nas pontas.
Possui ainda uma pele branca leitosa, firme ao toque e macia, apesar de quase pálida, que é capaz de ser marcada facilmente e apresentar com facilidade olheiras — quando esta não dorme bem — ou espinhas quando decidem aparecer em um dia importante. Sua pele sendo frágil, podendo quebrar com o mínimo encontro ao chão, resultando em machucados diversos e manchas roxas e vermelhas colorindo seu corpo.
Seu cabelo é longo, alcançando quase o meio de suas costas. Extremamente liso que cai como uma cascata com cachos suaves nas pontas, sua cor variando do castanho escuro para o preto, aparentando mudar diante da presença do sol. Uma franja curta caindo à frente de seus olhos, ou colocada para a lateral de seu rosto, onde costuma ser presa. Sendo que é quase um costume amarrar uma fita branca em forma de laço em uma das mechas na lateral do cabelo, dando mais “vida” a sua aparência natural.
Deixando sua aparência facial de lado, Cali está no meio entre alguém alta e baixa, possuindo seus e setenta de altura (1,70), com quase cinquenta quilos distribuídos pelo corpo magro e pequeno. Seu corpo sendo praticamente simétrico, com um busto mediano e farto que combina bem com sua altura, dona da sua parte preferida do corpo: as pernas longas e firmes, com músculos delicados e uma beleza própria, além de uma cintura fina, que dá leves curvas – nada exagerado – ao seu corpo, combinado quase perfeitamente com um quadril um tanto largo.






Citação:

𝓉𝒽𝑒𝓇𝑒 is no ha𝖕p𝑦 ending,
𝕖𝕧𝕖𝕟 because 𝖎 do not blieve in
fairy 𝖙𝖆𝖑𝖊𝖘


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Estilo de Roupa
Oque se esperar de alguém que sempre viveu entre a nobreza? Calíope é mais do que acostumada a só usar vestidos e saias, roupas bonitas e cheias de detalhes, indo dos tecidos mais leves e simples até os mais caros e grossos. Ela aprecia a simplicidade em suas roupas, mas a beleza e delicadeza também, quando se trata tem roupas tem sim o meio termo e Cali pode tanto vir a utilizar roupas claras e em tons pasteis, quanto somente em tons escuros, ainda que em seu guarda-roupa a maioria de seus vestidos fossem tomados pelo rosa claro, pelo azul e o preto, três cores que ela afirma praticamente só gostar nas roupas, já que nenhuma dessas se destaca como sua cor preferida.
Praticamente qualquer roupa fica bonita no corpo magro e esguio de Calíope, que gosta, além de tudo, dar destaque em sua cintura fina e pernas longas, ela não tem medo de decotes ou roupas curtas, mas nunca teve preferências por tal. Quando se trata de sensualizar, Cali vai optar por roupas que demonstrem sensualidade, sem necessariamente ser vulgar, não sendo lá muito fã de seus seios para sair os mostrando para todos, mas nunca julgando quem gosta de se vestir de tal forma, sendo que na maioria das vezes ela acha que as roupas ficam extremamente bonitas no corpo da pessoa em questão.
Ela usa, em maioria, vestidos e saias, que modelem sua cintura e caiam com suavidade, tendo uma queda por roupa que deixam seus ombros nus, com as alças caídas, por exemplo e tenham a parte inferior rodada. Mas não é sempre que Cali está no humor para se vestir de tal forma, podendo vir a se vestir com uma simplicidade que não combina muito bem com ela, quer seja com uma simples calça jeans desgastada e uma blusa qualquer, simplesmente visando se sentir confortável ao invés de estar bonita.

* imagino que a Cali utilize o estilo “Classic Lolita”
ᶜˡᶤᵠᵘᵉ ᶰᵒ ᵇᵃˡᵃ̃ᵒ >>
, >>

𝒞 𝔸 𝕊 𝕌 𝔸 𝕃





P 𝕀 𝕁 𝔸 𝕄 𝔸




𝕀 ℕ 𝔾 𝔼 ℝ 𝕀 𝔼




𝔸𝕀𝕃𝔼 𝔻𝔼 𝔾𝔸𝕃𝔸


Citação:
Todos os vestidos sendo longos, o primeiro longo de um tom dourado, as alças caídas nos ombros, o decote tendo uma leve curvatura para ficar em forma “coração”, com detalhes brilhosos na parte superior até a saia, onde tons mais escuros e mais claros do dourado se encontram. O segundo sendo tomara que caia tem um pequeno espaço entre os seios, também brilhante na parte superior, de um azul escuro que desce até a saia clareando onde é tomado por uma cor que varia do branco para o azul claro, algumas linhas escuras deslizando da parte de cima até a cintura. O terceiro é de um tom arroxeado, com detalhes floridos em toda parte, a parte superior sendo branca tomada apenas pelos contornos das flores, a cintura tendo um babado curto acima da saia, um tecido macio que tem os babados cobertos de flores brancas e rosas. O quarto é de um rosa salmão, com mangas longas e detalhes dourados nas laterais da saia igualmente longa, este sendo mais redondo que os outros três.




𝔸𝕀𝕃𝔼 𝔻𝔼 𝔾𝔸𝕃𝔸





𝔸𝕀𝕃𝔼 𝔻𝔼 𝕄𝔸́𝕊ℂ𝔸ℝ𝔸𝕊

Citação:
Um vestido longo verde, com detalhes dourados na parte superior, a máscara combinando da mesma cor, com diversas pedras e detalhes ao redor




ℕ ℂ 𝕆 ℕ 𝕋 ℝ 𝕆








𝕌𝔸 𝔻𝔼 𝕊𝔸ℕ𝔾𝕌𝔼

Citação:
imagens originais





Citação:
The fact 𝖙𝖍𝖆𝖙 the s𝑒a is 𝒸𝒶𝓁𝓂 on the sur𝔣𝔞𝔠𝔢 does иσт
MEΔṈ that someтнing is n𝑜t happening in 𝕥𝕙𝕖 depths









P E R S O N A L I D A D E

𝒮𝒽𝑜𝓊𝓁𝒹 𝐼 𝒷𝑒 𝓈𝑜𝓇𝓇𝓎 𝒻𝑜𝓇 𝓉𝑒𝓁𝓁𝒾𝓃𝑔 𝓉𝒽𝑒 𝓉𝓇𝓊𝓉𝒽?

Citação:
Uma bruxa petulante e que fala demais, é assim que Cali diversas vezes é descrita por outras pessoas, sua incapacidade de ficar de boca fechada, até quando deveria fazê-lo denunciando sua péssima personalidade.

❃ Ainda que seja quase impossível permanecer de boca fechada, Cali costuma se mostrar alguém antipática, que tem dificuldade para fazer amizades e nunca se esforça o suficiente para conseguir tal feito. Ela quase não se importa o suficiente em agradar as demais pessoas e as palavras que sempre fogem de sua boca, antes que possa pensar nelas com clareza são desafiadoras e para algumas pessoas, rudes. Nada lhe parece importante o suficiente que não possa ser perdido ou desafiado, assim, não parece ― como algumas pessoas dizem: ― ter amor a própria vida.

❃ Por sempre ter tido tudo que queria e pode facilmente ser considerada como mimada e até mesmo birrenta, logo, ainda não perdeu o costume de poder falar tudo que quiser e fazer tudo que quiser porque seu pai permite, já que nunca teve quaisquer punições reais para suas palavras e ações que não fossem direcionadas para alguém “importante” ou que irritasse seu pai de alguma forma, Cali ainda está sofrendo por saber quando guardar suas palavras para si, ainda que, tenha sofrido diversas punições dentro da casa por isso, suas palavras diversas vezes sendo levadas como ameaças ou provocações.

❃ Ela nunca perde a chance de falar oque está em sua mente, mesmo que isso possa vir a metê-la em problemas, nesse caso, Cali resolverá a situação colocando sua sinceridade e até mesmo sua provocação ou ameaça por trás de palavras bonitas e bem colocadas, sendo esperta demais para não mandar um rei cortar a própria cabeça, mas tola o suficiente para mandá-lo lhe dar a espada. Tendo quase o costume de fazer citações bíblicas e de literatura quando acha necessário, algumas vezes não falando mais nada, apenas deixando a citação no ar. Além disso, como ela própria diz: “antes perder minha língua do que a capacidade de dizer oque penso”, assim, podemos ver que Cali gosta de falar oque pensa, dificilmente agindo com falsidade por deixar claro quando não gosta de alguém, mas definitivamente deixando claro a ameaça de suas palavras quando não confia em alguém ou deixa claro, por exemplo, que se essa (pessoa) der um passo errado, ela vai cortar seus pés fora.

❃ Cali quase não tem noção de como lidar com outras pessoas, mal sabendo classificar oque deve ou não ser dito e voz alta e até mesmo sem entender seu próprio tom acusatório e provocador que tanto faz as demais pessoas se irritarem com ela e entrarem na sua lista de “definitivamente me mataria se tivesse a chance”. Um de seus maiores problemas sendo a falta de filtro, não pensando muito em suas palavras antes de falar e ainda que isso a torne extremamente sincera, também lhe teve em diversos problemas desde que adentrou a Casa das Treze. Ela não sabe bem que tipo de problemas suas palavras podem causar, seu tom divertido e provocador que quase nunca escapa de sua voz sempre servindo para ter sucesso ao irritar alguém.

❃ Apesar da diversão que nunca escapa de sua voz, Cali dificilmente vá estar na intenção de realmente provocar alguém com qualquer frase sua, mesmo que as pessoas a interpretem errado, ela parece ter o dom de ter tudo que diz mal interpretado. Ela é uma baderneira e com o sorriso que dificilmente lhe escapa do rosto o cuidado que tomam consigo e o medo de se aproximaram já faz parte de seu dia-a-dia. Ela pode ser incrível com suas palavras quando acham necessário, mas por mais que as mais belas e recatadas palavras estejam saindo da sua boca, ainda vai parecer que a provocação está ali em algum lugar e que Cali definitivamente está zombando de você ― oque ela pode sim vir a fazer se considerar a pessoa ou a ocasião uma perda de tempo, suas provocações algumas vezes sendo extremamente oculta por trás de suas palavras e outras vezes nem se quer tendo origem como uma.

❃ Cali sabe se divertir com pequenas coisas, logo, aproveita cada pequena coisa, sejam palavras ou ações, mas tem uma enorme dificuldade para demonstrar seus sentimentos sem que pareça estar zombando ou não levando a sério, algumas vezes simplesmente estando quieta e séria demais para parecer ela mesma e outras vezes, definitivamente estando agitada demais para ser ela mesma.

❃ Como qualquer outra pessoa a garota tem seus dias, algumas vezes simplesmente preferindo agir como esperam dela do que ficar quieta, sem falar com ninguém e atrair atenção desnecessária, ainda que seus pensamentos vão estar voando longe e suas palavras sendo sem qualquer sentimento real, sua mente provavelmente perdida no passado e na triste que algumas vezes vem para assolá-la, sem qualquer aviso prévio, simplesmente chega, se acomodar em seu coração e rega todas as suas tristezas.

❃ Como citado anteriormente, Calíope pela forma que cresceu e sempre foi tratada pode vir a ser extremamente infantil e birrenta sem se quer notar, não que a garota vá se jogar no chão quando não puder comer mais do que lhe dito e chorar até que lhe digam “okay, Calíope, vai lá, come até não aguentar mais”, mas seu lado infantil se mostra quase sob os panos, nunca de forma deveres exagerada e grandiosa, mas com pequenos gestos, de forma que, se você não prestar a devida atenção, nunca vai perceber que a garota está emburrada e respondendo tudo com meias palavras ou com a mesma palavra (okay, tá, tá bom, legal).

❃ Por sempre ter podido esbanjar de regalias e dificilmente ter algum pedido seu negado vai ser principalmente isso que vai trazer o lado infantil de Cali a tona, ela não vai, tipo nunca, se tornar infantil porque ela quer o lápis amarelo e lhe deram o azul, mas principalmente quando se sentir diminuída ou de alguma forma, realmente frágil, além de que se em alguma ocasião alguém se demonstrar melhor em algo que ela realmente gosta e se considera boa (como a escrita), isso não vai a deixar emburrada pelos cantos, mas definitivamente a tornará quase obsessiva para se demonstrar melhor que a pessoa, realmente como uma criança que leva as coisas muito a sério e que definitivamente odeia perder.

❃ Como Cali mesmo não tem medo de admitir: “sou infantil e odeio perder”, ela algumas vezes até mesmo se fingir de desinteressada em algum desafio, mas pode facilmente ser movida por palavras que a levaram a querer se provar melhor que a pessoa naquilo, sendo que Cali detesta o segundo lugar ou ser colocada abaixo de alguém, ela gosta de se demonstrar melhor que os outros e vencer, então não importa quão infantil ela soe querendo, por exemplo, participar de uma corrida contra alguém que disse que ela não pode fazê-lo, mas Cali fará de tudo para demonstrar que ela pode fazer aquilo e ainda ficar com o primeiro lugar.

❃ Valendo destacar que Calíope nunca joga limpo, então se você quiser jogar sujo, ela poderá facilmente entrar em seu jogo, novamente, ela gosta de ser a melhor. Ela pode até mesmo ter consideração pelas outras pessoas, mas se for em uma questão crucial, a garota não terá medo de utilizar aqueles que estão em seu alcance, os movendo como peças sobre um tabuleiro em direção a rainha.

❃ Ainda que fale praticamente tudo que quer e quase não tenha escrúpulos em relação a isso, Calíope tem uma
inteligência notável, mesmo que ela goste de simplesmente agir como bem entender e mal pensar em suas próprias palavras, Cali costuma ser extremamente observadora e poder ler pessoas e o ambiente com facilidade, ainda que isso seja algo automático e que ela aprendeu a ignorar a favor de poder falar oque quiser sem medo do que isso pode causar, sua mente costuma piscar em vermelho avisando o perigo, assim quando considera uma pessoa perigosa.

❃ Cali é ótima quando se trata de ler as pessoas, sabendo interpretar facilmente seus movimentos e suas palavras, oque costuma facilitar para ela saber quando deve ou não confiar nessa pessoa, se suas palavras são mentiras ou carregam a maior sinceridade do mundo, mesmo que algumas vezes gosta de se deixar ser levada pelo ritmo da pessoa apenas para ver o quão longe sua corda vai antes de estourar, mas também, seu lado provocador pode não se conter se perceber que a pessoa está, por exemplo, muito rígida e desconfiada, assim Calíope provavelmente vai gostar de assustar ainda mais essa pessoa, apenas para sua própria diversão. Sendo que a garota gosta de explorar a reação das pessoas, por nunca ter lidado muito intimamente com qualquer outra e ser fascinada pelo medo que as pessoas podem reagir em algumas situações, podendo até mesmo vir a falar em voz alta sobre como a pessoa está agindo e ligando isso imediatamente a alguma emoção/ocasião, quase uma mania que tem, sendo que se lembrara facilmente disso e usará como exemplo se nunca tiver tido sentido tal sentimento (fulana de tal parecia muito sorridente quando lhe elogiaram, eu deveria fazer isso também? Sorrir?). Cali não tem muita noção de como lidar com pessoas, nem em certas situações ou sentimentos, sendo que a maioria destes permanece um grande mistério para a garota, oque a faz querer seguir o exemplo dos demais e ter a mania de observar e seguir seus gestos, se for próxima da pessoa até mesmo vindo a perguntar por que a pessoa reagiu daquela forma, se ela deveria reagir da mesma e como ela se sentiu, tudo para construir mentalmente suas próprias reações.

❃ Mas voltando ao ponto inicial, Cali é uma garota inteligente, mas que não utiliza tal inteligência, deixando-a principalmente para ser útil quando se trata de seu nervosismo, em que não consegue controlar direito os próprios pensamentos ou quando está lendo/observando alguém, mas ainda assim ela pode vir a ser considerada extremamente arrogante, reconhecendo seus defeitos e suas qualidades ― ainda que dificilmente vá admitir tal em voz alta ―, assim possui uma grande confiança em si mesma, já que sabe bem no que é boa e no que não é ― isso podendo vir a ser facilmente ignorado se ela for desafiada para fazer até mesmo algo em que saiba que é péssima.

❃ Cali sabe bem onde seu sapato aperta, assim se permite ser arrogante sobre as coisas em que sabe que é boa, e mesmo que goste de ver as demais pessoas a elogiando sobre tal ela provavelmente irá esconder suas habilidades e tudo em que é boa até o momento crucial, sendo que Cali gosta de fazer as coisas com grande estilo e costuma sim, ser paciente e esperar até o último momento para fazer um grande movimento, como ela mesma diz: “estou apenas guardando o melhor para o final”. Sendo que em seus dias na Casa das Treze, a garota passava minutos e minutos sorrindo enquanto repetia que iria conseguir escapar e quando menos esperassem, demonstrando sua arrogância sem escrúpulos, que diversas vezes parece ser usada como artimanha para irritar as demais pessoas, ainda que ela nunca vá se gabar por algo que ainda vai fazer, mesmo se tiver certeza que irá conseguir, por novamente, gostar de guardar o melhor para o final, deixar as pessoas duvidarem de si para no fim, fazerem engolir suas próprias palavras.

❃ Oque não é estranho na personalidade da garota é que Cali é
sorridente, mesmo que seu sorriso dificilmente sugira qualquer coisa como alegria ou felicidade, mas quase como uma lâmina afiada, um sorriso que esconde diversos segredos, e nenhum deles envolve algum motivo para ser feliz. Ela costuma sempre ter um sorriso esboçado no rosto, um sorriso ameaçador e provocador, auto-confiante que está quase sempre posto em seus lábios finos e rosados, o qual mais te faz querer dar um soco na cara dela para apagá-lo do que sorrir junto com ela. Seu sorriso parece uma promessa, uma dolorosa e afiada promessa, doce como sangue e calma como a ventania. Cali nunca sorri pelos mesmos motivos que outras pessoas, sendo que seu sorriso sempre esconde uma zombaria profunda e uma sensação de desafio, “eu te desafio a acabar com meu sorriso”. Ela aprendeu que o melhor sorriso, não é aquele que transmite felicidade, mas aquele que consegue se manter até mesmo sem ela.

“oh, é realmente uma pena, passarinho” é algo que ela diria, com um pequeno sorriso quando ouvisse o desabafo de alguém, sendo que Cali gosta de sorrir, nos momentos mais mórbidos e sensíveis, oque afeta novamente a área em que ela não leva as coisas imediatamente a um lado como as demais pessoas, sendo que até mesmo uma ameaça direta pode ser levada como uma brincadeira para ela.

❃ Mas Cali sabe como ninguém aproveitar a vida, ela é do tipo de pessoa que sai dançando na chuva e pula em poças de lama, ainda que vá se repreendida ou acabar com um resfriado no fim do dia, para ela a vida é uma festa que deve ser aproveitada, assim ela faz tudo que quer sem se preocupar com arrependimentos, para ela o único arrependimento é sobre não ter feito ou falado tal coisa, oque toma um ponto a mais sobre o medo quase inexistente sobre falar tudo que quer, oque a leva a ouvir constantemente que sua vida será curta, “curta, mas bem vivida, passarinho”. Sendo que algumas vezes é simplesmente como um pirralho, que apenas age como quer sem se importar com quaisquer consequências, sendo até mesmo arteira além da conta.

❃ Calíope é perigosa. Isso mesmo que você leu, não, você não está enxergando coisas, a garota apesar de irritante e sincera pode simplesmente ser resumida com tal palavra. Analisemos o porque dessa definição.

❃ Cali tem quase uma extrema dificuldade de confiar nas pessoas, e apesar de que provavelmente deixará claro que não confia em fulano se este tentar obter sua confiança, ela gosta de ser observadora e ver até onde as coisas podem ir, quão longe as pessoas são capazes de ir por suas ambições, assim ela pode facilmente mentir, fingir que confia na pessoa e ir lhe dando corda, até ver onde a pessoa quer chegar, sendo que ela tem um grande interesse na forma de agir das pessoas e principalmente o quanto maus sentimentos podem causar um enorme estrago Cali provavelmente gostara de analisar a pessoa, até mesmo a induzindo a seguir suas péssimas ideias e alimentando o pequeno monstro que vive dentro desta, apenas para sua própria curiosidade. Sendo que sua curiosidade vai, muito provavelmente, destruir quaisquer outras pessoas que não sejam ela mesma, levando em conta o tanto de coisas que a garota nunca viu, nunca presenciou ou ouviu, Cali pode manipular as pessoas apenas para ver no que aquilo irá dar, ou como a pessoa vai reagir a tal coisa, sendo que isso é visto como algo totalmente normal para ela, que não enxerga qualquer maldade nessa atitude, logo, mesmo que alguém aponte e diga que aquilo não deve ser feito, Cali irá simplesmente encarar a pessoa e questionar com um confuso “por que eu não deveria?”.

❃ Ela sempre foi uma criança curiosa, do tipo que pegava um inseto no jardim e o levava para seu quarto, alguns dias o alimentando com alimentos diversos, outros lhe privando, apenas para saber como seu pequenino corpo responderia aquilo, lhe dando apenas o sangue de outro inseto por vários dias seguidos e em seguida o colocando junto com tal inseto, apenas para ver se ele se tornaria um tipo carnívoro. Ninguém, nem a própria Cali via qualquer maldade na atitude, e até mesmo de acordo com ela, seus experimentos eram pelo bem da ciência, da Dimensão ao Contrário e da vida. Podendo ser chamada de cientista maluca com facilidade.

❃ Mas voltando ao ponto inicial, Calíope ainda é traiçoeira, do tipo que facilmente trairia alguém se algo que lhe interessasse estivesse em jogo, claro que se ela confiar imensamente em alguém, a simples ideia de passar a perna nessa pessoa pode enojá-la, mas se Cali não tiver qualquer relação com a pessoa, independente do tipo de consequência que possa causar ela não só pode como vai, trair alguém. Parecendo ter uma incrível tendência “idiota suicida” tanto por suas palavras provocadoras que podem facilmente colaborar para sua cabeça sair rolando, quanto por sua falta de limites em qualquer uma de suas ações, sempre disseram que jovens se sentiam imortais e Cali é claramente uma das que se enquadra nesse grupo, ela não se julga imortal, apenas afirmando que só insiste em coisas que sabe que não vai matá-la, afinal, para a garota, nenhuma consequência é pior que a morte assim, não tem medo de qualquer coisa que não vá para esse lado, quer seja ter alguma parte do corpo arrancada ou ser torturada por longos dias.

❃ E isso não para por ai, Cali sendo sagaz quase ao extremo, do tipo que gosta de provocar e fazer brincadeirinhas quando não deve, mal reconhecendo qualquer autoridade e agindo com uma incrível petulância, o sorriso afiado dificilmente deixando seu rosto a qualquer momento, sendo que ela é do tipo de pessoa que sorriria até mesmo em um decreto de morte se souber que aquilo vai irritar alguém, logo, se você disser “Calíope pare de estralar os dedos, isso me irrita”, estralar os dedos vai ser algo que ela definitivamente vai fazer sempre quando estiver perto de você, mesmo que vá usar seu cinismo “oh, me desculpe, eu esqueci que você não gosta desse barulho”. Sendo capaz de tomar as decisões certas e até sacrifícios se necessário for, além de que, às vezes, ela pode ser muito vingativa e cruel.

❃ Sendo que conseguiu ainda adquirir diversos traços de DNA de seu pai, mesmo que isso tenha sido para o grande descontentamento de sua mãe, os olhos quase ocos e sem foco assustando a mulher durante o crescimento da garota e as palavras diversas vezes faltando emoções reais a fazendo repensar sobre o relacionamento que construiu com o homem, um relacionamento cheio de sentimentos ruins, desde a obsessão até o controle fora do normal que o marido exercia sobre ela e a filha. Calíope já ouviu muitas vezes que parece com seu pai, quer fosse para o nojo retorcido de sua mãe, ou a alegria de seu pai.

❃ As diversas características que carrega em comum com seu pai vão desde a facilidade em enganar as pessoas, não tendo a necessidade de mentir, mas de somente usar os próprios sentimentos e desejos das pessoas contra elas mesmas, como Cali gosta de falar “as pessoas são presas a seus maiores desejos”, e como dito antes, ela tem quase a necessidade de saber sobre o quão longe as pessoas são dispostas a ir por seus desejos mais obscuros, ela se sente atraída pela necessidade doentia de obter algo, seus olhos quase brilhando com o sentimento que cresce dentro de si mesma ao observar algo do tipo, podendo quase se equiparar a excitação, a qual toma conta de seu corpo e aquece sua pele. Até a falta de sensibilidade comum com algumas situações, Cali por exemplo, não se sente ameaçada pela morte, tendo aprendido e ouvido que é algo que não pode ser evitado, logo, ela não sentirá empatia por perdas de vida, ela pode entender o sentimento, mas para ela é algo normal, assim não se deve reagir com tanta grandiosidade para algo tão normal quanto respirar ou falar, nunca tendo passado realmente por um período de luto — mesmo tendo presenciado a morte da própria mãe diante de seus olhos — ou sentido qualquer emoção que deva ter nas palavras “sinto muito pela sua perda” ou “meus pêsames”. A morte é desagradável, mas é uma dor familiar e tolerável em seu peito.

