Siena

Siena
! nina & the sunflowers
Nome: Marina • Nina, girassol — Park Eunseo 박은서
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: São Paulo, São Paulo, Brasil
Aniversário: 3 de Maio
Cadastro:

Siena - ! nina & the sunflowers



NÃO ESTOU ACEITANDO PEDIDOS! MPs serão ignoradas

LX. Para você nunca esquecer

Postado

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diz a lenda, Intro: Seredipity é a música que representa yoonmin, pois
caso nunca tenha reparado, Jimin diz na própria "you know, i know"



• Agradecimentos gerais

Obrigada.

Obrigada por muitas vezes ter sido a razão pela qual eu levantei da cama, pela qual fui comer antes que a pressão despencasse.

Obrigada tanto pelas madrugadas tentando acalmar suas crises como pelas madrugadas sorrindo, lembrando insistentemente o quanto você é importante e o quanto eu te amo.

Obrigada por ser a correlação maravilhosa que faço sem perceber toda vez que vejo um dente-de-leão, uma orquídea ou um girassol (porque até eles se chamam "Caui" quando eu começo a conversar com eles).

Obrigada por ter um dia decidido escrever uma fanfic para libertar-se ao menos de parte das suas dores, expondo elas sutilmente dentro de cada personagem, como uma terapia onde você pudesse falar sobre a sua vida e problemas sem que houvesse julgamentos, visto que ninguém saberia de onde realmente aquilo tudo vem.

Obrigada por ter dado justamente um nome o qual hoje nitidamente posso entender o significado (ainda que não o tenha dado de caso pensado) e que, perceba você, foi um pedido de salvação indireto e ao mesmo tempo gritante, e que, espero eu, foi atendido numa noite de dezenove de Agosto.

Obrigada por ter realmente se colocado em cada palavra daquele texto, mostrando cada pedacinho do que você sentia (e às vezes ainda sente), e tornando portanto o desenvolvimento e correr da história tão compenetrantes e profundos — profundos o suficiente para que, ainda que não consciente do que tudo aquilo representa, alguém pudesse sentir na pele cada palavra e descrição, exatamente da forma que eu sempre digo ser a indicação do verdadeiro dom da escrita.

Obrigada por, na tarde de vinte e dois de novembro de dois mil de dezesseis, mais exatamente às dezessete horas e cinco minutos, ter enviado aquela MP imensamente imensa sobre tudo o que você não contava para basicamente ninguém. Até hoje não sei exatamente o que pensar ou sentir sobre aquilo, porque sei que falar sempre foi difícil para você (assim como para mim), ainda mais para alguém que, querendo ou não, você conhecia fazia apenas três meses — pelo menos pelo que me consta nessa encarnação. É engraçado pensar que você em algum momento tenha tido coragem e se sentido confortável o suficiente para fazer isso com alguém que, comparado aos outros amigos ao seu redor, era um desconhecido.

Obrigada por ter me permitido entender muita coisa a qual você sabe que, caso você não tivesse escolhido por dizer, eu nunca teria perguntado porque, como você me diria algumas mensagens depois “ainda bem que algumas pessoas sabem que questionar e cutucar só faz a dor voltar”. Obrigada por, mesmo depois daquela mensagem, ter continuado se sentindo confortável em falar e ter brigado insistentemente com o seu bloqueio tantas vezes.

Obrigada por me deixar guardar eternamente na lembrança cada pedacinho da sua constante melhora desde então. Por mais que números, quadros médicos e exames por vezes lhe digam o contrário, eu sei o que eu vejo, leio e escuto todo dia. Provavelmente, se a Caroline de 2016 tivesse cinco minutos de conversa com a atual ela tivesse uma luzinha extra de esperança por saber que mesmo com uma pilha de problemas ela conseguiu melhorar e completar lá seus deze(velha)nove aninhos.

Obrigada por suportar a pessoa mais inconsequente, ainda que metódica e excessivamente organizada, que você já conheceu na vida. Obrigada por não desistir da pessoa que se culpa até pela florzinha que caiu da árvore na Tailândia ontem de noite durante uma ventania. Obrigada por suportar berros, “inferno”s e momentos de uma mente perturbada, às vezes por coisas boas, às vezes por coisas não tão boas assim.

Obrigada pela paciência, não só comigo, mas com você também. Obrigada por nunca deixar sozinha e ser de alguma forma onipresente. Obrigada por, mesmo que sem saber, ter muitas vezes me feito rever e repensar padrões de pensamentos que eu tinha sobre mim, ideias fixas sobre o que eu poderia e/ou deveria fazer, que foram completamente quebradas porque você me prova diariamente que todos nós podemos qualquer coisa.

