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Laisve

Nome: Mestre Ancião Cor de Rosa
Localização: Cinco Picos Antigos
Cadastro:
Dolorido.


ISTP

Caixa de Comentários IV

Postado

Caixa de Comentários IV

Olá, como vai? Desejo muito que bem.

Esta é a quarta edição da Caixa de Comentários, um jornalzinho trimestral de reflexões e considerações pessoais a respeito da interação nesta plataforma.

Caso te interesse você pode encontrar as outras edições aqui:
I , II , III


Pensei que não teria mais nada para destrinchar, entretanto, me surgiram algumas questões.

Eu já afirmei que considero educado responder os comentários que chegam em minhas histórias e postagens e isso parece ter provocado um efeito rebote um tanto peculiar.

Eu me refiro às pessoas que escrevem cobrando leitura e comentários, mas claro, isso disfarçado de sugestão.

Chato, né?

Certamente algumas pessoas discordam e estão cobertas de razão. Cada um tem direito de pensar e agir de acordo com seus posicionamentos, desde que estes não sejam ofensivos ou preconceituosos ferindo a liberdade do outro.

Aqui, no caso, é algo que eu apenas considero, a princípio, desagradável.

Eu acho engraçado quando as pessoas usam a Linha do Tempo para “pedir” algo basicamente te obrigando a isso. E claro, tem também as Mensagens Privadas invasivas de divulgação que ninguém solicitou. É cansativo e deselegante.

Eu não sei que tipo de engajamento acabam por conseguir com essa prática, algum retorno deve ter, contudo, para mim segue sendo algo de mau gosto. Especialmente se a pessoa não tem qualquer interação comigo. E/ou já enviou aquela mensagem anteriormente.

Ranço demais.

Tendo em vista que o tema já foi abordado com propriedade e paciência por outras pessoas, nem vou me ater a ele.

Acredito que o jornal é um espaço particular para o usuário divulgar suas ideias. Eu sempre considerei este um diferencial desta plataforma, todavia, até isso vez por outra me faz ter preguiça.

Eu fico me perguntando se escrever esse tipo de coisa tem efetivamente algum resultado. Honestamente, não chego a uma conclusão concreta. Mas sigo inclinada a pensar que… Não. Não vai mudar nada.

Assim como acontece com as indiretas, que acredito que atingem principalmente as pessoas a quem não se dirigiam, este tipo de texto às vezes me parece apenas mais preencher um campo de desabafo do que incitar a reflexão daqueles que sistematicamente têm comportamentos que poderiam se beneficiar de alguma desconstrução.

Ou seja, quem precisa melhorar, não vai melhorar.

Pois, não tem qualquer interesse neste sentido e vamos ser sinceros, em geral este tipo de gente se sente coberto de razão. Injustiçados ou visionários que conseguem ver um valor absurdo (em si mesmos) que os outros não tem “capacidade” ou “empatia” para perceber.

Quase o povo da Terra Plana, minha gente! Pois que caiam na borda do mundo.

Desabafo, porém, para mim já é motivo suficiente. E por vezes é nele que as pessoas se conectam, se identificam ou ao menos percebem que não estão isoladas em algum desconforto ou posicionamento. Neste sentido, pode ser que tenha alguma potência.

De qualquer forma, este é para mim um espaço de entretenimento e por vezes mesmo as situações mais ”desconfortáveis” podem gerar entretenimento.

Bom, eu sei que não é recomendável ou quem sabe o saudável, mas eu em geral me divirto.

Cada um dá o que têm e as atitudes de uma pessoa sempre dizem mais sobre ela mesma do que sobre qualquer outro indivíduo.
Desta forma, aquele que usa seu tempo para espalhar ódio, insatisfação distorcida e ironias vazias; fatalmente o faz por ser esvaziado igualmente de outros conteúdos. É o que conhece e o que possui. E o que compartilha.

Direcionar suas frustrações e questões mal resolvidas em terceiros, especialmente desconhecidos na internet é decididamente uma forma de se provar imaturo, mal intencionado e indigno de simpatia.

Algumas pessoas se irritam, outras se compadecem. Bom, eu de maneira geral tenho uma certa curiosidade mórbida, da qual não me orgulho, mas, que pode passar a impressão de empatia e fragilidade que bem… Eu reservo para quem merece. O que decididamente não é o caso.

Vamos lá, mais uma vez, vamos lá: ninguém é obrigado a nada!

Parece tão simples, contudo, ao que tudo indica precisa ser repetido com veemência e constantemente. Um dos grandes problemas do usuário parasita é a pobreza de discurso e a dificuldade na interpretação de texto.

E mesmo assim nada vai mudar. De qualquer forma fica o registro mais uma vez.

As pessoas vão ler, escrever ou comentar o que as interesse.

As explicações ou justificativas para este interesse são delas e elas podem ou não compartilhar essas motivações e não há nada de reprovável nesta atitude. Cada um pode ou não ter estratégias para buscar mais engajamento ou se engajar. E você, amiguinho insatisfeito e injustiçado pelo mundo cruel, que lute.

Quem fica de birra tem que procurar chorar na cama que é um lugar quente, ou se tratar, o que parece o mais recomendado.