❃ Como uma criança que nunca foi muito alvo de qualquer espécie de afeto, Cali considera palavras afetivas ou amorosas como “vazias”, além de ter uma concepção completamente errada de como se deve ser um relacionamento, levando em conta que todas as histórias que seu pai lhe contou sobre o amor, não parece fazer sentido e até se considerar como “doentia” para outras pessoas, mas essa é exatamente a concepção de amor que Cali tem. Que você deve demonstrar o amor de todas as formas possíveis, não deixando a pessoa sair de sua vista, não a deixando lhe ocultar qualquer coisa, e que se a pessoa tentar lhe deixar ela não lhe ama de verdade e que à partir daquilo, esta poderia fazer qualquer coisa contra você. Assim como a história que seu pai sempre contara a sua mãe, da garotinha do coração quebrado (que irá ser citado na história e curiosidade), Cali aprendeu que o amor verdadeiro deve superar quaisquer barreiras, mortais e imortais, normais ou sobrenaturais, que ninguém deve interferir e que você nunca pode abandonar a memória de se amado, fazendo de tudo para manter sua memória viva, ainda depois da morte.

❃ Mas Calíope também tem traços de sua mãe, que vão além do longo cabelo negro que seu pai tanto gosta de acariciar por longos minutos e nunca lhe permitiu cortar um centímetro se quer — assim como era a única exigência que fazia a mãe da garota. Sendo que ela não se permite ficar com o pior, mas tem uma mente arteira e uma paciência inesgotável o suficiente para aguardar o quanto for possível para construir a escada que a levará até seu objetivo final, mesmo que diferente de sua mãe, Calíope não tenha tanto cuidado com suas palavras quanto tinha a mulher, chegando quase a ameaçar as pessoas se quiser, praticamente não temendo a nada e assim, podendo ser considerada uma pirralha insolente. Assim como Nêmesis, sua mãe, Cali tendo uma tendência a se achar mais forte do que é, julgando que pode aguentar praticamente qualquer coisa sozinha, sem ter a necessidade de contar com a ajuda de alguém, mas achando que aquilo é seu fardo para carregar, sua obrigação, assim não deve e não precisa ter a ajuda de ninguém.

Se Cali fosse embora hoje ou amanhã ou na próxima semana, ela sairia sozinho. Dois, cinco, dez anos depois, se ela estivesse viva, ainda estaria sozinha. Cali poderia interagir com qualquer um, estar em qualquer lugar do mundo, mas ficaria sozinha até o dia em que morresse. Ela nunca confiaria em alguém o suficiente para deixá-los entrar.

❃ A garota é do tipo que gargalha alto com ameaças e dá as costas para qualquer perca de tempo, tudo nela podendo facilmente gritar “irritante” ou “arranque a língua dela”, Calíope não sabendo o significado de palavras como “ser discreta” ou “guardar observações para si”, ela parece apreciar a ideia de deixar as pessoas desconfortáveis ao seu redor. Podendo vir a ser como um alivio cômico, por nunca ficar desconfortável em situações tensas ou momentos mórbidos, utilizando o sarcasmo como sua maior artimanha quando sabe que isso irá irritar alguém, ou para demonstrar o quanto ela não se importa com algo, apesar de ser inconscientemente ansiosa quando se trata de agradar. Ela tenta viver com base no que seu pai lhe ensinou, com medo de tropeçar e errar, ainda que este não esteja por perto para ver qualquer um de seus passos. Também demonstrando uma confiança enorme que irrita as demais pessoas facilmente, a quem vem à tona quando ela se sente confortável com a situação, não tendo medo de falar ameaças ou deixar claro que consegue facilmente algo que quer com um enorme sorriso cheio de dentes.

❃ Tudo em seu tom parece um ligeiro e sútil desafio, com uma borda afiada em cada uma de suas palavras e sorrisos, sendo que sua expressão fácil sempre permanece implacável não coincidindo com a graça que se posta em seus lábios. Sendo que ela quase sempre se da o prazer de parecer entediada com situações grandiosas que costumam deixar as demais pessoas tensas e agitadas. Calíope gosta de jogos e desafios, não de qualquer tipo, mas desafios que valham a pena do tipo que façam seu corpo tremer em antecipação e alguma diversão real aparecer em seu rosto, suas palavras costumam ser flechas afiadas, bem treinadas e que nunca erram o alvo, sabendo bem onde mirar no ponto fraco de cada pessoa, oferecendo verdades como quem oferece uma fruta, carregada de veneno, sendo que suas intenções sempre são ocultas, mas nunca puras, sempre pensando a frente e que tipo de beneficio aquela revelação, aquelas palavras irão lhe trazer. Ela ama a ideia de se manter no controle do jogo, mas nunca irá entrar em pânico se ver esse controle se esvaindo por entre seus mãos, ao invés disso ela irá sorrir e pensar “Oh, bem, faça do seu jeito, e aproveite enquanto puder”, além de gostar de falar palavras que causam efeitos diferentes nas pessoas, ainda que não pense cuidadosamente delas, como em qualquer situação, por mais urgente que fosse, Cali poderia facilmente dizer “ Eu não estou disposta a discutir com você desde que tenho a impressão de que teria que colocar mais esforço nisso do que tenho atualmente para dar”. A garota pode estar disposta a jogar, mas nunca se deixa ser enganada por mais voltas que a pessoa possa dar, Cali é esperta e novamente, odeia perder, não espere que ela seja fácil de lhe dar, “Eu sou muito boa com números, então não tente me enganar, sabe oque isso significa? Mexa comigo que eu brinco com você”. Ela gosta de ser suja e revidar, então por mais profundo que tenha lhe atingido sua resposta será tão dura quanto, assim como Cali odeia ter seu nome completo dito, ela poderia facilmente fazer isso com outra pessoa por não ter medo de mexer na ferida ou causar uma nova, pode até se esperar, mas a garota acha a imprevisibilidade muito mais satisfatória do que a covardia, logo, não vai se interessar por um covarde que sempre recua, mas vai se apegar de uma forma estranha e brincalhona a alguém que consegue a responder na mesma altura. Uma curiosidade um tanto interessante: ela não gosta de olhar nos olhos, e nem precisa disso para conseguir ler a postura de alguém, mesmo sem deixar claro notando qualquer mudança nos movimentos da pessoa e podendo ficar internamente satisfeita se essa mudança indicar desconforto ou uma enganação.

❃ Ela pode ser difícil de arrancar emoções verdadeiras e não ensaiadas que se baseiam nas reações de terceiros, imagine bem, se você colocar alguém frágil de mais e incapaz de lidar com as provocações de Cali esta pode ser facilmente quebrada em milhares de palavras, por nunca ter lidado com tal imprevisibilidade e frieza sobre coisas grandiosas e assustadoras. Calíope apenas iria rir se isso acontecesse, e não seria uma risada legal, sem qualquer graça real, mas cheia de auto-depreciação e medo, imaginando as palavras repreensivas de seu pai na sua cabeça “olha oque você fez, Calíope”, ah sim, ela era sempre “Calíope” quando fazia algo errado, “Você tem sido uma garota tá ruim, não acha que merece uma punição?”, quase mergulhando em um ataque de pânico enquanto mais e mais palavras enchem sua cabeça e as imagens afundam sua respiração, Cali vai se forçar a voltar para a superfície onde está segura, se afastar do local onde está, tendo o suficiente de sua patética personalidade e precisando de algo em que possa se afogar em silêncio.

❃ Algo um tanto curioso sobre a garota é o lado extremamente infantil, a qual podemos falar que é a Zoe que permanece intocável e imutável dentro da forte e faladora Calíope, sendo quase protegida por esta, sendo que podemos dizer que Calíope foi à única que sobreviveu a tudo que passou durante todos esses anos, ocultando a pequena Zoe dentro de si a cada vez que as coisas ficavam muito ruins. Zoe continua sendo a parte de Calíope criança, a qual acredita em todas as palavras daqueles em que confia e que pode facilmente ser enganada, assim como foi durante tantos anos, caindo em cada armadilha de seu pai e aceitando cada um de seus pedidos, sem ao menos se preocupar se aquilo poderia machucar alguém ou ela mesma. Zoe é implacável quando se trata de confiança, foi à criança que cresceu extremamente apegada ao seu pai e que nunca ousaria decepcioná-lo, por razão alguma e nunca negaria seus pedidos. Podemos dizer que Zoe é a parte de Calíope que se livrou de ser afetada pelos traumas que deveria ter nos dias de hoje, a parte que continua nos seus dias mais puros e ingênuos, que quer apenas brincar e que ama qualquer tipo de afeto que possam lhe permitir ter.

❃ Zoe não é um alter ego ou uma outra personalidade, apenas podemos chamar a parte extremamente ingênua de Calíope pelo seu segundo nome, o qual era utilizado principalmente por sua mãe, que o escolheu em homenagem ao pai falecido da mesma. Zoe é a parte extremamente familiar que se iguala a Anton, que foi inocente o suficiente para se envolver com uma mulher casada e morrer por ela, Zoe é o lado de Calíope que muito provavelmente terá o mesmo destino que o pai. Zoe sempre foi o nome pelo qual Cali foi chamada, junto com os apelidos de estrela, donzela e sol, Calíope só veio a tona quando passou a morar na casa das treze, quando uma outra personalidade passou a se formar para proteger a garota extremamente pura que tem dentro dela. Zoe é guardada entre paredes firmes e correntes, para sua própria proteção, Calíope sabe que já não pode mais ser essa garotinha que sempre conseguiu mantê-la em problemas, ela sabe que Zoe nunca sobreviveria aos dias aterrorizantes dentro da casa, mas Calíope sim, a filha do Conde de Macbeth sobreviveria dia após dia sem se cansar. Zoe é tudo aquilo que ninguém pode se dar o trabalho de ser nos dias obscuros de hoje, pura e saltitante, integra o suficiente para se sacrificar por alguém e se deixar de lado, a qual sorri — de verdade! — com coisas simples e que nunca iria recusar um pedido para brincar, quer seja de pega-pega, esconde-esconde ou qualquer outro. Podemos falar que Zoe é a parte de Calíope Vasques que nunca estaria viva hoje.


— Você não era assim antes, Cali. Cadê a garotinha sorridente e ingênua de antes?
— Quer dizer Zoe? Ela morreu.
— Quem a matou?
— Eu fiz.


❃ Mas por mais que Cali tenha tentado matar e esconder Zoe para seu próprio bem, essa parte continua viva dentro de si pulsando cada vez mais quando Cali se permite aproveitar as coisas ao seu redor, quando sorri verdadeiramente ou se permite confiar em um estranho, é quase como se a Zoe dentro de si gritasse “é isso mesmo Cali, não tem nada de errado em confiar”, então ela não sabe se Zoe está tentando mantê-la mantê-las viva ou apenas querendo morrer mais rápido, de qualquer forma, Cali não tem medo de morrer, mas tem um enorme medo que parece como uma onde prestes a vir afogá-la sobre ser traída, sobre perder as pessoas as quais se apega e no fim descobrir que aquilo tudo é apenas um jogo, que se divertiram as suas custas e riram pelas suas costas a cada passo desconfiado seu em direção a uma emoção que nunca havia sentido antes. Seu maior medo é esse, ser apenas motivo de riso, estar no meio de um palco tendo todas as suas reações sendo catalogadas e observadas por estranhos que se divertem com aquilo, que apontam e riem, e a cada vez que Cali pensa nisso, Zoe morre um pouco mais, ela se encolhe de medo e chora e chora.


Por que ninguém gosta de nós como somos, Cali?
“Ninguém além de nós pode nos entender, Zoe. Eu te avisei”.

❃ Cali é forte e aguenta todas as pedras jogadas em sua direção, Zoe não, ela se encolhe e pede perdão por um erro que nunca cometeu, implora e promete não repetir, promete não ser ela mesma. Algumas vezes, partes de Zoe simplesmente não podem ser contidas e por mais que Cali jure que é mais forte que isso ela é despedaçada quando sente que decepcionou alguém, seu coração parece pular uma batida e sua respiração ficar presa na garganta na simples ideia de causar a raiva de alguém que lhe é importante, Zoe então pula para fora, não mantêm contato visual e pergunta em voz baixa “será que algum dia você irá me perdoar?” mesmo que ela não tenha cometido qualquer erro.

❃ Podemos com facilidade destacar oque a garota mais odeia, — além da palavra por favor —, este sendo ser julgada previamente, sendo por sua aparência ou postura, qualquer julgamento que não condiga com sua pessoa real — ou até mesmo se condizer — a irritara, Cali não acredita que qualquer pessoa seja suficientemente superior a si para querer julgá-la, mas ela não se importa o suficiente para gritar insultos ou ter qualquer atitude gritante que as pessoas normalmente teriam. Ela provavelmente vai dar uma de vozinha irritante e sussurra perto da pessoa "eu aposto que você está pensado sobre o quão superiores a você essas pessoas são, isso te irrita? Saber que todos — que eu, pudemos usufruir de tudo que você foi privada" em uma provocação sábia, com o provável sorriso familiar nos lábios finos, gostando de jogar verdades ou se quer suposições que sabe que atingirá a pessoa em questão livremente, realmente com a intenção de se divertir. Cali não se importa ou sabe o suficiente de reações e relacionamentos normais para ver qualquer coisa errada em sua atitude ou para se sentir ferida se alguém usar o mesmo truque contra ela ou retrucar de qualquer forma que vise atingi-la. O aviso é simples: consigo sua atenção, caso contrário, Cali não vai se importar o suficiente em se quer lhe dar um olhar, podendo facilmente tratar as coisas e pessoas como "não valendo sua atenção".

❃ Um aviso que lhe deveria ser dito antes de se quer imaginar interagir com Calíope vasques, que deveria estar escrito em vermelho com grandes letras alertando o perigo, “não a toque”, tipo em hipotese alguma se quer considere a ideia de pegá-la de surpresa com algum toque, por mais inocente que este possa ser a mente traumatizada dela não vai reagir de acordo com a inocência do toque, mas com a surpresa e a falta de consentimento na hora de reagir, que provavelmente acarretara em alguma violência. Não é que Cali não goste de ser tocada, mas ela não confia em ninguém o suficiente para se deixar ser tocada, logo se isso acontecer sem seu consentimento ela sentirá como se sua segurança fosse arrancada de suas mãos e jogada no lixo. Se você pedir previamente é muito provável que ela não permita o toque, isso se vocês tiverem acabado de se conhecer, se ela confiar na pessoa o toque será permitido, mas Cali gosta de estar no controle, logo falará onde é permitido ser tocada, a área abaixo de sua cintura sendo praticamente zona vermelha, logo é quase impossível que ela vá permiti que a pessoa a toque ali, suas mãos são zona verde, assim é a única parte que não vá reagir de forma extrema se for tocada sem consentimento — apesar de que vá se afastar imediatamente se for o caso. Em caso de alguma zona vermelha por ultrapassada, ou até a verde, sem seu consentimento Cali pode tanto simplesmente se afastar e lançar um olhar fulminante na pessoa — e se confiasse nem que fosse um pouco nesta (pessoa) a confiança irá por água a baixo —, podendo até mesmo soltar um aviso sibiloso de “não me toque”, até chegando ao ponto que irá partir para a agressão, reagindo automaticamente, logo mal conseguirá distinguir a pessoa que a tocou dos rostos de seu passado que estarão tomando sua mente. Podemos assim implicar que ela não tem qualquer problema em tocar (ou bater) em outras pessoas, a menos que seja um toque intimo, coisas que não está acostumada, até mesmo um abraço ou beijo quando ela pedirá a permissão da pessoa, em caso de agressão, com certeza não perguntando (eu posso te bater?). Sua pergunta para tocar as demais pessoas e a que prefere que lhe seja feita sendo “posso te tocar em tal lugar (ou fazer tal coisa) sim ou não?”, um sim é um sim e um não é um não, Cali não gosta que as coisas sejam tomadas de si e valendo destacar que, o silêncio não significa permissão.



Citação:

I 𝚌𝚎𝚕𝚎𝚋𝚛𝚊𝚝𝚎 my𝓈𝑒𝓁f
𝔞𝔫𝔡
sιᥒg to mysεlf.









Q U A L I D A D E S
Compreensiva
Ótima ouvinte
Inteligente
Fiel
Corajosa
Sincera
Tolerante
Sociável







D E F E I T O S
Zombeteira
Infantil
Sarcástica
Atrevida
Impertinente
Aproveitadora
Frágil
Provocadora






M E D O S + F O B I A S
𝒩𝒾𝒸𝓉𝑜𝒻𝑜𝒷𝒾𝒶
Citação:
A escotofobia é o medo irracional à escuridão. A Escotofobia, geralmente, é originada de um trauma que ocorreu em algum momento na vida (geralmente na infância) do indivíduo escotofóbico. Nos indivíduos que possuem um certo controle sobre essa fobia, o medo só se manifesta após um certo período de tempo na escuridão, em geral, de 15 a 20 minutos. Já os mais sensíveis a essa fobia (ou seja, menos controle sobre a fobia) entram em um surto psicótico no qual começam a ter alucinações, tais como, comumente, visualizações de seres sobrenaturais, ficcionais; também ouvem sons em que consideram estranhos e anormais.
Tal fobia se revelou após Cali chegar até a Casa das Treze, causado pelo episódio em que foi sequestrada, arrancada de sua própria casa durante a noite. Cali quando mais agitada passa as noites em claro, revendo a imagem dos homens que a levaram no meio do escuro e se “protegendo” deles, enquanto em outras noites, simplesmente irá se entregar a esse medo, como se acreditasse que as pessoa que ela vê irão acabar com seu sofrimento.
Após esse medo ser descoberto, varias das punições da garota estão relacionadas a ser presa em um lugar escuro e pequeno, que a deixam praticamente em pânico.




M𝓂𝑒𝒹𝑜 𝒹𝑒 𝓅𝑒𝓇𝒹𝑒𝓇 𝓈𝑒𝓊 𝓅𝒶𝒾
Citação:
Por ter sido a pessoa mais importante na vida de Cali e sempre ter sido um pai presente a garota realmente possui um grande medo relacionado a morte dele, acreditando que tal noticia a deixaria sem chão, logo possui tal medo. Considerando que este “sempre” esteve ao seu lado e ela chega quase a amá-lo mais do que sua vida, Calíope poderia facilmente ser destruída com a simples ideia da morte de seu pai.


𝓂𝑒𝒹𝑜 𝒹𝑒 𝓈𝑒𝓊 𝓅𝒶𝒾
Citação:
Ainda que tenha um enorme medo relacionado com a perca, a morte de seu pai, Calíope não pode evitar ter medo do homem, se encolhendo com qualquer palavra sua que soe mais alta ou a demonstração de raiva se for direcionado a ela, sendo que nunca se atreve a fazer qualquer coisa que possa despertar o ódio ou descontentamento do homem, por ter um incrível e grandioso medo de suas reações.




𝓂𝑒𝒹𝑜 𝒹𝑒 𝒹𝑒𝒸𝑒𝓅𝒸𝒾𝑜𝓃𝒶𝓇 𝒶𝓁𝑔𝓊𝑒́𝓂
Citação:
Talvez o maior medo de Cali, por mais que os outros interfiram fortemente em sua vida com mais constância, esse é oque mais a move. Cali não se abre facilmente e nem confia facilmente, assim quando o fizer ela totalmente acabará com qualquer muro que possa a levar a mentir para essa pessoa ou querer de qualquer forma prejudicá-la, ela se doara facilmente, assim a ideia de decepcionar essa pessoa abalara o chão dela





Citação:

ℐ am ᥴoᥒtrᥲdιᥴtorყ, I am imm𝖊𝖓se.
There 𝒶𝓇𝑒 crowds 𝕚𝕟𝕤𝕚𝕕𝕖 of 𝓂𝑒


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O que a deixa constrangida e como reage
“𝓈𝑒𝓂𝓅𝓇𝑒 𝓈𝑜𝓊𝒷𝑒 𝓆𝓊𝑒 𝑒𝓇𝒶 𝒾𝓃𝓉𝑒𝓇𝑒𝓈𝓈𝒶𝓃𝓉𝑒, 𝓂𝒶𝓈 𝓃𝒶̃𝑜 𝒶 𝓅𝑜𝓃𝓉𝑜 𝒹𝑒 𝓈𝑒𝓇 𝑜𝒷𝓈𝑒𝓇𝓋𝒶𝒹𝒶 𝓅𝑜𝓇 𝓉𝒶𝓃𝓉𝑜 𝓉𝑒𝓂𝓅𝑜”
Citação:
Quando falamos Calíope Vasques não existem muitas coisas que podem despertar constrangimento na garota, ainda que tais possam ser descobertos de acordo com as interações da mesma, podemos listar poucas coisas que a deixam envergonhadas, uma delas sendo ser analisada ou simplesmente ser julgada , apesar de que isso pode tanto a irritar quanto deixá-la envergonhada. O simples ato de ver alguém a olhando muito, de cima a baixo ou como se quisesse desvendá-la vai deixar a garota envergonhada, não necessariamente ruborizando, mas com certeza seu nariz se retraindo ao observar tal atitude que logo implica que alguém está tentando ver além dela, algo que ela não acha lá muito legal, para se dizer no mínimo. Sua reação provavelmente vai ser ignorar a atitude, ou simplesmente soltar alguma fala sarcástica em direção a pessoa, na tentativa de transferir seu constrangimento para a pessoa, sendo que se tiver sucesso em tal, seu constrangimento vai desaparecer.


“𝓅𝒶𝓇𝑒 𝒸𝑜𝓂 𝒾𝓈𝓈𝑜... 𝑒́ 𝓋𝑒𝓇𝑔𝑜𝓃𝒽𝑜𝓈𝑜”
Citação:
Cali nunca foi acostumada com demonstrações de afeto , quer seja simplesmente palavras ou alguma atitude isso vai rapidamente implicar no seu constrangimento, ainda que devemos voltar a destacar que Cali odeia ser tocada sem seu consentimento, então mesmo que sua intenção seja boa se você tocá-la sem pedir isso só vai afastá-la ainda mais de você. Essa atitude sim vai acarretar em um forte rubor nas bochechas e orelhas da garota, ainda que ela não necessariamente vá agir de forma envergonhada, provavelmente falando um “tá bom, tá bom”, sem deixar a personalidade forte de lado, ainda que seu coração muito provavelmente vá estar acelerado, por ela principalmente, não saber lidar com afeto.






O que a deixa irritada e como reage
“𝓋𝑜𝒸𝑒̂ 𝓋𝒶𝒾 𝓉𝓇𝑜𝒸𝒶𝓇 𝒶 𝒻𝒾𝓉𝒶 𝑜𝓊 𝓅𝓇𝑒𝒸𝒾𝓈𝒶 𝒹𝑒 𝒶𝒿𝓊𝒹𝒶?”
Citação:
Uma das coisas que mais irrita a garota em todo o mundo é ouvir algo ser repetido diversas vezes, dependendo de seu humor ela vai simplesmente lançar um olhar fulminante em direção a pessoa, mas permanecer em silêncio, apesar de que no seu constante “mau-humor” Cali vai lançar alguma frase afiada em direção a pessoa para fazê-la calar a boca, sem se importar se isso é porque a pessoa está nervosa ou simplesmente porque acha que alguém é surdo, seu revirar de olhos vai ser automática, assim como a provável frase “o disco arranhou, querida/o?”


“𝓃𝒶̃𝑜, 𝓃𝒶̃𝑜 𝒻𝒶ç𝒶 𝒾𝓈𝓈𝑜”
Citação:
Cali muito provavelmente vai levantar um dedo para calar a pessoa e o balançar em sua frente indicando negativo, antes de falar algo como “não faça isso”, com uma extrema calma, quase como se estivesse corrigindo uma criança que fez algo de errado, isso caso ouça alguma ameaça. Nesse caso, ainda que ela se irrite isso dificilmente irá se demonstrar de forma explosiva, Cali mal parecendo afetada por mais sinistra que a ameaça em questão possa soar, não é tão fácil manipular os medos de Calíope contra ela, logo, se você não chegar nem perto a garota provável zombar de você


“𝑒𝓊 𝓃𝒶̃𝑜 𝓋𝑜𝓊 𝓆𝓊𝑒𝒷𝓇𝒶𝓇”
Citação:
Agora quando entramos nos primeiros itens da lista que definitivamente irritam Calíope, no topo muito provável e dependendo de seu humor vai estar ser tratada com cuidado. A garota odeia qualquer frase ou insinuação que implique fragilidade e ela em uma mesma frase, seu cenho muito provavelmente vai se franzir e ela vai anunciar com a voz cortante, se tal for implicado com seu gênero ela provavelmente vai falar “as pessoas mais fortes que eu conheço são mulheres”, mas se for simplesmente por ela ser ela ou qualquer coisa Calíope talvez ria da cara da pessoa e se desfaça de suas palavras balançando a mão na frente da pessoa “não me trate como uma fina peça de porcelana”. Se ela estiver já meia fora de si, Cali pode vir a quebrar coisas em uma tentativa de acertar a pessoa, com uma expressão calma no rosto, como se não pudesse ter acertado uma faca (por exemplo) na cabeça da pessoa.