Obrigada por ter me feito perceber que eu fui sempre muito fechada a decisões que tomaram por mim quando criança e que me apeguei tanto a elas sem questionar que cheguei aos vinte anos sem certeza alguma do que eu realmente gostava e sentia real prazer em aprender e exercer.

Obrigada por ter estado lá quando eu me convenci e me deixei levar pelo que eu tanto gostava sem nunca ter dado real atenção, quando eu transformei uma galeria inteira num jardim porque um furacão tinha me atingido e me feito acordar para coisas que eu amava e era desde criança e estavam esquecidas num canto qualquer.

Obrigada por, além de ter me ajudado a perceber tais coisas que viviam aqui, mas estavam totalmente desacordadas havia anos, ter me feito respirar fundo e ir contra toda a minha sensação ansiosa de que o tempo passa muito rápido e eu estou constantemente atrasada por só ter realmente encontrado um (ou vários) rumo sincero depois dos dezenove anos, deixando corridos dois anos de graduação no baú e começando tudo de novo.

Obrigada por com todos os seus problemas ter me dado justamente soluções — ou a vontade de solucioná-los —, abrindo os olhos para áreas que eu tinha descartado por frustração no passado e que hoje parece perfeitamente correta para absolutamente tudo.

E mais importante que todos esses obrigadas, um último antes que eu passe para o próximo tópico.


Obrigada por existir.



• Sobre decisões

Como eu pontuei muito nos últimos parágrafos desta primeira parte, decisões são pontos bastante importantes dentro de tudo que eu tenho para falar nesse jornal.

Eu sei, parece um jeito meio não feliz de conectar pessoas e informações, mas acho que se torna inevitável quando você praticamente respira a pessoa todo dia, desde que acorda até dormir.

Ano passado, durante a matéria de Ecologia Comportamental, lá no comecinho de Junho, os dois professores da matéria fizeram de início um resumo que fosse se afunilando no uso do comportamento dentro da biologia. E, naturalmente, em algum momento eles passaram pela genética, pois o comportamento pode ser passado não apenas por aprendizado, mas por genes. E lá estava Dr. Gustavo explicando a parte genética de tudo aquilo, com um DNA gigante estampado no telão atrás dele. Ele entrou no assunto sobre Projeto Genoma e, em algum momento, pontuou algo que naturalmente me chamou a atenção: o uso disso na medicina, na cura e tratamento de doenças como câncer, para o humilde exemplo dele.

Por um instante de momento me sentir no lugar mais correto do mundo, no momento exato. Eu às vezes brinco que na escola a coordenadora falava que eu e meu amigo, os dois melhores alunos do segundo ano do ensino médio, descobririam a cura do câncer. Talvez não façamos isso, mas ainda me parece curioso pensar que tudo se encaixa em algum ponto. E você sabe bem ao que me refiro.

Talvez eu não cure nada nem ninguém, talvez eu seja um desastre humano dentro da área da saúde e só tenha certificados e diplomas, títulos em currículos e bagagens de conhecimento que não irei exercer profissionalmente.

Mas foi com tanta força de pensamento, insistência em achar alguma coisa a mais, que fizesse real diferença, e que, consequentemente, se encaixa perfeitamente com tudo que eu amo estudar e entender, que você sem saber me fez finalmente achar as áreas nas quais eu realmente sinto vontade, prazer e interesse em estudar, devorar livros e ter algum poder físico e mental de saber que em algum ponto me torna mais útil do que eu sou agora.

Melhor que uma doida varrida gritando no seu WhatsApp é uma que sabe antes até de ter qualquer título real reconhecer que seu sintoma era uma artéria com problemas consideráveis dentro do senhor bombeador de sangue e que te obriga a ir no médico porque realmente, dessa vez eu acertei. Demita todos os seus doutores, eu viro sua médica particular se me pagar com abraços (e um salário considerável porque eu preciso viver).


• Sobre represas

Lembra da história da piscina cheia de amor, transbordando? Deleta. Apaga. Quebra a piscina, esvazia, arranca os azulejos. Meu pai me deu o nome certo afinal, e piscinas são muito limitadas para volumes de água como o de um mar inteiro, juntando os três oceanos.

Frustra sim, muitas vezes, a distância (eu sei, nem tudo é perfeito, obrigada, a gente já manja muito disso), porque 400km realmente impedem alguns oceanos de fluírem completamente para onde deveriam.