Afinal, se a interação positiva de pessoas em um espaço virtual tanto incomoda, realmente, a vida real do magoado deve ser destituída de elementos positivos.

E isso é triste, não é?

Imagino que sim.

Eu, honestamente, não tenho qualquer peso na consciência que me leve a empatizar com pessoas de comportamento desprezível. Assim também, me causa algum estranhamento quando as pessoas me bloqueiam (aparentemente sem motivo) ou destratam pelas caixas de comentários por aí, mas é muito em função de não compreender o mecanismo. E não por internalizar um sofrer ou alguma mágoa que isso possa alimentar.

Fico curiosa, não é algo que me cause orgulho, mas fico sim. Porém, se essa curiosidade que me traz essa energia ruim, acho que é algo que devo refletir a respeito. Afinal, quero distância em todo e qualquer aspecto de gente mesquinha, o máximo que puder.

São posturas tão diferentes das minhas que acho em algum nível intrigante e em muitos outros apenas um tanto dodói. Aguçar minha curiosidade, essa qualidade ao contrário que muitos consideram equivocadamente como paranóia, não é me ferir.

Não sei de que buraco saem os encostos ou parasitas, todavia eles aparecem de tempos em tempos. Sei que não é só comigo. Mas, nossa, que bobeira. Que insistência medíocre…

Dizem que a vida é escola. Não podemos nos esquecer que nem todas as escolas seguem a mesma linha pedagógica.

Acredito que muita gente confunde a máxima de ser protagonista da própria vida com um delírio onde todos os outros são apenas figurantes no seu showzinho particular.

É um delírio de grandeza, é se dar muita importância e é acima de tudo uma prova cabal de sua própria insegurança, mesmo que travestida de raivinha e compulsão por controle.

É uma questão de acompanhamento profissional especializado.

Como não adianta dar conselhos a quem está surdo e cego com a soberba, não vou me demorar mais ainda nisso. Claro, que eventualmente posso agir de forma impulsiva e responder algum comentário. Estamos sempre aprendendo, não é mesmo? Nunca disse que tinha um senso de humor palatável. Controverso, eu sei. Ninguém muito normal usa seu tempo neste tipo de plataforma, tem que ser um pouco esquisito e não seria diferente comigo.

Mas, na real, o que acontece é o seguinte: quem está muito confiante cedo ou tarde vai se engasgar com o próprio veneno, com o próprio ódio. O controle é, quase sempre, uma ilusão. Não por que eu tenha como fazer algo a respeito, decididamente nem tenho tempo, ou paciência para tanto, no entanto, é apenas assim que funciona a vida. A roda da fortuna gira. E quem procura eventualmente encontra. Vida que segue!

Por outro lado, sinto que é importante exaltar as pessoas legais que eu tenho encontrado pelo caminho. Para alguém, como eu que foi por longos anos apenas leitora fantasma é gratificante ter retorno de pessoas que eu valorizo. E receber carinho inesperado é um bônus infinitamente precioso.

Estas pessoas, que separam algum tempo em suas rotinas para ler, para pensar e deixar suas impressões… Aquelas que deixam comentários incríveis, as que me procuram pedindo alguma ajuda, aquelas que são educadas em suas sugestões ou críticas, afinal a gente não precisa concordar em tudo e faz parte da maturidade saber lidar com isso. E especialmente aquelas com quem a afinidade foi tão espontânea que é apenas delicioso poder cultivar qualquer contato!

Vocês são maravilhosas. Todas as pessoas que me ajudaram, direta ou indiretamente, a passar pela mais pantanosa fase de 2020. Quem está mais afastado agora ou quem chegou há pouco. Quem é mais constante e acabou por fazer parte da vida real. Todas em algum nível. Pessoas maravilhosas. Meu imenso obrigada e um abraço afetuoso.

Eu nem acredito que completei o ciclo de 4 jornais seguindo o cronograma!
O quinto pode ser o último, porém, se não rolar, já me sinto satisfeita com este ciclo. Eu acredito em desafios pessoais e é gratificante conseguir realizar os meus!

Bom, agradeço muito e como sempre a quem ler até aqui. Especialmente quem vem acompanhando e apoiando minhas historinhas. De novo: Vocês são maravilhosos!

Como disse acima ninguém é obrigado a nada e saber que esse carinho vem desprendido e espontâneo o torna ainda mais precioso para mim.

Então, mais uma vez muito obrigada!



E quanto as fics em andamento?

Horizonte em Desencanto está aí em seus últimos momentos, como estou bastante ocupada o ritmo está lento, porém não está parada.

E acabei me empolgando e lançando sem qualquer planejamento Erro e Fracasso. Como a intenção é de que seja uma história leve, aos poucos ela vai se desenrolando.

Se tudo der certo no segundo semestre retomo Baldio para a segunda temporada.

Ufa! Acredito que seja apenas isso. Algumas ideias podem surgir no meio do caminho e se for possível vão tomando contornos mais concretos. De certa forma é assim para nós todos, não?

Nos vemos por aí? Se cuidem! Mil beijos.

Permalink Comentários (7)

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Usuário: Laisve
Na boa Surtr deve ser canceriano.