“𝓋𝑜𝒸𝑒̂ 𝓃𝒶̃𝑜 𝓋𝒶𝒾 𝓆𝓊𝑒𝓇𝑒𝓇 𝑒𝓃𝓉𝓇𝒶𝓇 𝓃𝑒𝓈𝓈𝑒 𝒶𝓈𝓈𝓊𝓃𝓉𝑜, 𝒸𝑜𝓃𝒻𝒾𝑒 𝑒𝓂 𝓂𝒾𝓂”
Citação:
Provavelmente será a única coisa que Cali irá falar caso falem de sua mãe ou de qualquer membro de sua família. Cali tem uma relação complicada com sua mãe e nunca se decidiu entre amá-la ou odiá-la, mas isso não muda o fato de que ela não gosta de entrar nesse assunto, sendo bastante sensível para ela. Se a pessoa mudar imediatamente de assunto, Cali não vai ficar com raiva, mas caso a pessoa insista e ignore seus avisos ela pode vir a calá-la de sua própria forma, enquanto provavelmente vai repetir “Você não vai querer entrar nesse assunto, confie em mim” com um olhar feroz no rosto, mas um sorriso zombeteiro nos lábios, quase como se gritasse “tola” pela insistência da pessoa. No fim, muito provavelmente indo embora enquanto anuncia em voz alta “não haverá uma segunda vez”, em uma clara ameaça


“𝐻𝑒𝓎 𝓅𝒶𝓈𝓈𝒶𝓇𝒾𝓃𝒽𝑜, 𝓃𝒶̃𝑜 𝓂𝑒 𝓉𝑜𝓆𝓊𝑒”
Citação:
Sua voz provavelmente deixará clara a sua raiva pelo ato, mas sua expressão vai ser divertida, enquanto dá o aviso que mais se parece a uma ameaça “não faça isso de novo”, deixando no ar a própria pessoa descobrir oque fez de errado que possa tê-la irritado, mas Calíope, definitivamente odeia ser tocada, sem seu consentimento é claro. Cali não odeia o toque, ela odeia quando o fazem sem sua autorização, provavelmente recuando sem qualquer pressa para longe do toque e sempre mantendo uma distância segura para evitar algo do tipo, se alguém que já recebeu esse aviso tentar tocá-la (quer consiga ou não) sua raiva irá para um ódio normal enquanto ela sussurra em um baixo e ameaçador tom “oque conversamos antes, passarinho? Me toque de novo e irei quebrar todos os seus dedos”, o apelido sendo pela mania dela de fazer isso.




Citação:

For often ᥕhᥱᥒ someth𝒾𝓃𝑔 precious is 𝖑𝖔𝖘𝖙,
𝓌𝒽𝑒𝓃 we find 𝕚𝕥 again,
it may иσт вε the same.



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H I S T Ó R I A

ATO 01

Corra Zoe e não olhe para trás
Não diminua a velocidade e não confie em ninguém
Corra como se sua vida dependesse disso — porque depende


O único lema da vida de Calíope, a única coisa que ela não deveria desobedecer de forma alguma eram as palavras de sua mãe naquele dia, mas seus pés permaneceram firmes no chão de concreto, os olhos presos no sangue que descia como uma cachoeira manchando os longos cabelos negros e o rosto antes tão belo de sua mãe, as mãos da garota tremiam diante de tal visão a ingenuidade incapaz de se esconder por trás das palavras pedindo para sua mãe acordar e o balançar suave que dava no corpo da mulher.

— Mamãe, mamãe — a doce voz da garota de seis anos estava tremendo, ecoando pela rua vazia, enquanto as lágrimas se juntavam em seus olhos avermelhados.

Por que sua mãe não levantava? Por que ela não falava nada? Por que ela não acordava?

— Mamãe acorde — ela implorou acariciando o rosto manchado de sangue, como se esperasse que a qualquer momento sua mãe fosse se levantar e a mandar parar de chorar, como ela sempre dizia “você não deve perder tempo se lamentando por nada, Zoe”. Mas nada aconteceu e suas súplicas foram ignoradas, sua mãe nunca mais iria voltar, e as lembranças que não haviam construídas eram apenas um papel em branco em sua mente.


Toda a noite Cali despertava desesperada, chorando e suplicando, enquanto a visão de sua mãe morta, com o corpo regado de sangue não deixava sua mente, seu peito parecia que ia explodir enquanto o ar mal passava por seus pulmões, já faziam anos, mas a imagem ainda lhe era aterrorizante. As lembranças pareciam ainda mais dolorosas, cortadas pela metade e o rosto de sua mãe borrado, ela mal era capaz de se lembrar e talvez, isso fosse o melhor.


Two sides of a coin

Nêmesis vivia um pesadelo dentro de outro pesadelo.
Com o tempo, ela passou a acreditar nas palavras que tanto ouvia, as bruxas eram destinadas a terem suas vidas amaldiçoadas. Nêmesis mal se lembrava de sua família, eles eram uma imagem borrada em sua mente, as vozes distorcidas sendo sua única lembrança destes, mas ela sabia que deveria odiá-los, por a terem abandonado, por a terem vendido, por nunca terem sido uma família de verdade para ela. Nêmesis sabia que esse era seu destino, como uma bruxa, um ser desprezado e considerado inferior, condenada a viver de migalhas e farrapos. Ela nunca fora ingênua ou bondosa, e cada novo insulto ouvia, e cada olhar virado servia para alimentar o monstro do ódio escondido em seu peito.

Ainda uma criança, ela estava imersa no mundo da prostituição, sendo usada por quem estivesse disposto a pagar, seu corpo era como uma mercadoria quebrada, usado e jogado fora. Uma bruxa meretriz não era novidade, mas ninguém nunca perdia a chance de humilhá-la todos os dias, sendo forçada a se deitar com desconhecidos, passada de mão em mão, Nêmesis aproveitava momentos como esse para deixar seu corpo, viajar entre lençóis sobrenaturais e fingir que seu corpo não estava logo ali, jogado sobre uma cama imunda usado da forma que mais lhe convinha por um ser qualquer, tão desprezível quanto ela mesma. Nada adiantou, se debater, lutar, gritar ou chorar, era apenas um pedido silencioso em meio à imensidão gritante ao seu redor. Ela realmente deveria estar amaldiçoada.

Com o tempo ela aprendeu que não importava o quanto lutasse ou tentasse fugir, nada adiantaria e só restava aceitar aquela vida, qualquer outra pessoa faria isso, mas Nêmesis não estava disposta a sentar e se deixar sua vida ser manipulada pelo destino, por qualquer maldição que seguia as bruxas, ela estava disposta a transformar a vida dos demais ao seu redor em um caos, vingativa ao extremo, nunca iria se deixar ser a única arruinada.

Mas ela sempre fora dona de uma calma inestimável, enquanto praticamente se sentava e esperava, olhando para o telão enquanto sua vida passava diante de seus olhos, sem que ela pudesse fazer alguma coisa, sabendo que, não importava o que fizesse, nada iria mudar, então ela esperou, e esperou e esperou, sabendo que a oportunidade perfeita iria chegar um dia e que ela nunca iria deixá-la escapar por entre seus dedos.

Ser vendida para um nobre não parecia uma oportunidade de mudar sua vida, mas também, não parecia uma ideia odiosa. Nêmesis sabia oque estava fazendo, ela se portou e comportou como lhe era esperado, se fingiu de idiota e atraiu a confiança do Conde para si, vista como um simples peão no tabuleiro, sabendo que existiam sete a mais como ela, que poderiam ser facilmente sacrificados para proteger seu rei.


— Deixe Conde Ibén ser rei — ela anunciou para si própria, com uma alegria intocável enquanto dançava por entre as plantas do jardim. — Mais cobiçado, mais protegido. Ele sacrificará todas as peças que ele tem para proteger seu trono. Tanto faz. Eu? — Nêmesis apontou para si mesma, com um sorriso arrogante que nunca seria facilmente apagado de seu rosto. — Eu vou ser a rainha, a peça mais mortal no tabuleiro.

Era um longo caminho a se percorrer até subir ao trono que lhe pertenceria, mas Nêmesis não estava disposta a desistir, levasse o tempo que fosse, ela sentaria sobre seu trono e arrancaria fora a cabeça de todos aqueles que tanto lhe humilharam. Amaldiçoada? Ela poderia estar, mas seria uma maldição a qual faria questão de compartilhar com todos os seus inimigos.

Espere e verá, pequeno cordeiro. Espere e verá.


ATO 02

Isso é sobre você, Nêmesis. Isso é tudo o que você levou para chegar a este ponto, tudo o que lhe custou, e todos que riram quando você se atreveu a sonhar com algo grande e brilhante. Você está aqui esta noite porque se recusou a desistir e se recusou a ceder. Você está aqui onde todos disseram que você nunca estaria, e ninguém pode dizer que você não ganhou o direito de viver esta vida.

Viver com alguém tão odiável como o Conde de Macbeth não era tão fácil quanto qualquer um poderia julgar. Suas palavras causavam ânsia a Nêmesis, as mãos detestáveis correndo sobre sua pele pálida prendia o ar em seus pulmões e as palavras aparentemente carinhosas, mas cheias de uma obsessão fora do normal quase a fazia se arrepender de tudo que havia passado para chegar até aqui, até parar nos braços no diabo, em uma lenta dança de morte e humilhação. Só havia um fim para sua vida, e ela sabia bem disso.

Se fazer de boba parecia se tornar cada vez mais difícil, rir das palavras do Conde e conseguir chamar sua atenção era cada vez mais difícil, a qualquer passo errado tudo iria facilmente por água a baixo, o interesse que o conde mantinha pela pele pálida manchada e as longas cascatas negras poderia acabar facilmente, era um jogo inevitável, em que cada palavra e cada gesto a levaria por um caminho do qual não poderia regressar.


— E ele a amava tanto, mas tanto, que nunca, mesmo após a morte, foi capaz de se libertar desse amor, nem mesmo a morte acabou com oque ele sentia — contou Ibén, os dedos longos se arrastando pela coluna exposta de Nêmesis, que tentou a todo custo, ocultar os calafrios que subiam por todo seu corpo ao ouvir a voz arrastada e rouca próxima a seu ouvido, carregada de algo que ela não conseguia identificar, mas que causava um emaranhar na boca de seu estômago. — Então ele arrancou seu coração — a mão cheia de calos desceu para se sobrepor ao peito de Nêmesis, quase fazendo sua respiração tropeçar. — E o guardou. O colocou em exposição para que todos pudessem ver o coração de sua amada, e admirá-lo.

— Isso é mórbido — ela não evitou dizer, sua voz falhando por conta da história. — O coração dela estava quebrada, não era nada para ser apreciado.

— Oh, minha donzela, estar quebrado não significa perder sua beleza — comentou com uma admiração indescritível. — Algumas das coisas mais belas estão quebradas em milhares de pedaços, estão amarguradas e mortas, mas sua beleza permanece intocável.

O toque contra seu rosto a assustou, os olhos escuros a encarando eram ocos, mas o sorriso do Conde parecia uma faca afiada. Naquele momento, o medo de Nêmesis era como uma faca em seu estômago, a cortando de dentro para fora, até que ela mal podia respirar.


Nêmesis sempre ouvia aquela história, parecia ser a preferida do Conde. Em todas as noites em que passavam juntos, ele começava a contar a história de novo, e novo; a qual que para ele, parecia ser a maior representação possível do amor, e somente naquela noite, Nêmesis teve coragem de comentar, o medo correndo em suas veias, o medo de estar pisando sobre uma mina que poderia explodir sob seus pés, isso não aconteceu, mas algo dentro dela desejou que tivesse, porque naquele dia ela teve a certeza que teria o mesmo final que a garota da história, a ingênua garotinha, perdida com o coração quebrado, que havia aceitado a ajuda de um consertador de coração, sem saber que no fim, seu coração, quebrado, negro e murcho estaria exposto na frente da loja, tudo por causa de um amor doentio.

Mas ela sabia que não poderia voltar atrás, não quando já estava tão a frente de seus próprios passos.

A bruxa julgava já ter passado por coisas suficientes para se ter medo de qualquer coisa que estivesse reservada para seu futuro. Seu corpo já estava manchado de dentro para fora, marcas causadas pelo homem e por si mesma, machucados em sua pele e sem sua alma, nenhum dos dois poderiam ser consertados, e Nêmesis não queria ser consertada, não queria voltar a ser a garota ingênua que não conhecia as maldades do mundo, que nunca ousaria levantar a mão contra alguém ou desobedecer alguma ordem, que tinha medo de gritos e mãos levantadas para si, não, ela não queria voltar a ser essa garota ingênua e incapaz de se defender. Talvez, Ibén estivesse certo, talvez as melhores e mais belas coisas estivessem quebradas, retorcidas e incapazes de voltar para oque eram inicialmente, incapaz de serem consertadas.

Se aproximar do Conde tinham lá suas vantagens, o fato de que poderia soltar todo o ar de seus pulmões a cada vez que sua presença era solicitada, por saber que seu corpo já não era a única coisa utilizada. Poder andar livremente pela mansão lhe acalmava, sabendo que já não era mais uma simples concubina que servia apenas para ser usada como fonte de prazer quase podia lhe fazer sorrir, ela estava aos poucos construindo os degraus para sua subida, degraus firmes e cuidadosos.

Ibén parecia cada dia mais deslumbrando pela bruxa, lhe dando presentes e a levando para sair, até mesmo dedicando parte de seu tempo para ensiná-la novas coisas — um grave erro a se cometer. Nêmesis aprendeu a ler e a escrever, a como se comportar perto de outras pessoa, como se portar a mesa, até mesmo como dançar, para ela a capacidade de ler e escrever se tornaria sua maior arma no futuro. Mas o Conde parecia simplesmente apaixonado pela mulher, já não se deitava com as demais concubinas — que agradeciam por isso —, parecia minimamente suavizado por tal sentimento, mas Nêmesis sabia que Ibén tinha uma definição diferente do que seria o amor, mas também sabia que estava presa a ele, como um pássaro dentro de uma gaiola.

Ganhar a confiança de Ibén não era difícil, mas a cada passo a se aproximar do Conde, Nêmesis estava um passo mais distante de seu plano inicial, e de conseguir se libertar deste.

Ao contrário do que qualquer um pudesse imaginar, os empregados e os demais que moravam na mansão não se assemelhavam nem um pouco com a imagem retorcida do Conde, e Nêmesis não tardou a se aproximar de alguns deles. Catrina era uma das cozinheiras da mansão, uma senhora de coração jovem, com rugas da idade no canto dos olhos e sempre um alegre sorriso no rosto. Nêmesis se questionou o porque alguém como ela estava ali, uma humana, que envelhecia e morria, ao invés de estar em seu mundo, ao invés de viver sua própria vida.


— Não se sinta ofendida mama, mas por que ainda está aqui? —questionou a bruxa, que naquele tempo estava no ápice de seus vinte e um anos, dois anos antes de ter toda a sua vida virada de cabeça para baixo, ver seu plano se desfazer em pedaços, engravidar e perceber que estaria para sempre com sua vida ligada a de Ibén. — Suportando Ibén por todos esses anos?

Os longos cabelos negros adornavam sua pele morena, exposta pela blusa branca de manga curta, que tinha uma aberta sobre seus ombros, os olhos arroxeados pareciam brilhar em curiosidade enquanto seu corpo se inclinava sobre o balcão no centro da cozinha, como uma criança inquieta. Nêmesis nunca conseguia parar, com uma energia que corria a todo o momento por seu corpo, para ela era quase impossível ficar quieta em algum lugar. Catrina se virou de onde estava mexendo uma mistura em uma bandeja; mama, era assim que todos ali a chamavam e Nêmesis não tardou a adquirir tal proximidade, quase reconhecendo a mulher mais velha como uma figura materna.

— Então deixe-me lhe fazer a mesma pergunta, Nêmesis. Porque você está aqui? — a mulher disse com o esboço de um sorriso antes de voltar sua atenção para oque fazia anteriormente.

Nêmesis tombou a cabeça.

— Eu não estou aqui por escolha própria, Ibén me comprou, me tomou como sua concubina e em breve — ela levantou uma das mãos, onde um fino anel esbranquiçado permanecia, uma pedra brilhando no centro. Tal objeto poderia significar muito para as demais pessoas, mas para Nêmesis só demonstrava que nunca poderia dar um passo para trás e voltar para o caminho de onde veio. — como sua esposa.

— Não está contente com o casamento?

— Mas claro que eu estou, não dá para perceber? Uhuu que legal, que divertido, uau!

Catrina riu. Nêmesis nunca havia feito questão de esconder dela que sua maior vontade do mundo nunca estivera relacionada com o casamento, mas Catrina só achava que Nêmesis não gostava da ideia de se casar tão jovem, antes fosse isso e não ela estar planejando esfaquear Ibén pelas costas o mais cedo possível.

— Sabe Nêmesis, eu nunca pensei que acabaria em um lugar como esse, que minha vida seguiria esse rumo. — A bruxa se forçou a não soltar o seu “nem eu” e deixou a mulher continuar sua história, Nêmesis adorava histórias. — Como você sabe eu sou humana, sempre vivi no mundo humano, ignorante a tudo que existe aqui, todos os seres sobrenaturais, todas as plantas mágicas e animais místicos, isso só existia na minha imaginação e não se deixe levar sobre as histórias que ouve, a Dimensão humana não é tão incrível quanto dizem, os humanos são rancoroso, vingativos e insensíveis. A bruxa poderia ter passado por muita coisa, mas ainda havia alguma ingenuidade dentro de si. — Nêmesis se encolheu com a escolha de palavras, ela sabia que a tal Dimensão humana não seria simplesmente flores, mas os humanos que ela conhecera nunca a fizera imaginar que poderiam ser tão ruins.

— Mas nem todos os humanos são assim, não é mama? Em todos os lugares existem pessoas ruins, isso não invalida a quantidade de pessoas boas.

Catrina sorriu e assentiu com a cabeça.

— Sim, Nêmesis, nem todos humanos são assim, mas eu tive o azar de sempre estar rodeada por pessoas de coração ruim. — disse, agora uma tristeza se arrastando para apagar a antes alegria em seu rosto. — Eu nunca soube oque era ter uma família, sempre vivi nas ruas, sobrevivendo de quaisquer migalhas que pudessem me oferecer, tendo meu corpo machucado pelas pessoas mal intencionadas e sentindo minhas esperanças murchando a cada dia que se passava. Um belo dia — ela olhou para um ponto na parede atrás de Nêmesis, como se voltasse naquele dia. — Conde Ibén me achou, ele estava pela primeira vez na Dimensão humana e parecia deslumbrado com tudo, me lembro perfeitamente de quando ele tropeçou em meu corpo pequeno e frágil, de como seus olhos se arregalaram com o meu estado e ele ficou inquieto ao perceber a normalidade daquilo, de como as pessoas iam e vinham por mim e nem se quer me olhavam, como ninguém se desviava de seu caminho para me estender a mão.
Nêmesis ouvia a história com atenção, se vendo em cada uma das palavras da mulher, em cada situação que haviam partilhado em comum, só que, Nêmesis nunca havia tido o prazer de ver alguém se inquietar com seu estado, de alguém ficar horrorizado e querer lhe estender a mão. Ao contrário de Catrina, as esperanças de Nêmesis haviam virado migalhas sobre seus próprios pés.

— O Conde me perguntou por que eu estava sozinha, onde estavam os meus pais? Eu também gostaria de saber. Diferente de tantas pessoas que passavam por mim todos os dias e nunca olhavam em minha direção o Conde havia se desviado para me ajudar, ele me estendeu a mão e me acolheu, mesmo que eu fosse um fardo ele nunca pareceu se arrepender dessa decisão, ele me ajudou quando eu mais precisava, então Nêmesis, nunca considerei deixá-lo, mesmo que o Conde não precise de mim, eu estarei aqui por ele.

A bruxa balançou os pés por baixo da bancada, a esse momento as mãos apoiando o rosto enquanto observava a expressão da mulher a sua frente mudar a cada parte da história e como agora, um sorriso satisfeito estava posto em seus lábios. Nêmesis nunca imaginara Ibén daquela forma, para ela, ele era nada mais do que um homem arrogante e doentio, oque havia acontecido com ele?

— Eu não acho que estamos falando da mesma pessoa — ela soltou, quase confusa.

— Oh, querida, ninguém é totalmente ruim — disse a mulher, olhando Nêmesis com graça.

— Nem mesmo Ibén? — questionou, arrancando uma risada alta e vocal da idosa.

— Você sempre me faz rir, Nêmesis, agora vá fazer algo além de me incomodar, tenho que terminar o jantar — Catrina a enxotou, as mãos balançando em direção a bruxa.

Nêmesis desceu da cadeira, quase saindo da cozinha com um bico, quando se virou novamente para observar Catrina já com sua atenção voltada para a comida, então comentou para si mesma, no silêncio que reinava na mansão:

— É verdade, mama, ninguém é totalmente ruim — concordou —, mas ninguém é totalmente bom também.


Naquele dia, não poderíamos dizer que Nêmesis não ficou intrigada pela parte de Ibén que nunca tinha visto, uma curiosidade, típica da bruxa crescendo em sua mente, mas a história não adicionou a nada na sua vida, ela não se prenderia ao passado, Ibén poderia ter sido alguém de coração bom algum dia, mas esse dia havia ficado no passado e hoje, ele era nada mais do que um homem odioso.

Aos poucos, Nêmesis percebeu o quão acomodada ela estava ficando e isso a assustou. O fato de ter se acostumado com o lado de Ibén que antes tanto a deixava tensa e parecer minimamente considerar e arrumar uma desculpa para cada ato insano e antes que ela considerava perturbado deixou todo seu corpo alarmado. Ela estava se apaixonando por Ibén! E isso não poderia acontecer, ela não poderia se permitir cair nesse poço sem fundo, do qual jamais teria volta. Ela precisava fazer algo, qualquer coisa, qualquer coisa, qualquer coisa.

Ela só não imaginava que sua mente estivesse se tornando tão doente quanto a do homem que tanto temia. Nêmesis tinha as piores ideias do mundo e oque aconteceu naquele dia só foi uma prova mais concreta disso e do fato de que só escaparia das mãos de Ibén quando estendesse as mãos para a morte.


— Ah Nêmesis, você está por aqui — anunciou o Conde com uma agitação que fez as mãos da bruxa que segurava um livro de algum romance humano tremer, quase derrubando o livro, ela sabia bem que Ibén animado não era nada bom.

— Sim, estou, deseja algo? — perguntou, forçando sua voz a não tremer, ela nunca daria o gosto de demonstrar a Ibén que ele causava qualquer medo nela ou que podia assustá-la facilmente, o medo gerava obediência, Nêmesis nunca queria chegar perto de qualquer coisa que se assemelhasse com ser obediente ao agora marido.

— Na verdade não, mas olha só oque encontrei — o Conde disse antes de deixar a biblioteca, voltando pouco depois e jogando algo aos pés de Nêmesis.

Quando os olhos arroxeados de Nêmesis se abaixaram ela se forçou a manter o chá que havia tomado a pouco e o bolo de chocolate dentro do estômago, um grito ficando preso em sua garganta enquanto a culpa caia sobre si como uma pedra, prestes a esmagá-la por saber que aquilo era sua culpa. O sangue sujou seus pés descalços, lentamente formando uma poça no chão, os fios castanhos e os olhos escuros eram impossíveis de não serem reconhecidos, a cabeça decepada a encarando com ódio, a culpando por acabar daquela forma.

A culpa é sua Nêmesis você sabe que é. Você quis me usar. Você me matou. Eu confiei em você. Como pode? Como pode fazer isso comigo?

Anton, esse era o nome do humano pelo qual Nêmesis havia se apaixonado, um homem sorridente e que sempre alegrava os dias da bruxa, o provável pai da criança que aos poucos crescia em seu ventre, o homem agora morto aos pés, por culpa sua, por se envolver com outro mesmo sabendo o quão obcecado por si Ibén era. Naquele momento, Nêmesis sentiu medo do homem com o qual havia se casado.