Como se fosse uma represa no meio do mar. Você pode ouvir sobre números e valores do volume dela, mas nunca vai saber até ver tudo aqui correr pelas quedas d'água, sem limites de velocidade e sem um fim visível.

É exatamente assim que eu me sinto, e você está muito muito encrencada se essa represa abrir um dia porque você vai se afogar, de verdade.

Você pode prometer não esquecer ou dizer que sabe, mas você nunca vai de fato saber. Peço mil desculpas por essa eterna ignorância a qual você está fadada, mas é real. Porque toda noite eu pego a coberta, deito no colchão, encosto a cabeça no travesseiro e ignoro todo o resto do mundo.


Está tudo completamente escuro em volta. Não tem comida, não tem computador, não tem timeline. Tem única e especialmente você. Não saio daquela mesma tela até você dormir. Eu não olho as outras conversas, eu não vejo instagram, calendário, twitter. Eu não vejo absolutamente nada além do que você está falando ali naquela hora.

É sagrado e completo. O mundo para e eu crio aquilo com o que eu tanto tenho problema: foco. Não me diga que você me dá todas as crises que eu tenho, porque você me faz ter a coisa que eu mais tenho dificuldade em ter desde os dezessete anos.

E mesmo que você me causasse crises. O que são ervas daninhas num campo tão bem preenchido de flores coloridas? O que são os nossos problemas comparados à minha mania idiota de tirar o travesseiro, deitar direto no colchão e ficar olhando o seu eterno "typing" enquanto você soluça de choro pensando como eu queria que você tivesse a mínima ideia do quanto eu te amo?

Vai por mim, você não tem.



• Sobre valer a pena

Não me importa se você morar mais no hospital que na sua casa, que você hiberne oitenta por cento do dia por causa de remédios, que eu fique cinquenta horas sozinha em desespero, que eu brigue com um áries ferrenho e teimoso (e chorão), que você tenha uma planilha infinita de remédios todo dia, que você seja a pessoa mais cheia de problemas que eu vou encontrar em muitos quilômetros quadrados, que você não tenha paciência, que viva com crises de pânico, me dando crises de pânico pelas suas crises de pânico, que você suma totalmente do nada de noite porque se perdeu no meio da rua e que você tenha toda sorte de pesadelos e problemas de saúde que cabem em 1,58m de gente.

Não me importa que eu sinta na pele tudo que você sente, desde o emocional até o físico, da melhor à pior sensação. Não me importa.

Porque amor é justamente saber lidar com todas essas coisas e ainda querer você do lado todo dia. Pura e simplesmente porque vale a pena, porque cada pontada de enxaqueca não faz valer menos suas crises de riso.

É mal de mãe mesmo. Ninguém entende até ser.


• Sobre espaços vazios

Você torna todos os dias felizes, mesmo quando está triste. Você completa um espaço que eu mesma desconhecia antes e que hoje sei que era simplesmente vazio. Você muitas vezes me faz entender porque diabos alguém nasceu em 3 de maio de 1997 às 14h no Hospital Santa Joana.

Talvez não tenha nascido para nada além disso, nada além de te explicar diariamente, mesmo quando sem palavras, que eu amo e cuido de você porque me faz bem, sem esperar absolutamente nada em troca. Talvez para finalmente se sentir decidida e localizada ao perceber que biológicas e saúde são realmente coisas que eu adoraria aprender e exercer.

Vazios muitas vezes são espaços que nós simplesmente não sabemos que temos e que não saberemos até encontrarmos o que irá de fato ocupar aquele pedacinho dentro da gente. É como encontrar sua razão de viver, de acordar, respirar. É preencher o seu sentido da vida finalmente depois de tanto tempo sem saber “porquê”.

Isso se chama ikigai.

Citação:

Ikigai é uma palavra japonesa que se traduz como “a razão de ser” ou “aqueles objetivos de vida que nos fazem levantar todas as manhãs”. Para os japoneses, todos nós carregamos o nosso próprio ikigai no nosso interior e é essencial descobri-lo, torná-lo nosso e carregá-lo como bandeira. ”



Eu amo diagramas, então fica o do ikigai aqui porque ele é organizado e coloridinho também. Ainda estou lendo o livro sobre essa palavrinha mágica, mas dia 3 de maio eu empresto.


• Sobre ser bom como é

Porque é incrivelmente autossuficiente. Não falta nada, percebe? Ok, talvez falte a lasanha, o comentário em A Última Primavera, a macarronada e um abraço.