— O-oque.... O-oque — ela gaguejou, o livro agora no chão sobre a poça de sangue, as mãos contra a boca para abafar enquanto as lágrimas desciam por seu rosto, seu corpo tremendo. — P-por que?

O conde não parecia nem um pouco afetado, vindo ao lado da bruxa para puxar seu corpo para entre seus braços, as mãos sujas de sangue — sujas do sangue do homem que Nêmesis havia amado — acariciando o rosto e os cabelos dela, deixando para trás a evidência de sua culpa em tudo aquilo.

— Você fez isso, querida — ele disse em um tom baixo e que poderia soar até mesmo compreensivo, enquanto levantava o rosto dela para que pudesse encará-la. — Você o matou, Nêmesis, a culpa é sua.

— ...M-mas e-eu...

— Shii — limpou as lagrimas que desciam como cascatas, em vez disso, deixando o sangue manchar seu belo rosto. — Você sabia que isso iria acontecer. Você pertence unicamente a mim, Nêmesis e não vou poupar qualquer um que te toque. Você sabe bem disso, porque insistiu em acabar com a vida do pobre rapaz? Por que quis tanto que ele morresse?


Nêmesis sabia que já não estava mais em uma gaiola como no inicio de seu relacionamento com o Conde, mas dessa vez, ela era um pássaro com as asas cortadas, que era incapaz de voar para sua liberdade, incapaz de deixar o homem doentio ao qual se havia prendido. Nêmesis estava presa a Ibén, até o fim de sua vida.


ATO 03

Eles eram a família dela.
Eles valeram cada corte e contusão,
Cada lágrima e sacrifício


Pouco meses depois, Nêmesis viu a filha surgir diante de seus olhos, uma bruxinha de cabelos negros e olhos avermelhados, ela viu a imagem do homem que um dia amou e seu coração se alegrou, mas também viu a face do monstro ao qual estava presa e sua respiração quase tombou.

Cali era uma criança agitada e alegre, assim que aprendeu a andar ninguém conseguia pará-la, correndo incansavelmente pela mansão, curiosa com tudo e todos, ninguém escapava da faladeira da garota, palavras gaguejadas e impossíveis de serem compreendidas, mas todos pareciam encantados pela criança que tornava o dia de todos mais risonho.

Ibén parecia extremamente apegado à criança, passava horas observando a garotinha correr pela mansão, caindo e em seguida já estando de pé novamente, pronta para aprontar e derrubar as coisas e mesmo que tal apego confortasse o coração de qualquer mãe, Nêmesis se sentia em pânico ao ver quanto afeto Ibén mantinha pela garota, sabendo o quão sádico e insensível o marido era, ela temia pela vida da filha e pelo oque poderia acontecer com ela. A cada dia que a garota crescia, Nêmesis parecia ficar mais aterrorizada sobre o quão parecida com Ibén ela se tornava, o sorriso alegre e as palavras sinceras de Anton ainda estavam ali, mas aos poucos a memória do verdadeiro pai da garota era manchada pela péssima imagem de Ibén, quer fosse no olhar frio e uma birra fora do comum ou na visão distorcida que as poucos ela adquiria do mundo. Nêmesis queria que a filha aprendesse a se defender, a enxergar a maldade do mundo e saber que algum dia ela teria que lutar por si mesma, mas não da forma que Ibén a ensinava, a levando sempre para os eventos da alta sociedade — algumas vezes até mesmo recusando a presença da esposa para levar apenas a filhas — e lhe ensinando lições duras, que nunca nem se quer haviam passado pela cabeça de Nêmesis.

Cali tinha uma vida praticamente perfeita. Seu pai sempre lhe comprava vestidos bonitos e lia histórias na hora de dormir, ele nunca recusava seus pedidos, mas sua mãe... Mamãe parecia odiá-la, ela nunca olhava para Cali, não passava tempo com ela e seu corpo sempre parecia ficar tenso quando a garota se aproximava, Cali odiava essa atitude, ela odiava sua mãe! Cali não precisava dela, ela tinha o papai, tinha a mama Catrina e Siny — um falcão que seu pai havia lhe dado para treinar, com lindas penas negras e garras extremamente afiadas.

No dia que havia ganhado Siny ele era extremamente agitado, queria simplesmente sair voando e ir embora, mas Cali não poderia deixar ele ir embora, assim ela acabou com um arranhão na lateral do rosto, o sangue descendo quando o falcão a atacou. Cali não queria chorar, seu papai havia dito que não se perdia tempo lamentando por nada, ela não queria decepcionar seu pai, mas seu rosto doía muito e Siny havia voado para bem longo, mesmo sem querer as lágrimas desceram pelo seu rosto e seus lábios pequenos e finos tremeram, engolindo um soluço. Papai iria ficar irritado com ela? Papai ficaria decepcionado?


— Oque aconteceu, estrela? — Cali se virou para ver sua mãe vindo em sua direção, a mulher pela primeira vez a chamou daquela forma e pela primeira vez, pareceu preocupada com Cali, as lágrimas que desciam aumentaram com a felicidade de ver sua mãe falando com ela. As mãos eram gentis ao redor de seu rosto, tomando cuidado com o machucado, mas limpando as lágrimas que se acumulavam, um pequeno sorriso tranquilizador em seus lábios e Cali quis chorar ainda mais: sua mãe estava pela primeira vez sorrindo para ela. — Oque houve?

Cali apenas ficou ali e chorou, encarando a figura tão bonita de sua mãe preocupada tentando a todo momento acalmá-la, ela estava tão feliz que não conseguia parar as lágrimas. Quando foi puxada para os braços da mulher seu peito tremeu e um alto soluço escapou de sua boca antes que ela se permitisse chorar pela primeira vez, sem se preocupar se seu iria ficar decepcionado ou não, essa sendo apenas a primeiras das duas vezes que Calíope Vasques chorou como uma criança como se o seu mundo estivesse acabando.

Quando a garota se acalmou foi rapidamente puxada para dentro da mansão, seu rosto sendo limpo com gentileza antes que sua mãe colocasse um curativo no local e sorrisse novamente, soltando um “tudo pronto, agora já não vai doer mais” e não doeu, sua mãe nunca mentiu para ela. Cali queria que aquele momento nunca acabasse, ela morria de medo que assim que sua mãe lhe virasse as costas a indiferença voltasse, o ódio retornasse e ela voltaria a ser tratada como uma estranha, assim ela se recusou a soltar sua mãe aquele dia, até mesmo diante da repreensão de seu pai, arrastando sua mãe para lhe fazer companhia durante a noite. Cali não pregou os olhos naquela noite, ao invés disso, ela se sentou na cama e ficou observando sua mãe, que dormia tranquilamente ao seu lado, com medo de que quando acordasse ela tivesse ido embora, ou pior, tudo aquilo poderia não passar de um sonho!

— Você ainda está acordada? — sua mãe perguntou sem abrir os olhos, um pequeno sorriso puxando seus lábios, deixando Cali envergonhada por ter sido pega. — Por que não dorme um pouco? Eu não vou a lugar nenhum.

— Promete de mindinho?

— Eu prometo Calíope. — E esta foi a primeira vez das duas vezes que Nêmesis chamou a filha pelo nome, ambas às vezes sendo em situações contrárias uma da outras, mas em ambas seu coração batia acelerado ao pronunciar o nome da filha como se sua vida dependesse daquilo, como se estivesse clamando por um nome sagrado.

Calíope, minha filha. Minha menininha. Não deixe Ibén estragar você, por favor.
No dia seguinte, Nêmesis saiu com a filha em busca do falcão que foi achado não muito distante de onde havia fugido de Cali, repousando em uma arvore enquanto observava firmemente a aproximação das duas mulheres, mas apesar do olhar atento não recuando quando Nêmesis se inclinou para pegá-lo. Cali ficou deslumbrada com a facilidade que Siny havia ido em direção a sua mãe.

— Como você fez isso? — a garota perguntou chocada, seus olhos escuros arregalados, arrancando um sorriso de Nêmesis.

— Basta apenas ser paciente, não o pressione, ele está com tanto medo quanto você — disse Nêmesis, acariciando as penas do falcão antes de aponta-lo em direção a Cali, que imediatamente se encolheu, sua mão automaticamente indo em direção ao rosto cortado, se lembrando de quão mal o falcão havia sido com ela. — Não precisa ter medo.

— Mas Siny me machucou, eu não o quero mais! — Cali praticamente gritou, alcançando um galho no chão para jogar em direção ao falcão. — Ele me machucou, ele tem que morrer!


Naquele dia os olhos de Nêmesis se arregalaram em pânico com a escolha de palavras da garota, vendo perfeitamente a visão do homem que tanto a assustava refletida na criança e Nêmesis teve certeza que já havia perdido a filha para aquele homem, que conseguia arrancar tudo dela. A última coisa que Nêmesis queria era ser incapaz de amar sua própria filha, sangue do seu sangue e carne da sua carne, mas sua estrela parecia mais filha de Ibén do que dela ou de Anton e Nêmesis odiava ser a imagem desse homem refletida no olhar ingênuo da garotinha e em cada uma de suas ações, Nêmesis se odiava mais que tudo por permitir que a filha se igualasse a esse monstro e fosse manipulada por ele, como ela própria havia sido no passado, até os dias atuais.

Mas Cali e seu pai também tinham seus próprios segredos.

O afeto que Cali sentia por seu pai nunca poderia se comparar com qualquer outro, nem mesmo com oque sentia pelos seus vestidos bonitos e não havia uma coisa no mundo que ela se recusaria a fazer se seu pai pedisse. Calíope sempre estava disposta a fazer de tudo para a felicidade de seu papai, mesmo que isso significasse sua própria tristeza.

Os eventos da alta sociedade eram entediantes para uma criança agitada como a garota, acompanhando seu pai para todos os lados, seus lábios e bochechas doendo pelo tempo que tinha que manter o sorriso falso no rosto, cumprimentando os amigos de seu pai que sempre pareciam contentes em vê-la. Algumas vezes, seu papai queria que ela dançasse, rodopiasse pelo enorme salão como a tia Abigail a havia ensinado — tia Abigail era uma linda, que não parecia muito mais velha que Cali e odiava ser chamada de “tia”.


— Vamos lá, Cali — a garota animou, repetindo os movimentos com o quadril enquanto esperava Cali repetir.

Dançar sempre deixava Cali dolorida depois, suas pernas doíam e todos os músculos de seu pequeno corpo reclamava a cada mínimo movimento, ela odiava dançar! Mas nunca recusaria qualquer pedido de seu pai.

Abigail não era muito mais alta que Cali, com um corpo magro, mas cheio de curvas, era apenas uma adolescente de dezessete anos utilizada como um objeto para saciar o desejo de tantos homens ricos e odiosos, ela queria vomitar a cada toque em seu corpo, mas sabia que só servia para aquilo e aquela era a única maneira de se manter viva, qualquer uma que se desviasse do que era acobertado como um culto sagrado, não tinha outro destino senão a morte.

— Eu não quero mais dançar, Abby — reclamou com um bico nos lábios, se deixando deslizar para o chão até que estivesse sentada no meio da enorme sala.

Os movimentos de dança que Abigail lhe ensinava eram sempre dotados de uma delicadeza extrema, o qual o próprio Conde exigia, mas em cada um deles havia uma pitada de sensualidade, talvez não estranhos para a garotinha, mas que definitivamente servia para entreter os homens mais velhos que nunca perdiam a chance de vê-la dançar, como diziam “em nome de seu deus”.

— Não faça isso Cali, você sabe que seu pai quer que você dance de novo no próximo evento, todos querem uma coreografia nova — disse Abigail, se aproximando da garota sentada no chão, um suspiro caindo de seus lábios ao não ter sucesso de despertar qualquer interesse da garota no assunto, que mantinha seu olhar firme no chão.

— Oque é isso, minha pequena donzela? Está fazendo birra de novo? — A voz do conde vindo da porta imediatamente despertou Cali, que retirou a energia restante em seu corpo para se levantar e correr em direção ao homem, sendo imediatamente tomada nos braços destes.

— Papai! — Cali anunciou alegremente enquanto abraçava o homem com seus curtos braços, antes de se afastar e o bico voltar a seus lábios. — Cali não quer mais dançar, suas perninhas estão doendo.

— Que pena. Eu queria tanto lhe ver dançar, mas acho que isso não será possível — comentou Ibén, uma decepção falsa em seu tom que fez Abigail revirar os olhos em segredo, mas que facilmente foi aceito pela garotinha. — Sua dança é tão bela, donzela. Eu amo vê-la dançando.

Cali se agitou entre os braços de seu pai ao perceber a tristeza do homem, imediatamente querendo descer para voltar a dançar de forma imediata.

— Não papai! Cali vai dançar, ela vai! — anunciou em tom alto enquanto pulava de cima a baixo, a ideia de ser a causa da tristeza de seu pai fazendo o coraçãozinho em seu peito quase pular uma batida.

— Você vai, não é mesmo, pequena donzela? — Ibén sorriu, o maior e melhor sorriso que Cali já havia visto, fazendo seus próprios lábios se puxarem para sorrir junto com o homem. Cali não precisava decepcionar seu pai, então ela dançou, ignorou a dor em todo seu corpo, as lágrimas que queriam descer enquanto se forçava a continuar até que seu pai estava satisfeito. Não havia uma coisa no mundo que Calíope Vasques não faria por seu pai.


Os pequenos olhos olhavam com curiosidade ao redor, sua mão apertando com suavidade a de seu pai que cumprimentava uma pessoa seguida da outra, Cali não evitou se esconder atrás do corpo do mesmo quando o grupo ao qual seu pai conversava desviou sua atenção para ela, falando de algum assunto ao qual nem havia se preocupado a prestar atenção. O conde nunca a havia repreendido por tal atitude “todos acham adorável” é oque ele havia dito um dia.

Cali odiava lugares como esse, em que parecia ser o centro da atenção, ainda que a cada ponta do salão pudesse ver crianças mais novas, mais velhas e de sua idade rodeadas de pessoas, algumas dançavam no centro com homens mais velhos, como seu papai, enquanto outras permaneciam no meio de alguma conversa que provavelmente não entedia — Cali ao menos nunca entedia nada do que tanto falavam, as conversas sempre envolviam nomes que ela não conhecia, locais e datas na maioria das vezes, ou então, era elogiando ou pensando na possibilidade de descartar alguém que já não lhes era mais útil, era assim que eles falavam “descartar”, com uma simplicidade que Cali por si mesma nunca iria entender o significado. A maioria dos convidados do evento eram homens, sendo que as mulheres eram tidas apenas como uma diversão, não que a garota entendesse oque queriam dizer com isso, com um rápido olhar ao redor do salão você poderia facilmente notar a faixa etária das garotas ali, sua idade indo no máximo aos quinze anos — Abigail é claro era uma exceção, ela só permanecia viva apesar de já ter passado da “idade ideal” pelo contato de sua tia, Sam, com o culto. E com outra simples olhada você notaria que não eram só garotas que haviam ali, ainda que fossem a maioria, garotinhos adoráveis com as bochechas róseas e a ingenuidade brilhando no olhar também eram alvo do culto sagrado, que por trás das cortinas recebiam o nome de “spirit play”, e apesar do abuso infantil ser seu grande foco, isto era apenas a ponto do iceberg, estando envolvidos com casos de canibalismo, tortura e morte. No Reino demoníaco tudo era apenas visto como o culto sagrado direcionado a Lúcifer, fora deste rondavam dúvidas sobre as crianças tantas vezes vistas.

Naquele dia, um dos homens que os rodeava havia questionado Cali se ela iria dançar, o qual sorria quase medonhamente em sua direção, tentando atrair sua atenção, apesar dela permanecer firmemente escondida atrás de seu pai demonstrando sua total falta de confiança em qualquer um que se aproximasse de si. Ela se lembra de ter respondido que não e ter ouvido um coro desanimado, naquela época Calíope achava que era apenas por todos gostarem tanto de sua dança, mas a verdade era que pelo pai da garota permitir poucos toques e até olhares a maioria deles só tinha essa chance enquanto ela dançava, rodopiando e girando pelo enorme salão, enquanto tinha que ignorar os diversos olhares sobre si. Ela se sentia estranha, não sabia o certo porque, mas algo dentro dela sempre ficava desconfortável com aquilo, com as roupas que a deixavam com frio e toda a atenção que lhe era desviada, era quase como estar sobre um palco, exposta para todos em uma vitrine, não havia nenhum barulho além da música e o som de seus pés descalços se arrastando e pulando sobre o salão. Cali sentia como se uma enorme manta escura estivesse posta sobre ela, e como se todos que a olhasse estivessem internamente rindo de tudo que ela fazia, de cada um de seus passos e cada uma de suas palavras, da sua pureza e ingenuidade e pensando bem, talvez realmente estivessem.

Só havia uma coisa que ela nunca deveria fazer: contar sobre qualquer coisa que acontecesse nesses dias. Ela se lembrava quase perfeitamente de quando no dia seguinte, assim que se levantou, havia saído correndo para comentar com Beliat, seu instrutor de leitura e idiomas — que ela considerava como seu melhor amigo — tudo que havia acontecido, ela mal sabia descrever oque havia acontecido, mas as poucas palavras que havia soltado para tentar contar tudo para Beliat a havia metido em uma grande enrascada. Seu papai havia ficado irritado com ela e a deixado trancada no quarto o dia inteiro, Cali tentou pedir desculpas, mas seu papai estava tão bravo que nem se quer quis escutá-la. Aos poucos o quarto pareceu ficar sufocante, ela sentia como se as paredes estivessem encolhendo ao seu redor e o espaço para respirar ficando cada vez menos. Ela poderia ter pedido para sua mãe soltá-la — mas já faziam dias que ela havia saído de casa para se encontrar com amigas e ainda não tinha voltado —, talvez mama Catrina — mas ela sempre insistia que Cali tinha que cumprir seus castigos como uma garotinha grande, Beliat estava fora de questão, seu pai já estava irritado com ela por isso. Cali suportou, forçou a respiração a passar pelos seus pulmões e apertou a própria garganta, aquela sensação era aterrorizante, mas ela não tinha nenhum medo que superasse o seu de decepcionar seu pai. Em algum momento, sua visão havia ficado escura e Cali havia sucumbido ao zumbido que vibrava em sua cabecinha, acordando momentos depois encarando um par de olhos coloridos e fios esverdeados.


— Beliat — ela chamou com a voz fraca, apesar de um pequeno sorriso estar posto em seus lábios enquanto encarava o homem, sua cabeça deitada na perna do mesmo enquanto seu longo cabelo era acariciado gentilmente. — Oque está fazendo aqui? Também está de castigo?

Beliat sorriu, era um sorriso gentil apesar de pesaroso e negou lentamente com a cabeça.

— Vim ver como você estava, pequena — respondeu. — Fiquei realmente preocupado quando soube que estava trancada desde cedo.

Um olhar em direção ao teto de vidro revelou a enorme lua posta no céu e as estrelas brilhando ao redor, ah, já era de noite, quanto tempo ela havia ficado ali? Será que ela já havia sido perdoada?

— Papai está castigando Cali, porque ela foi uma garota má — disse ela, com uma naturalidade que ninguém poderia manter ao falar tal coisa, mesmo que tal castigo. Para Cali aquilo não era qualquer novidade, castigos e punições iam e vinham a todo o momento, ela se sentia péssima ao pensar o tanto de vezes que havia conseguido despertar a ira ou a decepção de seu pai, mesmo que tais tenham contribuído para a garota extremamente traumatizada, o qual havia até mesmo despertado sua claustrofobia, que até aquele momento era apenas um pequeno ponto de escuridão dentro da luz. — O castigo já terminou, Beliat?

O homem suspirou, apesar do sorriso não deixar suas feições, era por isso que Cali gostava tanto do mesmo, ela nunca havia visto Beliat triste, a alegria sempre tomando seu rosto, independente da ocasião, com o tempo, ela aprendeu a fazer o mesmo.

— Sim, o castigo já terminou. — Beliat tinha algum tipo estranho de autoridade na mansão Vasques, ainda que fosse simplesmente visto como o orientador de Cali, ele sempre havia vivido ali e sabia segredos que ninguém jamais saberia, a menos que fosse preciso. Beliat levantou Cali com cuidado e a sentou sobre a cama, antes de trazer uma bandeja com alimentos diversos para seu colo. — Agora coma um pouco, sim?

Ela afirmou e encarou pensativamente os frutos e doces sobre a bandeja, antes de alcançar o pedaço de chocolate que parecia lhe encarar de volta. Assim como nunca negava algo a seu pai, Cali se sentia inclinada a seguir o mesmo com Beliat, provavelmente dado pelo grande afeto que ela sentia pelo mesmo. Beliat sabia grandes segredos seus que Cali nunca iria compartilhar com mais ninguém, ainda que este fosse o maior motivo pelo qual era punida, ela não conseguia ocultar nada de seu instrutor, que sempre era tão doce e sorridente para ela. Desde do inicio Cali se sentiu apegada a Beliat, apesar de não trocar uma palavra com o mesmo estava sempre correndo atrás deste e seguindo seus passos, com risinhos nem um pouco discretos enquanto jurava que estava se escondendo perfeitamente, em seguida, Beliat havia se tornado facilmente seu amigo, Cali não era alguém difícil de se aproximar. Ela quase poderia estranhar — se não fosse tão alheia — o fato de que Beliat nunca tinha medo de defende-la, até mesmo enfrentando seu pai, enquanto os demais simplesmente abaixavam a cabeça e seguiam implacavelmente qualquer ordem do Conde, Beliat estava longe de um servo fiel, ele provavelmente era fiel apenas a si mesmo e ninguém mais.

— Siny também parece com fome — Beliat observou encarando a ave presa dentro da gaiola. Desde o dia em que havia conseguido pegar o gavião de volta, Cali nunca mais o havia soltado e o alimentava em pouca quantidade, pulando dias e dando em horários diversos para que este não se acostumasse, ela temia que ele pudesse fugir enquanto ela dormia e quem sabe não enfiar as garras afiadas em seu pescoço — o pensamento lhe trouxe arrepios por todo o corpo, fazendo o gosto do chocolate de repente se tornar ferroso contra sua língua. — Você não está o alimentando direito, Zoe. — o tom repreensivo a fez se encolher.

— Eu tenho alimentado, Beliat! — ela exclamou, quase irritada, mas voltou a perder o tom quando Beliat se virou para encará-la, não a advertindo, apenas esperando. — Só que não todos os dias — deu de ombros.

Beliat suspirou, mas alcançou a porta da gaiola para abri-la, Cali se lembra de ter exclamado alto, com medo e se abaixar imediatamente quando o gavião saiu voando de seu quarto a fora.

— Você não tinha o direito de fazer isso, Beliat! Não tinha! — E esta havia sido a primeira e última vez que Cali havia ficado irritada com o homem.

— Aves nasceram livres, Calíope, você não tem o direito de lhes tirar isso.


Ela poderia se lembrar perfeitamente de tentar expulsar Beliat de seu quarto naquele dia, se sentindo profundamente ferida pela sua atitude, acreditando que ele queria machucá-la, pois era exatamente oque Siny faria enquanto ela dormia. Mas Beliat se negou a deixá-la, repetindo que Siny nunca lhe faria mal — mas ela sabia melhor e nem se quer queria dormir em seu próprio quarto —, seu medo foi afogado nas lágrimas e o sono acabou a consumindo, ela dormiu esperando não acordar e quando acordou, chorou ainda mais por Siny estar de volta na gaiola.

Naquela mesma noite, muito longe dali Nêmesis estava explorando um território perigoso, pisando sobre farpas espalhadas aleatoriamente, e torcendo para que não descobrisse uma área minada abaixo de si. Ela estava decidida a finalmente se livrar do casamento ao qual estava presa, ao monstro que ao invés de estar em baixo de sua cama dormia ao seu lado todos os dias. O lado bom de fazer parte da nobreza eram os contatos, que por mais venenosos que fossem, poderiam ser manipulados com facilidade, Nêmesis era vista como um pássaro perdido em um ninho de cobras, mas ela se sentia como um escorpião venenoso.

Ela nunca fora uma mulher ingênua, Nêmesis sabia utilizar suas artimanhas e ainda que sentisse nojo de si mesma por voltar a utilizar seu corpo para arrancar respostas, ela sabia bem que era tachada como uma bela e sensual mulher. A Condessa de Macbeth era praticamente intocável, então oque os homens não fariam por uma noite com ela? Bem mais do que ela havia imaginado.

Nêmesis no inicio, estava apenas testando águas, querendo saber o quão longe poderia nadar quando se tratava de Ibén, ela sabia do que ele era capaz se soubesse quem estava o atacando, mas e se não fosse capaz de identificar de onde vinham as flechas? De primeira foram pequenos boatos que ameaçavam a reputação do Conde, mas que foram quase imediatamente eliminados, com uma agilidade que Nêmesis havia se permitido ficar surpresa. Nêmesis não agiu com calma como lhe era esperado e de simples rumores foram para incriminações, das mais leves até as mais graves — todas as quais Ibén realmente era culpado, e que ela dava um jeito para vir à tona —, o Conde conseguia sumir com todas, mas a sua reputação estava cada vez mais baixa e Nêmesis se aprofundava de uma área perigosa.

Naquela noite, Nêmesis descobriu a verdade por trás do culto religioso que o marido seguia e que fazia questão de levar a filha com ele. Qualquer raiva que ela sentisse pelo Conde pareceu se multiplicar e uma bruxa com raiva estava disposta a abalar qualquer equilíbrio que existisse, de derrubar os céus e erguer a terra, ainda que o arrependimento tivesse se arrastado para consumir tal ódio. Ela se arrependeu de todos seus passos inconsequentes em direção ao abismo, da sua sede por ser reconhecida e sua necessidade de levar uma vida que não lhe pertencia. O medo era inquietante em seu corpo enquanto Nêmesis voltava para a vida que parecia digna de um filme de terror, ela podia sentir as cicatrizes em seu corpo queimando de novo ao imaginar tudo que a filha poderia ter passado logo abaixo de seu nariz. A culpa parecia como uma bigorna prestes a esmagá-la e por mais que ela movesse os lábios nenhuma palavra se formava, sua voz sumiu e seu corpo tremeu. Ela não estava disposta a ser segurada dentro de sua gaiola dessa vez. Nêmesis só sabia de uma coisa: que ela e Cali precisavam deixar aquela casa para trás o mais rápido possível.


ATO 04

Lute porque você não sabe como morrer em silêncio.
Vença porque você não sabe perder.
Este rei governou tempo suficiente ― é hora de destruir seu castelo


Quando Nêmesis esteve de volta ao seu inferno pessoal, mal conseguiu disfarçar a forma com que fuzilava o Conde. Cali merecia um pai que a amasse, que a protegesse, mas Nêmesis havia falhado nisso ao colocá-la para conviver com um monstro como Ibén, suas mãos tremiam com o desejo sanguinário de matar qualquer um que tivesse colocado suas mãos violentas sobre a garota. Ver o homem agir com normalidade, brincar com a garota e tocá-la deixava Nêmesis furiosa. Ela não se importou se a violência em seu peito aparecesse em seu rosto. Tudo o que ela queria era quebrar todos que quebrassem sua filha, sua pequena estrelinha reluzente e brilhante, deixando linhas de fratura em sua alma com o peso de seu egoísmo. Se ela pudesse, ela teria levantado os que já haviam tocado a garota, mesmo que mortos e dado a eles as mortes lentas que eles mereciam. Ela queria se dirigir de volta para o andar superior onde Ibén estava e desmontá-lo com uma lâmina.

Inquieta, ela considerou suas opções, se coçou para ter a filha diante de seus olhos e protegê-la, Nêmesis sabia que não podia continuar naquela casa, mas também sabia que uma fuga, aquela altura lhe custaria extremamente caro. Ela estava disposta a pagar o preço, qualquer um que fosse, se pudesse ver a garota longe das garras da escuridão que convivia consigo a cada dia, observando seu crescimento e implantando malignidade em seu peito.

Então, Nêmesis andou de um lado para o outro dentro do quarto antes de finalmente decidir, respirando fundo e começando a arrumar suas malas. Ela sabia que Ibén era perceptivo e que qualquer passo errado lhe custaria o pescoço, assim como no passado, ela se sentia de volta na corda bamba, tentando se equilibrar e torcendo para que a corda não balançasse muito. Poucas peças de roupa foram empilhadas em uma pequena bolsa, as mesmas roupas que Nêmesis trajava quando havia pisado no inferno em que hoje vivia, velhas e amaçadas, mas essa seria a última coisa com a qual ela iria se importar em um momento crucial como esse. Vestidos de Cali também foram apertados na bolsa, que logo fora escondida, Nêmesis precisava sair dali o mais rápido possível, isso era um fato, mas ela também não podia dar sua cabeça sobre uma bandeja. Ela precisava agir com calma, respirar fundo e fingir que não mataria Ibén enquanto dormisse se tivesse a chance — e como ela queria essa chance, suas mãos se torciam violentamente pela vontade assassina que corria em suas veias.

Como ela havia sido tão tola? Como ela pode esquecer do monstro que morava logo ao lado? Como pode entregar a alma inocente que Ibén tanta ansiava em uma bandeja? Era tudo culpa sua. Tudo culpa sua.

Eu não sou o suficiente, sibilou sua mente auto-depreciativa. Alguém como eu não pode segurar ninguém. Eu não sou nada.

Mas sair sem ser notada daquela casa não seria seu único desafio. Cali amava o monstro vestido de gente e que chamava de pai, era extremamente apegada ao homem e Nêmesis sabia que não seria capaz de levá-la de boa vontade para longe deste. A raiva quase a fez estremecer, a distância que sempre manteve da garota não a ajudaria em nada a conseguir sua confiança, Cali praticamente a odiava, ainda mais depois de Nêmesis quebrar sua promessa, como um vaso que depois de quebrado não poderia se consertar, os cacos no chão nunca voltariam por si só e se consertariam, o vaso nunca mais seria o mesmo, ainda que consertado. O medo que a mulher sentiu da própria filha no passado ainda consumia uma parte de si, seu cérebro gritava que ela não deveria temer o sangue de seu sangue, carne de sua carne, sua estrelinha, sua pequena Zoe, mas seu coração estremecia cada vez que as palavras antes ditas pela garota eram repassadas, diversas vezes seguidas em sua mente. A pequena e delicada voz soando extrema enquanto gritava repetidas vezes:

“Ele merece morrer”. “Ele merece morrer”. “Ele merece morrer”. “Ele merece morrer”. “Ele merece morrer.”

Ela não deveria! Ela realmente não deveria sentir tanto medo ao simplesmente encarar os grandes olhos brilhantes que transmitiam uma raiva fulminante sobre si, mas que pertencia a uma criança, a sua própria filha, tudo que Nêmesis via era a imagem retorcida de Anton e a imagem brilhante e polida de Ibén, como uma cópia quase perfeita, destinada a não só seguir seus passos, como construir uma enorme montanha sobre estes.

Crianças eram almas puras, ou deveriam ser, sua estrelinha parecia longe disso, Nêmesis só torcia para alguma ingenuidade permanecer intacta dentro da garotinha, isto era a única coisa que poderia salvá-las daquela casas, se a garota voltasse a confiar nela, nem que fosse tão pequena quanto um grão de mostarda, Nêmesis se aproveitaria e por mais errado que isto pudesse ser, ela levaria sua estrela — agora com um brilho fraco e falho — para longe, até que sua luz desaparecesse definitivamente e se tornasse apenas como uma memória distante.

Nêmesis não tinha tempo a perder, mas precisava que Cali lhe desse uma abertura para se aproximar. Ela começou com pequenos gestos, somente acariciando seu cabelo ou lhe deixando doces antes da garota acordar, em seguida passou a brincar com esta, até que Cali voltou a se abrir, não tanto quanto antes, ela não parecia ter se esquecido de nada que aconteceu, mas parecia extremamente inclinada a lhe dar uma terceira chance. Tudo isso durou menos de uma semana e se Ibén desconfiava da reaproximação repentina entre as duas, não comentou, na verdade, o homem cada dia ficava menos tempo em casa e nem se quer insistiu quando em um dia que pretendia levar Cali consigo para um de seus cultos, Nêmesis convenceu a garota a ficar consigo — uma tarefa mais difícil de fazer do que se falar, Cali parecia como se estivesse cometendo um grave pecado quando não olhou nos olhos de seu pai e com as mãozinhas atrás das costas balançou o pequeno corpo enquanto sussurrava que não queria ir, provavelmente por Nêmesis estar por perto o Conde não insistiu, mas Cali notou a frieza de seu pai quando este aceitou sua resposta e lhe deu as costas, nem se quer a olhando no dia seguinte, nem no próximo ou no que vem em seguida. Cali parecia doente a cada vez que tinha sua presença ignorada, mas Nêmesis se sentia como uma campeã por conseguir, mesmo que aos poucos, que ambos se afastassem.

Algo dentro dela gritava para destruir Ibén em pedaços, para arrancar tudo que ele tinha e lhe deixar sem nada para se apoiar, para fazê-lo se arrepender da simples vinda ao mundo e como Nêmesis queria ser capaz de fazer isso, como ela queria ser fria e boa o suficiente para arriscar sua vida tentando tirar a do homem, mas ela tinha medo, medo de voltar para a gaiola e nunca mais ser capaz de sair. Ela não sabia até onde ia a crueldade do Conde e sinceramente, não queria descobrir.

Ela se aproveitou do dia em que Ibén saiu logo cedo. Decidida, Nêmesis alcançou a pequena bolsa que havia escondido no fundo do guarda-roupa e foi em direção ao quarto de sua estrela, acordando a garota que estava em um sono profundo, sabendo que uma chance como aquela era única e que se não saísse daquela casa o mais rápido possível, as portas ao seu redor se fechariam definitivamente. A garotinha parecia no mínimo confusa enquanto seguia sua mãe para fora de casa. Um longo tecido cobria seu rosto e o vestido que estava em seu corpo não era como os que seu papai comprava, bonitos e cheio de detalhes, porque ela tinha que usar esse vestido feio? Foi exatamente oque ela perguntou a sua mãe, Nêmesis rindo um pouco — com o nervosismo arranhando em sua garganta — enquanto distraia a garota com outras coisas a puxando pela mão por ruas desertas, mantendo o rosto baixo e fazendo o possível para fazer a garota faladeira ficar quieta. Ainda era de manhã bem cedo, mas a cidade que nunca parava já estava aos poucos ganhando mais movimento, Nêmesis podia sentir suas mãos tremendo a cada vez que esbarrava em alguém, a urgência batendo em seu peito enquanto o medo assolava cada um de seus passos.

Era terça feira, o dia dezenove de novembro estava marcado no calendário que foi deixado para trás no quarto de Calíope. Hoje era seu aniversario e com certeza, era um dos mais estranhos de todos, sair de casa com um vestido feio e sua barriga roncando de fome nem se comparava a quando ela acordou antes de todos e atrapalhou oque seria uma festa surpresa — Mama Catrina havia ficado decepcionada naquele dia — ou se quer se comparava a quando Cali tentou comer o bolo de mais de seis camadas antes da hora e o derrubou sobre todos que estavam muito próximos — ela havia gritado de felicidade quando se viu coberta de tudo que mais gostava, mas ninguém mais parecia compartilhar de sua felicidade. Beliat reclamou pelo resto do mês e havia dito que nunca mais iria em qualquer festa de Cali, uma mentira já que no ano seguinte este acabou sendo puxado para dentro do lago pela garota que queria a todo custa alcançar os peixes arco-íris brilhantes sob a água. Em algum ponto do caminho Cali havia se irritado, aquele aniversário estava sendo o pior, sua mãe continuava a arrastando pela cidade e a pedindo para ficar quieta e com o rosto abaixado, Calíope queria estar em casa! Ela queria comer bolo e os doces que Mama Catrina certamente havia preparado para ela e se esta fosse alguma surpresa de aniversário, Cali estava indo para chorar pelo resto do dia e se recusar a comemorar outro aniversário.

A garota firmou os pés descalços no chão — que até aquele momento não a estava incomodando tanto — e puxou sua mão para trás, se negando a continuar sendo puxada para acompanhar os passos apressados de sua mãe, seus pezinhos já estavam vermelhos e coçando de dor, os olhos de Cali lacrimejavam tanto pela ardência nos pés quanto pela fome que assolava seu estômago. Sua mãe tentou puxá-la de volta, mas Cali gritou para soltá-la, ela não queria mais aquele aniversário, não queria.

Cali só queria comer bolo e comemorar com seu papai, Beliat e mama Catrina — talvez tia Abigail aparecesse apenas para querer comer o bolo de Cali e quem sabe até sua mãe, se bem que agora Cali já não tinha mais certeza se a convidaria para comer bolo. Mas aquele era o pior aniversário de todos e estava indo para se tornar ainda pior.

O ataque foi rápido, mas ninguém poderia dizer que não era esperado, que Ibén não havia desconfiado e seguido cada passo de Nêmesis para longe de si e em direção a seu trono polido de espinhos, e que Nêmesis sabia o fim que a aguardava. Mas Cali, a garota só sabia que era seu aniversário e naquele momento deveria estar comendo diversas guloseimas, não encarando sem foco enquanto dois homens atacavam sua mãe, mal parando para pronunciar uma palavra enquanto a esfaqueavam diversas vezes e seguiam correndo, não tremendo e balbuciando enquanto só observava o corpo da mulher ir de encontro ao chão e definitivamente, ela não deveria estar chorando quando viu o sangue manchar as vestes da mulher e sua respiração tremer. Cali se aproximou tardiamente, os grandes olhos assustados com a enorme quantidade de sangue que formava uma poça no chão, rodeando sua mãe com o próprio sangue e lágrimas, a banhando com todo seu esforço para chegar onde chegou, toda a coragem para não temer a própria morte — que sabia que chegaria mais cedo ou mais tarde, ela sabia que esse seria seu fim, ainda assim, não hesitou enquanto subia as escadas para um caminho que não queria seguir, deixando para trás a estrada florida que sempre desejou para si, ao invés disso, caminhando sobre os espinhos e compartilhando seu sangue com a terra sobre seus pés. Nêmesis sabia que esse seria seu fim, ainda assim, a inquietação e o brilho de desafio não se perdeu de seu olhar enquanto a dor infringia seu corpo.

A luz parecia chamá-la para longe, a estrada coberta de pétalas voltando a surgir a sua frente, lhe dando uma nova chance e tudo em Nêmesis quis correr para lá, mas o pequeno rostinho manchado de lágrimas que tomou sua atenção fez tudo nela recuar de uma vez e gritar para si mesma se levantar e correr, tomar a garota em seus braços e leva-la para longe de tudo, leva-la para o caminho iluminado que clamava seu nome. Ela não podia, não podia deixar a garota para trás, deixá-la para sofrer e receber golpes diversos da vida, os quais nada mais era do que consequências de seus próprios atos.

Calíope não deveria ter que pagar por seus pecados, mas a vida não é justa, Nêmesis e você é a maior prova disso.

— Hei, Zoe — a voz fraca da mulher a chamou, um pequeno sorriso em seus lábios manchados de sangue enquanto sua mão se esforçava para acariciar o rosto pequeno diante do seu. — Pode me prometer uma coisa? — A garota assentiu freneticamente, as lágrimas descendo por seu rostinho e os lábios tremendo enquanto segurava a mão da mulher contra seu rosto. Cali não sabia oque estava acontecendo, mas algo dentro dela gritava que esta seria a última vez que veria sua mãe. — Então corra pequena. Corra Zoe e não se atreva a olhar para trás, não diminuía a velocidade e não confie em ninguém. — corra como se sua vida dependesse disso estava oculto por trás de seus palavras e ainda que o pedido parecesse surreal Calíope concordou e soltou um pequeno e tremido “eu prometo, mamãe”, sabendo que era a última vez que poderia chamar a mulher de tal forma e observou os olhos diante dos seus perderem o foco e a mão que forçava contra seu rosto perder a força. Era uma promessa. Cali havia prometido. Promessas não deveriam ser quebradas. Mas sua mãe estava morta.

Por que ela não acordava? Por que ela não estava abrindo os olhos? Mamãe! Mamãe acorde, por favor. Por favor não me deixe, eu prometo que vou ser melhor, não irei mais gritar ou deixar de alimentar Siny, pararei de sair com o papai e de contar segredos para Beliat, mamãe por favor volte para mim, não me deixe sozinha, por favor.

Cali não queria deixá-la, ela queria que sua mãe levantasse e lhe acalmasse, lhe tomasse entre os braços e dissesse que tudo iria ficar bem com sua voz melodiosa, mas as palavras da mulher continuaram se repetindo em sua mente, — era uma promessa — e o corpo sem vida pareceu encará-la e julgá-la — era uma promessa. Era uma promessa. Você prometeu. Você não vai cumprir?

Corra Zoe e não olhe para trás.
Não diminua a velocidade e não confie em ninguém.
Corra como se sua vida dependesse disso — porque depende.


Cali sabia que deveria cumprir sua promessa, ela sabia e ela tentou — mentira, quem ela estava enganado? O medo era muito grande em seu peito, quase esmagando seus pulmões quando correu para os braços familiares que surgiram a sua frente, ela estava a pouco metros do corpo sem vida de sua mãe quando se deixou ser capturada entre o abraço familiar de Beliat e ela desabou, se desfazendo em lágrimas e soluções, implorando a Beliat para ajudar sua mãe e repetindo que ela estava machucada, as palavras mal era formadas entre os choramingos, Cali sentia como se seu coração pudesse parar a qualquer momento, sendo apertado com uma dor tão absurda que ela nunca pensou ser possível.

Ela não sabe como acabou em casa, deitada em sua cama que parecia mais fria do que nunca e o escuro de seu quarto mais assustador que nunca. Cali queria sair dali, mas para onde? Ela finalmente estava em casa, era onde ela pertencia. As horas anteriores pareciam um pesadelo em sua cabeça e seus olhos se fecharam, embarcando em um novo sono antes de acordar em seu próprio pesadelo, que nunca iria embora, não importava quantas vezes ela piscasse ou tentasse acordar. No dia seguinte, tudo pareceu desabar ao seu redor. Cali tentou correr para seu pai, mas ele parecia mais traído do que triste, uma careta formada em seu rosto enquanto olhava a garota de cima, recuando a todas tentativas de afeto de Cali — ela só queria chorar, mas não queria que seu pai ficasse ainda mais irritado com ela. Ela não precisava ser mais odiada.

Tudo parecia distante, continuando a andar ao redor dela enquanto ela parava, se sentava e assistia com tristeza. Ninguém pareceu abalado, ninguém chorou e as palavras de “eu sinto muito pela sua perda” soaram falsas aos ouvidos de Cali, tudo que restou ali era oque ela mais odiava, o falcão idiota que continuava a seguindo por ai, ainda que ela gritasse que queria ficar sozinha e que era para ele ir embora, seus protestos foram ignorados e com o tempo, Cali se apegou a ave, se lembrando do quanto sua mãe sentia afeto por Siny e quanto tempo passava acariciando as penas negras. Quando Cali finalmente conseguiu de volta a atenção do gavião ela correu alegremente para mostrar a seu pai, mas se arrependendo imediatamente quando o gosto amargo tomou sua boca, o pescoço de Siny sendo quebrado facilmente nas mãos firmes do Conde que a repreendeu suavemente, mas com uma frieza que havia se tornado comum.

— Era para tê-lo domesticado, Calíope — repreendeu sem se quer olhá-la, mas jogando o cadáver do gavião nos pés da garota. — não o tornado obediente. A obediência não gera nada de útil.

Tudo parecia estar se quebrando ao seu redor mais rápido que nunca e seu pai parecia apenas um desconhecido a encarando sem qualquer interesse real. Pouco depois daquele dia, um dos maiores traumas da garota foi realizado o que era esperado para melhorar sua vida, livrá-la das garras de seu pai e da escuridão daquela causa só conturbou ainda mais o pesadelo que era sua vida. Tudo havia sido ideia de Beliat, que já não mais suportava ver a forma que o Conde tratava a própria filha, como a garota parecia mais cabisbaixa a cada dia e tudo parecia alheio à dor que ela sofria.

— Faça isso, Ibén. — Beliat voltou a repetir pela terceira vez naquele dia, mas talvez na vigésima vez desde o dia que encontrou a sobrinha sozinha e perdida nas ruas, assustada e chorando sem parar, apenas pouco antes de ter que lidar com a imagem de sua própria irmã morta, pelo homem que agora estava sentado diante dele, o encarando com uma normalidade que necessitou tudo de Beliat para não pular em seu pescoço. Dessa vez, Beliat não estava indo para deixar Ibén mudar o assunto novamente. — Eu não assistirei mais de longe enquanto te observo machucar Calíope, não da mesma forma que fez com Nêmesis.

Ele sabia o tipo de reação que suas palavras causariam e poderia ter sorriso satisfeito quando o Conde pulou sobre a mesa em seu escritório para sufocá-lo, mas Beliat estava longe de ter medo de qualquer pessoa, principalmente de um homem tão pequeno e que tinha complexo de rei como o Conde de Macbeth. As demais pessoas poderiam ser manipulados por ele. Alguns poderiam se levar por suas promessas, como Abigail, outros confiavam em uma bondade falsa e que não existia como Catrina, pessoas com Nêmesis acreditavam estar no controle enquanto eram mantidas acorrentadas, mas Beliat, ele sabia quem realmente era Ibén Vasques.

— Não ouse dizer o nome dela — sussurrou ameaçadoramente e Beliat pensou se deveria se fingir de assustado. Ele sabia que os sentimentos do Conde pela sua falecida irmã não eram forjados, mas tão doentios que antes havia preferido tirar sua vida do que vê-la o deixando para trás. Beliat olhou para a parede atrás do Conde, onde uma enorme estante estava posta, um vaso preto não chamaria qualquer atenção por sua normalidade, mas Beliat sabia oque ele guardava lá, sabia que a tampa do vaso só precisava ser removida para se ver mechas do enorme cabelo de Nêmesis guardado. Era esse tipo de amor que Ibén podia oferecer e Beliat não estava indo para esperar ele refletir a imagem da falecida sobre a própria filha. — Você não tem tal direito.

Ele ergue as mãos em uma redenção silenciosa, ainda contendo o sorriso até que foi solto pelo Conde e suavizou sua respiração.

— Não está mais aqui quem falou — brincou. — Mas não ouse desviar o assunto, Ibén, não vou deixar Calíope sobre sua guarda por mais tempo, não permitirei que a machuque ainda mais.

O Conde riu e Beliat finalmente se permitiu sorrir, quase como se também achasse graça.

Permitir — O Conde zombou. — Quem pensas que é para achar que tens o direito de permitir ou não alguma coisa? Calíope é minha filha, você não vai tirá-la de mim. Eu não vou permitir.

— Não foi um pedido — Beliat disse, impassível e com um sorriso polido no rosto, afinal Cali realmente iria puxar alguns defeitos irritantes da parte familiar de sua mãe. — Leve a para longe daqui ou.

— "Ou" oque? — desafiou o Conde.

— Você não vai estar aqui tempo suficiente para se preocupar com esta parte.

Tudo foi planejado apenas para levar a garota longe do Conde e talvez, se Beliat soubesse que a vida da garota estaria ainda mais em risco na Casa das Treze ele teria ido diretamente para o ou e não dado tempo para se deixar cair nos joguinho de Ibén, que provavelmente ficou mais satisfeito que nunca ao levar a ameaça de Beliat ao pé da letra. “Leve a para longe” Beliat nunca poderia dizer que Ibén não cumpriu a promessa, mas ficou igualmente irritado ao saber que provavelmente nunca conseguiria tirar a garota daquela casa com vida.

Naquele dia não importava o quão alto Calíope gritou, chamou por seu pai até sua voz começar a sumir e chorou, como algumas poucas vezes em sua vida, mas ninguém veio ao seu socorro. Ela olhava implacavelmente para a porta enquanto lutava contra os braços que a seguravam no escuro, apenas as formas se movendo como sombras sem rosto, e Cali estava tão assustada, mas ninguém veio para salvá-la, nem seu pai, nem Beliat, nem mesmo Catrina, mamãe estava morta, ela nunca viria, mas Cali a chamou mesmo assim. Arrancada de sua própria casa a força e se deixando tomar pela escuridão que tanto passou a temer ela implorou que a luz nunca mais voltasse, mas isso não aconteceu quando acordou em um lugar pequeno e desconhecido. Um lugar onde recebeu ordens que se negou a cumprir, regras que se negou a obedecer, punições que se negou a aceitar e um destino que se negou a seguir. Os resquícios da punição por seus pecados ainda estavam a ser pagos, mas Calíope nunca fora muito boa em receber punições e as tias e a Grande Avó estavam indo para descobrir isso da pior maneira.