Mas parece completo para mim. Se nos perdermos numa ilha deserta você teria sua médica-enfermeira particular, além de uma doida botânica que saberia usar a natureza da ilha para salvar suas crises. Desde que eu tivesse uma bagagem considerável de fotos de Park Jimin e meu Spotify pago estivesse completamente baixado no meu celular, tudo estaria perfeito.

Não precisamos de absolutamente mais nada, nós já somos e temos tudo.


• Sobre namoros

Esse eu vou pular porque é proibido para menores de dezoito anos segundo constatei com uma conversa pós anestesia com uma jovem ariana tarada.

Mas apenas lhes afirmo: ela tem um crush pesado em mim, é. Não posso negar meus encantos.

Como eu lhe disse, meu cérebro parecia o inferno nessas últimas duas semanas. Eram tantas perguntas que eu realmente queria bater a testa na parede para ver se achava o botão de desligar.

Sempre foram na verdade. Eu só me sentia muito errada, eu bloqueava de verdade, porque parecia muito “você não deveria”. Você não deveria estar com o mesmo namorado há três anos e de repente se questionar se ama mais sua amiga do que ele. Ou pensar qualquer obscenidade com ela, porque isso parece realmente muito errado, ressaltando o fato de que você trata ela como filha de verdade, não apenas por famílias virtuais, mas muito além da compreensão de qualquer um além de nós.

Sua única concorrência continua sendo um coreano baixinho e bochechudo com alma de bolinho, então você tem grandes chances, porque acho que existem muitos menos quilômetros entre eu e você, além de outras mil razões óbvias.


• Sobre presentes

A senhorita já tem na bolsinha dos deze(velha)nove anos:

a. duas atualizações na galeria com Min Yoongi, além da volta da galeria em si;
b. Água Marinha;
c. a yoonmin kid!au que eu não postei, mas fiz você ler no Google Docs;
d. a futura postagem de mais duas fanfics yoonmin que eu já tenho plotadas apenas aguardando minha criatividade, inspiração e tempo se unirem;
e. o próprio jornal que você está lendo;
f. minha humilde existência e brilho celestial nos seus dias.


• Sobre a coisa mais preciosa do mundo

Citação:
"Pare de tentar entender de forma lógica
porque alguém te ama se amor
não tem po**a de lógica nenhuma
"


Hemingway Andrienco, Marina


Pare de tentar entender e simplesmente aceite. Porque você aceitando ou não, vou continuar amando, pelo que me parece, cada minuto um pouquinho mais. Você é a estrelinha mais linda e preciosa desse mundo, nunca se esqueça disso. E se alguém lhe disser o contrário, ou insistir que ninguém te ama (isso inclui sua depressão, porque ela é tagarela demais), volte ao momento em que você viu o print que eu te mandei e deu risada.

"Caui ♡ só não esquece que eu te amo". Não esqueça, por favor.

A gente só esquece o que a gente grava no cérebro. Não o que grava no coração. E o seu é enorme, cabe coisa a danar.

Parabéns por todas as loucuras e problemas que você já cometeu e superou em todos os seus longos dezenove aninhos. Quase encerrando sua segunda década respirando oxigênio e oxidando células. Conte-me, quantas vezes no passado você realmente acreditou que chegaria aos vinte? Pois é, meu anjo, Cauini faz milagres.


Lhe espero velhinha com dezenas de gatos
e uma casa no meio do mato.
Obrigada por existir e por nunca desistir.
Feliz aniversário (pseudo-atrasado), meu anjinho.
Amo você, @hopefull



HOPIENA NAMORA GRAÇAS A DEUS

Escutando: escrito com amor ao som de Save Me, BTS
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[14/04/2018] LVIII. avisinhos e novidades

[11/04/2018] LVII. Turquesa, o epílogo: Incolor

[10/04/2018] LVI. Atualização e conclusão de fanfics


Atualizações do Usuário

Usuário: Siena
Favoritei a história
História: My Happiness
História: My Happiness
Há poucas coisas que temos certeza em nossas vidas. Porém, Yoongi não precisa pensar duas vezes quando o perguntam sobre o melhor dia de sua vida: com certeza foi quando conheceu..
Usuário: Siena
@aerahi aaaaaaaaah sim sim! obrigada <3 estou esperando me entregarem o style Q a moça que está fazendo os códigos está ocupada com a escola esses dias, por isso a demora.
Usuário: Siena
acho que vou ficar apenas como escritora no jmh...