F A M Í L I A


Morgai Mori — Bungou Stray Dogs
Padrasto Conde Ibén Vasques Demônio Vivo
Citação:
Ibén sempre fora um ótimo pai para Calíope, nunca a tratou mau, isso diante da concepção da garota, é claro. O homem apesar de realmente gostar da filha, — considerando que nunca permitiu que qualquer uma de suas demais esposas trouxesse algum filho ao mundo — nunca teve tal consideração por ela que um pai deveria ter, via a garota como fonte de lucros e não se poupou a explorá-la desde cedo, e em seguida a vendendo, visando não só o dinheiro que ganhou pela venda, quanto esperando que seu status subisse por ter aberto mão da filha por “um bem maior”. Na cidade de Morgenstern, Ibén tem grande status, principalmente pelo seu titulo de nobreza, sendo que apesar de não ser um dos lideres, é um dos envolvidos com o culto religioso que segue Lúcifer, o qual é manipulado pelos seres poderosos, uma grande fachada para lucrar com a prostituição de mulheres e crianças, tendo diversos nobres, como o próprio Conde de Macbeth envolvido.
Podemos ainda dizer que Cali possui um “complexo de Electra” em relação a seu pai, sendo ele quase o centro de seu universo. Quase como uma obsessão fora do normal, considerando que nunca conheceu sua mãe e a única pessoa que sempre esteve presente era seu pai ela acaba sendo extremamente apegada a ele, de forma com que se ele dissesse “você não deveria estar viva”, Cali tomaria como uma ordem e acreditaria firmemente que realmente não deveria (mais informações nas curiosidades).





Ernesta Kühne — Asterisk War
Madrasta Condessa Lya Vasques Humana Vinte anos Viva Atual última esposa
Citação:
Não é errado dizer que Lya foi uma sombra na vida de Cali. A atual última esposa de Ibén, chegou até ele com a ideia sonhadora de que sua vida serviria para um proposito maior, nunca foi presente em sua criação e nunca nem se quer tentou agir como qualquer, Calíope não tem qualquer má memória relacionada com a mulher, e nem qualquer uma que foi importante em sua vida, Lya parecendo sempre uma sombra viva que apenas vivia atrás da imagem do Conde, nunca tomando atitudes ou falando qualquer coisa marcante, sendo mais uma das “servidoras” de Lúcifer.
A mulher é extremamente submissa ao atual marido, em parte, pelo medo do que o demônio pode lhe causar, estando diretamente relacionado a Lúcifer — no ponto de vista dela — e em outra pelo medo dos rumores ruins que correm sobre ele e a morte da última esposa antes dela, Nêmesis. Sendo quase óbvio a diferença na forma que Nêmesis era tratada e na forma que Lya é, esta servindo praticamente para tampar um espaço que não lhe pertence, mas mal fazendo diferença por estar ali.
Ainda assim, Cali possui um ódio de Lya por ela simplesmente existir, por ter roubada toda a atenção que era sua e todo carinho que apenas lhe pertencia, ela nunca gostou da mulher, mas diversas vezes já agiu de tal forma, principalmente na frente de seu pai, para nunca levantar desconfianças reais, mas nunca escondeu seu ódio da mulher e sempre o deixou o mais claro possível, em uma ameaça explicita, além de se recusar de chamá-la de madrasta ou coisa do tipo, pela mulher ser bem nova e odiada por Cali.





Cattleya — Violet Evergarden
Mãe Nêmesis Vasques (antes Kaur) Bruxa Morta
Citação:
Também tendo ficado conhecida como "Condessa de Macbeth", Nêmesis sempre foi notável por sua beleza estonteante, mas que muito afirmavam que era quebrada pelas palavras duras e garras afiadas que a mulher sempre demonstrou ter. Nêmesis teve uma vida difícil, logo, ninguém deveria se surpreender com sua enorme dificuldade para confiar ou lidar com as pessoas, nunca aceitando as coisas facilmente e ao invés disso, sendo uma mulher vingativa e rancorosa, mesmo que tenha se demonstrado frágil a partir do momento em que começou a se relacionar intimamente com o Conde de Macbeth, chegando ter medo do homem — o qual ela nunca vai admitir. Nêmesis foi notável por causar intrigas diversas enquanto tentava conquistar sua própria vida.
A ideia de estar grávida aterrorizou Nêmesis, ela sabia que haviam grandes chances de a criança em seu ventre ser fruto de seu amor com o amante humano, Anton — que mais tarde fora morto por Ibén —, mas ela também tinha certeza que o Conde conseguiria corromper a criança. A ideia de deixar uma alma frágil nas mãos de um monstro a enjoava, mas nunca teve coragem de interromper a gravidez. Quando Calíope nasceu — nome escolhido por Ibén e que Nêmesis sempre odiou — Nêmesis quase poderia se acalmar ao ver as semelhanças com o amante falecido, mas enquanto a garota crescia Nêmesis a viu se tornar cada vez mais parecida com o monstro que ela tanto temia, assim, acabou se afastando da garota quase com medo da semelhança desta com Ibén.
Cali poderia ter sido extremamente próxima de sua mãe se esta lhe permitisse, ao invés disso, a garota cresceu sem qualquer afeto materno, um lugar que nenhuma pessoa ou posse poderia ocupar. Ela aos poucos adquiriu ódio pela mulher, por sempre ser negligenciada e afastada por esta, mas nos últimos minutos de vida desta, Cali se sentiu mais próxima que esta do que nunca, entrando em uma dúvida colossal sobre se deveria odiá-la, ou não. Ainda que seu pai tenha influenciado muito a forma que Calíope vê sua mãe hoje em dia, sabendo que esta sempre teve medo dela, e que queria de toda forma afastá-la de seu pai — Cali poderia morrer com a simples ideia.





Sakunosuke Oda — Bungou Stray Dogs
Pai Anton Mitchell Trinta anos Humano Morto
Citação:
Seu pai legitimo, o qual Cali nunca ouviu falar em toda a sua vida, logo não possui qualquer conhecimento de sua existência, ainda assim, poderíamos dizer que descobrir que não é filha de seu pai (Conde Ibén) pode não ser um adicional em nada na vida de Calíope, ela vai simplesmente desconfiar das intenções de sua mãe e questionar ainda mais o porque ela tentar fugir naquele dia, mas não vai estar feliz pela descoberta, afinal Cali ama Conde Ibén como seu pai.
Anton fora um homem um tanto ingênuo, que se deixou levar pelos encantos de Nêmesis, oque no fim resultou em sua morte, tendo sua vida tirada por Ibén após descobrir a traição da esposa.







Tiffany Evergarden — Violet Evergarden
"Avó" Catrina Henrietta Humana Viva
Citação:
Chamada também de “mama Catrina” a idosa viveu os primeiros doze anos de sua vida na Dimensão humana, antes que fosse acolhida pelo Conde e passasse a morar com este na Dimensão ao contrário. Ainda que o Conde seja a única razão pela qual Catrina atualmente está viva e tem algum lugar para chamar de lar, ela como qualquer outra pessoa que já se aproximou destes também está cheia de cicatrizes, o qual ele a fez acreditar que era o mínimo que aconteceria, “tudo requer sacrifícios Catrina”. A humana acabou sendo mais uma das que foi utilizada pelo culto sagrado até que outras mulheres mais jovens passaram a chamar mais atenção e ela foi deixada de lado, apesar de nunca ter tido vontade de ir contra isso por ser a única coisa que o Conde exigia dela e no fim, tudo valeu a pena, ela tem um lar e uma vida e tudo isso graças ao Conde. Não sendo exagero dizer que Catrina é extremamente apegada e protetora em relação ao mesmo, não aceitando quaisquer más palavras que sejam direcionadas ao nome do Conde, se igualando um pouco a Calíope nessa parte.
A idosa tem uma ótima personalidade, do qual você nunca desconfiaria de tudo que ela passou para estar onde está hoje, tendo sido abandonada pelos seus pais assim que nasceu e tendo crescido nas ruas, sempre estando por sua própria conta. Catrina é uma idosa sorridente, que consegue conversar e alegrar qualquer pessoa, está sempre vendo o lado bom da vida e nunca se deixa afetar por quaisquer sentimentos ruins.
Cali é um tanto apegada a mulher, que sempre esteve ao seu redor lhe ensinando a cozinhar e a levando para colher frutos no jardim, a garota a vê como sua avó e por conta disso possui uma grande confiança na idosa, chegando a ser quase tão apegada a ela quanto foi com sua própria mãe.





Utaha Kasumigaoka — Saeni no Sodatekata
Abigail Kurt Demônio 24 anos Viva
Citação:
Abigail foi uma das jovens atraídas para o falso culto religioso que diz fazer tudo com a única intenção de alegrar seu criador, a garota sempre foi uma frequentadora desde pequena, sendo que seus pais eram servidores devotos de Lúcifer, e assim eram extremamente próximos do Conde Ibén, considerando a posição de nobreza que os pais de Abigail — também chamada de Abby e odiando o apelido de “Tia Abigail” — mantinham, como barão e baronesa de Ferky, antes de seu morte e o titulo ser passado a outra pessoa, logo Abigail também perdeu qualquer contato com a nobreza. Após a morte dos pais, Abigail passou a morar com a tia, Sam Jyurt que também uma seguidora do culto de Lúcifer fez a garota voltar a ter contato com o mesmo, Abigail nunca participou do culto por vontade própria ou acreditou em qualquer um de seus ensinamentos, ao invés disso, foi forçada pela tia que procurava uma relação mais intima com o Conde de Macbeth e aprendeu rapidamente que qualquer desvio a levaria a ser morta — como vira acontecendo com tantas pessoas.
Cali teve poucos contatos com Abigail durante sua vida, mas o suficiente para chamar a garota de “tia Abigail”, mesmo sabendo que esta odiava o apelido. Abigail só se encontrava com Cali quando o pai da garota queria, a ensinando passos de dança e sempre a ajudando a se preparar antes de quaisquer cultos sagrados.





Shin — Amnesia
Tio/Instrutor Tenente do exercito real Beliat Kaur Querubim (anjo) Vivo
Citação:
[em construção]








Citação:
𝕿𝖍𝖊 path t𝓸 𝓅𝒶𝓇𝒶𝒹𝒾𝓈𝑒
bᥱgιᥒs in heᥣᥣ



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D O M
Manipulação da sorte
Citação:
Cali é capaz de influenciar eventos para que de qualquer forma resultem em uma boa coisa para si, utilizando da sorte que imediatamente causa azar a outra pessoa, dom que pode a vir automaticamente a alterar probabilidades, fazendo coisas improváveis acontecerem e coisas prováveis não acontecerem. Sendo que as emoções de Cali interferem drasticamente os resultados.
Geralmente esse poder toma a forma de uma defesa que faz os ataques dos inimigos mais prováveis de errar, mas em níveis mais altos essa habilidade se torna seriamente poderosa. Controle de probabilidade quântica pode levar a uma total e poderosa alteração de realidade. O usuário pode causar eventos aleatórios improváveis mais frequentemente, e eventos certos a não acontecer. Pode causar morte repentina, terremotos, aumentar a precisão, ganhar na loteria, e até mesmo invocar eventos apocalipticos. Pode conceder boa e má sorte, tal como quebrar algo atualmente causar má sorte, ou carregar por aí um amuleto da sorte atualmente dar boa sorte. Também conhecido como Manipulação de Destino, Sorte, Manipulação de Sorte, Chance e Verossimilhança.

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G OSTOS + DESGOSTOS


Citação:
Os gostos de Cali são diversos, mas simplesmente não são tantos assim, não o suficiente para se equiparar com seus desgostos, no topo da lista estando a literatura , sendo que ela simplesmente é fascinada por tal, juntamente vindo Música , de preferência as agitadas, não sendo a maior fã de música clássica, por exemplo e pinturas , ambos que Cali tem um grande apreço e que acaba sendo quase chamada por tais, sendo uma apreciadora de praticamente qualquer forma de arte. Doces seja uma fruta ou sobremesa com certeza vai atrair Cali, ela é definitivamente o tipo de pessoa que se conquista pelo estômago, seguido de maracujá , sua fruta preferida. Lugares agitados sendo pelo qual se sente extremamente atraída, se sentindo extremamente incomodada por locais demasiados silenciosos, que dão lugar para seus piores pensamentos se tornarem altos e a atormentar. Além de ser quase viciada em jogos , gostando de afirmar que é ótima em praticamente todos, ainda mais quando se trata de jogar com pessoas. Seus gostos podem ser até mesmo comuns, sendo que a garota gosta de crianças , admirando sua inocência, isso podendo a se tornar um desgosto se a criança em questão a irritar.






Citação:
Seus desgostos são os mais diversos, ela provavelmente poderia escrever uma Wikipédia somente com as coisas que atraem seu desgosto o número um de sua lista sendo odores fortes , considerando seu olfato sensível estes lhe sendo completamente irritantes, em seguida vindo rosas , provavelmente sendo a única mulher no mundo que desgosta de tal, acreditando naquela frase “quem gosta de flores é defunto”. Além de dançar , em seguida vindo Extravagância , o seguindo, sendo que Cali é alguém de gostos simples e acaba apreciando gestos e locais mais simples do que exagerados. Logo vindo gatos , felinos que ela simplesmente não suporta, definitivamente preferindo cães, assim como quase detesta álcool , tanto o cheiro como o gosto sendo praticamente desprezado pela garota, quer esteja escondido sob um velho vinho ou qualquer bebida que pareça chique o suficiente. Ainda que seja uma mentirosa de carteirinha, Calíope odeia mentiras , sendo quase o tipo “faça oque eu digo, mas não faça oque eu faço”, logo gosta de mentir, mas não suporta quando mentem para ela. Sendo que desgosta ainda de mudanças de planos , principalmente se afetar alguma agenda mental que tenha feito.





Citação:
Every 𝓈𝒶𝒾𝓃𝓉 has 𝑎 p𝑎s𝓉,
and 𝕖𝕧𝕖𝕣𝕪 sinnᥱr has a ƒυтυяε.



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HABILIDADES + PASSATEMPOS



Escrever
Citação:
Uma coisa na qual Cali tem habilidades impressionantes, seus poemas sendo as maiores exposições de seus sentimentos e pensamentos mais íntimos, escondendo diversos segredos e fatos sobre si, sua única saída do mundo real, apesar de seu pai sempre ter desprezado tal por achar uma perda de tempo. Seus poemas sendo apenas a ponta do iceberg, possuindo algo mais profundo se você analisar por outro angulo




Observar as estrelas
Citação:
Definitivamente é o seu maior hobbie. Considerando que na cidade em que nasceu as estrelas sempre pareciam incrivelmente perto e sempre reluziam sobre o enorme lago perto de sua casa, a garota todas as noites saia de casa escondida para poder observar as estrelas




Interagir
Citação:
Tanto por ter sido pertencente a nobreza quanto pela "popularidade" de seu pai, interações eram constantes na vida de Calíope, sempre tendo que falar com desconhecidos e se fingir de interessada em suas vidas, com o tempo ela acabou adquirindo uma boa lábia para conversar e convencer as pessoas, sendo considerada uma ótima pessoa para conversar.




Dançar
Citação:
Cali possui uma ótima coordenação motora e seus movimentos são leves, sendo ótima quando se trata de dançar, mas nunca gostou de fazê-lo, apenas quando era para a alegria de seu pai, logo, considerando que atualmente ela não tem motivos para dançar, ela não o faz.




Conhecimento de Astrologia
Citação:
Podendo ser chamada de "Nerd da astrologia" Calíope possui um imenso conhecimento sobre estrelas, astros e planetas, curiosidade que surgiu após o maior hobbie da garota sobre observar o céu durante a noite, a qual logo foi saciada quando passou a praticamente devorar quaisquer livros que falassem sobre tal. Cali é capaz de identificar facilmente estrelas, se guiar pelo céu e tudo mais que aprendeu de tanto ler sobre o assunto, ainda que sabendo de praticamente tudo hoje em dia, sua curiosidade e encantamento pela astrologia e seus componentes nunca acaba.







T R A U M A S
Citação:
Seu principal e talvez único trauma é relacionado fortemente com O Desconhecido, que foi o resultado de seu sequestro de casa. Cali enfrente seu trauma de uma forma diferente do que outras pessoas e apesar de sempre estar visivelmente tremendo perto de quaisquer pessoas ou ambiente desconhecido, sua forma de reagir acaba sendo com um extremo sarcasmo e cinismo, seu próprio escudo, mas o qual ela opta ou por se aproximar ou se afastar, sendo que sua reação será extrema se alguém desconhecido (por exemplo) a surpreender com um toque repentino, ela provavelmente reagindo com violência, mesmo que seu corpo vá estar tremendo e em choque. Cali acha mais seguro tomar atitude se tiver qualquer interesse na pessoa ou local, sente que sendo sua própria decisão é mais seguro, por isso não suporta ser surpreendida por decisões que deveriam ter sido tomadas por ela, como dito, se aproximar ou recuar diante do desconhecido.







M A N I AS
𝓂𝑜𝓇𝒹𝑒𝓇 𝒶 𝓊𝓃𝒽𝒶
Citação:
Quando está muito concentrada sobre pensar em algo, o gesto vai acontecer sem que ela perceba até que alguém aponte ou sinta o gosto metálico do sangue na boca. Sua mania é automática, o polegar indo em direção a sua boca e seus dentes involuntariamente se fechando ao redor da unha, dependendo da sua concentração serão apenas alguns mordiscos leves, que ficam mais profundos e rudes se ela estiver muito imersa em pensamentos, chegando a diversas vezes arrancar sangue.


𝑒𝓃𝓇𝑜𝓁𝒶𝓇 𝑜 𝒸𝒶𝒷𝑒𝓁𝑜
Citação:
Quando está nervosa vai definitivamente começar a enrolar uma mecha do longo cabelo ao redor do dedo indicador, girando em círculos, e ainda que ela perceba, isso acaba sendo um modo de aliviar o nervosismo e o estresse de seu corpo, então acaba tendo dificuldades para parar, tanto essa mania quanto a citada acima.







Citação:
𝒫𝑜𝒾𝓈, para 𝑜nde fσяes 𝒾𝓇𝑒𝒾,
E onde eѕтιver, estarei;
Os 𝖙𝖊𝖚𝖘 serão os mᥱᥙs,
e teu 𝕯𝖊𝖚𝖘, o meu 𝕯𝖊𝖚𝖘,
𝕆𝕟𝕕𝕖 morrere𝓈, eu mo𝓇𝓇e𝓇ei, e lá sᥱrᥱι ent𝖾rradσ.
O αиjσ o fez ᵖᵃʳᵃ mim, mᥲs também.
Nada sɇnão a 𝔪𝔬𝔯𝔱𝔢 𝘱𝘢𝘳𝘵𝘪𝘳𝘢́ a mim e a 𝓉𝒾


,




S E G R E D O S
Citação:
Devemos inicialmente destacar que praticamente todo a história de vida de Cali até o dia que foi tirada de sua casa permanece um segredo, sendo que ela não só não vê a necessidade de comentar sobre isso, quanto ela sempre inventa diferentes histórias que não condizem com a realidade a cada vez que é questionada.


Citação:
Ela nunca se considerou agressiva, mas houve mais de uma vez em que Cali tentou de diferentes maneiras, prejudicar sua madrasta, principalmente em momentos em que seu pai a ignorava em troca de dar atenção a mulher.


Citação:
Cali nunca vai admitir, mas ela chora com incrível facilidade, principalmente quando com medo ou desejando estar de volta á casa


Citação:
O fato dos amigos do pai de Cali a tocarem, em uma forma de carinho e apreciar sua dança sempre foi segredo, já que seu pai era firme sobre conversar sobre qualquer coisa que acontecesse durante os cultos.


Citação:
Pelas diversas punições fisicas que sofreu dentro da casa Cali se forçou a se acostumar com a dor. Ela não gosta de sentir dor, mas acaba a utilizando como uma base segura e para se auto-punir, Cali não acha que as Tias ou a Grande Avó tenham autoridade suficiente para puni-la, logo não aceita as aceita, mas ela própria se pune quando acha que está errada (nunca sendo nenhum erro pelo qual é punida dentro da casa). Quando em sua casa, suas punições se resumiam a ser tratada com frieza por parte de seu pai e ser trancada em seu quarto, Cali reconhecia que seu pai podia puni-la, mas não o faz com ninguém dentro da casa, por isso se recusa a aceitar alguma punição, mas acha que pode se auto-punir ou permitir que alguém o faça para ela (nesse caso perceba que ela está permitindo tal autoridade sobre si)







Cor, comida, lugar favorito
Citação:
Cali provavelmente nunca parou para definir qualquer coisa favorita sua, por nunca ter tido tempo para tal, mas se tratando de cores a sua favorita é notavelmente o amarelo, apesar de dificilmente este estará presente, nem em suas roupas ou outro lugar, sendo que apesar de ser a sua favorita, Cali gosta de diversas cores como Cinza e verde claro. Quando se trata de comida ela se sente incapaz de escolher uma, considerando que come de tudo, uma comilona nata que come tudo que lhe oferecerem e até agora nunca achou um tipo de comida que não goste, ainda que tenha um amor incondicional por carne e comida apimentada, mas não leve só isso em conta no paladar da garota, Cali ama ser surpreendida quando se trata de comida e gosta de sempre experimentar coisas novas. Quando se trata de algum local, a garota gosta de ficar em quaisquer locais com barulho, por mínimo que seja, sendo praticamente sendo atraída pelo barulho que estiver presente, mas também sente um grande apreço por locais abertos, como jardins.







O B J E T O E S P E C I A L

Citação:
Um caderno pequeno que lhe serve como agenda , apesar de parecer estranho, Calíope escreve algo para fazer todos os dias, atualmente tendo planos até o dia em que as escolhidas seriam anunciadas, já que ela acreditava fielmente que seria libertada, assim iria deixar a agenda de lado e realmente viver sua vida à partir dali. Assim, quando souber que não será libertada, Cali estipulará uma data que em possivelmente irá morrer, e até tal data ela escreverá diversas coisas que deveria fazer até esse dia, é uma forma sua de morrer sem arrependimentos, uma das coisas que sempre se repete todos os dias sendo reencontrar seu pai. Valendo ressaltar que tudo que ela escreve em sua agenda está em forma de pequenos poemas, quase que para manter a sigilosidade.







S O N H O S
Citação:
Caliope é realista, ela sabe de como as bruxas são tratadas na dimensão ao contrário e que é impossível viver um conto de fadas ou ter uma vida até mesmo comum, ela não tem qualquer sonho por enquanto, que seja poder viver em liberdade, independente de como os demais seres a vejam por causa de sua natureza bruxa







C U R I O S I D A D E S
“ 𝓅𝒶𝓈𝓈𝒶𝓇𝒾𝓃𝒽𝑜 ”
Citação:
Possui a enorme mania de chamar as pessoas de apelidos diversos, dentre esses estando querido, boneca, passarinho e outro que soam mais ofensivos, viciado, suicida, projeto de psicopata, quase como se estivesse de alguma forma tirando sarro da pessoa, ou fingindo uma intimidade exagerada, apesar dela não ser capaz de controlar isso, os apelidos vindo naturalmente e algumas vezes ela ignorando o nome da pessoa para chamá-la apenas pelo apelido, nesse caso ela provavelmente não vai ligar o nome da pessoa a ela e quando ouvir alguém falando, por exemplo, "oque estava fazendo com fulana?", Cali vai ficar "quem?", realmente confusa




“ 𝒶 𝒷𝓇𝓊𝓍𝒶 𝓅𝓁𝑜𝒷𝓁𝑒𝓂𝒶́𝓉𝒾𝒸𝒶 ”
Citação:
Dentro da Casa das Treze, Calíope é vista como uma bruxa extremamente problemática, pelas suas tentativas constantes de fuga e algumas vezes seus ataques contra as tias em seus momentos extremos. Ela costuma ser privada de várias coisas e não possui os mesmos privilégios que as bruxas mais calmas possuem, sendo privada do sono e de comida, além de receber as punições mais diversos, sendo definitivamente a bruxa que mais é punida dentro da casa, seu corpo estando sempre cansado e as olheiras visíveis abaixo dos olhos. Cali é vista como traiçoeira pela sua forma de se aproveitar de qualquer brecha que lhe dêem e nunca desistir, sendo quase implacável mesmo após tantas punições, mesmo que alguns dias mal tenha forças para permanecer de pé. Ainda que tenha por algum tempo fingido ter desistido, Cali nunca conseguiu realmente fingir que havia aceitado esse "destino".




“ 𝒷𝑜𝒶𝓈 𝓂𝒶𝓃𝑒𝒾𝓇𝒶𝓈 ”
Citação:
Cali tem boas maneiras, quer seja diante de uma mesa ou em público, pelo menos algo que nunca lhe trouxe problemas dentro da Casa das Treze, e como o contrário poderia lhe trazer mais punições a garota vai definitivamente zombar de alguém que não saiba como se portar, ainda que se for para irritar alguém ela possa fingir ter esquecido essas por ai




“ 𝓈𝑒𝓍𝓊𝒶𝓁𝒾𝒹𝒶𝒹𝑒 ”
Citação:
Uma curiosidade interessante é que Calíope é bissexual, sentindo atração por ambos gêneros binários, tanto mulheres quanto homens. Ela nunca teve tempo de lidar com tal, então nunca ficou realmente chocada ou preocupada com essa atração, apenas “guardou” essa preocupação para o momento em que realmente pudesse lidar com tal




“ 𝓃𝒶𝒹𝒶𝓇 ”
Citação:
Calíope é incapaz de nadar, nunca tendo aprendido e apesar de ter vontade de aprender, ela nunca teve a chance para tal.




“ 𝒸𝑜𝓂𝓅𝓁𝑒𝓍𝑜 𝒹𝑒 𝑒𝓁𝑒𝒸𝓉𝓇𝒶 ”
Citação:
Na teoria clássica da psicanálise, o complexo de Édipo ocorre durante o estágio fálico do desenvolvimento psicossexual (a idade de 3 até 6 anos), quando ocorre também a formação da libido e do ego; no entanto, pode se manifestar em idade mais precoce.
O infantilismo psicossexual: os pais tornam-se objetos de energia libidinal infantil. A menina dirige sua libido (desejo sexual) para seu pai, e direciona o ciúme e a rivalidade emocional contra sua mãe, já que é este que dorme com seu pai. Logo Cali sente quase um “
amor platônico” em relação em seu pai, sem qualquer interesse sexual, mas quase uma admiração, sendo que no caso dela, é quase uma obsessão, um apego extremo que a leva a ser ciumenta com qualquer coisa que diga respeito a seu pai e qualquer um que possa se envolver em seu relacionamento




“ C𝒸𝒾𝒹𝒶𝒹𝑒 𝒹𝑒 𝑀𝑜𝓇𝑔𝑒𝓃𝓈𝓉𝑒𝓇𝓃 ”

Citação:
A cidade onde Cali nasceu, nomeada de Morgenstern que deriva do alemão, “Estrela da Manhã”, sendo um dos “nomes” de Lúcifer. A cidade habitada principalmente de demônios se encontra no litoral, extremamente perto do mar, escondida atrás de uma enorme floresta. Morgenstern é uma cidade consideravelmente grande se comparada a outras na Dimensão ao Contrário, e por ser o berço dos seres demoníacos costuma ser tão movimentada quanto habitada, estando em constante movimento dado principalmente pelo enorme comércio que é movido pela cidade, com vegetais diversos e uma diversidade impressionante de itens nunca vistos antes.
Por ser conhecido também como “berço dos demônios” não é comum ver qualquer outro ser habitando a cidade, apesar de não ser incomum as visitas temporárias, os humanos principalmente sendo comuns por serem tidos como servos dos lordes e condes que ali habitam. Morgenstern é principalmente reconhecida pela beleza durante a noite, em que as estrelas cintilam mais brilhante que em qualquer outro lugar e a lua é capaz de iluminar tudo, refletindo sobre o mar.
A mansão Vasques (segunda imagem) estava centrada perto de um lago, um pouco afastada do movimento da cidade, sendo que fica na parte mais “calma” e silenciosa de Morgenstern, tendo uma enorme quantia de terra sobre o nome da família. A mansão não é a única na cidade, mas recebe facilmente destaque pela grandiosidade e o estilo moderno no qual foi inspirado pelas casas humanas.




“ 𝓈𝒶𝓊́𝒹𝑒 ”
Citação:
Ainda que tenha uma personalidade dura, a saúde da garota nem se compara, esta sendo consideravelmente frágil, sendo que Cali pega resfriados com facilidade e tem diversas alergias como: a amendoim e nozes, polén, frutos do mar, soja e ovo, sendo que apenas as primeiras indicadas (amendoim e nozes) são mais severas, podendo resultar em choque anafilático se ingerido; sua alergia ao polén somente a fazendo espirrar e os demais citados, geralmente apenas deixando sua pele irritada, com manchas vermelhas e com coceira ou ardência.


“ 𝒸𝓊𝓁𝓉𝑜 𝓇𝑒𝓁𝒾𝑔𝒾𝑜𝓈𝑜 ”
Citação:
Cali viveu toda a sua vida (até chegar a Casa) estando envolvida com o culto religioso que seu pai seguia e colaborava, que recebe o nome de “Servidores de Lúcifer”. Tal religião é a predominante na cidade de Morgenstern, sendo que a cidade costuma praticamente parar durante seus cultos e cerimônias, recebendo diversos visitantes que estão ali para se conectar com o “Criador Supremo”, ou lhe servir. As promessas de que os que dedicarem sua vida para servir Lúcifer serão recompensados atraindo desde os mais religiosos até os mais ingênuos, que aceitam quaisquer trabalhos que lhe são atribuídos para como dizem: “causar a alegria de seu Criador”. Não sendo incomum que os servidores de Lúcifer se relacionem entre si, sexualmente, sem quaisquer laços, podendo tomar diversas esposas, mas sendo “errado” se prender a apenas um laço, sendo que seus mandamentos os dizem para compartir com seus irmãos, seja de seu pão ou de sua mulher (ou homem). Suas cerimônias sendo principalmente focada em danças e oferendas, das mais diversas, com o objetivo de alegrar Lúcifer. Sendo que as pessoas das mais diversas idades estão ligados a religião, que costuma estar de braços abertos para receber órfãos, meretrizes, pessoas sem teto e todos os demais.
Ainda que, atualmente, tal religião seja fortemente manipulado pelos seres de grande poder na cidade de Morgenstern, como o próprio Conde de Macbeth, que utiliza uma mascara de nobre religioso, utilizando a mente fraca de seus seguidores para lhes arrancar dinheiro, sexo e tudo mais em que estiverem interessados, desde crianças, até idosos.


“ 𝒮𝒾𝓃𝓎 ”
Citação:
Siny foi o falcão que Cali ganhou de seu pai para domesticar, o qual ganhou tal nome que deriva da palavra "azul" em russo, pela garota sempre pensar que o falcão estava mais feliz quando podia sair voando por ai. Ela ficou pouco menos de um ano com a ave sobre sua posse antes da morte do mesmo, sendo que apesar de já ter o odiado acabou se apegando bastante ao mesmo.


“ 𝒻𝓇𝒶𝓈𝑒𝓈 ”
Citação:
Frases que representam a personagem, a maioria das frases e falas sendo adaptações de livros como "Cidade das cinzas" e "Cidade de vidro".
► ❝ "Nem tudo é sobre você" — "Possivelmente", disse, "mas você tem que admitir que a maioria das coisas é."
►❝ Declarações de amor me divertem. Especialmente quando não correspondido
►❝ Os mansos podem herdar a terra, mas no momento ela pertence aos presunçosos. Como eu.
►❝ "Jesus" — "Eu duvido que ele se encaixasse aqui."
►❝ "Jesus!" — "Na verdade, sou apenas eu", disse. "Embora me tenham dito que a semelhança é surpreendente."
►❝ Eu estou sempre tão feliz por não ter ideia do que você está tagarelando vagamente", disse. “Isso me enche de uma sensação de paz e bem-estar.


𝓅𝑜𝓇 𝒻𝒶𝓋𝑜𝓇
Citação:
Cali odeia a palavra citada a cima, nunca ouse falá-la se sua intenção não for irritá-la, se ouvir o primeiro aviso virá, na forma de um rude e quase zombador "Não ouse dizer essa palavra para mim", em seguida a garota pode ficar agressiva e quase gritar a ordem para a pessoa calar a boca e parar de dizê-la, o terceiro aviso não virá, apenas uma Calíope explosiva que irá a todo custo tentar doentemente machucar a pessoa a todo custo.
"— Quem disse essa palavra que te fez tanto odiá-la?"
"— Eu fiz"

Esse é praticamente o motivo do ódio sobre essa palavra, Cali implorou implacavelmente para sua mãe se levantar quando esta morreu, implorou cegamente para seu pai impedir que aqueles homens a tocassem e implorou perdidamente para que seu pai não a deixasse como fez sua mãe. Tudo que lhe resta são motivos para odiar a palavra "por favor"





Citação:
𝓘 believe I ᥲm in 𝖍𝖊𝖑𝖑,
𝕊𝕠 I 𝒶m in 𝔥𝔦𝔪



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Noiva com quem se dá melhor
Noiva do Kanato






P A R
ℛ𝑒𝒾𝒿𝒾 𝒮𝒶𝓀𝒶𝓂𝒶𝓀𝒾
Citação:
The boy ᥒᥱvᥱr cried 𝒶𝑔𝒶𝒾𝓃, and he 𝓃𝑒𝓋𝑒𝓇 𝒻𝑜𝓇𝑔𝑜𝓉 what he ᥣᥱᥲrᥒᥱd:
to 𝑙𝑜𝑣𝑒 is to 𝖉𝖊𝖘𝖙𝖗𝖔y and
to вε loved is to be 𝒹𝑒𝓈𝓉𝓇𝑜𝓎𝑒𝒹.









Citação:
Who hᥲs ᥒot ask𝑒𝑑 himself 𝒶𝓉 some ᴛime or 𝚘𝚝𝚑𝚎𝚛:
am I a 𝖒𝖔𝖓𝖘𝖙𝖊𝖗 or 𝔦𝔰 this w𝘩𝑎t it me𝒶𝓃s to be a 𝕡𝕖𝕣𝕤𝕠𝕟?



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ᴀs ʀᴇʟᴀçõᴇs ᴅᴏ sᴀᴄʀɪғíᴄɪᴏ


Seu Par

Reiji Sakamaki

Citação:
But I 𝕥𝕙𝕠𝕦𝕘𝕙𝕥 of you, I saw ყoᥙ clearly, as if you were 𝒾𝓃 𝒻𝓇𝑜𝓃𝓉 of me, watching me, and I knew that I 𝚠𝚊𝚗𝚝𝚎𝚍 to li𝒗e, more than I hᥲd 𝑒𝑣𝑒𝑟 wanted 𝖆𝖓𝖞𝖙𝖍𝖎𝖓𝖌, even to see 𝓎𝑜𝓊𝓇 𝒻𝒶𝒸𝑒 𝒶𝑔𝒶𝒾𝓃.


Cali não reconhece a autoridade de Reiji, isso para inicio já os faz não se dar bem. Além disso, a garota se sente na liberdade de não só desafiar a autoridade que Reiji acha ter sobre ela, como também a falar tudo que pensa, quer seja sobre cada uma das decisões deste, até sua personalidade entediante e totalmente previsível — oque ela continua repetindo “você é tão previsível que quase me surpreende”.

❃ Logo, seu relacionamento é focado principal em uma disputa de poder e controle, ambos sendo controladores e Cali odiando ver este escapar por entre suas mãos, ainda que em algumas situações o deixe passar para outra pessoa e apenas dê de ombros e sorria, quase como se esperasse que a pessoa se arrependa de querer estar no controle da situação. Ela faz muito isso com Reiji, o provoca em uma tentativa de ver sua arrogância tombar e tremer, apenas em sua necessidade de ver o quão longe a necessidade de controle do vampiro vai. Mesmo que Cali da mesma forma, goste de se manter no controle, ela não tem problemas em deixa-lo escorrer por entre seus dedos e observar outras pessoas tendo problemas para manter tal sobre ela.

❃ Reiji continua repetindo que Cali é uma pirralha insolente, sempre recebendo um sorriso em troca — que só contribui para seu desgosto em relação a ela. Mas Calíope é perigosa e Reiji pode demorar a notar isso, a forma como ela lê os movimentos dele e interpreta as emoções ocultas por trás de suas palavras vai demorar a ser notada, e quando isso acontecer ela vai rir e comentar sobre o quão fácil de se ler Reiji é. Ela não tem medo de provocá-lo, querer desmerecer cada uma de suas ações e a autoridade que ela acredita que ele não tenha sobre si, sendo que despertar a raiva de Reiji parece ser seu passatempo, não com brincadeirinhas ou provocações leves, mas apenas com palavras que soam ameaçadoras e que ela sabe que vai atingir algum ponto — caso contrário, ela se permite ficar calada e apenas sorrir, sem pronunciar uma palavra sequer. O vampiro tenta a todo custo mantê-la sobre rédeas curtas, demonstrando o quão ameaçador ele pode ser, mas não costuma dar muita atenção as palavras de Cali, sendo que a garota é quase como um mosquito, zunindo ao redor em uma tentativa de manipulá-lo apenas para sua própria diversão.

❃ Calíope gosta de explorar as reações de Reiji, indo desde demonstrar que ele não pode exercer algum controle sobre ela, até mesmo querendo despertar alguma reação grandiosa de sua parte, já que o considera previsível e entediante. Ela deixa claro que não confia nele e que não irá seguir nenhuma imposição sua, algo que ele compartilha. Cali não é uma bonequinha de pano, diferente das pessoas que Reiji está acostumado e tal coisa pode vir a transtorná-lo, a ideia de que não pode controlar qualquer passo de Cali e nem mesmo usá-la como bem entender, mas o contrário, que se ele der um passo errado, será o único que se verá sendo um simples peão no jogo dela.

❃ Cali se demonstra quase suicida em relação a Reiji, ela sabe que ele é perigoso e tem medo dele, algo dentro dela treme a cada ameaça ou atitude brusca, mas ela se recusa a demonstrar tal, então apenas o provoca em contra partida, já que as palavras são sua única arma. Reiji a ameça constantemente, mas Cali sempre parece desinteressada e nem um pouco com medo, sempre retrucando com tédio, apesar de realmente temer uma atitude violenta, quase não sentindo amor suficiente por sua vida ao se deixar sofrer com qualquer uma destas que for direcionada a ela, provavelmente rindo histericamente se algum ato violento realmente for direcionado a ela, com um provocador "acho que agora você me pegou" saindo de seus lábios, ou até algo mais desafiador "estou realmente começando a pensar que você tem um fetiche estranho no meu pescoço, e não use o fato de ser uma vampiro como desculpa" se chegasse a ter seu pescoço atacado, quer seja sendo sufocada ou com mordidas violentas.

— Você sabe que eu poderia te matar — ameaçou Reji, seus olhos quase fuzilando atraves de Cali quando um sorriso afiado puxou os lábios da garota, de algum forma, aquela simples atitude não crescendo sua raiva, oque aconteceria se a zombação viesse de qualquer outra pessoas, mas quase o fazendo querer suspirar e antecipar uma enxaqueca que sempre surgia após lidar com a boca grande da bruxa.

— E você sabe que não tenho medo de você.


❃ De acordo com a profundida que seu relacionamento toma Reiji descobre que Cali é muito mais do que demonstra, que toda sua forma de agir é reflexo de seus medos e as paredes protetivas que ela levantou ao seu redor é seu escudo contra o passado, que ela tema que algum dia volte e se torne seu presente. Tão observador quanto o vampiro pode ser aos poucos seu próprio lado defensivo acaba diminuindo e para de ver a garota como uma ameaça real ou uma simples pirralha birrenta. Ele nota seu medo de ser tocada e sua reação extrema quando ocorre, sua maneira de desviar a atenção para outras pessoas e sua necessidade de explorar os sentimentos e relações das pessoas.

— Aqui está um pouco de honestidade —, disse Cali. — Não gosto de você e não confio em você.

❃ Reiji aos poucos parece interessado no passado que Calíope guarda com sete chaves e em descobrir o lado que ninguém mais conhece. Sua aproximação é lenta e única, eles utilizando o jogo da verdade, em que cada um faz uma pergunta e o outro não pode mentir, apesar de que a maioria das resposta de Cali soam como uma mentira, mas ela nunca mente nesse jogo, apesar de dar meias-verdades e falar “praticamente a verdade”. Os toques vem logo em conjunto com o andamento de seu relacionamento, ainda que Cali diversas vezes apenas encare Reiji quando ele questiona se pode tocá-la em tal lugar e só responde se a pergunta for feita de novo, quase como se pensasse se ele realmente quis dizer aquilo e que ele realmente quer tocá-la. Reiji aos poucos entende a necessidade de Calíope de se manter no controle e apesar das discussões e ameaças entre os dois não diminuírem, eles são capazes de conversar e até convencer o outro a fazer coisas que ninguém mais consegue. Reiji praticamente nunca esquece dos limites de Cali e mesmo que conheça suas zona segura, dificilmente (além da primeira vez) irá tocá-la sem perguntar antecipadamente ”sim ou não?”, quando sua relação evolui eles passam apenas a indicar onde querem tocar ou que querem fazer dificilmente a incluindo na pergunta. Mas Cali também sente a necessidade de perguntar, com medo de se tornar como as pessoas de seu passado, assim ela sempre precisa do consentimento deste, e ela nunca aceita silêncio como um sim e recua imediatamente em um “não”.


— E você sabe que não tenho medo de você. — ela disse, a voz firme e o sorriso irritante no rosto, mas seu coração batia acelerado no peito, as mãos tremendo ao lado do corpo pelo toque repentino. Cali respirou fundo, e contou até dez, lutando para os rostos escuros voltarem para o fundo de sua mente, antes de afastar a mão de seu pescoço com um tapa firme, sua própria mão indo de encontro ao local, sentindo a própria pulsação acelerada sobre seus dedos. Seu sorriso não vacilou, mas Cali sentia seu próprio corpo prestes a desmoronar.

Reiji poderia não ter notado o pequeno encolher no corpo da garota e não saber oque o toque repentino fazia com sua mente conturbada, mas nos dias seguintes o óbvio afastamento e o distanciamento seguro que ela mantinha entre seus corpos que só podia ser percebido se você fosse tão observador quanto o vampiro pareceu piscar uma luz vermelha de aviso em sua mente, indicando que algo estava errado. As provocações e língua afiada ainda estava lá, mas Cali evitava cuidadosamente permanecer sozinha com ele, se aproximar ou até mesmo trocar palavras, sempre lhe lançando um olhar entediado quando Reiji fazia qualquer tentativa de obter sua atenção.

— Uma pergunta por uma pergunta — ele anunciou quando viu a garota sentada no meio de um dos corredores, provavelmente atraída pelo barulho do constante movimento das pessoas passando a todo o momento.

O tédio que brilhava nos olhos avermelhados não foi suficiente para assustar o vampiro que apenas arqueou as sobrancelhas esperando uma resposta, quando um sorriso cruzou os lábios finos ele soube que ela havia concordado.

— Apenas a verdade? — Cali provocou, fechando o pequeno caderno que estava em suas mãos. Quando Reiji afirmou ela deu de ombros. — Tudo bem, vá em frente.

— Você não gosta de ser tocada — foi mais uma afirmação do que uma pergunta, mas ele esperou a resposta de qualquer forma, a qual não veio tão cedo, a garota apenas o encarando com uma zombaria que já era esperada.

— Isso não foi uma pergunta, pergunte que irei lhe responder.

Reiji quis revirar os olhos para ela.

— Você não gosta de ser tocada ou não confia em ninguém o suficiente para tocá-la?


❃ Naquele dia ele não obteve uma resposta, apenas o olhar firme de Calíope contra o seu, quase entediada com a pergunta, antes de se levantar e ir embora, mas para Reiji a resposta era óbvia e não precisava ser posta em palavras. Ele não é capaz de controlá-la e Cali gosta de lembrá-lo disso, não importa quão longe vá seu relacionamento, o vampiro não pode colocar uma coleira em seu pescoço e esperar que ela faça truques a cada vez que manda, ela não é alguém que se pode encoleirar e se Reiji tentar, ela vai lembrá-lo disso da pior forma possível. E por mais firme que esse relacionamento venha a se tornar, Cali não confia cem por cento no vampiro e definitivamente, não está disposta a deixar sua promessa para trás por causa dele, mesmo que uma correnteza pareça lutar contra ela, Cali aproveita todos os momentos como se fossem o último, já que sabe que seu dia irá chegar, no qual quer seja por escolha própria ou não, irá se afastar e ir em direção a sua estrada de espinhos, forçada a caminhar com uma lâmina nas costas, ou rodopiando sobre sua sanguinária e dolorosa, mas tão esperada liberdade. Eles podem vir a ser extremos juntos, mas quase como um vulcão prestes a entrar em erupção separados.

❃ Se relacionar com Calíope significa correr riscos e se tornar uma peça em um tabuleiro, a garota não é fácil de lidar, mas também tem uma grande lista de pessoas que com certeza vão querê-la de volta, quer seja com a cabeça sobre uma bandeja ou espetada em uma lança e talvez, mas só talvez, sua natureza suicida queira se jogar de cabeça em todos seus problemas, em todas as figuras obscuras e negras de seu passado e as que muito provavelmente surgiram em seu futuro. E ainda que soe estranho, poderíamos dizer que a garota é não só como Otelo, como também Iago em sua própria história, tanto a pessoa que se vê cega de amor, quanto a que sussurra mentiras e insinuações no ouvido desta, considerando o quão "cega" ela pode se ver em um relacionamento com Reiji, mas em seguida sua mente a desencorajando e a lembrando que aquilo é temporário, que ela tem um lugar para onde voltar e uma promessa para se cumprir, e mesmo que a última coisa que Reiji vá ser é uma vitima, ele se encontra como Desdêmona, um simples e inocente alvo. A comparação com o conto de Otelo só demonstra que a história de Reiji e Calíope não irá terminar como um conto de fadas, mas como uma tragédia, em que no fim Otelo cego de cíumes mata Desdêmona, se deixando levar pelas palavras de Iago e descobre que esta nunca o traiu, Otelo, desesperado ao saber que matara sua amada esposa injustamente, apunhalou-se, caindo sobre o corpo de sua mulher e morreu beijando a quem tanto amara. Um spoiler de como provavelmente a relação dos dois irá terminar, com sangue, lágrimas, mentiras e vidas tiradas injustamente.


Foi contra tudo o que Calíope sabia lidar, mas ela escolheu esse caminho. Ela escolheu Reiji.







Sakamaki Shuu
Citação:
I ρrᥱfᥱr the s𝑖lenc𝑒 the 𝖈𝖆𝖑𝖒, thᥱ loneline𝚜𝚜,
𝕥𝕙𝕖 noise irri𝑡𝑎tes m𝑒, the 𝚊𝚐𝚒𝚝𝚊𝚝𝚒𝚘𝚗 makes me 𝓈𝒾𝒸𝓀
and croᥕds leavε me lσѕт.

Cali pode até odiar os vampiros em geral e definitivamente estar fugindo das garras dos Sakamaki na primeira oportunidade, mas nenhum instinto natural seu lhe deixa de olhos bem abertos em relação a Shuu. O vampiro calmo e preguiçoso não parece se preocupar o suficiente com nada, oque deixa Cali extremamente a vontade, considerando que ele não se classifica como um “vampiro problema” em sua listinha mental. Eles nunca trocam quaisquer palavras, principalmente por nas primeiras tentativas Calíope ter sido totalmente ignorada em troca da música que Shuu tanto ama, após isso eles passam a ficar juntos em alguns locais, mas sem nunca falar qualquer coisa para quebrar o silêncio, Cali geralmente escrevendo enquanto Shuu escuta sua música, o único barulho capaz de mantê-la calma o suficiente para ficar em um lugar praticamente sem agitação. Ambos podem vir a se tornar quase amigos, mas praticamente sem se comunicar, Cali escrevendo seus poemas com Shuu ao redor, dormindo, enquanto o som do violino alto no cômodo e o suave barulho da caneta sobre o papel serão o único barulho presente.






Sakamaki Ayato
Citação:
𝒲𝒽𝑜𝑒𝓋𝑒𝓇 knows the ѕтσrm is tired 𝖔𝖋 the lu𝑙𝑙.

Cali acha Ayato simplesmente irritante, mas eles são praticamente iguais em diversos pontos, logo, ela automaticamente também é considerada irritante pelo vampiro. Eles vivem trocando farpas, um parece começar a trabalhar especialmente para descobrir como envergonhar e provocar os outros, sendo que sua convivência no mesmo lugar diversas vezes sai do controle, por Ayato não ser a pessoa mais calma do mundo, vindo a ficar irritado quando Cali toca em um ponto sensível (se é que existe um). Depois que Ayato aprende como irritar e envergonhar Calíope, ele continua a fazê-lo, como observações de seu personalidade e falar coisas com duplo sentido (ou conotação sexual), oque a deixa imediatamente vermelha, ainda que logo por ambos serem extremamente arrogantes, acabam em diversas disputas internas e até mentais sobre fazer algo melhor que o outro, até mesmo para reafirmar seu ponto de que é melhor naquilo.






Sakamaki Kanato
Citação:
I ᥴᥲᥒ bᥱ. The 𝓇𝒶𝓏𝑜𝓇 of Betr𝑎y𝑎l
𝕿𝖍𝖊 s𝑡ile𝑡𝑡o of 𝕤𝕒𝕕𝕚𝕤𝕞. Or α knιfe in the нεαят

O pequeno vampiro psicótico e mentalmente instável, é assim que Cali se refere a Kanato.
Kanato parece possuir uma longa lista de problemas mentais, algo que é observado por Cali após vê-lo interagir com as demais escolhidas e os irmãos, considerando que ela quase imediatamente lê seus movimentos e prefere olhar de longe antes de tirar suas conclusões. Cali também pode ser extremamente birrenta e mimada, e talvez até por possuir conhecimento disso ela parece se irritar facilmente com o garoto, Cali odeia que levantem a voz para ela, então logo na primeira vez que Kanato ousa gritar com ela e começar seus pequeno showzinho de birra, ela parece seguir atrás para zombar sobre sua forma de lidar com a situação, apesar de que provavelmente vá estar ruborizada (de raiva) e por mais que possa se assustar de primeira, a raiva substituirá isso. Cali se deixa livremente provocar o anão psicótico e assim que descobro oque o irrita, como conversar com seu ursinho intimamente começa a usar isso como uma arma, ainda que sempre dê de ombros e fale que esqueceu que ele não gosta/se irrita/dá um ataque de pelanca a cada vez que alguém faz tal coisa.
Kanato é provavelmente o único Sakamaki que Calíope não faz questão de se adaptar a personalidade e gosta de fingir que não existe. Além de que quando ambos estão fora de seus gritos estridentes lançados um para o outro, eles podem se encontrar em seu lado infantil, podendo até a vir a brincar juntos, principalmente por Cali nunca ter aproveitado sua infância como uma criança normal, assim tendo mais coisas em comum com Kanato do que pode imaginar, mas a simples ideia disso a causando ânsia.







Sakamaki Laito
Citação:
Evᥱrყthιᥒg in t𝒽e world is ab𝖔𝖚𝖙 sex, except 𝔰𝔢𝔵.
Sex is about 𝓅𝑜𝓌𝑒𝓇

Calíope gosta de provocar Laito, não de forma a atrair sua atenção ou qualquer coisa do tipo, mas realmente em uma tentativa de fazê-lo se sentir baixo. Para alguém que sempre sofreu na mão dos outros seres em geral, não se deve esperar qualquer coisa de Cali que se iguale a amizade, principalmente em relação a este. Laito só a lembra de tudo que ela passou, ainda que Cali ainda não veja qualquer maldade real em tudo que passou durante os cultos religiosos, algo dentro dela não se faz de inocente e ignora as palavras de “isso não era oque você está pensando” e que tenta a todo custo ver um outro lado nos toques e palavras maliciosas, a parte de si que se faz ciente de tudo aquilo só consegue ter nojo da atitude ludibriosa que Laito emana, ainda mais por ele não só ser extremamente luxurioso, mas pela forma que em seguida trata todos aqueles com os quais se deitou, quase com nojo.
Ela o odeia, ainda que seja uma palavra dura e forte, Cali tenta de tudo para desprezá-lo, ela o provoca com suas palavras afiadas e está sempre rindo — sem qualquer graça real — de suas atitudes, o condenando por cada uma de suas palavras com duplo sentido.







Sakamaki Subaru
Citação:
Anger 𝒾𝓈 a 𝓅𝑜𝒾𝓈𝑜𝓃
ᥕᥱ dr𝑖nk wait𝑖𝑛𝑔 for others тσ 𝖉𝖎𝖊.

Ainda que Subaru possa vir a se irritar com facilidade e querer resolver as coisas com violência, ele é provavelmente um dos mais estáveis dentro os irmãos, considerando seu lado silencioso e até mesmo solitário. Ele não dá qualquer importância para oque acontece ao seu redor, mas seus gritos raivosos realmente fazem algo para Cali, que definitivamente sempre é pega de surpresa e acaba se assustando, apesar de não admitir, definitivamente dando um salto. Cali tem definitivamente algo contra gritos então ao mesmo tempo que se assusta quando escuta as explosões de raiva de Subaru, ela também é movida pela própria raiva se tais gritos ou raiva for direcionado para ela, apesar de que suas mãos provavelmente vão estar tremendo.







ᵃᵘᵗᵒʳᵃ ᵛᵃᵐᵒ ᵖᵃʳᵃʳ ᵈᵉ ᵗʳᵒᶜᵃʳ ᵈᵉ ᵖʰᵒᵗᵒᵖˡᵃʸᵉʳ ᵛᵃᵐᵒˀ
Clarissya Griss
Citação:
𝕊𝕠𝕞𝕖𝕥𝕚𝕞𝕖𝕤 people j𝑢𝑠t want to be ha𝑝𝑝𝑦,
ενεи if it'𝓈 in an 𝓊𝓃𝓇𝑒𝒶𝓁𝒾𝓈𝓉𝒾𝒸 w𝖆y.

Tudo aponta que as duas deveriam praticamente se odiar, principalmente dado a má personalidade de Cali, mas assim que esta chegou a casa, em pânico, gritando e se debatendo, Clara foi a única a se aproximar – com todo o cuidado do mundo para não serem notadas – e lhe aconselhou a se acalmar, se não quisesse que as coisas piorassem ainda mais, Cali apreciou o conselho, mas claramente não o seguiu, oque lhe rendeu sua primeira punição, na sua primeira noite na Casa.
Após isso, Clara com sua personalidade idiota – como a própria Calíope ama destacar – continuou de todas as formas tentando ter contato com ela, das formas mais discretas e simples, quer fosse conseguindo lhe passar uma fruta quando Cali claramente ficaria noites sem ser alimentada, ou simplesmente com suas palavras tolas que tudo ficaria melhor. Como Cali odiava o otimismo da garota, apesar de que com o tempo notou: Clara não era assim tão otimista quando se tratava de si mesma.
Cali se sente na necessidade de ser a pessoa chata vai tentar colocar Clara para cima da sua própria forma, com suas palavras diretas e até uma pitada de sarcasmo. Ambas acabam se completando de uma forma estranha, acredite, ninguém nunca iria supor que a suposta mais bem comportada bruxa e a mais espinhosa da Casa das Treze poderiam se dar bem em qualquer dimensão possível, mas elas acabam se encontrando dentro de seus defeitos e sua imensa solidão. Sendo que ambas com o tempo começaram um ritual de quando estiverem em qualquer situação ruim, um “jogo do silêncio”, em que cada uma escolher uma palavra ou uma serie de palavras (como estrela, sussurro, vidro) que resuma tal sentimento ou que as ajude a se acalmar e apenas oferecer isso no silêncio, em uma promessa de confiança silenciosa, ambas sabendo que só precisam disso para tirar um enorme peso das costas, sem nenhuma palavra a mais.
Ainda que valha lembrar, mas Cali demorou a confiar em Clara, desconfiou de suas intenções, mas no fim encontrou o lado oculto da garota, e percebeu que eram parecidas, ainda que ela dificilmente vá demonstrar tal lado com qualquer outra pessoa.










Desconhecidos
Para começar, Cali não gosta de desconhecidos, ela vai muito provavelmente ser antipática ou simplesmente silenciosa se algum desconhecido tentar agir de forma próxima ou puxar assunto com ela. Simplesmente desconfiada pode não só evitar trocar quaisquer palavras com esta pessoa quanto não confiar e acreditar em qualquer uma de suas palavras ou atitudes. Se o desconhecido em questão a pressionar o suficiente ou conseguir de alguma forma atrair sua atenção Cali voltará a ser a garota boca grande que é, o provocando para conseguir qualquer reação.





Amigos
É improvável que Cali mude sua personalidade até mesmo quando se trata de um "amigo", estes muito provavelmente vão estar acostumados e saber lidar com sua língua afiada e provocações, o considerado gênio ruim dela não vai mudar, mas ela vai consideravelmente não tocar em seus pontos fracos para provocar alguma reação ou tentar manipulá-los a sua maneira, ainda que, Cali possa sim, vir a querer dar um empurrão em algumas de suas palavras e atitudes se considerar que isso é o melhor para eles. Não espere honestidade, Cali nunca teve amigos e provavelmente não vai entender muitas coisas, logo não sente que é errado lhes dar alguns "empurrões" e mentir, sendo que essas mentiras são sobre sua vida e seu passado, até mesmo ocultações que ela faz sem remorsos. Mesmo que seja consideravelmente irritante e boca grande ela pode ser considerada uma boa amiga, levando em conta que Cali não julga atitudes alheias e é bastante sincera — ainda que para ela não tenha problema mentir se o assunto em questão só lhe dizer respeito.





Outras bruxas
Cali muito provavelmente não terá qualquer interesse particular em relação a nenhuma delas, ela não sente a necessidade de interagir ou se fingir de interessada a qualquer criação de relacionamento ou aproximação que as demais bruxas provavelmente criarão entre si. Se for puxada para uma conversa Cali desde o inicio não tenta conter suas palavras, ela não se esforça suficientemente para qualquer uma delas gostar dela ou para começar qualquer amizade, Cali vai iniciar com suas provocações e respostas afiadas na ponta da língua, mal pensando em suas palavras e não contendo seu sarcasmo se achar necessário, definitivamente não se importando com quaisquer boas primeiras impressões ou se após uma demonstração de seu gênio as bruxas irão se manter afastadas.





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ᴘᴇʀɢᴜɴᴛᴀs


Se ]sua personagem for escolhida, entende que ela me pertence, embora todos os direitos de sua criação sejam devidamente atribuídos a si?
Sim


Se sua personagem for selecionada, tenho a permissão de mudar pequenas coisas nelas, com claro aviso prévio a si?
Total permissão


Se sua personagem for escolhida, concorda em ela passar por cenas eróticas explicitas, terror controlado e suspense?
Sim, sim


É BV ou BVL?
Cali é apenas BVL, tendo perdido seu BV com uma garota dentro da casa das treze, em um gesto inocente e curioso, mas que rendeu uma punição para ambas quando foram flagradas pela Grande Avó. Cali se lembra de ambas estarem o mínimo possível escondidas naquele dia, rindo como duas crianças inocentes que estavam prestes a aprontar, quando Cali deu a ideia de tentarem se beijar, afirmando que quando seu pai beijava sua madrasta ele parecia se sentir bem; o nojo foi quase instantâneo quando ambas as bocas se tocaram, salivas trocadas que tirarem um alto “eehh!” de ambas as garotas quando se afastaram, limpando os lábios e chegando ao consenso de que não deveriam fazer isso de novo, porque era nojento.





ʀᴇᴀçõᴇs


Quando o seu papelzinho soltar uma das cores que não é preto, indicando que ela é uma das “condenadas”?
CA cor amarelo sempre significou tudo que a parte ingênua de Cali torcia para refletir aquela noite, luz, calor, descontração, otimismo e alegria. Ainda que uma parte da garota soubesse que nada de bom quanto aquela cor iria ocorrer. O azul, sua segunda escolha de vestido, a cor transmitia tranquilidade, liberdade, serenidade e harmônia. Liberdade, Cali realmente desejava ser uma das libertas na lua de sangue, desejava poder ser solta de sua gaiola e sair voando pelo céu.
Ambas cores eram positivas, por mais realista que ela pudesse ser, a negatividade estava distante naquela noite, presenta apenas na vozinha em sua cabeça que insistia “você sabe que será condenada” e talvez ela soubesse. Cali quase fechou os olhos enquanto esperava a cor do papel se revelar, querendo se negar a ver seu destino. O azul (ou amarelo) vagou diante de seus olhos, a cor quase zombando dela enquanto consumia o papel. Liberdade você quis dizer?
Cali apertou o papel entre os dedos, rindo alto como se tivesse lido a piada mais engraçada do mundo inteiro, mas não havia graça, não havia, ela não deveria estar rindo. Só poderiam estar brincando com ela, manipulação da sorte você disse? A sorte de quem?



Ao ver seu par pela primeira vez?
Cali não acredita em amor a primeira vez, nem se quer deixa ser levada por aparências, que para ela é apenas uma mascará que oculta tudo que se é importante, logo ela costuma deixar seus julgamentos apenas para quando as pessoas abrem a boca. Isso, não a impede de analisar Reiji, sem se quer tentar ser discreta, apenas lendo seus movimentos, até que este comece a falar e ela imediatamente o classifique como mais um que é melhor quando calado. Apesar disso, Cali rapidamente toma uma personalidade que não lhe pertence para se aproximar dele, reconhecendo sua autoridade, não sendo tão obvia e até mesmo cometendo erros de propósito para não atrair tanta desconfiança, em uma tentativa não só de descobrir os pontos fracos de Reiji e dos irmãos, até obter sua confiança para lhe esfaquear pelas costas.


Ao se deparar com sua nova vida?
Cali é difícil de se convencer, ela pode fingir ter aceitado essa nova vida com a qual tentará lidar e com certeza, vai tentar tirar aproveito de tal, mas nada mais sairá de sua mente do que fugir, ainda que provavelmente vá esconder esse fato, temendo por sua vida, como ela própria diz, “eu sou idiota, não suicida”. Caliope já quebrou a promessa que fez a sua mãe uma vez e não está disposta a fazê-lo de novo, tudo que ela quer fazer é correr, para qualquer lugar, para longe, em algum lugar distante, mas ela não pode quebrar essa promessa, não de novo.


Ao ser mordida pela primeira vez?

A primeira vez que for mordida será por vontade própria. Cali vai estar fora de si, quebrada, sentindo suas próprias pernas sem forças para aguentar o resto do corpo, os olhos quase sem foco enquanto as palavras continuarão se repetindo em sua cabeça, diversas vezes,Me perdoe. Me perdoe. Me perdoe, mamãei”. Ela provavelmente vai estar se culpando imensamente por algum motivo, que muito provavelmente nem será culpa sua, mas nenhuma palavra que vá contra seus pensamentos fará sentido nesse momento, Cali correrá em busca de uma punição, da dor que sempre esteve lá para ela, ou do frio da humilhação. Ela precisará ser machucada, seja com ações ou com palavras e buscará isso somente em quem achar digno o suficiente para deixá-la mais suja do que já se considera, muito provavelmente em Reiji, por o achar indiferente em relação a si.
O vampiro quase sente algo balançar dentro de si ao se deparar com o estado frágil da bruxa, as lágrimas de sangue descendo pelo rosto pálido e o pequeno corpo tremendo incessantemente. Reiji quase não compreende as palavras gaguejadas que lhe são ditas, o pedido pela dor, a forma que a morena implora por isso de joelhos, se humilhando de uma forma que ele nunca a viu fazer antes, tudo parece errado naquela situação.
Cali mal forma palavras, mas simboliza da forma que forma possível. Reiji não a compreende, mas sabe que se não puder dar oque Cali precisa, ela procurará em outra pessoa, ou o fará por si mesma, ele pode quase sentir algo parecido com medo por quão longe ela poderia ir e de alguma forma chega a conclusão que é melhor ajudá-la. Ainda que de sua forma.
Cali queria qualquer coisa: chibatadas, palavrões, humilhação, qualquer coisa que a machucasse e Reiji a ajuda. A dor das presas em seu ombro não é tão profunda quanto ela está acostumada, mas a sensação do seu sangue sendo sugado é tão extasiante quanto, acalmando não só os pensamentos agitados de Calíope, quanto seu corpo, que começa a amolecer entre os braços de Reiji, até que o sono e a satisfação a atinja.

É improvável que Reiji vá se quer pensar em tocar Cali sem seu consentimento, isso se já tiver noção do medo da garota em relação ao toque, mas caso a primeira vez que ela seja mordida seja sem seu consentimento, é muito provável que em seguida ela estará extremamente afastada do vampiro, não tentará manter qualquer conversa com ele e não lhe oferecerá nem o mínimo dos toques, com medo de que ele volte a tomar algo que ela não permitiu.

Nesse caso, provavelmente o vampiro irá estar quase cego de raiva, de uma forma que Reiji difícil ou praticamente nunca é visto, levando em conta sua necessidade de controle, mas acredito que Cali não precisará de muito para despertar o ódio do vampiro, ainda mais se descobrir seu ponto fraco, uma simples palavra de Reiji que a atinja, será rapidamente respondida com a arma que ela tiver em mãos, ou no caso, na ponta da língua. Tudo acontecerá muito rápido, em um minuto Cali estará o provocando com seu sorriso ladino nos lábios, esperando uma resposta que determine sua vitória antes de ter suas costas forçadas contra uma parede e sua respiração contida pela mão firme ao redor de seu pescoço que nunca pareceu tão frágil quanto naquele momento, em que os olhos ocos e que pareciam olhar através dela transmitiam o desejo sanguinário que corria nas veias do vampiro.

O corpo de Cali treme, ela não pode evitar. E a hiperventilação é automaticamente, mas ela não quer dar o braço a torcer, mesmo que o medo se contorça na boca de seu estômago, Cali força os lábios para não deixar o sorriso escapar e obriga seus olhos a permanecer encarando Reiji e ignorar os flashes escuros e as vozes distantes que clamam por seu nome.

“oh, querida” a respiração começou a fugir de seus pulmões. “você é tão adorável”

As presas em seu ombro são como finas agulhas penetrando sua pele, Cali está acostumada com a dor, mas não pode evitar o gemido que escapa por entre seus lábios, inutilmente se debatendo entre os braços firmes que a mantinham parada. O gosto salgado atingiu sua boca assim como o sangue encheu a de Reiji.

O medo. A satisfação.

Vermelho no castanho. Castanho no vermelho

Os livros que estavam perfeitamente alinhados na estante do quarto do vampiro caem, Cali vê, mas o som não a atinge, o espelho na lateral desaba e se desfaz em pedaços e os trovões no céu parecem rugir com vida, o sangue se torna amargo na boca do vampiro e a garota desaba no chão, ou pelo menos preferia, querendo ter forças para se afastar das mãos que a seguraram.

Seu corpo quer recuar, sua mente grita em aviso e seus pulmões mal são capazes de controlar sua respiração, o ar parece sufocá-la, quase como veneno em suas veias. Reiji percebe tardiamente a dificuldade para respirar da garota e o peso firme da mão contra sua nuca seria última coisa que Cali iria desejar para conseguir se estabilizar, seu corpo ainda tremendo e querendo correr para longe, sua mente gritando “não!” e em seguida implorando, chorosa e em silêncio não me toque!”, se forçando a não dizer as palavras que tanto odeia, o por favor sendo difícil de ser apagado de seus lábios.

— Calíope, você precisa respirar — Foi quase um pedido, e se Cali estivesse consciente o suficiente iria zombar: “cuidado, você está deixando a preocupação transparecer”. — Respire — soou como uma ordem e Cali queria xingá-lo por pensar que poderia mandar nela, mas o ar a atingiu bruscamente, invadindo seus pulmões como um tapa a fazendo tossir.

Então ela riu, histericamente e com tossidas fracas atrapalhando, soando tão medonha quanto ela imaginava, mas não sendo capaz de ser interrompida. Cali riu, sem achar qualquer graça real, por ter deixado sua guarda abaixar o suficiente para deixar o vampiro se aproximar dela, por ter o deixado quase matá-la. Ela era uma tola e no fim seria o motivo de sua própria morte, como sua mãe sempre insistirá.

O leve acariciar em seu cabelo seria o máximo de desculpa que ela iria receber e ainda que uma parte dela se acalmasse com o toque delicado, seu corpo se retraiu assim que sentiu firmeza suficiente, se afastando com força, os suficiente para bater novamente na parede atrás de si, mas também para se afastar das mãos perigosas a sua frente.

— Não — ela anunciou, a voz arranhando sua garganta enquanto era forçada para fora, seus olhos encarando as mãos de Reiji que pareciam prestes a se aproximar novamente.
— Não me toque.


Ao ser ignorada?
Cali não lida bem com ser ignorada ou rejeitada, mas se não considerar a pessoa importante ou com qualquer autoridade sobre si, ela mal reconhecerá tal atitude, a menos que alguém aponte e ela simplesmente dará de ombros para isso. Mas se Cali já tiver criado um certo afeto por essa pessoa, ela irá agir como uma criança, não percebendo sua culpa para receber tal punição e por isso, indo atrás da pessoa para solicitar uma resposta (provavelmente com uma voz baixa e quebrada, sem qualquer contato visual), querendo, precisando saber oque deve fazer para a pessoa parar de ignorá-la, muito provavelmente, Cali perguntará até que ponto sua punição vai durar.


Ao perceber que se apaixonou pelo par?
Cali nunca vai notar isso de primeira, provavelmente só irá parar para considerar ter se apaixonado se alguém apontar alguma mudança em seu comportamento. Ela não acredita que sentimentos como o amor sejam bons, mas que são capazes de destruir as pessoas, Cali já ouviu histórias humanas sobre pessoas que morreram por amor, ela não quer ser tão vulnerável assim, além de acreditar que algumas pessoas (como ela) simplesmente não são permitidas de amar ou ser amadas. Com tal “negação” Cali vai interpretar seus sentimentos de outra forma, provavelmente como um sentimento ruim que vai acabar a matando e que por isso, precisa acabar.


ᴀʟɢᴏ ᴀ ᴍᴀɪs?
[ Fatos e curiosidade sobre a história de Calíope Vasques:
O culto religioso que acoberta uma rede de pedofilia foi levemente inspirado em uma seita satânica de pedofilia, esta seita era inspirada pelos escritos de Aleister Crowley, sendo um grupo inglês que misturou libertinagem com satanismo.
Escreveu + sobre a seita
A cidade de Kidwelly, no País de Gales, abrigou por mais de uma década um sistemático esquema de abuso infantil. Sob o comando de Colin Batley, o líder da seita satânica do sexo, inúmeras crianças serviram ao longo de 12 anos como “brinquedos sexuais” para Batley e seus excêntricos seguidores. As atividades do grupo eram inspiradas nas ideias do ocultista Aleister Crowley e no Livro da Lei, principal obra de referência dos seguidores da Thelema, a sociedade criada por Crowley. Nas cerimônias do grupo as pessoas usavam capuz, ornamentos com cruz invertida e entoavam cânticos diante de um altar. As atividades não incomodavam os vizinhos, pois parte deles estava envolvida no esquema. Os filhos de integrantes dessa seita, isolados de outras crianças, tiveram que obedecer as ordens de Batley e foram obrigados a participar de cerimônias de sexo grupal. O livro The Devil on the Doorstep – My Escape from a Satanic Sex Cult tendo sido escrito por uma das vitimas do culto, que só foi descoberta em 2011

Mesmo que durante o ponto de vista de Nêmesis na história, Calíope tenha sido chamada por diversos apelidos e até por seu próprio nome, isso foi usado apenas para causar uma varição, considerando que Nêmesis praticamente nunca chamou a garota pelo nome, usando ou o segundo nome (Zoe), ou o apelido "estrelinha" e variado deste (estrela).
Caso reste alguma dúvida: O tio de Cali, Beliat Kaur, sempre esteve ciente da relação familiar que possuía com a garota e sua mãe, mas apenas o Conde tem conhecimento deste, nem Nêmesis, nem Cali sabendo disso.
Nêmesis foi vendida ainda pequena pelos pais logo que a família passou a sofrer dificuldades, o casal humano que a criava até aquele momento tinha diversos filhos (nenhum sendo legitimo) e tentou vender os outros antes de notar que bruxas eram mais procuradas para a compra, assim a mulher foi vendida. Seu irmão, Beliat, não legitimo, foi adotado pouco depois disso, quando o casal humano morreu por consequência de doenças. (mais informações na história e relação)
A forma de Calíope agir é muito parecida com a de Beliat, sendo que poderíamos dizer que ela é a versão feminina deste ou ao contrário, ambos podendo ser considerados como "não tendo amor a própria vida".
A partida inicial da vida de Nêmesis, desde onde passa a ser contada sua história, foi levemente influenciada por tragédias como Hamlet e Antônio e Cleópatra, enquanto a de Calíope teve influências de Otelo, Coriolano e Lear que pertence á Historia Regum Britanniae, todas as quais são tragêdias, logo, podem explicar a presença de tantas mortes, traições e mentiras que cercam a história de vida desses personagens.
— O titulo da familia vasques, Macbeth, foi inspirado na tragêdia de mesmo nome em que Macbeth enganado por bruxas passa a desejar ser rei, durante seu caminho matando diversas pessoas, juntamente como sua própria esposa Lady Macbeth, que ajuda o marido a matar todos que pareçam uma ameaça, antes dessa se suicidar pela enorme culpa que passa a corrompê-la. Macbeth no fim é morto, assim como uma das profecias que as bruxas haviam lhe dito. Tanto o Conde Ibén, quanto Nêmesis chegam a se parecer com Macbeth e sua esposa.


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Citação:
ATENÇÃO!
Tudo nessa ficha é de minha total autoria, desde todas as informações sobre a personagem original Calíope, até as edições presentes (com exceção apenas das dos Sakamaki), e a combinação dos codes. As imagens foram retiradas do Pinterest e do Tumblr, editadas por mim para meu uso pessoal. NÃO retire ou copie nada sem minha autorização.
P.S A maioria das citações no inicio de cada ato da história sendo adaptações das frases do livro All for the game (super recomendo)
Lembre-se, plagio é crime

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[27/02/2019] The not-so-sweet detective

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